PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Série

    Séries da Fox saem da Netflix em julho

    28 de abril de 2017 /

    A Netflix brasileira resolveu tirar de seu catálogo as séries do canal Fox, após uma crise durante as negociações para renovar a exibição das produções da emissora. Com a remoção dos programas, ficarão indisponíveis seriados conhecidos do público mundial, como, por exemplo, “How I Met Your Mother”, “Prison Break”, “24 Horas”, “Glee”, “Bones” e “Sons of Anarchy”. Imagens dessas séries foram, inclusive, usadas para acompanhar o anúncio, divulgado a página do Facebook da empresa de streaming. Ao fim da exibição, uma mensagem afirma que os seriados sairão da programação da Netflix em 1º de julho. Pelas redes sociais, a Netflix informou que, apesar disso, nem todas as séries da Fox deixarão o catálogo nesse mês. A 9ª temporada de “How I Met Your Mother”, que é a última da produção, ficará até o fim do ano, bem como a série “Arquivo X”, dos anos 1990. Mas isso não impediu que muitos usuários postassem comentários lamentando a saída das séries do catálogo. A dificuldade na renovação dos direitos de exibição podem ter relação com planos mais ambiciosos da Fox para seu aplicativo de streaming, Fox Play. Algumas séries estão indo embora. Mas não sem antes uma maratona de despedida. pic.twitter.com/GxGf8XSUT0 — Netflix (@NetflixBrasil) April 27, 2017

    Leia mais
  • Etc,  Filme

    Michael Mantenuto (1981 – 2017)

    27 de abril de 2017 /

    O ator Michael Mantenuto, que estrelou o filme “Desafio no Gelo” (2004), da Disney, foi encontrado morto em seu carro, na cidade de Des Moines, informou a imprensa americana nesta quinta (27/4). Segundo a revista People, a morte foi oficialmente considerada um suicídio. Um médico legista afirmou à publicação que Mantenuto atirou contra si mesmo com uma arma de fogo. Ele tinha apenas 35 anos. Mantenuto atuou ao lado de Kurt Russell (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”) no filme esportivo da Disney sobre a vitória da equipe de hóquei dos Estados Unidos contra o time da União Soviética em 1980, durante as Olimpíadas de Moscou. No longa dirigido por Gavin O’Connor (“O Contador”), ele interpretou o atleta americano Jack O’Callahan. O filme fez bastante sucesso, mas o ator só trabalhou em outros duas produções: “Dirtbags”, feito para TV, e na comédia “Profissão Surfista” (2008), como mero figurante. O ator deixa a mulher, Kati, e dois filhos, Ava e Leo.

    Leia mais
  • Filme

    David Fincher vai dirigir continuação de Guerra Mundial Z

    27 de abril de 2017 /

    O estúdio Paramount estaria prestes a anunciar a contratação do diretor David Fincher para comandar a sequência de “Guerra Mundial Z”. Segundo a Variety, a produção seria uma das primeiras aprovadas pelo novo CEO da Paramount, Jim Gianopulos. O ator Brad Pitt também está a bordo, como protagonista e produtor do longa-metragem sobre uma epidemia de zumbis. A negociação teria começado no verão do ano passado, mas acabou interrompida devido ao divórcio de Pitt, que colocou todos os projetos do astro em pausa. Em meio a esses problemas, a Paramount chegou a tirar o longa de seu cronograma de lançamentos. Mas, desde então, o estúdio mudou sua chefia. Fincher está atualmente dando os retoques finais em sua nova série para a Netflix, “Mindhunter”, da qual dirigiu três episódios ainda inéditos. Este é o único projeto em sua agenda, após acumular frustrações com seu afastamento da continuação de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011), a falta de sinal verde da Disney para rodar “20,000 Léguas Submarinas” e o cancelamento de duas séries que ele estava desenvolvendo para a HBO, o remake de “Utopia”, que seria estrelado por Rooney Mara, e “Living on Video”, série sobre a era dos videoclipes dos anos 1980, que chegou a ter episódios gravados. O primeiro “Guerra Mundial Z” (2013) também teve os seus problemas, tendo rendido uma refilmagem extensa de seu arco final. Neste caso, a intervenção foi bem-sucedida e o filme se tornou um grande sucesso, arrecadando US$ 540 milhões no mundo inteiro. A continuação do blockbuster de zumbis será a quarta parceria entre Fincher e Pitt, após “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008), “Clube da Luta” (1999) e “Seven: Os Sete Crimes Capitais” (1995). Fontes da Variety dizem que as filmagens provavelmente começariam no primeiro trimestre de 2018.

