Cantor do Creed será Frank Sinatra em biografia de Ronald Reagan
O roqueiro Scott Stapp, cantor do Creed, vai interpretar Frank Sinatra no filme “Reagan”, que conta a história do ator e presidente norte-americano Ronald Reagan. A escalação foi anunciada nesta quinta (17/12) e foi considerada um sacrilégio para os fãs de Sinatra. Mas nem é para tanto. De acordo com a revista Billboard, Stapp terá uma pequena aparição numa única cena, durante uma visita do jovem Reagan à boate Cocoanut Groven. Mesmo assim, o diretor Sean McNamara disse que estava honrado pela presença do músico no elenco. “Scott é conhecido por performances grandes e de alta energia, então foi uma emoção vê-lo mudar de marcha para incorporar o carisma contido de Sinatra”, disse o cineasta à Billboard. Com uma filmografia repleta de produções infantis do Disney Channel e lançamentos do gênero para o mercado de vídeo, “Reagan” também é uma anomalia na carreira de McNamara. Mas nem por isso se tornou um trabalho cercado de expectativas. O filme é uma produção independente de baixo orçamento, que traz Dennis Quaid e Penelope Ann Miller como Ronald e Nancy Reagan, e que deve ser disponibilizada diretamente no mercado de VOD (locação digital).
Filmes Online: Porta dos Fundos é destaque no Top 10 da semana
O novo especial de Natal do Porta do Fundos, “Teocracia em Vertigem”, é o grande destaque da programação digital do fim de semana. Lançado na quinta (10/12), já foi visto mais de 1 milhão de vezes – de graça! – no YouTube. Como tem sido desde 2013, o especial utiliza a figura de Jesus para fazer humor político. No passado recente, isto valeu a Fabio Porchat, Gregório Duvivier, Antonio Tabet e cia inúmeras críticas, ameaças, processos judiciais e até mesmo um atentado com bomba incendiária. O radicalismo se acirrou principalmente nos dois últimos anos, quando os programas foram disponibilizados pela Netflix. Foram tantos protestos que os Portas voltaram para o YouTube. Em “Teocracia em Vertigem”, o grupo optou por satirizar o cenário político brasileiro desde o impeachment de Dilma Rousseff, usando como metáfora o golpe que levou à crucificação de Cristo. Assim, várias referências políticas brasileiras aparecem na trama bíblica, como micheques (cheques misteriosos) de Fabrício Queiroz, que são usados para pagar Judas, e nas justificativas de votos em Barrabás, um personagem até então do baixo clero. Para estruturar o projeto, o grupo escolheu um formato de falso documentário com depoimentos individuais, que serviu de alternativa à impossibilidade de gravar normalmente, por causa da pandemia. O título, inclusive, presta homenagem a “Democracia em Vertigem”, documentário de Petra Costa sobre o mesmo tema – não o Natal, o impeachment – , que foi indicado ao Oscar. Mas o resultado também tornou este especial mais parecido com um programa de esquetes. Além dos humoristas conhecidos do grupo, a nova produção ainda conta com várias convidados, desde a citada Petra Costa à várias figuras da cultura pop nacional, como Emicida, Thati Lopes, Clarice Falcão, Daniel Furlan, Emicida, Gabriel Louchard, Hélio de la Peña, Marcos Palmeira, Raphael Logam, Renato Góes, Teresa Cristina, Yuri Marçal, Marco Gonçalves, entre outros nomes, além de Arnaldo Antunes, que contribui com uma música – a regravação da canção “Marcha do Demo”, dos Titãs. O Top 10 também inclui a nova versão de “O Poderoso Chefão 3”, reeditada pelo diretor Francis Ford Coppola, a adaptação do musical LGBTQIA+ da Broadway “Festa de Formatura”, com direção de Ryan Murphy (criador de “Pose”, “Glee” e “American Horror Story”), e várias opções menos óbvias que valem a pena serem descobertas. Confira os trailers e os locais onde os filmes podem ser vistos logo abaixo. Teocracia em Vertigem (Pluto TV, YouTube) O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone (Apple TV, Google Play, NOW) Festa de Formatura (Netflix) Sou Sua Mulher (Amazon Prime Video) A Incrível História da Ilha das Rosas (Netflix) Um Jogo Perverso (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Kakegurui (Apple TV, NOW, Vivo Play) Wolfwalkers (Apple TV+) Emicida – AmarElo: É Tudo Pra Ontem (Netflix) O Orfanato (Now, Vivo Play)
Estreias online: Mulan e Mank são opções de cinema em casa
Um dos filmes mais esperados de 2020 finalmente chega ao Brasil, direto em streaming. A versão live-action de “Mulan” é o grande destaque comercial da semana, com muita ação, cores vibrantes e lutas épicas na Disney+ (Disney Plus). Mesmo assim, os cinéfilos podem preferir um drama em preto e branco sobre os bastidores de um filme de 1941. Dirigido por David Fincher, “Mank” recria, sob aplausos da crítica, algumas lendas da produção do clássico “Cidadão Kane” e é aposta da Netflix para o Oscar 2021. Ambos os filmes foram precedidos de grande campanha publicitária, de modo que os espectadores já tem uma noção do que esperar. Por conta disso, vale a pena enfatizar que, na verdade, nenhum deles atingiu a mesma aprovação crítica que “Sound of Metal”. Se você não sabe do que se trata é porque o filme não recebeu muita divulgação da sua