Dakota Johnson e Jamie Dornan vão dos beijos às lágrimas em mais de 100 fotos do set de Cinquenta Tons Mais Escuros
Surgiram as primeiras fotos da produção de “Cinquenta Tons Mais Escuros”, continuação do sucesso “Cinquenta Tons de Cinza” (2015). As imagens registram dois instantes diferentes das filmagens nas ruas de Vancouver, no Canadá (passando-se por Seattle), ambos centrados no casal Anastasia Steele e Christian Grey, vividos respectivamente por Dakota Johnson e Jamie Dornan. Na primeira sequência, o casal se encontra em clima romântico sob a chuva, com direito a beijo público. Mas na segunda, o encontro é tenso e inclui muito choro. A Universal Pictures planeja rodar os dois últimos filmes da trilogia em sequência, com direção de James Foley (“A Estranha Perfeita”). “Cinquenta Tons Mais Escuros” tem estreia prevista para fevereiro de 2017, enquanto “Cinquenta Tons de Liberdade” chega em fevereiro de 2018.
Stephen King confirma Idris Elba e Matthew McConaughey na adaptação de A Torre Negra
O escritor Stephen King confirmou, em seu Twitter, que Idris Elba (“Beasts of No Nation”) e Matthew McConaughey (“Interestelar”) estrelarão a adaptação cinematográfica de “A Torre Negra”. Os nomes dos dois atores já eram citados em diversos rumores da produção. “A Torre Negra” é uma franquia literária composta por oito livros, que King começou a escrever ainda na adolescência. O primeiro volume foi publicado em 1982 e o último em 2012. Os livros apareceram várias vezes em listas dos mais vendidos e já foram transformados em quadrinhos e num jogo online. Mas a adaptação para o cinema tem se provado bastante complicada. O planejamento se estendeu por toda a última década, envolvendo conversas com vários estúdios e atores para os papéis principais, incluindo Russell Crowe e Javier Bardem. O projeto começou a sair do papel com o envolvimento da Sony Pictures e a definição do cineasta dinamarquês Nikolaj Arcel (“O Amante da Rainha”) como diretor. Ele também mexeu no roteiro de Akiva Goldsman (“O Código Da Vinci”), com a experiência de quem escreveu a versão original sueca de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2009). Idris Elba fará o papel do pistoleiro Roland Deschain, e Matthew McConaughey será seu inimigo, conhecido como o Homem de Preto. Além deles, a modelo australiana Abbey Lee, que virou atriz em “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), está negociando interpretar a protagonista feminina da produção. A trama gira em torno da jornada do Pistoleiro, que percorre um mundo apocalíptico em busca da Torre Negra, que a tudo observa no horizonte distante e fica num local cuja natureza é tanto física quanto metafórica. Em uma entrevista recente à revista Entertainment Weekly, Stephen King revelou que as primeiras falas do filme serão as primeiras palavras do livro: “O homem de preto fugiu pelo deserto e o pistoleiro o seguiu”. Entretanto, o longa cobrirá histórias do meio da série e se desenrolará nos dias atuais.
José Padilha desenvolve série sobre a origem das gangues das prisões americanas
O cineasta brasileiro José Padilha está desenvolvendo uma nova série para a TV americana. Responsável pela produção de “Narcos”, no Netflix, ele prepara uma nova atração para o canal pago Showtime, intitulada “The Brand”, que abordará o universo das gangues das prisões americanas. A informação é do site Deadline. As gangues dos presídios já foram tratadas recentemente na bem-sucedida série “Sons of Anarchy”. Além disso, um dos primeiros sucessos da história do HBO, “Oz”, passava-se numa prisão. Mas “The Brand” será bem diferente, por ser “de época”, trazendo uma perspectiva histórica. Na verdade, sua premissa é quase um desdobramento do universo de “Narcos”, sobre o tráfico de drogas internacional da época de Pablo Escobar. Inspirada por uma reportagem da revista New Yorker, a série pretende contar a origem das gangues, especialmente da Irmandade Ariana nas décadas de 1970 e 1980, quando o encarceramento em massa resultante da guerra contra as drogas causou uma explosão da população prisional. “The Brand” está sendo escrita pelo próprio Padilha em parceria com Alessandro Camon, indicado ao Oscar pelo roteiro de “O Mensageiro” (2009). Padilha também deve dirigir alguns dos 10 episódios aprovados para a 1ª temporada da produção. Ainda não há previsão de estreia da série. Enquanto isso, Padilha se prepara para dirigir o thriller de ação “Entebbe”, sobre uma operação histórica de combate contra o terrorismo.
