Terror de temática racial lidera as bilheterias dos EUA com 100% de aprovação da crítica
O terror “Corra!” (Get Out) assustou a concorrência com uma estreia monstruosa nos EUA. Primeiro longa dirigido pelo comediante Jordan Peele (da série “Key and Peele”), faturou US$ 30,5 milhões e se tornou o filme mais visto nos cinemas americanos no fim de semana. A trama, que envolve a visita de um jovem negro (Daniel Kaluuya, de “Sicário”) à casa de campo da família rica de sua namorada branca, causou comoção entre o público e a crítica, conseguindo nota A no CinemaScore e impressionantes 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Corra!”, que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, é o segundo terror consecutivo da produtora Blumhouse a abrir em 1º lugar, após o impacto de “Fragmentado”, que já faturou US$ 130,8 milhões nos EUA e ainda está no ranking, em 9º lugar. Com isso, “Lego Batman” caiu para a 2ª posição com US$ 19 milhões, seguida por “John Wick: Um Novo Dia Para Matar” com US$ 9 milhões no Top 3. “A Grande Muralha” e “Cinquenta Tons Mais Escuros” completam o Top 5. E três indicados ao Oscar 2017 ainda aparecem no Top 10: “Estrelas Além do Tempo” , “La La Land” e “Lion”. As outras duas estreias amplas, com lançamento em mais de 2 mil salas, não conseguiram boas bilheterias: a animação “Rock Dog” fez R$ 3,7 milhões em 11º lugar e o thriller “Collide”, filmado originalmente em 2015, fez US$ 1,5 milhão em 13º lugar. Estes, claro, já têm distribuição garantida no Brasil e estreiam, respectivamente, em 13 de abril e 18 de maio. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Corra! Fim de semana: US$ 30,5 milhões Total EUA: US$ 30,5 milhões Total Mundo: US$ 30,5 milhões 2. Batman Lego – O Filme Fim de semana: US$ 19 milhões Total EUA: US$ US$ 133 milhões Total Mundo: US$ 226 milhões 3. John Wick – Um Novo Dia para Matar Fim de semana: US$ 9 milhões Total EUA: US$ 74,4 milhões Total Mundo: US$ 125,5 milhões 4. A Grande Muralha Fim de semana: US$ 8,7 milhões Total EUA: US$ 34,4 milhões Total Mundo: US$ 300 milhões 5. Cinquenta Tons Mais Escuros Fim de semana: US$ 7,7 milhões Total EUA: US$ 103,6 milhões Total Mundo: US$ 328,3 milhões 6. Te Pego na Saída Fim de semana: US$ 6,3 milhões Total EUA: US$ 23,2 milhões Total Mundo: US$ 24,7 milhões 7. Estrelas Além do Tempo Fim de semana: US$ 5,8 milhões Total EUA: US$ 152,8 milhões Total Mundo: US$ 182,8 milhões 8. La La Land – Cantando Estações Fim de semana: US$ 4,6 milhões Total EUA: US$ 140,8 milhões Total Mundo: US$ 368,9 milhões 9. Fragmentado Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 130,8 milhões Total Mundo: US$ 221,2 milhões 10. Lion Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 42,8 milhões Total Mundo: US$ 88,7 milhões
Morte de Bill Paxton não afetará a 1ª temporada de Training Day
A morte inesperada de Bill Paxton não deve interromper a exibição da 1ª temporada de “Training Day”, série baseada no filme “Dia de Treinamento” (2001). Os produtores da série, estrelada por Paxton, informaram que todos os 13 episódios já foram gravados. Em comunicado, os produtores também prestaram sua homenagem ao astro. “Bill era, naturalmente, um ator talentoso e popular com tantos papéis memoráveis no cinema e na televisão. Seus colegas na CBS e na Warner Bros. Television também se lembrarão dele como um cara que iluminou todas as salas com charme, energia e calor infecciosos e como um grande contador de histórias, que gostava de compartilhar histórias divertidas sobre seu trabalho”, diz o texto divulgado. “Estamos verdadeiramente devastados com a morte de nosso amigo Bill Paxton”, acrescentou o produtor Jerry Bruckheimer num comunicado mais pessoal. “Ele