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    As Tartarugas Ninja 2: MC Gui vai cantar na trilha do filme

    3 de junho de 2016 /

    Além da participação da top model brasileira Alessandra Ambrósio, o filme “As Tartarugas Ninja 2: Fora das Sombras” terá uma música do funkeiro adolescente MC Gui. A Paramount Pictures e a Universal Music confirmaram o envolvimento do “Príncipe da Ostentação” na trilha sonora, por meio do Twitter. Mas não deram detalhes sobre qual música será usada nem se a participação é internacional ou exclusiva da versão brasileira da produção. Com roteiro de Josh Appelbaum e André Nemec (indicados ao Framboesa de Ouro pelo primeiro filme) e direção de Dave Green (“Terra para Echo”), “As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras” estreia em 3 de junho nos EUA e duas semanas depois, em 16 de junho, no Brasil.

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  • Filme

    Alexander Skarsgård vem a São Paulo em julho

    3 de junho de 2016 /

    O ator sueco Alexander Skarsgård, que ficou conhecido como o vampiro Eric na série “True Blood”, virá a São Paulo para promover seu novo filme, “A Lenda de Tarzan”. Ele é o novo intérprete do rei das selvas, e estará na capital paulista em julho, para participar da première do filme e conceder entrevistas. Com direção de David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes de “Harry Potter”, o longa se passa muitos anos após o retorno de Tarzan à Londres nos anos 1880, onde se tornou um aristocrata casado com Lady Jane (Margot Robbie, de “Esquadrão Suicida”). A trama se passa em torno de seu retorno ao Congo, como um emissário do Parlamento britânico, quando se vê envolvido numa nova aventura nas selvas. A história escrita por Adam Cozad (“Operação Sombra – Jack Ryan”), Stuart Beattie (“Piratas do Caribe”), John Collee (“Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do Mundo”) e Craig Brewer (do remake de “Footloose”) segue um rumo oposto à narrativa do primeiro romance de Burroughs, onde um homem selvagem recuperava sua civilização. Desta vez, ele precisará resgatar seu instinto animal para sobreviver ao novo desafio. O elenco do filme também conta com Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”), Samuel L. Jackson (“Kingsman – Serviço Secreto”), John Hurt (“Expresso do Amanhã”), Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Casper Crump (série “Legends of Tomorrow”), Ella Purnell (“Kick-Ass 2”) e Jim Broadbent (“Brooklyn”). O lançamento brasileiro vai acontecer em 21 de julho, 20 dias após a estreia nos EUA.

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    Neymar filma participação em filme de ação com Vin Diesel

    3 de junho de 2016 /

    O Barcelona não permitiu que Neymar fosse aos Estados Unidos para jogar a Copa América, mas mesmo assim o craque brasileiro apareceu em Hollywood. Ele publicou nesta sexta (3/6) em seu Instagram uma foto com a claquete de sua primeira aventura no cinema americano, confirmando participação no filme “xXx The Return of Xander Cage”. Trata-se da continuação da franquia “Triplo X”, estrelada por Vin Diesel. O fato de não jogar a Copa América acabou servindo para Neymar usar o período para cumprir uma agenda repleta de atividades nos EUA, que teve eventos relacionados a outros esportes – ele se juntou ao jogador de futebol americano Victor Cruz, do New York Giants, visitou o estádio de beisebol do New York Mets e lançou uma coleção de roupas da Nike em conjunto com o “Pelé do basquete” Michael Jordan – , além de fazer embaixadinhas com o cantor Justin Bieber. Neymar deve fazer uma aparição bem curta no filme, pois descreveu a experiência dizendo-se feliz por “estar no set hoje” – “hoje”, e não “nesta semana”. O elenco internacional da produção também vai contar com o americano Samuel L. Jackson (que participou dos dois filmes anteriores da franquia), a búlgara Nina Dobrev (série “The Vampire Diaries”), as australianas Ruby Rose (série “Orange Is the New Black”) e Toni Collette (“Uma Longa Queda”), o chinês Donnie Yen (“O Grande Mestre”), o tailandês Tony Jaa (“Velozes & Furiosos 7”), a indiana Deepika Padukone (“Piku”), o lutador inglês de MMA Michael Bisping (“Anomalia: Corrida Contra a Vida”) e a colombiana Ariadna Gutiérrez-Arévalo, atual Miss Colômbia. O filme tem direção de D.J. Caruso (“Eu Sou o Número Quatro”) e roteiro de Chad St. John (“Invasão à Londres”), com revisão de F. Scott Frazier (“Códigos de Defesa”). A estreia está marcada para 19 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Neymar não é, aliás, o único jogador de futebol se aventurando em Hollywood. Ronaldinho Gaúcho também fará parte do elenco de um longa de ação: “Kickboxer: Retaliation”, uma produção bem mais modesta, estrelada por um ex-dublê.

