Elon Musk faz novos cortes e extingue área de comunicação do Twitter
A agência Bloomberg News informou no sábado (7/1) que o bilionário Elon Musk efetuou mais cortes no Twitter. As demissões teriam ocorrido nos escritórios de Dublin e de Singapura. Desta vez, nem a equipe de combate ao discurso de ódio e assédio sobreviveu as demissões da rede social. De acordo com fontes, mais de uma dúzia de trabalhadores perderam seus empregos na última sexta-feira (6/1). Entre os despedidos estão Analuisa Dominguez, a diretora sênior de políticas do Twitter, e Nur Azhar Bin Ayob, o recém-chefe de integridade na região Ásia-Pacífico. As equipes que lidam com a política de desinformação e outras áreas, como a de apelação global e mídia estatal, também teriam sido desmembradas. No entanto, a chefe de segurança Ella Irwin desmentiu as áreas mencionadas pela Bloomberg, embora vários membros das equipes realmente tenham sido cortados. “Fazia mais sentido consolidar equipes sob um líder (em vez de dois), por exemplo” disse num comunicado à Reuters. “Temos milhares de pessoas que trabalham em moderação de conteúdo, e não houve cortes nas equipes que fazem esse trabalho diariamente”, afirmou Ella. A chefe acrescentou que o Twitter reduziu as áreas da empresa que não receberam “volume” suficiente para justificar o apoio contínuo. Ella também relatou que a rede social aumentou a equipe do departamento de apelações. O Radar Econômico tentou contato com a assessoria de imprensa do Twitter para confirmar as informações. No entanto, a informação obtida é que não existe mais a área de imprensa no Brasil. Em outubro, Elon Musk colocou fim ao setor de comunicação após assumir o comando do Twitter. Desde então, a rede social segue sem comunicado oficiais à imprensa. No início de novembro, o Twitter demitiu cerca de 3.700 funcionários numa medida de corte de gastos. Posteriormente, centenas de outros trabalhadores pediram as contas.
Bernardo Küster tem redes sociais bloqueadas após decisão do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de 17 perfis bolsonaristas após os ataques de vândalos em Brasília. O youtuber Bernardo Küster, ex-comentarista da Jovem Pan, foi um dos que tiveram suas contas derrubadas no Facebook e no Twitter. Na madrugada desta segunda-feira (9/1), o ministro declarou que os canais de comunicação estariam sendo acusados de instigar os atos golpistas. Portanto, Moraes expediu um ofício ao Facebook, ao TikTok e ao Twitter para que em duas horas fizessem a exclusão das contas apontadas, sob pena de multa diária de cem mil reais. Além disso, o ministro declarou que as redes sociais deverão fornecer os dados cadastrais das contas ao STF e preservar os conteúdos bolsonarista na íntegra. Embora a decisão de romper com a rede social de Küster tenha sido acatada pelo Twitter, Bernardo segue com um perfil secundário ativo na plataforma. Ele também possui uma conta no Youtube com cerca de 964 mil inscritos. Na conta alternativa, Bernardo Küster afirma que “a maior repressão do país” está por vir, junto com uma “ditadura avassaladora e cruel”. O youtuber também exalta frases do falecido Olavo de Carvalho. Outro perfil bloqueado foi o do candidato Fabrizio Cisneros, que tentou disputar uma vaga de deputado estadual no Mato Grosso. Ele apareceu encapuzado e fez diversas transmissões ao vivo durante a invasão no plenário do STF. “Estou com os pés calejados, cheio de bolha. Mas, é isso aí: Consciência limpa, consciência tranquila. Vou dormir tranquilo sabendo que eu dei o máximo de mim”, declarou. Bernardo Kuster teve conta retida no Twitter. Pra mim essa galera tinha que ser suspensa de todo canto, o youtube desse desgraçado é gigante. E sobre o Monark, apesar de tudo, tem gente sendo explicitamente mais golpista que ele, mas bem que poderia ir nessa leva… pic.twitter.com/CYVu293PXI — OITODOIS*org (@oitodois) January 9, 2023 A partir de agora veremos a maior repressão deste país. A esquerda conseguiu o que queria e as forças de segurança, que espancaram o povo na pandemia, irão reprimir como nunca o povo em Brasília. Não esperem nada menos que uma ditadura avassaladora e cruel. Acabou. — Bernardo P Küster LIVRE (@bernardokuster2) January 8, 2023
Rodrigo Constantino tem perfil bloqueado no Twitter
