O Matador: Veja o teaser do primeiro filme brasileiro da Netflix
A Netflix divulgou o teaser de seu primeiro filme brasileiro, intitulado “O Matador”. A prévia localiza a trama no sertão e sugere o clima de faroeste caboclo da produção, com muita ação e tiroteios, enquanto o narrador explica que Cabeleira (Diogo Morgado, “O Filho de Deus”) foi o maior matador que já existiu, “o matador dos matadores”. Escrito e dirigido por Marcelo Galvão (“A Despedida”), o filme se passa no sertão pernambucano nas décadas de 1910 e 1940, e conta a história de Cabeleira, que foi abandonado ainda bebê e criado por um cangaceiro local chamado Sete Orelhas (Deto Montenegro, de “A Despedida”). Quando Sete Orelhas desaparece, ele vai a sua procura e acaba encontrando uma cidade sem lei, governada pelo tirânico Monsieur Blanchard (Etienne Chicot, de “O Código Da Vinci”), um francês que domina o mercado de pedras preciosas e anteriormente empregava Sete Orelhas como seu matador. O elenco ainda inclui Mel Lisboa (“Os Dez Mandamentos”), Marat Descartes (“Quando Eu Era Vivo”), Nill Marcondes (“A Frente Fria que a Chuva Traz”), Daniela Galli (“Meu Amigo Hindu”), Thogun (“O Escaravelho do Diabo”), Igor Cotrim (“Elvis & Madona”) e a portuguesa Maria de Medeiros (“Pasolini”), entre outros. “O Matador” terá première no Festival de Gramado, que acontece de 17 e 26 de agosto, e vai disputar os prêmios principais da mostra competitiva. Já a data de estreia na Netflix ainda não foi definida.
2ª temporada de Wynonna Earp revela fotos de personagens e pôster
O canal pago americano SyFy divulgou o pôster e imagens promocionais do elenco da 2ª temporada da série “Wynonna Earp”. “Wynonna Earp” é uma coprodução canadense, criada por Emily Andras (produtor-roteirista de “Lost Girl”) e baseada nos quadrinhos homônimos de Beau Smith, publicados pela editora IDW. A premissa é de um faroeste sobrenatural, que acompanha uma descendente do famoso delegado do Velho Oeste Wyatt Earp em sua missão de caçar demônios, para acabar com uma maldição secular de sua família. A produção é estrelada por Melanie Scrofano (série “Designed Survivor”), Dominique Provost-Chalkley (“Vingadores: Era de Ultron”), Shamier Anderson (série “Shots Fired”), Katherine Barrell (série “Workin’ Moms”), Michael Eklund (série “Bates Motel”) e Tim Rozon (série “Lost Girl”) como o pistoleiro reencarnado Doc Holliday. A 2ª temporada estreia em 9 de junho. Veja também dois trailers da atração aqui.
Wynonna Earp volta a matar demônios em dois trailers da 2ª temporada
O canal pago americano SyFy divulgou dois trailers da 2ª temporada de “Wynonna Earp”. As prévias reúnem os elementos básicos da série: demônios, tiroteios e a sensualidade atrevida da personagem-título, vivida pela canadense Melanie Scrofano (série “Designed Survivor”). “Wynonna Earp” é uma coprodução canadense, criada por Emily Andras (produtor-roteirista de “Lost Girl”) e baseada nos quadrinhos homônimos de Beau Smith, publicados pela editora IDW. A premissa é de um faroeste sobrenatural, que acompanha uma descendente do famoso delegado do Velho Oeste Wyatt Earp em sua missão de caçar demônios, para acabar com uma maldição secular de sua família. O elenco também inclui Dominique Provost-Chalkley (“Vingadores: Era de Ultron”), Shamier Anderson (série “Shots Fired”), Katherine Barrell (série “Workin’ Moms”), Michael Eklund (série “Bates Motel”) e Tim Rozon (série “Lost Girl”) como o pistoleiro reencarnado Doc Holliday. A 2ª temporada estreia em 9 de junho.