era um ator tremendamente talentoso e um homem maravilhoso, amado por todo o elenco e equipe de ‘Training Day’. A filmografia extraordinária de Bill garante que ele nunca será esquecido. Nossas sinceras condolências à família e amigos de Bill. Ele fará falta mais do que possivelmente possamos expressar”. “Training Day” foi criada por Will Beall, roteirista do fraco “Caça aos Gângsteres” (2013) e ex-detetive do departamento de Los Angeles, e conta com produção de Jerry Brukheimer (“CSI”) e do próprio diretor de “Dia de Treinamento”, Antoine Fuqua. Paxton tinha o papel equivalente ao que rendeu o Oscar a Denzel Washington, como o policial corrupto que recebe a missão de treinar um novato, um jovem negro idealista, vivido pelo quase estreante Justin Cornwell (visto antes num episódio de “Chicago P.D.”), numa inversão das etnias dos protagonistas do filme. Mas esta versão também traz outros jovens policiais, interpretados por Katrina Law (série “Arrow”) e Drew Van Acker (série “Pretty Little Liars”). Além do imprevisto, “Training Day” vinha registrando baixa audiência, com média de 4,1 milhões de telespectadores na exigente rede CBS. E não agradou à crítica – com só 21% de aprovação no Rotten Tomatoes. Será difícil para a série voltar para sua 2ª temporada.
James Cameron divulga carta emocionada em tributo ao ator Bill Paxton
O cineasta James Cameron escreveu uma carta emocionada sobre a morte de Bill Paxton, um de seus mais antigos e melhores amigos em Hollywood, a quem dirigiu em quatro filmes. Como ele recorda, os dois se conheceram há 36 anos, quando Paxton ainda não era ator. O jovem era um assistente de produção, trabalhando como carpinteiro e pintor na sci-fi barata “Galáxia do Terror” (1981), que tinha Cameron como cenógrafo, também em começo de carreira. Depois disso, o cineasta o escalou numa pequena figuração em “O Exterminador do Futuro” (1984), deu-lhe seu primeiro grande papel em “Aliens, o Resgate” (1986), além de ter feito participação como ator no primeiro filme a destacar Paxton num pôster, o terror “Quando Chega a Escuridão” (1987), de Kathryn Bigelow – namorada de Cameron na época. Os dois ainda trabalharam juntos nos sucessos “True Lies” (1994) e “Titanic” (1997). Mas compartilharam muito mais que filmes, como conta o diretor na carta abaixo. Leia na íntegra: “Estou sofrendo com isso, tentando fazer meu coração e minha mente aceitarem. Bill deixa um vazio. Ele e eu éramos amigos íntimos há 36 anos, desde que nos conhecemos no set de um filme de baixo orçamento de Roger Corman. Ele entrou para trabalhar no cenário, e eu lhe dei um pincel e apontei para uma parede, dizendo: “Pinte isso!” Reconhecemos rapidamente a centelha criativa que havia surgido naquele simples gesto e nos tornamos amigos rapidamente. O que se seguiu foram 36 anos de filmagens em conjunto, ajudando a desenvolver projetos uns dos outros, indo em viagens de mergulho juntos, assistindo nossos filhos crescerem juntos, até mesmo visitando os destroços naufragados do Titanic em um submarino russo. Era uma amizade de riso, aventura, amor ao cinema e respeito mútuo. Bill me escreveu belas cartas sinceras e pensadas, um anacronismo nesta era da digitação eletrônica. Ele cuidava bem de seus relacionamentos com as pessoas, sempre preocupado e presente para os outros. Ele era um bom homem, um grande ator e um dínamo criativo. Espero que, em meio ao burburinho da noite do Oscar, as pessoas levem um momento para se lembrar deste homem maravilhoso, não apenas por todas as horas de alegria que ele nos trouxe com sua presença vívida nas telas, mas para o grande humano que ele foi. O mundo é um lugar menor após sua morte, e eu sentirei profundamente sua falta.”