    Leia mais
  • Música

    Macaulay Culkin vive Kurt Cobain crucificado em clipe de Father John Misty

    27 de abril de 2017 /

    O cantor indie Father John Misty lançou o clipe da música “Total Entertainment Forever”, o mais surreal/bizarro do ano até agora. A letra cita sexo virtual com Taylor Swift e começa com George Washington jogando um game com óculos de VR. Mas em vez de levar a cantora pra cama, o primeiro presidente americano escolhe brincar com o sumido ator Macaulay Culkin (o eterno Kevin de “Esqueceram de Mim”), que aparece em cena encarnando Kurt Cobain. Culkin/Cobain é chicoteado por soldados fardados como Ronald McDonald e acaba crucificado ao lado de Jon, o dono do Garfield, e o ex-presidente Bill Clinton, responsável por um solo de sax na canção. O vídeo ainda traz um bebê Alien/McDonald que explode no peito de um dos soldados – papel do próprio cantor. E feministas de cartazes em punho. A música faz parte do terceiro álbum de Father John Misty, intitulado “Pure Comedy” e lançado no começo de abril. O cantor, cujo nome real é Joshua Michael Tillman, já tocou em diversas bandas indie americanas, entre elas a incensada Fleet Foxes, e assinou composições para Beyoncé (o hit “Hold Up”), Lady Gaga (“Sinner’s Prayer”) e Kid Cudi (“Young Lady”).

    Leia mais
  • Etc,  TV

    Figurinista da Globo resolve não fazer queixa criminal contra José Mayer por assédio

    27 de abril de 2017 /

    A figurinista Susllem Tonani não quer levar adiante o inquérito contra José Mayer, após acusar o ator de assédio sexual nos bastidores da novela “A Lei do Amor”. Ela esteve na Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro na quarta (26/4) e pediu para que as investigações não continuassem. A figurinista recebeu três convites para ir de forma espontânea à 32ª Delegacia Policial, no Rio. Como não compareceu, foi intimada para abertura de um inquérito policial, já que a denúncia foi pública. O delegado Rodolfo Waldeck, que seria responsável pela investigação, confirmou que o caso será encerrado, pois não houve uma representação da vítima. “Ela tinha esse direito de não levar a diante essa acusação. Não quis fazer uma representação, não quis dar prosseguimento ao inquérito policial e aí não temos um crime. As investigações serão encerradas”, disse ao portal UOL. Susllem Tonani, de 28 anos, fez a denúncia em um texto publicado num blog do jornal Folha de S. Paulo, no final de março. Ela relatou vários episódios em que foi vítima de comportamento inadequado do ator – em um deles, em fevereiro deste ano, Mayer teria colocado a mão esquerda na genitália dela. Em carta aberta, José Mayer, de 67 anos, admitiu “ter passado dos limites”. A revelação do assédio mobilizou atrizes e funcionárias da emissora e, após apurar o caso, a rede Globo tomou a decisão de suspender o ator por tempo indeterminado. O caso teve repercussão internacional, rendendo artigo até no jornal The New York Times.

    Leia mais
  • Filme

    Guardiões da Galáxia Vol. 2 subverte fórmula de sucesso de super-heróis com anti-heróis fracassados