Logan é o filme de super-heróis que os fãs sempre pediram
Comprometido com o papel de vilão em “Missão: Impossível 2”, Dougray Scott não teve agenda para fazer “X-Men”. Como plano B, a Fox e o diretor Bryan Singer optaram pelo, até então, desconhecido australiano Hugh Jackman para ser Wolverine na adaptação que fez Hollywood e o público respeitarem filmes baseados em histórias em quadrinhos. O primeiro “X-Men” (2000) até que foi legal, mas Jackman roubou a cena e valeu muito mais que o filme inteiro. Não demorou e veio “X-Men 2” (2003), esse sim um grande filme, e outras sete participações do ator como Wolverine. Só que, 17 anos depois, ainda faltava aquela pitada de coragem para entregarem um filme que representasse o furioso mutante do jeito que os fãs queriam – de forma brutal, descarregando sua raiva nos inimigos e com muito sangue espirrando na plateia. E prestígio na indústria é isso aí: perto de completar 50 anos, Jackman disse que faria o personagem apenas mais uma vez, porém exigindo que o filme saísse como queria. Conseguiu carta branca e entregou o projeto a um diretor de sua confiança, James Mangold. O resultado é “Logan”, o filme do Wolverine que os fãs sempre pediram. Um dos maiores elogios que se pode fazer é que não parece uma adaptação de histórias em quadrinhos – e é muito importante incluir isso – do modo como Hollywood acostumou o púlico. Trata-se de um filme completo, dramático quando exigido e raivoso quando a história pede. Sem acrobacias, cenas de ação à la 007, como a sequência do trem em “Wolverine: Imortal” (2013), curiosamente dirigido pelo mesmo James Mangold (que diferença faz a liberdade para tocar um filme), mas com muita porrada, membros decepados, palavrões (a primeira fala do filme é “FUCK”), sangue jorrando de maneira intensa, violentíssima, porém compreensível, aceitável quando entendemos Wolverine após quase duas décadas. Ainda mais porque, desta vez, ele está velho, cansado e com seu poder de regeneração bastante debilitado. Mas não é o caso de se apegar tanto à violência, tensão, adrenalina ou mesmo os efeitos visuais, porque o segredo do sucesso de “Logan” está no título. Apesar de tudo, não é um filme sobre um super-herói, mas sobre um homem em busca de sua humanidade perdida em um passado doloroso e que não volta mais. É o filme mais humano e centrado em personagens já feito sobre quadrinhos da Marvel, com diálogos reflexivos, pausas silenciosas e atuações definitivas de Hugh Jackman e Sir Patrick Stewart, que não precisam de muita coisa para cortar o coração do espectador nas simples conversas que Logan e Xavier travam sobre amor, a aceitação da morte, família, culpa, esperança, liderança e a relação pai e filho ou pai e filha. É onde entra a grande surpresa do filme, a pequena Dafne Keen, que rouba a cena como Laura (pode chamar de X-23) não somente nas sequências impressionantes de ação, mas também pelo seu potencial como atriz, apontando a franquia para um futuro promissor que o sucesso deste filme pode ajudar Hollywood a compreender. Em termos de adaptações de quadrinhos, “Logan” só é comparável a “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008), embora seja completamente diferente do filme de Christopher Nolan. Em diversos momentos, parece mais uma produção da Nova Hollywood dos anos 1970, devido à ousadia de querer sair fora dos padrões. Mas seu espírito verdadeiro pertence aos westerns e road movies, o bom e velho filme de jornada, em que anti-heróis enfrentam percalços em fuga ou em busca de seu caminho. Como em “Os Imperdoáveis” (1992), “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007) e até “A Qualquer Custo” (2016), os protagonistas são corroídos por arrependimentos, cercados por violência e carregam hábitos e memórias de uma época que passou. Entretanto, nada é tão grandioso quanto o amor de James Mangold pelo clássico “Os Brutos Também Amam” (1953). Para os fãs de Wolverine, esse é o filme dos sonhos. Outros atores poderão interpretar Wolverine, claro, mas nenhum será o Logan de Hugh Jackman, como nenhum outro 007 foi o James Bond de Sean Connery. Isso é sair por cima.
