Um Dia Perfeito denuncia a burocracia que aumenta o absurdo da guerra
“Um Dia Perfeito” é um filme espanhol, falado em inglês e nas línguas locais do conflito que aborda, baseado no romance “Dejarse Llover”, de Paula Farias, escritora, médica humanitária e ex-presidente da ONG Médicos Sem Fronteiras. O argumento enfoca agentes de resgate humanitário, atuando na guerra dos Bálcãs, em 1995. Esses agentes têm por missão salvar vidas e resolver questões sensíveis em meio aos conflitos da guerra. São pessoas dedicadas, persistentes, que têm de enfrentar burocracias paralisantes, assistir à inoperância da ONU e manter o humor, em meio a circunstâncias trágicas. Como diz o diretor Fernando León de Aranoa, “Salvar vidas não é um ato heróico em si. O heroísmo vem da persistência”. O que explica que os personagens retratados no filme sejam figuras absolutamente corriqueiras, mas colocadas num contexto exasperante e que assim se aguentam e sobrevivem de ajudar os outros. No filme, a região conflagrada já está em procedimentos de paz, mas tudo está muito confuso por lá. Um defunto foi arremessado no único poço que abastece uma região, para contaminar a água que serve à população local. Para tirar esse corpo de lá, será preciso obter uma corda, o que pode não ser uma tarefa simples. Há as minas colocadas nas estradas, ao lado de vacas que bloqueiam a passagem. E há, é claro, uma burocracia ilógica e incompreensível. Como é toda burocracia, diga-se de passagem. Um bom assunto para uma comédia ácida, que se vale da ironia e da farsa para revelar, uma vez mais, os absurdos das guerras e dos mecanismos internacionais de controle a elas associados. Um elenco de atores e atrizes de peso consegue dar o tom apropriado a essa história, que é cômica porque também é trágica. Benício Del Toro (“Sicário”) e Tim Robbins (“Laterna Verde”), em ótimos desempenhos, nos colocam no fulcro da questão, olhando para o poço contaminado, levando um menino em busca de uma bola, percebendo que as cordas muitas vezes estão ocupadas pelos enforcados. A atriz ucraniana Olga Kurylenko (“Oblivion”) e a francesa Mélanie Thierry (“O Teorema Zero”) são os destaques femininos. Muito convincentes. O filme foi exibido na Quinzena dos Realizadores, em Cannes 2015, e venceu o Prêmio Goya, o Oscar espanhol, de Melhor Roteiro Adaptado, escrito por Aranoa.
Dois Caras Legais diverte com comédia de detetives à moda antiga
Não é fácil fazer humor no universo do film noir, de forma que o resultado pareça inteligente. Nem Paul Thomas Anderson conseguiu com seu “Vício Inerente” (2015), por mais que haja defensores de seu filme e ele tenha escolhido adaptar uma obra difícil. Shane Black teve mais sorte, ao transpor a atmosfera típica de mistério e materialismo exacerbado para o clima dos filmes policiais dos anos 1970. Mas por mais que referencie os loucos anos 1970 e que lide bem com a questão da decadência de Los Angeles durante o boom da indústria pornográfica, a verdadeira influência de “Dois Caras Legais” são os “buddy films” dos anos 1980, em que dois parceiros com nada em comum precisam trabalhar juntos. O diretor Shane Black, por sinal, começou sua carreira com um roteiro clássico desse subgênero, “Máquina Mortífera” (1987). E a relação entre os personagens daquele filme, detetives durões que se alternavam entre ódio e amor, violência e humor, não é muito diferente da interação de Russell Crowe (“Noé”) e Ryan Gosling (“A Grande Aposta”) na nova produção. Entretanto, apesar de especialista em filmes de “duplas” – veja-se, também, “Beijos e Tiros” (2005) – , o diretor acaba falhando justamente no desenvolvimento da relação de amizade entre os protagonistas, algo que fica só na superfície. Em “Dois Caras Legais”, os astros vivem detetives