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  • Série

    Sense8: Elenco divulga vídeo de “suruba”, enquanto figurantes reclamam de “sacanagem”

    3 de junho de 2016 /

    O Facebook oficial da série “Sense8” publicou um vídeo em que o elenco conta a palavra nova que aprendeu durante sua passagem pelo Brasil: “Suruba”. O vídeo pode ser conferido abaixo. Entretanto, nem tudo foi cor de arco-íris durante as gravações das cenas brasileiras. Segundo a coluna de Flavio Ricco, no UOL, algumas pessoas chamadas para fazer figuração queixaram-se de maus tratos, listando falta de alimentação e grosseria da parte de seus diretores. Consultada, a O2 Filmes, responsável pela produção das gravações brasileiras, afirmou que os trabalhos ocorreram sem incidentes. E que todos receberam cachês previamente combinados e alimentação adequada. Houve, entretanto, mudança na intenção de contar com uma participação da modelo transexual Viviany Beleboni, que ficou conhecida após aparecer crucificada na Parada de Orgulho LGBT do ano passado. Segundo publicou o jornal O Globo, a equipe de “Sense8” cancelou a participação após ser informada que ela faria uma nova manifestação política durante a Parada deste ano, que aconteceu no domingo (29/5) em São Paulo, ocasião em que as principais cenas brasileiras da série foram gravadas.

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  • Série

    Julie Andrews terá série infantil com fantoches no Netflix

    3 de junho de 2016 /

    A atriz Julie Andrews encantou as crianças do século 20 com os clássicos “Mary Poppins” (1964) e “A Noviça Rebelde” (1965). Agora, aos 80 anos de idade, ela terá a chance de fazer o mesmo com as crianças do século 21, estrelando uma série do Netflix voltada para o público infantil: “Julie’s Greenroom”, que teve seu primeiro teaser divulgado. A atração vai trazer Julie Andrews como professora, dando aula para crianças-fantoches criadas pela Jim Henson Company, empresa dos “Muppets”. Na série, eles serão chamados de Greenies, recebendo da professora a missão de desenvolver um espetáculo que requer conhecimentos de atuação, canto, dança, roteiro, iluminação e performances circenses. “Esse projeto representa a realização de um sonho guardado por muito tempo: educar as crianças sobre as maravilhas das artes”, comemorou a atriz em comunicado, ao anunciar a série. “Julie’s Greenroom” foi criada pela própria atriz, ao lado de sua filha, Emma Walton Hamilton, e da roteirista Judy Rothman-Rofe (“O Cisne Apaixonado”). A princípio, a 1ª temporada terá 13 episódios de meia hora e contará com a participação de convidados famosos, como o ator Alec Baldwin (“Blue Jasmim”) e os músicos Sara Bareilles e Joshua Bell. A produção começou a ser gravada em abril, em Nova York, e estreia no início de 2017.