Trailer de western de Sofia Coppola vira terror com Elle Fanning, Kirsten Dunst e Nicole Kidman
A Focus Features divulgou o primeiro trailer e fotos de “The Beguiled”, remake do western “O Estranho que Nós Amamos”, com direção de Sofia Coppola (“Bling Ring”). A prévia traz o ator Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Vivem”) no papel interpretado por Clint Eastwood em 1971, como um soldado ianque ferido, que é socorrido e tratado numa escola sulista para meninas. Sua presença desperta interesse tanto no corpo docente quanto no discente, e não demora a render relações indecentes. Mas a tensão sexual gera ciúmes e dá uma guinada na trama, com o final do trailer marcado por gritos desesperados de filme de terror. O remake registra a segunda parceria de Coppola com a atriz Elle Fanning (as duas trabalharam juntas em “Um Lugar Qualquer”) e a terceira com Kirsten Dunst (após “As Virgens Suicidas” e “Maria Antonieta”). Além delas, as atrizes Nicole Kidman (“Olhos da Justiça”) e Angourie Rice (“Dois Caras Legais”) também fazem parte da seleção de loiras da produção. O novo “O Estranho que Nós Amamos” estreia em 30 de junho nos EUA e apenas dois meses depois, em 24 de agosto, no Brasil.
Brimstone: Dakota Fanning enfrenta pastor sádico em trailer violento de western europeu
A Momentum Pictures divulgou os pôsteres, novas fotos e o trailer de “Brimstone”, western europeu estrelado por Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”), Guy Pearce (“The Rover – A Caçada”) e Kit Harington (série “Game of Thrones”). Primeiro filme falado em inglês do cineasta holandês Martin Koolhoven (“AmnesiA”), “Brimstone” conta a história de uma mulher muda chamada Liz (Fanning), vítima do sadismo exacerbado de um pastor cruel (Pearce), que ao reencontrar o torturador planeja sua vingança. O elenco também inclui a inglesa Emilia Jones (“High-Rise”), a suiça Carla Juri (“Zonas Úmidas”), a sueca Vera Vitali (“Blind”) e a holandesa Carise Van Hotten (também de “Game of Thrones). O filme teve première no Festival de Veneza e estreia em 10 de março nos EUA. Não há previsão para seu lançamento no Brasil. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las e aproveite para ver outras fotos e três cenas do filme aqui.
Barbara Hale (1922 – 2017)
Morreu Barbara Hale, atriz da série “Perry Mason” e par romântico, no cinema, de alguns dos principais astros de Hollywood. Ela tinha 94 anos e faleceu na quinta (26/1) em sua casa, em Sherman Oaks, na California. Hale começou a carreira como modelo nos anos 1940, o que levou a um contrato para filmar produções do estúdio RKO, a partir de 1943. Diz a lenda que ela ouviu um diretor de casting fazer uma ligação desesperada em busca de uma substituta para uma atriz que estava doente, e foi assim que estrelou em Hollywood. “Claro que aumentaram a história, porque não era um papel importante e eu tinha só uma frase”, ela contou, anos depois. Mas esse começo modesto não demorou a colocá-la ao lado dos grandes astros da época, como Frank Sinatra (“A Lua a Seu Alcance”, 1943), Robert Mitchum (“A Oeste de Pecos”, 1945), Robert Young (“A Dama da Sorte”, 1946, e “Três é Demais”, 1949), Robert Ryan (“O Menino dos Cabelos Verdes”, 1948) e James Stewart (“Radiomania”, 1950). Os papéis românticos foram diminuindo com o passar dos anos, levando-a a explorar outras vertentes, o que lhe rendeu protagonismo num par de clássicos do cinema noir – “Ninguém Crê em Mim” (1949), de Ted Tetzlaff, e “Alma em Sombras” (1949), de Richard Fleischer – , mas principalmente em diversos westerns B, em que fez par com cowboys