Matt Damon estaria de mudança para a Austrália por causa de Donald Trump
Matt Damon estaria de mudança marcada para a Austrália com sua família. Segundo o jornal Sunday Telegraph, de Sydney, ele comprou uma casa em Byron Bay, ao lado da residência de Chris Hemsworth – com quem apareceu recentemente em “Thor: Ragnarok”. A coluna/site Page Six foi atrás da história e voltou com uma fonte anônima confirmando tudo e, de quebra, culpando Donald Trump pela decisão do ator de sair dos Estados Unidos. “Matt está dizendo a amigos e colegas em Hollywood que ele está mudando a família para a Austrália”, garantiu a fonte, que citou o clima de insegurança do país no governo de Trump, com mais tiroteios e atentados que o “normal”. Segundo o amigo anônimo, a mudança não afetará o trabalho do ator. “Ele viajará para onde seus projetos estiverem sendo filmados. Ele diz que quer ter um lugar seguro para criar seus filhos”. Damon tem quatro filhos com esposa Luciana Barroso. Procurado pelo Page Six, o agente do ator não se pronunciou. Mas o site reparou que Damon não tem nenhum filme alinhado para os próximos meses, o que pode ser uma confirmação dos planos de mudança.
Netflix assume produção de Travelers e garante volta de Eric McCormack na 3ª temporada
A Netflix assumiu a produção da 3ª temporada de “Travelers”. A plataforma vai financiar inteiramente a 3ª temporada, após dividir a produção dos primeiros anos da série com o canal pago canadense Showcase. A renovação, anunciada há duas semanas, não tinha adiantado este detalhe. Nem tampouco o status do ator Eric McCormack, que voltou à TV americana com o revival de “Will & Grace”. Ele é o Will da série clássica de comédia. Mas as negociações foram positivas e ele permanecerá na sci-fi, estendendo seu contrato como produtor associado. De quebra, vai dirigir o primeiro episódio do terceiro ano. “Antes que eu voltasse a ser Will Truman novamente, eu foi um viajante”, disse McCormack, em comunicado da Netflix. “E estou muito animado para poder contar aos nossos fãs, em todo o mundo, que o sutil e impressionante drama de ficção científica de Brad Wright voltará para uma 3ª temporada. Tenho muito orgulho dessa série, especialmente porque é uma produção 100% canadense… Estou contando os dias para retornar, não apenas como o agente especial Grant MacLaren, e como produtor, mas como diretor da estréia da 3ª temporada”, compartilhou. “Nosso parceiro Eric disse bem”, ecoaram os produtores executivos Brad Wright e Carrie Mudd, na continuação. “Nós gostaríamos de adicionar nossa gratidão aos nossos telespectadores do Canadá, no canal Showcase, por duas temporadas extraordinárias. Estamos ansiosos para começar a rodar a 3ª temporada agora em março em Vancouver e continuar a história de ‘Travelers’ para os fãs no Canadá e em todo o mundo, agora exclusivamente na Netflix”. Brad Wright foi quem desenvolveu o universo “Stargate” na televisão (as séries “Stargate SG-1”, “Stargate Atlantis” e “Stargate Universe”), e “Travelers” compartilha a capacidade do produtor-roteirista para criar conceitos complexos de sci-fi. A atração gira em torno dos últimos sobreviventes da humanidade, que descobrem como enviar suas consciências através do tempo para “possuírem” as mentes de pessoas no século 21, e assim tentar mudar o futuro. Estes “viajantes” assumem a vida de pessoas aparentemente aleatórias, destinados a morrer de causas fortuitas, enquanto secretamente trabalham em conjunto para salvar a humanidade de um futuro terrível. Armados apenas com seus conhecimentos da História e dos perfis de mídia social de seus alvos, ele precisam fingir que são maridos, mães e filhos para as famílias dos corpos que possuíram, descobrindo que os relacionamentos no século 21 são tão desafiadores quantos suas arriscadas missões. Além de Eric McCormack, o elenco inclui Mackenzie Porter (série “Hell on Wheels”), Patrick Gilmore (“O Segredo da Cabana”), Jared Paul Abrahamson (série “Awkward”), Nesta Marlee Cooper (série “Heroes Reborn”) e Reilly Dolman (“Percy Jackson e o Ladrão de Raios”). O segundo ano de “Travelers” tinha terminado em um grande cliffhanger, mantendo os espectadores ansiosos pela renovação da série. A demora do canal Showcase de definir a renovação fez a Netflix se movimentar. Em seu comentário no comunicado oficial, McCormack acabou justificando o interesse do serviço de streming, aludindo a “Travelers” como “uma das séries mais fortes e maratonadas da Netflix”. Fica a dica, para quem ainda não descobriu “Travelers”.