    27 de abril de 2017 /

    A nova era dos heróis robóticos, burocratas, pouco poéticos, com o sorriso limpo e perfil publicitário é contestada pela afirmação dos Guardiões da Galáxia na tela. Os “heróis” da franquia, se é que podemos chamar assim, são meio apatetados, relaxados, erram a pontaria e fazem piada com o fracasso. Mas o maior segredo do carisma deles se deve ao fato de não serem afeitos a obedecer ordens, nem demonstrar disciplina. Quem usa uniforme sempre são os vilões. Os Guardiões são outsiders do espaço. Outsiders de alto astral. Nada muito complicado, como os co-irmãos de divisas, o contraditório Homem de Ferro ou o atormentado Hulk. Os Guardiões rumam pelo espaço na maior leveza. Mesmo quando precisam salvar o universo. No volume 1 foi assim. E neste número 2, repete-se a fórmula. Ainda que o filme não tenha a mesma leveza do anterior. Nesse, o Senhor das Estrelas Peter Quill (Chris Pratt) encontra o pai que tanto procurava. Ele é interpretado por Kurt Russell e visto pela primeira vez, em um prólogo nostálgico, namorando a mãe de Peter. Por sinal, o rejuvenescimento digital de Russell é mais realista do que o visto em Carrie Fisher e Peter Cushing em “Rogue One”. A base conceitual de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, aliás, é o passado. O filme dialoga muito mais com os anos 1970 e 80 do que o “Volume 1”. Além de reviver Russell com o mesmo esplendor e vitalidade de Snake Plissken, o anti-herói de “Fuga de Nova York”, o diretor James Gunn abraça a nostalgia. Atores como os veteranos David Hasselhoff e Sylvester Stallone ressurgem para fazer piadas, enquanto os acordes de “Southern Lights”, de Glen Campbell, e da festiva “Mr Blue Sky”, do Electric Light Orchestra, tocam inteiras, unindo a velha guarda e os novos a bater o pezinho no ritmo. Há uma história a ser contada? Um fio. Peter reencontra o pai, e isso o leva a colocar seus colegas Guardiões pra escanteio. A gatinha verde Gamora (Zoe Saldana), o australopiteco tatuado Drax (Dave Bautista), o guaxinim falastrão (voz de Bradley Cooper) e Baby Groot (voz de Vin Diesel) acabam ocupados demais sendo perseguidos por uma certa Ayesha (Elizabeth Debicki), líder de uma raça de alienígenas conhecida como Os Soberanos, antes de se notar que o pai de Peter não é exatamente como o herói idealiza, e se revela um verdadeiro perigo. O filme, no fundo, se desenvolve como uma comédia de esquetes. Cada personagem tem o seu momento. Alguns, como Youdu (Michael Rooker) e a flecha voadora que obedece a seus assobios, é genial, bem como Baby Groot. A cena em que o Baby é despachado por dois personagens presos para recuperar uma arma é impagável pela forma como é construída como uma série de gags de comédia muda. Mas os outros Guardiões, que ainda incluem Nebula (Karen Gillan) e Mantis (Pom Klementieff) têm igualmente seus momentos. A vibe do elenco, sempre entusiasmada, empurra o espetáculo pra cima. Claro, não é simplesmente essa combinação que tornará “Guardiões Vol. 2”, um imenso sucesso. E sim a ideia de como ele prepara o espectador para o hoje tão famigerado universo expandido. Não custa lembrar, o fã ocupa, atualmente, o topo da cadeia de consumo. O cara gosta dos Vingadores e quer a caneca do Capitão América, o jogo do Homem de Ferro, o bonequinho do Hulk, a sunga de banho do Thor, a pantufa do Gavião Arqueiro. “Guardiões da Galáxia Vol 2” dá pano pra manga pra toda uma indústria de licenciados conquistar a galáxia. E vêm aí o crossover com os Vingadores…

    Leia mais
  • Filme

    Pitanga celebra um dos maiores astros negros do cinema brasileiro

    27 de abril de 2017 /

    Uma pena quando um grande cineasta demora a lançar um novo filme. Beto Brant, que às vezes assina a direção com Renato Ciasca, é um desses diretores que conquistaram o seu espaço entre os maiores do Brasil (e do mundo, por que não?) já a partir de seu longa de estreia, “Matadores” (1997). Sua carreira tem sido marcada por obras de narrativa impactante como “O Invasor” (2001) e “Cão sem Dono” (2007) e outras de maior risco e experimentação, casos de “Crime Delicado” (2005) e “O Amor Segundo B. Schianberg” (2010). Seu último filme na direção havia sido no longínquo 2011, com o apaixonante “Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios”, estrelado por Camila Pitanga. Pois é novamente com Camila, desta vez coassinando a direção, que Brant retorna em “Pitanga” (2017), para contar a trajetória de vida do pai da atriz, Antonio Pitanga, um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos, protagonista num país que tem por hábito colocar os negros em segundo plano. Considerando que se trata de um filme comandado por Camila, até que ela aparece bem pouco em cena. Em compensação, seu pai domina o filme, que parece correr solto a partir da alegria contagiante e da autoconfiança de Pitanga. Em alguns momentos, chega a ser até incômoda a rasgação de seda contínua em torno do ator, que, naturalmente, se sente muito feliz em tomar para si a fama de grande conquistador, de homem de grande magnetismo. Mas nos dois primeiros terços do filme é quase difícil não sorrir junto com esse homem que viveu a vida de maneira intensa e que conquistou o coração de muitas mulheres, sendo que várias delas aparecem em cena, em reencontros emocionados: Maria Bethânia, Zezé Motta, Selma Egrei, Ítala Nandi, Elisa Lucinda… Paradoxalmente, isto realça a ausência da mãe de Camila, Vera Manhães, ainda viva, que nas fotos mostradas no filme revela-se belíssima. Não é à toa que a filha veio ao mundo tão bela e especial. Segundo relatos de alguns depoimentos ao longo do filme, o casal representava uma espécie de sensualidade, sexualidade e beleza singulares na época da sua juventude. O fato de o filme ser contado pelo próprio Pitanga, a partir de encontros com várias pessoas (famosas), velhos conhecidos, que passaram por sua vida de forma marcante, e que relembram com ele memórias saudosas do passado, diferencia o longa de outros documentários sobre personalidades. Aqui, o ator cheio de energia e muita prosa parece ser o dono do filme, com a bênção de Brant. O tom, entretanto, muda em seu terço final, quando Antonio Pitanga fala de assuntos mais sérios, sobre a chegada dos negros em território brasileiro nos navios negreiros. A obra assume o elogio à resistência, a destacar a importância do cinema mais político produzido no Brasil, especialmente nas décadas de 1960 e 70, e revela o engajamento cultural de um baiano bastante envolvido com a religião e a cultura afro-brasileira. De uma forma ou de outra, difícil negar o destaque do documentário neste momento de opressão e, ao mesmo tempo, de resistência das minorias, atestando o valor do negro em nossa sociedade e em nossa cultura, a partir de um registro vívido, original e pulsante. Além do mais, a vantagem dessa abordagem particular escolhida por Brant e Camila é que muita coisa é revelada nas entrelinhas: nos gestos, nas falas e nas emoções dos vários personagens que aparecem em cena. Sem esquecer que o filme ainda traz ótimas cenas de filmes estrelados por Antonio Pitanga – clássicos como “A Grande Feira” (1961), “Barravento” (1962), “O Pagador de Promessas” (1962), “Ganga Zumba” (1963), “Os Pastores da Noite” (1976), “A Idade da Terra” (1980), “Quilombo” (1984), “Chico Rei” (1985) e tantos outros.