Disney anuncia produção de High School Musical 4
O Disney Channel anunciou que está procurando atores para o filme “High School Musical 4”, uma continuação da franquia “High School Musical”, que recentemente celebrou seu aniversário de 10 anos com uma reunião do elenco original. Estão previstos diversos testes pelos Estados Unidos, que definirão os novos alunos da East High School. O último filme da franquia original, “High School Musical 3: Ano da Formatura”, foi lançado nos cinemas em 2008 e se despediu dos atores Zac Efron, Vanessa Hudgens e Ashley Tisdale, entre outros. Mas a continuação está sendo escrita pelo mesmo roteirista dos filmes anteriores, Peter Barsocchini, desta vez em parceria com Dan Berendsen (“Baby Daddy”), visando exibição na TV, como os dois primeiros títulos da série. A direção, porém, não estará mais a cargo de Kenny Ortega, que se tornou muito requisitado desde então. Jeffrey Hornaday, que trabalhou em “Teen Beach Movie” (2013), dirigirá e fará as coreografias de “High School Musical 4”. Ainda não há previsão de estreia da produção.
Procurando Dory: Veja o trailer dublado da sequência de Procurando Nemo
A Disney divulgou um novo trailer dublado de “Procurando Dory”, sequência de “Procurando Nemo” (2003), que traz a peixinha Dory em busca de sua família. A prévia mostra que ela acaba se lembrando dos pais de forma diferente do divulgado no primeiro teaser, após uma arraia contar detalhes sobre a migração de sua espécie. Isto a faz iniciar uma jornada que a levará a fazer novos amigos, mas também a correr perigo, deixando-a presa num aquário marinho. A produção do estúdio Pixar será novamente dirigida por Andrew Stanton, responsável por “Procurando Nemo” e “Wall-E” (2008), e o elenco também trará de volta Ellen DeGeneres como a voz original de Dory e Albert Brooks como Marlin. Nemo, por sua vez, será dublado por Hayden Rolence, uma vez que Alexander Gould, que fez a voz do peixinho no primeiro filme, já está adulto. Entre os novos personagens, Ed O’Neill (série “Modern Family”) dará vida ao polvo Hank, Ty Burrell (também de “Modern Family”) interpretará a baleia beluga Bailey e Kaitlin Olsen (série “It’s Always Sunny in Philadelphia”) viverá a tubarão-baleia Destiny. A estreia está marcada para 30 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
J.K. Rowling revela que Animais Fantásticos e Onde Habitam será uma trilogia de filmes
A escritora J.K. Rowling confirmou os planos da Warner Bros. para transformar “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, prólogo da franquia “Harry Potter”, numa trilogia cinematográfica. A novidade apareceu no Twitter, durante uma resposta a uma fã, que queria saber quando seria lançado o filme “Harry Potter and the Cursed Child”. “Eu acredito que você ouviu errado. ‘Cursed Child’ é uma peça de teatro. Mas ‘Animais Fantásticos’ será uma trilogia de filmes!”, ela escreveu. “Animais Fantásticos e Onde Habitam” marca a estreia de Rowling como roteirista de cinema. O filme vai acompanhar o protagonista Newt Scamander (Eddie Redmayne, de “A Garota Dinamarquesa”), um mago britânico que chega a Nova York em 1928 com uma mala repleta de criaturas mágicas. O elenco inclui Katherine Waterston (“Vício Inerente”), Dan Fogler (série “Secrets and Lies”), Alison Sudol (série “Dig”) e Colin Farrell (série “True Detective”), entre outros. Com direção de David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes de “Harry Potter”, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” tem previsão de estreia em 17 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Sacha Baron Cohen driblou segurança do Oscar para aparecer como Ali G