plataforma. De fato, a Amazon nem traduziu o título para o lançamento no Brasil. Mas a história do baterista de rock que perde a audição é, disparado, o filme mais elogiado pela crítica internacional do Top 10 desta semana, com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes – 10% acima de “Mank”. Produção independente que marca a estreia na direção de Darius Marder, “Sound of Metal” venceu o Festival de Zurique, na Suiça, e está na disputa do Gotham Awards com Riz Ahmed (intérprete do baterista) como Melhor Ator do ano. Detalhes: o drama foi escrito pelo cineasta Derek Cianfrance (“O Lugar onde Tudo Termina”) e também registra uma performance intensa da jovem Olivia Cooke (“Bates Motel”) como cantora de rock. A lista tem ainda um ótimo terror sul-coreano, uma divertida comédia francesa, um drama sérvio, mais uma fantasia da Disney, o Natal de Leandro Hassum e dois documentários brasileiros importantes. Produção da Globo, “Cercados” registra a cobertura da pandemia de coronavírus em meio ao clima negacionista estimulado pelo governo Bolsonaro. E “Maria Luiza” conta a história da primeira militar transexual do Brasil. Veja abaixo os trailers das 10 melhores estreias para ver pela internet neste fim de semana. Mulan | EUA | 2020 Disponível na Disney+ (Disney Plus) Mank | EUA | 2020 Disponível na Netflix Sound of Metal | EUA | 2020 Disponível na Amazon Fada Madrinha | EUA | 2020 Disponível na Disney+ (Disney Plus) Tudo Bem no Natal que Vem | Brasil | 2020 Disponível na Netflix O Retorno do Herói | França | 2019 Disponível na Amazon, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Films A Ligação | Coreia do Sul | 2020 Disponível na Netflix Cicatrizes | Sérvia | 2019 Disponível na iTunes/Apple TV, Google Play, Now e Vivo Play Cercados | Brasil | 2020 Disponível na Globoplay Maria Luiza | Brasil | 2020 Disponível na Globoplay
Andy Garcia diz que nova versão encerra insatisfação com O Poderoso Chefão 3
O ator Andy Garcia comentou a nova versão de “O Poderoso Chefão 3”, após assistir uma sessão especial do longa ao lado de Al Pacino e Diane Keaton. Dizendo-se feliz e satisfeito com a edição feita pelo diretor Francis Ford Coppola, o intérprete de Vincent Corleone espera que o filme seja melhor compreendido, pois nunca entendeu a insatisfação com a versão original, lançada nos cinemas em 1990. “Nunca tive problemas com a versão original, mas estou muito próximo”, disse o ator que foi indicado ao Oscar por interpretar o filho ilegítimo de Sonny Corleone (James Caan). Ele comparou as duas versões em entrevista ao site The Hollywood Reporter, dizendo que “há uma clareza maior nessa versão, que Francis queria”. Os dois primeiros filmes estão entre os melhores já feitos, por isso o terceiro foi lançado sob um microscópio, avalia Garcia. Mas diante das indicações para prêmios, as críticas – e às vezes desdém – sempre parecerem injustificadas para o ator. “Achei que muitas coisas eram injustas sobre o filme, especialmente como Sofia [Coppola] foi tratada”, disse Garcia. A filha de Francis Ford Coppola assumiu o papel de filha de Michael Corleone (Pacino) após Winona Ryder, originalmente escalada como Mary Corleone, desistir no início da produção por ordem médica, devido à exaustão. Quando Sofia assumiu o papel de forma inesperada, ela acabou dilacerada pela crítica. Garcia espera que as pessoas assistam à nova versão e vejam a performance da agora cineasta sob uma nova luz. “Acho que se as pessoas revisitarem este filme, verão uma atuação muito honesta, profunda e comovente de Sofia. Acho que há uma grande tragédia na personagem, uma atuação muito corajosa e estou muito orgulhoso do trabalho que fizemos”, diz Garcia. Ele acredita que a nova versão vai encerrar esta e todas as insatisfações remanescentes sobre o filme original. Já sobre seu personagem, o ator não consegue escolher um momento favorito, mas concorda que a transferência de poder de Michael para Vincent no final foi uma cena “muito delicada”, como foi o momento em que Vincent concorda em abandonar seu amor por Maria em troca de uma responsabilidade maior. Para completar, ele brincou sobre sua relação com seu pai na trama. Ele e James Caan não chegaram a contracenar na trilogia, mas se tornaram amigos ao longo dos anos. Garcia contou rindo como o parentesco cinematográfico acabou virando uma piada entre eles. “A primeira vez que o encontrei, eu disse, ‘Ei, papai. Como você está?’ Ele estava orgulhoso de mim”, contou. Os filhos dos dois atores acabaram frequentando a mesma escola, o que fez com que eles passassem a se encontrar seguidamente. Segundo Garcia, Caan sempre dizia a quem os encontrasse: “Ei, você conhece meu filho?” Coppola ficou seis meses trabalhando na reedição de “O Poderoso Chefão 3”, que contou com a revisão completa dos negativos originais, guardados em mais de 300 caixas. Batizada em português de “O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone”, a edição do diretor terá um lançamento limitado nos cinemas brasileiros na quinta-feira (3/12) e chegará em PVOD para locação digital cinco dias depois. Veja o trailer abaixo.