Novos Deuses da DC Comics vão virar filme da diretora de Uma Dobra no Tempo
A cineasta Ava DuVernay assinou com a Warner para filmar a adaptação dos quadrinhos de Os Novos Deuses, um dos trabalhos mais marcantes de Jack Kirby para a DC Comics. Se o título não é dos mais lembrados da carreira do genial criador do Capitão América, Quarteto Fantástico, Hulk, X-Men e cia, basta uma palavra relacionada a sua trama para estremecer todos os fanboys enrustidos: Darkseid. DuVernay mostrou capacidade para criar um universo psicodélico de efeitos visuais em “Uma Dobra no Tempo”. Ainda inédito no Brasil, o filme não virou o blockbuster que a Disney esperava em seu lançamento nos Estados Unidos na semana passada, nem agradou a critica. Mas é lindo de ver. E a experiência lhe torna mais preparada para encarar a filmagem de mundos distantes, mergulhados numa guerra eterna. A DC já introduziu o universo de Jack Kirby em seus filmes, ao citar as caixas maternas e incluir o vilão Lobo da Estepe em “Liga da Justiça”. Mas a ideia de um filme exclusivo dos Novos Deuses é ambiciosa e inesperada. Afinal, Kirby juntou psicodelia e tragédia grega na concepção dos seus personagens, com direito a conflitos de deuses, entre eles pai e filho, e deu origem a uma coleção numerosa de personagens que se espalharam pelos quadrinhos da editora. Darkseid, o líder dos deuses de Apokolips, acabou se tornando o vilão mais famoso de toda a DC Comics, mas o chamado “Quarto Mundo de Jack Kirby” ainda originou Metron, Orion, Vovó Maldade, Grande Barda e Senhor Milagre, entre outros. A diretora chegou a dar uma dica de que estava negociando assumir a direção do filme quando respondeu, nas redes sociais, qual era seu herói favorito. Ela escreveu: “Grande Barda. Por muitas razões”, citando a esposa do Senhor Milagre. Na trama original, as divindades habitam dois planetas: um é o Novo Gênesis, um paraíso exuberante, e o outro Apokolips, que parece a versão do inferno de Dante. E ambos estão em guerra eterna. O estúdio também contratou Kario Salem (“Tudo Por Um Sonho”) para desenvolver o roteiro. Ele trabalhará em estreita colaboração com DuVernay. Apesar disso, o projeto ainda não tem cronograma de produção nem previsão de estreia.
Divertido vídeo da nova animação de Wes Anderson traz cachorros falando de si mesmos
A Fox Searchlight divulgou um vídeo de bastidores completamente inusitado de “Ilha de Cachorros” (Isle of Dogs), a nova animação do cineasta Wes Anderson (“O Grande Hotel Budapeste”). A prévia apresenta os personagens caninos da trama. Mas faz isso de forma pouco convencional, por meio de animação exclusiva. O vídeo traz os cachorros animados inseridos nos cenários do filme, apresentando-se com a voz de seus dubladores – prontamente identificados na tela. Mas a forma como o texto transparece cria uma confusão de metalinguagem, entre voz e criaturas. A impressão é que os próprios cachorros são atores, falando sobre personagens que interpretam na ficção. O elenco de vozes, como de costume nos filmes de Anderson, é repleto de estrelas, incluindo alguns parceiros habituais do diretor, como Bill Murray, Edward Norton, Tilda Swinton, Jeff Goldlum, Frances McDormand e Bob Balaban, mas também novidades, entre elas Bryan Cranston (da série “Breaking Bad”), Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), Greta Gerwig (“Frances Ha”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) e diversos astros japoneses – Ken Watanabe (“A Origem”), Kunichi Nomura (“Encontros e Desencontros”), Akira Ito (“Birdman”), Akira Takayama (“Neve Sobre os Cedros”) e até a cantora Yoko Ono. O filme tem uma premissa distópica. Um político corrupto, amante de gatos, aproveito um surto de gripe para culpar os cachorros e isolá-los numa ilha do Japão, onde são forçados a viver e lutar por restos de comida no lixo. Mas o medo de contágio não impede um garotinho de ir até lá para tentar resgatar seu animalzinho de estimação. Sensibilizados, os demais cachorros resolvem ajudar na busca. O problema é que, como eles falam inglês, não entendem o que diz o menino japonês. “Ilha de Cachorros” é a segunda animação da carreira de Anderson, após “O Fantástico Sr. Raposo” (2009). E a escolha do tema é especialmente curiosa porque, em seus filmes, o diretor tem se mostrado um assassino contumaz de cachorrinhos. Os bichinhos sempre se dão mal em suas obras, a ponto de a revista The New Yorker ter publicado um ensaio para provar que Anderson odeia cães. Elogiadíssimo, com 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o filme abriu sob aplausos o Festival de Berlim 2018 e chega aos cinemas americanos em 23 de março. Mas os espectadores brasileiros terão que esperar mais três meses para assisti-lo, pois o lançamento nacional está marcado apenas para 14 de junho.