Horas depois de ser informado de que teve seu canal de vídeos desmonetizado pelo YouTube, o comentarista Rodrigo Constantino, da Jovem Pan News, teve seu perfil bloqueado no Twitter. Todas as postagens sumiram. No perfil, agora só aparece a informação de que a conta foi retida devido a uma notificação judicial. Em sua conta no Instagram, Constantino compartilhou o conteúdo de um e-mail enviado pelo Twitter, informando que seu perfil foi removido em cumprimento a uma decisão judicial no âmbito de um processo que tramita em segredo de Justiça. Ele considerou que está sofrendo censura. “Brasil = China. A ‘democracia’ venceu, o ‘amor’ petista é lindo! E todo ‘jornalista’ que aplaude essa censura é uma prostituta”, legendou o comentarista ao lado do print do e-mail. Bolsonarista ferrenho, Constantino é um dos funcionários mais extremistas da Jovem Pan News, que costuma atacar cotidianamente o sistema judiciário e o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, além de espalhar fake news e estimular protestos antidemocráticos. Autoritário, chegou a pedir que os diretores do grupo demitissem jornalistas que criticaram seus comentários mais radicais na programação do canal. Um de seus desafetos, o jornalista Cesar Calejon, viralizou nas redes sociais após detonar Constantino sobre as manifestações antidemocráticas pelo país. Na ocasião, o jornalista disse ser fácil para o comentarista inflamar a população em favor dos atos sendo que ele estava confortável em sua casa nos EUA. Contrariado com a crítica de Calejon, Constantino condicionou sua permanência na Jovem Pan à demissão do jornalista, o que foi acatado pela emissora. Uma semana antes, ele tinha exigido a demissão de outro jornalista, Leonardo Grandini, após ser chamado de “puxa-saco” de Jair Bolsonaro. Um de seus piores ataques, porém, foi contra o neto de Leilane Neubarth, por conta de uma foto do menino com um boné com a sigla CPX. Ele acusou a jornalista de ser “uma esquerdista caviar irresponsável”, porque, durante as eleições, bolsonaristas espalharam a fake news de que CPX se referia a uma facção criminosa, após Luiz Inácio Lula da Silva usar um boné com a sigla durante uma visita ao Morro do Alemão. “Lula visita ‘QG do Comando Vermelho’ no Alemão, RJ, e usa boné que significa ‘cupinxa (parceiro) do crime’”, espalhou o senador Flávio Bolsonaro. Na verdade, CPX é abreviatura de complexo, como são chamados os conjuntos de favelas no Rio de Janeiro. E todo morador do Rio sabe disso. A sigla também é utilizada pelo perfil oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro para se referir aos complexos do Rio. Consta inclusive em documentos oficiais do governo fluminense, como no resumo da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023. Mas o post de Constantino funcionou como um apito de cachorro, fazendo vários de seus seguidores atacarem o neto de Leilane nas redes sociais, o que revoltou a apresentadora. “Você é muito baixo! Eu achava que você era apenas fanático e grosseiro, mas você é podre”, escreveu ela, recebendo apoio dos fãs, que criticaram duramente a atitude do bolsonarista. Foi o que bastou para ele radicalizar ainda mais. “A esquerda insiste em fingir que a sigla representa apenas ‘complexo’, e não a marca usada pelos que controlam essas comunidades específicas, ou seja, o C.V. Vale tudo pra lacrar, sinalizar falsa virtude. E ainda xingam quem critica o uso da criança de ‘fascista’. Triste!”, escreveu. Uma das últimas publicações de Constantino foi outra bate-boca, desta vez com o apresentador Danilo Gentili, após ser acusado de incentivar “loucos a incendiarem o país”. Gentili fez referência ao fato de terroristas bolsonaristas espalharem bombas em Brasília para tumultuar a posse de Lula. Na internet, o suspeito preso, identificado como George Washington, costumava compartilhar as opiniões de Constantino. Ao negar ter incentivado terrorismo, Danilo reforçou que sim, que ele “incentivou loucos” a agirem como terroristas. “Vai pra put* que te pariu, cínico do caraio [sic]. Você e outros fizeram exatamente isso: com o c* gordo grudado na cadeira em Miami ficaram, sim, incentivando louco a incendiar o país. Cínico, covarde”, escreveu o apresentador. Embora a remoção de seu perfil no Twitter tenha sido ordem judicial, a desmonetização no YouTube foi iniciativa da própria plataforma. Segundo o YouTube, o conteúdo de seus vídeos não estaria de acordo com as diretrizes da empresa. “Durante uma análise recente, nossa equipe de especialistas em políticas examinou cuidadosamente os vídeos que você carregou em seu canal ‘Rodrigo Constantino’”, começou o comunicado do YouTube. “Descobrimos que uma parte significativa do seu canal não está de acordo com nosso YouTube Políticas do programa de parceiros. A partir de hoje, seu canal não está qualificado para monetizar e você não terá acesso a ferramentas e recursos de monetização”, conclui o aviso que justificou a desmonetização. Para completar, a Jovem Pan News vem sofrendo pressão de uma campanha da Sleeping Giants Brasil, que, ao apontar o discurso golpista de funcionários do canal como Constantino e Paulo Figueiredo, tem conseguido fazer anunciantes de peso cortarem a publicidade da emissora.