Scarlett Johansson pilota moto futurista em nova foto de A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell
A Paramount divulgou um novo pôster e uma nova foto (via revista Empire) de “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”. A foto traz Scarlett Johansson pilotando uma moto futurista – da marca japonesa Honda. Na trama, Scarlett Johansson surge com o mesmo visual da heroína criada em 1989 no mangá de Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”) e sua versão anime (longa animado) feita em 1995 por Mamoru Oshii, mas os produtores batizaram seu papel de Major, sua patente, visando evitar muitas críticas à etnia da atriz, trazidas à tona em meio às queixas de embranquecimento de personagens orientais por Hollywood. Mas não há como ver as imagens sem pensar imediatamente na origem japonesa de tudo o que é mostrado. O elenco ainda inclui o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, que não existe nos quadrinhos, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). Com direção de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”), o filme estreia em 30 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Animação dos Smurfs ganha vídeo com música de Meghan Trainor
A Sony divulgou uma nova prévia da animação “Os Smurfs e a Vila Perdida” ao som de uma das músicas da trilha sonora, “I’m a Lady”, cantada por Meghan Trainor. Pelo destaque dado à Smurfete no vídeo, a canção poderia ser seu tema, ainda que a personagem seja dublada por outra cantora pop, Demi Lovato. Entretanto, Trainor também está no elenco de dubladores, como SmurfMelody, uma nova personagem azulada. Por sinal, o filme vai responder à velha dúvida dos fãs dos quadrinhos e desenhos dos Smurfs: será que não há outras Smurfetes por aí? Na trama, Smurfete convence um grupo de Smurfs a se aventurar para longe de seu vilarejo, atravessando a Floresta Proibida, repleta de criaturas mágicas e perigosas, para encontrar uma Vila Perdida, habitada sabe-se lá por quem – ou o quê. Após sair do vilarejo, no entanto, eles passam a ser perseguidos pelo vilão Gargamel (voz de Rainn Wilson, da série “The Office”), e não demoram a ficar em apuros. O elenco original de vozes ainda inclui Joe Manganiello (“Magic Mike”) como Robusto, Jack McBrayer (série “30 Rock”) como Desastrado, Danny Pudi (série “Community”) como Gênio e Mandy Patinkin (série “Homeland”) como Papai Smurf. Escrito por Stacey Harman (série “The Goldbergs”) e Pamela Ribon (série “Samantha Who?”), e dirigido por Kelly Asbury (“Shrek 2” e “Gnomeu e Julieta”), “Os Smurfs e A Vila Perdida” chega aos cinemas brasileiros em 6 de abril, um dia antes do lançamento nos EUA.