Han Solo ganha novos pôsteres de personagens
A Disney divulgou uma nova coleção de pôsteres de “Han Solo: Uma História Star Wars”, voltada para o mercado brasileiro. Com visual de quadrinhos, os cartazes identificam os intérpretes dos personagens individuais. Mas só o pobre ator Joonas Suotamo passa batido, sob a maquiagem de Chewbacca. Os demais são as versões jovens dos conhecidos Han Solo (Alden Ehrenreich, de “Ave César!”) e Lando Calrissian (Donald Glover, de série “Atlanta”), além da nova personagem Qi’Ra (Emilia Clarke, de “Game of Thrones”). O longa tem roteiro do veterano Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e de seu filho Jon Kasdan (“A Primeira Vez”), e bastidores tumultuados de direção: Ron Howard assina a versão final, após a demissão da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”) pela Lucasfilm, no meio das filmagens. A estreia de “Han Solo” está marcada para 24 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Terror O Grito vai ganhar segundo remake americano
Terror “O Grito” vai ganhar seu segundo remake. Ou seja, será a terceira vez que a mesma história será contada em 16 anos. E os produtores estão animados com isso, eles próprios garantem, num comunicado. O original foi um telefilme japonês de 2000, que ganhou versão de cinema em 2002, quando os filmes de J-horror com mulheres fantasmas de cabelo na cara ainda eram novidade. “Ju-On”, o título japonês, ainda acrescentou o menino fantasma de boca aberta, que virou outro ícone do gênero. Rendeu inúmeras continuações e até um crossover, “Sadako vs. Kayako”, em que sua mulher fantasma de cabelo na cara enfrentou a mulher fantasma de cabelo na cara de “O Chamado” (Ringu, em japonês). O primeiro remake americano foi lançado em 2004 com direção do criador da franquia, o cineasta Takashi Shimizu, que mudou apenas a etnia da protagonista. Ela virou uma enfermeira americana (Sarah Michelle Gellar) que enfrentava uma maldição enquanto trabalhava em Tóquio, no Japão. O fato de manter a locação original foi numa tentativa de preservar os mitos sobre espíritos maus do folclore do país. E deu certo. O filme fez sucesso suficiente para também ganhar continuações – mas o terceiro filme já saiu direto em vídeo. Agora, a Sony planeja contar a mesma história outra vez, mas com nova diferença: passada nos subúrbios e com uma típica família americana. Portanto, obviamente, escalou um mexicano e uma inglesa para os papéis principais. Demian Bichir (“Os Oito Odiados”) e Andrea Riseborough (“Birdman”) serão os protagonistas do filme, que terá direção de Nicolas Pesce (“Os Olhos da Minha Mãe”). A produção está a cargo do cineasta Sam Raimi (“Homem-Aranha”), que é quem se disse “muito animado” com todo este prospecto. “Estamos muito animados para esta nova adaptação. Voltamos para o material original para entregar uma material implacável que explora os horrores do subúrbio norte-americano”, definiu Raimi.
Dax Shepard será substituto de Danny Masterson na série The Ranch
A série “The Ranch” já definiu um substituto para Danny Masterson, afastado da produção após ser investigado por abusar sexualmente de várias mulheres. A vaga de coprotagonista, ao lado de Ashton Kutcher, será preenchida por Dax Shepard (“CHiPs: O Filme”). “The Ranch” marcava o reencontro de Masterson com Ashton Kutcher, após os dois trabalharem juntos na série clássica de comédia “That ’70s Show”. Na atração de streaming, os dois interpretam irmãos, que voltam a conviver depois de anos, quando o personagem de Kutcher, que morava na cidade grande, retorna ao “rancho” da família. A “substituição” será parecida com o que aconteceu com o próprio Kutcher, quando ele entrou na vaga de Charlie Sheen em “Two and a Hallf Man”. A estratégia simples consiste em introduzir um outro personagem na trama. Shepard interpretará Luke Matthews, um ex-soldado recém-chegado a Garrison, onde conhece os Bennetts e forma um vínculo imediato com Colt (Kutcher). Ele vai aparecer na segunda metade da 3ª temporada de “The Ranch”, que atualmente está em hiato. Será o segundo trabalho do marido de Kristen Bell na Netflix, após participar de “Wet Hot American Summer: Ten Years Later”, no ano passado.