particulares picaretas, Jackson Healey (Crowe) e Holland March (Gosling), que acabam juntando forças para resolver o mistério do desaparecimento de uma jovem envolvida em uma produção pornográfica. Como é comum em produções inspiradas pela estética noir, toda a investigação leva a caminhos nebulosos, e cada sucesso é fruto de pura sorte. Ou, no caso, da ajuda da filha de March, vivida pela garota-revelação Angourie Rice. Ela rouba as cenas sempre que aparece. É dessas jovens atrizes que a gente torce para que tenha uma carreira longa e bem-sucedida no cinema (e já foi confirmada no novo Homem-Aranha). O resultado é “cool” o suficiente para agradar um público mais exigente e bastante divertido para arrancar risadas do espectador menos esforçado, com uma trama meio labiríntica, senso de humor relaxado e várias cenas movimentadas muito bem engendradas, o que faz com que “Dois Caras Legais” acabe se destacando na produção atual de Hollywood, carente de bons filmes policiais. Como Richard Donner, o diretor de “Máquina Mortífera”, parece ter se aposentado, Shane Black se mostra, a cada filme (inclusive em “Homem de Ferro 3”), bem disposto a se tornar o seu sucessor. Para o bem e para o mal.
Meryl Streep passa ridículo tocante em Florence – Quem É Essa Mulher?
A produção britânica “Florence – Quem É Essa Mulher?” lembra o filme franco-belga “Marguerite”, que foi realizado um ano antes e conta basicamente a mesma história, da pior cantora do mundo. Mas enquanto “Marguerite” muda o nome da protagonista e inventa alguns fatos, “Florence – Quem É Essa Mulher?” (2016) se dedica a contar a história da verdadeira Florence Foster Jenkins, a americana apaixonada por ópera que sonha virar uma diva. O problema é que ela tem uma voz horrível, para dizer o mínimo. O interessante de ambas as comédias dramáticas é que elas, a princípio, induzem o espectador a rir da protagonista, para depois criar empatia, levando o público a se sentir na pele dela, ou quase isso, talvez na pele de quem está mais próximo dela, no caso de “Florence” o marido (Hugh Grant) e o pianista (Simon Helberg). Os dois, aliás, estão ótimos. O jovem Helberg, conhecido de quem vê a série “The Big Bang Therory”, é o pianista que fica feliz com a boa remuneração que recebe daquela mulher excêntrica, mas que também tem medo de passar por ridículo em uma apresentação pública. E Hugh Grant, ainda que não seja brilhante, sempre será muito querido pelos papéis que fez em várias comédias românticas, e continua fazendo muito bem o papel de canalha adorável, que tem a sua namorada às escondidas, mas jamais negligencia a esposa doente. Por sinal, comparado ao filme francês, a versão britânica é muito mais implacável na caracterização da personagem. Florence Foster Jenkins é uma personagem trágica, vítima de uma doença, que só aos poucos o filme vai revelando. A felicidade que ela demonstra se deve principalmente à ilusão que os outros lhe oferecem como consolação, de modo que ela não entre em depressão e morra logo. Um dos grandes méritos do filme, além de poder contar com mais uma excelente interpretação de Meryl Streep, uma das maiores atrizes das últimas décadas, é saber lidar com o patético de maneira respeitosa. Mesmo assim, o filme tem suas falhas, principalmente no modo como termina, em tom melodramático, sem conseguir emocionar tanto quanto parece querer. Ou talvez essa seja uma marca de Stephen Frears, cineasta que nos últimos anos tem se especializado em filmes sobre mulheres, como “A Rainha” (2006), “Chéri” (2009) e “Philomena (2013). Enquanto isso, seus filmes protagonizados por homens têm passado em branco nas telas. Por que será? De todo modo, “Florence – Quem É Essa Mulher?” é mais um de seus filmes femininos que merecem ser conferidos.
