Atriz Dira Paes será a comentarista da Globo no Oscar 2018
Desde a morte de José Wilker, a Globo vem alternando atores como convidados em sua cobertura da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Depois de participações de Lázaro Ramos, Gloria Pires (que bateu recordes de memes) e Miguel Falabella, este ano o canal contará com a atriz Dira Paes. Ao contrário do meme “não sou capaz de opinar”, que se tornou viral com Gloria Pires, a expectativa é que a nova convidada demonstre seus conhecimentos cinematográficos. Afinal, Dira focou sua carreira no cinema. Com 38 filmes no currículo e a participação assídua no circuito de festivais de cinema pelo Brasil, ela já teria impressionado os colegas de transmissão pelo conhecimento técnico. “No nosso ensaio, ela falou de mixagem de som como uma especialista!”, disse Maria Beltrão, em entrevista ao jornal O Globo. Com 12 anos de experiência na transmissão, a apresentadora da GloboNews será a mediadora da turma, repetindo ainda a parceria dos últimos anos com o Artur Xexéo, crítico de O Globo. Como o carnaval já passou, a Globo irá transmitir a cerimônia ao vivo – após privilegiar o desfile das escolas de samba do Rio no ano passado, quando optou por exibir o Oscar em forma de compacto, no dia seguinte. Mesmo assim, quem optar pelo canal vai perder vários prêmios. É que a emissora mantém o costume de iniciar a transmissão depois do “BBB”, por volta da meia-noite, quando os vencedores das primeiras categorias, inclusive Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes, já tiverem sido definidos. Além da Globo, o Oscar será transmitido ao vivo pelo canal pago TNT.
Tônia Carrero (1922 – 2018)
Morreu Tônia Carrero, uma das maiores estrelas do cinema, do teatro e da TV brasileira. A atriz havia sido internada na sexta-feira, na Clínica São Vicente, na Gávea, para a realização de um procedimento cirúrgico simples, mas não resistiu, aos 95 anos de idade. Nascida Maria Antonietta de Farias Portocarrero, no Rio de Janeiro, ela já era esposa do artista plástico Carlos Arthur Thiré quando começou sua carreira com um pequeno papel no filme “Querida Susana” (1947), de Alberto Pieralisi. Entusiasmada com a experiência, resolveu se matricular num curso de atuação em Paris, com Jean Louis Barrault, e mudou os rumos de sua vida. Foi fazer teatro, onde conheceu o diretor italiano Adolfo Celi, seu segundo marido. E logo na estreia, em 1949, recebeu o prêmio de atriz revelação pela Associação de Críticos Cariocas. Em 1951, Tônia se mudou para São Paulo e se tornou estrela da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, por onde atuou em clássicos do cinema nacional como “Apassionata” (1952), de Fernando de Barros, “Tico-Tico no Fubá” (1952), do marido Adolfo Celi, e “É Proibido Beijar” (1954), de Ugo Lombardi. Dois anos depois, passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), marcando época em montagens teatrais dirigidas por Zbigniew Ziembinski. De volta ao Rio, em 1956, a atriz formou sua própria companhia teatral com o marido e o amigo Paulo Autran, a Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), que nos anos 1950 e 1960 revolucionou o teatro brasileiro com espetáculos como “Entre Quatro Paredes” (1956), de Jean-Paul Sartre, e “Seis Personagens à Procura de um Autor” (1960), de Luigi Pirandello, pelo qual recebeu o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor atriz. Após se separar de Celi, ela montou sua empresa individual em 1965, a Companhia Tônia Carrero, pela qual montou “A Dama do Maxim’s, de Georges Feydeau, ao lado do parceiro Paulo Autran, e “Navalha na Carne”, de Plínio Marcos, cuja protagonista, a miserável prostituta Neusa Suely, se torna um dos marcos mais importantes de sua carreira. O papel lhe rendeu dois prêmios: o Molière e o da Associação de Críticos Cariocas. Tônia ainda estrelou duas coproduções internacionais de cinema, “Sócio de Alcova” (1962) e “Copacabana Palace” (1962), que tinham em comum a violência crescente do Rio de Janeiro, tema que ainda a conduziu a “Tempo de Violência” (1969), antes de virar estrela da Globo. Ela estrelou