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  • Filme

    Brie Larson é favorita para viver a Capitã Marvel no cinema

    3 de junho de 2016 /

    A atriz vencedora do Oscar de 2016, Brie Larson (“O Quarto de Jack”), é a favorita da Marvel para interpretar a heroína Capitã Marvel, apurou o site da revista Variety. A personagem será a primeira mulher a protagonizar um filme da Marvel. Brie já estaria, inclusive, em fase de negociações para estrelar a produção, que só vai chegar aos cinemas em 2019. A antecipação do estúdio se deve aos planos de introduzir a personagem em outro longa, antes de ganhar seu filme solo. A trama de “Capitã Marvel” está sendo escrita pelas roteiristas Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”), e ainda não tem diretor(a) definido(a). Criada em 1968 por Roy Thomas e Gene Colan como coadjuvante das aventuras do Capitão Marvel, Carol Danvers era uma piloto da Força Aérea americana que passou por uma transformação radical, adquirindo superpoderes ao ser salva de uma explosão de tecnologia alienígena (Kree) pelo super-herói. A explosão atingiu seu corpo em nível celular, misturando genes kree em seu DNA, que lhe deram superforça, poder de voo e um “sétimo sentido” (similar, porém mais poderoso que o “normal” sexto sentido). Graças ao acidente, ele virou a Miss Marvel, ressurgindo em sua própria revista em quadrinhos em 1977. Desde então, a personagem passou por muitas outras transformações, ao ponto de um trecho traumático de sua história – um estupro seguido por gravidez – ser “apagado” da sua cronologia oficial. Ao longo de vários reboots, ela acabou virando uma personagem completamente diferente, a ponto de ter seu nome alterado para Capitã Marvel em 2012. A estreia do filme solo da heroína está marcada para março de 2019.

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  • Série

    Game of Thrones: Trailer e fotos evocam batalha de O Festim dos Corvos

    3 de junho de 2016 /

    O canal pago HBO divulgou 15 fotos e o trailer do próximo episódio de “Game of Thrones”, intitulado “The Broken Man”. Desta vez, não foi liberado um vídeo legendado. Mas é possível ver como a trama recupera uma batalha do livro “O Festim dos Corvos”, de George R.R. Martin, que ainda não tinha sido encenada na série. Trata-se do confronto entre um contrariado Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau), enviado para ajudar as forças de Walder Frey (David Bradley), contra Brynden Tully (Clive Russell), o Peixe Negro, pelo domínio do castelo de Correrrio. Paralelamente, os sobrinhos de Tully, Sansa Stark (Sophie Turner) e Jon Snow (Kit Harington), são vistos conversando com um “novo” personagem, Robett Glover (Tim McInnerny), num contexto completamente diferente dos livros – onde Glover teve grande presença, ao longo de quatro volumes, e terminou aliando-se a Stannis (Stephen Dillane), já morto na série. Ao menos, Sor Davos (Liam Cunningham) está presente em ambas as versões do encontro, que, se seguir os livros, tem como objetivo juntar forças para salvar o menino Rickon Stark (Art Parkinson). “The Broken Man” será exibido no domingo (5/6).

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  • Filme

    Filmes estrelados por Jennifer Lawrence já somam US$ 5 bilhões de bilheteria mundial

    3 de junho de 2016 /

    Há tempos Jennifer Lawrence é considerada a atriz mais lucrativa de Hollywood, mas agora é oficial. Seus filmes atingiram US$ 5 bilhões de faturamento mundial na quarta-feira (1/6), apontou o site Box Office Mojo, que contabiliza bilheterias de cinema. A conta soma toda a sua filmografia, que inclui 17 longa-metragens, entre eles quatro da franquia “Jogos Vorazes” e três “X-Men”. O mais rentável da lista é justamente “Jogos Vorazes: Em Chamas” (2013), que acumulou US$ 865 milhões em bilheterias, seguido por “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” (2014), com mais US$ 755 milhões, e “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), que rendeu US$ 748 milhões. Além disso, Jennifer encabeçou pelo segundo ano consecutivo a lista de atrizes mais bem pagas de Hellywood, no levantamento da revista Forbes, com cachê de cerca de US$ 52 milhões – bem à frente de Scarlett Johansson, a segunda na lista, que teve ganhos estimados em US$ 35,5 milhões. Ela está atualmente em cartaz no filme “X-Men: Apocalipse”, lançado no último fim de semana nos EUA, que já fez US$ 281 milhões mundiais. E aparecerá a seguir na sci-fi “Passengers”, que estreia no Brasil em dezembro. Entre seus futuros projetos, incluem-se o drama “It’s What I Do”, dirigido por Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”), e uma produção ainda sem título que será filmada pelo cineasta Darren Aronofsky (“Noé”).

