Os Dez Mandamentos terá maior lançamento do cinema brasileiro em todos os tempos
A versão para o cinema da novela “Os Dez Mandamentos”, que estreia em 29 de janeiro, terá o maior lançamento já recebido por um filme brasileiro em todos os tempos, tornando-se a primeira produção nacional distribuída em 1,1 mil cinemas. O recorde anterior pertencia a “Até que a Sorte nos Separe 3”, que estreou em 863 salas no último Natal. A decisão foi tomada após “Os Dez Mandamentos — O Filme” quebrar outro recorde, com a confirmação de uma pré-venda de 1,5 milhão de ingressos. A venda antecipada é mais que o dobro do antigo recordista no Brasil, o filme “”A Saga Crepúsculo: Amanhecer — Parte 2”, que teve mais de 645 mil ingressos comercializados antes de sua estreia. A expectativa do mercado é que “Os Dez Mandamentos” possa se tornar o maior blockbuster da história do cinema nacional, ultrapassando o recorde de público de “Tropa de Elite 2”, que teve 11 milhões de espectadores. Em levantamento do portal UOL, a rede Cinemark e o Espaço Itaú apontaram que os ingressos têm sido adquiridos em lote por grupos de evangelizações, que buscam fechar sessões exclusivas em diversas cidades do país. Assim, já há sessões esgotadas para o fim de semana da estreia nas principais capitais do país. Para completar, há ainda estímulos religiosos para que fiéis assistam ao filme. O início da pré-venda rendeu imagens de bispos e pastores posando com seus ingressos para o site da Igreja Universal. Distribuído pela Paris Filmes, o longa-metragem é uma versão compacta da novela, escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini. A produção promete cenas exclusivas e um final inédito, que antecipará a 2ª temporada da atração religiosa, prevista para estrear em março na rede Record.
Os Dez Mandamentos bate recorde de pré-venda do cinema brasileiro
Com lançamento marcado apenas para o dia 28 de janeiro, “Os Dez Mandamentos – O Filme” já conquistou um recorde de bilheteria no Brasil. Segundo informações divulgadas pela rede Record, já foram vendidos mais de 400 mil ingressos em todo o país, o que representa a maior pré-venda da história do cinema nacional, ultrapassando até “Tropa de Elite 2” (2010). Se o ritmo continuar assim, é provável que o filme derivado da TV supere até mesmo “Jogos Vorazes – A Esperança: O Final”, recordista de pré-venda no Brasil, que teve mais de 640 mil ingressos comercializados antes de sua estreia. Além disso, se a pré-venda servir de parâmetro, “Os Dez Mandamentos” pode ultrapassar o recorde de público de “Tropa de Elite 2”, que teve 11 milhões de espectadores. Em levantamento anterior do portal UOL, a Cinemark, uma das redes onde se registrou a maior procura, e o Espaço Itaú apontaram que há um interesse muito grande por parte de grupos de evangelizações, que têm comprado muitos ingressos, visando fechar sessões exclusivas em diversas cidades do país. Assim, já há sessões esgotadas no dia da estreia, 28 de janeiro, nas principais capitais do país. No caso do Espaço Itaú, o esgotamento de ingressos é ainda maior, atingindo todas as sessões do primeiro fim de semana de estreia em todos os cinemas da rede. Para completar, há ainda estímulos religiosos para que fiéis assistam ao filme. O início da pré-venda rendeu imagens de bispos e pastores posando com seus ingressos para o site da Igreja Universal. Distribuído pela Paris Filmes, o longa-metragem é escrito por Vivian de Oliveira e dirigido por Alexandre Avancini, que também assinam a novela, promete cenas exclusivas e um final inédito, que antecipará a 2ª temporada da novela, prevista para estrear em março de 2016.