Falta de graça de Caça-Fantasmas não é culpa das mulheres
Curioso como um dos filmes mais controversos do ano seja justamente uma comédia boba e inofensiva como “Caça-Fantasmas” (2016), de Paul Feig. Tudo pela “polêmica” em torno da substituição de homens (dos filmes originais de Ivan Reitman) por mulheres e uma vontade da parte de seus realizadores de provocar um pouco, mostrando uma inversão de papéis, que acabou repercutindo numa sociedade ainda machista, que não aceita bem a mulher em lugares de destaque. Quem se incomodou com isso, encontrou o alvo errado para reclamar do filme. Na verdade, o melhor de “Caça-Fantasmas” é justamente ver quatro boas comediantes em ação. Paul Feig ainda não conseguiu superar o seu melhor trabalho, o divertidíssimo “Missão Madrinha de Casamento” (2011), que também contava com a presença de Kristen Wiig e Melissa McCarthy, mas chega a seu melhor grupo feminino desde aquele sucesso. Apesar das duas atrizes mais famosas, quem rouba a cena é a menos conhecida Kate McKinnon, comediante do programa “Saturday Nigh Live”, que surge mais que pronta para o seu close-up. Desde seu primeiro momento em cena, ela ofusca com sua beleza, charme, sensualidade, e além de tudo capacidade de ser engraçada. Dá para dizer que ela é o melhor motivo para se ver o filme. Kate chega a ofuscar Kristen Wiig, que ficou um pouco apagada em seu papel. Entretanto, sua personagem é quem conduz a história, como uma cientista e professora universitária que, anos atrás escreveu um livro supostamente científico sobre fantasmas. O que ela não sabia era que a coautora do livro (McCarthy) havia disponibilizado novamente a obra e ainda estava desenvolvendo um trabalho de captura de fantasmas junto com uma nova parceira (McKinnon). Daí o motivo para as três de encontrarem. Leslie Jones, a quarta caça-fantasma, também vinda do “SNL”, tem uma participação mais forçada e estereotipada, como uma negra iletrada da classe baixa. No mais, o filme ainda conta com uma boa participação de Chris Hemsworth (“Thor”) como o secretário das Caça-Fantasmas, em outra inversão de valores. Sai o estereótipo da loura burra e entra o estereótipo do sujeito bonito e malhado que não tem muita coisa na cabeça, e que serve mais para encantar a personagem de Kristen Wiig. Já o gancho para elas entrarem em ação é uma mansão famosa de Nova York, que estaria assombrada, dando-lhes a chance de oferecer seus serviços e finalmente ver o primeiro fantasma. Os efeitos visuais dos fantasmas são dignos de destaque, principalmente se o espectador optar em ver o filme em IMAX 3D, com efeitos que ultrapassam o quadro, entre outras surpresinhas bem-vindas, especialmente no final. Mas, passadas as apresentações, chega a hora da trama envolver o público e das piadas fazerem rir. E nada disso acontece. O problema do filme é que possui uma estrutura bastante viciada de narrativa, com um clímax que é tão aborrecido quanto o da maioria dos filmes de fantasia, culminando numa luta contra uma horda de fantasmas em Nova York, como se fosse um ataque terrorista ou invasão alienígena. Não há graça nem novidade nenhuma nisso.