Elon Musk perde mais de metade da fortuna
O bilionário Elon Musk registrou a maior perda de riqueza da história moderna nos últimos 13 meses. Segundo dados da Bloomberg Billionaires Index na quinta-feira (29/12), o patrimônio do CEO do Twitter teria despencado mais de US$ 200 bilhões, o que equivale cerca de R$ 1 trilhão. O valor representa mais da metade da fortuna total de Musk, que estava na casa dos US$ 338 bilhões (por volta de R$ 1,7 trilhões). A principal razão para a quantia perdida foi o colapso das ações da fabricante de carros elétricos Tesla em novembro de 2021 e dezembro deste ano. Nos últimos 13 meses, o valor de mercado da montadora foi reduzido em quase R$ 900 bilhões (cerca de R$ 4,7 trilhões). Com a perda, a Tesla deixou o TOP 10 das empresas mais valiosas do mundo, embora ainda se posicione como a empresa mais valiosa do ramo. Em um e-mail divulgado pela Reuters, Musk tranquilizou os funcionários da Tesla e comunicou que a empresa irá se reestabelecer no mercado como a “mais valiosa da Terra a longo prazo”. “Não se preocupem muito com a loucura do mercado de ações. À medida que demonstramos um excelente desempenho contínuo, o mercado reconhecerá isso”, declarou Musk no comunicado. Para fins de curiosidade, o patrimônio perdido é equivalente ao PIB anual da Grécia, ao valor de mercado combinado de todas as outras montadoras de veículos e também é superior a liquidez total da pessoa mais rica do mundo, o francês Bernard Arnault (CEO da LVMH). Segundo o Yahoo! Finance, Elon Musk perdeu a liderança do ranking da riqueza pessoal no início do mês depois de reinar durante a maior parte do ano. Ele ainda se mantém à frente de outros bilionários como o norte-americano mais rico do mundo. Isto porque Musk não foi o único a ver a fortuna despencar significativamente neste ano. Desde janeiro, os gigantes Bill Gates (Microsoft), Jeff Bezos (Amazon), Larry Page (Google) e Larry Ellison (Oracle) também diminuíram suas fortunas em mais de US$ 180 bilhões (cerca de R$ 952 bilhões). A diferença é que esse montante total foi perdido numa somatória em equipe, ao contrário do que aconteceu com o dono do Twitter, que perdeu muito mais sozinho.