Saiba onde assistir a transmissão do Oscar 2017
A rede Globo não vai mesmo transmitir a cerimônia de premiação do Oscar 2017 na noite deste domingo (26/2). Para tristeza dos fãs de memes, quem sintonizar o canal irá se deparar com carnaval. Mesmo assim, a emissora carioca escalou Cristiane Pelajo, Miguel Falabella e Artur Xexéo para apresentar os melhores momentos do evento, num compacto que irá ao ar na noite seguinte, 27 de fevereiro, 24 horas após o resultado ser conhecido e debatido à exaustão. Quem quiser assistir ao evento máximo do cinema ao vivo, terá como opção apenas a TV paga. A 89ª edição da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas será exibida no Brasil pelo canal pago TNT, com comentários de Rubens Ewald Filho, a partir das 21h. Além disso, o canal E! começará a transmissão do evento às 15h30, ficando a tarde inteira à espera de alguma celebridade no tapete vermelho do Oscar – a programação só deve esquentar no começo da noite, após as 20h30, quando chegam os astros mais esperados da cerimônia. A cobertura da E! também inclui o “after party”, que mostrará as festas de Hollywood para os vencedores, e uma edição especial do programa “Fashion Police”, dedicada a avaliar os vestidos das estrelas do cinema. A entrega do Oscar 2017 vai acontecer no palco do Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação de Jimmy Kimmel, âncora do talk show “Jimmy Kimmel Live!”. Confira abaixo a lista dos indicados, liderada pelo recordista “La La Land”, que, com 14 indicações em 13 categorias, atingiu a maior quantidade de nomeações já conquistadas por um filme, chegando à mesma marca de “Titanic” (1997) e “A Malvada” (1950). Indicados ao Oscar 2017 Melhor Filme “A Chegada” “Até o Último Homem” “Estrelas Além do Tempo” “Lion: Uma Jornada para Casa” “Moonlight: Sob a Luz do Luar” “Um Limite entre Nós” “A Qualquer Custo” “La La Land” “Manchester à Beira-Mar” Melhor Direção Dennis Villeneuve (“A Chegada”) Mel Gibson (“Até o Último Homem”) Damien Chazelle (“La La Land”) Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira-Mar”) Barry Jenkins (“Moonlight”) Melhor Ator Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”) Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”) Ryan Gosling (“La La Land”) Andrew Garfield (“Até o Último Homem”) Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico”) Melhor Atriz Natalie Portman (“Jackie“) Emma Stone (“La La Land”) Meryl Streep (“Florence: Quem é essa mulher?”) Ruth Negga (“Loving”) Isabelle Huppert (“Elle“ ) Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali (“Moonlight”) Jeff Bridges (“A Qualquer Custo”) Lucas Hedges (“Manchester à Beira-Mar”) Dev Patel (“Lion: Uma Jornada para Casa”) Michael Shannon (“Animais Noturnos”) Melhor Atriz Coadjuvante Viola Davis (“Um Limite entre Nós”) Naomi Harris (“Moonlight”) Nicole Kidman (“Lion”) Octavia Spencer (“Estrelas Além do Tempo”) Michelle Williams (“Manchester à Beira-Mar”) Melhor Roteiro Original Damien Chazelle (“La La Land”) Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira-Mar”) Taylor Sheridan (“A Qualquer Custo”) Yorgos Lanthimos e Efthymis Filippou (“O Lagosta”) Mike Mills (“20th Century Woman”) Melhor Roteiro Adaptado Barry Jenkins (“Moonlight”) Luke Davies (“Lion”) August Wilson (“Um Limite entre Nós”) Allison Schroeder e Theodore Melfi (“Estrelas Além do Tempo”) Eric Heisserer (“A Chegada”) Melhor Fotografia Bradford Young (“A Chegada”) Linus Sandgren (“La La Land”) James Laxton (“Moonlight”) Rodrigo Prieto (“O Silêncio”) Greig Fraser (“Lion”) Melhor Animação “Kubo e as Cordas Mágicas” “Moana: Um Mar de Aventuras” “Minha Vida de Abobrinha” “A Tartaruga Vermelha” “Zootopia” Melhor Filme