Marcos Manzano (1959 – 2020)
O ator e empresário Marcos Manzano, criador do Clube das Mulheres no Brasil, morreu nesta sexta (13/11), aos 61 anos. O falecimento foi anunciado nas redes sociais do Clube das Mulheres, sem informar a causa, mas seu sócio no clube indicou que ele foi submetido a uma cirurgia cardíaca e não resistiu. Ele começou a ficar conhecido ao aparecer na novela “Vale Tudo” em 1988, ao contracenar com Gloria Pires e Carlos Alberto Ricceli nos capítulos finais da trama, como um príncipe italiano. Mas foi em “De Corpo e Alma”, de Gloria Perez, que sua popularidade disparou. Na novela de 1992, o protagonista, vivido por Victor Fasano, fazia strip-tease no Clube das Mulheres e tinha a companhia do então modelo em várias cenas. As gravações promoveram a casa de strip-tease masculino fundada em 1990 em São Paulo, com Manzano consagrando-se na novela na mesma função que exercia na vida real, como apresentador e dançarino do clube. Além dos papéis nas duas novelas da Globo, ele também participou do trash “A Rota do Brilho” (1990), filme policial de baixo orçamento, em que viveu um detetive parceiro de Alexandre Frota na investigação de assassinatos de garotas de programa. A produção, que também incluía a cantora Gretchen, foi o último filme do diretor Deni Cavalcanti, que não conseguiu fazer a transição da pornochanchada para a fase de retomada do cinema nacional de qualidade. Manzano também marcou presença constante em programas da TV aberta da época, o que se estendeu até os anos 2000. Durante este período, ele chegou a lançar músicas e ser considerado um dos homens mais bonitos do Brasil por algumas mídias. Embora o auge de sua popularidade tenha passado, Manzano continuou fazendo aparições esporádicas na televisão. A última aconteceu em fevereiro passado, no humorístico “A Praça É Nossa”, do SBT. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Clube das Mulheres Oficial (@clubedasmulheres_oficial)
Mais Você: Programa registra maior audiência em 20 anos com homenagem a Tom Veiga
A exibição do “Mais Você” na manhã desta segunda-feira (2/11), com uma homenagem a Tom Veiga, o Louro José, morto no domingo após um acidente vascular cerebral, fez o programa registrar 16 pontos em São Paulo e 17 no Rio, sua maior audiência em 20 anos segundo dados prévios do Ibope. No PNT (nacional), a atração marcou 14 pontos, também seu maior índice desde 2000. As informações foram compartilhadas pela rede Globo. No programa, Ana Maria Braga falou da parceria de 24 anos com Tom, que começou quando eles ainda apresentavam o “Note e Anote”, na Record. “Fiquei pensando como ia chegar aqui para dar bom dia para vocês, e dói muito”, disse a apresentadora. “Assim como uma mãe perde um filho, um companheiro… porque um filho da gente é um companheiro, e ele era isso. Por mais que a direção da casa estivesse preocupada, eu não podia deixar de estar aqui hoje e deixar todos que amam o Louro sem essa ultima homenagem nessa manhã”. Muito emocionada, ela relembrou bons momentos ao lado do ator e exibiu depoimentos de pessoas próximas a ele, além de uma homenagem da equipe do “Mais Você”. O bom dia de hoje dói, mas é também cheio de afeto, boas lembranças e amor.Ana Maria Braga presta uma última homenagem nesta manhã no #MaisVocê ao Tom Veiga, nosso querido Louro José, companheiro de vida e de profissão ❤️ pic.twitter.com/VvAJTewQw5 — Mais Você (@MaisVoce) November 2, 2020
Tom Veiga (1973 – 2020)