Filme Os Dez Mandamentos já vendeu 150 mil ingressos antecipados
A versão da novela “Os Dez Mandamentos” para o cinema promete repetir o sucesso da TV. A venda antecipada teve início no dia 1° de janeiro e conseguiu a façanha de vender 150 mil ingressos em quatro dias. O número é uma estimativa, já que os cinemas menores ainda não entraram na contabilização prévia da distribuidora. O número impressiona quando comparado ao blockbuster “Star Wars: o Despertar da Força”, que vendeu 600 mil ingressos antecipadamente durante dois meses da pré-venda. A Cinemark, uma das redes onde se registrou a maior procura, e o Espaço Itaú ainda apontaram que há uma procura muito grande por parte de grupos de evangelizações, que têm comprado ingressos de modo a fechar sessões exclusivas em diversas cidades do país. Assim, já há sessões esgotadas no dia da estreia, 28 de janeiro, nas principais capitais do país. No caso do Espaço Itaú, o esgotamento de ingressos é ainda maior, atingindo todas as sessões do primeiro fim de semana de estreia em todos os cinemas da rede. Para completar, há ainda estímulos religiosos para que fiéis assistam ao filme. O início da pré-venda rendeu imagens de bispos e pastores posando com seus ingressos para o site da Igreja Universal. Com a ajuda dos féis, “Os Dez Mandamentos” pode ultrapassar a bilheteria recorde de “Tropa de Elite 2”, que teve 11 milhões de espectadores. Distribuído pela Paris Filmes, o longa-metragem é escrito por Vivian de Oliveira e dirigido por Alexandre Avancini, que também assinam a novela, promete cenas exclusivas e um final inédito, que antecipará a 2ª temporada da novela, prevista para estrear em março de 2016.
Com exibição simultânea aos EUA, The Walking Dead vira série mais vista da TV paga brasileira em 2015
A decisão do canal pago Fox de exibir no Brasil a série “The Walking Dead” no mesmo dia de sua transmissão nos EUA se provou a mais acertada possível. A primeira metade da 6ª temporada consolidou-se como o programa mais assistido da TV paga brasileira em 2015, atraindo uma média de 4,5 milhões de telespectadores por episódio. Com a estreia simultânea, os episódios passaram a ser exibidos na TV antes de chegar nos sites piratas, o que desestimulou o consumo por vias ilegais. A Fox fez isso em vários outros países com o mesmo desempenho, registrando um crescimento de 48% na audiência da série em relação ao seu quinto ano. Já nos EUA, a série teve queda de 8% em sua audiência, em relação ao ano passado.
Marília Pêra (1943 – 2015)
Morreu a atriz Marília Pêra, que marcou a história do teatro, TV e cinema brasileiros, estrelando obras-primas como “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981) e “Central do Brasil” (1998), além de coreografar e dirigir diversos espetáculos. Ela sofria de câncer nos ossos e no pulmão, doença que vinha combatendo havia dois anos, vindo a falecer no sábado (5/12), aos 72 anos. Marília Marzullo Pêra nasceu no Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 1943, com o teatro no DNA. Ela faz sua estreia como atriz aos 19 dias de vida, numa peça que precisava de um bebê. Seu pai, o português Manoel Pêra, era ator e tinha uma companhia teatral no Rio. A mãe, Dinorah Marzullo, também era atriz. A avó, Antonia Marzullo, fez vários papéis no cinema. E até sua irmã mais nova, Sandra Pêra, seguiu o rumo dos palcos. Aos 4 anos, Marília já fazia parte da companhia teatral de Henriette Morineau, atuando, entre outras, na peça “Medeia”, em que interpretou umas das filhas do personagem principal. Ela se profissionalizou ainda na adolescência, estudando música e dança para participar de espetáculos de revista a partir dos 14 anos. Ao entrar na peça “De Cabral a JK”, de Max Nunes, conheceu o ator Paulo Graça Mello, com quem se casou aos 16 anos. Aos 18, teve