Estreias online: Veja 10 sugestões de filmes para o fim de semana
Cada vez mais consolidado, o circuito digital de cinema permite reunir um Top 10 de ótimas opções para este fim de semana – à exceção da 10ª indicação, que pode até ser considerada, na verdade, uma contraindicação. Para começar, o melhor da lista. Entre opções para todos os gostos, da comédia romântica ao terror, o grande destaque é “Mosul”, produção americana com atores árabes e possivelmente o melhor filme de guerra dos últimos tempos – pelo menos, desde “Falcão Negro em Perigo” (2001). Por ser totalmente falado em árabe, o longa não passou nos cinemas, sendo negociado diretamente com a Netflix. Como esperado, a decisão em favor da autenticidade fortaleceu o realismo das cenas, que são brutais. Supertenso e repleto de ação, “Mosul” se passa na cidade do título, um local completamente destruído por bombas, em que um grupo de policiais iraquianos tenta impedir o avanço carniceiro do Estado Islâmico. Primeiro filme dirigido pelo roteirista Matthew Michael Carnahan – que começou a carreira escrevendo “O Reino”, de 2007, igualmente passado no Oriente Médico – , “Mosul” ainda tem produção assinada pelos irmãos Russo, diretores de “Vingadores: Ultimato” – e, por enquanto, está com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Os destaques da programação também incluem dois filmes de enorme potencial cult e que devem agradar quem busca alternativas criativas às produções americanas de apelo comercial. Com fotografia de cores psicodélicas e clima perturbador ao extremo, o terror colombiano “Luz: A Flor do Mal” – também com 100% no RT – ilustra como a fé pode se tornar distorcida, ao acompanhar uma família crente numa comunidade isolada nas montanhas. Em tom completamente diverso, a comédia finlandesa “Heavy Trip” encontra seu humor numa fonte pouco provável: o extremamente sisudo thrash/death/black metal finlandês. A trama gira em torno de uma banda iniciante que acredita estar no rumo do estrelato internacional – isto é, de sua primeira viagem à Noruega – , mesmo que jamais tenha se apresentado fora de sua garagem. Tem 94% no Rotten Tomatoes e é recomendadíssimo para quem gosta de comédias de rock. “A Galeria dos Corações Partidos” (mais) e “Uncle Frank” (menos) também divertem. E vale conferir ainda o longa brasileiro “O Barco”, de Petrus Cariry, que venceu três prêmios técnicos no Festival Cine Ceará de 2018, incluindo Melhor Fotografia por suas imagens que evocam atmosfera sobrenatural. Na verdade, de todas as opções, só uma destoa muito. Projeto de prestígio da Netflix, “Era uma Vez um Sonho” (Hillbilly Elegy) deve ter sido concebido visando vagas no Oscar, mas o resultado acabou tendo nível de melodrama convencional de televisão. Dirigido por Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”), o filme traz Glenn Close (“A Esposa”) e Amy Adams (“Objetos Cortantes”) como mãe e filha, e conta uma história geracional de autodestruição pelo vício, pobreza e outras limitações já vista muitas vezes antes. Com apenas 25% de aprovação no RT, entra nesta lista apenas pelos nomes envolvidos. Mosul | EUA | 2020 Disponível na Netflix Luz: A Flor do Mal | Colombia | 2019 Disponível na Apple TV/iTunes, NOW e Vivo Play Heavy Trip | Finlândia | 2020 Disponível na NOW e Vivo Play Uncle Frank | EUA | 2020 Disponível na Amazon A Galeria dos Corações Partidos | EUA | 2020 Disponível na Apple TV/iTunes, NOW, SKY Play e Vivo Play A Verdadeira História de Ned Kelly | Austrália | 2019 Disponível na Apple TV/iTunes e Vivo Play Nosso Amor | EUA | 2019 Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, NOW, Vivo Play e YouTube Filmes A Batida Perfeita | EUA | 2020 Disponível na Apple TV/iTunes e SKY Play O Barco | Brasil | 2018 Disponível na Apple TV/iTunes, NOW e Vivo Play Era uma Vez um Sonho | EUA | 2020 Disponível na Netflix
Diane Keaton chama nova versão de O Poderoso Chefão 3 de “sonho que virou realidade”
A atriz Diane Keaton disse ter ficado impressionada pela nova versão de “O Poderoso Chefão 3”, reeditada pelo diretor Francis Ford Coppola para relançamento nos cinemas e em streaming. “Assistir [a nova versão] foi um dos melhores momentos da minha vida”, elogiou Keaton, em entrevista para a revista Variety. “Para mim, foi um sonho que virou realidade. Eu vi o filme sob uma luz completamente diferente. Quando eu vi lá atrás, minha reação foi ‘Oh, eu não sei.’ Não parecia funcionar muito bem e as críticas não eram boas. Mas Francis reestruturou o começo e o fim e, nossa, como funcionou.” Coppola ficou seis meses trabalhando na edição, que contou com a revisão dos negativos originais, guardados em mais de 300 caixas, para recuperar a obra, que encerrou com críticas apenas medianas uma trilogia que tinha começado excepcional. Com a nova versão finalmente finalizada, ele convidou o elenco original para uma exibição privada no estúdio da Paramount. E Keaton se maravilhou, lembrando da diversão que foram as filmagens no final dos anos 1980. “Isso me levou de volta”, diz Keaton. “Naquela época, eu estava meio que com Al. Eu realmente gostei do Andy Garcia [co-estrela]. Estávamos filmando na Itália. Foi um momento especial.” Mas ao ver o filme projetado nas telas em 1990, ela acabou concordando com a crítica. “E era uma das pessoas que não gostaram”, admite ela. “O que estava errado comigo? Por que eu não gostei disso antes? Eu meio que dei de ombros e pensei ‘tudo bem’.” Ela agora está convencida de que a reedição de Coppola fará as pessoas reconsiderarem o filme, inclusive um de seus elementos mais difamados, a atuação de Sofia Coppola como filha de Michael Corleone, Mary. Ela quase não tinha experiência em atuação quando substituiu Winona Ryder, que caiu doente pouco antes das filmagens, e os críticos dilaceraram sua atuação, chamando-a de amadora e pouco convincente. “Isso não vai acontecer mais”, diz Keaton, argumentando que a nova edição dá ao desempenho de Sofia Coppola mais chance de brilhar. “Ela é como uma filha seria se você tivesse este cara como seu pai, o chefe de uma organização criminosa. Ela não estava tão segura de si e está meio quieta. Meio assombrado. Achei ela fantástica. ” Keaton contou que conseguiu até mesmo deixar de lado sua antiga aversão a se ver na tela para apreciar o filme. “Nunca é divertido me ver”, diz Keaton. “Eu moro comigo. Eu não quero me ver na tela”, conta. Mas apesar de ser sua crítica mais dura, ela vê seu trabalho como Kay Corleone, a ex-esposa de Michael, como um dos destaques de uma carreira que inclui filmes amados como “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, “Reds” e “Alguém tem que Ceder”. “Os filmes de ‘O Poderoso Chefão’ são realmente poderosos”, diz Keaton. “Eles estão cheios deste mundo criminoso. Há uma intensidade e questões familiares. Acho que é muito fácil entender por que eles são amados.” Rebatizado de “O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone”, o filme terá lançamento limitado nos cinemas brasileiros em 3 de dezembro e chegará em PVOD para locação digital cinco dias depois. E Keaton torce para que o público prefira e possa vê-lo nos cinemas, “com ótima música e ótimo som, para que ele possa levar você para longe”, diz ela. “Eu gosto de filmes grandes. Eu gosto deles na minha cara. Você fica imerso neles dessa forma. Isso tira você de sua vida mundana e idiota. Eu falo por mim, é claro. ” Veja o trailer legendado da nova versão do filme de 1990 abaixo.
