Vida do criador da revista masculina Penthouse vai virar série
A vida de Bob Guccione, fundador da revista masculina Penthouse, vai virar série de TV. O projeto está a cargo das produtoras Jerrick Media e Maven Pictures, e a intenção é mostrar que Guccione, morto aos 79 anos em 2010, era “muito mais que um pornógrafo”. “Ele era um intelectual”, resumiu o produtor Rick Schwartz, responsável pela atração, para a revista Variety. Veterano do cinema, Schwartz produziu os premiados “O Aviador” (2004), “Os Infiltrados” (2006) e “Cisne Negro” (2010). Ele também é o produtor executivo do sucesso da TV americana “Batalha de Lip Sync”, em que competidores e astros famosos dublam canções de sucesso. A série de Guccione ainda não tem roteirista definido, mas deverá ser contada pelos olhos das mulheres que passaram pela vida do empresário, desde o começo de sua carreira como artista e cartunista em Londres até a criação da Penthouse, que se tornou a principal rival da Playboy, passando por sua investida no cinema com “Calígula” (1979), até chegar aos seus anos finais, quando seu império ruiu e ele foi à falência. Os envolvidos no projeto esperam conseguir um acordo para exibir a série na Amazon ou Netflix.
Novo filme de Shia Labeouf vende apenas um ingresso na pior estreia de todos os tempos no Reino Unido
Depois de amargar apenas 15% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o novo filme estrelado por Shia Labeouf teve a pior estreia de todos os tempos no Reino Unido. O filme faturou irrisórias 7 libras, equivalente a apenas um ingresso vendido. “Pobre Shia”, lamentou à revista “Variety” Paul Dergarabedian, analista de mídia da ComScore, empresa que monitora bilheterias em todo o mundo. “Essa abertura poderia estar no Guinness, o livro dos recordes”, completou Mas não é o caso de uma rejeição maciça. A história de guerra estrelada por LaBeouf foi lançada em apenas um cinema em Burnley, cidade de aproximadamente 73 mil habitantes do noroeste inglês. Além disso, foi disponibilizado simultaneamente em serviços de streaming. Ou seja, o recorde negativo foi praticamente procurado pela distribuidora. Após estourar em blockbusters como “Transformers” e “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, Shia LaBeouf tem se voltado a projetos independentes, com histórias de menos apelo comercial. Às vezes, com sucesso de crítica, como em “Docinho Americano” (American Honey), lançado direto em streaming no Brasil. Outras vezes, enfrentando fiascos como este “Man Down”, que começa como filme de guerra e vira sci-fi pós-apocalíptica. Shia, claro, não está sozinho no elenco. O elenco inclui Kate Mara (“Quarteto Fantástico”), Jai Courtney (“Esquadrão Suicida”) e até Gary Oldman (“Planeta dos Macacos: O Confronto”). Para completar, a direção é de Dito Montiel, com quem Shia já havia trabalhado no elogiado “Santos e Demônios” (2006). “Man Down” chegou a ser exibido nos festivais de Veneza e Toronto, mas não conseguiu agradar à crítica. O filme não tem estreia prevista para o Brasil.
Filme de Lúcia Veríssimo sobre Os Cariocas e documentário da guerra na Síria abrem o festival É Tudo Verdade 2017
A organização do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade anunciou os filmes de abertura de sua 22ª, que acontecerá, como nos últimos anos, simultaneamente no Rio e em São Paulo. O filme “Eu, Meu pai e Os Cariocas”, da atriz Lúcia Veríssimo, vai abrir a edição carioca do É Tudo Verdade no dia 19 de abril. Em São Paulo, a abertura será no dia 20, com “Cidade de Fantasmas”, de Matthew Heineman. O festival termina no dia 30 nas duas cidades. “Eu, Meu pai e Os Cariocas” aborda a história do grupo musical Os Cariocas, que ficou conhecido pelos arranjos vocais refinados, que marcaram desde a era do rádio até a bossa nova. Lúcia Veríssimo é filha de um de seus integrantes originais, o maestro Severino Filho (1928-2016). E “Cidade de Fantasmas” acompanha o trabalho de um grupo de jornalistas que se arrisca diariamente para registrar as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico na Síria. A edição deste ano também terá homenagens aos cineastas Alexandre O. Philippe, Andrea Tonacci, Bill Morrison, Jean Rouch e João Moreira Salles. A programação prevê a exibição de 82 títulos de 30 países, dos quais 16 são estreias mundiais. Além disso, o festival terá uma novidade: uma nova competição para longas latino-americanos.
