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  • Filme

    Spirit Awards: “Nomadland” é o grande vencedor do “Oscar independente”

    23 de abril de 2021 /

    O drama “Nomadland” venceu o Independent Film Spirit Awards 2021, considerado o Oscar do cinema independente, que aconteceu virtualmente na noite de quinta-feira (22/4). Além de Melhor Filme do Ano, o longa de Chloé Zhao também conquistou dois troféus para sua cineasta, Melhor Direção e Melhor Edição, e o reconhecimento ao cinematógrafo Joshua James Richards com o Spirit de Melhor Fotografia. Com quatro troféus, “Nomadland” foi o filme mais vitorioso do último evento realizado antes da noite mais importante da temporada de premiações cinematográficas, o Oscar 2021. A consagração reforça ainda mais o favoritismo do longa da produtora Searchlight Pictures ao prêmio da Academia. Caso isso se confirme, será um contraste com o resultado do ano passado, quando “A Despedida”, de Lulu Wang, venceu os Spirit Awards e nem sequer foi indicado a qualquer categoria do Oscar. A principal diferença deste ano é que, devido à pandemia, os grandes estúdios adiaram seus principais títulos e os filmes independentes se tornaram os maiores lançamentos de 2020. Logo atrás de “Nomadland”, o filme com mais conquistas foi “O Som do Silêncio”, produção da Amazon que conquistou três prêmios, incluindo Melhor Filme de Estreia e o surpreendente Spirit de Melhor Ator para Riz Ahmed, que, contrariando outras cerimônias, impediu novo tributo póstumo a Chadwick Boseman, indicado por seu último filme, “A Voz Suprema do Blues”. Outro bom resultado foi obtido por “Bela Vingança”, que rendeu a estatueta de Melhor Atriz para Carey Mulligan e de Melhor Roteiro para sua diretora, Emerald Fennell. “Minari” também saiu premiado, com a conquista da sul-coreana Yuh-Jung Youn como Melhor Atriz Coadjuvante. Já o troféu de Ator Coadjuvante ficou com Paul Raci, também de “O Som do Silêncio”, na ausência dos dois astros favoritos de “Judas e o Messias Negro”. Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield não competiram porque seu filme foi financiado pela Warner (não independente) com um orçamento superior ao limite de US$ 22,5 milhões estabelecido como critério para a disputa do Spirit Awards. A lista de Melhor Filme Internacional incluía o brasileiro “Bacurau”, mas foi vencida pelo drama bósnio “Quo Vadis, Aida?”, lançado nesta semana em VOD no Brasil. A premiação ainda incluiu categorias de TV, que destacaram as séries “I May Destroy You” e “Nada Ortodoxa”. Veja abaixo a relação completa dos premiados. CINEMA Melhor Filme “Nomadland” Melhor Filme de Estreia “O Som do Silêncio” Melhor Direção Chloe Zhao (“Nomadland”) Melhor Atriz Carey Mulligan (“Bela Vingança”) Melhor Ator Riz Ahmed (“O Som do Silêncio”) Melhor Atriz Coadjuvante Yuh-jung Youn (“Minari”) Melhor Ator Coadjuvante Paul Raci (“O Som do Silêncio”) Melhor Roteiro Emerald Fennell (“Bela Vingança”) Melhor Roteiro de Estreia Andy Siara (“Palm Springs”) Melhor Fotografia Joshua James Richards (“Nomadland”) Melhor Edição Chloe Zhao (“Nomadland”) Melhor Documentário “Crip Camp” Melhor Filme Internacional “Quo Vadis, Aida?” Prêmio John Cassavetes “Residue” Prêmio Piaget de Melhor Produtor Gerry Kim Prêmio Revelação – Someone to Watch Ekwa Msangi (“Farewell Amor”) Prêmio Truer Than Fiction Elegance Bratton (“Pier Kids”) Prêmio Robert Altman “Uma Noite em Miami” TELEVISÃO Melhor Série Nova “I May Destroy You” Melhor Série Documental “Immigration Nation” Melhor Atriz em Série Shira Haas (“Nada Ortodoxa”) Melhor Ator em Série Amit Rahav (“Nada Ortodoxa”) Melhor Elenco em Série Nova “I May Destroy You”

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  • Filme

    BAFTA 2021: Nomadland vence o “Oscar britânico”