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    Alice Através do Espelho exagera nos efeitos para compensar falta de imaginação

    2 de junho de 2016 /

    Na adaptação de 2010, dirigida por Tim Burton, a Disney transformou Alice, a protagonista dos livros de Lewis Carroll, na escolhida. A “The One”, como o Neo de “Matrix” (1999), indicada por uma profecia para salvar o País das Maravilhas de todo o mal. Nada contra adaptações ou atualizações, mas houve um choque de intenções e expectativas. É um filme lindo de se ver, mas dominado por um vazio emocional. Pelo menos, tentou dizer algo e tinha a criatividade de Tim Burton à frente do projeto, mesmo que controlada pelo estúdio. Seis anos depois, “Alice Através do Espelho”, a continuação desnecessária – feita em consequência da surpreendente (e inexplicável) arrecadação de mais de US$ 1 bilhão do primeiro longa nas bilheterias mundiais –, não tem nada (ou quase nada) para contar. Apenas recicla o que Burton imaginou em nome de uma trama sem pé nem cabeça. Desta vez, o cineasta assume o posto de produtor executivo. A direção ficou com o funcionário do mês da Disney, James Bobin, que fez uma graninha para o estúdio com o reboot de “Os Muppets” (2011). Acontece que ele não é Tim Burton, que é como aquele jogador veterano, craque de bola, que mesmo perto da hora de se aposentar, o time não funciona sem sua presença em campo. E notamos sua distância, a começar pela direção de arte pouco inspirada. Bobin concentra em tomadas internas o que há de bom para ser apreciado do visual. Nas cenas externas, carregadas de CGI, a inspiração passa longe do que a mente de Tim Burton é capaz de reproduzir. Se o próprio não foi tão feliz no “primeiro” “Alice”, imagine o que a criatividade de James Bobin pôde proporcionar ao segundo filme? Repare bem, principalmente nas sequências em que Alice viaja numa esfera por cima das ondas do mar. O exagero de CGI é tão grotesco que as imagens lembram menu interativo de escolha de cenas em blu-rays e DVDs. Claro que são boas as intenções do diretor e da roteirista Linda Woolverton, que também assinou o filme de 2010, afinal “Alice Através do Espelho” começa explorando a liberdade feminina e o choque entre velhas e novas gerações. com a protagonista viajando pelo tempo com o intuito de mudar o curso da história. Mas o desenvolvimento é superficial, até porque as ambições e os conflitos de Alice são colocados em segundo plano, para ajudar o insuportável Chapeleiro e colocá-lo no centro da trama – porque é preciso justificar o salário alto do decadente Johnny Depp. Com Depp em cena, Alice ignora até mesmo a perda do pai em suas viagens pelo tempo. Será que não passou pela cabeça dela que havia ali uma chance de trazê-lo de volta? Mas o que importa é deixar o Chapeleiro feliz. Sem mais nem menos, o coitadinho lembrou que tem uma família e precisa encontrá-la. Mas como está tristinho e é preguiçoso como todos os outros personagens do País das Maravilhas, a bucha sobra para a pobre Alice, que é retirada de sua rotina para entrar num mundo de sonhos sem graça mais uma vez. Isso quer dizer que ela pode voltar sempre que um amiguinho quiser? É uma pena que a obra de um gênio como Lewis Carroll seja adaptada para enriquecer um estúdio obcecado pelo potencial lucrativo de uma franquia. Essa não é a versão para o cinema do livro “Alice Através do Espelho”, que tem outra história, mas uma mera continuação inferior do filme de Tim Burton. Nada se salva. Nem Mia Wasikowska, que se esforça para segurar a onda, mas não pode competir com tantos personagens digitais e careteiros. Nem mesmo Sacha Baron Cohen, uma novidade na série personificando o Tempo. E o maior elogio que o ator pode receber é que ele entrega uma atuação menos irritante que a de Johnny Depp. Após uma sucessão de efeitos visuais desastrosos e um roteiro sem imaginação, o Tempo de Sacha Baron Cohen resume o sentimento dos espectadores, ao dizer à protagonista: “Por favor, não volte mais aqui!”