Trailer da nova animação de Batman homenageia filmes clássicos de kung fu
A DC Animation divulgou o trailer de sua nova animação feita para o mercado de VOD (locação digital). Intitulado “Batman: Soul of The Dragon”, o desenho se passa nos anos 1970 e presta homenagem aos filmes clássicos de kung fu e artes marciais daquela época, em particular “Operação Dragão” (1973). A trama vai mostrar Batman reencontrando antigos colegas, da época em que Bruce Wayne estudava artes marciais para lutar contra o crime. Estes colegas são Richard Dragon (também conhecido como Punhos do Dragão), Ben Turner (Tigre de Bronze) e Shiva (Lady Shiva). Mas vale observar que Dragon, originalmente ruivo nos quadrinhos, aparece retratado como um jovem asiático parecido com Bruce Lee (“O Dragão Chinês”), enquanto Turner troca sua careca lustrosa por um penteado afro ao estilo de Jim Kelly (“O Samurai Negro”) e Shiva passa uma vibe de Pei-Pei Cheng (“A Ermitã do Kung Fu”). Eles se juntam a Batman para enfrentar a terrível organização secreta conhecida como o Culto do Kobra. A animação é produzida por Bruce Timm (“Batman: A Série Animada”), dirigida por Sam Liu (“Batman: A Piada Mortal”) e traz em seu elenco de dublagem os atores David Giuntoli (o “Grimm”) como Batman, Mark Dacascos (“John Wick 3 – Parabellum”) como Dragon e dois ex-integrantes de “Arrow”: Michael Jai White, que repete seu papel televisivo como Ben Turner, e Kelly Hu, intérprete de China White na TV, com a voz de Lady Shiva. O lançamento está marcado para 26 de janeiro.
Nova versão de O Poderoso Chefão III ganha trailer para lançamento digital e nos cinemas
A Paramount divulgou o trailer legendado da nova versão de “O Poderoso Chefão III”. Rebatizado de “O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone”, o filme foi reeditado pelo diretor Francis Ford Coppola com abertura e desfecho diferentes. “Para esta versão, criei um novo começo e fim, e reorganizei algumas cenas, tomadas e entradas de música. Com essas mudanças, e com o visual e o som restaurados, acho que chegamos a uma conclusão mais apropriada para a saga”, disse Coppola, em um comunicado sobre o projeto. Curiosamente, porém, a edição do diretor acabou menor que a versão projetada em tela grande em 1990. Nem o diretor nem o estúdio contaram o que foi cortado do filme original, que completa 30 anos em 2020. O fato é que, mesmo com cenas a mais, a nova edição será cinco minutos mais curta, com 2 horas e 37 minutos de duração. Coppola ficou seis meses trabalhando na edição, que contou com a revisão dos negativos originais, guardados em mais de 300 caixas. Segundo o diretor, ele realizou basicamente uma “restauração quadro a quadro”. Como os dois filmes anteriores, “O Poderoso Chefão: Parte III” foi um sucesso de bilheteria e foi indicado a sete prêmios da Academia. Porém, ao contrário dos outros, não ganhou nenhum. A crítica também o considerou o mais fraco dos três. Na verdade, ponderou que nem estaria à altura dos outros dois. A revista New Yorker o chamou de humilhação pública, enquanto o jornal Washington Post o classificou como um “fracasso de proporções dolorosas”. Durante anos, o longa também assombrou Sofia Coppola, filha do diretor, escalada no filme para viver Mary Corleone, filha do protagonista (Al Pacino). Ela foi arrasada pela crítica e praticamente desistiu da carreira de atriz, mas se reinventou anos depois como uma cineasta premiada. A nova versão do filme terá lançamento limitado nos cinemas brasileiros em 3 de dezembro e chegará em PVOD para locação digital cinco dias depois.
Cinemark fecha acordo para diminuir janela de exibição de cinema
Depois da AMC, a rede Cinemark anunciou que também fechou um acordo com a Universal Pictures para diminuir a janela de exibição dos filmes do estúdio no cinema. O acordo divulgado nesta segunda (16/11) reforça a estratégia da Universal para encolher dramaticamente a tradicional janela que separa um lançamento do circuito cinematográfico e sua disponibilização em locação digital (em PVOD). Anteriormente fixada em três meses, o acordo com a AMC e a Cinemark reduz a exclusividade dos cinemas para três fins de semana nos EUA. O acerto abre exceção para filmes que tiverem uma bilheteria de mais de US$ 50 milhões em sua estreia, que permanecerão exclusivos por pelo menos cinco finais de semana – ou um mês inteiro, dois a menos que o padrão do mercado. Entre as produções do estúdio, filmes com esse potencial incluem os próximos lançamentos das franquias “Velozes e Furiosos” e “Jurassic World”. As redes de cinemas sempre resistiram a negociar a diminuição da janela e já ameaçaram se recusar a exibir filmes que forem lançados muito rapidamente em serviços sob demanda. Isso mudou durante a pandemia de coronavírus, quando reduzir a janela se tornou a única maneira de receber lançamentos inéditos. O contrato com a AMC foi fechado em julho e, após protestos iniciais, a aceitação da Cinemark assinala que a mudança é irreversível. Graças a esse negócio, a Universal se tornou o único estúdio que tem feito estreias seguidas nos cinemas. Os três filmes que lideraram as bilheterias dos EUA nas últimas três semanas são produções do estúdio. Já os outros grandes estúdios suspenderam suas estreias até 25 de dezembro – espera-se, inclusive, que essa margem seja ampliada. Com isso, apenas as produções da Universal, alguns títulos independentes e outros lançados simultaneamente em PVOD estão chegando ao mercado exibidor.
