Liv Tyler está grávida de seu terceiro filho
A atriz Liv Tyler (série “The Leftovers”) anunciou no Instagram que está esperando seu terceiro filho. “A cegonha está nos visitando de novo. Estou gerando outra pequena Tyler Gardner em minha barriga. Nossa família está crescendo. Estou muito grata”, escreveu Liv, acompanhando uma foto em que aparece segurando sua barriga (acima). A gravidez acontece menos de um ano após o nascimento de Sailor Gene Gardner, seu segundo filho com o empresário esportivo David Gardner. O bebê nasceu em fevereiro de 2015. Liv também é mãe de Milo William Langdon, de 11 anos, de um relacionamento anterior.
Diretor de Mad Max planeja spin-off centrado na Imperatriz Furiosa
O diretor e criador da franquia “Mad Max”, o australiano George Miller, revelou que tem interesse em produzir um filme centrado na Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), principal destaque de “Mad Max: Estrada da Fúria”. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, ele afirmou que deixou de fora, de propósito, a história da origem da personagem, que poderia ser explorada num spin-off. “Ela é muito intrigante, então seria ótimo contar sua história”, disse o cineasta. “As origens dela são bastante interessantes, nós apenas as aludimos em ‘Estrada da Fúria’, porque aquele filme é apressado e não tem muito tempo para jogar conversa fora. Mas você sente que ela já passou por muitas coisas.” O diretor revelou que tem dois roteiros prontos para continuar a história de “Mad Max”, mas ainda precisa conversar com a Warner para definir que caminho tomará. “‘Estrada da Fúria’ teve umas três versões diferentes em uma década. Iríamos filmar com o Mel Gibson em 2001, mas o 11 de setembro aconteceu, depois fomos para a Austrália e choveu no deserto depois de 15 anos, até que finalmente tivemos sinal verde para rodar no sul da África. Durante esse tempo, nos aprofundando na história e, nisso, terminamos com dois roteiros, sem realmente tentar. Estamos conversando com a Warner sobre isso agora, mas não sabemos qual das duas versões vai acontecer”, revelou ele. Ele também gostaria de filmar um projeto pequeno antes de voltar ao mundo apocalíptico de Max, que seja menos complicado e rápido de rodar. “Quero algo menor e que a gente consiga resolver rápido. Algo sem tantas dificuldades técnicas, que seja mais baseado na performance dos atores”, disse. “Mad Max: Estrada da Fúria” foi lançado em maio de 2015 e, apesar da repercussão, não se tornou um sucesso de bilheteria, arrecadando apenas US$ 375 milhões em todo o mundo – valor considerado baixo diante de seu orçamento de produção, estimado em US# 150 milhões. Mas o filme foi muito elogiado pela crítica e vem recebendo diversos prêmios, o que surpreendeu o estúdio, que passou a enxergar na produção a chance de conquistar alguns Oscars.
Zootopia: Ouça a canção de Shakira para a nova animação da Disney
A cantora Shakira divulgou o áudio da música-tema da animação “Zootopia – Essa Cidade É Um Bicho”. Chamada “Try Everything”, a música pode ser ouvida abaixo. Além de cantar, Shakira também vai dublar uma personagem, uma gazela que, claro, é cantora. Segundo John Lasseter, diretor do departamento de criação da Pixar e da Disney, o longa será um novo “clássico do estúdio”. A trama acompanha Nick Wilde (Rodrigo Lombardi na versão brasileira), uma raposa falastrona que é acusado de um crime que não cometeu. Para se safar, ele vai ter que contar com a ajuda de Judy Hopps (Monica Iozzi na versão brasileira), uma coelha policial moralista que não larga do seu pé. Na versão em inglês, as vozes dos dois personagens são dubladas por Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”) e Ginnifier Goodwin (série “Once Upon A Time”). Além deles, o elenco de dubladores originais inclui Idris Elba (“Círculo de Fogo”) e J.K. Simmons (“Whiplash – Em Busca Da Perfeição”). Dirigido por Byron Howard (“Enrolados”), Rich Moore (“Detona Ralph”) e o estreante Jared Bush (da equipe de “Operação Big Hero”), “Zootopia” estreia em 18 de fevereiro no Brasil, duas semanas antes do lançamento nos EUA.