Danny Boyle confirma planos de dirigir o próximo filme de James Bond
O cineasta britânico Danny Boyle confirmou que pretende dirigir o próximo filme do espião James Bond. O cineasta disse ao jornal Metro que deverá filmar a nova aventura do espião 007 no final do ano, caso o roteiro escrito por John Hodge seja aprovado. “Estamos trabalhando em um script agora. E tudo depende disso, realmente”, ele contou. “Nós temos uma ideia. John Hodge, o roteirista, e eu tivemos essa ideia, e John está escrevendo a história no momento. E tudo dependerá de como isso vai ficar. Não posso adiantar mais detalhes”, contou, enquanto divulgava a série “Trust”, do canal pago FX. Com a declaração, Boyle apenas confirmou o que já se especulava desde fevereiro. Segundo apurou o site Deadline na ocasião, o diretor já planejava fazer um filme de espionagem quando foi sondado pela MGM para assumir a franquia de 007. Ele então chamou seu parceiro John Hodge, com quem trabalhou em seis filmes, entre eles o recente “Trainspotting – Sem Limites”, para adaptar sua ideia num roteiro alternativo para o 25º longa do espião James Bond. O problema é que o estúdio já tem um roteiro pronto para o filme – da dupla Neal Purvis e Robert Wade, que escreve para a saga 007 desde “O Mundo Não É o Bastante”, lançado em 1999. Isto originou um impasse, porque Boyle informou que não pretende filmar se não usar sua ideia. Após ouvir a premissa do cineasta, a MGM teria dado sinal verde e um tempo específico para a criação do roteiro, antes de decidir o que fazer. Caso prefira o roteiro de Purvis e Wade, buscará outro diretor. Dando tudo certo, a produção marcará um reencontro do diretor com o ator Daniel Craig. Responsável pela abertura das Olimpíadas de Londres, Boyle comandou Craig numa cena de paraquedismo em que ele viveu justamente 007 nos jogos olímpicos. Ainda sem título, o próximo 007 deve chegar aos cinemas em novembro de 2019. Antes disso, Boyle ainda pretende filmar uma comédia escrita pelo mestre das comédias românticas britânicas Richard Curtis (“Simplesmente Amor”), que começa a ser rodada em maio.
Annabella Sciorra viverá a vilã da 2ª temporada de Luke Cage
A atriz Annabella Sciorra, que foi indicada ao Emmy pela série “Família Soprano” (The Sopranos) e voltou recentemente à mídia ao denunciar estupro de Harvey Weinstein, entrou na 2ª temporada de “Luke Cage”. Ela viverá a mafiosa Rosalie Carbone, a grande vilã dos novos episódios da série estrelada por Mike Colter. Nos quadrinhos, a chefona do crime organizado tem uma rixa com o Justiceiro, o que pode ter desdobramentos no universo compartilhado das séries da Marvel na Netflix. “Luke Cage” retorna à Netflix no dia 22 de junho e será seguida, por coincidência, pela 2ª temporada de “O Justiceiro”, atualmente em produção.