    Leia mais
  • Filme

    Vermelho Russo embaralha memória e ficção na recriação premiada de uma viagem

    27 de abril de 2017 /

    O ponto de partida de “Vermelho Russo” é um diário de viagem escrito por Martha Nowil (da série “A Garota da Moto”), contando a experiência que viveu junto com uma amiga, ambas atrizes, fazendo um curso sobre o famoso método de Stanislavski, em Moscou. Podem-se imaginar as dificuldades de comunicação com um idioma desconhecido, elementos culturais bem distintos, o frio, as nevascas, e tudo o que faz da Rússia majestosa e algo assustadora. Martha Nowil, que também é atriz do filme, escreveu com o diretor Charly Braun o roteiro de “Vermelho Russo”. Eles foram alinhavando as experiências, acrescentando, criando, modificando, inventando coisas. E assim saiu uma narrativa ficcional, que constantemente sofria mudanças. Chegando ao ponto de que nem eles mesmos, que construíram a trama, sabem direito agora o que é documental e o que é ficcional. Esse é o maior trunfo do filme, as coisas se mesclam de um tal modo que experiência e imaginação já não se distinguem. O que nos remete à velha discussão do que é realidade e do que é fantasia. Quem já viajou um pouco pelo mundo sabe que o que a lembrança retém do que foi vivido é algo muito seletivo. Detalhes assumem uma importância que surpreende a nós mesmos, tempos depois. Quando se compartilha a experiência, a partir de relatos orais, fotos ou filmes, algumas coisas crescem na imaginação, outras, desaparecem. Situações um tanto desagradáveis podem ser esquecidas, para que se fique com o que foi o melhor de uma viagem turística, por exemplo. Ou aflorarem em importância, reforçando estereótipos e preconceitos, diante daquilo que é muito diferente do turista ou dos seus valores e costumes. O que é real em tudo isso? O que a gente acredita que seja, o que é compartilhado com os amigos como sendo verdade? O que a gente repete tanto que acaba acreditando que é o certo? Poderíamos ir longe nessa discussão, mas o que importa aqui é que histórias nascem, se desenvolvem e alimentam o espírito. Alimento tão essencial quanto aquele que nutre a vida material. A história que “Vermelho Russo” conta é bem divertida. Marta (Martha Nowil) e Manu (Maria Manoella, de “Jogo das Decapitações”) são as protagonistas que vivem a experiência moscovita, colaborando, sendo solidárias, competindo e brigando muito. Ambas desempenham seus papéis com muita alegria de viver e muito próximas de si mesmas. A Marta é vivida pela Martha, a Manu, ou Manuela, é vivida pela Maria Manoela. Notaram a sutileza do h ausente na personagem de uma e do u em vez do o, na outra? O ótimo Michel Melamed (“A Frente Fria que a Chuva Traz”), que também tem um papel no filme, é Michel, aí desaparece a diferença. De qualquer modo, eles não estão sendo eles mesmos, mas personagens próximos deles mesmos. Enfim, um belo trabalho que, não por acaso, foi premiado como Melhor Roteiro, no Festival do Rio 2016. O diretor carioca Charly Braun, que já tinha realizado um filme belíssimo, “Além da Estrada” (2011), todo rodado no Uruguai, agora faz “Vermelho Russo”, todo rodado na Rússia. Ele sabe explorar bem esse clima de as pessoas estarem fora do seu ambiente natural. Elas estão conhecendo, se surpreendendo, em busca. As coisas têm frescor e juventude. Têm leveza e profundidade. Um cineasta talentoso, sem dúvida.