Fantasia adulta de O Conto dos Contos é capaz de encantar e repugnar
O cineasta Matteo Garrone pegou muita gente de surpresa quando, depois de fazer filmes de temática mais realista, com “Gomorra” (2008), resolveu dirigir um filme de fantasia. Mas vale dizer que não é um filme de fantasia convencional. É uma fantasia para adultos. Se bem que muitos contos infantis mais antigos têm uma característica bastante cruel e até violenta. A preocupação com o medo que esses contos poderiam gerar nas crianças é que fez com que fossem atenuados. A própria Bíblia, inclusive, cheia de sangue por todos os lados, é também atenuada quando contada para as crianças. “O Conto dos Contos”, baseado na obra de Giambattista Basile (1566-1632), junta três histórias que se entrecruzam. Histórias bem estranhas que acontecem em três reinados diferentes. A primeira envolve uma rainha que quer muito ter filhos, mas que não consegue. A rainha é vivida por Salma Hayek (“Selvagens”), o rei por John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”). Sua única esperança vem de um homem estranho e até assustador, que diz que ela engravidará se comer o coração de uma besta do mar. E esse coração deverá ser cozido por uma virgem. O que ocorre a seguir é mesmo fantástico. Uma pena que este núcleo se perca ao longo da narrativa, embora tenha um final até bonito. A outra história é talvez a melhor, a de um rei (Vincent Cassel, de “Em Transe”) que se apaixona pela voz de uma mulher simples de seu povoado. Ele julga se tratar de uma jovem donzela, mas a tal mulher é bastante idosa. E, nesse sentido, o filme não economiza nos aspectos grotescos, principalmente quando mostra a pele envelhecida da mulher e sua tentativa de enganar o rei e atraí-lo para uma noite de sexo, apesar de todas as circunstâncias não ajudarem. Felizmente, o filme vai além disso, ao adicionar um tempero mágico em sua trama. A terceira história é a que parece menos interessante a princípio, mas ganha força em seu desenrolar: Toby Jones (série “Wayward Pines”) vive um rei cuja filha adolescente já sente vontade de casar e de sair de seu castelo. No dia em que ela canta uma canção para o pai, o velho entra em contato com uma estranha pulga, que passa a ser seu animal secreto de estimação. A história da pulga, felizmente, funcionará como link para outra história melhor. Trata-se de uma obra estranha, mas que tem uma fotografia e uma direção de arte que se destacam, além de um elenco internacional bem interessante. E embora talvez falte alguma coisa para que o filme alcance o grande público, não deixa de ser um daqueles trabalhos que, só pela estranheza e pela singularidade, já vale a conferida.
Preacher: Veja os primeiros cinco minutos do episódio final da temporada
O canal pago americano AMC divulgou os cinco primeiros minutos do episódio final da 1ª temporada de “Preacher”. A prévia não adianta muita coisa, girando em torno da expectativa da chegada de Deus em Annyville. Pelo menos, foi isso que o pastor Jesse Custer prometeu a sua paróquia. O vídeo também confirma que sua ex-namorada Tulip O’Hare é rápida no gatilho e o vampiro irlandês Cassidy sempre acaba na cadeia. Mas tudo isso é enrolação, uma enrolação que já durou 9 episódios, para finalmente chegar no começo da história dos quadrinhos. Tudo o que é visto no primeiro gibi de “Preacher” deve acontecer nos instantes finais da temporada, conforme indicou o trailer divulgado na San Diego Comic-Con. A série foi desenvolvida pelo roteirista Sam Catlin (série “Breaking Bad”) em parceria com a dupla Seth Rogen e Evan Goldberg (“É o Fim” e “A Entrevista”), e traz o ator Dominic Cooper (série “Agent Carter”) como o protagonista, um pastor que é atingido por uma entidade sobrenatural, que lhe confere a capacidade de ser obedecido por todos, mas também o torna alvo dos burocratas do Céu. Em busca de respostas, Jesse se junta ao vampiro bêbado Cassidy (Joseph Gilgun, da série “Misfits”) e a sua ex-namorada pistoleira Tulip (Ruth Negga, da série “Agents of SHIELD”). Mas enquanto a trama dos quadrinhos conduzia o trio numa jornada que cruza o interior dos EUA em busca de Deus, a série passou quase toda sua temporada inaugural na cidadezinha do pastor. A 1ª temporada de “Preacher” se encerra no domingo (31/7). Mas, já renovada, a série voltará para uma 2ª temporada maior, com 13 episódios, no começo de 2017. Something big is coming. Watch the first 5 minutes of the #Preacher season finale before it airs Sunday at 9/8c.https://t.co/hYThVH0Bpc — PREACHER (@PreacherAMC) July 28, 2016
A Intrometida: Susan Sarandon é mãe sem controle em trailer legendado de comédia
A Sony Pictures divulgou o pôster nacional e o trailer legendado da comédia “A Intrometida” (The Meddler), que traz Susan Sarandon (“Tammy”) no papel-título. Na prévia, ela resolve se mudar para perto da filha crescida (Rose Byrne, de “Os Vizinhos”), fazendo de tudo para encontrar-lhe um marido e sufocando-a com amor maternal. Mas quando a filha resolve dar um basta na situação, a senhora otimista descobre um novo foco de interesse: um simpático divorciado (J.K. Simmons, de “Whiplash”) que pode lhe dar um novo propósito. Escrito e dirigido por Lorene Scafaria (“Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo”), “A Intrometida” chega aos cinemas brasileiros na quinta (4/8), três meses após o lançamento original nos EUA.
