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  • Filme

    “Jurassic World: Recomeço” é a maior estreia de cinema da semana

    3 de julho de 2025 /

    Filme de dinossauros é a única estreia ampla da semana, apostando num recomeço da franquia jurássica com novos personagens e ameaças pré-históricas

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  • Filme

    “Vermiglio” faz história no David di Donatello, o “Oscar italiano”

    9 de maio de 2025 /

    Filme ambientado na 2ª Guerra leva sete prêmios e consagra Maura Delpero como primeira mulher a vencer Melhor Direção na premiação do cinema da Itália

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  • Filme

    César: Comédia de Louis Garrel lidera indicações ao “Oscar francês”

    26 de janeiro de 2023 /

    A organização do prêmio César, considerado o Oscar do cinema francês, divulgou a lista dos filmes e artistas indicados para a edição deste ano da premiação. E a comédia “L’innocent” (“O Inocente” em tradução literal), dirigida e estrelada por Louis Garrel (“O Oficial e o Espião”), foi o grande destaque, com 11 indicações, incluindo Melhor Filme, Direção e Ator. O filme conta a história de um sujeito que descobre que sua mãe está prestes a se casar com um presidiário. Então, ele conta com a ajuda do seu melhor amigo e coloca em prática um plano para protegê-la. Mas conhecer seu novo padrasto pode lhe oferecer uma nova perspectiva. A liderança da obra de Garrel foi uma surpresa, uma vez que ficou na frente do drama policial “La Nuit du 12”, sobre a investigação de um feminicídio, e era considerado o favorito da crítica. Com nove indicações, o filme marca o retorno do cineasta Dominik Moll ao César, mais de duas décadas depois de ter ganho o prêmio de Melhor Direção por “Harry Chegou para Ajudar” (2000). A lista dos indicados ao prêmio principal também conta com “O Próximo Passo”, de Cédric Klapisch, sobre uma dançarina clássica que precisa se recuperar de uma lesão; “Pacifiction”, de Albert Serra, que narra a história de um sujeito que vive entre a alta e a baixa sociedade; e “Les Amandiers”, de Valeria Bruni-Tedeschi, sobre a rotina de um grupo de alunos de teatro. Garrel concorre na categoria de Melhor Ator com Jean Dujardin (“Novembre”), Vincent Macaigne (“Diary Of A Fleeting Affair”), Benoit Magimel (“Pacification”) e Denis Ménochet (“Peter von Kant”). Já o troféu de Melhor Atriz está sendo disputado por uma galeria de divas: Fanny Ardant (“Os Jovens Amantes”), Juliette Binoche (“Entre Dois Mundos”), Laure Calamy (“Contratempos”), Virginie Efira (“Revoir Paris”) e Adele Exarchopoulos (“Bem-vindos a Bordo”). A 48ª cerimônia do prêmio César também homenageará com um troféu honorário o cineasta David Fincher (“Mank”). A cerimônia vai acontecer no dia 24 de fevereiro no famoso Olympia, o mais antigo salão de espetáculos de Paris. Confira abaixo a lista dos indicados. Melhor Filme “Les Amandiers” “O Próximo Passo” “L’innocent” “La Nuit du 12” “Pacification” Melhor Direção Cedric Klapisch, por “O Próximo Passo” Louis Garrel, por “L’innocent” Cedric Jimenez, por “Novembre” Dominik Moll, por “La Nuit du 12” Albert Serra, por “Pacification” Melhor Atriz Fanny Ardant, por “Os Jovens Amantes” Juliette Binoche, por “Entre Dois Mundos” Laure Calamy, por “Contratempos” Virginie Efira, por “Revoir Paris” Adele Exarchopoulos, por “Bem-vindos a Bordo” Melhor Ator Jean Dujardin, por “Novembre” Louis Garrel, por “L’innocent” Vincent Macaigne, por “Diary Of A Fleeting Affair” Benoit Magimel, por “Pacification” Denis Ménochet, por “Peter von Kant” Melhor Ator Coadjuvante Judith Chemla, por “Le Sixieme Enfant” Anais Demoustier, por “Novembre” Anouk Grinberg, por “L’innocent” Lyna Khoudri, por “Novembre” Noemie Merland, por “L’innocent” Melhor Atriz Coadjuvante François Civil, por “O Próximo Passo” Bouli Lanners, por “The La Nuit du 12” Micha Lescot, por “Les Amandiers” Pio Marmai, por “O Próximo Passo” Roschdy Zem, por “L’innocent” Melhor Revelação Feminina Marion Barbeau, por “O Próximo Passo” Guslagie Malanda, por “Saint Omer” Rebecca Marder, por “A Radiant Girl” Nadia Tereszkiewicz, por “Les Amandiers” Mallory Wanecque, por “The Worst Ones” Melhor Revelação Masculina Bastien Bouillon, por “La Nuit du 12” Stefan Crepon, por “Peter von Kant” Dimitri Dore, por “Bruno Reidal” Paul Kircher, por “Le Lycéen” Aliocha Reinert, por “Softie” Melhor Filme Estrangeiro “As Bestas” “Close” “Garoto dos Céus” “EO” “Triângulo da Tristeza” Melhor Filme de Estreia “Bruno Reidal, Confissões de um Assassino” “Falcon Lake” “Os Piores” “Saint Omer” “O Sexto Filho” Melhor Roteiro Original “Contratempos” “Les Amandiers” “O Próximo Passo” “L’innocent” “Saint Omer” Melhor Roteiro Adaptado “Final Cut” “Undercover” “La Nuit du 12” Melhor Cenografia “Les Amandiers” “Couleurs de l’incendie “La Nuit du 12” “Pacifiction” “Simone: Le Voyage Du Siècle” Melhor Figurino “Les Amandiers” “Couleurs de l’incendie” “Esperando Bojangles” “L’innocent” “Pacification” “Simone: Le Voyage Du Siècle” Melhor Direção de Fotografia “Les Amandiers” “O Próximo Passo” “La Nuit du 12” “Pacifiction” “Saint Omer” Melhor Edição “Contratempos” “O Próximo Passo” “L’innocent” “Novembre” “La Nuit du 12” Melhor Trilha Sonora “Contratempos” “Final Cut” “L’innocent” “La Nuit du 12” “Pacifiction” “Noites de Paris” Melhor Som “O Próximo Passo” “L’innocent” “Novembre” “La Nuit du 12” “Pacification” Melhores Efeitos Visuais “Les Cinq Diables” “Fumer Fait Tousser” “Notre-Dame em Chamas” “Novembre” “Pacifiction” Melhor Animação “Ernest & Célestine: A Viagem em Charabie” “Ma Famille Afghane” “Le Petit Nicolas: Qu’est-ce Qu’on Attend Pour Être Heureux ?” Melhor Documentário “Allons Enfants” “Annie Ernaux: Os Anos Super 8” “Le Chêne” “Jane por “Charlotte” “Retour à Reims (Fragments)” Melhor Curta-Metragem “Haut les Coeurs” “Partir un Jour” “Le Roi David” “Les Vertueuses” Melhor Curta Animado “Câline” “Noir-Soleil” “La Vie Sexuelle de Mamie” Melhor Curta Documentário “Churchill, Polar Bear Town” “Écoutez le Battement de Nos Images” “Maria Schneider”