na rede de televisão em “Pigmalião 70”, que adaptava a trama da peça “Pigmalião”, de George Bernard Shaw, para o ano de 1970. Na peça, um professor tentava transformar uma modesta vendedora de flores numa dama da sociedade. Já na novela, os papéis foram invertidos: era uma mulher rica (papel de Tônia) que se propunha a transformar a vida de um vendedor de frutas (Sérgio Cardoso). O sucesso da novela a estabeleceu como estrela da Globo, acumulando uma longa sequência de papéis, geralmente como mulher sofisticada, numa atração atrás da outra. Para se ter ideia, em apenas dois anos na emissora, ela estrelou cinco novelas, algumas quase simultaneamente. Após se afastar para respirar e desenvolver outros trabalhos, ela retornou em 1980 num dos seus personagens mais marcantes, a sofisticada Stella Fraga Simpson em “Água Viva” (1980), de Gilberto Braga. A parceria com Braga voltou a se repetir com outro papel chique de grande sucesso em “Louco Amor” (1983). No auge de sua popularidade, ela resolveu sacudir a imagem televisiva e interpretar um texto moderno no teatro. Virou estrela de “Quartett” (1986), de Heiner Müller, dirigida por Gerald Thomas, demonstrando a mesma vitalidade e ousadia de sua juventude aos 64 anos de idade. Aplaudida pela crítica, conquistou outro prêmio Molière de melhor atriz. Tônia seguiu alternando teatro, TV e cinema por mais duas décadas, mas sem a mesma quantidade exasperante de trabalhos, até a saúde a abandonar. Seus últimos papéis na Globo foram participações na novela “Senhora do Destino” (2004) e na série de comédia “Sob Nova Direção” (em 2005), e ela se despediu do cinema com “Chega de Saudade” (2007), de Laís Bodanzky. Diagnosticada com uma doença chamada de hidrocefalia oculta, ela não se comunicava mais e nem conseguia andar normalmente. Tônia vivia em seu apartamento no Leblon, cercada de familiares e sempre recebia visitas de amigos próximos. Além de mãe do ator Cecil Thiré, ela também era avó de outra geração de atores, Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos Thiré.
Globo já sabe quem fotografou Paolla Oliveira nua nos bastidores da série Assédio
A Globo e os produtores de “Assédio” já sabem quem fotografou a atriz Paolla Oliveira nua enquanto ela se preparava para gravar uma cena da série. Um operador de câmera free-lancer que prestava serviços para a produtora independente O2 confessou o crime para a polícia. Os produtores estavam empenhados em encontrar a fonte do vazamento, porque a foto foi tirada em um ambiente controlado de estúdio, ao contrário de outras vezes em que atores enfrentam problemas com flagras de nudez em gravações da Globo. Em agosto, Grazi Massafera e Rafael Cardoso foram fotografados completamente nus enquanto gravavam sequência de sexo para a novela “O Outro Lado do Paraíso”. Na ocasião, o fotógrafo Marcelo Belarmino se deparou com a cena por acaso e saiu clicando. Desta vez, porém, as imagens foram feitas num set fechado em Avaré, no interior de São Paulo. As imagens apareceram na internet na quinta (1/3). No mesmo dia, a atriz publicou um desabafo no Instagram afirmando que teve sua “intimidade exposta, explorada e desrespeitada por invasores, covardes e criminosos” durante o exercício da profissão. Falando em “invasão de privacidade”, “desrespeito a um ambiente de trabalho” e “atitude desonesta de trair a confiança de colegas”, ela já apontava que a foto tinha sido feito por alguém contratado para trabalhar no set. Em “Assédio”, Paolla Oliveira interpreta uma paciente que se apaixonou pelo médico Roger Abdelmassih, acusado de estuprar mais de 30 mulheres e sentenciado a 181 anos de prisão. Inspirada no livro “A Clínica — A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih” (2016), do jornalista Vicente Vilardaga, a série traz Antonio Calloni no papel do médico. O roteiro é de Maria Camargo (“Nise: O Coração da Loucura”) e a direção de Amora Mautner (novela “A Regra do Jogo”) A Globo, que vai exibir a série em seu futuro serviço de streaming, prestou queixa à polícia de São Paulo, que passou a investigar o caso, chegando rapidamente ao responsável.
