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    Cineastas retiram filmes do festival Cine PE em protesto contra a “direita conservadora” e “o golpe”

    10 de maio de 2017 /

    Sete dos filmes que fariam parte da 21ª edição do Cine PE foram retirados da programação do evento. Os diretores dos filmes “pediram pra sair” do festival por, segundo comunicado, não quererem estar atrelados a uma programação que “favorece um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016”. A carta aberta, divulgada na tarde desta quarta-feira (10/5), explica que “apenas no dia 8 de maio, através de veículos de imprensa, tomamos conhecimento da grade completa dos filmes que foram selecionados para o festival”, e a partir daí decidiram retirar-se. “Esperamos poder participar de edições futuras e mais conscientes”, completa o manifesto. Não foram apontados quais são os “filmes golpistas”, mas o Cine PE incluiu em sua mostra competitiva o documentário “O Jardim das Aflições”, sobre o astrólogo ultraconservador Olavo de Carvalho, que foi feito sem incentivo público, mas com cotas de patrocínio de uma editora que prepara uma biografia do deputado Jair Bolsonaro. Além disso, o festival anunciou a exibição fora da competição de “Real – O Plano por Trás da História”, de Rodrigo Bittencourt, que resgata a criação da moeda em 1993. Da lista de ausências anunciadas, apenas um filme fazia parte da competição de longas: o documentário pernambucano “O Silêncio da Noite É que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras”, de Petrônio Lorena. Os demais eram curta-metragens. O festival está marcado para acontecer entre os dias 23 e 29 de maio no cinema São Luís, no centro do Recife. O evento conta com uma mostra competitiva entre longas e curtas, e também exibições de filmes fora de concurso, infantis e clássicos brasileiros. Para completar, neste ano estão previstas homenagens para os atores Rodrigo Santoro e Cássia Kis Magro e o crítico pernambucano Luiz Joaquim.

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  • Filme

    Diretor do último filme de Nelson Xavier lamenta morte do ator

    10 de maio de 2017 /

    A morte de Nelson Xavier nesta quarta-feira (10/5), em decorrência de um câncer, rendeu muitas homenagens de amigos e fãs do artista. Érico Rassi, diretor de “Comeback”, último filme do ator, compartilhou seu pesar com detalhes sobre a rotina de filmagens ao lado de Xavier. “O Nelson dignificava a profissão de ator. Avesso a qualquer tipo de oba-oba, extremamente comprometido com o trabalho e sempre contribuindo artisticamente com sua visão de mundo e mais especificamente do Brasil na hora de compor seus personagens”, disse Érico. “No caso do ‘Comeback’ sua contribuição foi tão grande e tão precisa que o enxergo mais do que um ator, um co-autor do filme. Espero que de algum modo o lançamento do filme, tão próximo de sua morte, ajude a perpetuar e iluminar todo o restante de sua obra.” O filme estreia em duas semanas, no dia 25, e traz Nelson no papel de Amador, um matador de aluguel que decide abandonar a aposentadoria. O papel lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio no ano passado.

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  • Filme

    Festival de Cannes cede às pressões e vai barrar a Netflix a partir do ano que vem

    10 de maio de 2017 /

    O Festival de Cannes cedeu às pressões dos exibidores franceses e anunciou mudanças para a edição de 2018. O alvo da polêmica foi a inclusão de duas produções da Netflix, que não serão exibidas nos cinemas, em sua seleção competitiva. Embora tenha decidido manter os filmes de Noah Baumbach (“The Meyerowitz Stories”) e Bong Joon Ho (“Okja”) na disputa da Palma de Ouro deste ano – até porque barrá-los, a esta altura, criaria ainda mais controvérsia – , a Netflix não poderá mais concorrer ao prêmio se continuar fazendo filmes apenas para streaming. Ou seja, se continuar a ser a Netflix. “O Festival de Cannes está ciente da ansiedade despertada pela ausência de lançamento desses filmes nos cinemas franceses”, justificaram os responsáveis pelo evento, em comunicado, afirmando que a organização tentou negociar com a Netflix para que os filmes fossem exibidos de forma tradicional. “Pedimos em vão que a Netflix aceitasse que esses dois filmes pudessem alcançar outro público nos cinemas franceses e não apenas seus assinantes. Por isso, o festival lamenta que não tenhamos chegado a nenhum acordo”. Eximindo-se da inclusão dos filmes na competição, os organizadores declararam no mesmo comunicado que a situação era “invisível” até o momento da polêmica. “O festival tem o prazer de acolher um novo operador que decidiu investir no cinema, mas quer reiterar seu apoio ao modo tradicional de exibição na França e no mundo. Consequentemente, após consultar os membros do seu conselho, o Festival de Cannes decidiu adaptar suas regras a esta situação, invisível até agora: qualquer filme que pretenda competir em Cannes terá que se comprometer a ser distribuído nos cinemas franceses. Esta nova medida será aplicada a partir da edição de 2018”, conclui o texto. Na prática, isto significa que, para o Festival de Cannes, cinema é um lugar, no caso salas de exibição, e não uma arte. A discussão deve ser retomada durante a exibição dos filmes da Netflix no festival deste ano, que acontece entre 17 e 28 de maio na Riviera Francesa.