    Leia mais
  • Filme

    Além das Palavras mergulha no universo da poeta Emily Dickinson

    27 de abril de 2017 /

    “Além das Palavras”, do diretor britânico Terence Davies, focaliza a vida da poeta moderna norte-americana Emily Dickinson (1830-1886). Ela só foi reconhecida após a morte, teve apenas uns dez poemas publicados em vida. Mesmo assim, alguns deles saíram sem nome, sem o devido crédito. Emily viveu uma vida discreta, reclusa, em que a família era o seu universo e dela nunca se afastou, inclusive rejeitando, até agressivamente, várias propostas de casamento. Mil e setecentos poemas foram encontrados após sua morte, revelando uma obra poderosa. De sua vida pouco se sabe, exceto pelas cartas que escreveu. As questões de gênero, que eram um forte fator da opressão feminina da época em que viveu Emily Dickinson, impediram que seu talento literário pudesse brilhar e se destacar socialmente. Ambiente familiar acolhedor, complexos quanto à presumida feiura e incapacidade de colocar em ação os sentimentos que a oprimiam, parecem ter tido um peso importante nessa história. O cineasta Terence Davies mergulhou nesse universo familiar de Emily Dickinson (vivida por Cynthia Nixon, a Miranda da série “Sex and the City”) e na sua bela poesia para construir um filme impecável, de grande talento e beleza. Desde as primeiras cenas, entra-se em cheio na ambientação do século 19. Todos os detalhes cuidadosamente recriados mostram a vida dentro da casa de uma família com posses. Móveis, objetos de uso e decorativos, roupas, ornamentos, janelas, cortinas, são absolutamente perfeitos. A iluminação é um destaque à parte, com uma fotografia deslumbrante para a descrição daquela realidade. A luminosidade interna, que ousa romper a escuridão, sem nunca afrontar o tom mortiço do ambiente, nos remete a um mundo que restringe, mas também protege, um universo familiar que cria uma zona de conforto, parece bastar-se a si mesmo. Assim como a personagem que sofre, vive sua solidão em família, mas ali se protege do mundo exterior. A narrativa põe em relevo a questão de gênero, a opressão ao desabrochar e ao desenvolvimento femininos, numa sociedade que confinava e impedia o êxito e o sucesso das mulheres, desvalorizando de modo absoluto seus talentos que escapassem à esfera doméstica. O que Terence Davies obtém do desenvolvimento do elenco também é notável. O espectador mergulha naquele universo, como se estivesse voltando no tempo, e encontra nas atrizes e atores a encarnação perfeita daquele mundo, nos diálogos, nos gestos contidos, nos silêncios, na agressividade que brota súbita em alguns momentos, enfim, em cada situação ou fala. A vida passa lenta, ruminando por dentro, rotineira, sem grandes sobressaltos. As atuações dão conta disso muito bem. A música de estilo clássico, belíssima, complementa a narrativa, pontuando a dimensão do tempo. Excelente filme do diretor de “Canção do Pôr do Sol” (2015), “Amor Profundo” (2011), “A Essência da Paixão” (2000), “O Fim de Um Longo Dia” (1992) e “Vozes Distantes” (1988). Uma carreira impressionante de filmes que primam pela elaborada e meticulosa qualidade artística, em que a beleza das imagens sempre se impõe.