Diretor de A Perseguição vai escrever a adaptação do game Uncharted
A Sony Pictures contratou um novo roteirista para a adaptação do game “Uncharted”, projeto “amaldiçoado”, que está em desenvolvimento há seis anos. Desta vez, o escolhido foi o cineasta Joe Carnahan (“A Perseguição”), que recentemente escreveu o roteiro do remake de “Desejo de Matar”. Carnahan contou à revista Variety que retratar o mundo de Nathan Drake, protagonista da franquia de jogos, é um sonho virando realidade: “Arqueologia nos dias de hoje é uma relíquia por si só, mas esse mundo sempre me pareceu fascinante. Ainda mais quando você vai em um museu e imagina como todos aqueles artefatos foram parar ali. Além disso, a marca em si é tão famosa que foi difícil recusar o convite”. Mesmo assim, ele deixou claro que não assumiria a direção do filme por conta de sua agenda lotada, já que também vai comandar “Bad Boys 3”. “Em um mundo perfeito, eu adoraria fazer ambos, mas agora só estou no projeto para fazer o roteiro”. O detalhe é que a adaptação de “Uncharted” só deve ser menos amaldiçoada que o remake de “O Corvo”. Isto porque a Sony já mudou a direção criativa do filme diversas vezes, sem saber direito se quer desenvolver uma franquia de ação ou uma comédia, atraindo e perdendo uma coleção respeitável de cineastas no processo. Para se ter ideia, diretores tão diferentes quanto David O. Russell (“Trapaça”), Neil Burger (“Divergente”) e Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”) já estiveram envolvidos com a produção, que também esteve prestes a ser estrelada por Mark Wahlberg (“Transformers: A Era da Extinção”), Robert De Niro (“O Lado Bom da Vida”) e até Scarlett Johansson (“Os Vingadores”) em incontáveis versões atrás. O filme se arrasta para sair do papel desde 2010. A primeira versão do roteiro foi escrita por Thomas Dean Donnelly e Joshua Oppenheimer (dupla dos péssimos “Dylan Dog e as Criaturas da Noite” e “Conan, o Bárbaro”), jogada no lixo e substituída por novo texto do casal Marianne e Cormac Wibberley (“A Lenda do Tesouro Perdido”) e, antes da última “mudança de direção criativa”, havia um terceiro roteiro aprovado, de autoria de Mark Boal (“A Hora Mais Escura”) A história do game acompanha as aventuras do arqueólogo Nathan Drake, que segue as pistas do seu antepassado Sir Francis Drake para encontrar relíquias místicas ao redor do mundo. O roteiro anterior, de Boal, mostrava o personagem em busca da cidade de El Dorado, mas para chegar lá ele precisaria competir com mercenários e criaturas mutantes que defendem o local. Esta versão do filme chegou a ganhar data de lançamento: em março deste ano, o que obviamente não aconteceu. Além de um diretor, a Sony está buscando um protagonista e ainda não agendou o início das filmagens nem uma nova data de estreia.