Um dos momentos mais engraçados do Oscar 2016 não estava no roteiro oficial. Em entrevista ao programa Good Morning Britain, da rede britânica ITV, o ator Sacha Baron Cohen revelou que sua participação como Ali G, seu personagem “negro”, visto em “Ali G Indahouse: O Filme” (2002), foi sua iniciativa exclusiva. Ele contou que tinha sido proibido de se desviar do roteiro. E que a segurança estava de olho em seus movimentos, após sua participação caótica em 2012, quando foi barrado já no tapete vermelho, ao comparecer ao evento como seu personagem no filme “O Ditador” e despejar, sobre Ryan Secrest, uma urna cheia de pó, que ele afirmava ser as cinzas de Kim Jong-il. Mas ele tinha um plano. E, com a ajuda da esposa, a atriz Isla Fisher, conseguiu se infiltrar na cerimônia como Ali G, “apenas outro apresentador negro simbólico”. “A verdade é que tive que me esgueirar, porque a turma do Oscar mostrou meu lugar e pediu para eu não fazer nada além do combinado. Eles queriam que eu me apresentasse de cara limpa”, contou Cohen. “Mas minha mulher conseguiu esconder a barba do Ali G no banheiro de deficientes e eu dei um jeito”. Isla Fisher contou que o casal precisou se trancar no banheiro por 40 minutos para preparar toda a fantasia de Ali G. Como desculpa, ela disse que o marido estava com uma infecção alimentar. “Quer dizer, eu cheguei a me preocupar com como eles reagiriam à primeira piada”, disse o comediante. “Mas eu encontrei com Chris Rock no caminho e contei a piada para ele, que reagiu positivamente, então não tive dúvidas”. Ao contrário da reação causada em 2012, desta vez a performance de Cohen como Ali G parecia integrada ao evento, e a grande maioria dos espectadores acreditou que se tratava de uma aparição prevista, como uma maneira de alimentar o debate sobre a diversidade racial que tomou conta da cerimônia. Além disso, ele não explorou a oportunidade para promover seu novo filme, “Irmão de Espião”, como na época de “O Ditador”. Confira a performance abaixo.
Penny Dreadful: Veja os comerciais legendados da 3ª temporada
O canal pago brasileiro HBO divulgou os comerciais legendados da 3ª temporada da série “Penny Dreadful”. As prévias têm clima macabro, acompanhando o destino trágico dos protagonistas, em especial o encarceramento de Vanessa Ives (Eva Green, em performance arrepiante) num hospício, a perda de controle do lobisomem Ethan (Josh Hartnett) e o baile sangrento promovido por Lily (Billie Piper) e Dorian Gray (Reeve Carney). A nova temporada deve incluir novos personagens da literatura gótica britânica, como o Dr. Jeckyll, de “O Médico e o Monstro”, vivido por Shazad Latif (“O Exótico Hotel Marigold 2”), e a Dra. Seward, versão feminina do psiquiatra visto em “Drácula”, interpretada por Patti LuPone – que fez participação especial na 2ª temporada como a bruxa Joan Clayton. Na trama, ela estará novamente envolvida com Vanessa Ives, buscando tratar seus distúrbios de uma forma não convencional. O elenco também terá Christian Camargo (série “Dexter”) como o Dr. Alexander Sweet, zoólogo que forma uma amizade improvável com Vanessa, Samuel Barnett (“O Destino de Júpite”) como o jovem e misterioso secretário da Dra. Seward, Wes Studi (série “The Read Road”) como Kaetenay, um intenso e enigmático nativo-americano com uma profunda ligação com Ethan (Josh Hartnett) e que se tornará um aliado de Sir. Malcolm (Timothy Dalton), e Jessica Barden (“Hanna”) como Justine, que se envolverá com Dorian Grey. “Penny Dreadful” só retorna à TV americana em 1 de maio, com nove episódios no canal pago Showtime. No Brasil, a nova temporada também será exibida em maio pelo HBO.