Passado de Gkay assusta com tuítes de referências nazistas e gordofóbicos
A semana da influenciadora Géssica Kayane, também conhecida como Gkay, não está das melhores. Após ter virado piada nacional na rede Globo, a humorista voltou a receber críticas devido à descoberta de postagens antigas de cunho nazistas, racistas e gordofóbicas. Numa investigação para lá de aprofundada na noite de terça-feira (27/12), os internautas descobriram que, no passado, Gkay teria compartilhado posts ofensivos em seu perfil pessoal no Twitter. “Não quero nem ser maldosa, mas daí vem a bonitinha gorda e quadrada usando um vestido colado e de listras enfraquecendo meus votos de bondade”, teria escrito a influencer em 2011. No mesmo ano, a Gkay teria compartilhado outra mensagem polêmica que continha um discurso que criticava o sistema de cotas raciais em universidades. “Mais uma mordomia pra esses brasileiros que tanto gostam de vida boa e preguiçosa, esse tal sistema de cotas. Uma palhaçada, isso sim!”, afirmou. “Nessa brincadeirinha de sistema de cotas, até ‘Malhação’ resolveu aderir. Mas dessa vez foi com cota para feios. Deus, que elenco triste é esse?”, escreveu três meses depois. Como se não bastasse, a influenciadora digital também teria feito referência aos campos de tortura e extermínio nazistas como forma de referenciar que tem uma personalidade impaciente. “Gente que me trata como se eu fosse uma pessoa paciente. Cadê os campos de concentração nazistas quando eu mais preciso deles?”, teria escrito há mais de 11 anos. Embora as mensagens tenham sido publicadas quando era muito jovem, o público tem se questionado se Gkay continua com o mesmo pensamento. “Apertou 22 com força”, afirmou um usuário do Twitter. O perfil oficial da comediante foi desativado após o vazamento dos tuítes, o que os internautas entenderam como uma forma de evitar o regaste de mais publicações problemáticas. A assessoria de Gkay também informou que ela passou mal e procurou um hospital na noite passada. Curiosamente, o público pareceu determinado em não estragar somente as festas de Ano Novo da Gkay. A outra grande vítima da varredura profunda foi Fábio Porchat, que comprou briga com a influenciadora após piada que envolveu até o falecido Jô Soares. Os seguidores de Gkay decidiram se vingar do humorista com a mesma moeda, ou seja, resgatando postagens antigas e polêmicas. E, adivinhe só… No passado, o comediante também teria feito declarações gordofóbicas, racistas e de apoio ao estupro de mulheres. “Alguém tem que explicar pra Alcione que preto emagrece, mas tudo tem um limite…”, escreveu pelo Twitter. “Quando a mulher diz sim, ela quer dizer não. Quando diz não, quer dizer sim. E quando diz ‘não, não, não’, quer ser estuprada. #AprendiComAVida”, declarou em outro momento. Até o momento, a assessoria dos humoristas não se pronunciaram a respeito. Veja abaixo os prints. 🚨 POR ISSO EXCLUIU O TWITTER! Em prints antigos, Gkay clama pelo campo de concentração nazista, crítica o sistema de cotas e detona os brasileiros. Devo ter empatia? pic.twitter.com/oaQNru2nCR — FOFOCAS – #BBB23 (@atencaoreality) December 28, 2022 gkay gordofóbica puts pic.twitter.com/WIDP3l018F — the big big beat (@DeVazLuz) December 28, 2022 🚨GENTE? Após troca de farpas com GKAY , internautas resgatam tweet em tom racista e gordofobico do Porchat: “Alguém tem que explicar pra Alcione que preto emagrece, mas tudo tem um limite”Ib: @PopOnze pic.twitter.com/Ih8vqjwWLx — anêmico e inconsistente (@eumanug_) December 28, 2022
Após enquete com seguidores, Elon Musk anuncia que deixará cargo de CEO do Twitter