Documentário sobre Heath Ledger ganha seu primeiro trailer
O primeiro trailer e o pôster do documentário sobre a vida de Heath Ledger foi divulgado nesta terça-feira, dia em que o ator completaria 38 anos. “I Am Heath Ledger” faz parte de uma série de documentários produzidos pelo canal americano Spike e mostra um retrato íntimo do ator, utilizando imagens de vídeos caseiros inéditos, filmados por ele mesmo. O documentário também inclui entrevistas com a irmã do ator, Kate Ledger, e o diretor de “O Segredo de Brokeback Mountain”, Ang Lee, que elogia o talento do ator. Ledger, que venceu postumamente o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação em “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008), faleceu em consequência de uma overdose de remédios vendidos com receita médica pouco antes do lançamento do filme, que faturou mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo. “I am Heath Ledger” vai estrear no Festival de Tribeca, em Nova York, no dia 23 de abril, passará em cinemas americanos selecionados a partir de 3 de maio e será exibido pelo canal Spike em 17 de maio. Não há previsão para a exibição no Brasil.
Animação O Reino Gelado: Fogo e Gelo ganha trailer dublado por Larissa Manoela e João Guilherme
A California Filmes divulgou o trailer dublado da animação “O Reino Gelado: Fogo e Gelo”, que tem como destaque as vozes do ex-casal Larissa Manoela e João Guilherme Ávila. Separados desde o fim do ano passado, os atores da novela “Cúmplices de um Resgate” voltam a trabalhar juntos na dublagem da animação. Trata-se da terceira aventura da franquia animada “O Reino Gelado”, adaptação russa da mesma fábula que rendeu “Frozen”. Larissa empresta sua voz à princesa Gerda desde o segundo filme da série, enquanto João dubla o aventureiro Rony. Além deles, João Cortes volta para fazer a voz do troll Orm. Segundo a sinopse, depois de derrotar a rainha e o rei da neve, Gerda ainda não ficou em paz. Seu sonho é encontrar seus pais e, finalmente, reunir a família. A nova jornada tem como missão a busca pelos pais de Gerda. Lançado em dezembro no exterior, o terceiro “O Reino Gelado” foi a primeira animação produzida em parceria pela Rússia e a China. A previsão de estreia é para agosto no Brasil.
The Walking Dead tem pior audiência de final de temporada em cinco anos
O último episódio da 7º ano de “The Walking Dead”, exibido na noite de domingo, registrou a pior audiência de fim de temporada do programa nos últimos cinco anos. De acordo com os dados da Nielsen, o episódio foi visto por 11,3 milhão de espectadores, número que só superou o desfecho das duas primeiras temporadas, quando a série ainda não era um fenômeno tão grande de popularidade. A diferença em relação ao season finale passado, visto por 14,2 milhões de pessoas, foi significativa: o público diminuiu em 20%. Mas a queda se torna realmente preocupante quando comparada à própria estreia da temporada. Vista por 17 milhões de telespectadores, a atual fase abriu com a segunda melhor audiência de todos os tempos da série, para encerrar com uma das piores. Após um começo frenético, que registrou duas mortes de personagens centrais, a série diminuiu o ritmo e passou a andar em ritmo de zumbi, a partir da decisão de dividir o grupo de protagonistas em núcleos distintos. Mas ao contrário de “Game of Thrones”, que consegue avançar diversas histórias paralelas simultaneamente, os produtores optaram por enfatizar um grupo por semana, truncando a narrativa. O showrunner atual, Scott M. Gimple, também tem buscado adaptar os quadrinhos de Robert Kirkman de forma mais fiel, inclusive transpondo diálogos completos dos gibis para a televisão. E isto também influenciou no ritmo, priorizando discursos e motivações de personagens sobre a ação. Pelo que Gimple vem dizendo, em entrevistas, os planos para a próxima temporada indicam uma continuação da tendência, com a adaptação do arco “All Out War”, na base de um gibi por episódio, até o final da temporada. A trama de 12 gibis, porém, poderia virar apenas quatro capítulos numa adaptação ao estilo de “Game of Thrones”.