em Língua Estrangeira “Terra de Minas” (Dinamarca) “Um Homem Chamado Ove” (Suécia) “O Apartamento” (Irã) “Tanna” (Austrália) “Toni Erdmann” (Alemanha) Melhor Documentário “Fogo no Mar” “Eu Não Sou Seu Negro” “Life, Animated” “O.J. Made in America” “A 13ª Emenda” Melhor Edição “A Chegada” “Até o Último Homem” “A Qualquer Custo” “La La Land” “Moonlight” Melhor Edição de Som “A Chegada” “Horizonte Profundo: Desastre no Golfo” “Até o Último Homem” “La La Land” “Sully: O Herói do Rio Hudson” Melhor Mixagem de Som “A Chegada” “Até o Último Homem” “La La Land” “Rogue One: Uma história Star Wars” “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi” Melhor Desenho de Produção “A Chegada” “Animais Fantásticos e Onde Habitam” “Ave, Cesar!” “La La Land” “Passageiros” Melhores Efeitos Visuais “Horizonte Profundo: Desastre no Golfo” “Doutor Estranho” “Mogli” “Kubo e as Cordas Mágicas” “Rogue One: Uma História Star Wars” Melhor Canção Original “Audition (The Fools Who Dream)” (“La La Land”) “Can’t Stop the Feeling” (Trolls”) “City of Stars” (“La La Land”) “The Empty Chair” (Jim: The James Foley Story”) “How far I’ll Go” (“Moana”) Melhor Trilha Sonora Micha Levi (“Jackie”) Justin Hurwitz (“La La Land”) Nicholas Britell (“Moonlight”) Thomas Newman (“Passageiros”) Melhor Cabelo e Maquiagem “Um Homem Chamado Ove” “Star Trek: Sem fronteiras” “Esquadrão Suicida” Melhor Figurino “Aliados” “Animais fantásticos e onde habitam” “Florence: Quem é essa mulher?” “Jackie” “La La Land” Melhor Curta “Ennemis Intérieurs” “La femme et le TGV” “Silent night” “Sing” “Timecode” Melhor Curta de Animação “Blind Vaysha” “Borrowed Time” “Pear Cider and Cigarettes” “Pearl” “Piper” Melhor Curta de Documentário “Extremis” “41 miles” “Joe’s Violin” “Watani: My Homeland” “The White Helmets”
Premiação do Emmy 2017 terá novas categorias
A organização do Emmy Awards, principal premiação da TV americana, anunciou a inclusão de duas novas categorias e algumas mudanças para a edição de 2017 de seu prêmio. As novas categorias são Melhor Supervisão Musical, que vai homenagear contribuições criativas feitas por supervisores de música, e Melhor Elenco de Reality Show, que premiará os responsáveis por formar os elencos dos programas do gênero. Além disso, a categoria de Melhor Fotografia de Série agora será dividida em duas subcategorias: para Série de Uma Hora e de Série de Meia-Hora. Outras novidades aconteceram nas categorias digitais, incluindo Melhor Programa Interativo Original. Estes novos prêmios não serão exibidos na transmissão do Emmy 2017. Eles serão apresentados, junto com os demais prêmios técnicos, no fim de semana anterior à cerimônia oficial, que neste ano acontecerá em 17 de setembro com apresentação de Stephen Colbert, âncora do programa “The Late Show with Stephen Colbert”.
Bill Paxton (1955 – 2017)
Morreu o ator americano Bill Paxton, que marcou época em grandes produções como “Aliens, o Resgate” (1986), “Twister” (1996) e “Titanic” (1997) e estrelou a série “Amor Imenso” (Big Love) na HBO. Segundo comunicado da família, ele morreu repentinamente devido a complicações de uma cirurgia, aos 61 anos. Paxton não começou sua carreira em Hollywood como ator. Nos anos 1970, ele trabalhou como carpinteiro e pintor de cenários de diversos filmes B, incluindo produções de Roger Corman. Foi numa delas, “Galáxia do Terror” (1981), que chamou atenção do cenógrafo e diretor assistente James Cameron. Os dois se tornaram grandes amigos e Cameron o convidou a participar de seu segundo filme como cineasta: “O Exterminador do Futuro” (1984). Ele viveu um punk que enfrentava o robô interpretado por Arnold Schwarzenegger logo no começo da trama. No mesmo