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  • Etc

    Michael Parks (1940 – 2017)

    10 de maio de 2017 /

    Morreu o ator americano Michael Parks, que era figura constante nos filmes do cineasta Quentin Tarantino. Ele faleceu nesta quarta-feira (10/5) aos 77 anos. Parks nasceu em abril de 1940, na Califórnia, e começou sua carreira no começo dos anos 1960, aparecendo nas séries “Os Intocáveis”, “Gunsmoke”, “Perry Mason” e “Rota 66”, entre outras. Ele estreou no cinema como um jovem rebelde em dois filmes cultuados de 1965, “Na Voragem do Amor” e “Vítima de um Pecado”, pelos quais chegou a ser comparado a James Dean. E até mesmo trabalhou com o diretor John Huston no clássico “A Bíblia” (1966), em que tinha o papel de Adão. Foi ainda um estudante de arte arrogante em “O Ídolo Caído” (1966) e um hippie em “Acontece Cada Coisa” (1967), antes da carreira cinematográfica estagnar. Voltando-se para a TV, acabou estrelando sua primeira série, “Then Came Bronson”, como o repórter desiludido Jim Bronson, que pega a estrada em sua Harley Davidson para se encontrar. A série durou apenas uma temporada, exibida entre 1969 e 1970, mas marcou o jovem Quentin Tarantino, que a descreveu como “a atuação mais naturalista que eu já vi em um programa de TV”. Na época do cancelamento, houve boatos de que uma disputa contratual com a Universal lhe rendeu a fama de ser um ator difícil, o que teria impedido sua carreira de deslanchar, sendo evitado pelos grandes estúdios. Mesmo assim, ele seguiu alternando participações em séries e filmes. Entre as curiosidades dessa filmografia intermediária, destacam-se dois longas de ação de Andrew V. McLaglen com grande elenco, “Missão: Assassinar Hitler” (1979) e “Resgate Suicida” (1980), o thriller “Tocaia no Deserto” (1988) em que fazia parceria com uma policial lésbica, vivida por Denise Crosby, e o terror “A Praia do Pesadelo” (1989), sobre um serial killer motoqueiro que atacava garotas de biquíni, com direção do lendário Umberto Lenzi (“Canibal Ferox”). Mas o renascimento de sua carreira aconteceu pela TV, como o principal antagonista da 2ª temporada de “Twin Peaks”, no papel de Jean Renault, um criminoso charmoso, envolvido em diversas falcatruas da série, que acabava morto pelo protagonista. Logo após este destaque, o diretor Robert Rodriguez o escalou em “Um Drink no Inferno” (1995), filme escrito e coestrelado por Quentin Tarantino, e ambos os cineastas se viram hipnotizados por sua performance como o policial Earl McGraw, à caça de criminosos em fuga, rumo a um desfecho de filme de terror sobrenatural. “Ele sempre foi considerado o ator que deveria substituir James Dean quando James Dean morreu, e seu naturalismo foi incrível de assistir”, chegou a dizer Rodriguez. Quentin Tarantino criou uma continuidade pouco comentada entre “Um Drink no Inferno” e “Kill Bill” (2003), ao escalar Parks no mesmo papel, nos dois volumes de seu thriller de lutas marciais. Além disso, Rodriguez e Tarantino utilizaram o personagem Earl McGraw para estabelecer um universo compartilhado entre seus filmes do projeto “Grindhouse” de 2007, “Planeta Terror” e “À Prova de Morte”. Parks foi, na prática, o responsável por conectar os diferentes filmes do universo cinematográfico de Tarantino. Ele ainda participou de “Django Livre” (2012), de Tarantino, seu segundo western indicado ao Oscar, após se destacar em “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford” (2007). Entre um e outro, encontrou outro fã cineasta, Kevin Smith, que o escalou como o líder homofóbico de uma seita religiosa, no polêmico thriller “Seita Mortal” (2011), e como um louco sádico, que transforma cirurgicamente um homem numa morsa, em “Tusk” (2014). Graças à sua interpretação em “Seita Mortal”, Parks ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema Fantástico de Sitges, na Espanha, em 2011. Em um tributo no Instagram, Kevin Smith acrescentou: “Ele elevou qualquer filme ou programa de TV em que esteve e elevou cada diretor para quem atuou. Eu foi tão… abençoado por ter trabalhado com esse gênio de boa-fé”. Entre seus últimos trabalhos, incluem-se ainda o vencedor do Oscar “Argo” (2012), o elogiado terror canibal “Somos o Que Somos” (2013) e o thriller “Herança de Sangue” (2016), com Mel Gibson.