Série Contos da Cripta vai voltar com produção de M. Night Shyamalan
A série “Contos da Cripta” vai ganhar uma nova versão. A atração voltará à TV pelo canal pago TNT, com produção do cineasta M. Night Shyamalan (“A Visita”). “Fazer parte de uma franquia tão amada quanto ‘Tales From the Crypt’, algo que eu cresci assistindo, e também ter a chance de expandir os limites do gênero na televisão, é uma oportunidade inspiradora que eu mal vejo a hora de começar”, disse Shyamalan, em um comunicado. Entretanto, o formato que a série tomará, em sua reencarnação, deverá ser bem diferente da produção original dos anos 1990. O diretor da TNT Kevin Reilly disse à revista Entertainment Weekly que o projeto nem sequer é uma série. Como assim? “Não é uma série, é um título sob o qual esperamos juntar muitas séries, todas unidas sob a marca ‘Tales from the Crypt’. Night vai certamente dirigir o primeiro e vamos ver como isso vai evoluir. Nós definitivamente vamos utilizar os quadrinhos em que o projeto se baseia”. “Contos da Cripta” era originalmente uma revista de quadrinhos de terror da editora EC Comics, que escandalizou os EUA nos anos 1950, quando foi considerada imprópria pela violência gráfica, dando origem à campanha que culminou na criação do Selo de Ética, uma censura imposta à publicação dos quadrinhos americanos. Além da série da HBO, exibida entre 1989 e 1996, a franquia também inspirou dois filmes. O retorno deve acontecer no próximo outono americano. Mas, segundo apurou o site Bloody Disgusting, os fãs podem se decepcionar pela ausência do personagem Guardião da Cripta. O site afirma que a criatura decrépita, marca dos quadrinhos e da série clássica, foi eliminado do revival, que deve seguir o formato de antologia anual popularizado por “American Horror Story”. O velho dublador do personagem, John Kassir, chegou a lamentar no seu twitter que “seria uma pena se o Guardião não apresentasse o show”.
Damien: O Anticristo se revela nas fotos e no trailer da série derivada de A Profecia
O canal pago americano A&E divulgou as fotos e o trailer de “Damien”, série baseada no clássico de terror “A Profecia” (1976). A prévia revela a trama, com diversas referências ao filme original, enquanto as fotos reúnem todos os personagens centrais. Criada pelo roteirista e produtor Glen Mazzara (showrunner da 2ª e 3ª temporadas de “The Walking Dead”), “Damien” vai mostrar o que aconteceu com a criança de “A Profecia”. Na trama em 1976, ele era um bebê misterioso, trocado pelo filho natimorto do embaixador americano em Roma, com o objetivo de crescer numa família influente. O segundo filme o mostrou ainda adolescente. Mas também houve um terceiro filme, com Damien já adulto (e interpretado por Sam Neill, de “Jurassic Park”), descobrindo sua missão de destruir a humanidade. A série se passará nesta fase. A atração traz Bradley James (o jovem Rei Arthur da série “Merlin”) na pele de Damien Thorn, mostrando sua reação ao descobrir, ao atingir a maturidade, suas verdadeiras origens. Mas embora relute, as pessoas a seu redor vão se esforçar para que ele siga o seu destino. O elenco também inclui Barbara Hershey (“Sobrenatural”), Megalyn Echikunwoke (série “The Following”), Omid Abtahi (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”), David Meunier (“O Protetor”) e Robin Weigert (série “Jessica Jones”). A produção é do estúdio Fox, que detém os direitos sobre a franquia de terror, e o piloto é dirigido pelo cineasta indiano Shekhar Kapur (“Elizabeth”) em sua estreia na TV americana. A estreia só deve acontecer em 2016.