Spielberg recria cena de Jurassic Park em trailer de Jogador Nº 1
A Warner liberou um novo trailer de “Jogador Número 1”, filme dirigido por Steven Spielberg que chega aos cinemas no final do mês. Ainda sem legendas, a prévia mostra mais do Oasis, o ambiente virtual onde se passa a maior parte da ação, e que é um desenho animado digital. O destaque fica por conta da recriação de uma cena de “Jurassic Park”, que mostra um T-Rex perseguindo um carro. O longa, que marca a volta de Spielberg à ficção científica, é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline. A história se passa em 2044, quando a humanidade se conecta no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas o protagonista Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis (Mark Rylance, de “Ponte dos Espiões”), que escondeu uma série de pistas na realidade virtual para premiar quem resolvê-las com a herança de sua enorme fortuna – e até o próprio Oasis. Milhões tentam conseguir o prêmio, sem sucesso, mas Wade está na frente da competição. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida que ele domina: o entretenimento pop dos anos 1980 e 1990. Assim como o personagem procura pistas para o ovo dourado, escondido pelo Willy Wonka futurista, o público também tem centenas de easter eggs na produção para identificar. Os vídeos disponibilizados já trouxeram várias menções à cultura pop, desde o protagonista da animação “O Gigante de Ferro” (1999) até o DeLorean de “De Volta para o Futuro” (1985). O elenco também inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Rogue One: Uma História Star Wars”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), T.J. Miller (“Deadpool”), Lena Waithe (série “Master of None”), Win Morisaki (“Gokusen: The Movie”) e Letitia Wright (“Pantera Negra”). “Jogador Nº1” estreia em 29 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Lara Croft enfrenta Maria Madalena nas estreias de cinema da semana
Não há muitas estreias amplas na semana, apesar do circuito receber 12 lançamentos. Nada menos que cinco produções da lista são documentários. Há mais três filmes europeus, além de uma animação japonesa agendada para um único dia de exibição. Assim, é natural que o frequentador dos shoppings só note três novidades – e uma delas com algum esforço. Clique nos títulos abaixo para ver os trailers de toda a programação. “Tomb Raider” tem a maior distribuição, em 600 telas, numa aposta no reconhecimento da “marca” entre o público. Mas não escapa da sina das adaptações de games em Hollywood. Já faz 25 anos que os grandes estúdios insistem em transformar jogos eletrônicos em filmes dispendiosos. E o resultado tem sido sempre o mesmo: produções cheia de saltos, corridas, lutas e obstáculos, que tentam evocar o ritmo frenético dos games. Mas, sem interatividade, não passam do “modo demonstração”, sem conseguir replicar a emoção que o gamer sente ao jogar. Pois o longa da heroína Lara Croft é o típico filme de videogame, com muitas corridas e saltos, e já taxado de medíocre pela crítica americana, com 50% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A nota só não é pior porque as considerações negativas foram equilibradas com elogios à atriz sueca Alicia Vikander. Após vencer o Oscar por “A Garota Dinamarquesa” (2015), ela mostrou versatilidade e potência física para convencer como heroína de ação. Entretanto, houve quem reclamasse do tamanho dos seus seios – menores que o da Lara Croft dos primeiros games. A piada de ter uma modelo siliconada de revista masculina no papel principal, poderia ajudar o filme a assumir-se como trash total, em vez de tentar disfarçar-se de entretenimento empoderador com uma atriz talentosa no papel de um pixel. Outra adaptação de “marca” famosa e “heroína” conhecida, “Maria Madalena” decepciona por motivos diferentes. Maior produção sobre o Novo Testamento desde “A Paixão de Cristo” (2004), de Mel Gibson, o filme tem elenco grandioso, com destaque para Rooney Mara (“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”) no papel-título e Joaquin Phoenix (“Vício Inerente”) como Jesus, e toma grande cuidado ao abordar os dogmas cristãos, mesmo quando se desvia dos textos oficiais em busca de uma abordagem politicamente correta. Na prática, o filme transforma a personagem icônica, considerada prostituta na tradição evangélica, em feminista e principal seguidora de Jesus Cristo. O resultado, porém, não é o “Evangelho de Maria Madalena” (manuscrito encontrado junto com outros textos do cristianismo primitivo em escavações do Egito e só publicado em 1955), mas a atualização dos ensinamentos cristãos que a própria Igreja Católica tem pregado sob o Papa Francisco. A visão do passado é