clássicos de Hollywood, como Broderick Crawford (“O Sabre e a Flecha”, 1953), Randolph Scott (“O Fantasma do General Custer”, 1956), Joel McCrea (“Na Sombra do Disfarce”, 1953, e “Quando as Pistolas Decidem”, 1957), Jock Mahoney (“Nos Degraus da Glória”, 1957) e até Rock Hudson (“Seminole”, 1953). Ela adorava westerns, porque foi no primeiro que estrelou que conheceu seu futuro marido, o ator Bill Williams, coadjuvante de “A Oeste de Pecos” (1945). Ela aceitou o convite do rapaz para tomar um café e um ano depois já estavam casados. O pai de seus três filhos também foi responsável por demonstrar que fazer séries de TV podia ser prazeroso. Após uma longa carreira cinematográfica, Bill Williams estrelou com sucesso a série “As Aventuras de Kit Carson”, que rendeu mais de 100 episódios entre 1951 e 1955. Em 1957, Hale se juntou ao elenco de “Perry Mason”, uma das séries jurídicas mais influentes da história da TV, no papel de Della Street, a secretária do protagonista interpretado por Raymond Burr. Ela era responsável por alguns insights importantes na resolução dos casos da semana, invariavelmente resolvidos num tribunal. “Quando começamos, ainda havia poucas mulheres na TV retratadas como profissionais, pois eram quase todas donas de casa”, disse Hale, numa entrevista dos anos 1990, sobre o revival da série, “Eu também gostava que ela fosse independente a ponto de não ser casada, porque meu marido, Bill, não precisava me ver casada com outro homem, e nossos filhos não tinham que me ver cuidando de outras crianças”. Pelo papel, Barbara Hale venceu o Emmy como Melhor Atriz Coadjuvante de Série Dramática de 1959. Mas ela participou da série até 1966, aparecendo em todos os 271 episódios produzidos de suas impressionantes nove temporadas. Após o fim de “Perry Manson”, a atriz fez participações em algumas séries, inclusive “Têmpera de Aço”, a nova atração do ator Raymond Burr, e coestrelou o longa “Aeroporto” (1970), como a esposa do piloto vivido por Dean Martin. A produção, que incluía um terrorista a bordo de uma aeronave, gerou um frenesi tão grande que acabou responsável pela tendência dos filmes de desastre. A carreira cinematográfica só incluiu mais um filme relevante, “Amargo Reencontro” (1978), de John Millius, sobre surfistas, em que viveu a mãe de seu filho na vida real, William Katt. Por sinal, ela também fez uma participação num episódio da série que popularizou o filho, “Super-Herói Americano”, em 1982, e ainda atuou ao lado do marido no telefilme “Meu Amigo Lobo” (1976), da Disney. Enquanto isso, “Perry Mason” continuava a ser reprisada com sucesso em diversas estações americanas. A rede CBS tinha tentado se aproveitar disso ao lançar “The New Perry Mason”, uma série com outro elenco nos anos 1970, mas o público não aceitou Monte Markham como Perry Mason e Sharon Acker como Della Street. A novidade foi tão mal recebida que não passou dos 15 episódios. Curiosos para ver como o público reagiria à volta do elenco original, os produtores convidaram Burr e Hale a retomarem seus papéis num telefilme, que foi lançado com toda a pompa como “O Retorno de Perry Mason” em 1985. A produção bateu recorde de audiência. A repercussão foi tanta, que novos telefilmes foram encomendados, num total de 30, rendendo mais uma década de casos resolvidos. Nem a morte de Raymond Burr, em 1993, interrompeu a produção, mas deixou Della Street, a personagem de Hale, como a única que participou de todos casos originais de “Perry Mason”. Notadamente, o último telefilme, exibido em 1995, foi também o último trabalho da carreira da atriz.