ano, apareceu no clipe “Shadows of the Night” (1984), de Pat Benatar, e logo começou a demonstrar sua capacidade para roubar cenas, como o irmão mais velho de um dos nerds de “Mulher Nota Mil” (1985), clássico de John Hughes. Mas foi o velho amigo James Cameron quem lhe deu seu primeiro grande papel, como o soldado Hudson, um dos fuzileiros espaciais do cultuado “Aliens, o Resgate”. Indo do egoísmo ao sacrifício pessoal, da covardia ao heroísmo, Paxton construiu um arco tão rico do personagem que sua morte foi uma das mais lamentadas do filme. A cineasta Kathryn Bigelow, na época namorada de Cameron, também se impressionou com o rapaz e o escalou como um vampiro sanguinário em “Quando Chega a Escuridão” (1987), mistura de terror, western e love story rural com idéias inovadoras. Mergulhando no sadismo do personagem, Paxton roubou as cenas e acabou sendo escolhido para ilustrar o cartaz da produção, mesmo não sendo o mocinho. O ator também apareceu num clipe do New Order, “Touched by the Hand of God” (1989), enfrentou os futuros rivais dos Aliens em “Predador 2 – A Caçada Continua” (1990) e acabou se consolidando como um dos coadjuvantes mais requisitados de Hollywood. O período incluiu papéis de destaque em “Marcados Pelo Ódio” (1989), “Os Saqueadores” (1992), “Encaixotando Helena” (1993), “Tombstone” (1993), “Apollo 13” (1995) e “True Lies” (1994), novamente dirigido por Cameron. Tantos destaques consecutivos abriram caminho para sua transformação em protagonista, que aconteceu no filme de desastre ambiental “Twister” (1996), em que enfrentou tornados com a mesma coragem com que lutou contra Aliens. Ele confirmou ser um dos atores favoritos de James Cameron ao embarcar a bordo de “Titanic” (1997), que bateu recordes de bilheteria mundial. E aproveitou o período de sucesso para dar sequência à carreira de protagonista, estrelando o excelente suspense “Um Plano Simples” (1998), de Sam Raimi, um remake infantil da Disney, “Poderoso Joe” (1998), ao lado de Charlize Theron, e um thriller de alpinismo, “Limite Vertical” (2000). A esta altura, decidiu passar para trás das câmeras, estrelando e dirigindo o terror “A Mão do Diabo” (2001), que conquistou críticas positivas, mas baixa bilheteria. Ele só dirigiu mais um filme, “O Melhor Jogo da História” (2005), no qual escalou seu filho, James Paxton (atualmente na série “Eyewitness”). Mas acabou descuidando da própria carreira de ator. Apostou em produções infantis, como a franquia “Pequenos Espiões” e a adaptação da série de fantoches “Thunderbirds”, que implodiram. E o declínio o convenceu a realizar uma curva estratégica, rumo à televisão. Com o primeiro papel fixo numa série, veio a consagração que lhe faltava. Ele conquistou três indicações ao Globo de Ouro como protagonista de “Big Love”, história de um polígamo, casado com três mulheres diferentes, exibida entre 2006 e 2011. Também se agigantou na premiada minissérie “Hatfields & McCoys” (2011), que lhe rendeu sua única indicação ao Emmy, teve uma passagem marcante como vilão em “Agents of SHIELD” (em 2014) e liderou o elenco da minissérie “Texas Rising” (2015). Ao voltar às produções de ponta, relembrou o soldado Hudson na sci-fi “No Limite do Amanhã” (2014), na qual voltou a enfrentar alienígenas, desta vez ao lado de Tom Cruise. E ainda teve papel importante no excelente “O Abutre” (2014), filme indicado ao Oscar, com Jake Gyllenhaal. Paxton participava atualmente da nova série “Traning Day”, baseada no filme “Dia de Treinamento”, numa versão do papel que deu o Oscar a Denzel Washington, e poderá ser visto ainda em uma última sci-fi, “O Círculo”, de James Ponsoldt, com Emma Watson e Tom Hanks, que estreia em abril.