Ator mirim da Globo presta queixa criminal após ser chamado de macaco nas redes sociais
O ator mirim JP Rufino, de 15 anos, procurou a Justiça após ser chamado de “macaco” nas redes sociais, durante uma transmissão ao vivo no Instagram. Ele fazia o streaming do desfile da escola de samba Mangueira, no último sábado (17/12), quando recebeu o comentário: “Eca. Macaco sambando. kkkkk”. Ele e a mãe, Martha Cristina, estiveram na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, no Rio de Janeiro, para prestar queixa. Rufino, que integrou o elenco das novelas “Além do Horizonte (2013), “Alto Astral” (2014) e “Êta Mundo Bom!” (2016) na rede Globo, fez um desabafo no Instagram. “Do nada você recebe esse e por mim inabalável comentário, já que sou muito bem resolvido e bem preparado para qualquer tipo que seja a espécie de críticas ou ‘maldades'”, disse ele num post de mensagem clara, ainda que truncada. Um dia depois, ele publicou um texto assinado pela mãe revelando que procuraria as autoridades. “Não temos a intenção e não queremos julgar ninguém. Apenas a Justiça e respeito que todos devemos por priori ter! Sejamos verdadeiros, bons e, acima de tudo, conscientes dos fatos que fazem valer. Agradecemos todo o apoio e carinho manifestado no caso e aguardemos a apuração da pessoa que seja responsável. Pois a certeza de que precisaremos, sim, encontrar o responsável!”, disse ela. Veja os dois posts abaixo. ?E durante sua transmissão ao vivo…do nada vc recebe esse e por mim inabalável comentário, já que sou muito bem resolvido e bem preparado para qq tipo que seja a espécie de críticas ou "maldades" Primeiro: por ter sido educado a respeitar o próximo Segundo: por ter sido educado a aceitar opinião alheia Terceiro: por acreditar que existem e (muitas!!!) Pessoas do bem Quarto: por ter a certeza que sou cercado pela grande maioria delas (pessoas do bem!!!) Quinto: por ter como princípios não agredir e nem denegrir ninguém Sexto: por saber diferenciar o que é o bem! Sétimo: por não compactuar com o que é errado Oitavo: por não acreditar que em meio de uma luta por um mundo melhor…ainda possam existir e insistir nesse tipo desnecessário de comparações e agressões Nono: que não tenho nada contra ao macaco e nem vejo motivos para tal graça E por último… que não poderia me calar…deixar passar… tamanha falta de noção Com todo respeito à sua pessoa…mesmo com a sua falta de respeito à minha DESNECESSÁRIO E INFELIZ COLOCAÇÃO @joaomatheus7839 ? #SemMimimi #RACISMOÉCRIME #MECALARJAMAIS Uma publicação compartilhada por JP RUFINO (@jprufino1) em 18 de Fev, 2018 às 12:05 PST Diante alguns pedidos por inbox de pessoas de conhecimento da pessoa em questão que cometeu esse ato triste de racismo O qual relatarem que o perfil então usado tenha sido hackeado E sem nenhuma intenção em julgar alguém Porém com o devido respeito da pessoa hostilizada (no caso) meu filho Que o Real feitor… tenha a consciência já que como citado usou a conta de alguém para esse ato. Consciência essa que não se deve agredir ninguém…a consciência de que racismo é crime E a consciência de que não se deve usar as pessoas para agredir outras Que se tenha essa coragem e vontade que use seu próprio nome para tal gesto lastimável Não temos a intenção e não queremos julgar ninguém Apenas a justiça e Respeito que todos devemos por priore ter! Sejamos verdadeiros…bons e acima de tudo conscientes dos fatos que fazem valer Agradecemos todo o apoio e carinho manifestado e no caso