o primeiro filho, aos 26 tornou-se viúva – posteriormente, casou-se mais três vezes, com o ator Paulo Villaça, o jornalista Nelson Motta, com quem teve duas filhas, e o economista Bruno Faria. E nada impediu o crescimento de sua carreira. Dois anos depois de dar a luz ao futuro ator Ricardo Graça Mello, atuou em “O Teu Cabelo Não Nega” (1963), biografia de Lamartine Babo, interpretando pela primeira vez Carmen Miranda, papel que a acompanharia por diferentes espetáculos – o mais recente, de 2005. E ela ainda pôde se gabar de ter vencido uma disputa com Elis Regina pelo papel principal no musical “Como Vencer na Vida sem Fazer Força”, em 1964. O teatro acabou ficando em segundo plano quando a TV a descobriu. Marília foi contratada como bailarina na inauguração da TV Globo, em 1965, mas em poucos meses se viu estrelando telenovelas. Sua estreia aconteceu na primeira novela das 19h da emissora, “Rosinha do Sobrado”, em agosto de 1965, já como protagonista, seguida imediatamente pelo papel-título de “A Moreninha” (1965). Bastaram estes dois papeis para ela atingir o estrelato, vendo-se disputada e aceitando participar de duas novelas simultâneas, “Padre Tião”, no horário das 19h, e “Um Rosto de Mulher”, às 22h, ambas exibidas a partir de dezembro de 1965. A maratona se provou exaustiva e ela só foi reaparecer três anos depois na principal novela da década, “Beto Rockfeller” (1968), na TV Tupi. Na trama, viveu uma das coadjuvantes das trapalhadas de Luís Gustavo, intérprete do playboy farsante do título, ajudando o humor corrosivo do escritor Bráulio Pedroso a revolucionar o gênero. Marília permaneceu na Tupi para protagonizar a novela seguinte, “Super Plá” (1969), como uma ex-vedete de teatro que se tornava dona de uma fábrica de refrigerantes. Paralelamente, estreou no cinema, com a comédia “O Homem que Comprou o Mundo” (1968), de Eduardo Coutinho, seguida pelo musical “É Simonal” (1970), de Domingos de Oliveira. Mas a ênfase permaneceu em sua carreira teatral, que a levou a encenar “Se Correr o Bicho Pega”, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, “A Megera Domada”, de William Shakespeare, e “Roda Viva”, de Chico Buarque, pela qual passou a ser perseguida pela ditadura. Foi presa durante a apresentação da peça e, em seguida, teve a casa invadida pela polícia, em busca de provas de sua subversão comunista. Ironicamente, em 1989, ao declarar voto em Fernando Collor para a presidência da república, foi vítima dos tais comunistas com quem tinha sido confundida, que apedrejaram a porta do teatro onde ela se apresentava. Suas manifestações artísticas, em contraste, logo se tornaram unanimidades. O primeiro de seus três prêmios Molière veio em 1969, por seu desempenho como uma virgem solteirona em “Fala Baixo Senão Eu Grito”, de Leilah Assumpção – os outros foram vencidos pelo monólogo “Apareceu a Margarida” (1973), de Roberto Athayde, e “Brincando em Cima Daquilo” (1984), de Dario Fo e Franca Rame. Ela voltou à Globo em 1971, a convite do diretor Daniel Filho, para viver um de seus papeis mais divertidos, a loiraça Shirley Sexy em “O Cafona”, que a tornou ainda mais conhecida. Na sequência, interpretou a taxista Noeli em “Bandeira 2” (1971), romântica atrapalhada Serafina de “Uma Rosa com Amor” (1972) e a “Supermanoela” (1974), até decidir priorizar o cinema. Sua filmografia ganhou impulso a partir de meados dos anos 1970. Após a comédia “O Donzelo” (1974) e o drama “Ana, a Libertina” (1975), Marília irrompeu em seu primeiro grande papel cinematográfico, a cantora de cabaré de “O Rei da Noite” (1975), de Hector Babenco, com quem voltaria a trabalhar no longa mais famoso de sua carreira, “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981). No filme sobre menores infratores, ela vivia uma prostituta que servia