O bilionário Elon Musk, dono do Twitter, anunciou na noite de terça (20/12) que deixará o cargo de CEO da rede social assim que encontrar alguém para substituí-lo. “Vou renunciar ao cargo de CEO assim que encontrar alguém tolo o suficiente para aceitar o cargo! Depois disso, apenas executarei as equipes de software e servidores”, escreveu Musk no próprio Twitter. O anúncio foi feito após Musk publicar uma enquete questionando ao seguidores se ele devia deixar a chefia do Twitter. Foram computados mais de 17 milhões de votos, e 57,5% responderam “sim” à pergunta. No mês passado, Musk disse a um tribunal de Delaware que reduziria seu tempo no Twitter e eventualmente encontraria um novo líder para administrar a empresa de mídia social. A pesquisa ocorreu após Musk suspender perfis de jornalistas que o criticavam e proibir a promoção de outras empresas de mídia social e conteúdos que contenham links para concorrentes no Twitter. As duas decisões causaram muitas reclamações, e para completar o Twitter ainda corre o risco de receber sanções na Europa por atentar contra a liberdade de imprensa. A vice-presidente da Comissão Europeia, Vera Jourova, classificou as decisões do magnata como “preocupantes”, e lembrou em um tuite que há “linhas vermelhas” que não podem ser ultrapassadas. Foi além: ameaçou Musk “com sanções, em breve”. Sanções na União Europeia podem gerar enorme prejuízo para Musk e se estender a outros negócios do magnata, que negocia acordos comerciais com diversos países para seu programa espacial Space X. I will resign as CEO as soon as I find someone foolish enough to take the job! After that, I will just run the software & servers teams. — Elon Musk (@elonmusk) December 21, 2022
Público responde “Sim” para Musk deixar chefia do Twitter
Uma pesquisa feita por Elon Musk em seu perfil no Twitter sobre se deveria deixar o posto de presidente-executivo da plataforma indicou que os usuários da rede social mal podem esperar para ele ir se despedir. “Devo deixar o cargo de chefe do Twitter? Vou respeitar os resultados desta enquete”, escreveu ele na noite de dominto (18/12) ao abrir a enquete na rede social. Após mais de 17 milhões de votos, o resposta foi “Sim”. 57,5% dos votos indicaram que Musk deveria deixar o Twitter em paz, com 42,5% apoiando seus desmandos. Nos últimos dias, Musk vinha censurando jornalistas do New York Times, Washington Post e CNN, entre muitas outras publicações, suspendendo seus perfis do Twitter com a alegação de que praticaram doxxing (divulgação de dados privados), via compartilhamento de um bot sobre a localização de seu avião. Muitos dos jornalistas suspensos tinham apenas noticiado que Musk suspendeu a conta do bot, mesmo tendo prometido que, devido à sua posição de defesa da liberdade de expressão, nunca faria isso. No domingo, ainda acrescentou mais uma jornalista do Washington Post à lista dos suspensos, porque ela o procurou para que comentasse uma reportagem que estava escrevendo. Para completar seu domingo, Musk também proibiu a divulgação de links de outras redes sociais no Twitter. Mas poucas horas depois se viu obrigado a reverter a decisão pela repercussão negativa, com vários usuários ameaçando largar de vez a rede que o bilionário comprou há dois meses por US$ 44 bilhões. Por conta de tanta inconsistência, os usuários querem que Musk abandone a chefia do Twitter, deixando o cargo para alguém que saiba o que está fazendo. Desde o resultado da pesquisa, Musk não postou mais nada no Twitter. Enquanto os números estavam crescendo, ele fez duas publicações. Numa delas, soltou uma indireta em tom de reclamação. “Como diz o ditado: cuidado com o deseja, pois pode conseguir”. Os investidores da Tesla, empresa de carros elétricos que projetou o bilionário, têm se preocupado que Musk pode estar dispersando demais sua energia após a compra do Twitter. A Tesla já perdeu quase 60% de seu valor este ano, fazendo Musk perder o título de homem mais rico do mundo. No mês passado, Musk disse a um tribunal de Delaware que reduziria seu tempo no Twitter e eventualmente encontraria um novo líder para administrar a empresa de mídia social. Mas, ao responder o comentário de um usuário do Twitter sobre uma possível mudança no comando da empresa, Musk disse no domingo “Não há sucessor”. Vale lembrar que, mesmo que decida abandonar a chefia do Twitter, Musk vai continuar dono da rede social – e por possuir a maioria das ações da empresa pode demitir qualquer chefe que não fizer o que ele quiser.