aguardemos a apuração da pessoa que seja responsável Pois a certeza de que precisaremos sim…encontrar o responsável! Triste por ter tido um dos meus amores maior passando por esse episódio Triste por terem usado um perfil (seja por brincadeira ou não) de uma pessoa que pelas conversas a mim enviadas não seria a real pessoa. Chegaremos ao responsável por tal ato! E vamos aos responsáveis! Pois calar jamais! Sem mais, Martha Cristina Foto divulgação: blog do Luciano Egídio Uma publicação compartilhada por JP RUFINO (@jprufino1) em 18 de Fev, 2018 às 5:40 PST
Dwayne Johnson vai apresentar programa de competição física
O astro Dwayne Johnson (“Jumanji: Bem-vindo à Selva”) vai produzir e apresentar “The Titan Games”, um novo programa de competição física na rede NBC – que divulgou o primeiro teaser (veja abaixo) logo após o Super Bowl, no intervalo do “Tonight Show”. Em entrevista a Jimmy Fallon (outro vídeo abaixo), Johnson disse ter tirado a inspiração para “The Titan Games” de “seu programa favorito”, o “American Ninja Warrior”. Isto o levou a fechar uma parceria com a produtora daquele reality, A. Smith & Co. O programa pretende oferecer à pessoas comuns a “oportunidade de competir em desafios que testarão mente, corpo e coração”. Não se sabe ainda quais desafios serão estes, mas a apresentação sugere um programa de luta livre para amadores. Em cada episódio, concorrentes dos Estados Unidos vão entrar numa arena para enfrentar um dos seis titãs reinantes. Se um candidato derrotar um dos Titãs, ele ocupará seu lugar como integrantes do grupo Elite Titã. Uma vez que se torne um Titã, ele precisará ser vitorioso todas as semanas para permanecer no topo. O final da temporada terminará com uma batalha épica, em que os Titãs competirão uns contra os outros para determinar o último remanescente masculino e feminino. “Queríamos criar um novo tipo de competição atlética diferente de qualquer coisa tentada antes”, afirmou o astro. Além de “American Ninja Warrior”, a TV americana já lançou outros programas de competição física (com lutas), dos quais o mais conhecido é “American Gladiators”. Mas a série “Glow” lembra que as lutas livres também tinham muitas historinhas para justificar os confrontos da semana.
Veja todos os comerciais do Super Bowl com astros de Hollywood
A participação de Hollywood no Super Bowl não ficou restrita aos trailers. Os intervalos da final do campeonato americano de futebol (maior audiência e espaço comercial mais valorizado da TV americana) encheram as telinhas de estrelas de cinema e séries. A maioria das campanhas apostou no humor, como a transformação de um “confete” da M&M em Danny Vitto, a batalha de rap entre Morgan Freeman e Peter Dinklage, e a revelação de David Harbour de que todos os comerciais são, na verdade, propagandas de sabão em pó. Desta vez, houve ainda mais Hollywood que o costume, graças à referências a filmes que marcaram – ou vão marcar – época. Citações a clássicos do cinema, como “De Volta ao Futuro”, “Jurassic Park” e principalmente “Crocodilo Dundee” (numa campanha longa, que deixou muitos com esperança de um novo filme da franquia), conviveram com o “exibido” Pantera Negra. Entretanto, nem todos os esforços foram positivos. O comercial da Peta, com James Cromwell, gastou uma fortuna apenas para afirmar que os veganos não tem humor – explicitando a velha tática da culpa cristã. Entre os bons, os maus e os feios, confira abaixo os comerciais hollywoodianos do Super Bowl 2018.