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  • Filme

    Filme do Plano Real ganha comercial dramático

    10 de maio de 2017 /

    A Paris Filmes divulgou um comercial do filme do Plano Real. A prévia traz cenas vistas no trailer completo, mas a forma resumida e dramática da apresentação ajuda a ressaltar clichês e situações artificiais, criadas para tornar a trama mais cinematográfica. Os atores, porém, parecem muito bem caracterizados, criando uma ilusão que condiz com o clima de docudrama. Intitulado “Real: O Plano por Trás da História”, o longa é inspirado no livro “3.000 Dias no Bunker – Um Plano na Cabeça e um País na Mão”, do jornalista Guilherme Fiuza (autor do romance que virou o filme “Meu Nome Não É Johnny”). A trama conta como uma equipe econômica reunida por FHC se fechou em um “bunker” para debater e apresentar uma proposta de reforma do Estado e criação de uma nova moeda, logo após o Impeachment do Presidente Collor, nos anos 1990. Apesar dos políticos ilustres da história, o fio condutor da trama é o economista Gustavo Franco, na época um dos integrantes menos conhecidos da equipe econômica. Para romantizar ainda mais a história, ele até ganhou uma namorada fictícia, vivida por Paolla Oliveira (“Uma Professora Muito Maluquinha”). Antes que se diga que se trata de propaganda política do PSDB, se a primeira prévia escondeu as bandeiras do PT, brandidas na época contra o Real, optando por cartazes genéricos de protesto, o novo vídeo ignora completamente a oposição irresponsável do partido que depois elegeria Lula à presidência do Brasil e, com Dilma, levaria o país à nova crise econômica. O elenco inclui Emilio Orciollo Netto (“Paraísos Artificiais”) como Gustavo Franco, Tato Gabus Mendes (“Trinta”) como Pedro Malan, Norival Rizzo (“2 Coelhos”) como Fernando Henrique Cardoso, Guilherme Weber (“Meu Amigo Hindu”) como Persio Arida, Fernando Eiras (“Getúlio”) como Winston Fritsch, Wladimir Candini (novela “Laços de Família”) como Andre Lara Resende e Bemvindo Sequeira como Itamar Franco (“Até que a Sorte nos Separe 3”). Com direção de Rodrigo Bittencourt (“Totalmente Inocentes”), “Real: O Plano por Trás da História” tem estreia prevista para o dia 25 de maio.

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  • Filme

    Zac Efron vira alvo de piadas de Dwayne Johnson em novo trailer legendado de Baywatch

    10 de maio de 2017 /

    A Paramount Pictures divulgou um novo trailer legendado de “Baywatch”, comédia inspirada na série “SOS Malibu”. A prévia enfatiza a interação entre os personagens de Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) e Zac Efron (“Vizinhos”). Apesar de descrito na prévia como “malandro”, ironicamente é Efron quem vira alvo preferencial das piadas do fortão “casca grossa”. A produção também é estrelada por Alexandra Daddario (também de “Terremoto – A Falha de San Andreas”), Jon Bass (série “Big Time in Hollywood, FL”), Ilfenesh Hadera (série “Billions”), a modelo Kelly Rohrbach (série “Rizzoli & Isles”) e a indiana Priyanka Chopra (série “Quantico”), que vive a vilã. Escrita por Robert Ben Garant (“Uma Noite no Museu”) e Justin Malen (série “Trophy Wife”), e com direção de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”), “Baywatch” irá chegar aos cinemas brasileiros em 15 de junho, três semanas após a estreia nos EUA.