sempre filtrada pelo presente, e isto resulta em anacronismos que diferem entre as décadas. Se Jesus Cristo era loiro de olhos azuis em “A Maior História de Todos os Tempos” (1965), agora Pedro, supostamente o primeiro Papa, é negro (vivido por Chiwetel Ejiofor). Isto reflete a visão “de inclusão” do filme, seu maior pecado para os tradicionalistas, mas, assim como em “Lion” (2016), o filme anterior – e igualmente inclusivo – do diretor Garth Davis, o “politicamente correto” chega até ao meio do caminho, retrocedendo quando se espera que ouse maiores avanços. A violência e o aramaico de “A Paixão de Cristo” foram muito mais subversivos. “12 Heróis” é um filme de guerra estrelado por Chris Hemsworth (“Thor: Ragnarok”) e Michael Shannon (“A Forma da Guerra”), com direito a patriotismo banal, mas também cenas de ação intensas. A trama é inspirada na história real da primeira equipe militar dos Estados Unidos enviada ao Afeganistão após o ataque de 11 de setembro de 2001: 12 soldados americanos que têm que aprender a montar a cavalo para avançar pelas montanhas, apenas para descobrir que suas montarias os tornam alvos melhores para tiros de tanques. Como típica produção patriota de guerra, não há nuances ou a menor profundidade em sua história, o que lhe rendeu cotação medíocre de 54% no Rotten Tomatoes. Cinema europeu premiado O circuito limitado destaca três produções europeias premiadas, que fizeram suas pré-estreias mundiais no Festival de Cannes 2017. Por coincidência, a opção mais acessível também aborda terrorismo e muçulmanos, mas conta um lado dessa história que Hollywood ignora vergonhosamente, no tremular nacionalista de bandeiras. Um dos longas mais aplaudidos de Cannes, “Em Pedaços” ilumina a face do terrorismo que tem olhos azuis e ataca muçulmanos. A produção alemã acompanha o desespero e a impotência de uma mulher, após seu marido e filho serem vítimas de um atentado à bomba. Loira ariana, ela era casada com um turco, o que fez sua família virar alvo de grupos de ódio. Depois do período de luto e espera por justiça, ela decide agir contra os neonazistas, transformando seu drama pessoal num thriller de vingança. Quem precisa de remake de “Desejo de Matar” quando se tem um filme desses? Dirigido pelo alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), filho de turcos, o longa venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira e rendeu o prêmio de Melhor Atriz em Cannes para Diane Kruger (“Bastardos Inglórios”). Acabou ignorado pelo Oscar, mas agradou a crítica americana, com 73% no Rotten Tomatoes. O ódio contra estrangeiros e uma noção de nacionalismo bandeiroso também alimenta a trama de “Western”, outra produção alemã exibida em Cannes e premiada no circuito dos festivais. Escrito e dirigido por Valeska Grisebach, que foi consultora de roteiro do sucesso “Toni Erdmann” (2016), acompanha, com abordagem semidocumental, um grupo de trabalhadores alemães, contratados para obras numa região rural da Bulgária. Sem entender a língua e vivendo choque cultural constante, eles se indispõem com os moradores locais, expondo preconceitos e a mentalidade hooligan das classes baixas. Tem impressionantes 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Amante por um Dia” evoca a nouvelle vague em seu foco em relacionamentos modernos, slogans e filmagem em preto e branco. A trama acompanha uma jovem que volta para casa, após terminar um namoro, e encontra o pai se relacionando com uma mulher da sua idade. Os três passam a conviver sem crises, mas – como o pai é professor de Filosofia, tudo é pretexto para – muitas conversas. Dirigido pelo veterano Philippe Garrel (“Um Verão Escaldante”) e estrelado por sua filha, Esther Garrel (“Me Chame pelo Seu Nome”), foi igualmente exibido e premiado em Cannes, na mostra da Quinzena dos Realizadores. Registros do Brasil brasileiro A programação se completa com cinco documentários, sobre os mais diferentes assuntos nacionais, da pesquisa histórica a discussões atuais. Curiosamente, nenhum deles opta pela hagiografia, que costuma marcar o segmento. O que não significa que faltem personagens marcantes. “A Luta do Século” é o mais consagrado. Venceu o Festival do Rio, na categoria de Melhor Documentário, ao registrar a rivalidade de mais de 20 anos entre os boxeadores Luciano Todo Duro e Reginaldo Holyfield, ídolos do esporte no Nordeste na década de 1990. Em seu auge, eles fizeram seis combates, com três vitórias para cada lado. E para desempatar, os dois ex-atletas, já com mais de 50 anos de idade, resolveram se enfrentar uma última vez. O resultado é uma vitória cinematográfica com grande força emotiva – e o melhor trabalho do diretor Sergio Machado desde sua estreia, em “Cidade Baixa” (2005). “Imagens do Estado Novo – 1937-45” traz outro cineasta renomado, Eduardo Escorel, que na obra demonstra sua habilidade com a edição de imagens. Montador de inúmeros clássicos do cinema nacional – “Terra em Transe” (1967), “Macunaíma” (1969), “São Bernardo” (1972), “Joanna Francesa” (1973), “Eles Não Usam Black-Tie” (1981), etc – , Escorel resgata a história da primeira ditadura assumida do Brasil, o Estado Novo de Getúlio Vargas, com imagens de arquivo, que mostram o carnaval do país que convivia com bandeiras nazistas e ataques à imprensa. Um documento importante para quem não tem memória, como a maioria dos “trabalhistas” brasileiros. Já os diretores de “Híbridos – Os Espíritos do Brasil” são franceses. Vincent Moon e Priscilla Telmon fazem um registro de diferentes cultos religiosos do país, do candomblé à missa evangélica, mostrando a força da fé nacional. O trabalho é belíssimo, graças à opção por colocar a câmera entre os fiéis para mergulhar nos transes e emergir com imagens potentes. Não há entrevistas, mas o registro é tão sublime que passa toda a experiência necessária. Apenas no final, cada religião representada é identificada, evidenciando como se aproximam, o que é a base do decantado sincretismo brasileiro. “O Silêncio da Noite É que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras” oferece o oposto. É um filme que não cala, feito para destacar palavras e rimas, no registro de uma tradição quase extinta, que sobrevive na fronteira de Pernambuco com a Paraíba. O documentário de Petrônio Lorena (“O Gigantesco Imã”) registra a tradição repentista do sertão, por meio de histórias poéticas e da cantoria de seus entrevistados, em meio à beleza de um Brasil profundo e pouco explorado. “Rio do Medo” aborda a violência do Rio de Janeiro sob a perspectiva dos Policias Militares. Mais convencional da seleção, é feito de entrevistas como um trabalho televisivo, em que PMs de diferentes gerações relatam suas experiências dentro da corporação, marcadas pela violência, corrução e desconfiança do povo. O filme terá exibição única no Estação Net Rio na terça, dia 20 de março. Programação extra Para completar, o Cinemark também exibe a animação japonesa “Fireworks: Luzes no Céu” num única dia, igualmente em 20 de março. A fantasia adolescente segue uma premissa de efeito borboleta, ao inserir um artefato misterioso, capaz de reescrever a história, nas mãos de uma garota que quer salvar seu relacionamento com o menino de seus sonhos. Mas quanto mais ela zera o passado, mais distante fica seu final feliz. Um dos diretores, Nobuyuki Takeuchi, foi um dos principais animadores do Studio Ghibli, trabalhando com o mestre Hayao Miyazaki em inúmeros filmes – inclusive no vencedor do Oscar “A Viagem de Chihiro” (2001).
YouTuber chama Alicia Vikander de “cadela de seios lisos” que não podia ser Lara Croft, revelando lado sexista da internet
Um YouTuber com número considerável de seguidores foi à internet mostrar seu orgulho de ser sexista de baixo nível. TJ Kirk, também conhecido como Amazing Atheist Guy, que tem mais de um milhão de inscritos no seu canal do YouTube, mandou no Twitter: “Será que eu tenho que ser o idiota que vai dizer que os seios de Alicia Vikander são muito pequenos para eu vê-la como Lara Croft? Eu tenho que ser esse cara? Eu tenho que ser aquele que diz essa p*? Eu acho que sim. Desculpe”, ele escreveu. E imediatamente sentiu a ira da internet. “Equivocado” e “ignorante” foram os adjetivos mais leves disparados. Mas a maioria concordou que ele tem razão. TJ Kirk é mesmo, como disse, um “idiota”. Afinal, ele respondeu a quem perdeu tempo tentando argumentar com esta pérola: “Escalar uma cadela de peitos lisos como Lara Croft é como me escalar como Ron Jeremy”, disse, referindo-se a um astro pornô dos anos 1980, conhecido por seu grande instrumento de trabalho. Já a “cadela de peitos lisos” deve ser Alicia Vikander… O mesmo tipo de comentário já havia sido feito contra Gal Gadot, quando ela foi escalada como “Mulher-Maravilha”. Alguns até tentaram argumentar, de forma educada. “Quando ‘Tomb Raider’ foi lançado em 1996 [para console e PC], os seios de Lara Croft eram triangulares. Paremos de agir como se o tamanho / forma dos peitos de uma mulher definem sua capacidade de interpretar Lara Croft. Realmente não importa se você ‘vê’ Alicia Vikander como Lara Croft … ela é, lide com isso”, escreveu um usuário, sem saber com quem lidava. Outro apontou que a versão de Vikander é relacionada ao reboot do game, lançado em 2013, com uma abordagem menos sexista, que destacava mais as habilidades da personagem que o tamanho de seus seios. O que só aumentou sua raiva. A verdade é que, quando