Elon Musk pergunta a seguidores se deve largar chefia do Twitter. “Sim” está vencendo
Elon Musk teve outro domingo surtado no Twitter. O bilionário, que passou o dia no Catar para acompanhar a final da Copa do Mundo, começou de manhã suspendendo mais um jornalista do Washington Post. Motivo: Taylor Lorenz pediu para Musk comentar uma reportagem que estava escrevendo sobre ele. A ação reforçou críticas contra a censura exercida por Musk no Twitter contra jornalistas, em contraste com o vale-tudo que ele defende para extremistas de direita. Após calar mais um repórter, o defensor autodeclarado da “liberdade de expressão” também decidiu demonstrar que é um capitalista liberal que acredita no “livre mercado” e anunciou uma nova política no Twitter: qualquer pessoa que postar links para plataformas rivais, como Instagram, Facebook, TikTok e outras, terá o perfil suspenso na rede social. “Reconhecemos que muitos de nossos usuários são ativos em outras plataformas de mídia social”, disse o tuite oficial da empresa. “No entanto, não permitiremos mais a promoção gratuita de certas plataformas de mídia social no Twitter.” O cofundador e ex-CEO do Twitter Jack Dorsey disse que a nova política da empresa “não faz sentido” em um reação no próprio Twitter. Vendo a montanha de protestos contra sua administração do Twitter crescer, antes de ir dormir Musk resolveu testar sua popularidade e perguntar se deveria continuar comandando o Twitter. “Devo deixar o cargo de chefe do Twitter? Vou respeitar os resultados desta enquete”, escreveu ele. Após passar dos 10 milhões de votos, o “Sim” (deve deixar o cargo) disparou com mais com 56% dos votos. Vale lembrar que, mesmo que decida abandonar a chefia do Twitter, Musk vai continuar dono da rede social – e por possuir a maioria das ações da empresa pode demitir qualquer chefe que não fizer o que ele quiser. Should I step down as head of Twitter? I will abide by the results of this poll. — Elon Musk (@elonmusk) December 18, 2022
Elon Musk censura jornalistas e Twitter pode sofrer sanções
Elon Musk deixou mais claro seu plano para devolver a “liberdade de expressão” ao Twitter ao suspender nas últimas horas as contas de jornalistas renomados que o criticaram. A lista inclui jornalistas do New York Times, Washington Post e da rede CNN. O fator que motivou a suspensão destas contas não foi imediatamente divulgado, mas todos os repórteres suspensos escreveram nos últimos meses sobre o dono do Twitter e as mudanças negativas vistas na plataforma desde que ele a comprou. Diante da repercussão, Musk posteriormente justificou as suspensões citando novas regras de doxxing (revelação de dados) do Twitter. Ele alegou que os jornalistas compartilharam um bot que apontava o paradeiro de seu avião. Na quinta-feira (15/12), o Twitter suspendeu a conta que rastreava o jato particular de Musk em tempo real, um mês depois que o bilionário disse que seu compromisso com a liberdade de expressão se estendia a não banir essa conta. As novas punições acontecem logo após o Twitter suspender, no domingo passado (18/12), a conta de um usuário que divulgou um vídeo com vaias à Musk durante sua aparição surpresa num show de comédia. Por outro lado, Musk tem usado o discurso da defesa intransigente da liberdade de expressão para restaurar contas de extremistas que foram excluídas por ameaças à ordem pública e incitação ao ódio, como o ex-presidente dos EUA Donald Trump e o cantor Kanye West, que comemorou sua segunda chance postando uma suástica nazista no Twitter. O bilionário também proibiu que posts com desinformações fossem marcados, incluindo os que possam causar mal às pessoas, como os que divulgam mentiras sobre a covid-19. Essa linha que sugere comportamento fascista foi condenada pela maior parte da imprensa dos EUA nesta sexta (16/12), com a CNN ameaçando boicotar a rede social. Mas as críticas não partiram apenas de jornalistas. A vice-presidente da Comissão Europeia, Vera Jourova, classificou as decisões do magnata como “preocupantes”, e lembrou em um tuite que há “linhas vermelhas” que não podem ser ultrapassadas. Foi além: ameaçou Musk “com sanções, em breve”. Ela foi ecoada pelo ministério das Relações Exteriores da Alemanha, que tuitou: “A liberdade de imprensa não deve ser ligada e desligada à vontade. É por isso que temos um problema com o Twitter”. O ministro francês da Transição Digital, Jean-Noël Barrot, acrescentou que estava “angustiado com a guinada a que Elon Musk está precipitando o Twitter”. “A liberdade de imprensa está na mesma base da democracia, é um ataque contra o outro”, defendeu. Sanções na União Europeia podem gerar enorme prejuízo para Musk e se estender a outros negócios do magnata, que negocia acordos comerciais com diversos países para seu programa espacial Space X.