Oswaldo Loureiro (1932 – 2018)
O ator e diretor Oswaldo Loureiro morreu neste sábado (3/2), em São Paulo, aos 85 anos. Ele participou de quase 150 peças, estrelou um punhado de clássicos do cinema e atuou em dezenas de novelas da Globo. O ator sofria de Alzheimer e estava afastado da carreira artística desde 2011. Oswaldo Loureiro Filho nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1932. Filho de artistas — a mãe era cantora lírica, o pai ator e as irmãs, bailarinas do Theatro Municipal —, ele iniciou a carreira artística ainda criança, aos 12 anos, quando atuou em filmes como “O Brasileiro João de Souza”, “É Proibido Sonhar” e “Romance Proibido”, todos realizados em 1944. Ele seguiu carreira teatral ao estrear na peça “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, em 1955. E em 1958 recebeu o prêmio da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT, de Ator Revelação por “A Fábula do Brooklin”, de Irwin Shaw. A partir dos anos 1960, atuou em montagens de grande repercussão, como “Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come”, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht, e “Édipo Rei”, de Sófocles, com direção bem-sucedida de Flávio Rangel. Além disso, deslanchou no cinema numa coleção de clássicos, como o thriller conspiratório “O 5º Poder” (1962), de Alberto Pieralisi, a comédia “Sonhando com Milhões” (1963), com Dercy Golçalves, “Engraçadinha Depois dos Trinta” (1966), adaptação de Nelson Rodrigues dirigida por J.B. Tanko, o thriller criminal “Mineirinho Vivo ou Morto” (1967), com Jesse Valadão e Leila Dinis, “O Homem Nu” (1968), adaptação do famoso conto de Fernando Sabino com direção de Roberto Santos, e até a comédia italiana “Uma Rosa para Todos” (1967), estrelada por Claudia Cardinale. Na mesma época, estreou na TV. Após atuar no fenômeno de audiência “O Direito de Nascer” (1964), da TV Tupi, Loureiro foi integrar uma das primeiras turmas de atores da TV Globo, no elenco das novelas “Sangue e Areia” (1968), “Véu de Noiva” (1969) e “Acorrentados” (1969), sucessos iniciais de Janete Clair. Também participou da divertida “Corrida do Ouro” (1974), e do histórico “O Casarão” (1976), primeira novela de estrutura não linear da Globo, ambas escritas por Lauro César Muniz. A guinada do cinema para a pornochanchada nos anos 1970 não interessou Loreiro, que só fez quatro filmes na década, entre eles “Os Herdeiros” (1970), de Cacá Diegues, e “As Confissões de Frei Abóbora” (1971), de Braz Chediak. Ele preferiu dedicar sua energia aos palcos, atingindo o ápice da carreira teatral com os clássicos “Gota D’água” (1975), de Chico Buarque e Paulo Pontes, “Papa Higuirte”, de Vianinha, e “Dois Perdidos numa Noite Suja” (1977), de Plínio Marcos. Loureiro voltou com tudo ao cinema em 1981, em adaptações de dois famosos textos teatrais de Nelson Rodrigues: “O Beijo no Asfalto” (1981), dirigido por Bruno Barreto, e “Bonitinha Mas Ordinária ou Otto Lara Rezende” (1981), de Braz Chediak. Seguiu com o sucesso “Bar Esperança” (1983), de Hugo Carvana, e diversificou, com um filme dos Trapalhões, “Atrapalhando a Suate” (1983), o drama “Parahyba Mulher Macho (1983), de Tizuka Yamasaki, um adaptação musical de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, “Para Viver Um Grande Amor” (1984), a aventura juvenil “Rádio Pirata” (1987), de Lael Rodriguez, a cinebiografia de sua amiga “Leila Diniz” (1987) e a comédia “Sonho de Verão” (1990). A agenda cinematográfica cheia coincidiu com alguns de seus melhores papéis na TV, em novelas como “Guerra dos Sexos” (1983), “Vereda Tropical” (1984) e “Cambalacho” (1986), as três de Sílvio de Abreu, o fenômeno “Roque Santeiro” (1985) e “Mandala” (1987), ambas de Dias Gomes, além da divertidíssima “Que Rei Sou Eu?” (1989), de Cassiano Gabus Mendes, na qual viveu o inesquecível conselheiro pilantra Gaston Marny, do Reino de Avillan. Fez também muitas séries, entre elas “Tenda dos Milagres” (1986), “Incidente em Antares” (1994) e “A Grande Família” (em 2001), além de dirigir “O Bem-Amado” (1980-1985) e o humorístico “Os Trapalhões” (1982-1988). Nos anos 1990, estabeleceu-se como uma figura habitual das novelas das 19h. Ele apareceu em diversas produções consecutivas do horário na Globo até o final da carreira – “Quatro por Quatro” (1994), “Cara & Coroa” (1995), “Salsa e Merengue” (1996), sequência interrompida por um pulo na extinta TV Manchete e retomada com “Uga-Uga” (2000), “As Filhas da Mãe” (2001), “Kubanacan” (2003), “Começar de Novo” (2004) e “A Lua Me Disse” (2005), seu último trabalho. Além de atuar e dirigir peças, Oswaldo também dirigiu óperas, shows musicais e de humor, e foi presidente do Sindicato dos Artistas, num momento de luta pelo reconhecimento da profissão e pela liberdade de expressão, nos anos 1980.
TV paga brasileira perde quase 1 milhão de assinantes em 2017
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou dados preocupantes sobre o mercado de TV por assinatura no Brasil. Entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017, o setor perdeu 938,7 mil assinantes – cerca de 5% do total, a maior queda de todos os tempos. O número total de assinantes caiu para 17,85 milhões – contra 18,79 milhões do ano anterior. A base de assinantes já teve 19,58 milhões de assinantes em outubro de 2014. Projeções otimistas da época, apontavam que o mercado cresceria para 30 milhões em cinco anos. Mas aconteceu o contrário. Desde então, o encolhimento vem se intensificado. No ano passado, foram 673 mil assinantes a menos. Com cada ano menos assinantes, o mercado regrediu para o tamanho atingido em 2013. A empresa que mais perdeu assinantes no ano foi a Claro, que engloba também a Net – 832 mil clientes. Mas ela segue como líder do mercado, logo à frente da Sky, que, ao contrário das demais, cresceu, ganhando 109 mil clientes no ano passado. Caçula no mercado, a Oi TV também cresceu, ganhando 205 mil assinantes. As operadoras atribuem o mau resultado à crise econômica e à pirataria, desconsiderando em suas avaliações a chegada da TV digital, a crise de cinco meses com a Simba (Record, SBT e Redetv), o impacto dos serviços de streaming, como a Netflix, e a oferta cada vez maior de opções de assinaturas a la carte pela internet, como a HBO Go.