Fuller House: Fotos reúnem o elenco da continuação de Três É Demais
O serviço de streaming Netflix divulgou as primeiras fotos oficiais de “Fuller House”, série que vai continuar a história da clássica “Três é Demais” (Full House). As imagens mostram como as intérpretes das meninas D.J., Steph e Kimmy cresceram desde os anos 1990, além de reunir os intérpretes de seus pais. A série de 1987 acompanhava um pai (Bob Saget) que tinha que criar as três filhas (vividas por Candace Cameron Bure, Jodie Sweetin e as gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen em um papel compartilhado) com a ajuda de dois solteirões (John Stamos e Dave Coulier). Fez tanto sucesso que durou oito temporadas no canal americano ABC e incontáveis reprises nas madrugadas da TV aberta brasileira. Na continuação, uma das filhas originais, D.J., passará por uma situação similar à vivida por seu pai. Viúva recente, mãe de dois filhos – de 12 e 7 anos de idade – e grávida do terceiro, ela contará com o apoio de sua família para dar conta do recado. A personagem voltará a ser vivida por Candace Cameron Bure, que tinha 10 anos de idade quando a série começou em 1987 e comemorou 18 ao final da atração, em 1995. O elenco inclui ainda sua irmã roqueira Stephanie Tanner (Jodie Sweetin) e sua melhor amiga Kimmy (Andrea Barber), que agora também tem uma filha adolescente. As três serão as protagonistas da atração, que também trará de volta Bob Saget como o pai de D.J., que continua amigo dos personagens de Dave Coulier e John Stamos. Além deles, Lori Loughlin voltará a interpretar a Tia Becky, esposa de Jesse (John Stamos). No final da série, ela deu luz a gêmeos, que devem ser referidos na trama. Apenas as gêmeas Olsen se recusaram a participar do projeto, afirmando que desistiram de atuar e hoje direcionam suas carreiras para o universo da moda – onde são muito bem-sucedidas, por sinal. O revival tem produção do próprio John Stamos, que divide a responsabilidade com Jeff Franklin, criador da série clássica, e Robert L. Boyett, produtor original de “Três É Demais”. A estreia acontece no Netflix em 26 de fevereiro.
Série Deadwood pode retornar como telefilme
Os fãs que ainda torcem por um final decente para a série “Deadwood”, precipitadamente cancelada em 2006, tiveram uma boa notícia do diretor de programação da HBO. Durante encontro com a imprensa no evento semestral da Associação dos Críticos de Televisão dos EUA, Michael Lombardo contou que David Milch, criador da atração, tem seu aval para produzir um telefilme para resgatar/encerrar a trama. “David tem o nosso comprometimento de que o faremos”, disse Lombardo. “Ele apresentou o que pensou, de um modo geral, como seria a história — e, conhecendo David, isso pode mudar. Mas irá acontecer”, afirmou o executivo, que concorda que o final não foi satisfatório para os fãs. Segundo o executivo, o problema será ajustar as agendas do elenco original, que contava com Timothy Olyphant, Ian McShane, Molly Parker, Garret Dillahunt e Brad Dourif, entre outros, mas ele pretende deixar esse problema nas mãos de David Milch, assim como a definição da data de estreia da produção. Mas isso ainda deve demorar, uma vez que o roteirista atualmente trabalha em outro projeto. “Assim que terminar, ele voltará sua atenção para o roteiro de ‘Deadwood’.” Em agosto, o ator Garret Dillahunt chegou a fazer campanha para a retomada da série, ao postar no seu Twitter a seguinte mensagem: “Vamos HBO, vocês fizeram o filme de ‘Entourage’… Deem um encerramento aos fãs de ‘Deadwood’, vocês podem”. “Deadwood” narrava a origem de uma cidade no Velho Oeste americano, mostrando seus moradores implacáveis e violentos na tentativa de estabelecer uma comunidade. A série era protagonizada por Timothy Olyphant como o xerife brutal Seth Bullock e Ian McShane como o dono de saloon Al Swarengen, que marcou os telespectadores com seu jeito irascível e palavrões constantes. A série durou três temporadas, entre 2004 e 2006, e seu cancelamento foi marcado por protestos dos fãs.
Guillermo del Toro negocia dirigir remake de Viagem Fantástica
O cineasta Guillermo del Toro (“A Colina Escarlate”) está negociando dirigir uma nova versão da sci-fi clássica “Viagem Fantástica” (1966) para a 20th Century Fox. A informação é do site The Hollywood Reporter. O projeto tem produção de James Cameron (“Avatar”) e já vem sendo desenvolvido há anos. A demora tem a ver com o perfeccionismo de Cameron, que já recusou roteiros de Shane Salerno (“Armageddon”), do casal Cormac e Marianne Wibberly (“A Lenda do Tesouro Perdido”) e de Laeta Kalogridis (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”). A versão mais recente da trama foi escrita por David Goyer (trilogia “Batman”), com quem Del Toro trabalhou em “Blade 2” e no abortado projeto de “Nas Montanhas da Loucura”, adaptação de H.P. Lovecraft. O filme original de 1966 acompanhava um grupo de cientistas que, durante a Guerra Fria, era miniaturizado para iniciar uma jornada no corpo de um diplomata, vítima de um atentado terrorista, para curá-lo de um coágulo no cérebro. Dirigido por Richard Fleischer (“Conan, o Destruidor”), o filme trazia Rachel Welch, Stephen Boyd e Donald Pleasence injetados dentro do corpo humano, a bordo de um submergível que mais parecia uma nave espacial. “Viagem Fantástica” ganhou dois Oscars, de Efeitos Especiais e Direção de Arte. E fez tanto sucesso que rendeu um desenho animado, exibido dentro do programa infantil “Banana Splits” (1968), além de ter inspirado uma comédia da década de 1980, “Viagem Insólita” (1987).
Robert Balser (1927 – 2016)
Morreu Robert Balser, diretor de animação do musical psicodélico dos Beatles “Submarino Amarelo” (Yellow Submarine, 1968) e do icônico “Heavy Metal – Universo em Fantasia” (1981). Ele faleceu no sábado passado (7/1), num hospital de Los Angeles, de insuficiência respiratória aos 88 anos de idade. “Submarino Amarelo” foi seu primeiro trabalho em longa-metragem, numa carreira que começou com curta-metragens escandinavos e espanhóis, em 1961. Na produção dos Beatles, Balser foi responsável por supervisionar 200 animadores, que realizaram a obra em ritmo frenético e com orçamento mínimo, finalizando-a em menos de um ano. Não havia sequer roteiro, apenas quatro músicas inéditas dos Beatles, que não se envolveram na produção nem para dublar suas contrapartes animadas. Além das músicas, o único ponto de partida era o submarino amarelo do título, de onde veio a ideia de usá-lo numa viagem. Balser contou que o resto só surgiu após muito whisky compartilhado com o codiretor de animação Jack Stokes, mas o resultado foi surpreendente. Com seu visual de pop-art, esquema de cores Day-Glo e personagens bizarros, o filme foi comparado a uma viagem de LSD, conjurando imagens para a psicodelia dos anos 1960 e, de quebra, tornando-se uma das produções mais populares e influentes da história da animação. O sucesso lhe rendeu o convite para criar a abertura animada do filme “Inspetor Clouseau” (1968), terceiro longa da franquia “Pantera Cor-de-Rosa”. Mas logo ele se voltou à televisão, onde também trabalhou em animações antológicas, como a série animada do grupo musical Jackson Five, nos anos 1970, e “A Turma do Charlie Brown”, nos anos 1980. Balser também trabalhou na adaptação de “As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, produzida para a televisão em 1979, antes de fazer outra obra cultuada, dirigindo a sequência do personagem “Den” na adaptação dos quadrinhos “Heavy Metal”. Suas cenas foram consideradas o ponto alto do filme, que marcou época pelo pioneirismo, ao oferecer fantasia animada para maiores, entre muito sexo, drogas e rock’n’roll.
Elenco confirmado: Gwen Stefani é uma troll, assim como Justin Timberlake e Anna Kendrick
A DreamWorks Animation confirmou o elenco completo da animação dos bonecos Trolls. Pelo Twitter, o estúdio divulgou uma coleção de fotos dos atores e os bonecos que interpretarão no filme. E além do casal vivido por Justin Timberlake (“Aposta Máxima”) e Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”), a produção contará com as vozes da cantora Gwen Stefani (“O Aviador”), James Corden (“Caminhos da Floresta”), Russell Brand (“Rock of Ages”), Kunal Nayyar (série “The Big Bang Theory”), Ron Funches (“O Durão”) e dupla musical Icona Pop. A seleção praticamente garante que o filme terá muita música. Timberlake, aliás, é também produtor executivo musical do projeto e está compondo canções inéditas para a trama. Para quem não lembra dos Trolls, eles são aquelas bonecas de cabelos arrepiados, criadas em 1959 pelo pescador e lenhador dinamarquês Thomas Dam como presente para sua filha. Os bichos feios viraram febre nos anos 1960, voltando à moda há 20 anos com lançamento de uma nova linha de produtos. A animação vai acompanhar um casal de trolls, Branch (voz de Timberlake) e a Princesa Poppy (Kendrick), numa aventura descrita como “épica”. Com roteiro de Erica Rivinoja (“Tá Chovendo Hambúrguer 2”) e direção de Mike Mitchell (“Alvin e os Esquilos 3”) e Walt Dohrn (roteirista de “Shrek 2”), “Trolls” estreia em 27 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos cinemas americanos, previsto para 4 de novembro.
Invocação do Mal 2: Trailer assustador marca volta de James Wan ao terror
A Warner Bros divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Invocação do Mal 2”, continuação do terror de 2013. A prévia é assustadora, embora insista que se trata de uma história real, extraída dos arquivos de Lorraine e Ed Warren, o casal de investigadores paranormais vividos no cinema por Vera Farmiga e Patrick Wilson. Desta vez, eles investigam a famosa assombração de Enfield, que aflige uma família em Londres, especialmente a filha Janet (Madison Wolfe, de “O Herdeiro do Diabo”), aterrorizada por um poltergeist. Novamente escrito pelos irmãos Chad e Corey Hayes, “Invocação do Mal 2” ainda traz de volta o diretor James Wan, que retomar o terror após bater recordes de bilheteria com seu primeiro filme de ação, “Velozes & Furiosos 7”. A estreia está marcada para 9 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Spotlight denuncia um dos maiores escândalos do século em homenagem ao bom e velho jornalismo
Um dos filmes mais incensados pela crítica americana em 2015, favorito a diversos prêmios da temporada, “Spotlight – Segredos Revelados” chega aos cinemas em sintonia com estes tempos de denúncias de esquemas de corrupção em grandes corporações e no governo, mas também das revelações pessoais em redes sociais, de gente disposta a compartilhar a sua própria experiência como vítima de abuso sexual na infância ou na adolescência. O longa de Tom McCarthy trata de um escândalo específico, trazido à luz pela imprensa americana em 2002: o número alarmante de ocorrências de padres católicos que abusaram sexualmente de crianças em suas paróquias. A trama acompanha o trabalho investigativo de um grupo de repórteres do jornal The Boston Globe, que tem início com a chegada de um novo editor, interessado no caso de abuso de um padre local, abafado pela Igreja. Puxando o fio da meada, a investigação chega a novos casos e passa a ganhar proporções assustadoras, envolvendo dezenas de sacerdotes e vítimas. Mas nenhum caso tivera repercussão até então, graças ao trabalho de advogados, acordos financeiros e pressão social. Impressionados com a descoberta, os repórteres decidem enfrentar a poderosa Igreja Católica, revelando uma sordidez que repercute até os dias de hoje, levando até o Papa Francisco a se manifestar. Além da trama relevante, “Spotlight” materializa uma realização técnica admirável. A fotografia, de Masanobu Takayanagi, dá profundidade de campo a ambientes de trabalho reduzidos, como a redação do jornal, e a cenografia, figurino etc. também não ficam atrás. A reconstituição é fidedigna e feita de forma discreta e sóbria, evocando a estética elegante de clássicos do jornalismo político, como “Todos os Homens do Presidente”, de Alan J. Pakula, e “Rede de Intrigas”, de Sidney Lumet, ambos de 1976, com direito a toda a carga de urgência e suspense que obras como essas requerem. Para completar, o elenco é formado por artistas de peso como Michael Keaton (“Birdman”), Mark Ruffalo (“Os Vingadores”), Rachel McAdams (“Questão de Tempo”), Brian d’Arcy James (série “Smasht”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) e John Slattery (série “Mad Men”), intérpretes da equipe que sacrifica a vida pessoal pela dedicação ao trabalho. De fato, é curioso como os cônjuges dos jornalistas praticamente não aparecem em cena, sinalizando a obsessão pela notícia que marca a vida desses profissionais. O filme também apresenta seu caso como um símbolo de resistência, diante do fechamento ou demissões em massa que vêm acontecendo nos jornais, devido à popularização dos sites da internet. O fato é que a nova mídia não demonstrou, até agora, interesse em bancar investigações ao longo de meses de pesquisa e aprofundamento como a realizada pela equipe de “Spotlight”. A perda dos jornais, representaria a perda da informação. Portanto, “Spotlight” supre duas funções: o de filme-denúncia e de filme-homenagem ao estilo de jornalismo old school e às pessoas que o fazem/faziam. Mas é mesmo como filme-denúncia que a obra de Tom McCarthy se mostra mais contundente, ao revelar uma instituição religiosa insuspeita como uma espécie de máfia, capaz de esconder todas as fontes, comprar advogados ou oferecer altas somas em dinheiro em troca do silêncio. Troque a religião por partido político, e a história também pode servir de paradigma para iluminar outras lamas profundas.
Pior filme do ano, The Ridiculous 6 é o maior sucesso da Netflix
A comédia western “The Ridiculous 6”, um dos piores filmes de 2015, é um sucesso de público, garante Ted Sarandos, diretor de conteúdo do Netflix. Lançada com exclusividade pelo serviço de streaming em dezembro, a produção estrelada por Adam Sandler foi o filme mais visto no espaço de um mês desde a inauguração do Netflix. Quantos viram? Ninguém sabe. O Netflix não revela números nem permite auditoria na audiência de seu serviço. É preciso, então, acreditar cegamente na palavra de Sarandos, aceitando que “muitos” viram, mais do que viram outros programas. “The Ridiculous 6” é o recordista de críticas negativas de 2015. Conseguiu a façanha de cravar 0% de aprovação no site Rotten Tomatoes, e só não fez menos porque a medição não conta saldo abaixo de zero. Assim sendo, nenhum outro filme lançado no ano passado teve pior repercussão que ele. A crítica simplesmente destruiu o filme, que é o primeiro lançamento do Netflix com Sandler. Outros virão, com chance de superar este. Clique aqui para ler o que os críticos americanos disseram sobre o lançamento. “Ridículo”, o título do próprio filme, foi o comentário mais ameno. “Um novo baixo nível para as comédias cinematográficas”, resumiu mais recentemente o crítico do site Playlist. A produção foi notícia por conta do protesto de seu elenco de figurantes indígenas, que teria abandonado as filmagens acusando o roteiro de insultar as mulheres e anciãos nativos americanos e de mostrar a cultura apache de maneira “grosseira”. O filme tem direção de Frank Coraci (“Juntos e Misturados”) e mostra Sandler como um órfão criado numa tribo indígena com cinco meio irmãos, interpretados por Taylor Lautner (“Crepúsculo”), Rob Schneider (“Gente Grande”), Luke Wilson (“Legalmente Loira”), Terry Crews (“Os Mercenários”) e Jorge Garcia (série “Lost”). O elenco é grandioso e ainda inclui Nick Nolte (“Caça aos Gângsteres”), Steve Buscemi (série “The Boardwalk Empire”), Will Forte (“Nebraska”), John Turturro (“Transformers”), Harvey Keitel (“O Grande Hotel Budapeste”), David Spade (“Gente Grande”), Nick Swardson (“Esposa de Mentirinha”), Jon Lovitz (“Gente Grande 2″), Whitney Cummings (série “Whitney”), Steve Zahn (“Clube de Compras Dallas”), Danny Trejo (“Machete”), Chris Parnell (“Anjos da Lei”), Lavell Crawford (série “Breaking Bad”) e os cantores Blake Shelton (série “Maliby Country”) e Vanilla Ice (“As Tartarugas Ninja II – O Segredo do Ooze”).