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  • Série

    Sleepy Hollow é cancelada após quatro temporadas

    10 de maio de 2017 /

    A rede Fox anunciou o cancelamento da série sobrenatural “Sleepy Hollow”. A notícia não chega a surpreender, pois a 4ª e última temporada viu sua audiência desabar para menos de 2 milhões de telespectadores por episódio. A série simplesmente não conseguiu superar a perda da atriz Nicole Beharie, que, insatisfeita com os rumos da produção, pediu para sair e teve sua personagem, Abbie Mills, morta no final da 3ª temporada. Inspirada no conto gótico “A Lenda da Caverna Adormecida”, de Washington Irving, mais conhecido por seu título de Portugal, “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”, a série foi criada por Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas de “Star Trek” e criadores de “Fringe”), o estreante Phillip Iscove e o cineasta Len Wiseman (“Anjos da Noite”). Na trama, Ichabod Crane (Tom Mison, de “Amor Impossível”) desperta após 250 anos para impedir o fim do mundo, enfrentando ataques sobrenaturais, que incluem o Cavaleiro Sem Cabeça, mas também demônios e bruxaria. A permanência de Tom Mison como o protagonista Ichabod Crane não foi o suficiente para evitar a evasão de público. Em queda livre de audiência, a série que estreou em 2013 diante de 10 milhões de telespectadores ao vivo, iniciou sua última temporada em janeiro diante de apenas 2,2 milhões e foi perdendo cada vez mais público a cada episódio, encerrando sua trajetória diante de apenas 1,7 milhão de telespectadores nos Estados Unidos. O último episódio de “Sleepy Hollow” foi exibido no dia 31 de março.

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  • Filme

    Brad Pitt vira caricatura militar no trailer da comédia War Machine

    10 de maio de 2017 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “War Machine”, novo longa-metragem estrelado por Brad Pitt, que aparece de cabelos brancos e completamente caricato na prévia. Apesar de baseado em fatos reais, o filme é um sátira escrachada, em que Pitt interpreta um general americano enviado para o Afeganistão. Mas em vez de gerenciar as tropas para preparar uma retirada, ele chega disposto a vencer a guerra contra o terror, ignorando a Casa Branca e usando métodos pouco convencionais. O personagem é inspirado em Stanley McChrystal, que liderou as forças armadas dos EUA durante a invasão do Afeganistão. Escrito e dirigido por David Michôd (“The Rover – A Caçada”), o filme adapta o livro do jornalista Michael Hastings “The Operators: The Wild and Terrifying Inside Story of America’s War in Afghanistan” (2012), que revela os bastidores da guerra, por meio de uma entrevista com o General McChrystal, realizada originalmente para a revista Rolling Stone. O detalhe é que, em meio à entrevista, o General acabou falando mal da Casa Branca e da forma como a guerra estava sendo conduzida, o que o levou a ser afastado do comando militar pelo presidente Barack Obama. Além de Pitt, o elenco da produção inclui Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), Ben Kingsley (“Homem de Ferro 3”), Topher Grace (“Conspiração e Poder”), Will Poulter (“O Regresso”), Lakeith Stanfield (série “Atlanta”), Anthony Michael Hall (“A Lei da Noite”), Emory Cohen (“Brooklyn”), Alan Ruck (série “The Exorcist”), Meg Tilly (série “Bomb Girls”), Scoot McNairy (“Batman vs. Superman”), Josh Stewart (“Transcendence”), Griffin Dunne (“Clube de Compra Dallas”), John Magaro (“Carol”) e RJ Cyler (“Power Rangers”). A estreia está marcada para 26 de maio.