Frontier: Série de Jason Momoa passada no Velho Oeste ganha trailer legendado
A Netflix brasileira finalmente divulgou a versão legendada do trailer de “Frontier”, série estrelada por Jason Momoa (o Aquaman da “Liga da Justiça”), que antes mesmo da estreia já garantiu uma 2ª temporada. A prévia apresenta o personagem do ator, que todos querem morto, além de muitas cenas violentas. “Frontier” se passa no Velho Oeste, em meio à luta selvagem pelo controle do comércio de peles durante o final do século 18, quando as florestas da América do Norte ainda eram disputadas por colonizadores americanos, franceses e índios. O contexto não é muito diferente do apresentado no filme “O Regresso” (2015), inclusive em termos de locação, já que a atração foi filmada no norte do Canadá. Entretanto, o período abordado é anterior ao do filme premiado. Além de Momoa, o elenco inclui Landon Liboiron (série “Hemlock Grove”), Alun Armstrong (série “Penny Dreadful”), Zoe Boyle (série “Downton Abbey”), Breanne Hill (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Evan Jonigkeit (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), Christian McKay (série “Jekyll & Hyde”), Allan Hawko (série “Republic of Doyle”) e a estreante Jessica Matten. Criada pelos irmãos Robert e Peter Blackie (que trabalharam na série canadense “Republic of Doyle”), “Frontier” tem seis episódios em sua 1ª temporada, já disponibilizados na plataforma de streaming.
Irmãos Coen trocam o cinema pela TV para escrever e dirigir sua primeira série
Os irmãos Joel e Ethan Coen vão desenvolver a sua primeira série de TV. Intitulada “The Ballad Of Buster Scruggs”, a série foi criada pelos Coen. Seus episódios serão totalmente escritos, produzidos e dirigidos pelos irmãos, que darão um tempo nos trabalhos cinematográficos para priorizar o projeto. Detalhes da trama ainda são desconhecidos, mas, segundo o site da revista Variety, a série vai se passar no Velho Oeste e ter formato de antologia. Os Coen foram atraídos para a TV após o sucesso da adaptação de seu filme “Fargo” (1996) justamente numa série com formato de antologia, que muda a história e o elenco a cada temporada. A série “Fargo” não foi criada pelos Coen, mas eles foram avalistas de Noah Hawley, permitindo a adaptação e recebendo créditos de produtores executivos. A ideia de desenvolver uma história no Velho Oeste marca um retorno dos irmãos aos cenários de “Bravura Indômita”, filme que recebeu dez indicações ao Oscar em 2011. Com o anúncio da série, os irmãos se juntam ao time de grandes diretores de cinema que migraram para a televisão, seguindo, entre outros, Steven Soderbergh (série “The Knick”), David Fincher (série “House of Cards”), Jane Campion (minissérie “Top of the Lake”), Jonathan Demme (“A Gifted Man”), M. Night Shyamalan (série “Wayward Pines”), Patty Jenkins (série “The Killing”), Mimi Leder (série “The Leftovers”) e David O. Russell, que está desenvolvendo sua primeira série para a Amazon. “The Ballad Of Buster Scruggs” ainda não tem canal definido, mas será financiada pela nova divisão televisiva do estúdio Annapurna, conhecido por dramas de qualidade (“A Hora Mais Escura”, “Trapaça”, “Ela”, “Joy”, “Foxcatcher”). O último filme dirigido pelos Coen foi a comédia “Ave, César!”, com George Clooney, que abriu o Festival de Berlim em 2016.