    Leia mais
  • Filme

    Guardiões da Galáxia Vol. 2 estreia em mais de mil salas de cinema

    27 de abril de 2017 /

    “Guardiões da Galáxia Vol. 2” é o blockbuster da semana, com lançamento em 1.118 salas de cinema. Quando a franquia era praticamente desconhecida, vendeu quase 3 milhões de ingressos no Brasil. Agora, a expectativa é por um caminhão maior de dinheiro. Por isso, há mais efeitos, mais personagens, mais uma galáxia a ser salva. E também mais humor. O novo filme da Marvel é o mais divertido do ano até aqui, uma adaptação de quadrinhos que cumpre seu objetivo de entreter. A crítica norte-americana aprovou com 87% de satisfação no Rotten Tomatoes, mas a percentagem deve mudar até a estreia, que só vai acontecer nos Estados Unidos na próxima semana. Com “Velozes e Furiosos 8” ocupando mais da metade dos cinemas que sobraram, todos os demais lançamentos da semana são limitados. E até o circuito de arte encontra dificuldades para agendar as projeções, que somam seis estreias. Cinebiografia da escritora Emily Dickinson (1830-1886), a produção britânica de época “Além das Palavras” tem 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e prêmios em festivais internacionais. Dirigida pelo veterano Terence Davis (“Amor Profundo”), apresenta o cotidiano opressor da poeta, que se rebelava contra a cultura machista e só foi publicada após sua morte. Outro drama de época, o francês “Além da ilusão” reúne Natalie Portman (“Jackie”) e Lily-Rose Depp (a filha de 17 anos de Johnny Depp) como irmãs. A trama acompanha as duas se mudando para Paris na véspera da 2ª Guerra Mundial, onde pretendem explorar seus dons para contatar os espíritos em shows de performance sobrenatural e acabam chamando atenção de um produtor de cinema, que resolve transformá-las numa sensação da indústria do entretenimento. O problema é o ciúmes que o relacionamento desperta e a época perigosa em que a trama acontece. Terceiro filme da jovem diretora Rebecca Zlotowski (“Grand Central”), com roteiro escrito em parceria com Robin Campillo (“Entre os Muros da Escola”), foi indicado ao César de Melhor Desenho de Produção por sua bela cenografia. O documentário francês “O Grande Dia” completa a programação internacional, mostrando quatro crianças, de diferentes lugares do mundo, que precisam vencer obstáculos importantes no começo de suas vidas. As estreias ainda incluem três produções nacionais. Com maior alcance, o drama “Elon Não Acredita na Morte” chega a 34 salas. Na trama, Rômulo Braga, vencedor do troféu de Melhor Ator no Festival de Brasília, entra em desespero quando sua mulher desaparece e embarca numa jornada pelo lado mais sinistro da cidade em busca de seu paradeiro. Primeiro longa de ficção de Ricardo Alves Jr. (documentário “Permanências”), teve projeção nos festivais de Cartagena, na Colômbia, e Roterdã, na Holanda. Mistura de ficção e falso documentário, “Vermelho Russo” recria a viagem de duas atrizes brasileiras para Moscou, onde vão estudar teatro e acabam se envolvendo num triângulo amoroso, precisando superar suas diferenças para sobreviver num país diferente. A direção é de Charly Braun, que já havia feito outro ótimo filme de turistas, “Além da Estrada” (2011). Ele também assina a história junto com Martha Nowill, uma das atrizes-personagens, premiada como Melhor Roteiro no último Festival do Rio. Por fim, “Mais do que Eu Possa Me Reconhecer” chega em distribuição invisível – em cartaz numa sala, em apenas um horário, no Rio. A obra de Allan Ribeiro (“Esse Amor Que Nos Consome”) filma o artista plástico Darel Valença Lins, enquanto ele grava o próprio filme com uma câmera de vídeo. O caráter experimental rendeu prêmios em festivais de pouca repercussão popular, como os de Tiradentes, Triunfo e Vitória. Clique nos títulos em destaque para ver os trailers de todas as estreias da semana.