Estreias online: Top 10 da semana é festival de filmes premiados
Pronto para um festival de cinema em casa? Mais da metade do Top 10 das estreias online da semana destaca obras premiadas e com aprovação superior a 90% no site Rotten Tomatoes – que tira sua média das principais críticas publicadas em inglês (nos EUA, Canadá, Reino Unido e eventualmente Austrália). É praticamente um esboço de lista de melhores do ano, com muitos títulos inéditos nos cinemas brasileiros, num leque de opções melhor que a seleção disponibilizada neste mesmo período nas salas de exibição. Para dar noção, até a diversão leve e natalina da Netflix é bem cotada. Confira abaixo os destaques da programação, acompanhados por seus respectivos trailers. Nunca Raramente Às Vezes Sempre | EUA | 2020 Premiado nos festivais de Sundance e Berlim, e com impressionantes 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, o terceiro longa escrito e dirigido por Eliza Hittman (após “Parece Amor” e “Ratos de Praia”) é um dos principais destaques do cinema indie americano em 2020 e um dos filmes mais elogiados do ano. Traz Sidney Flanigan, recém-indicada ao prêmio de Revelação no Gotham Awards, como uma garota grávida que parte do interior da Pennsylvania para a cidade de Nova York em busca de auxílio médico para interromper sua gravidez não planejada, contando nessa jornada com apoio apenas de sua prima igualmente adolescente, vivida por Talia Ryder. As duas atrizes principais são estreantes, assim como a cantora Sharon Van Etten, que debuta no cinema. E todas arrebatam com suas performances, partindo os corações do público no processo. Emocionante. Disponível na Apple TV/iTunes O Candidato | Espanha | 2018 Vencedor de sete prêmios Goya (o Oscar espanhol), incluindo Melhor Roteiro, Direção e Ator, o filme de Rodrigo Sorogoyen é um retrato da corrupção política tão conhecida dos eleitores ibero-americanos. Antonio de La Torre (o José Mujica de “Uma noite de 12 anos”) vive um político que banca seu estilo de vida luxuoso com negócios ilícitos e ameaça destruir seu partido quando um jornal denuncia seus crimes. A crítica social é trabalhada em ritmo de thriller político, com um suspense que prende a atenção e justifica os 92% de aprovação entre a crítica norte-americana reunida no Rotten Tomatoes. Disponível na Apple TV/iTunes e Vivo Play Rainha de Copas | Dinamarca | 2019 A jovem cineasta May el-Toukhy dominou as premiações do cinema dinamarquês (o Bodil e o Robert Awards) com seu terceiro filme, também premiado pelo público no Festival de Sundance, que deu muito o que falar por seu tema polêmico. “Rainha de Copas” registra um relacionamento tabu entre uma mulher mais velha e seu enteado adolescente. O drama acaba pendendo para o suspense, ao retratar a protagonista como uma narcisista capaz de tudo para conseguir o que quer, sem pretender abrir mão de nada por isso. Tem 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, MUBI, NOW, Vivo Play e YouTube Filmes A Camareira | México | 2018 Indicação mexicana ao Oscar de Filme Internacional deste ano, o drama da estreante Lila Avilés concentra-se na vida penosa e frustrante de Eve, uma jovem mãe solteira que trabalha como camareira num hotel de luxo, sem tempo para nada, nem mesmo para seu bebê, cuidado por outra pessoa. Invisível para muitos, ela trava uma luta diária diante da impessoalidade de uma rotina que nada mais é do que uma forma de prisão. Sua maior ambição é cuidar do andar das suites de luxo. Seu sonho é ficar com o vestido vermelho esquecido por uma hóspede. Mas, gradualmente, o descontentamento implícito de Eve com seu status começa a se manifestar de várias maneiras. Chamado de “perfeito” e “obra-prima” pela imprensa internacional, que lhe rendeu 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, “A Camareira” é um filme de “clima”, em que a carga dramática se concentra no olhar da protagonista, vivida com empenho por Gabriela Cartol (“Eu Sonho em Outro Idioma”). Disponível na Vivo Play Rosa e Momo | Itália | 2020 A lendária atriz Sophia Loren não filmava desde o musical “Nine” (2009) e um telefilme de 2010 (“La Mia Casa è Piena di Specchi”), baseado numa obra de sua irmã. Perguntada se tinha se aposentado, a estrela dos clássicos “Duas Mulheres” (1960), “Ontem, Hoje e Amanhã” (1963) e “Um Dia Muito Especial” (1977) disse que apenas não tinha papéis que a fizessem querer interpretar. Pois aos 86 anos ela encontrou um motivo para voltar a atuar. Sua personagem, a Rosa do título em português, é uma sobrevivente do Holocausto que mantém uma creche em sua casa e encara o desafio de acolher Momo (Ibrahima Gueye), um menino de rua que a assaltou. Tudo o que o menino conhece é o mundo do crime até encontrar o afeto da mulher sofrida e ver a chance de pertencer a um lar pouco convencional. O filme é baseado no best-seller do escritor francês Romain Gary (1914–1980), autor de muitos romances adaptados pelo cinema – e a própria história de “Rosa e Momo” já tinha sido filmada anteriormente, em 1977, com o título brasileiro de “Madame Rosa, A Vida à Sua Frente”, trazendo outra grande atriz no papel principal: Simone Signoret (“As Diabólicas”). A nova versão foi adaptada pelo cineasta Edoardo Ponti (“Desejo de Liberdade”) e encantou a crítica, com 92% no Rotten Tomatoes. Disponível na Netflix Filhos da Dinamarca | Dinamarca | 2019 O thriller dramático aborda o efeito da propaganda de ódio contínua, mostrando diferentes perspectivas e pontos de vista de grupos radicais, numa escalada de violência que só alimenta mais violência. De um lado, terroristas muçulmanos promovem atentados na Europa. Do outro, movimentos neofascistas se fortalecem com discurso racista e anti-imigrantista, até o confronto inevitável. Com um roteiro forte e uma direção impactante, o filme de estreia do cineasta Ulaa Salim venceu o