Jornal do Vaticano elogia vitória de Spotlight no Oscar 2016
O Oscar de “Spotlight: Segredos Revelados”, eleito Melhor Filme pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, foi aplaudido pelo Vaticano. O filme, que retratou os bastidores da investigação jornalística que denunciou o abuso sexual de crianças por padres nos EUA, mereceu um elogioso artigo publicado na terça-feira (1/3) no jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano. Assinado por Lucetta Scaraffia, a primeira mulher editora do jornal, o artigo inicia com uma reposta aos críticos do filme que o taxaram de “anticatólico”. Pelo contrário, Scaraffia diz que ele “dá voz ao choque e à profunda dor dos fiéis ao confrontarem a descoberta dessas terríveis realidades”. A única ressalva feita pela jornalista é reservada ao roteiro de Josh Singer, que não teria se debruçado sobre os esforços feitos para combater a pedofilia empreendidos por Joseph Ratzinger, tanto como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e como Papa Bento XVI. Ainda assim, o artigo reconhece que “um filme não é capaz de esgotar um assunto”. Quando os casos de pedofilia ocorridos em Boston vieram à tona, a Igreja Católica passou por uma crise de grandes dimensões, obrigando a instituição a mudar sua antiga postura leniente com relação aos sacerdotes acusados de crimes sexuais. Em abril de 2002, o então Papa João Paulo II convocou os 13 cardeais americanos para discutir o escândalo, quase quatro meses após publicação da primeira reportagem, em uma atitude sem precedentes. Anteriormente, ele apenas havia falado na necessidade de educar adequadamente os acusados de pedofilia. Scaraffia ecoa a visão oficial do Vaticano, classificando como “extremamente graves” os atos de pessoas vistas como representantes de Deus que “usam essa autoridade e prestígio para explorar os inocentes”. Ela termina seu artigo citando o discurso de agradecimento do produtor Michael Sugar, que conclamou nominalmente o Papa Francisco a “proteger as crianças e restaurar a fé”. Para a jornalista, o chamado de Sugar é positivo, pois seria um sinal de que ainda haveria confiança na instituição. Não é a primeira vez que a Igreja Católica se manifesta favoravelmente ao filme. Em fevereiro deste ano, o Arcebispo de Malta, Charles J. Scicluna, disse ao jornal italiano La Repubblica que “todos os bispos e cardeais devem assistir a este filme porque eles precisam entender que são as denúncias que vão salvar a Igreja, não a omerta”, referindo-se ao código de silêncio. Em uma crítica publicada pelo serviço de notícias católicas, o filme é caracterizado como “dolorosamente preciso” e com o poder de “educar espectadores católicos maduros”, ressaltando que a temática é forte e inadequada a menores de 17 anos. Em uma entrevista ao jornal católico “America”, o diretor e roteirista Tom McCarthy mostrou entusiasmo com o Papa Francisco, a quem chamou de progressista. No entanto, ele afirmou que ainda é cedo para saber a extensão das mudanças que ele será capaz de promover.
Chloë Grace Moretz e Neymar publicam foto e vídeo de encontro em Paris
Uma foto e um vídeo do jogador brasileiro Neymar e da atriz americana Chloë Grace Moretz (“A 5ª Onda”), fizeram sucesso nas redes sociais na terça-feira (1/3). O encontro, que teria acontecido em Paris, foi publicado pelo jogador no Snapchat. A atriz é fã antiga do craque do Barcelona. Durante a Copa de 2014, ela escreveu uma série de mensagens no Twitter elogiando Neymar. Nas redes sociais, internautas já “shippam” um possível romance entre os dois. O craque não assume um relacionamento desde que terminou com a atriz Bruna Marquezine, em agosto de 2014. Chloë recentemente estrelou “A 5ª Onda” e poderá ser vista a seguir na comédia “Vizinhos 2”, com Zac Efron, com estreia marcada para 16 de junho no Brasil. Ela também viverá o papel-título de “A Pequena Sereia” em 2017.