Monique Alfradique se machuca em gravação de série da Globo
A atriz Monique Alfradique (“Ninguém Entra, Ninguém Sai”) se machucou durante as gravações da nova série produzida pela Globo “Além da Ilha”. Ela contou no Instagram que torceu o pé e já começou as sessões de fisioterapia para se recuperar a tempo do carnaval 2018. A artista é um dos destaques da escola de samba Grande Rio. “Ontem durante as filmagens de ‘Além da Ilha’ em Cachoeira de Macacu acabei torcendo meu pé… Já estou com acompanhamento médico e soube que tive torção grau 1 (a mais leve), mas tem que cuidar, né!? Já tê aqui na fisioterapia. Além disso, é gelo, repouso e pensamento positivo, porque esse pé vai ter que melhorar pro carnaval!!!”, escreveu ela. Veja abaixo. O elenco de “Além da Ilha” também inclui Paulo Gustavo (“Minha Mãe É uma Peça”), Guilherme Piva (o Licurgo da novela “Novo Mundo”), André Mattos (“Tropa de Elite 2”), Gabriel Godoy (série “O Negócio”), Letícia Lima (“Entre Abelhas”), Katiuscia Canoro (“Tô Ryca!”) Com direção de Cesar Rodrigues, a série está sendo produzida para a nova plataforma de streaming que unirá a TV Globo e a Globosat. Ontem durante as filmagens de @alemdailha em Cachoeira de Macacu acabei torcendo meu pé… Ja estou com acompanhamento médico e soube que tive torção grau 1 (a mais leve) mas tem que cuidar ne!? ?Ja to aqui na fisioterapia alem disso é gelo,repouso e pensamento positivo pq esse pé vai ter que melhorar pro carnaval!!! Pode me esperaaar @granderio ??????? Uma publicação compartilhada por Monique Alfradique (@moalfradique) em 24 de Jan, 2018 às 8:50 PST
Desirée Vignolli (1965 – 2018)
Morreu a atriz Desirée Vignolli, vítima de um infarto fulminante no domingo (21/1), no Rio de Janeiro. Conhecida pelo trabalho em novelas de sucesso da Globo, especialmente “Que Rei Sou Eu?” (de 1989), Desirée nasceu em Nova York, nos Estados Unidos, filha de uma diplomata e de um advogado, e cresceu . Além de viver a sedutora Denise de “Que Rei Sou Eu?”, a atriz também se projetou em “Mico Preto” (1991), no papel de Lucilene, e “De Corpo e Alma” (1992), na qual interpretou Mércia. Sua última novela da Globo foi “O Mapa da Mina”, em 1993. Ela passou os anos seguintes na “geladeira” da emissora. E, após ser cortada da minissérie “Chiquinha Gonzaga” em 1998, acabou presa por furtar a bolsa de uma colega de academia. Disse, em entrevista ao jornal Extra, que vivia com dificuldades financeiras. Após o incidente, foi contratada para a novela “Vidas Cruzadas” (2000), da Record, seu último papel. A atriz foi casada com o ator Luís Gustavo, com quem teve uma filha, Jéssica. Desirée também era mãe de Antônio e Anna Camilla. Em seu perfil no Facebook foi postada a seguinte mensagem: “Rezem, amigos, por Desirée e lembrem-se dela por sua grandiosidade e amor”.
Trailer de UnReal mostra inversão da trama na 3ª temporada
O canal pago americano Lifetime divulgou o trailer da 3ª temporada de “UnReal”, com direito a mais escândalos de bastidores do reality show da série. Desta vez, porém, a trama inverte a premissa, trazendo um grupo de homens para disputar o direito de namorar uma mulher solteira bem-sucedida – assim como no reality “The Bachelorette”. A mudança é a última cartada para levantar a audiência de Everlasting, o reality da ficção, e salvar o programa do cancelamento. As duas primeiras temporadas giraram em torno dos tumultuados bastidores de um reality show, em que candidatas disputavam um homem para namorar. A 1ª temporada destacou um aristocrata britânico falido, enquanto a 2ª trouxe um astro negro do futebol americano, ambos interessados em usar o programa como ferramenta de relações públicas. Na inversão do novo arco, a pretendente será uma milionária do Vale do Silício chamado Serena (papel de Caitlin FitzGerald, da série “Masters of Sex”), disputada por vários bonitões, entre eles um bombeiro, um surfista, um banqueiro e um dançarino. A 3ª temporada, porém, não contará com uma das criadores da atração. Marti Noxon (roteirista-produtora de “Buffy”, “Mad Men” e “Glee”) deixou a função de showrunner após brigar com sua parceira, Sarah Gertrude Shapiro, que criou o curta indie premiado “Sequin Raze” (2013), no qual a série é baseada. A estreia foi marcada para 26 de fevereiro nos EUA. “UnReal” também é exibida pelo canal pago Lifetime no Brasil, e a série já se encontra renovada para sua 4ª temporada.