Defensor da “liberdade de expressão”, Elon Musk censura críticos no Twitter
O bilionário Elon Musk não reagiu bem às vaias que recebeu durante uma aparição no show de stand-up do comediante Dave Chappelle, que aconteceu em São Francisco, EUA, no domingo (11/12). A usuária CleoPat4893885, que postou o vídeo da reação do público, teve sua conta de Twitter suspensa ou removida nesta segunda (12/12). “Este tuite é de uma conta que não existe mais”, informa a plataforma. A censura causou uma reação instantânea. “Elon Musk está excluindo contas que postam este vídeo dele sendo vaiado por 10 minutos ontem à noite em um show de Dave Chapelle. Ele não pode deletar todos nós. Retuite enquanto ainda pode”, disse um usuário, em resposta à repressão na plataforma. Não é a primeira vez que o defensor da “liberdade de expressão” é acusado de censurar críticas no Twitter, mostrando-se mais tolerante com fake news que com registros de fatos, especialmente se estes fatos não o mostram de forma positiva. O vídeo censurado mostra que Chappelle introduziu o CEO do Twitter no fim de sua apresentação de domingo como um convidado especial e o público não gostou nem um pouco da surpresa, vaiando Musk sem dó. “Você não estava esperando por isso, estava?”, o bilionário perguntou ao humorista. Em resposta, Chappelle brincou: “Parece que algumas das pessoas que você demitiu estão na plateia”. A piada foi uma referência às massivas demissões que aconteceram depois que Musk comprou Twitter. O comediante ainda criticou as vaias, dizendo que “há maneiras melhores de expressar seus protestos contra o homem”. E, no fim, pediu a Musk que gritasse a frase de encerramento do seu show, ao que Musk respondeu: “Sou rico, vadia”, recebendo mais vaias. Depois disso, Musk começou o dia atacando o politicamente correto, que nos EUA é chamado de “woke”, por identificar as vaias como críticas à sua defesa intransigente do politicamente incorreto. “O vírus da mente woke será derrotado ou nada mais importa”, ele tuitou, em tom de raiva. Na mesma medida em que restabeleceu contas de extrema direita que violaram as regras do Twitter no passado, estimulando um aumento sensível de conteúdo neonazista na plataforma, uma reportagem do site americano The Intercept revelou que Musk suspendeu várias contas notáveis de esquerda. Entre seus alvos, estão pesquisadores e organizadores antifascistas que se concentravam em documentar e denunciar atividades de extremistas violentos. Segundo o Intercept, Musk teria convidado o escritor de extrema-direita Andy Ngo, com quem frequentemente interage no Twitter, “para denunciar ‘contas Antifa’ [antifascistas] que deveriam ser suspensas”. Mas também há outros exemplos intrigantes de suspensão de contas – algumas, inclusive, são misteriosamente restabelecidas mais tarde – sem nenhuma razão que possa ser explicada pelos termos de serviço do Twitter. Na semana passada, duas dessas contas tinham em comum o mesmo “problema” da vítima desta segunda: zombaram de Musk.
Elon Musk anuncia que Twitter aumentará limite de caracteres para 4.000
Elon Musk disse neste domingo que o Twitter vai virar Facebook. Ou melhor, que deve aumentar de 280 para 4.000 o limite de caracteres por post na rede social. A informação foi dada em resposta à pergunta de um usuário, que quis confirmar a veracidade de rumores. Embora não tenha dado detalhes da novidade, a publicação gerou uma enorme repercussão na internet. E as opiniões foram divididas. Uma usuária reclamou do tamanho proposto: “Isso é uma dissertação e não um tuite”. Outro comemorou: “Se isso acontecer, finalmente poderei falar o que penso”. Vale lembrar que, quando o Twitter foi lançado, cada post tinha limitação de 140 caracteres. A capacidade foi dobrada em novembro de 2017 com a justificativa de facilitar publicações, evitando que os internautas perdessem muito tempo editando o conteúdo para o tamanho permitido. Ser uma plataforma para comentários curtos era o detalhe que representava a maior diferença entre o Twitter e o Facebook em seu lançamento original. Yes — Elon Musk (@elonmusk) December 11, 2022
Elton John abandona Twitter: “Desinformação sem controle”