George Kennedy (1924 – 2016)
Morreu George Kennedy, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em “Rebeldia Indomável” (1967), que fez quase 100 filmes em seis décadas de carreira e era um dos últimos “durões” clássicos de Hollywood. Ele faleceu no domingo (28/2) em sua casa em Boise, Idaho, aos 91 anos. Segundo o neto do ator, o velho astro havia caído em depressão e ficado debilitado após a morte de sua mulher, Joan McCarthy, em setembro. Nascido em Nova York em 1924, George Kennedy passou a se interessar pelas artes quando se tornou oficial de rádio e televisão das Forças Armadas, durante combates da 2ª Guerra Mundial sob o comando do general George S. Patton – a quem personificou no filme “O Alvo de Quatro Estrelas”, de 1978. Seu primeiro papel foi justamente como sargento do exército na série de comédia “The Phil Silvers Show”, passada num campo militar – apareceu como figurante em 14 episódios, entre 1956 e 1959 – , antes de filmar seu primeiro longa, numa ponta sem créditos de “Spartacus” (1960), e se especializar em viver cowboys durões de filmes e séries. Durante os anos 1960, ele alternou tiroteios televisivos em “Colt .45”, “Cheyenne”, “Laramie”, “Maverick”, “Bat Masterson”, “Couro Cru”, “Paladino do Oeste” (em oito episódios), “Bonanza”, “Daniel Boone”, “Laredo”, “Big Valley”, “Gunsmoke” (sete episódios) e “O Homem de Virgínia” com westerns de tela grande, como “Uma Razão para Viver” (1961), “Sua Última Façanha” (1962), “Shenandoah” (1965) e “Os Filhos de Katie Elder” (1965), trabalhando com grandes diretores e astros do gênero (Kirk Douglas, James Stewart e John Wayne). Desdobrando-se entre malvados e heróis, acabou colecionando clássicos em todos os gêneros, como o homem de mão de gancho que aterroriza Audrey Hepburn em “Charada” (1963), uma vítima das machadadas da psicopata Diane Baker em “Almas Mortas” (1964), um sobrevivente da queda no deserto do avião de “O Vôo do Fênix” (1965) e principalmente como um dos anti-heróis de “Os Doze Condenados” (1967). O filme de Robert Aldrich virou a matriz de um subgênero do cinema de ação que resiste até hoje, como demonstra o vindouro filme de super-heróis “Esquadrão Suicida”. A trama original reunia um grupo de militares americanos, condenados por crimes brutais, que seriam perdoados se tivessem sucesso numa missão suicida contra os nazistas. O elenco, com Lee Marvin, Ernest Borgnine, Charles Bronson, Jim Brown, Telly Savalas, Clint Walker, Donald Sutherland, Robert Ryan e até John Cassavetes, marcou época, assim como o sucesso da produção, que consolidou Kennedy como um dos grandes durões de Hollywood. Logo em seguida, ele coestrelou “Rebeldia Indomável”, como companheiro de prisão do “indomável” Paul Newman. O papel, que lhe rendeu o Oscar, completou sua transição para o estrelato. Mas, curiosamente, nem isso lhe deu protagonismo na indústria. Kennedy continuou percebido como coadjuvante, embora superasse astros mais famosos na quantidade de personagens moralmente ambíguos e complexos em sua filmografia. As ofertas se multiplicaram após seu Oscar, tornando-o um dos atores de maior evidência do final da década de 1960. Ele fez nada menos que 11 filmes em três anos, conseguindo se destacar ao perseguir Tony Curtis num dos primeiros suspenses sobre psicopatas, “O Homem Que Odiava as Mulheres” (1968), além de marcar presença na aventura “Febre de Cobiça” (1968), no drama “O Homem que Se Condenou” (1970), na comédia “O Mais Bandido dos Bandidos” (1970), no tenso thriller racial “O Xerife da Cidade Explosiva” (1970) e em três bons westerns, como o xerife de “O Preço de um Covarde” (1968), o fora-da-lei bonzinho de “Basta, Eu Sou a Lei” (1969) e o