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    Jogo do Dinheiro desperdiça George Clooney e Julia Roberts em história batida

    2 de junho de 2016 /

    Quando Jodie Foster dirige George Clooney e Julia Roberts, você precisa ver o filme, certo? Mas “Jogo do Dinheiro” passa a incômoda impressão de ter sido lançado com anos de atraso. Não apenas na estrutura do roteiro, mas também na crítica ao capitalismo, à forma como o mercado financeiro é movimentado e como a mídia, com destaque para a TV, gosta de um sensacionalismo. Um filme desses já nasce velho desde que Sidney Lumet fez duas obras-primas: “Um Dia de Cão” (1975) e “Rede de Intrigas” (1976). “Jogo do Dinheiro” não chega aos pés de nenhum deles, mas a inspiração está em algum lugar na junção dos dois filmes, com Jodie Foster atualizando o drama para a era digital e o circo de Wall Street. É inferior até às produções recentes que retrataram com um olhar bem mais ousado as rotinas dos corretores da Bolsa, “O Lobo de Wall Street” (2013) e “A Grande Aposta” (2015). A proposta de Jodie Foster, na verdade, está mais para “O Quarto Poder” (1997), talvez o pior filme do diretor Costa-Gavras. Vale a comparação, porque a cineasta recicla para o novo milênio o diálogo entre o homem da mídia (Dustin Hoffman) e o pobre traído pelo sistema capitalista (John Travolta), que faz o primeiro de refém, enquanto a imprensa se esbalda na cobertura ao vivo da tensão. No caso de “Jogo do Dinheiro”, sai o repórter, entra um apresentador de TV, que analisa o mercado e dá dicas aos telespectadores sobre poupar e onde aplicar suas economias. O nome deste guru das finanças é Lee Gates, encarnado por um George Clooney se divertindo muito mais que a plateia do lado de cá da tela, mas o carisma do ator combina com o personagem. Na trama, ele acaba se tornando refém de um infeliz, Kyle (Jack O’ Connell, fraco, fraquíssimo), que perdeu tudo graças aos conselhos de Gates. Com as câmeras ligadas e o mundo assistindo seu calvário, o apresentador tenta levar o sequestrador na lábia, como costuma fazer muito bem, para dar tempo ao resgate orquestrado pela polícia. No meio disso, Jodie Foster enfatiza como o sistema não pode ser interrompido e o posiciona como o grande inimigo de Kyle, que quer apenas um pedido de desculpas, com Gates aprendendo de uma vez por todas a valorizar o ser humano, não o dinheiro, blá blá blá. Nem é preciso contar mais. Assim como filme de cachorro, você sabe como isso vai acabar. Além de Clooney e O’Connell, o elenco ainda tem Julia Roberts como a diretora do programa de TV, Patty. É aquele negócio, Julia é Julia, competente como sempre, mas não entrega nada memorável, além da tradicional química perfeita com Clooney. E entre rostos conhecidos, destaca-se um ainda pouco visto na tela grande, a bela atriz irlandesa Caitriona Balfe, da série “Outlander”, como uma grande executiva da empresa que ferra com a vida de Kyle. Como diretora, Jodie conta a sua história com competência, equilibrando o drama com uma boa dose de humor, sem tropeçar no ritmo. E ajuda o filme ser curto, com pouco mais de uma hora e meia, indo direto ao ponto. É uma pena, no entanto, que o roteiro de Jamie Linden, Alan DiFiore e Jim Kouf esteja ultrapassado e se contente com tão pouco. Esperava-se mais de um filme de Jodie Foster, com George Clooney e Julia Roberts.