O cantor Elton John anunciou que abandonou o Twitter após a compra da rede social pelo bilionário Elon Musk, que estimulou o crescimento da desinformação e de discursos de ódio disfarçados de “liberdade de expressão”. “Durante toda a minha vida eu tentei usar a música para aproximar as pessoas. No entanto, me entristece ver como a desinformação está sendo usada para dividir nosso mundo”, tuitou John nessa sexta-feira (9/12). “Decidi não usar mais o Twitter, devido à recente mudança na política que permitirá que a desinformação floresça sem controle”, completou ele. John não deu mais detalhes sobre quais mudanças de política o levaram a essa decisão. Mas não faltam opções. Em uma atualização de novembro, por exemplo, o Twitter anunciou que a plataforma não aplicaria mais sua política contra informações enganosas a respeito da covid-19. Da mesma maneira, relatórios recentes apontam um crescimento exponencial nos discursos de ódio dentro da plataforma, incluindo alusões nazistas. Depois de ver o tuite do artista anunciando sua saída, Musk tentou interagir: “Eu amo sua música. Espero que você volte. Existe alguma desinformação em particular que o preocupa?”. O cantor não respondeu, cumprindo a promessa de largar a plataforma. Elton John criou sua conta no Twitter em 2010 e tinha mais de 1 milhão de seguidores. Agora, ele se junta à crescente lista de celebridades que disseram ter largado o Twitter, incluindo a cantora Sara Bareilles, e os produtores televisivos Ken Olin (“This Is Us”), Brian Koppelman (“Billions”) e Shonda Rhimes (“Grey’s Anatomy”). Enquanto alguns usuários apagaram completamente seus perfis na rede social, outras estrelas parecem simplesmente ter parado de tuitar e de usar suas contas. O estrategista digital e podcaster Wynter Mitchell Rohrbaugh disse, no mês passado ao site The Hollywood Reporter, que está recomendando aos clientes que mantenham suas contas e apenas não as usem. “Você pode dizer que vai desativar ou não postar mais depois de uma data específica, mas não recomendo excluir totalmente [o perfil] porque você nunca terá esse público de volta”, explicou ele. “Estou dizendo a todos para ficarem quietos e aguardarem – por enquanto”. Desde que assumiu o Twitter no final de outubro, Musk enfrenta críticas por sua maneira de lidar com a plataforma de mídia social, incluindo mudanças de política e demissões em massa de funcionários. Isso também fez com que os anunciantes recuassem da plataforma. Musk sempre foi aberto a respeito daquilo que ele defende como sendo liberdade de expressão e disse que esse será o seu foco para a plataforma. Ele afirmou, inclusive, que restabeleceria as contas de usuários banidos anteriormente, como a do ex-presidente Donald Trump e Kanye West. Mas após liberar a volta de Kanye, o rapper postou uma suástica.
Natalie Portman protesta contra ressurgimento do nazismo
A atriz Natalie Portman (“Thor: Amor e Trovão”) fez uma postagem no seu Instagram condenando o aumento dos discursos de ódio antissemita, que vem se refletindo em postagens de teor nazista nas redes sociais. Dizendo-se assustada, ela agradeceu a reação daqueles que se manifestam contra “todas as formas de racismo”. A manifestação aconteceu logo após Kanye West publicar uma suástica estilizada em seu perfil no Twitter e após Donald Trump se encontrar com um dos líderes do movimento de supremacia branca (neonazistas) dos EUA. “Ver o ressurgimento do antissemitismo faz meu coração cair”, Portman escreveu. “Esse ódio deve ser combatido com amor sem limites um pelo outro. Hoje, envio amor extra a todos os meus irmãos judeus. E envio amor a todos aqueles que estão conosco contra essas palavras e ações violentas”. Relatórios recentes apontam para um aumento de antissemitismo e outros discursos de ódio no Twitter – incluindo o antissemitismo assumido por Kanye West, mas também um inesperado neonazismo no Brasil, que culminou recentemente num ataque a escolas – desde que a plataforma foi adquirida por Elon Musk. Com a promessa liberal de ser um “absolutista” da liberdade de expressão, Musk estaria incentivado o crescimento descontrolado do ódio. A atriz disse ainda que “tem sido doloroso e assustador observar isso” e e que é “extremamente grata àqueles que continuam a se manifestar contra o antissemitismo conosco e contra todas as formas de racismo”. Natalie Portman não foi a única atriz a se manifestar. Na semana passada, Amy Schumer (“Sexy por Acidente”) também recorreu ao Instagram para falar sobre o ressurgimento do discurso nazista entre políticos. “Fui intimidada por ser judia na cidade em que cresci e me senti envergonhada por meu judaísmo”, escreveu Schumer, lembrando da juventude. “Agora tenho orgulho de ser descendente de sobreviventes de Auschwitz. Existem menos de 17 milhões de judeus em todo o mundo. Não recrutamos. Não tentamos mudar as leis para impor nossas crenças nos corpos de outras pessoas. Abrace um judeu hoje. O antissemitismo é prejudicial às pessoas negras. Vamos olhar para quem estamos empoderando.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Natalie Portman (@natalieportman) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por @amyschumer