Bodil (o Oscar dinamarquês) e vários outros prêmios em festivais internacionais. Disponível na NOW Uma Invenção de Natal | EUA | 2020 Fantasia musical de Natal, o filme escrito e dirigido por David E. Talbert (que já fez “Um Natal Quase Perfeito”) conta com canções originais de John Legend para acompanhar a história de um lendário fabricante de brinquedos (Forest Whitaker, de “Pantera Negra”), cujas invenções fabulosas recebem muita admiração, até que seu antigo aprendiz, vivido por Keegan-Michael Key (“Meu Nome é Dolemite”), rouba sua criação mais valiosa. Pressionado a inventar algo revolucionário antes de falir, ele é salvo por sua neta, que descobre um brinquedo antigo e abandonado que é pura magia. O elenco ainda inclui Phylicia Rashad (“Creed”), Hugh Bonneville (“Downton Abbey”), Anika Noni Rose (“The Good Wife”), a menina estreante Madalen Mills e Ricky Martin, que dubla um boneco falante. Apesar de açucarado como bolo de Natal, o filme agrada sem enjoar, como demonstram seus 100% de aprovação. Disponível na Netflix A Febre | Brasil | 2019 Exibido pela primeira vez há 15 meses, no Festival Internacional de Locarno, na Suíça, quando Regis Myrupu conquistou o prêmio de Melhor Ator, “A Febre” é o longa de estreia da jovem cineasta Maya Da-Rin e também foi premiado nos festivais de Biarritz (França), IndieLisboa (Portugal), Lima (Peru), Chicago (EUA), Punta del Este (Uruguai), Pingyao (China), Rio e Brasília. Alinhado à tendência do realismo mágico sul-americano, o filme acompanha Justino (Myrupu), um indígena do povo Desana que trabalha como vigia em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Muito branco para sua tribo, muito índio para os brancos, desde a morte da sua esposa Justino só tem a companhia da filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília. Com a expectativa de ficar sozinho, ele é tomado por uma febre forte e passa a acreditar que uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho. Esta dramatização das pressões da vida urbana também foi lançada nos cinemas. Disponível na Now e Vivo Play Baixo Centro | Brasil | 2018 Vencedor da Mostra de Tiradentes 2018, o filme de Ewerton Belico e Samuel Marotta segue a linha experimental que costuma ser celebrada no festival mineiro, levantando questões sobre violência, sociedade e vida urbana, mas sem reflexões profundas, por meio do encontro e separação de um casal. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, NOW, Vivo Play e YouTube Filmes Carlinhos e Carlão | Brasil | 2020 A melhor das comédias do pacote nacional de novembro da Amazon tem pouca sutileza, mas diverte ao mostrar Luis Lobianco como Carlão, um machista homofóbico que se transforma ao entrar num armário novo, virando Carlinhos. Seu problema é que, de dia, ele volta a virar Carlão e precisa lidar com as situações causadas por Carlinhos. O primeiro filme protagonizado pelo humorista do “Vai que Cola” e projetos do Porta dos Fundos tem seus exageros, mas o experiente diretor Pedro Amorim (“Mato sem Cachorro”, “Divórcio”) ajuda a transformar esse “O Médico e o Monstro” LGBTQIA+ numa história necessária para os machões deste “país de maricas”. Disponível na Amazon Além destes títulos, dois destaques da semana passada, “Banana Splits” e “O Mistério de Silver Lake”, foram disponibilizados em mais plataformas (saiba mais sobre os dois filmes aqui).
A Garota Invisível: Filme estrelado por Sophia Valverde ganha trailer
A Santa Rita Filmes divulgou o pôster e o trailer de “A Garota Invisível”, primeiro filme protagonizado por Sophia Valverde, a Poliana de “As Aventuras de Poliana”. Ela já tinha aparecido antes no cinema, como coadjuvante de “Como Nossos Pais” (2017), mas sua estreia como protagonista vai acontecer apenas em locação digital. A prévia, inclusive, revela várias cenas que refletem o isolamento social causado pela pandemia de coronavírus, com gravações à distância, utilizando ligações de celular e computador como conexões. Com poucas externas, é uma produção bem barata. O vídeo também é cheio de cenas já vistas em diversos filmes, apresentando uma história típica de comédias de adolescentes de Hollywood, de “A Garota de Rosa Schocking” (1986) a “Para Todos os Garotos que Já Amei” (2018). Na trama, Sophia vive a “garota invisível”, que não é a filha do Homem Invisível, apenas uma garota que ninguém nota na escola, exceto seu melhor amigo – que ela tampouco repara como ele gostaria. Um dia, vaza na internet um vídeo em que ela se declara para o garoto mais popular do colégio. Mas em vez de passar vergonha, ela se dá bem. O garoto a convida para sair, deixando a ex-namorada dele furiosa e o melhor amigo dela enciumado. O filme é dirigido por Maurício Eça (dos filmes “Carrossel”) e também inclui outros teens do SBT, como Matheus Ueta (“Carrossel”), Mharessa Fernanda (“Cúmplices de um Resgate”), Bia Jordão (“Cúmplices de um Resgate”) e Kaik Pereira (“Chiquititas”), além de Bianca Paiva (“Escola de Gênios”) e os mais novatos Clarinha Jordão e Guilherme Brumatti, intérprete do galã. “A Garota Invisível” vai estrear em 22 de dezembro nas plataformas iTunes/Apple TV, Google Play, Now, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por S A N T A R I T A Filmes (@santaritafilmes)
Estreias online: Filme do Bob Esponja é principal lançamento digital da semana