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    Critica: Ponto Zero mergulha na angústia com uma fotografia deslumbrante

    2 de junho de 2016 /

    O Ponto Zero pode ser entendido como o momento fugaz que caracteriza o presente. Ao se tomar consciência dele, ele já passou, já é lembrança. O que se vive, aqui e agora, pode ser uma ilusão, um sonho, um pesadelo, uma distorção da percepção ou, simplesmente, um elemento da memória, que retorna. Ou mesmo a expressão de um desejo ou de uma fantasia. O filme gaúcho “Ponto Zero”, escrito e dirigido por José Pedro Goulart, explora esteticamente ideias como essas, ao retratar a noite e madrugada, conturbada e tensa, vivida pelo garoto Ênio (Sandro Aliprandini), de 14 anos de idade, entre a sua casa e a sua cama, as ruas desertas de uma Porto Alegre adormecida e ambientes insones em que a prostituição se destaca. Ou, quem sabe, ela está apenas no outro lado da linha telefônica? Onde está o presente? Onde está a realidade? Na vida diária do adolescente, que não suporta o conflito entre seu pai e sua mãe? No ciúme doentio da mãe? Na infidelidade explícita e desavergonhada do pai? Na rádio que, de madrugada, se relaciona com as angústias de seus ouvintes, onde seu pai trabalha e parece pouco sensível aos sentimentos alheios? Na busca da prostituta sofisticada, que atende ao telefone com mensagens literárias, por exemplo, de Cecília Meireles? Uma fotografia deslumbrante de ambientação noturna, marcada por incessante chuva, domina a cena. Explora o caráter misterioso da situação. É etérea e pálida, com as luzes da noite enfatizando a beleza dos pingos de chuva que insistem em não parar. Ou invade o ambiente urbano, claustrofóbico, dos prédios aglomerados, passeia na bicicleta que percorre os canteiros das avenidas, mas que se mete em casa ou na sala de aula, de forma inesperada. Há um clima de angústia e incerteza que domina o filme, enquanto proporciona uma experiência estética por meio da ambientação, dos enquadramentos, da composição das cores e das luzes, nas tonalidades marrom e amarelada que predominam nas cenas. O jovem protagonista experiencia o que seu pai Virgílio (Eucir de Souza) explicita em um dos poucos diálogos que o filme tem: a vida, a morte e a sorte, as três coisas que existem no mundo, segundo o personagem. Sobreviver a um dilúvio de angústia e solidão é mesmo uma questão de sorte, como se verá. O elenco que segura a onda desse projeto pretensioso é muito bom. Mas dependia do desempenho do estreante Sandro Aliprandini, que está presente em praticamente todas as cenas. Ele dá conta da responsabilidade, com uma entrega considerável a um papel que exige muito de si. José Pedro Goulart é estreante em longas-metragens, mas já veterano na publicidade e nos curta-metragens. Ele dividiu com Jorge Furtado a direção de um curta famoso e premiadíssimo, em 1986, “O Dia em que Dorival Encarou o Guarda”.

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    A Assassina é belíssima, mas difícil de ser enquadrada