Jason Momoa defende o Velho Oeste no primeiro trailer e 76 fotos da série Frontier
A Netflix divulgou 76 fotos e o primeiro trailer de “Frontier”, série estrelada por Jason Momoa (o Aquaman da “Liga da Justiça”), que antes mesmo da estreia já garantiu uma 2ª temporada. Ainda sem legendas, a prévia apresenta seu personagem, que todos querem morto, além de muitas cenas violentas. “Frontier” se passa no Velho Oeste, em meio à luta selvagem pelo controle do comércio de peles durante o final do século 18, quando as florestas da América do Norte ainda eram disputadas por colonizadores americanos, franceses e índios. O contexto não é muito diferente do apresentado no filme “O Regresso” (2015), inclusive em termos de locação, já que a atração foi filmada no Canadá. Entretanto, o período abordado é anterior ao do filme premiado. Além de Momoa, o elenco inclui Landon Liboiron (série “Hemlock Grove”), Alun Armstrong (série “Penny Dreadful”), Zoe Boyle (série “Downton Abbey”), Breanne Hill (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Evan Jonigkeit (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), Christian McKay (série “Jekyll & Hyde”), Allan Hawko (série “Republic of Doyle”) e a estreante Jessica Matten. Criada pelos irmãos Robert e Peter Blackie (que trabalharam na série canadense “Republic of Doyle”), a série terá seis episódios em sua 1ª temporada, com estreia prevista para 20 de janeiro.
Retrospectiva: Os 10 melhores filmes lançados por streaming ou vídeo de 2016
Os serviços de streaming, em especial a Netflix, vem ocupando espaço precioso na distribuição de filmes. Com uma postura agressiva, a plataforma tem intensificado sua disputa com os estúdios tradicionais pelos direitos de produções de festivais. Não por acaso, diversos filmes indies americanos só chegaram ao Brasil por streaming em 2016. Mas o apetite da Netflix parece não ter fronteiras, como demonstra “Divinas”, drama francês que venceu a Câmera de Ouro de Melhor Filme de cineasta estreante do último de Festival de Cannes e que está na disputa do Globo de Ouro 2017 de Melhor Filme Estrangeiro. Para os cinéfilos, o streaming se tornou a única alternativa para apreciar os mais recentes trabalhos do mestre Zhang Yimou, “Voltando para Casa”, e da inglesa Andrea Arnold, “American Honey” – lançado como “Docinho da América” em 30 de dezembro. Mas até o velho DVD ainda serve para trazer ao país títulos cultuados, como a comédia neozelandesa de vampiros “O que Fazemos nas Sombras”, dirigida por Taika Waititi (do vindouro “Thor: Ragnarok”), e o western visceral “Rastro de Maldade”, estrelado por um dos “oito odiados” de Tarantino, Kurt Russell.
Kevin Costner planeja dirigir uma saga western de mais de 10 horas de duração
Kevin Costner conquistou um Oscar de Melhor Direção por “Dança com Lobos” (1990), mas o fracasso retumbante da sci-fi “O Mensageiro” (1997) abreviou precocemente sua carreira de diretor. Ele até ensaiou uma volta com outro western, “Pacto de Justiça” (2003), que teve boa avaliação crítica, e garante não ter desistido. Em entrevista ao site Variety, ele revelou ter escrito material para mais de 10 horas de um novo faroeste que pretende dirigir. “Eu gostaria de voltar ao comando dos filmes. Nos últimos tempos, tenho dado vários projetos para diretores que achava capazes de tirá-los do papel. Mas muita gente da minha família fala: ‘Você precisa dirigir os filmes pelos quais se apaixona’. Então, eu acho que voltarei a dirigir”, ele declarou. Sobre o tão sonhado western, o diretor/ator declarou que pretende dividir o projeto em três ou quatro filmes, criando assim uma saga. Ele estaria aberto a realizar o projeto na TV, mas preferia poder lançar um filme a cada seis meses nos cinemas, e cita como exemplo dois clássicos do diretor francês Claude Berri, “Jean de Florette” e “A Vingança de Manon”, ambos lançados em 1986.