The Exorcist: Série baseada no terror O Exorcista ganha pôster sinistro
A rede americana Fox divulgou o pôster sinistro de sua série baseada em “O Exorcista”, que mostra uma adolescente vítima de possessão demoníaca, com a cabeça completamente virada para as costas, numa imagem reminiscente de um dos momentos mais pavorosos do filme de 1973. A trama de “The Exorcist” (o título original), porém, é bem diferente daquela filmada nos anos 1970, acompanhando a preocupação de uma mãe católica, vivida pela atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”, “O Pequeno Stuart Little”), cuja filha teria voltado da faculdade possuída. Ao sentir outros sinais demoníacos em sua casa, ela pede ajuda ao padre de sua paróquia (o mexicano Alfonso Herrera, ex-“Rebelde” e atualmente na série “Sense8”), que, por sua vez, sente sinais do diabo e procura se consultar com um exorcista experiente (o inglês Ben Daniels, da série “House of Cards”). O elenco ainda inclui Alan Ruck (o eterno Cameron, de “Curtindo a Vida Adoidado”) e as jovens Hannah Kasulka (série “The Fosters”) e Camille Guaty (série “Scorpion”). Desenvolvida pelo roteirista Jeremy Slater (“Renascida do Inferno” e “Quarteto Fantástico”) e com piloto dirigido pelo cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), “The Exorcist” vai estrear em 23 de setembro nos EUA.
Van Helsing: Veja 25 fotos da série futurista de vampiros
Após a divulgação de duas cenas, o canal pago SyFy liberou 25 fotos da série “Van Helsing”. As imagens destacam a personagem-título, vivida por Kelly Overton (série “True Blood”), e todo o elenco coadjuvante, além de trazer um registro do começo da trama, quando a protagonista desperta de um coma num futuro próximo, dominado por vampiros. Além de Kelly Overton, o elenco inclui Jonathan Scarfe (série “Perception”), Christopher Heyerdahl (série “Hell on Wheels”), Paul Johansson (série “One Tree Hill”), David Cubbit (série “Medium”), Hilary Jardine (série “Supernatural”), Aleks Paunovic (série “iZombie”), Rukiya Bernard (“O Segredo da Cabana”), Trezzo Mahoro (série “The Magicians”), Vincent Gale (série “Bates Motel”), Avery Konrad (série “The Killing”) e Tim Guinee (série “Revolution”). A série foi desenvolvida pelo cineasta Neil LaBute (“Morte no Funeral”), que retorna ao terror após o filme “O Sacrifício” (2006), remake do terror clássico “O Homem de Palha” (1973), que marcou o início da decadência do ator Nicolas Cage. Sem abandonar a carreira no cinema, LaBute tem se aventurado pelas séries nos últimos anos, tendo escrito cinco episódios do western “Hell on Wheels” e criado a comédia “Billy & Billie”. A trama acompanha Vanessa Van Helsing, que desperta em 2019 e descobre que os vampiros tomaram conta do planeta — e que ela possui um poder único sobre eles. Assim, a herdeira do lendário caçador de monstros Van Helsing se torna a última esperança da humanidade para recuperar o mundo destes seres sanguinários. Com 13 episódios, “Van Helsing” tem estreia marcada para 22 de setembro nos EUA.
Gênios do Crime: Trailer de comédia reúne Zach Galifianakis e três Caça-Fantasmas
A Relativity Media divulgou o novo trailer de “Gênios do Crime” (Masterminds), comédia do cineasta indie Jared Hess (“Napoleon Dynamite”), que traz Zach Galifianakis (trilogia “Se Beber, Não Case!”) com penteado à la “Hermes e Renato”. Baseado em uma história real, o vídeo mostra como um segurança sem noção (Galifianakis) de uma empresa de carros blindados se envolve num esquema para roubar uma carga valiosa, somente para ser passado para trás pelo resto da gangue. O elenco ainda conta com três “Caça-Fantasmas”: Kristen Wiig, Leslie Jones e Kate McKinnon, além de Owen Wilson (“Os Estagiários”), Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”) e Mary Elizabeth Ellis (série “It’s Always Sunny in Philadelphia”). “Gênios do Crime” chega aos cinemas americanos em 7 de agosto e apenas em 29 de setembro no Brasil.