Deus Salve o Rei: Comparada à Game of Thrones, novela da Globo vai passar no cinema
Em uma ação inédita, a rede Globo vai exibir o primeiro capítulo de “Deus Salve o Rei”, sua próxima novela das sete, simultaneamente nos cinemas. A novela, que estreia na terça (9/1), terá seu capítulo inaugural projetado em 7 salas de cinema no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Salvador, Recife e Manaus. A exibição acontecerá apenas para convidados, ao mesmo tempo em que o capítulo irá ao ar na TV, com a participação de integrantes do elenco da novela, como Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine, Romulo Estrela e Tatá Werneck, entre outros. Um dia antes, na segunda, acontecerá a pré-estreia no Rio de Janeiro, também para convidados, em uma sala de cinema do New York City Center, com a presença de todo o elenco, do autor Daniel Adjafre e do diretor artístico Fabrício Mamberti. A novela teve tratamento de superprodução, com a construção de cenários de cidades medievais, com castelos e até filmagens no exterior. A trama se passa na era medieval – para deixar claro: período anterior à descoberta do Brasil – e gira em torno de dois reinos vizinhos, que compartilham suas riquezas em paz durante anos, até que uma troca de poder muda tudo. Comparada a “Game of Thrones”, “Deus Salve o Rei” chegou até a ganhar reportagem na revista americana Variety. Veja abaixo o trailer, curiosamente com legendas em inglês e trilha folk – uma versão da canção tradicional “Scarborough Fair”, em gravação da cantora norueguesa Aurora.
Aracy Cardoso (1937 – 2017)
Morreu a atriz Aracy Cardoso, que participou de várias novelas na TV Globo. Ela estava internada há um mês no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, tratando de vários problemas no coração e nos rins, e faleceu nesta terça-feira (26/12), aos 80 anos. Nascida no Rio em 17 de junho de 1937, filha de uma cantora de ópera, Aracy seguiu a carreira artística desde cedo, primeiro nos palcos, depois no cinema, com o drama “Fatalidade” (1953) e várias chanchadas – “Sai de Baixo” (1956), “Depois do Carnaval” (1959), etc. Mas foi se destacar mesmo na televisão. A atriz interpretou as principais “mocinhas” das novelas dos anos 1960 da TV Excelsior, como “Os Quatro Filhos” (1965), “A Indomável” (1965) e “Sublime Amor” (1967), antes de estrear na Globo com “Anastácia, a Mulher sem Destino”, em 1967. Após uma breve passagem pela Tupi na década seguinte, voltou à Globo para se destacar em novelas que marcaram as décadas de 1970 e 1980, entre elas “Fogo sobre Terra” (1974), “Vejo a Lua no Céu” (1976), “O Pulo do Gato” (1978), “Água Viva” (1980), “Final Feliz” (1982), “Selva de Pedra” (1986) e “Mandala” (1987). Foi nesta época que viveu uma de suas personagens mais lembradas, a governanta Zazá, de “A Gata Comeu” (1985). Após três décadas dedicadas à televisão, ela retomou a carreira cinematográfica em “O Homem Nu” (1997), de Hugo Carvana, e fez ainda “Nosso Lar” (2010), de Wagner de Assis. Bastante ativa, acumulou trabalhos em minisséries, séries e novelas nos últimos anos, inclusive na Record, onde integrou “Bela, a Feia” (2009) e “Dona Xepa” (2013). Sua última aparição na TV aconteceu neste ano, numa participação especial em “Sol Nascente”, da Globo. Discreta em relação à sua vida pessoal, Aracy Cardoso foi casada com o diretor e produtor Ibañez Filho, e deixa duas filhas.