de figura materna para o jovem Pixote. A cena em que amamenta o adolescente tornou-se uma das mais emblemáticas do cinema brasileiro e lhe rendeu projeção internacional. Pelo papel, Marília foi eleita Melhor Atriz do ano pela Associação Nacional dos Críticos de Cinema dos EUA. “Isso me abriu as portas do mundo, mas não fui trabalhar nos EUA porque não dominava o inglês”, contava. Porém, ela fez sim um filme americano, “Mixed Blood” (1984), dirigida pelo cineasta underground Paul Morrissey (“Trash”). A língua acabou não sendo uma dificuldade, pois a trama girava em torno de traficantes brasileiros em Manhattan. Anos mais tarde ainda voltaria aos EUA para rodar o trash “Living the Dream” (2006), estrelado por Danny Trejo (“Machete”). O maior reconhecimento, porém, veio mesmo do Brasil, com novos papeis importantes. Marília foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Gramado por seus dois longas seguintes, “Bar Esperança” (1983), homenagem de Hugo Carvana à boemia, e “Anjos da Noite” (1987), de Wilson Barros. Ao mesmo tempo, acumulou ainda mais reverências no teatro, vencendo seu terceiro Molière e se transformando numa diretora bem-sucedida com a montagem de “O Mistério de Irma Vap” (1987), que ficou 11 anos em cartaz. Tudo isso a manteve afastada das novelas por mais de uma década, só voltando ao gênero em 1987, como a Rafaela de “Brega & Chique”. Ela também viveu a vilã Juliana, na minissérie “O Primo Basílio” (1988), e Genu na novela “Lua Cheia de Amor” (1990), antes de reorganizar sua agenda com outras prioridades. Marília voltou a ter projeção internacional ao ser dirigida por Cacá Diegues. Primeiro, em “Dias Melhores Virão” (1990), pelo qual venceu o troféu de Melhor Atriz no Festival de Cartagena, na Espanha. E, depois, com “Tieta do Agreste” (1996), que lhe trouxe o troféu de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Havana, em Cuba. A década ainda incluiu mais dois filmes marcantes: “Central do Brasil” (1998), grande clássico de Walter Salles, e “O Viajante” (1999), de Paulo César Saraceni, que lhe rendeu indicação ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (o Oscar nacional). Ocupada com cinema e teatro, Marília diminuiu sua presença na TV, preferindo fazer minisséries, como “Incidente em Antares” (1994), “Os Maias” (2001) e “JK” (2006), embora tenha encaixado a novela “Meu Bem Querer” na Globo em 1998. A esta altura, porém, estava tão famosa que podia se dar ao luxo de fazer participação especial como si mesma nas novelas – em “Celebridade” (2003) e “Insensato Coração” (2011). Sua filmografia continuou interessante no século 21. Ela viveu o papel-título de “Amélia”, a camareira de Sarah Bernhardt, durante a visita da célebre atriz francesa ao Brasil em 1905, com direção de Ana Carolina. Também participou de “Seja o Que Deus Quiser” (2002), de Murilo Salles, viveu a cantora Wanderléa na cinebiografia “Garrincha – Estrela Solitária” (2003), de Milton Alencar, a madame de um bordel em “Vestido de Noiva” (2006), adaptação de Nelson Rodrigues dirigida por seu filho Joffre, e voltou a encontrar seu primeiro diretor, Eduardo Coutinho, no premiado documentário “Jogo de Cena” (2007). Ao retornar às novelas, encaixou uma sequência de papeis divertidos, inciada pela hilária hippie Janis Doidona em “Começar de Novo” (2004), retomando a cumplicidade cômica com Luis Gustavo. Foi ainda a perua falida Milu de “Cobras & Lagartos” (2006) e a dama Gioconda de “Duas Caras” (2008). A facilidade para o humor acabou explorada também em filmes como “Acredite, um Espírito Baixou em Mim” (2006), “Polaróides Urbanas” (2008) e “Embarque Imediato” (2009), além de lhe render uma nova carreira como comediante televisiva. As séries cômicas lhe permitiram aprofundar sua parceria com o ator, escritor e diretor Miguel