Lupita Tovar (1910 – 2016)
Morreu Lupita Tovar, uma das primeiras estrelas latinas de Hollywood. Ela faleceu no sábado (12/11) em Los Angeles, de causas naturais aos 106 anos de idade. Nascida em Oaxaca, no México, Lupita foi descoberta pelo documentarista Robert Flaherty na capital mexicana, durante uma competição para revelar atrizes de cinema. Ela ficou em 1º lugar e, como prêmio, foi convidada a filmar nos EUA, mudando-se para Los Angeles na companhia da avó materna em 1928. Seu primeiro contrato foi com os estúdios Fox, participando de filmes mudos, em que deveria demonstrar diversos talentos. Por isso, precisou aprender a tocar violão e ter aulas de dança, além de estudar inglês, uma língua que ela mal falava. Mas se dedicou arduamente, visando conquistar um novo contrato. Ela conseguiu seu objetivo, assinando com a Universal, mas para filmar em espanhol. Muitos de seus primeiros trabalhos se perderam, como “A Mulher Enigma” (1929), em que contracenou com Bela Lugosi. Mas, por coincidência, ela acabou ficando mais conhecida justamente num filme que todos relacionam a Lugosi. Na época, os estúdios começavam a perceber que o mercado de cinema não se restringia aos EUA e passaram a fazer versões alternativas de seus lançamentos faladas em espanhol. Assim, simultaneamente à filmagem do clássico “Drácula” (1931) de Lugosi, a Universal realizou um “Drácula” (1931) com diretor e atores mexicanos, aproveitando os mesmos cenários. Lupita interpretou Eva, a versão mexicana da protagonista Mina, numa produção em que os personagens tinham nomes espanholizados – Juan Harker, Lucía, etc. Além deste terror clássico, ela participou de “A Vontade do Morto” (1930), versão em espanhol de “Meia Noite em Ponto” (1930). E, por sinal, o produtor que teve a ideia de realizar esses remakes, o tcheco Paul Kohner, acabou se apaixonando e se casando com a atriz em 1932. Aos poucos, a Universal começou a escalar Lupita em filmes falados em inglês, como na aventura “A Leste de Bornéu” (1931), com direção de George Melford, e o western “A Lei da Fronteira” (1931), em que viveu a protagonista, ao lado do cowboy Buck Jones. Com status de estrela, Lupita foi convidada a voltar ao México para protagonizar “Santa” (1932), o primeiro filme mexicano sonoro – isto é, que tinha som e imagem sincronizados na mesma tira de celuloide. No melodrama, Lupita vivia uma jovem inocente que, após ter um caso com um soldado, tornava-se tragicamente uma prostituta. Fez tanto sucesso que o governo mexicano chegou a emitir um selo postal em sua homenagem, com Tovar caracterizada como Santa. Após um breve hiato para curtir o casamento e ter a primeira filha, Lupita voltou a Hollywood com a comédia clássica “Fanfarronadas” (1936), ao lado do mestre do humor Buster Keaton, que foi outro grande sucesso. Ela ainda participou do filme de guerra “Bloqueio” (1938), com Henry Fonda, protagonizou o western “Valentia de Gringo” (1939), com George O’Brien, e coestrelou “South of the Border” (1939) com o cowboy cantor Gene Autry, “Inferno Verde” (1940), com Douglas Fairbanks Jr., e “O Galante Aventureiro” (1940), com Gary Cooper, antes de engravidar do segundo filho e se aposentar cinco anos depois com o filme B de mistério “O Médico Destemido” (1945). Ao sair de cena, a atriz deixou uma herdeira, a filha Susan Kohner, que seguiu a carreira da mãe e foi indicada ao Oscar por “Imitação da Vida” (1959), de Douglas Sirk. Além disso, os filhos de Susan também se destacaram no cinema, mas em outras funções, escrevendo e dirigindo filmes. Indicados ao Oscar pelo Roteiro de “O Grande Garoto” (2002), os irmãos Chris e Paul Weitz são netos de Lupita.