líder de “A Revolta dos Sete Homens” (1969), continuação do clássico “Sete Homens e um Destino” (1960). Com tanta disposição, não demorou para outro sucesso reforçar seu status de coadjuvante de luxo. Como o responsável pela manutenção da pista de “Aeroporto” (1970), enquanto uma avião sequestrado tentava um pouso de emergência em meio a uma nevasca, Kennedy virou o herói da maior bilheteria já conquistada pela Universal Pictures até então. “Aeroporto” rendeu mais três sequências, todas coestreladas pelo ator, intérprete do único personagem fixo da franquia. De quebra, o filme ainda inaugurou o subgênero das produções de desastre, uma das principais manias de Hollywood nos anos 1970. Ele continuou em alta durante os anos 1970, nem sempre com êxito, como na versão musical de “Horizonte Perdido” (1973), saindo-se melhor ao lado de outros durões célebres, como John Wayne, que reencontrou em “Cahill, Xerife do Oeste” (1973), e Clint Eastwood, em “O Último Golpe” (1974) e “Escalado para Morrer” (1975). Até participou de outro disaster movie famoso, “Terremoto” (1975), junto de Charlton Heston. E finalmente conquistou o protagonismo almejado em “Vingador Implacável” (1975), filme ao estilo de “Desejo de Matar” (1974), como um justiceiro que vingava o assassinato de sua família. Mas conforme as continuações de “Aeroporto” perdiam interesse, sua carreira começou a minguar. Seus últimos filmes de prestígio vieram em 1978: “Morte no Nilo”, adaptação do mistério homônimo de Agatha Christie, e “O Alvo de Quatro Estrelas”, em que voltou a encontrar John Cassavetes numa missão da 2ª Guerra Mundial. “Aeroporto 79 – O Concorde” (1979) encerrou a boa fase com um desastre autêntico de crítica e bilheteria. Tão ruim que o subgênero inteiro entrou em colapso e sumiu de cartaz. Apesar de seu sucesso pregresso lhe permitir brincar com sua persona na comédia “Um Romance Moderno” (1981), em que interpretou a si mesmo, a década de 1980 foi terrível para o ator, graças a aparições em bombas como “Bolero – Uma Aventura em Êxtase” (1984), ao lado de Bo Derek, e “Comando Delta” (1986), com Chuck Norris e Lee Marvin. Até que, de uma hora para outra, Kennedy se viu reduzido a coadjuvar em terrores baratos, como “O Navio Assassino” (1980), “Pouco Antes do Amanhecer” (1981), “O Demônio do Espaço” (1988) e “Creepshow 2: Show de Horrores” (1987), homenagem de Stephen King aos quadrinhos de horror, roteirizado pelo mestre George R. Romero (“A Noite dos Mortes-Vivos”). Não por acaso, ele acabou voltando para a televisão, aparecendo em 74 episódios das três últimas temporadas da série “Dallas”, entre 1988 e 1991. No papel de Carter McKay, derradeiro rival de J.R. (Larry Hagman) no negócio petrolífero, ainda participou de dois telefilmes que continuaram a trama, “Dallas: O Retorno de J.R.” (1996) e “Dallas: Guerra dos Ewings” (1998). Ele também deve à TV o resgate de sua carreira cinematográfica. Quando a série de comédia “Police Squad” (1982) ganhou seu primeiro filme em 1988, Kennedy assumiu o personagem vivido por Alan North na televisão. A atração fora criada pelos irmãos David e Jerry Zucker e por Jim Abrahams, responsáveis por “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu” (1980), comédia que inaugurou a mania das paródias cinematográficas, tirando sarro justamente da franquia “Aeroporto”. Mas a série não obteve o menor sucesso, cancelada após seis episódios. Abrahams e os Zuckers não se conformaram e conseguiram convencer o estúdio Paramount de que valia a pena lançar um filme com a mesma premissa. Afinal, após seis anos e apenas seis episódios, o público nem perceberia que se tratava de uma adaptação televisiva. Seria como se fosse