Veja o trailer do primeiro anime original da Netflix, baseado em mangá do criador de Knights of Sidonia
A Netflix da Ásia divulgou o trailer do aguardado “Blame!”, primeiro longa animado japonês lançado mundialmente pelo serviço de streaming. A prévia destaca o visual impactante e o clima pós-apocalíptico da trama, que adapta o mangá homônimo de Tsutomu Nihei, artista cultuado, que recebeu homenagem e prêmio pela carreira na San Diego Comic-Con 2016. “Blame!” se passa num futuro distante, no qual o que sobrou da humanidade vive na Megaestrutura, um imenso e perigoso labirinto que enlouqueceu e está totalmente fora de controle. E no meio dessa loucura está Killy, um sujeito misterioso determinado a salvar a civilização humana do esquecimento. Publicada inicialmente como um mangá entre os anos de 1997 e 2003, “Blame!” ainda não tinha sido adaptada nem sequer como série. A produção, por sinal, foi consequência do sucesso de “Knights of Sidonia” no Netflix, série animada derivada de outra obra de Nihei. No anúncio da produção, David Lee, o vice-presidente internacional de Originais Netflix, deu a entender que a plataforma pretende explorar mais animes em seu futuro. “Estamos sempre ansiosos para oferecer os melhores animes originais e trabalhar com os mais conceituados criadores da indústria”, ele afirmou. Coproduzido pela Polygon Pictures, a animação tem direção de Hiroyuki Seshita (também de “Knights of Sidonia”) e estreia marcada para 20 de maio. A produção também será disponibilizada no Brasil, como demonstra o pôster nacional abaixo.
Filme de Michael Bay tem indicado barrado no Oscar 2017 na véspera da premiação
Um dia antes da premiação do Oscar 2017, a Academia de Artes e Ciências Cinetográficas anunciou a desclassificação de um indicado na categoria de Melhor Mixagem de Som, por “13 Horas: Os Soldados Secretos de Bengazhi”, filme de guerra dirigido por Michael Bay (“Transformers”). Segundo comunicado emitido pela instituição, o motivo foram violações das regras de campanha. O site da revista Variety apurou que um técnico de som indicado ao Oscar pelo filme, Greg P. Russell, teria telefonado para colegas que são eleitores da categoria durante a fase de indicações, para que eles soubessem do trabalho dele em “13 Horas”, o que viola as regras que impedem o lobby via ligações telefônicas. A presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, afirmou que todo o processo de votação é levado muito a sério para proteger a integridade da festa. O filme de Michael Bay tinha conseguido indicação apenas nesta categoria. Mas a desclassificação de Russell, que já concorreu ao Oscar 15 vezes, não tira a produção da competição, pois o filme tem mais de um técnico indicado. Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Mac Ruth representarão o longa na disputa do troféu de Melhor Mixagem de Som com os técnicos de “La La Land”, “A Chegada”, “Até o Último Homem” e “Rogue One: Uma História Star Wars”. A premiação do Oscar 2017 acontece neste domingo (26/2) em Los Angeles, com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal pago TNT.
Ator de The Walking Dead estrelará piloto de série de comédia dos roteiristas dos Smurfs
O ator Michael Cudlitz definiu seu novo projeto após a série “The Walking Dead”. O intérprete de Abraham Ford vai trocar a companhia dos zumbis por uma colega de elenco que costumava ser fantasma: Meaghan Rath, da série “Humans”. A dupla vai estrelar um piloto de comédia policial criado pelos roteiristas dos dois filmes dos “Smurfs”, Jay Scherick e David Ronn. Intitulado “The Trustee”, o projeto gira em torno de uma detetive obstinada da polícia (Rath), que forma uma parceria improvável com um ex-golpista (Cudlitz), que cumpre o final de sua sentença fazendo pequenos trabalhos para a delegacia. Os dois tem visões completamente opostas sobre o crime, mas a parceria se mostra bem-sucedido. A série está sendo desenvolvida pela Warner Television para a rede NBC e, por enquanto, apenas o piloto foi encomendado.