Falabella, que a filmou em “Polaróides Urbanas”. Na Globo, os dois trabalharam juntos em “A Vida Alheia” (2010), na novela “Aquele Beijo” (2011) e em “Pé na Cova” (2013), seu último papel na TV, no qual viveu a mulher de Falabella. Marília continuou interpretando papeis importantes no teatro, vencendo o prêmio Shell por sua atuação em “Mademoiselle Chanel” em 2006. Em 2013, ainda estrelou “Alô, Dolly!”, ao lado do parceiro Falabella. Mas, apesar dos muitos prêmios conquistados, sua homenagem mais singela aconteceu no Carnaval de 2014, quando foi tema do desfile da escola de samba Mocidade Alegre, em São Paulo, com o samba-enredo “Nos Palcos da Vida… Uma Vida no Palco: Marília”. Mesmo com a saúde debilitada, ela dedicou seus últimos esforços ao trabalho, narrando o documentário “Chico – Artista Brasileiro” (2015), sobre Chico Buarque, e dirigindo a peça “Depois do Amor”, cuja estreia estava marcada justamente para o dia de sua morte, em Manaus. Ela também deixou gravado um disco com canções de amor de Tom Jobim, Dolores Duran e outros mestres da MPB, e continuará presente ao longo em 2016 em outros trabalhos finalizados, que incluem uma participação na nova série comédia “Tô Ryca”, que estreia em janeiro, no filme “Dona do Paraíso”, de José João Silva, ainda sem previsão de lançamento, e numa temporada inteira de “Pé na Cova”. “Certas pessoas são escolas, ela era uma escola de vida, uma profissional que deu um padrão para a nossa maneira de representar e colocou o país em outro departamento. Uma profissional genial”, definiu, emocionado, o ator Ney Latorraca, que Marília dirigiu por mais de uma década na peça “O Mistério de Irma Vap”. “Uma mestra”, ecoou o cineasta Cacá Diegues.
Tutuca (1932 – 2015)
Morreu o comediante Tutuca, criador de um dos personagens mais famosos do humorismo brasileiro, que fez rir diversas gerações em programas como “Balança Mas Não Cai”, “A Praça É Nossa” e “Zorra Total”. Ele faleceu na manhã de quinta-feira (3/12), aos 83 anos, no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, onde deu entrada para tratamento de uma pneumonia. Usliver João Baptista Linhares nasceu em 1932 e ganhou o apelido Tutuca ainda na infância. O nome pegou quando ele se lançou comediante em programas de rádio, durante a década de 1950. Ele participou do elenco original do sucesso radiofônico “Balança Mas Não Cai”, continuando na atração durante a transição do programa para a TV. Sua estreia no cinema aconteceu em 1959, no filme “O Homem do Sputnik”, ao lado do grande astro das chanchadas Oscarito. Depois disso, acompanhou Ronald Golias em “O Homem que Roubou a Copa do Mundo” (1961), Zé Trindade em “Bom Mesmo É Carnaval” (1962) e Almeidinha em “Quero Essa Mulher Assim Mesmo” (1963), sua última chanchada. O fim das comédias rasgadas no cinema coincidiu com a ascensão do humor na TV, e Tutuca passou pelo clássico programa “Noites Cariocas”, na TV Rio, com Golias, Costinha e Dercy Gonçalves, antes de parar na rede Globo em 1966, estreando no humorístico “Riso Sinal Aberto”. Em 1968, ele virou um dos destaques do “Balança Mas Não Cai” televisivo, que incluía Paulo Gracindo, Lúcio Mauro, Costinha, Brandão Filho, Berta Loran e Zezé Macedo, trabalhando ainda como roteirista da atração. “Balança Mas Não Cai” também passou pela TV Tupi, a partir de 1972, e teve uma segunda encarnação na Globo durante os anos 1980, sempre com a presença de Tutuca. O sucesso do humorístico devia-se ao seu aprimoramento do humor de esquetes, que, apesar de se originar do rádio, resiste até hoje na TV. A fórmula se diferenciava do simples programa de piadas ao incluir um contexto responsável por reunir seus diversos comediantes: o prédio treme treme que balançava, mas não caía, no qual moravam, trabalhavam ou visitavam seus diversos personagens