outra paródia cinematográfica, desta vez de filmes policiais. Dito e feito, “Corra que a Polícia Vem Aí” (1988) virou um enorme sucesso, ganhando mais duas continuações em 1991 e 1994. De quebra, rendeu aos veteranos Leslie Nielsen e George Kennedy uma nova carreira, como comediantes. Famoso por filmes violentos, o ator passou até a fazer produções infantis, dublando personagens na animação “Gatos Não Sabem Dançar” (1997) e na fantasia “Pequenos Guerreiros” (1998), como um dos soldados diminutos do título. Nos últimos anos, ainda trabalhou com o diretor brasileiro Bruno Barreto, figurando na comédia “Voando Alto” (2003), apareceu no drama “Estrela Solitária” (2005), do alemão Wim Wenders, na comédia “Bastidores de um Casamento” (2011), de Sam Levinson, e no thriller “O Apostador” (2014), de Rupert Wyatt, seu último trabalho, no qual atuou de cadeira de rodas, como um homem muito doente. Kennedy publicou seu livro de memórias em 2011, em que tratou não apenas da carreira cinematográfica, mas de problemas pessoais, como a prisão de sua filha por drogas, o que o levou a adotar e criar a própria neta. Além dela, ele adotou mais três crianças com sua quarta e última esposa, cuja morte representou um baque insuperável. Após enfrentar inúmeros nazistas, travar incontáveis duelos, salvar aviões e matar de rir, ele encarou com menos vontade sua derradeira luta. Mas permanecerá no inconsciente coletivo como um dos maiores durões do cinema, que enfrentava qualquer adversidade com um sorriso amplo, brilhante e inconquistável. Tão icônico que se tornou muito maior que seus papeis de coadjuvante.
Stitchers: Veja o primeiro teaser da 2ª temporada
O canal pago americano Freeform divulgou o primeiro teaser da 2ª temporada de “Stitchers”, que mostra pequenos flashes das novas incursões de Kirsten (Emma Ishta) nos mistérios da post mortem. A série criada por Jeff Schechter (roteirista de “Beethoven 3 – Uma Família em Apuros”) acompanha uma jovem que é recrutado por uma agência secreta do governo para ser “costurada” na mente de pessoas mortas e usar as memórias dos falecidos para investigar assassinatos e decifrar mistérios. O resultado lembra um mistura de “iZombie” e “Fringe” com baixo orçamento. “Stitchers” retorna em 22 de março nos Estados Unidos.
Taboo: Série criada e estrelada por Tom Hardy ganha primeiro trailer
O canal pago americano FX divulgou o primeiro trailer de “Taboo”, nova série de época estrelada pelo ator Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”). A prévia explora o olhar intenso de Hardy e cenas impactantes, mostrando como seu personagem retorna da África, após ser dado como morto, com diamantes e um plano para se vingar da morte de seu pai. Ele se recusa a vender o negócio da família para a Companhia das Índias Orientais e decide construir seu próprio império de comércio e transporte, o que o coloca no meio de um jogo perigoso entre duas nações em guerra: Reino Unido e Estados Unidos. Passada em 1813, a série explora a cobiça que movimentou a colonização britânica, com produção de Hardy e do cineasta Ridley Scott (“Exodus: Deuses e Reis”). O ator também é creditado como criador da atração, em parceria com seu pai, o escritor Chips Hardy, e o roteirista Steven Knight (“Senhores do Crime”) – que recentemente dirigiu Hardy no thriller indie “Locke” “A maior luta do protagonista será contra a Companhia das Índias Orientais que, ao longo do século 19, era o equivalente a CIA, a NSA e a maior e pior empresa multinacional da Terra, movida por lucro e também por motivação religiosa”, descreveu Steven Knight em comunicado. A 1ª temporada terá oito episódios, com estreia ainda não definida.