    Leia mais
  • Filme

    Paixão Obsessiva é tão ruim que até diverte

    27 de abril de 2017 /

    Impressionante como há obras que conseguem ser deliberadamente ruins. “Paixão Obsessiva”, estreia na direção de longas da produtora Denise Di Novi, parece ter sido feito a partir da seguinte ideia: “ei, por que não fazemos um filme totalmente ruim, desses bem vagabundos mesmo, para lançar no mercado internacional? E aí a gente convida um par de atrizes mais ou menos do primeiro time de Hollywood, que dá tudo certo.” Lembrando que Denise tem no currículo outro notável filme ruim, ainda que como produtora, “Mulher-Gato” (2004), que também contava com duas atrizes respeitadas em papéis constrangedores. O grande trunfo de “Paixão Obsessiva” é Katherine Heigl (“Como Agarrar Meu Ex-Namorado”) no papel de Tessa, uma “Barbie psicopata” (termo usado no próprio filme por uma das personagens) que faz de tudo para destruir o casamento do ex-marido (o apagado e inexpressivo Geoff Stults, da série “The Odd Couple”) com a sua nova noiva, Julia, vivida por Rosario Dawson (série “Punho de Ferro”). No começo do filme, Tessa ainda não sabe que o relacionamento do ex está prestes a chegar a um casamento e logo que descobre passa a fazer coisas inimagináveis, como trazer de volta o grande pesadelo da vida de Julia, um homem que a espancou e que está sob uma ordem judicial para se manter distante. A semelhança com alguns thrillers da década de 1990 é evidente, tanto que o aspecto de reciclagem marca a trama até o fim, horrível como tem que ser. Afinal, se é para ser ruim, que seja o pior possível. Mas há uma grande desvantagem deste longa na comparação com os thrillers de psicopatas femininas que ganharam força há 20 anos. Os originais tinham apelo erótico, o que hoje é minimizado por um mercado mais conservador e politicamente correto, ainda que de vez em quanto surja um “O Garoto da Casa ao Lado”, para explorar o sex appeal de sua protagonista. “Paixão Obsessiva” não tem coragem e nem vontade de fazer o mesmo com Rosario e Katherine, ainda que insinue uma cena sensual muito sutil em determinado momento: a cena do banheiro do casal de noivos entrecortada com uma conversa apimentada via Messenger. Não há, claramente, a intenção de fazer uma cena erótica dali. Aquele momento é para ser psicologicamente perturbador para Julia e por isso a diretora usa uma montagem picotada que tenta trazer à tona o estado de espírito fora de controle da personagem. Na verdade, o filme até poderia ser acusado de ser ainda mais vagabundo se usasse esse momento para explorar a nudez ou a sensualidade das atrizes. No fim das contas, é possível se divertir com “Paixão Obsessiva”. Não é o tipo chato de filme ruim, a ponto de funcionar como uma comédia involuntária. Nos Estados Unidos, as poucas críticas positivas a esse trabalho se referiram a ele como um “good trash”. Ou seja, é filme com roteiro estúpido e manjado, intriga de telenovela barata, mas que ao menos sabe investir na briga de puxar cabelos entre as duas protagonistas, com a vantagem ainda de trazer a sempre boazinha Katherine Heigl para o lado negro, o que quase redime o resultado final e cria uma curiosidade que vale a espiada.

    Leia mais
  • Etc

    Abigail Breslin revela ter sido estuprada por ex-namorado

    27 de abril de 2017 /

    A atriz Abigail Breslin, que começou a carreira ainda criança no filme “Pequena Miss Sunshine” (2006), revelou em seu perfil no Instagram que foi abusada sexualmente por um namorado. Ao ser questionada pelos seguidores porque não fez a denúncia na hora, contou que tinha medo de ser desacreditada e sofrer represálias. Ela desabafou numa primeira postagem no começo do mês, ao compartilhar uma imagem que falava sobre sexo consensual. No texto da foto, estava escrito: “Consentimento II. Você não é obrigado a fazer sexo com alguém com quem esteja se relacionando. Namorar não é dar consentimento. Casar não é dar consentimento”. Na legenda, a atriz fez a revelação: “Eu conhecia meu agressor”. O post provocou diversos comentários. Enquanto muitos apoiaram a atriz, outros cobraram uma posição mais forte. “Estupros denunciados são os únicos que contam”, escreveu um internauta. Nesta semana, a atriz voltou ao assunto, publicando uma resposta a esses comentários. “Eu não denunciei meu estupro. Não denunciei por várias razões”, escreveu. “Primeiro, eu estava em completo choque e negando tudo. Não queria me ver como ‘vítima’, então eu reprimi isso e fingi que o estupro não tinha ocorrido. Segundo, eu estava em um relacionamento com meu estuprador e tinha medo de não acreditarem em mim. Eu também tinha medo de que, se minha denúncia não chegasse a algum lugar, ele descobriria e me machucaria ainda mais”, apontou. “Terceiro, eu sabia o quanto minha família e amigos ficariam machucados ao descobrir e não queria colocá-los nessa situação”, contou. “Fui diagnosticada com transtorno pós-traumático há um ano e meio. Melhorei muito deste então, mas não vou fingir que não é algo contra o qual eu não lute. Ainda tenho flashbacks, ainda tenho pesadelos, ainda dou um pulo quando alguém me toca de surpresa, mesmo se é um amigo me tocando no ombro”, revelou. “Estupros não reportados contam. Estupros reportados contam. Fim da história”, concluiu a jovem. i knew my assailant. #SexualAssaultAwarenessMonth #breakthesilence Uma publicação compartilhada por Abigail Breslin (@abbienormal9) em Abr 10, 2017 às 10:47 PDT *trigger warning⚠️* Uma publicação compartilhada por Abigail Breslin (@abbienormal9) em Abr 22, 2017 às 6:02 PDT