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    Nelson Xavier (1941 – 2017)

    10 de maio de 2017 /

    Grande ator brasileiro, Nelson Xavier morreu na madrugada desta quarta-feira (10/5) aos 75 anos, em Uberlândia, Minas Gerais. Ele vinha fazendo tratamento de um câncer em uma clínica na cidade e faleceu após o agravamento de uma doença pulmonar. Na ocasião do falecimento, estava acompanhado por amigos e familiares. Nelson Agostini Xavier nasceu em São Paulo, em 30 de agosto de 1941. Em mais de cinco décadas de carreira, marcou época na TV e no cinema, especialmente nos papéis de Lampião e Chico Xavier – que lhe renderam experiências quase transcendentais, conforme costumava dizer. Mas a carreira começou no teatro, ainda nos anos 1950. Ele participou do Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos de artes cênicas de seu tempo, atuando em peças históricas, como “Eles Não Usam Black-Tie” (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, “Chapetuba Futebol Clube” (1959), de Oduvaldo Vianna Filho, “Gente como a Gente” (1959), de Roberto Freire, e “Julgamento em Novo Sol” (1962), de Augusto Boal. Com o golpe militar de 1964, a ditadura passou a censurar o tipo de teatro político que ele desenvolvia. Isto o levou a buscar outras vias de expressão. Ao começar a fazer TV, chegou a acreditar que sua timidez não lhe permitiria sucesso. “Eu tive muita dificuldade em começar a fazer televisão. As máquinas eram enormes, eu tinha pavor, até tremia”, ele contou ao site Memória Globo. Sua primeira participação na Globo foi como o personagem Zorba, na novela “Sangue e Areia” (1967), de Janete Clair. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma carreira prolífica no cinema. Fez mais de 20 filmes até o fim da ditadura, no começo dos anos 1980, entre eles os clássicos “Os Fuzis” (1964), de Ruy Guerra, “A Falecida” (1965), de Leon Hirszman, “O ABC do Amor” (1967), de Eduardo Coutinho, Rodolfo Kuhn e Helvio Soto, “É Simonal” (1970) e “A Culpa” (1972), de Domingos de Oliveira, “Vai Trabalhar Vagabundo” (1973), de Hugo Carvana, o blockbuster “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto, “A Queda” (1978), que co-escreveu e co-dirigiu com Ruy Guerra, vencendo um Urso de Prata no Festival de Berlim, e a versão cinematográfica de “Eles Não Usam Black-Tie” (1981). Nessa época, também foi jornalista. Com o diretor Eduardo Coutinho, trabalhou como revisor na revista Visão, onde passou a colaborar também como crítico de cinema e teatro. Seis anos após estrear na TV, conseguiu seu primeiro grande papel, em “João da Silva” (1973). Mas foi apenas em 1982 que sua carreira televisiva decolou, ao estrelar a primeira minissérie da Globo, “Lampião e Maria Bonita”, dirigida por Paulo Afonso Grisolli e baseada nos últimos seis meses de vida do mais lendário criminoso da história do Brasil, Virgulino Ferreira da Silva, e seu grande amor trágico. A adaptação reimaginava Lampião e Maria Bonita como Bonnie e Clyde tropicais. O desempenho brilhante o consagrou como o melhor intérprete do líder do cangaço já visto em qualquer tela, a figura definitiva de um personagem icônico, a ponto de levar o personagem ao cinema, estrelando logo em seguida a comédia “O Cangaceiro Trapalhão” (1983) com os Trapalhões. Nelson também participou das minisséries “Tenda dos Milagres” (1985) e “O Pagador de Promessas” (1988), textos famosos que já tinham sido levados ao cinema. E fez diversas novelas, entre elas “Sol de Verão” (1982), “Voltei pra Você” (1983), “Riacho Doce” (1990), “Pedra sobre Pedra” (1992), “Renascer” (1993), “Irmãos Coragem” (1995), “Anjo Mau” (1997), “Senhora do Destino” (2004) e “Babilônia” (2015). Seu prestígio o levou a trabalhar em produções de Hollywood, integrando os elencos de “Luar Sobre Parador” (1988), de Paul Mazursky, comédia sobre uma republiqueta de bananas, estrelada por Sonia Braga, Richard Dreyfuss e Raul Julia, e “Brincando nos Campos do Senhor” (1991), de Hector Babenco, drama passado na Amazônia, com Tom Berenger, John Lithgow, Daryl Hannah e Kathy Bates. Apesar da visibilidade conseguida na TV, as novelas invariavelmente o escalavam para viver coadjuvantes, ainda que marcantes. Por isso, nunca negligenciou o cinema, construindo uma filmografia eclética, que não parou de acrescentar filmes importantes, como “Lamarca” (1994), “O Testamento do Senhor Napumoceno” (1997), “Narradores de Javé” (2003) e “Sonhos Roubados” (2009). Na tela grande, alternou seus coadjuvantes com papéis de protagonista, que lhe renderam muitos prêmios e reconhecimento da crítica. Quando muitos já considerariam a aposentadoria, Nelson atingiu novos picos de popularidade ao estrelar “Chico Xavier” (2010), cinebiografia do médium mineiro dirigida por Daniel Filho. Fenômeno de bilheteria, o longa acabou se tornando o mais importante de sua carreira. “Finalmente fiz o meu maior papel. Fui invadido por uma onda de amor tão forte, tão intensa, que levava às lágrimas”, afirmou à imprensa na época do lançamento do filme. “Nenhum dos personagens que fiz mudou minha vida. O Chico fez uma revolução”. Assim como acontecera com Lampião, três décadas antes, o ator se tornou tão identificado com o papel que o retomou em outro filme, “As Mães de Chico Xavier” (2011). O reconhecimento da comunidade espírita lhe rendeu ainda participação em “O Filme dos Espíritos” (2011), enquanto a Globo tratou de escalá-lo como um guru na novela “Joia Rara” (2013). Muito ativo no fim da vida, Nelson voltou a trabalhar com um diretor estrangeiro em “Trash: A Esperança Vem do Lixo” (2014), filmado no Rio pelo inglês Stephen Daldry, e estrelou “A Despedida” (2014), de Marcelo Galvão, como amante de Juliana Paes. O desempenho dramático deste filme lhe rendeu o troféu de Melhor Ator no Festival de Gramado, além de prêmios internacionais. Ele ainda fez “A Floresta Que Se Move” (2015), o papel-título de “Rondon, o Desbravador” (2016) e “Comeback”, que estreia dia 25 nos cinemas brasileiros. Em seu último papel, viveu um matador que não consegue se aposentar. O nome do personagem é Amador. Mas Nelson foi um profissional como poucos. Tanto que foi premiado pelo desempenho derradeiro: Melhor Ator no Festival do Rio do ano passado. Melhor Ator até o último trabalho. O ator deixa a mulher, a também atriz Via Negromonte, e quatro filhos. Em seu Facebook, a filha Tereza fez a melhor definição da passagem do pai. “Ele virou um planeta. Estrela ele já era. Fez tudo o que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre”.