Moonlight é o grande vencedor do “Oscar indie”
O drama “Moonlight” foi o grande vencedor do Independent Spirit Awards, principal premiação do cinema indie, considerado o “Oscar do cinema independente americano”. O filme escrito e dirigido por Barry Jenkins conquistou todos os cinco prêmios que disputava: Melhor Filme, Direção, Roteiro, Edição e Fotografia, além do troféu Robert Altman de melhor elenco. Por causa do troféu Robert Altman, cujo vencedor é definido previamente, nenhum dos atores de “Moonlight” disputou prêmios de interpretação. Assim, Casey Affleck ficou com o troféu de Melhor Ator por “Manchester à Beira-Mar” e Isabelle Huppert com mais uma estatueta de Melhor Atriz por “Elle” – um dia depois de conquistar o César, na França. Entre os coadjuvantes, Ben Foster venceu por “A Qualquer Custo” e Molly Shannon surpreendeu com o reconhecimento a seu trabalho em “The Other People”. Dos três brasileiros que concorriam, apenas um celebrou. O produtor Rodrigo Teixeira compartilhou a vitória do filme “A Bruxa” em duas categorias, Melhor Filme de Estreia e Melhor Roteiro de Estreia. O terror é uma coprodução da empresa brasileira RT Features, de Teixeira, com estúdios americanos. “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, que concorria na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, perdeu para o alemão “Toni Erdmann”, de Maren Ade. Já “Melhores Amigos”, que concorria a Melhor Roteiro, escrito pelo americano Ira Sachs e o brasileiro Maurício Zacharias, foi um dos longas que perdeu para “Moonlight”. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Vencedores do Independent Film Awards 2017 Melhor Filme Moonlight Melhor Diretor Barry Jenkins (Moonlight) Melhor Atriz Isabelle Huppert (Elle) Melhor Ator Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) Melhor Atriz Coadjuvante Molly Shannon (Other People) Melhor Ator Coadjuvante Ben Foster (A Qualquer Custo) Melhor Roteiro Barry Jenkins (Moonlight) Melhor Filme de Estreia A Bruxa Melhor Roteiro de Estreia Robert Eggers (A Bruxa) Melhor Edição Joi McMillon e Nat Sanders (Moonlight) Melhor Direção de Fotografia James Laxton (Moonlight) Melhor Documentário O.J.: Made in America Melhor Filme Estrangeiro Toni Erdmann (Alemanha e Romênia) Prêmio John Cassavetes (Melhor Filme Feito com Menos de US$ 500 mil) Spa Night Prêmio Robert Altman (Melhor Elenco) Moonlight
Natalie Dormer vai estrelar minissérie baseada no cultuado Picnic na Montanha Misteriosa
A atriz Natalie Dormer (série “Game of Thrones”) vai estrelar uma minissérie australiana baseada no clássico literário “Picnic na Montanha Misteriosa”, de Joan Lindsay. O livro de 1967 já rendeu um filme cultuado, dirigido por Peter Weir (“O Show de Truman”) em 1975. A trama original se concentrava num passeio realizado por uma escola de moças no Dia dos Namorados de 1900, durante o qual três estudantes e sua preceptora desaparecem misteriosamente, sem deixar rastros. A nova versão vai atualizar a trama para se passar nos dias atuais. Natalie viverá a diretora inglesa Sra. Hester Appleyard, e as professoras da escola serão interpretadas por Yael Stone (série “Orange Is the New Black”), Lola Bessis (“Tudo Acontece em Nova York”), Anna McGahan (série “Doctor Blake Mysteries”) e Sibylla Budd (série “Tomorrow, When the War Began”). A minissérie terá seis episódios, escritos por Beatrix Christian (“Jindabyne”) e Alice Addison (“O Caçador”), e dirigidos por Larysa Kondracki (“A Informante”) e Michael Rymer (série “Hannibal”). Com o título original de “Picnic at Hanging Rock”, a minissérie vai estrear no canal australiano Foxtel neste ano, mas a data exata ainda não foi anunciada.