Produzido para o cinema, o novo longa animado de “Bob Esponja” virou o principal lançamento inédito em streaming da semana, numa mudança de estratégia causada pelo efeito da pandemia de coronavírus no mercado cinematográfico. O filme chega ao Brasil pela Netflix, que negociou os direitos internacionais da produção com a Paramount. Confira abaixo mais detalhes sobre esta e outras estreias digitais no Top 10 completo dos lançamentos digitais, incluindo trailers e informações sobre cada título selecionado. Bob Esponja: O Incrível Resgate | EUA | 2020 O terceiro longa derivado da série animada da Nickelodeon é também o primeiro feito totalmente com animação computadorizada. A trama acompanha Bob Esponja e seu melhor amigo Patrick numa jornada pelas profundezas do oceano em busca do caracol de estimação Gary, que está desaparecido. Escrito e dirigido por Tim Hill (“Alvin e os Esquilos”), o filme conta com participação do rapper Snoop Dogg e do ator Keanu Reeves (“John Wick”) e conquistou críticas positivas, com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes, além de ter inspirado a produção de uma nova série, “Kamp Koral: SpongeBob’s Under Years”, baseada numa cena de flashback – prevista para 2021 na Paramount+ (novo nome da CBS All Access). Disponível na Netflix Missão Presente de Natal | EUA | 2020 Comédia romântica natalina estrelada por Kat Graham (“The Vampire Diaries”) e Alexander Ludwig (“Vikings”), que troca o bom velhinho da decoração invernal por um jovem Papai Noel surfista num passeio por praias tropicais de tirar o fôlego. Graham vive a assistente de uma política ranzinza, que chega numa ilha paradisíaca para investigar o uso de aviões militares na distribuição de presentes de Natal. Ludwig é o militar descamisado que comanda a missão do título, levando remédios, comida e brinquedos para comunidades isoladas do Pacífico. A causa é nobre e a primeira impressão negativa logo se transforma em amor à segunda vista. Mas é difícil deixar de reparar que, se tivesse músicas e fosse feita há meio século, esta história seria basicamente um filme de Elvis Presley. Disponível na Netflix De Perto Ela Não É Normal | Brasil | 2020 Suzana Pires adapta e estrela a versão de cinema da peça que ela apresentou nos palcos em 2006, em mais um monólogo teatral transformado em filme, depois do sucesso de “Minha Mãe É uma Peça” e “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que eu Vou”. A protagonista é Suzy, uma mulher madura, casada com seu namoradinho de infância (Marcelo Serrado) e com duas filhas crescidas, que segue exatamente a vida tradicional prescrita por sua mãe. Mas quando as filhas saem de casa e ela reencontra sua Tia Suely, Suzie resolve dar uma guinada na vida e ir em busca de si mesma, evoluindo da condição de “mãe de família” para mulher empoderada e bem-sucedida. A direção é de Cininha de Paula (“Crô em Família” e “Duas de Mim”) e o elenco é cheio de celebridades televisivas, que ajudam a popularizar o humor. Entre os famosos do elenco estão as cantoras Ivete Sangalo e Gaby Amarantos, os apresentadores Angélica e Otaviano Costa, os comediantes Samantha Schmütz, Heloisa Perissé, Orlando Drummond e Cristina Pereira, o ex-“A Fazenda” Gominho, o veterano símbolo sexual Henri Castelli e a travesti Jane Di Castro, que faleceu há duas semanas (23/10). O filme foi seu último trabalho. Disponível na Looke, Now e Telecine 2 | Brasil | 2018 O primeiro longa de Marcelo Presotto, que vem do mercado publicitário, causou grande impacto no circuito de festivais independentes internacionais, vencendo nada menos que 67 prêmios. Em clima de suspense dramático, a trama acompanha um rapaz que, depois da morte da mãe, encontra pela primeira vez sua misteriosa meia irmã por parte de pai e decide passar uns dias no apartamento dela para conhecê-la melhor. A situação conflitante de ambos suscita neles perguntas sobre o passado, revelando verdades inesperadas sobre o pai. O papel principal é vivido por Naomi Nero (revelado em “Mãe Só Há Uma”), que é filho do diretor, e as filmagens aconteceram no apartamento real do ator, com Barbara Riethe (“Alone”), amiga da outra filha do diretor, no papel da irmã. Além de atores convidados, completam a equipe três gatos de Nero como coadjuvantes. Tudo foi rodado em 10 dias sem assistentes, continuístas, luz, etc, mas impressionou um monte de gente, inclusive o músico Zeca Baleiro, que se dispôs a compor a trilha sonora. O cinema indie brasileiro não só existe como tem qualidade. Disponível na Looke, Now e Vivo Play Banana Split | EUA | 2018 Premiada em vários festivais indies norte-americanos, a produção é a comédia teen queridinha da temporada nos EUA, com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes. O destaque pertence à atriz Hannah Marks (“Dirk Gently’s Holistic Detective Agency”), que escreveu o roteiro e estrela a produção no papel de uma estudante desajeitada de high school, que o namorado atraente troca por uma garota muito mais bonita, recém-chegada na escola. Ela passa a odiar a garota, até conhecê-la e se tornar sua melhor amiga, contra todas as expectativas. Liana Liberato (“Light as a Feather”) interpreta a rival-amiga, Dylan Sprouse (“Zack & Cody: Gêmeos à Bordo”) é o namorado e o elenco ainda inclui Jacob Batalon (“Homem-Aranha: Longe de Casa”), Luke Spencer Roberts (“O Pacote”) e Haley Ramm (também de “Light as a Feather”). O filme ainda marca a estreia na direção do cinegrafista Benjamin Kasulke, que trabalhou em alguns sucessos indies, como “A Irmã da Sua Irmã” (2011) e “Encalhados” (2014). Disponível na Apple TV/iTunes O Mistério de Silver Lake | EUA | 2018 O novo longa do diretor David Robert Mitchell, responsável pelo ótimo terror “Corrente do Mal” (It Follows), começa novamente com o envolvimento entre um casal e a fuga repentina de uma das partes. Mas o desenrolar é muito mais alucinante, o que dividiu a crítica americana. Na trama, Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) depara-se com uma bela vizinha (Riley Keough, de “Mad Max: Estrada da Fúria”) na piscina da casa ao lado e é convidado para passar a noite em sua companhia. O casal parece se apaixonar e se despede com promessas de reencontro. Mas, no dia seguinte, a casa ao lado está vazia, como se não fosse habitada há anos. O protagonista fica obcecado pelo mistério, ponderando o que pode ter acontecido – desde uma mudança repentina de residência até um rapto e, quem sabe, o sobrenatural. Ele só não consegue esquecer aquela “mulher-fantasma”, e ao buscar pistas sobre sua verdadeira identidade começa a se envolver em situações cada vez mais bizarras. Disponível na Apple TV/iTunes e YouTube Filmes A Lição de Moremi | Nigéria | 2020 Drama baseado em fato reais, o filme acompanha uma universitária brilhante da Nigéria (a estreante Temi Otedola), que forma um vínculo com seu professor carismático e bem-relacionado. Aproveitando-se da situação, ele a assedia sexualmente, levando a jovem a colocar seu futuro acadêmico em risco para denunciá-lo. O filme tem roteiro de Tunde Babalola e direção de Kunle Afolayan, que trabalharam juntos em três sucessos de Nollywood – “October 1” (2014), “The CEO” (2018) e “Mokalik (Mechanic)” (2019). Disponível na Netflix Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips | EUA | 2020 O maior elenco de heróis já vistos numa produção animada junta os personagens do antigo selo adulto Vertigo com os super-heróis tradicionais da DC Comics. A motivação não podia ser mais apocalíptica: a ameaça de Darkseid, o tirano de Apokolips, que passa a controlar a mente de alguns heróis em seu plano de invasão da Terra. A resistência é comandada por Superman, Ravena e Constantine, dublados, respectivamente, por Jerry O’Connell (“Carter”), Taissa Farmiga (“American Horror Story”) e Matt Ryan, que é o próprio intérprete de John Constantine na série “Legends of Tomorrow”. Eles se juntam aos dubladores oficiais dos personagens clássicos da DC nos últimos anos de produções animadas, incluindo Jason O’Mara (“Agents of S.H.I.E.L.D.”) como Batman, Rosario Dawson (“Luke Cage”) como Mulher-Maravilha, Shemar Moore (“S.W.A.T.”) como Cyborg, Christopher Gorham (“Covert Affairs”) como Flash, Camilla Luddington (“Grey’s Anatomy”) como Zatanna, Rebecca Romijn (“The Librarians”) como Lois Lane e Rainn Wilson (“The Office”) como Lex Luthor. Para completar, o veterano Tony Todd (o Candyman original do terror homônimo) dá voz ao vilão Darkseid. Detalhe: o filme recebeu classificação “R” nos EUA. Isto é, não foi feito para crianças. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, Oi Play, Vivo Play e YouTube Filmes Missão Planeta Terra | EUA | 2020 Exibido no Festival de Sundance, o documentário lembra o projeto Biosfera 2, que teve muita atenção da mídia em seu lançamento em 1991, mas que deu muito errado. Biosfera 2 era basicamente uma redoma de vidro gigante contendo uma réplica do ecossistema da Terra, onde um grupo de voluntários viveu por dois anos, sustentando-se apenas do que era produzido no local. A experiência deveria evocar uma convivência pacífica e testes de novas tecnologias que poderiam servir de modelo para colonização de outro planetas, mas acabou se tornando um microcosmo do comportamento polarizado da humanidade, gerando reações exacerbadas, intrigas e divisões diante dos problemas que mergulharam o projeto no caos, como falta de oxigênio, morte das plantas, etc. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, Now, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes A Guerra dos Consoles | EUA | 2020 Documentário sobre os primórdios da indústria dos games, quando a Sega, uma empresa iniciante de fliperamas, reuniu uma equipe para enfrentar a maior empresa de jogos eletrônicos do mundo: a Nintendo. As duas companhias protagonizaram disputas históricas nos anos 1990, colocando Super Mario contra Sonic e a tecnologia japonesa contra o empreendedorismo americano. Dirigido por Blake J. Harris, o autor do livro “A Guerra dos Consoles: Sega, Nintendo e a Batalha que Definiu uma Geração”, lançado em 2014, em parceria com Jonah Tulis (“The Flying Scissors”), o filme é cheio de histórias divertidas de bastidores e deve fazer a alegria dos fãs de jogos clássicos. Disponível na HBO Go
Tenet vai ganhar versão digital em dezembro
“Tenet” entrou em cartaz apenas na semana passada no país, oferecendo um alívio efêmero ao circuito exibidor, mas já vai chegar ao mercado digital. A Warner agendou o lançamento do novo filme de Christopher Nolan nas plataformas digitais, em Blu Ray e DVD nos EUA em 40 dias, no dia 15 de dezembro. O Brasil foi o penúltimo país do mundo a recebê-lo – antes apenas da Argentina – , quando o desencanto com seu desempenho já tinha se tornado constatação. Até John Stankey, CEO da AT&T, conglomerado de comunicações que comprou a Warner, admitiu que o estúdio não marcou um gol ao apostar que o lançamento faria o público perder o medo da covid-19 para lotar novamente as salas de exibição. Antes visto como salvação do mercado por exibidores, preocupados em ter um grande lançamento para a volta das sessões de cinema, “Tenet” passou a ser lamentado como responsável por desencorajar Hollywood a lançar novos títulos de peso em 2020. Sua baixa bilheteria nos EUA – US$ 53,8 milhões – levou os estúdios a atrasarem suas produções de grande orçamento para 2021, com a exceção provisória de “Mulher-Maravilha 1984”, também da Warner e ainda esperada – sem muita convicção – neste Natal. Talvez não seja coincidência que sua distribuição em streaming tenha sido programada para antes da estreia prevista da continuação de “Mulher-Maravilha”, dando a Warner uma pista do interesse do público em assistir grandes lançamentos em PVOD (locação digital premium, isto é, mais cara). Afinal, “Tenet” não foi exibido nos cinemas de Nova York e Los Angeles, os dois maiores mercados dos EUA, porque eles continuam fechados devido à pandemia de coronavírus. Com os cinemas sendo novamente fechados na Europa, o filme também não terá mais como aumentar tanto suas bilheterias internacionais, que atualmente somam US$ 347,1 milhões – insuficientes para suprir as despesas de uma produção orçada em mais de US$ 200 milhões.