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  • Filme

    Carro 3 ganha novo trailer dublado que resume quase toda a trama

    10 de maio de 2017 /

    A Disney divulgou três pôsteres internacionais e um novo trailer nacional de “Carros 3”, dublado com as vozes brasileiras da animação. A prévia resume quase toda a trama, mostrando o que leva o protagonista Relâmpago McQueen a sofrer o acidente visto nas prévias anteriores, sua relutância em ser aposentado à força e sua obsessão por retornar às corridas para superar um novo rival. O personagem, que nos EUA volta a ser dublado pelo comediante Owen Wilson (“Gênios do Crime”), vai contar com a ajuda de uma atrapalhada treinadora, Cruz Ramirez (voz original de Cristela Alonzo, da série “Cristela”), para enfrentar um novo rival em seu retorno, a “supermáquina” Jackson Storm (voz de Armie Hammer, de “O Agente da UNCLE”). A treinadora latina será dublada por Giovanna Ewbank (novela “Escrito nas Estrelas”) no Brasil. O roteiro foi escrito por Daniel Gerson (“Universidade Monstros” e “Operação Big Hero”) e a direção está a cargo de Brian Fee, que estreia na função após trabalhar no storyboard dos dois primeiros filmes. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 13 de julho, um mês depois do lançamento nos EUA.