    11 de abril de 2021 /

    A Academia Britânica das Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) entregou seus prêmios principais na tarde desde domingo (11/4) num cerimônia híbrida, com participação virtual dos indicados, que consagrou “Nomadland” como o Melhor Filme do ano. O longa de Chloé Zhao venceu quatro troféus no total, a maior quantidade de vitórias de qualquer filme no evento. Além da consagração principal, recebeu os BAFTA Awards de Melhor Direção, Atriz (Frances McDormand) e Fotografia (Joshua James Richards). A vitória se soma ao Globo de Ouro, ao Critics Choice, ao Leão de Ouro no Festival de Veneza e ao Prêmio principal no Festival de Toronto, aumentando o favoritismo do filme no Oscar 2021. “Bela Vingança” também se saiu bem, reconhecido como o Melhor Filme Britânico e o Melhor Roteiro Original – escrito pela cineasta estreante Emerald Fennell. Mas a grande surpresa ficou por conta de “Meu Pai”, que também levou dois troféus: Melhor Roteiro Adaptado, assinado pelo diretor Florian Zellner em parceria com Christopher Hampton, e Melhor Ator para Anthony Hopkins. Ambos os prêmios foram merecidos, mas a vitória de Hopkins surpreendeu por interromper a unanimidade consternada em torno do falecido Chadwick Boseman, que vinha ganhando todas as disputas contra o veterano astro inglês com sua performance final em “A Voz Suprema do Blues”. Os BAFTA Awards de 2021 foram a primeira edição da premiação realizada após o escândalo #BAFTAsSoWhite do ano passado, quando apenas atores brancos foram indicados a prêmios. Este ano, a sul-coreana Yuh-Jung Youn e o preto britânico Daniel Kaluuya foram premiados como Melhores Coadjuvantes, respectivamente por “Minari” e “Judas e o Messias Negro”. Sem esquecer que Chloé Zhao, Melhor Diretora do ano, é uma jovem cineasta chinesa. A premiação, que normalmente acontece em apenas uma noite, foi dividida em dois eventos distintos ao longo do fim de semana, em meio a dramas de bastidores, como a súbita ausência do presidente da Academia Britânica, ninguém menos que o Príncipe William, que decidiu se afastar de suas funções em luto pela morte do avô, o Príncipe Philip, falecido na sexta-feira passada (9/4). Confira abaixo a lista completa dos premiados (com vídeos) nos BAFTA Awards de 2021.     Melhor Filme | Nomadland     Melhor Filme Britânico | Bela Vingança     Melhor Direção | Chloé Zhao | Nomadland     Melhor Atriz | Frances McDormand | Nomadland     Melhor Ator | Anthony Hopkins | Meu Pai     Melhor Atriz Coadjuvante | Yuh-Jung Youn | Minari     Melhor Ator Coadjuvante | Daniel Kaluuya | Judas e o Messias Negro     Melhor Roteiro Adaptado | Florian Zellner & Christopher Hampton | Meu Pai     Melhor Roteiro Original | Emerald Fennell | Bela Vingança     Melhor Animação | Soul     Melhor Documentário | My Octopus Teacher     Melhor Filme em Língua Não-Inglesa | Druk – Mais uma Rodada     Melhor Cineasta Britânico Estreante | Remi Weekes | O Que Ficou Para Trás     Melhor Intérprete Estreante | Bukky Bakray | Rocks     Melhor Trilha Sonora | Jon Batiste, Trent Reznor & Atticus Ross | Soul     Melhor Fotografia | Joshua James Richards | Nomadland     Melhor Edição | Mikkel E.G. Nielsen | O Som do Silêncio     Melhor Design de Produção | Donald Graham Burt & Jan Pascalen | Mank     Melhor Figurino | Ann Roth | A Voz Suprema do Blues     Melhor Cabelo e Maquiagem | Matiki Anoff, Larry M. Cherry, Sergio Lopez-Rivera & Mia Neal | A Voz Suprema do Blues     Melhor Som | Jaime Baksht, Nicolas Becker, Phillip Bladh, Carlos Cortés & Michelle Couttolenc | O Som do Silêncio     Melhores Efeitos Visuais | Scott Fisher, Andrew Jackson & Andrew Lockley | Tenet     Melhor Escalação de Elenco | Lucy Pardee | Rocks     Melhor Curta Britânico | The Present     Melhor Curta Britânico de Animação | The Owl And The Pussycat

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  • Etc,  Filme,  Série

    Críticos dos EUA lamentam Globo de Ouro tão branco: “constrangimento completo”