    Leia mais
  • Filme

    Vida orbita o espaço de Alien e Gravidade

    26 de abril de 2017 /

    O aspecto positivo de se referenciar uma ou mais obras conhecidas é que o uso de material conhecido permite um diálogo quase metalinguístico com o público, aumentando assim a apreciação do que é apresentado. O lado negativo é que isso também pode sugerir uma comparação de qualidade entre referenciado e referenciador, e em muitos casos esse confronto é injusto, ampliando os pontos positivos do primeiro e apontando os negativos do segundo. É o que acontece com “Vida”, mistura de ficção científica com terror dirigida por Daniel Espinosa (“Protegendo o Inimigo”). Escrito pela dupla Rhett Reese e Paul Wernick (de “Zumbilândia” e “Deadpool”), o longa tem duas grandes referências: “Gravidade” (2013) e “Alien, o 8º Passageiro” (1979). A trama acompanha um time de cientistas a bordo de uma estação espacial que se depara com um organismo unicelular, vindo de Marte, que constitui a primeira prova irrefutável de vida no espaço. O problema é que o ser, batizado de Calvin, evolui rapidamente, se adapta ao ambiente e tem uma necessidade grande de se alimentar e de proteger a sua própria existência, algo que pode representar um problema mundial se ele cair na Terra. A comparação com “Alien” é inevitável, tanto temática quanto narrativamente. À medida que a criatura cresce e ganha força, começa a eliminar cada um dos membros da tripulação, demonstrando inteligência na execução dos seus “planos”. Além do mais, “Vida” também se assemelha à obra de Ridley Scott pela forma como parece introduzir seu protagonista aos poucos naquela história, ascendendo e preenchendo uma vaga que parecia não lhe pertencer à primeira vista. As semelhanças com “Gravidade”, por sua vez, são muito mais estéticas. Espinosa tentou replicar muito do que Alfonso Cuarón fez naquele trabalho que lhe rendeu o Oscar, e as vezes até consegue. É o caso, por exemplo, logo no início do filme, de um plano-sequência para ilustrar a interação da equipe, enquanto apresenta todos os ambientes do interior da nave. Além disso, ambos iniciam a projeção com uma imagem da imensidão do espaço e um pequeno ponto se movimentando em meio às estrelas. Não há nada de errado em fazer referências a outras obras. Alguns realizadores – como Quentin Tarantino – construíram suas carreiras assim. O principal problema de “Vida” é não saber dar, vá lá, vida a esse material. São evidentes os problemas de desenvolvimento, que as obras referenciadas não tinham, ou ao menos sabiam disfarçar muito melhor. Os defeitos são muitos, a começar pela concepção da criatura. Inicialmente apresentado como um organismo formado por “olhos, músculo e cérebro”, Calvin não é um ser muito ameaçador. Mesmo colocando a tripulação em risco, na sua “infância” ele se parece mais com uma versão malvada de “Flubber” (1997). Quando se torna adulto, essa ideia de ele ser todo olhos, músculos e cérebro é abandonada, já que ganha um corpo definido e até um rosto, ainda que continue não sendo tão assustador quanto deveria ser. O roteiro não explica a transformação. Teoricamente, Calvin é um grande cérebro com tentáculos (essa sim seria uma imagem aterrorizante), mas algumas das decisões que o alienígena toma não podem ser explicadas nem por um intelecto superior. Não dá pra entender como um ser até então unicelular consegue decifrar o funcionamento de uma estação espacial, ao ponto de realizar proezas como manipular os trajes dos astronautas. Pode-se imaginar que ele aprendeu sobre aquele lugar ao ler os pensamentos das suas vítimas – como em “Independence Day” –, mas tal explanação não é oferecida. Da mesma maneira, o filme parece querer empurrar o envolvimento emocional com os personagens sem que eles tenham sido propriamente desenvolvidos. Sabemos que um deles (Hiroyuki Sanada) tem um filho recém-nascido, outro era paralítico na Terra (Ariyon Bakare), tem também um prefere ficar no espaço (Jake Gyllenhaal) e não falta o engraçadinho da turma (Ryan Reynolds). Dessa lista, sobraram ainda as personagens femininas interpretadas por Olga Dihovichnaya e Rebecca Ferguson, que apesar de serem mulheres fortes, são ainda menos trabalhadas que seus colegas masculinos. Mesmo diante de material tão limitado, Daniel Espinosa demonstra apuro estético e narrativo que impedem – por pouco – que “Vida” se transforme num desastre espacial completo. Ele cria belíssimas tomadas externas da estação espacial e alimenta o suspense, dando “vida” à produção.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie