Diretor de Creed é confirmado no filme do super-herói Pantera Negra
Dez dias após a notícia ter sido confirmada por várias fontes, o Marvel Studios oficializou o cineasta Ryan Coogler como diretor do filme “Pantera Negra”. Responsável pelos elogiados “Fruivale Station” (2013) e o recente “Creed: Nascido para Lutar”, Coogler estava no radar da Marvel há bastante tempo. O estúdio tentou atraí-lo para o projeto quando ele ainda estava envolvido na pós-produção de “Creed”. Na ocasião, teria dito que não se sentia preparado para o desafio. A repercussão do lançamento de “Creed”, contudo, mostra que ele já é um diretor mais que preparado. “Temos a sorte de ter um cineasta tão estimado juntando-se à família Marvel”, disse o presidente do estúdio Kevin Feige em um comunicado. “O talento demonstrado por Ryan em seus dois primeiros filmes o tornaram facilmente a nossa escolha prioritária para dirigir ‘Pantera Negra’. Muitos fãs esperaram muito tempo para ver o Pantera Negra em seu próprio filme, e com Ryan sabemos que nós encontramos o diretor perfeito para trazer a história de T’Challa à vida”. Apesar da declaração oficial, o acordo com Coogler foi feito após duas recusas. Em busca de um cineasta negro para o cargo, a Marvel ouviu antes o não de Ava DuVernay (“Selma”) e F. Gary Gray (“Straight Outta Compton”). Com o diretor definido, a previsão é que o filme do “Pantera Negra” seja lançado nos cinemas no dia 6 de julho de 2018. Já o personagem, interpretado por Chadwick Boseman (“James Brown”), fará sua primeira aparição já neste ano, em “Capitão América: Guerra Civil”, que estreia em 28 de abril no Brasil.
Atriz de The Walking Dead será a mãe de Tupac Shakur no cinema
A atriz Danai Gurira (Michonne na série “The Walking Dead”) juntou-se ao elenco da cinebiografia do rapper Tupac Shakur, “All Eyez on Me”. Segundo o site Deadline, ela vai interpretar a mãe de Tupac, Afeni Shakur, que foi uma militante dos Panteras Negras e passou a gravidez na prisão. A produção já está sendo filmada em Atlanta, na Georgia – mesmo estado americano em que transcorre a série “The Walking Dead” – , e será estrelada por Demetrius Shipp Jr., ator novato, que participou do reality “#unlock’d” e que chama atenção pela semelhança física com o rapper. A direção está a cargo de Benny Boom, outro estreante, que fez carreira como diretor de videoclipes e comerciais. E a própria Afeni Shakur é uma das produtoras. O filme pretende mostrar todos os lados de Tupac, com ênfase no sucesso, mas sem esconder as controvérsias, que o levaram à prisão e também à morte. Tupac morreu em 1996, aos 25 anos, em um tiroteio. E desde sua morte se tornou um ícone, aparecendo em diversos produtos e inspirando teorias de conspiração sobre ter sobrevivido – o que explicaria a vasta quantidade de músicas inéditas de seu repertório póstumo. “All Eyez on Me” ainda não tem previsão de estreia.
Jamie Foxx será João Pequeno no novo filme de Robin Hood
O ator Jamie Foxx (“Django Livre”) viverá João Pequeno (Little John) no novo filme de Robin Hood, atualmente em desenvolvimento no estúdio Lionsgate. A informação é do site Deadline, que não diz se tratar de uma comédia. Se fosse, já seria possível imaginar as piadas sobre o que ele teria de pequeno – ou grande, conforme a lenda dos fora-da-lei de Sherwood. Ele vai se juntar aos já confirmados Taron Egerton (“Kingsman – Serviço Secreto”), intérprete do novo Robin Hood, e Eve Hewson (série “The Knick”), filha do cantor Bono Vox, que viverá Lady Marian. O filme tem roteiro de Joby Harold, também responsável pela história de origem do Rei Artur, “Knights of the Roundtable: King Arthur”, que teve seu lançamento adiado indefinidamente. A direção está a cargo de Otto Bathurst (série “Peaky Blinders”), que fará sua estreia no cinema. “Robin Hood: Origins” ainda inclui entre seus produtores o astro Leonardo DiCaprio (“O Regresso”), e até o momento não tem previsão de estreia.
Laura Vandervoort, a Supergirl de Smallville, entra na série Supergirl
A atriz Laura Vandervoort, que interpretou Supergirl na série “Smallville”, vai se juntar ao elenco da série “Supergirl” em papel recorrente, informou o site da revista Variety. Apesar de seu passado a qualificar para viver a versão “bizarro” da Supergirl, ela interpretará Indigo, uma heroína/vilã dos quadrinhos dos Jovens Titãs. A personagem foi apresentada nas revistas da DC Comics como descendente futurista do vilão alienígena Brainiac, mas supostamente mocinha, como seu bisavô Brianiac 5 (da Legião dos Super-Heróis). Entretanto, a personalidade de Indigo era na verdade um programa de computador, para que a vilã pudesse se infiltrar entre os Titãs com a missão de matar Donna Troy. Sua participação teve impacto devastador, como mostrado na minissérie “Titãs & Justiça Jovem – Dia de Formatura”, publicada em 2003. Na série, Indigo será um supercomputador vivo, condenado à prisão em Fort Rozz após se voltar contra os habitantes de Krypton, até se libertar com a queda da nave-cadeia-dimensional na Terra. A participação de uma personagem relacionada à cronologia da Legião dos Super-Heróis aumenta a expectativa em torno da introdução de outros heróis super-poderosos na série. Nos quadrinhos, Mon-El foi um dos exilados mais famosos da Zona Fantasma (a versão original do chamado Fort Rozz), antes de ser libertado pela Legião. Além disso, Supergirl se apaixonou por Brainiac 5, o bisavô de Indigo, que conheceu durante suas viagens ao futuro. Vandervoort vai estrear no episódio 15 da série, tornando-se a terceira Supergirl da produção. Ela vai se juntar a Melissa Benoist, estrela da atração, e Helen Slater, que protagonizou o filme “Supergirl” em 1984. Na série, Slater vive a mãe adotiva de Benoist.
The 100: Novo comercial mostra Clark caçada como criminosa de guerra
A rede americana CW divulgou um novo comercial da 3ª temporada de “The 100”, que revela como os personagens estão lidando com o massacre do Monte Weather. O principal desenvolvimento diz respeito à protagonista Clarke (Eliza Taylor), que reaparece ruiva e, segundo Indra (Adina Porter), caçada por todos, como uma criminosa de guerra. A série sci-fi juvenil retorna no dia 21 de janeiro na televisão norte-americana. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago MTV.
Versão jovem de Han Solo pode estrear em Rogue One, próximo filme de Star Wars
Os fãs de “Star Wars” podem conhecer a versão juvenil de Han Solo antes do esperado. Ao publicar uma lista de candidatos ao papel no futuro spin-off dedicado ao personagem, previsto apenas para 2018, a revista Variety revelou que a razão para a escolha acontecer com tanta antecedência seria a participação do herói no filme que estreia já neste ano, “Rogue One – A Star Wars Story”. De acordo com a Variety, o jovem Han Solo deverá ser introduzido na trama, numa pequena aparição, o que faz com que o estúdio precise definir o ator antes de iniciar a produção de seu filme, com o perdão do trocadilho, solo. Aproximadamente 12 atores estariam na lista final de candidatos, dentre eles Miles Teller (“Quarteto Fantástico”), Ansel Elgort (“Divergente”), Dave Franco (“Vizinhos”), Jack Reynor (“Transformers – Era da Extinção”), Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”), Logan Lerman (“Corações de Ferro”), Emory Cohen (“Brooklyn”) e Blake Jenner (série “Glee”). “Rogue One – A Star Wars Story” será a primeira produção de uma série de spin-offs programados com o objetivo de explorar histórias independentes da franquia, sem ligação direta com os filmes principais, chamados de Episódios. Por sinal, a época em que se passa a trama, entre os eventos mostrados entre “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005) e “Guerra nas Estrelas” (1977), coincide com o período que será abordado no próximo spin-off, dedicado a Han Solo. A estreia do primeiro spin-off está marcada para o dia 15 de dezembro deste ano, enquanto o próximo terá lançamento apenas em 25 de maio de 2018.
House of Cards: Novo teaser da 4ª temporada traz Frank Underwood em campanha eleitoral
O serviço de streaming Netflix divulgou o novo teaser da 4ª temporada de “House of Cards”. O vídeo traz Frank Underwood (Kevin Spacey) em clima eleitoral, discursando em tom de campanha à presidência dos EUA. A imagem publicitária, porém, é entrecortada por cenas de sexo, arrogância, violência e assassinatos cometidas pelo personagem desde a 1ª temporada. Atual presidente americano na série, Frank Underwood não foi eleito ao cargo, assumindo o poder após uma série de manobras que o transformaram em vice e, posteriormente, presidente. Com a popularidade em queda, ele vai enfrentar, na nova temporada, sua primeira disputa eleitoral ao cargo, contrariando inclusive a vontade de seu próprio partido, disposto a “fazer o diabo” para se manter no poder. A 4ª temporada de “House of Cards” estreia no dia 4 de março no Netflix
Playlist: Veja um resumo da carreira de David Bowie em 55 aparições televisivas
David Bowie foi um astro midiático, que chamava atenção por sua identidade visual marcante. E isto lhe abriu lhe as portas da televisão, rendendo uma profusão de apresentações em programas de entrevistas, premiações e especiais musicais. A seleção abaixo cobre o período de 1969 a 2003, do primeiro hit, “Space Oddity”, ao início de seu afastamento voluntário, em decorrência dos problemas de saúde. Mesmo com alguns buracos significativos nos anos 1980, quando os videoclipes passaram a substituir os shows de estúdio como forma de divulgar artistas na televisão, o apanhado é uma coleção de sucessos, por isso houve o cuidado de evitar repetir canções. Há apenas uma reprise, no último dos 55 vídeos abaixo, por se tratar de um dueto, representando o apelo do cantor para as gerações mais novas. Confira.
Trilha Sonora: Veja 15 cenas icônicas de cinema marcadas pelas músicas de David Bowie
A contribuição de David Bowie ao cinema foi além da atuação. Suas músicas deram vida a inúmeras cenas de filmes, alguns deles bastante cultuados. A popularidade de seu repertório é tanta que, em seu levantamento, o IMDb registrou nada menos que 452 gravações compostas pelo lendário cantor em trilhas de filmes e séries. A mais recente trilha memorável chegou às telas há apenas três meses, tornando-se um dos pontos altos de “Perdido em Marte” (2015). A cena marciana, ao som de “Starman”, ainda não apareceu no YouTube, mas deu para encontrar outras 15 sequências extraídas de filmes diversificados, que realmente foram valorizados pela inclusão de canções de Bowie. A lista inclui belas, divertidas e icônicas cenas de “The Runaways – Garotas do Rock (2010), “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Zoolander” (2001), “Rush: No Limite da Emoção” (2013), “Coração de Cavaleiro” (2001), “Loucamente Apaixonados” (2011), “Eu e Você” (2012), “Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída” (1981), “As Vantagens de Ser Invisível” (2012), “Bastardos Inglórios” (2009), “Estrada Perdida” (1997), “Seven: Os Sete Crimes Capitais” (1995), “Sangue Ruim” (1986), “Frances Ha” (2012) e “Boy Meets Girl” (1984). Confira:
David Bowie (1947 – 2016)
Morreu o cantor David Bowie, um dos artistas mais importantes do século 20, que além de um inestimável legado musical também se destacou no cinema, ao estrelar filmes cultuados como a sci-fi “O Homem que Caiu na Terra” (1976) e o terror “Fome de Viver” (1983). Ele faleceu no domingo (10/8) após uma batalha de 18 meses contra um câncer, informou sua assessoria de imprensa. Nascido David Robert Jones em Londres em 8 de janeiro de 1947, Bowie adotou o nome artístico com o qual ficou famoso em 1966, para não ser confundido com Davy Jones, cantor da banda The Monkees. Ele tocou saxofone, trabalhou com mímica e passou por várias bandas até iniciar sua carreira solo. Seu primeiro hit, lançado em 1969, foi a música “Space Oddity”, uma ode ao astronauta perdido no espaço Major Tom, que consagraria sua ligação com a sci-fi. Este elo seria ainda mais fortalecido com o lançamento, em 1972, do álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, em que Bowie concebeu sua persona de rock star alienígena. Foi esta relação que levou o cineasta Nicolas Roeg a convidá-lo a estrelar seu primeiro longa-metragem. Mas Bowie já vinha atuando desde o início da carreira musical, fazendo teatro e mímica, tendo iniciado no cinema com um curta de terror de 1967, “The Image”. Em “O Homem que Caiu na Terra” (1976), Bowie deu vida a um alienígena disfarçado de cientista visionário, que vem à Terra em busca de água para salvar seu planeta natal. Com imagens marcantes, o filme ganhou status de cult e influenciou os próximos passos estéticos da carreira do cantor. Além de se dedicar a uma sonoridade mais “futurista”, que viria a influenciar a new wave, Bowie usou fotos do filme nas capas de dois de seus discos mais célebres, “Station to Station” (1976) e “Low” (1977). Ele teve outro papel marcante em “Apenas um Gigolô” (1978), como um gigolô de mulheres ricas na Berlim dos anos 1920. Na época da produção, Bowie vivia justamente em Berlim, absorvendo influências do kraut rock para seus discos mais inovadores. E apesar da música-tema ter sido gravada por Marlene Dietrich (em seu último longa-metragem), a trilha de “Apenas um Gigolô” registrou a primeira música composta por Bowie para o cinema, “Revolutionary Song”. Sua ligação com Berlim voltou a ser explorada em outro filme cult, “Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída” (1981), no qual interpretou a si mesmo, cantando seus sucessos durante um show visto pela jovem protagonista (Natja Brunckhorst). A ênfase em suas músicas dividiu espaço na trama com cenas sórdidas, de consumo de drogas e sexo em banheiros imundos da cidade que, na época, era considerada a capital mais punk do mundo. Bowie voltou a Londres, mas manteve sua ligação com a cultura alemã ao interpretar um texto do grande dramaturgo bávaro Bertolt Brecht no telefilme “Baal” (1982), produção da BBC em que viveu o papel-título. Fã de Brecht, o cantor já havia gravado “Alabama Song” em 1980 e, após “Baal”, lançou um disco com cinco músicas da peça. A paixão pelo teatro também o levou a estrelar uma montagem de “O Homem Elefante” na Broadway. E essa performance acabou convencendo o grande mestre Nagisa Ôshima (“O Império dos Sentidos”) a lhe dar o papel principal, como um prisioneiro de guerra, em “Furyo, Em Nome da Honra” (1983). “Furyo” chegou a causar polêmica por mostrar a tensão homossexual exercida por Bowie sobre seu captor, um oficial japonês vivido por outro músico, Ryuichi Sakamoto – premiado, inclusive, pela trilha sonora do filme. E para evitar censura do estúdio em sua primeira incursão ocidental, Oshima assumiu riscos, recusando-se a fazer cópias para enviar a película original pelo correio, para ser editada no Japão, longe dos executivos da Recorded Picture Company, enquanto conduzia as filmagens. No mesmo ano, Bowie ainda incorporou um vampiro em outro trabalho cult: “Fome de Viver” (1983), primeiro filme do diretor inglês Tony Scott (“Top Gun”). O terror abria com um show underground da banda Bauhaus (que já havia gravado um cover de “Ziggy Stardust”) e, com sua estética próxima dos videoclipes, ajudou a popularizar o som e o visual da juventude gótica. O próprio Bowie tinha antecipado esta tendência com a faixa-título do disco “Scary Monsters”, em 1980, e consolidou sua influência sobre aquela era com a composição da música-tema do terror “A Marca da Pantera” (o hit “Putting Out the Fire”), também lançado em 1983. Com a experiência adquirida no cinema, ele começou a dirigir seus primeiros clipes no começo dos anos 1980, como o célebre “Ashes to Ashes” e “Loving the Alien”. Mas um clipe mais elaborado, para a música “Blue Jean”, o levou a trabalhar com o diretor Julien Temple (do filme dos Sex Pistols, “The Great Rock ‘n’ Roll Swindle”). Os dois ficaram amigos e Bowie topou estrelar o próximo longa do cineasta, o musical “Absolute Beginners” (1986). Adaptação do romance de Colin MacInnes, Absolute Beginners era uma homenagem à juventude londrina do final dos anos 1950, basicamente pré-mod, e trazia Bowie, como um guru motivacional, cantando duas músicas, inclusive a faixa-título. Ambicioso, o filme acabou decepcionou nas bilheterias, mas ganhou sobrevida como artefato dos anos 1980, graças às participações de artistas como Patsy Kensit, Sade, Jerry Dammers e o grupo Style Council. A impressionante lista de cults de sua filmografia ainda inclui outro projeto repleto de celebridades, a comédia “Um Romance Muito Perigoso” (1985), do diretor John Landis (que fez “Um Lobisomem Americano em Londres” e o famoso clipe de “Thriller”, de Michael Jackson). No filme, Bowie vivia um assassino profissional no encalço da ladra de jóias interpretada por Michelle Pfeiffer (“Batman 2”), mas o elenco era praticamente submerso pela quantidade de figurantes notáveis, a maioria deles cineastas, como Roger Vadim, David Cronenberg, Jonatham Demme, Lawrence Kasdan, Don Siegel, Jack Arnold, Paul Mazursky, Jim Henson, etc. O cantor acabou trabalhando com um desses diretores logo em seguida, ao viver o rei duende de “Labirinto – A Magia do Tempo” (1986), clássico infantil de Jim Henson. Último longa do criador dos “Muppets”, o filme trazia Bowie sob a maquiagem de uma criatura mágica, que, ao atender a um desejo da jovem Jennifer Connelly (vencedora do Oscar por “Uma Mente Brilhante”), então com 16 anos de idade, gera consequências terríveis. Infelizmente, nem a atração de novos bonecos fantoches impediu seu fracasso nas bilheterias. Henson ficou tão abatido que nunca mais filmou novamente, mas a passagem do tempo também fez deste mais um cult na filmografia de Bowie. De fato, o artista tinha uma forte intuição a respeito de que papeis deveria interpretar, causando frisson pelo simples fato de aparecer em cena em determinado contexto. Isto o levou a viver desde um tubarão na comédia “O Pirata da Barba Amarela” (1983) até Pôncio Pilatos em “A Última Tentação de Cristo” (1988), o retrato polêmico da crucificação de Jesus dirigido por Martin Scorsese. Também o colocou com um distintivo do FBI no filme derivado da série “Twin Peaks”, “Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992), e até sob a peruca de Andy Warhol na cinebiografia “Basquiat – Traços de Uma Vida” (1996). Nem todos os seus filmes, porém, resistiram para a posteridade. Embora simpático, “Romance por Interesse” (1991) não causou a menor repercussão. E a curiosidade tinha limites, como demonstraram suas participações em alguns filmes B do final de sua carreira: o spaghetti western “Duelo de Forasteiros” (1998), única chance de ver Bowie como cowboy, o policial “Everybody Loves Sunshine” (1999), no qual contracenou com o DJ Goldie, a fantasia “Mr. Rice’s Secret” (2000) e o thriller “Reação Colateral” (2008), grandes desperdícios de seu talento. Ele também serviu de anfitrião para a série de terror “The Hunger”(1997–2000), produção de Tony Scott, que evocava o título original de “Fome de Viver”. E encerrou sua filmografia com dois grandes personagens finais. Além de interpretar o inventor Nikola Tesla na fantasia “O Grande Truque” (2006), de Christopher Nolan, ele se dedicou a seu último e grande papel, como o cantor David Bowie. Bowie viveu Bowie na comédia “Zoolander” (2001), nas séries “Full Stretch” (em episódio de 1993), “Nathan Barley” (em 2005) e “Extras” (em 2006), e no musical adolescente “High School Band”, seu último filme, lançado em 2009, dedicando, desde então, suas interpretações finais aos clipes de seus últimos álbuns, “The Next Day” (2013) e o recém-lançado “Blackstar” (2016). Em seu último vídeo, “Lazarus”, lançado três dias antes de sua morte, ele aparecia numa cama de hospital, saindo de cena num armário escuro, similar a um caixão, vestindo a roupa da contracapa do disco “Station to Station”. O produtor Tony Visconti, responsável por “Blackstar” e parceiro de Bowie desde os anos 1960, disse que o cantor fez de seu último disco uma cerimônia de despedida. Segundo ele, o disco foi concebido para ser uma espécie de adeus aos fãs. “Sua morte não foi diferente da sua vida: uma obra de arte. Ele fez ‘Blackstar’ para nós, foi um presente de despedida. Eu sabia, há um ano, que seria assim. No entanto, não estava preparado”. Distante da mídia nos últimos anos, Bowie já vinha se despedindo dos amigos há tempos. Segundo sua biógrafa Wendy Leigh, ele sofreu seis ataques cardíacos nos últimos anos. “Ele estava muito perto do limite, mas eu acredito que David dirigiu sua vida e sua morte”, disse a escritora em entrevista à BBC. “Acredito que Iman (mulher do músico), por mais trágico que seja para ela, que Duncan (filho do músico), por mais trágico que seja, estavam preparados dia a dia, mês a mês, ano a ano para o dia de sua passagem”. A modelo Iman era a mulher de Bowie desde 1992. Duncan é o filho do primeiro casamento do cantor, com Angela Bowie (que soube da morte de Bowie de forma horrível, pela produção do reality show “Celebrity Big Brother”, onde está confinada). O jovem herdeiro do sobrenome Jones é diretor de cinema e se especializou no gênero que projetou o pai, a ficção científica, tendo dirigido os elogiados filmes “Lunar” (2009) e “Contra o Tempo” (2011). Os fãs, porém, não sabiam a luta que o cantor travava, especialmente diante da qualidade artística de “Blackstar”. “Talentoso. Único. Genial. Inovador. O homem que caiu na Terra. Seu espírito viverá eternamente”, resumiu Madonna, em meio a a onda de comoção mundial, que inundou as redes sociais.
O Regresso é o grande vencedor do Globo de Ouro 2016
O Globo de Ouro 2016 entregou alguns prêmios irrelevantes na noite de domingo (10/1), conforme destacou o apresentador Ricky Gervais, que, entre suas várias piadas de baixo nível, aproveitou para destacar o formato anatomicamente adequado do troféu, “um pedaço de metal que alguns jornalistas senis distribuem para poder tirar selfies com famosos”. “Não tem importância nenhuma”, resumiu. Quando a estatueta anatômica chegou nas mãos de Lady Gaga, premiada como Melhor Atriz em Minissérie, deu para ver que Gervais falava sério. Mas o ponto alto ainda viria na consagração do “hilário” (segundo Gervais) “Perdido em Marte”, que venceu dois prêmios como Melhor Filme de Comédia e Melhor Ator em Comédia (Matt Damon). Nas categorias de cinema, ele só foi superado por “O Regresso”, o grande vencedor da noite com três troféus: Melhor Filme de Drama, Melhor Ator em Drama (Leonardo DiCaprio) e Melhor Diretor de Drama (Alejandro González Iñárritu). Claro que “O Regresso” é o filme a ser batido no Oscar, mas a premiação na categoria errada de “Perdido em Marte” foi basicamente uma homenagem a Ridley Scott, que, apesar de sua carreira bem-sucedida, nunca tinha sido premiado antes – ele levou o Globo como produtor da “comédia”. E este, de fato, foi o principal mote do Globo de Ouro 2016, uma cerimônia de homenagens. As homenagens incluíram o troféu para Ennio Morricone, que segundo Quentin Tarantino, em seu discurso de agradecimento no lugar do compositor italiano, nunca tinha vencido um prêmio antes em Hollywood – não é verdade, já que o próprio Globo de Ouro o premiou pela trilha de “A Missão” em 1987, mas fazia tempo que ele não vencia. Quem, de fato, nunca tinha sido premiado antes, Sylvester Stallone, vencedor como Melhor Ator Coadjuvante por “Creed”, foi mais aplaudido até que o homenageado oficial do evento, Denzel Washington, merecedor de um troféu pela carreira – que ele próprio pareceu não levar a sério. Entre as séries, houve supervalorização de “Mozart in the Jungle”, premiada como Melhor Série de Comédia e Melhor Ator de Comédia (Gael Garcia Bernal), e “Mr. Robot”, também vencedora de dois prêmios: Melhor Série e Melhor Ator Coadjuvante – o que, por sua vez, propiciou homenagem a Christian Slater. Assim, o Globo de Ouro manteve sua peculiaridade de tentar adivinhar tendências, ao reconhecer atrações em seus primeiros anos de produção, além de reverenciar intérpretes estreantes, como Lady Gaga e Rachel Bloom – premiadas como Melhor Atriz, respectivamente por “American Horror Story” e “Crazy Ex-Girlfriend”. Por fim, a vitória de dois mexicanos, Bernal e Iñárritu, além do guatemalteco Oscar Isaac (pela minissérie “Show Me a Hero”), pode servir de dica para Wagner Moura afiar seu espanhol para o próximo ano, quando não enfrentará mais a concorrência de Jon Hamm, o homenageado na categoria de Melhor Ator, pela temporada final de “Mad Men”. Outros prêmios, que incluem troféus para Jennifer Lawrence e Kate Winslet, servem mais para lembrar, como “brinca” Gervais, como o Globo de Ouro adora famosos. O evento é mesmo, no final das contas, um programa de TV obcecado em ter mais audiência e mais flashes de celebridades que o Oscar. E quando fãs derrubam redes sociais por um abraço entre “Leo e Kate”, trazendo à tona o “Titanic” na comemoração de suas vitórias, não há dúvida de que esse objetivo foi cumprido. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos vencedores” state=”closed”] Vencedores do Globo de Ouro 2016 CINEMA Melhor filme de drama O Regresso Melhor ator em filme dramático Leonardo DiCaprio – O Regresso Melhor atriz em filme dramático Brie Larson – O Quarto de Jack Melhor diretor Alejandro González Iñárritu – O Regresso Melhor filme de comédia ou musical Perdido em Marte Melhor ator em comédia ou musical Matt Damon – Perdido em Marte Melhor atriz em comédia ou musical Jennifer Lawrence – Joy: O Nome do Sucesso Melhor ator coadjuvante Sylvester Stallone – Creed: Nascido para Lutar Melhor atriz coadjuvante Kate Winslet – Steve Jobs Melhor roteiro Aaron Sorkin – Steve Jobs Melhor animação Divertida Mente Melhor trilha sonora Os 8 Odiados Melhor canção original “Writing’s On The Wall” – 007 Contra Spectre Melhor filme estrangeiro O Filho de Saul (Hungria) TELEVISÃO Melhor série dramática Mr. Robot Melhor série cômica Mozart in the Jungle Melhor ator em série dramática Jon Hamm – Mad Men Melhor atriz em série dramática Taraji P. Henson – Empire Melhor ator em série de comédia Gael Garcia Bernal – Mozart In The Jungle Melhor atriz em série de comédia Rachel Bloom – Crazy Ex-Girlfriend Melhor ator em minissérie ou telefilme Oscar Isaac – Show Me A Hero Melhor atriz em minissérie ou telefilme Lady Gaga – American Horror Story: Hotel Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme Christian Slater – Mr. Robot Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme Maura Tierney – The Affair Melhor minissérie ou telefilme Wolf Hall [/symple_toggle]
Star Wars: O Despertar da Força vira a 3ª maior bilheteria de todos os tempos
“Star Wars: O Despertar da Força” não dá mostras de diminuir seu ímpeto. Com a arrecadação deste fim de semana, o filme de J.J. Abrams tornou-se o primeiro a superar os US$ 800 milhões de arrecadação nos EUA. Também atingiu a maior bilheteria de todos os tempos no Reino Unido (com US$ 161,4 milhões) e bateu o recorde de estreia num sábado na China, somando US$ 53 milhões em seus dois dias primeiros em cartaz no país. Este faturamento já deixou os demais blockbusters do ano passado numa galáxia distante, levando o novo “Star Wars” ao 1º lugar entre todos os títulos lançados em 2015. A concorrência já tinha sido superada nos EUA na semana passada, mas agora a produção da Disney também deixou para trás “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” no mercado internacional. Com US$ 1,7 bilhão de arrecadação mundial, “Star Wars: O Despertar da Força” comemora a conquista da 3ª maior bilheteria de todos os tempos. Apenas dois filmes fizeram mais sucesso que ele, “Titanic” (US$ 2,1 bilhão) e “Avatar” (US$ 2,7 bilhão). Ainda sob o impacto do lançamento da sci-fi espacial, o mercado americano registrou apenas uma estreia ampla na semana, o terror “Floresta Maldita”, com Natalie Dormer (série “Game of Thrones”), num desempenho medíocre. Fez US$ 13 milhões e abriu em 4º lugar sob pancadaria sem misericórdia da crítica (12% de aprovação no site Rotten Tomatoes). Em compensação, o western “O Regresso”, estrelado por Leonardo DiCaprio, ampliou seu circuito, após duas semanas em circuito limitado, e surpreendeu as expectativas, assumindo o 2º lugar com US$ 38 milhões de arrecadação – apenas US$ 3 milhões abaixo do faturamento de “Star Wars” nos últimos três dias. Como o filme havia vazado na internet, o desempenho surpreendeu a 20th Century Fox. É interessante comparar a subida de “O Regresso” com a queda de “Os Oito Odiados”. Ambos são westerns, foram lançados no mesmo dia em circuito limitado, tiveram cópias vazadas na internet antes da estreia e traçaram estratégias similares para ampliar suas distribuições. Mas enquanto o aumento de salas impulsionou o longa de Alejandro González Iñárritu, o filme de Quentin Tarantino desabou várias posições e foi parar no 6º lugar, rendendo US$ 6,3 milhões em sua terceira semana em cartaz. Também lançados em 25 de dezembro nos EUA, “Joy”, com Jennifer Lawrence, e “Um Homem entre Gigantes”, com Will Smith, vêm enfrentando ainda mais dificuldades para se manter no ranking, refletindo o desinteresse do público, após a falta de indicações na temporada de premiações. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir as 10 maiores bilheterias do fim de semana nos EUA ” state=”closed”] BILHETERIA: TOP 10 EUA [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] 1. Star Wars: O Despertar da Força Fim de semana: US$ 41,6 milhões Total EUA: US$ 812 milhões Total Mundo: US$ 1,7 bilhão 2. O Regresso Fim de semana: US$ 38 milhões Total EUA: US$ 39,5 milhões Total Mundo: US$ 59,7 milhões 3. Pai Em Dose Dupla Fim de semana: US$ 15 milhões Total EUA: US$ 116,3 milhões Total Mundo: US$ 154,2 milhões 4. Floresta Maldita/a> Fim de semana: US$ 13 milhões Total EUA: US$ 13 milhões Total Mundo: US$ 13 milhões 5. Irmãs Fim de semana: US$ 7,1 milhões Total EUA: US$ 74,8 milhões Total Mundo: US$ 83 milhões [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] 6. Os Oito Odiados Fim de semana: US$ 6,35 milhões Total EUA: US$ 41,4 milhões Total Mundo: US$ 41,4 milhões 7. A Grande Aposta Alvin e os Esquilos: Na Estrada Fim de semana: US$ 6,3 milhões Total EUA: US$ 42,8 milhões Total Mundo: US$ 52,5 milhões 8. Alvin e os Esquilos: Na Estrada Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 75,6 milhões Total Mundo: US$ 111,8 milhões 9. Joy – O Nome do Sucesso Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 46,5 milhões Total Mundo: US$ 70,6 milhões 10. Um Homem Entre Gigantes Fim de semana: US$ 3 milhões Total EUA: US$ 30,9 milhões Total Mundo: US$ 32,3 milhões [/symple_column] [/symple_toggle]
Pipoca Moderna – Top 30: As Melhores Séries de 2015
Melhores, pero no mucho. Considerando que a melhor série de 2015, “Fargo”, permanece inédita no Brasil, assim como “The Affair” e a principal estreia do ano, “UnReal”, as duas melhores comédias, “Transparent” e “Catastrophe”, e até as temporadas mais recentes de “Homeland”, “Vikings”, “The Americans” e “Black Sails”, a lista dos seriados que podem ser vistos legalmente no país sofre com graves problemas de oferta. Nunca se produziu tantas séries quanto em 2015, mas o Brasil não disponibiliza boa parte da diversificação levada adiante por serviços de streaming como Hulu e Amazon nos EUA, sem esquecer Sky Atlantic, Space, Canal+, TVE, ITV e outros players internacionais. Mesmo assim, há casos, como o da citada “Fargo”, produção da MGM exibida no canal pago FX nos EUA, que não têm explicação – afinal, o FX está presente na TV por assinatura nacional. Felizmente, a própria rede Fox planeja aumentar sua oferta de séries com o lançamento do canal Fox+ a partir de fevereiro, compensando o fato de ter suspendido as melhores atrações de seus afiliados (os citados “Homeland”, “Vikings” e “The Americans”, por exemplo). Em 2015, a Turner também lançou um novo canal só de seriados. Estas iniciativas, aliadas à política de estreias simultâneas, ajudam a atrair de volta para a TV uma audiência que convive com a banda larga, conectada ao mundo pela internet. Bastou a Fox exibir “The Walking Dead” no mesmo dia de transmissão dos EUA para o canal disparar na liderança da TV paga brasileira, mostrando que a receita não é desconhecida. Como qualquer comerciante bem-sucedido pode ensinar, quem presta o melhor serviço, com mais comodidades, consegue atrair e fidelizar clientes. E a demanda por bons serviços no mercado de séries experimenta sua maior alta, graças à qualidade crescente das produções. Em tempo: a partir de fevereiro será possível comprar legalmente o Bluray da 2ª temporada de “Fargo” em qualquer loja internacional. CONFIRA TAMBÉM O TOP 25 DOS MELHORES FILMES DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 10 DOS MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 10 DOS MELHORES FILMES EM DVD E VOD DE 2015 1. Game of Thrones 5ª temporada HBO 2. Mr. Robot 1ª temporada Space 3. Narcos 1ª temporada Netflix 4. The Leftovers 2ª temporada HBO 5. Mad Men 7ª temporada HBO 6. American Crime 1ª temporada AXN 7. Better Call Saul 1ª temporada Netflix 8. Wolf Hall 1ª temporada Netflix 9. Halt and Catch Fire 2ª temporada AMC 10. Banshee 3ª temporada HBO Max 11. Mozart in the Jungle 1ª temporada Fox Life 12. Sense8 1ª temporada Netflix 13. The Knick 2ª temporada HBO Max 14. Demolidor 1ª temporada Netflix 15. Justified 6ª temporada Space 16. Wayward Pines 1ª temporada Fox 17. Master of None 1ª temporada Netflix 18. Show Me A Hero Minissérie HBO 19. The Last Man on Earth 1ª e 2ª temporadas FX 20. Humans 1ª temporada AMC 21. Penny Dreadful 2ª temporada HBO 22. Hannibal 3ª temporada AXN 23. The Blacklist 3ª temporada AXN 24. Empire 1 e 2ª temporadas Fox Life 25. Gotham 2ª temporada Warner 26. The Walking Dead 5ª temporada Fox 27. Veep 4ª temporada HBO 28. Rectify 3ª temporada Sundance 29. Quantico 1ª temporada AXN 30. The Unbreakable Kimmy Schmidt 1ª temporada Netflix