houve o lançamento do jogo original, os desenvolvedores optaram por proporções exageradas porque a computação gráfica ainda engatinhava e os consoles de 32 bits não mostravam os personagens com clareza. Para demonstrar que se tratava de uma mulher, os designers colocaram seios e quadris grandes na heroína. Conforme a qualidade dos gráficos foi melhorando, os designers foram explorando mais as curvas da personagem, apelando para o público masculino, que era a maioria dos consumidores da época. Quando Angelina Jolie foi escalada como Lara Croft em 2001, ela precisou usar um sutiã acolchoado para aumentar seus seios. Mas na sequência de 2003 nem sequer apareceu de shortinhos, já reclamando da imagem sexista da personagem. Desde então, o mercado mudou, o mundo também, e “Tomb Raider” precisou ser relançado em 2013 para se livrar do estigma sexista, com uma heroína mais atlética e de seios pequenos. Mesmo assim, parece que parte do público dos games prefere a versão sexista. A ironia final é que o corpo magro e atlético de Alicia Vikander foi considerado o elemento mais convincente do filme, com a capacidade física da atriz ganhando os únicos elogios da crítica, que achou “Tomb Raider” medíocre como todas as outras adaptações de videogame. Já TJ Kirk continuou ofendendo e dizendo palavrões num vídeo sobre o tema em seu canal, que o YouTube não viu problemas em publicar sem censura. Veja abaixo. Do I have to be the asshole who says her tits are too small for me to see her as Lara Croft? Do I have to be that guy? Do I have to be the one who fucking says it? I guess I do. Sorry. pic.twitter.com/5CsXwYFjBb — Amazing Atheist Guy (@amazingatheist) March 10, 2018 Casting a flat-chested bitch as Lara Croft is life casting me as Ron Jeremy. It doesn't work for obvious reasons. — Amazing Atheist Guy (@amazingatheist) March 11, 2018
Tomb Raider não empolga a crítica internacional
O novo filme da franquia “Tomb Raider”, que estreia nesta quinta (15/3) no Brasil, não empolgou os críticos dos Estados Unidos e do Reino Unido. Registrando 51% de aprovação na média apurada pelo site Rotten Tomatoes, foi considerado medíocre, apesar de elogios reservados à forma física da atriz sueca Alicia Vikander, mais que apta para o papel de Lara Croft. O principal alvo das reclamações foi o roteiro, considerado simplório, de autoria de Geneva Robertson-Dworet, roteirista que vinha sendo incensada como genial, embora ainda não tivesse sido avaliada pela crítica. “Tomb Raider” é seu primeiro roteiro filmado, mas desde que entregou seu texto para a Warner, um boca-a-boca de bastidores a tornou responsável pelas histórias de diversos projetos de blockbusters, entre eles “Sherlock Holmes 3”, “Silver & Black” (o filme da Sabre de Preta e Gata Negra), “Dungeons & Dragons” e “Capitã Marvel”. Confira abaixo alguns comentários da imprensa norte-americana e britânica. “A abundância atual de heroínas de ação não dilui a satisfação básica de se assistir Alicia Vikander de derrubar suas inibições de garota boazinha para abraçar seu destino como Lara Croft, mesmo que isso signifique balançar, pular, pisar e socar uma linha de montagem previsível de Hollywood” – Los Angeles Times. “Enredo e desenvolvimento de personagens caem no abismo em cenas de ação tão alucinadas que fariam Indiana Jones hesitar. Vikander se mostra treinada para as cenas físicas e esculpiu seu corpo de forma convincente para viver a protagonista, mas o filme, em contraste, é totalmente flácido e preguiçoso. Algumas cenas são tão impossíveis que ultrapassam os limites da suspensão da crença. E não são sutis em seu desejo de plantar sequências. Entretanto, pode ter queimado a largada com tanto exagero descuidado” – USA Today. “Este resgate de ‘Tomb Raider’ é tão pouco aconselhável quanto o recente veículo de Tom Cruise, ‘A Múmia’. Nenhum dos dois traz nada de novo para franquias que teria sido melhor deixar em paz por mais alguns anos. Vikander é bastante impressionante como Lara Croft para banir as memórias de Angelina Jolie (e talvez para justificar novas sequências), mas o filme em si é completamente convencional” – Independent “Alicia Vikander convence como a personagem de ação vivida duas vezes por Angelina Jolie, mas a história genérica e os coadjuvantes caricatos parecem vir de um seriado de aventuras de baixo orçamento dos anos 1930” – The Hollywood Reporter. O filme marca a estreia em Hollywood do diretor norueguês Roar Uthaug (“Presos no Gelo”) e seu elenco também inclui Dominic West (série “The Affair”), Walton Goggins (“Os Oito Odiados”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Kristin Scott Thomas (“O Destino de uma Nação”) e Daniel Wu (série “Into the Badlands”).