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  • Série

    Série Psych vai ganhar revival com telefilme de Natal

    10 de maio de 2017 /

    O elenco principal de “Psych” vai voltar à TV, três anos depois do fim da série, num telefilme de reencontro. O canal pago USA Network anunciou a produção de “Psych: The Movie”, um especial que terá a temática natalina e será exibido em dezembro nos Estados Unidos. A série era um dos maiores sucessos do USA e durou 8 temporadas, entre 2006 e 2014. A trama girava em torno do filho picareta de um ex-policial que resolve usar seus dons apurados de dedução, que o pai lhe incutiu ainda na infância, para se fingir de médium e resolver crimes. A ideia foi ao ar muito antes de “The Mentalist”, o que inclusive rendeu piadas em episódios de “Psych”. A produção também era conhecida por atrair muitos atores famosos em participações especiais. Num de seus melhores capítulos, chegou a juntar quase todo o elenco clássico de “Twin Peaks”. O telefilme vai contar com o retorno de James Roday ao papel do detetive “vidente” Shawn Spencer e de Dulé Hill no papel de Gus, seu fiel parceiro. Os demais atores do elenco fixo também têm presença confirmada – Timothy Omundson, Maggie Lawson, Corbin Bernsen e Kirsten Nelson. Mas o USA prometeu que os fãs poderão esperar a presença de outros personagens marcantes da trajetória da produção. “Psych: The Movie” terá a direção de Steve Franks, o criador da atração, que também assina o roteiro junto com Roday. “Psych é uma parte querida da família USA e qual época é melhor para reunir a família do que as festas de fim de ano?”, disse Chris McCumber, presidente da NBCUniversal Cable Entertainment, em um comunicado à imprensa. “Steve e James pegaram o estilo único de comédia da série, desenvolvido ao longo de oito temporadas, e vão colocar isso num filme de duas horas que vai reviver com sucesso um dos maiores bromances da história da televisão.” As gravações do revival começam em duas semanas, no dia 24 de maio.

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  • Série

    Rosewood é cancelada na 2ª temporada

    10 de maio de 2017 /

    Após duas temporadas de críticas muito negativas, a rede Fox anunciou o cancelamento de “Rosewood”. A série tinha meros 9% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O drama criminal era estrelado por Morris Chestnut (série “V”), que vivia o personagem-título, um médico legista tão bom que não conseguia evitar a arrogância, apesar de seu coração defeituoso, que já lhe rendera duas cirurgias. Na trama, ele formava dupla com uma detetive esquentadinha, vivida por Jaina Lee Ortiz (série “The Shop”). Passada em Miami, em meio a praias, lanchas, palmeiras e salsa, “Rosewood” foi criada por Todd Harthan (roteirista da série “Psych”) e era mais uma do subgênero dos procedurais legistas, produções policiais que resolvem um crime por episódio, usando cadáveres como ponto de partida – filhotes de “CSI”. A diferenciação ficava por conta do elenco multirracial, liderado por um ator negro e uma atriz latina. O cancelamento foi anunciado por Chestnut e Jaina Lee Ortiz nas redes sociais, e a série não retorna devido à queda de sua audiência. “Rosewood” caiu de 4,7 milhões de telespectadores para 3 milhões na 2ª temporada, marcando apenas 0.66 pontos no espectro demográfico dos adultos (18 a 49 anos) cobiçados pelos anunciantes. O último episódio foi ao ar no dia 28 de abril. No Brasil, a série era exibida no canal pago Fox Life.

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  • Série

    Série baseada no terror O Nevoeiro, de Stephen King, ganha trailer sangrento

    10 de maio de 2017 /

    O canal pago americano Spike (que em 2018 vai virar Paramount) divulgou um novo trailer de “The Mist”, série baseada no terror “O Nevoeiro”, de Stephen King. Diferente da primeira prévia, que privilegiava o clima tenso, o novo vídeo enfatiza os aspectos mais sangrentos da produção, com diversos closes de feridas e cenas violentas. Na trama original, um grupo de pessoas se abrigava num supermercado após um nevoeiro sinistro baixar na cidade, simultaneamente a uma invasão de monstros de outra dimensão, que a névoa escondia de forma mortal. O livro já foi adaptado num excelente filme de terror, “O Nevoeiro” (2007), escrito e dirigido por Frank Darabont, que logo depois criou o fenômeno “The Walking Dead” com alguns atores do próprio longa. Darabont não participa da nova adaptação, que foi criada por Christian Torpe, responsável pela série dinamarquesa “Rita”, atualmente em sua 4ª temporada. A versão televisiva destaca em seu elenco Alyssa Sutherland (série “Vikings”), Frances Conroy (série “American Horror Story”), Isiah Wheitlock Jr. (série “The Wire”), Darren Pettie (série “Madam Secretary”) e Morgan Spector (série “Pessoa de Interesse”). A 1ª temporada terá 10 episódios e estreia em 22 de junho nos EUA.

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