Série baseada no clássico infantil Anne de Green Gables ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Anne”, série canadense que adapta o clássico infantil “Anne de Green Gables”, de L.M. Montgomery. A prévia destaca alguns dos momentos mais emocionantes da história, além da belíssima fotografia de cenários rurais, cortesia da cineasta neozelandesa Niki Caro (“Terra Fria”), que assina a direção. A trama se passa no final do século 19, na comunidade pacata da Ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá, e gira em torno da ruivinha Anne Shirley, uma garota órfã que, após passar por inúmeros lares abusivos, é acidentalmente enviada a um casal de irmãos idosos, que queriam um menino para ajudá-los com o trabalho árduo em sua fazenda, chamada Green Gables. Eventualmente, Anne vai mudar a perspectiva dos dois, e todos da cidade vão aprender a conviver com seu intelecto afiado e com a sua imaginação brilhante. A história já ganhou inúmeras adaptações desde o cinema mudo, inclusive diversas versões televisivas, e o próprio autor desenvolveu continuações literárias desde a publicação do romance original em 1908. Além disso, a fazenda de Green Gables, que existe de verdade, foi tombada e é considerado um marco cultural do Canadá. Na nova adaptação, Anne Shirley é vivida por Amybeth McNulty (do terror “Morgan”) e os irmãos por Geraldine James (“Rogue One: Uma História Star Wars”) e R.H. Thomson (“O Preço da Traição”). Desenvolvida em parceria entre a Netflix e a rede canadense CBC, a série é uma criação de Moira Walley-Beckett, criadora de “Flesh and Bone” e roteirista de “Breaking Bad”. A série foi lançada em março na TV canadense e chega em 12 de maio na plataforma de streaming.
José Mayer é suspenso da Globo após atrizes se unirem em protesto contra assédio
A denúncia de assédio de uma figurinista da Globo, durante as gravações de “A Lei do Amor”, levou ao afastamento do ator José Mayer das próximas produções da emissora por tempo indeterminado. O caso veio à tona em relato de Susllen Tonani a um blog do jornal Folha de S. Paulo na semana passada. E, a princípio, a rede de TV soltou comunicado afirmando que iria apurar. Aguinaldo Silva chegou a confirmar o ator em sua próxima novela, “até segunda ordem”. Porém, atrizes da Globo se uniram em protesto, vestindo a camisa da rebelião. Literalmente. Uma camiseta branca, com os dizeres “Mexeu com uma, mexeu com todas” passou a ser usada por estrelas como Taís Araújo, Fernanda Lima, Tainá Müller, Bruna Marquezine, Fátima Bernardes, Sophie Charlotte, Drica Moraes, Tatá Werneck, Alice Wegmann, Bruna Linzmeyer, Luisa Arraes, Carla Salle, Julia Rabello e Cissa Guimarães, repercutindo uma campanha na web contra o assédio sexual. A hashtag #ChegadeAssédio também apareceu em posts de diversas outras atrizes da emissora. Como consequência, a Globo se solidarizou com o protesto e José Mayer, que vinha negando assédio, acabou confessando e pedindo desculpas. Leia abaixo a íntegra dos comunicados da emissora e do ator. “Em relação à denúncia de assédio envolvendo o ator José Mayer e a figurinista Susllen Tonani, a Globo reafirma o teor da nota divulgada na última sexta-feira, quando afirmou que o caso foi apurado e que as devidas providências estavam sendo tomadas. Naquela nota, a emissora enfatizou que repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito. E que zela para que as relações entre funcionários e colaboradores se deem em um ambiente de harmonia, de acordo com o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo. Esta convicção da Globo foi reafirmada para um grupo de atrizes, diretoras e produtoras, reunidas no domingo à noite, quando a emissora informou que, apurado o caso, tomou a decisão de suspender o ator José Mayer de produções futuras dos Estúdios Globo por tempo indeterminado. O ator foi notificado na segunda-feira dessa decisão. Sobre a iniciativa de funcionários, colaboradores e executivos de usar hoje camisetas com os dizeres ‘Mexeu com uma, Mexeu com todas’, a Globo se solidariza com a manifestação, que expressa os valores da empresa. O ator José Mayer, de enorme talento e com grandes serviços prestados à Globo e às artes brasileiras, certamente terá oportunidade de expressar seus sentimentos em relação ao triste episódio e esclarecer que atitudes pretende tomar. A Globo lamenta que Susllen Tonani tenha vivido essa situação inaceitável num ambiente que a emissora se esforça cotidianamente para que seja de absoluto respeito e profissionalismo. E, por essa razão, pede a ela sinceras desculpas.” A carta de José Mayer: “Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora. Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço. Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, não sou. Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são. Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. O mundo mudou. E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele. Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi. A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança. Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma geração que eu, aos que pensavam da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive também a mudar. Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária. O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor”.