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  • Filme

    Novo filme de François Ozon ganha trailer ao som de The Cure

    9 de junho de 2020 /

    A distribuidora francesa Diaphana divulgou o trailer de “Été 85″, novo filme de François Ozon (“Dentro de Casa”, “Frantz”, “O Amante Duplo”, “Graças a Deus”). A prévia não tem diálogos e apresenta cenas de adolescência passada em 1985, ao som de “In Between Days”, da banda The Cure. Parte da seleção oficial do Festival de Cannes, o filme acompanha Alexis, de 16 anos, e David, dois anos mais velho, durante um romance de verão oitocentista. Os papéis principais são vividos por Félix Lefèbvre (“O Professor Substituto”) e Benjamin Voisin (“O Príncipe Feliz”). Melvil Poupaud (“Graças a Deus”) e Valeria Bruni Tedeschi (“Loucas de Alegria”) também fazem parte do elenco. A estreia está marcada para 14 de julho na França e não há previsão para o lançamento no Brasil, onde os cinemas ainda não tem previsão de reabertura, devido à pandemia de covid-19.

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  • Filme

    Mistério na Costa Chanel cria humor surreal com personagens bizarros

    29 de janeiro de 2017 /

    Uma comédia surrealista é o que o diretor Bruno Dumont oferece com seu novo filme “Mistério na Costa Chanel”. Um elenco estelar, de grandes atores e atrizes, constrói personagens insanos, estranhos, exagerados, ambíguos ou que se inspiram em clichês e tipos familiares à história do cinema. Ma Loute (Brandon Lavieville), que dá o nome original ao filme, é uma figura bizarra. Ele transporta pessoas de um lado ao outro da água, carregando-as nos braços, mas também levando-as, junto com o pai, por meio de um barco, para mais longe. As pessoas que vão podem não voltar mais e esse é o mistério que se passa, no começo do século 20, numa pequena cidade costeira do litoral norte da França. Há muitos desaparecidos por lá, mas uma dupla de detetives desastrada, inspirada em o Gordo e o Magro do cinema, não percebe nada. Nem mesmo a existência de uma família de canibais da qual Ma Loute faz parte. O Gordo (Didier Despres) rola morro abaixo, enquanto a família Van Peteghem: André (Fabrice Luchini), Isabelle (Valeria Bruni Tedeschi) e dois filhos utilizam uma enorme e confortável casa com uma vista privilegiada do local. Receberão a visita de Aude (Juliette Binoche) e sua filha/filho Billie (Ralph). A ambiguidade de gênero do personagem Billie percorre todo o filme: será uma menina que gosta de se vestir de menino ou um menino feminino? Androginia, transexualidade, travestismo ou caso de intersexo? Também não importa muito. Quem disse que os mistérios existem para serem solucionados? Ali ninguém se entende ou se comunica para alcançar algo, muito menos qualquer tipo de racionalidade. Reações histéricas para fatos corriqueiros convivem com uma placidez diante de coisas muito graves que acontecem. As reações não combinam com os fatos. E, naturalmente, o amor que se estabelece entre Ma Loute e Billie pode ser um problema. Há um contexto de luta de classes implícito na trama que contrapõe a alta burguesia esnobe da família Van Peteghem aos pescadores pobres que com eles convivem. Mas ninguém se salva no exagero da caricatura e da farsa. Não há bem e mal, embora estejam caracterizadas diferenças sociais extremas. A maldade e a loucura dominam a cena e detonam tudo. É preciso, evidentemente, entrar na onda do filme, surfar no non sense e rir do besteirol criado por Dumont, que também assina o roteiro e a montagem. Mas não é uma bobagem qualquer. Trata-se de um diretor talentoso, responsável por filmes como “Camille Claudel 1915” (2013), “Fora de Satã” (2011) e “O Pecado de Hadewijch” (2009), capaz de criar sequências muito bem feitas, com um elenco magnífico que atrai todo o interesse. As locações são muito bonitas, mas não é só na Costa Chanel, na França, em 1910, que reside a insanidade. O mundo é uma loucura só. E sempre foi, parece nos dizer Bruno Dumont.