de bordões marcantes. Tutuca vivia o faxineiro Clementino, que, embora tímido, estava sempre de olho na mulherada, lançando o bordão “Como é boa essa secretária (vizinha). Ah, se ela me desse bola…” Clementino fez tanto sucesso que passou a ter participações em outros programas, como “A Praça É Nossa”. Mas Tutuca também foi criador dos personagens Chefinho, que implicava com Dona Dadá, e o gay Magnólio, do bordão “Meninos, eu vi”. Além disso, costumava embutir um famoso ‘xiiii…’ em seu textos, que sempre levantava a platéia, gerando claques espontâneas. Ele voltou aos cinemas em 1974 em seu único papel de protagonista, no auge das pornochanchadas, encarnando o personagem-título de “Onanias, o Poderoso Machão”, que na verdade era o entregador virgem de uma fábrica de sutiãs. Mais recentemente, participou de “Os Normais – O Filme” (2003) como pai de Marisa Orth, e da comédia “A Guerra dos Rocha” (2008), dirigida por Jorge Fernando. Na TV, apareceu ainda na série “Sob Nova Direção” e no humorístico “Zorra Total”. A saúde do comediante estava debilitada após sofrer três AVCs, e ele não andava mais. Mas, segundo sua mulher Denise, “até doente ele era piadista. Gostava do que fazia”.
BBB 23: Deserto segue “plano kamikaze” em armadilha criada pela Globo
A falta de transparência da produção do “BBB 23”, que alterou a votação do público no paredão desta semana, está levando o quarteto do quarto Deserto a assumir um plano literalmente kamikaze. Bruna Griphao, Larissa Santos, Amanda Meirelles e Aline Wirley batizaram realmente o plano de kamizake. Mesmo Amanda e Larissa sabendo que estarão no próximo paredão, fecharam com a líder Aline uma indicação em Domitila Barros. “O foco hoje é só nós. Na hora de dar o Anjo, no voto da Líder e ao ir pro paredão. Só vai dar nós em horário nobre”, brincou Larissa. “Por mais que não queira ter ninguém no paredão, a gente consegue entender que dois nossos juntam as torcidas para eliminar um deles”, analisou Bruna. Como a atriz demonstrou, o plano levava em conta a união de suas torcidas para enfrentar a favorita das Páginas de Fofoca e, possivelmente, da própria produção do programa – por todos os indícios demonstrados na edição. Entretanto, o programa da Globo mudou a forma de votação de forma polêmica para impedir que as torcidas do grupo se unam contra um único candidato. Em vez de votar para eliminar, a votação será para salvar. Pior que mudar a regra com o jogo em andamento, a equipe não informou a mudança casuística aos participantes, transformando a estratégia do Deserto numa tática que faz justiça ao nome kamikaze. Ao omitir ter alterado a forma de votação do público, a produção transformou o paredão deste domingo (2/4) numa armadilha para as sisters, que baseiam sua estratégia na forma como o BBB sempre foi jogado – o que escancara ainda mais o casuísmo. Além de adotar uma eliminação no estilo de “A Fazenda”, a dinâmica da noite ainda terá uma votação da casa no estilo do Resta Um, do programa da Record. A votação deste domingo (2/4) começará com a revelação do Poder Coringa, a imunidade de Sarah Aline, seguirá com a imunização de Bruna pelas Anjas Amanda e Larissa, e a indicação da Líder Aline em Domitila. Em seguida, a casa votará em outras duas pessoas e as mais votadas irão para o paredão. Além disso, cada uma das emparedadas pela casa votará em outras duas pessoas para imunizar, levando as duas participantes que sobrarem também para o paredão. As quatro indicadas pela casa vão pra prova Bate-Volta e apenas uma se livrará do paredão. O paredão será quádruplo, com três pessoas escolhidas pela casa e uma pela Líder. Na terça, a menos votada sairá do programa. Confira a dinâmica da semana no #BBB23! 👀⤵️ #RedeBBB pic.twitter.com/vGCcd7KarX — Big Brother Brasil (@bbb) March 31, 2023