Os Defensores ganha teaser que informa data de estreia da minissérie
A Netflix divulgou o primeiro teaser de “Os Defensores”, minissérie que é uma espécie de crossover de “Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage” e “Punho de Ferro”. A prévia é um vídeo em preto e branco de elevador, que registra os quatro protagonistas das séries indo para outro andar, ao som de uma música típica de espera, até Jessica (Krysten Ritter) quebrar a câmera. Repare que o timer do vídeo para na marca de 08:18:20:17. O relógio é uma forma criativa de revelar a data de estreia da atração: 18 de agosto de 2017. Além disso, na parte superior do vídeo, há um endereço de IP. Quem escrever http://23.253.120.81 em seu browser vai parar no site do jornal fictício New York Bulletin, onde trabalha a personagem Karen Page (Deborah Ann Woll).
Atriz de The Big Bang Theory vai dublar a Arlequina em novo longa animado
A Warner Bros. Animation anunciou que a atriz Melissa Rauch, intérprete de Bernadette na série “The Big Bang Theory”, dublará a Arlequina num novo longa animado para o mercado de home video. “Eu amo como a Arlequina é durona e também como usa o humor como uma das armas do seu arsenal”, disse Rauch, em comunicado. “Ela sabe bem como desarmar uma situação com o seu humor, e como incendiar uma situação com o seu sarcasmo. É um papel de sonho.” Intitulado em inglês “Batman and Harley Quinn”, o filme voltará a trazer Kevin Conroy como a voz de Batman. Ele era o dublador original da séria animada do herói que introduziu a Arlequina em 1992. A animação também contará com outra vilã de Gotham City, Hera Venenosa, que será dublada por Paget Brewster, da série “Criminal Minds”. Bruce Timm, um dos criadores da Arlequina, assina o roteiro. Ainda não há previsão para o lançamento, que deve sair em Blu-ray neste ano.
Justiça americana se recusa a encerrar processo de 40 anos sem a prisão de Polanski
O cineasta Roman Polanski não conseguiu encerrar o caso em que é acusado de estupro de uma adolescente de 13 anos, cometido na década de 1970. A Justiça de Los Angeles negou, na segunda-feira (3/4), o pedido do cineasta para ter garantias de que não seria preso caso fosse ao país espontaneamente dar seu depoimento, reforçando que ele é considerado foragido. Em uma decisão de 13 páginas, o juiz Scott Gordon, do Tribunal Superior, declarou que Polanski “não pode se aproveitar do tribunal ao mesmo tempo em que o desacata”. Cidadão francês, o diretor de 83 anos passou 48 dias na prisão após fazer um acordo com a promotoria há 40 anos, mas ao receber a informação de que o juiz poderia mudar de ideia e condená-lo a 50 anos de prisão, ele aproveitou a liberdade condicional para fugir para a França, onde vive desde então. Durante uma audiência em março, o advogado de Polanski, Harland Braun, pediu ao juiz decidir se o diretor já havia cumprido sua pena. Em petição, demandou uma transcrição secreta do depoimento do promotor no caso original. Braun acredita que o testemunho, que tinha se tornado secreto, apóia a afirmação de Polanski de que ele fechou um acordo para ficar 48 dias preso em 1977. Deste modo, teria sido sentenciado e cumprido a pena. Mas, após este período, o já falecido juiz Laurence Rittenband alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido manter Polanski preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E assim continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Só que o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suíça a prendê-lo, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Polanski passou 334 dias sob custódia na Suíça, enquanto as autoridades dos EUA tentavam extraditá-lo. Entretanto, o caso repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, Polanski lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Há quase dois anos, os Estados Unidos voltaram a solicitar a extradição de Polanski da justiça polonesa, depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde Polanski tem um apartamento, rejeitou o pedido em novembro de 2015. E, após o procurador-geral da Polônia pedir a anulação desse julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça, a Suprema Corte do país encerrou definitivamente o caso, dando reconhecimento aos argumentos do diretor. O juiz observou que Polanski “já tinha cumprido sua sentença”. E é este argumento que o advogado de Polanski estava usando para tentar dar um fim no caso nos EUA, incluindo no processo o acordo original do diretor com a promotoria do estado. Polanski foi acusado de drogar Samantha Geimer, durante uma sessão de fotos, antes de violentá-la na casa de um amigo em 1977, em Los Angeles. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com uma menor, mas negou o estupro como parte do acordo e ficou 48 dias preso em uma penitenciária do estado da Califórnia, antes de ser libertado. Em 2013, Samantha Geimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”.
Apenas 17% dos filmes brasileiros são dirigidos por mulheres – e 0% por mulheres negras
A Ancine (Agência Nacional do Cinema) divulgou um levantamento que registra a baixa participação das mulheres no cinema brasileiro. Das 2.583 obras audiovisuais registradas ano passado na agência, apenas 17% foram dirigidas e 21% roteirizadas por mulheres, embora mais da metade da população brasileira seja feminina. “Os dados nos levam a entender que a construção das narrativas, que vêm dos roteiristas e dos diretores, por mais que os produtores participem, é dos homens. O olhar que vai construir o imaginário de nossa sociedade e novas gerações, é masculino”, acrescentou a diretora da Ancine, Debora Ivanov, durante a apresentação do estudo, no Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual, que aconteceu no Rio de Janeiro na semana passada. De acordo com o levantamento, as mulheres têm uma presença maior entre os produtores (41%) e diretores de arte (58%). Mas entre os diretores de fotografia, são apenas 8%. A agência também constatou que, quanto mais cara a produção, menor o número de mulheres. “Observamos mais mulheres quando é um curta ou média-metragem, porque são mais baratos. Nossa presença é maior no documentário que na ficção, o que corrobora a visão de que em obras de custo menor temos mais oportunidades”, disse Ivanov. Quando a etnia é acrescentada à sexualidade, o resultado é ainda mais estarrecedor. A Ancine não pesquisou esse dado, mas o Gemaa (Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa), vinculado ao Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), apurou que mulheres negras não dirigiram ou roteirizaram nem um longa-metragem sequer de ficção, com distribuição em mais de dez salas, no período de 1995 a 2016. O percentual de homens negros nas duas categorias não passou de 2% na direção e 3% no roteiro, enquanto homens brancos dirigiram 85% e roteirizaram 75% das principais produções nacionais. Segundo a diretora do Fórum Itinerante do Cinema Negro e doutora em História, Janaína Oliveira, apesar disso, mulheres negras estão produzindo, especialmente curtas e webséries. Ela destacou a participação da realizadora negra Yasmin Thayná no festival de cinema de Rotterdam, um dos mais importantes do mundo, ao lado do ganhador do Oscar, Jerry Benkins, e que quase não repercutiu no Brasil. Apresentada pela cientista política Marcia Rangel Candido, a pesquisa do Gemaa, com os filmes de maior bilheteria e que dominam o mercado, também avaliou a participação de mulheres nos elencos. O resultado é que a cada 37 homens brancos, uma mulher negra aparece, mas não em posição de prestígio. “A representação de mulheres negras quando estão protagonizando, é estereotipada, hiperssexualizada”, afirmou a cientista. Para mudar o cenário, a diretora Debora Ivanov informou que a Ancine adotou a paridade de gênero nas comissões de avaliação dos filmes que concorrem ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), com a presença de pelo menos uma pessoa negra. O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, também pretende lançar, em abril, a 2ª edição do edital Carmem Santos, que dará bônus a propostas de curtas-metragens apresentadas por mulheres. Devem ser distribuídos R$ 60 mil para 15 projetos.
Ariana Grande avisa pelo Twitter que vem cantar no Brasil
A cantora e atriz Ariana Grande (série “Sam & Cat”) confirmou que fará duas apresentações no Brasil por meio de seu Twitter. Escrevendo em português, ela revelou que vem para um show no Rio (em 29 de junho) e outro em São Paulo (1 de julho). Valores de ingressos e início das vendas serão divulgados em breve, ela avisou, já disponibilizando o cartaz do show. Veja abaixo. No texto, ela escreveu “Louca de saudades”, numa referência ao fato de já ter se apresentado no país. A cantora fez seu primeiro show no país em outubro de 2015, em São Paulo. Ariana Grande pode ser ouvida atualmente nos cinemas, com a música tema de “A Bela e a Fera”, que ela gravou num dueto com John Legend (veja o clipe aqui). Louca de saudade ?♡ Brasil, I am excited to be seeing you soon for two shows in Rio and São Paulo! On sale info coming soon. pic.twitter.com/7DJYBExaVf — Ariana Grande (@ArianaGrande) April 3, 2017