Festa da Salsicha: Novo trailer da animação de Seth Rogen é um terror
A Sony Pictures divulgou um novo trailer, ainda sem legendas, da animação adulta “Festa da Salsicha” (Sausage Party). A prévia contém cenas de extrema “violência”, com direito a carnificina carnívora – há personagens devorados vivos! – , além de uma profusão de piadas de duplo sentido. O filme revela o destino de salsichas e outros petiscos felizes, após serem comprados num supermercado. Achando que vão para uma festa, eles descobrem a terrível verdade ao chegarem na cozinha e verem uma batata ser “despelada” viva. O trauma aumenta mais, conforme cenouras são devoradas e outros amiguinhos sofrem tortura. É puro terror entre os comestíveis, que entram em completo desespero. A situação só poderia vir das mentes perturbadas da dupla Seth Rogen e Evan Goldberg, os mesmos degenerados por trás de “É o Fim” (2013) e “A Entrevista”, que assinam roteiro e produção. O elenco de dubladores originais reúne toda a trupe de amigos famosos de Rogen, inclusive o próprio. A maioria deles também participou de “É o Fim”, como James Franco, Jonah Hill, Paul Rudd, Michael Cera, David Krumholtz, Danny McBride e Craig Robinson, além de Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), Bill Hader (“Descompensada”), Salma Hayek (“Gente Grande”) e Edward Norton (“Birdman”). Dirigido por Conrad Vernon (“Shrek”) e Greg Tiernan (série animada “Thomas e seus Amigos”), o filme chega aos cinemas brasileiros em 11 de agosto, um dia antes do lançamento nos EUA, e não é indicado para criancinhas ou adultos de estômago sensível.
Daniel Bruhl e Rosamund Pike vão estrelar próximo filme de José Padilha
Os atores Daniel Bruhl (“Capitão América: Guerra Civil”), Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) e Vincent Cassel (“Jason Bourne”) estão em negociações avançadas para integrar o elenco de “Entebbe”, próximo filme dirigido pelo brasileiro José Padilha (“Tropa de Elite”). A produção britânica da Working Title e do StudioCanal será o segundo longa estrangeiro de Padilha, após estrear em Hollywood com o remake de “RoboCop” (2014). A nova produção também é uma espécie de remake, pois a história já rendeu um filme israelense, “Operação Thunderbolt” (1977), com direção de Menahem Globus, o dono do estúdio Cannon, além do telefilme americano “Resgate Fantástico” (1976), estrelado por Charles Bronson (“Desejo de Matar”) e dirigido por Irvin Kershner (“O Império Contra-Ataca”). Baseado em fatos reais, “Entebbe” vai dramatizar uma das missões de resgate e combate ao terror mais famosas de todos os tempos: o salvamento dos passageiros de um voo da Air France, vindo de Tel Aviv, que teve sua trajetória desviada para Entebbe, em Uganda, por quatro sequestradores (dois palestinos e dois alemães) em 1976. Ameaçando matar a tripulação e os israelenses presentes no voo, os terroristas exigiam a libertação de dezenas de palestinos aprisionados por Israel, e contavam com o apoio do ditador de Uganda, Idi Amin Dada. Em resposta, o governo israelense mobilizou uma tropa de elite, composta por 100 combatentes, que invadiu o aeroporto, enfrentou o exército ugandense, matou os sequestradores e libertou os passageiros. A operação durou 90 minutos e deixou um saldo de 53 mortos. Entre as baixas, contam-se apenas três passageiros e um único militar israelense, justamente o comandante da invasão, Yonatan Netanyahu, irmão do atual Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu. O roteiro está a cargo de Gregory Burke do ótimo filme britânico “71: Esquecido em Belfast”, filme premiadíssimo que, para variar, saiu direto em DVD no Brasil. A ideia de Padilha é explorar a história por meio de diferentes pontos de vista: dos sequestradores, dos reféns e dos governos de Israel e da Palestina.