    3 de fevereiro de 2021 /

    Enquanto grande parte da imprensa trata o Globo de Ouro como um prêmio sério, quem trabalha mais próximo de Hollywood tem uma visão mais cínica a respeito do evento, que teria sido criado pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) como forma de garantir sua relevância na indústria do entretenimento. Nunca faltaram críticas ao fato de que são cerca de 80 jornalistas estrangeiros brancos, idosos e pouco representativos que escolhem os indicados e os vencedores. Mas alguns críticos americanos subiram o tom nesta nesta quarta (3/2) após o anúncio dos indicados ao Globo de Ouro deste ano. “Um constrangimento completo e absoluto”. Foi assim que Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, definiu a seleção apresentada pela HFPA. “Em um ano em que nenhuma estrela vai realmente comparecer ao evento pessoalmente, até se poderia pensar que a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood deixaria de lado seus piores impulsos e escolheria seus indicados mais pelos méritos do que o costume, não menos. Mas a indústria acordou bem cedo com uma indicação de Melhor Atriz de Musical ou Comédia para Kate Hudson por ‘Music’ e depois de Melhor Filme Musical ou Comédia para esse filme, estreia da estrela pop Sia na direção, que um crítico descreveu como ‘dificilmente um fiasco menos desconcertante’ do que ‘Cats’ (e que tem abismais 29% no Rotten Tomatoes) e só é conhecido, se tanto, por escalar uma atriz não autista como personagem autista. Achei que tínhamos deixado para trás os maus velhos tempos do Globo de Ouro dando indicações de melhor filme para ‘O Turista’ e ‘Burlesque’, mas, infelizmente, aqui estamos nós de novo…” Feinberg ainda lembra que “isso não é tudo”. “‘Era uma Vez um Sonho’, que tem ainda pior pontuação, de 26% no Rotten Tomatoes, foi reconhecido na forma de uma indicação de Melhor Atriz Coadjuvante por Glenn Close. Close é uma atriz maravilhosa, mas suspeito que nem mesmo ela diria que merece uma indicação por este filme, que se tornou uma piada corrente, sobre a esnobada de, digamos, Yuh-Jung Youn, a vovó de ‘Minari’ que rouba a cena e que é a Meryl Streep da Coreia do Sul”. O texto é destruidor, cita ainda as indicações a James Corden, “um homem hetero se comportando como um personagem gay em um filme sobre homofobia” em “A Festa de Formatura”, e Jared Leto em “Os Pequenos Vestígios”, uma produção “comercial com apenas 48% no Rotten Tomatoes”, “escolhido em vez de Kingsley Ben-Adir (por ‘Uma Noite em Miami’) e o falecido Chadwick Boseman (por ‘Destacamento Blood’)”. Mas onde ele chuta o balde é no momento em que ressalta “a exclusão total de qualquer um dos quatro filmes fortes centrados na experiência negra americana na disputa de Melhor Filme de Drama”. O Globo de Ouro não valorizou “Destacamento Blood”, “Judas e o Messias Negro”, “A Voz Suprema do Blues” e “Uma Noite em Miami”, quatro filmes fortes com tema e elenco negros, assim como “Minari – Em Busca da Felicidade”, sobre uma família asiática, preferindo destacar dramas que refletem a vida de homens e mulheres brancos. “Destacamento Blood” não teve uma indicação sequer, enquanto os demais entraram em outras seções. Vale apontar que Scott Feinberg é crítico de cinema e não comentou os problemas da lista televisiva da premiação, que ignorou completamente a série mais elogiada do ano, “I May Destroy You”, escrita, dirigida e estrelada por uma mulher negra, Michaela Coel. Foi a revista Vogue quem questionou mais claramente a HFPA sobre essa ausência. “A esnobada do Globo de Ouro em ‘I May Destroy You’ levanta a questão: quais histórias são consideradas universais?”, quis saber a publicação de moda já no título do artigo assinado por Emma Specter. James Poniewozik, no jornal New York Times, foi além: chamou a ausência da série de “crime”. “A série limitada merecidamente aclamada de Michaela Coel sobre um estupro e suas consequências foi um dos feitos narrativos mais impressionantes não apenas do ano, mas talvez da última década. Mas não para o Globo de Ouro, aparentemente.” Em compensação, não faltou “Emily in Paris”, que o crítico do NYT lamentou não ter sido “um erro de digitação”. A série que “recebeu críticas severas em ambos os lados do Atlântico” foi lembrada, assim como a horrível “Ratched” (“estrelas, estrelas e mais estrelas… vai ver que foi por isso”), enquanto a aclamada “I May Destroy You” não. O mesmo vale para “The Boys” e outras tantas séries muito melhores que a relação oficial de indicados. O site Indiewire ainda notou que, embora tenha listado “Lovecraft Country” entre as melhores séries de drama, a HFPA não reconheceu nenhum de seus atores na competição. Elogiadíssima, Zendaya também não foi lembrada pelo filme “Malcolm & Marie”. Assim como, já citado, “Destacamento Blood” de Spike Lee, boicotado em todas as categorias, de direção à interpretação – os organizadores ainda tiveram a audácia de convidar os filhos de Spike Lee para serem “embaixadores” da premiação. Dino-Day Ramos, do site Deadline, ecoou esses sentimentos ao comentar: “É ótimo que haja três cineastas – duas delas mulheres de cor – que foram indicadas na categoria de direção. Eu celebro isso… No entanto, com a quantidade de conteúdo de pessoas de cor e outras comunidades sub-representadas que saiu no ano passado, é difícil acreditar que a HFPA tenha negligenciado e ignorado tantas performances e projetos excelentes. Porque, com base nessas nomeações, a HFPA está nos dizendo que um programa como ‘Emily In Paris’ é melhor que ‘I May Destroy You’. Algo não se encaixa aí”. Diante da polêmica, o jornal Los Angeles Times lembrou que no ano passado a HFPA viu surgir de forma tímida um movimento de denúncia a seu suposto racismo, #GlobesSoWhite, por desprezar programas aclamados como “Olhos que Condenam” e “Watchmen”. E a situação pode se repetir de forma mais intensa após os atuais indicados. “Ignorar ‘I May Destroy You’ pode ser registrado como particularmente chocante neste ano, após a onda recente de promessas de Hollywood para elevar as vozes negras e combater o racismo sistêmico na indústria do entretenimento”, concluiu Tracy Brown, editora da versão digital do LAT.

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