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  • Filme

    Fica Comigo encontra humor surreal e amargo na solidão

    5 de março de 2016 /

    Tudo parece indicar o contrário, já que no mundo virtual as pessoas têm centenas de amigos. Verdadeiras bobagens viralizam, como se diz, entusiasmando os que as postaram. Pessoas mais conhecidas podem ter milhões de “seguidores”. Mas a solidão permanece um dos maiores problemas psicológicos do nosso tempo. De muitas maneiras, o sentimento de estar só, de não ser amado ou desejado genuinamente, de não encontrar sentido para a própria existência ou de se sentir isolado em meio à multidão continuam a ser fontes de grande sofrimento. A falta de uma vida interior mais rica deixa muita gente sem o chão sob os próprios pés. O cinema já abordou essa questão pelos mais diversos ângulos, geralmente no enfoque dramático. Em “Fique Comigo”, o diretor francês Samuel Benchetrit buscou rever o assunto pela comédia, ao adaptar um livro que ele próprio escreveu, “Les Chroniques de L’Asphalte”. Mais do que isso, fez uma comédia ligeira, em que os personagens aparecem em situações bizarras, um tanto surrealistas. Num prédio de apartamentos, na periferia de Paris, o elevador vive quebrado, causando transtorno a seus moradores. Há um homem que, por morar no 1º andar, não quer pagar o conserto do elevador, mas uma overdose de esteira ergométrica o deixa numa cadeira de rodas por algum tempo. Vai daí que ele se encontra casualmente com uma enfermeira de semblante triste e tenta conquistá-la, passando-se por fotógrafo, que já rodou boa parte do mundo. Engraçado? Um pouco, mas beirando o constrangedor. A falta de espontaneidade, o passar-se por quem não é, se torna embaraçoso, digno de pena. Essa é uma das histórias/relacionamentos que o filme mostra. Há a da mulher emigrante de origem argelina, cujo único filho está na prisão, que recebe a “visita” de um astronauta americano, diretamente do espaço. E há, ainda, a história do adolescente que parece abandonado pelos pais e que descobre uma estrela morando a seu lado. A atriz, hoje decadente, traz uma nova dimensão à vida dele. “Fique Comigo” mostra, alternadamente, os três casos. Todos em busca de reter alguém que, de algum modo, preencheu a vida de outro alguém, mesmo que de forma passageira, fluida, improvável. Com isso, se acentua a necessidade humana de afeto, uma necessidade desesperada, por sinal. E o custo da solidão. As histórias são diferentes entre si, mas dialogam a partir desse eixo central, que é relevante e sério. E não deixa de ser divertido, também. O elenco é um dos trunfos do filme, a começar pela excelente Isabelle Huppert (“Amor”), no papel da atriz Jeanne Meyer, aquela que já teve melhores dias quando mais jovem. Logo Huppert, que está no auge da força interpretativa, ainda que o papel de Jeanne não exija tanto assim dela. Jules Benchetrit (“Um Reencontro”), filho do diretor, é o adolescente que contracena com ela. Valeria Bruni Tedeschi (“Um Castelo na Itália”), a enfermeira triste, e o suposto fotógrafo, vivido por Gustave Kervern (“Em um Pátio de Paris”), formam um par angustiante e revelador da solidão que procuram retratar. E o fazem muito bem. A argelina Tassadit Mandi (“Dheepan: o Refúgio”), muito boa, faz Hamida e seu par improvável é o astronauta, papel do americano Michael Pitt (“Violência Gratuita”). A dupla também funciona bem. O conjunto continua dando a ideia de uma junção de histórias, apesar do elo que as une. Mas cada uma das três histórias é digna de atenção, e o tema está bem abordado no registro escolhido da comédia, algo dramática.

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