    2 de junho de 2016 /

    Não é uma obra fácil, com enredo intrincado e motivações dúbias dos personagens. “A Assassina”, no entanto, é um dos filmes mais belos dos últimos anos e um presente para cinéfilos, especialmente pela oportunidade de trazer ao circuito local o talentoso cineasta chinês Hou Hsiao-Hsien, cujo último longa-metragem, “A Viagem do Balão Vermelho” (2007), era até então seu único lançamento no Brasil. Como Hsiao-Hsien é um cineasta que privilegia a encenação e o movimento dos atores no quadro, “A Assassina” demonstra um cuidado excepcional para trazer mais delicadeza ao gênero wuxia, de artes marciais, que já foi apropriado de maneira artística por outros mestres asiáticos como Wong Kar-Wai, Ang Lee e Zhang Yimou. A diferença marcante no trabalho de Hsiao-Hsien é que suas coreografias de lutas estão em segundo plano diante da cenografia, fotografia e figurinos. O visual da obra deixa o espectador tão encantado que fica difícil reclamar da ação, da trama e dos personagens, com seus dilemas morais ou sentimentais. De todo modo, o grande dilema pertence à personagem-título, Yinniang, interpretada por Shu Qi, estrela do primeiro “Carga Explosiva” (2002). Ela é uma assassina habilidosa, mas sensível, o que a impede, por exemplo, de matar um homem na presença de seu filho pequeno. Como forma de punir essa bondade, sua mestra a envia para o lugar onde nasceu, a distante província de Weibo, a fim de matar o governador local, primo dela, que também é o homem com quem ela deveria ter se casado. O filme não facilita na hora de explicar os detalhes do passado da assassina e desse homem, embora faça isso à sua maneira – diferente da narrativa didática dos longas de ação de Hollywood. O diretor mantém um aspecto importante do wuxia, que é a harmonia do homem com a natureza, fotografada com uma beleza estupenda. Mas, por outro lado, enquadra sua trama sem a grandiloquência épica do gênero. Chamar de simplicidade o que ele faz seria um erro, até pelo esmero do trabalho. Numa das experiências criativas do cineasta, Yinniang perscruta como um fantasma, que ignora o obstáculo das paredes, a mansão do governador e de sua família, e nesses momentos há muitas cenas em que um véu cobre a tela, mostrando o olhar da protagonista em câmera subjetiva. Há quem vá achar, sob tantas firulas estéticas, o filme muito frio, sem envolvimento emocional, mas isso não deixa de ser um aspecto da essência e dos valores dos personagens. O mais curioso, porém, é a forma com que o cineasta evita sequências de morte e violência, fazendo as cenas de luta serem interrompidas bruscamente, numa antítese do que se espera do gênero. “A Assassina” é realmente diferente, uma obra difícil de ser enquadrada.

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    Demon é possuído pelo humor negro

    2 de junho de 2016 /

    O fato de o cineasta Marcin Wrona ter cometido suicídio na véspera da estreia de “Demon”, desperta uma curiosidade mórbida. A carreira do polonês poderia ter sido gloriosa, se ele não tivesse ido tão jovem, aos 42 anos, e com potencial para grandes filmes, como demonstra esta obra sobre uma festa estranha com gente esquisita. O desaparecimento de Wrona, aliás, acaba encontrando paralelo com o destino do protagonista no terceiro ato do filme, que é o que mais deixa o espectador sem chão. Até lá, principalmente durante toda a sequência da festa de casamento, que representa mais da metade da duração do filme, haja loucura. “Demon”, inclusive, pode ser visto como um dos mais divertidos filmes de casamento já feitos. Com o diferencial do uso de elementos do cinema de horror, numa chave de humor negro. Na trama, Piotr (Itay Tiran, de “Lebanon”) deixa a Inglaterra para se casar com a bela polonesa Zaneta (Agnieszka Zulewska, de “Chemia”). Ele parece ser um rapaz bastante simpático e interessado em abraçar aquela nova cultura, a cultura judaica de sua noiva. Ao chegar ao local, ele descobre uma ossada de restos humanos, o que o deixa bastante intrigado. Principalmente porque esta ossada desaparece quando ele tenta mostrá-la para outras pessoas. Piotr também é assombrado pelo fantasma de uma mulher que aparece no casamento, somente para seus olhos. Não demora para que ele passe da inquietude para a possessão, quando seu corpo se debate pelo salão da festa. O pai da noiva, a essa altura, já quer cancelar o casamento, pois um noivo epilético (primeira impressão do problema) não seria nada bom para sua filha. Um dos pontos positivos de “Demon” é justamente fugir às estruturas convencionais do gênero horror, ainda que não negue ao espectador alguns elementos familiares e até alívios cômicos bem-vindos. Mas até isso contribui para sua estranheza. Em vários momentos, em especial no final, a trama parece um tanto confusa, mas vale a pena se deixar levar pelo andamento louco que Wrona deseja conduzir, passando a impressão de que o filme quer perder-se e fazer com que o espectador o acompanhe. Quem está acostumado com o cinema de horror europeu, que tem menor preocupação com enredo, pode aceitar o jogo imposto pelo diretor numa boa. Já quem espera um filme de sustos, pode se decepcionar um pouco. Mas o fato de o filme ter um senso de humor próprio acaba fazendo com que o que seria ridículo torne-se bem-vindo, interessante, divertido, intrigante. Faz muito bem para o circuito receber obras tão singulares como esta de vez em quando.

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