O ator Tom Veiga, intérprete do Louro José no programa “Mais Você”, da TV Globo, morreu neste domingo (1/11) no Rio de Janeiro, aos 47 anos. Ele foi encontrado morto em sua casa na Barra da Tijuca. Segundo a 16ªDP do Rio, o caso está sendo investigado pela perícia e diligências estão em andamento. A apresentadora Ana Maria Braga manifestou-se nas redes sociais citando “fragilidade da vida” e “sem chão”. “Perdi meu parceiro de todo dia, meu amigo, meu filho. O Tom era um menino de sorriso solto, sempre alegre, com um humor único e talentoso demais. A fragilidade da vida nos pegou mais uma vez de surpresa e me deixou completamente sem chão. O momento agora é de oração”, escreveu ela em seu perfil no Instagram. Entre Record e Globo, Tom Veiga trabalhava há mais de 20 anos com Ana Maria. Em agosto do ano passado, a apresentadora celebrou a parceria de duas décadas e disse, na ocasião, que os dois nunca tinham brigado. Em março, Ana Maria Braga aproveitou o aniversário de Veiga para declarar que considerava o colega como um filho. “Parabéns pro meu filhote mais lindo, Louro José, que está fazendo aniversário hoje. Obrigada pela companhia, parceria, lealdade. A gente nunca ficou sem se falar por nenhuma razão. É uma das relações mais fantásticas da minha vida. Ele é irmão do meu papagaio que está lá na fazenda, que também é Louro José. É meu filho de penas”, disse ela. Veiga conheceu Ana Maria Braga em 1995, quando organizava feirinhas de artesanato onde a apresentadora ia para divulgar o “Note e Anote”, programa que ela comandava na TV Record. Convidado a integrar a equipe, ele aceitou e virou assistente de palco. O personagem Louro José foi criado por Ana Maria Braga naquele programa, dois anos depois. Ela queria um mascote que chamasse também a atenção das crianças, porque o “Note e Anote” começava logo após a programação infantil. “Precisava ser um bicho que falasse, que interagisse comigo, mas não podia ser cachorro, porque cachorro não fala, passarinho não fala. E, por eliminação, decidimos pelo papagaio. Eu tenho um em casa chamado Louro José. Ele fala e assobia o hino nacional. E eu disse: ‘Vamos pôr o Louro'”, ela contou ao site Memória Globo. Tom Veiga interpretou o Louro desde o começo. Ele trabalhava como assistente de estúdio do “Note e Anote” e, um dia, pegou o fantoche para brincar com seus colegas. Ana Maria Braga viu, gostou e pediu que ele interpretasse o papagaio ao vivo no dia seguinte. Ele nunca mais deixou de lado o fantoche e ainda apareceu como Louro José em outros programas, desde o “Fantástico” até séries como “A Mulher Invisível” (em 2011) e “Louco por Elas” (em 2012), além de uma novela, “Cheias de Charme” (também em 2012). Em 2017, Tom Veiga chegou a se afastar do programa depois de passar mal. Nas redes sociais, ele contou que passou por um cateterismo e foi internado no hospital Samaritano no Rio de Janeiro. Neste mês, ele anunciou o fim de seu casamento de oito meses com a investidora Cybelle Hermínio Costa. Anteriormente, ele foi casado com Alessandra Veiga, com quem teve uma filha. Eles terminaram em 2018 o casamento de 14 anos. Ver essa foto no Instagram Perdi meu parceiro de todo dia, meu amigo, meu filho. O Tom era um menino de sorriso solto, sempre alegre, com um humor único e talentoso demais. A fragilidade da vida nos pegou mais uma vez de surpresa e me deixou completamente sem chão. O momento agora é de oração. #tomveiga #lourojose #lourojoseoficial #anamariabraga #anamariabragaoficial Uma publicação compartilhada por Ana Maria Braga (@anamaria16) em 1 de Nov, 2020 às 2:17 PST
Taís Araújo será Marielle Franco em especial da Globo
A Globo divulgou uma foto da atriz Taís Araújo, atualmente no ar na novela “Amor de Mãe”, caracterizada como Marielle Franco. Ela vai viver a vereadora e ativista assassinada por milicianos no especial “Falas Negras”, programa dirigido por seu marido Lázaro Ramos e criado especialmente para ir ao ar no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro. Em entrevista à coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo, Taís contou que gostaria de ter conhecido melhor a vereadora e disse que todos os brasileiros mereciam conhecê-la. “Eu senti vontade de ter conhecido mais a Marielle. Me deu esse desejo de falar ‘meu Deus, por que eu não sabia tão mais dela antes da execução?’. Eu acho que todos os brasileiros mereciam conhecê-la mais. Ela tinha tanto a dizer e tanto a fazer…”, disse. O programa contará com 22 atores negros interpretando personalidades da vida real. Além de Marielle, aparecerão na tela Olaudah Equiano, Martin Luther King, Nina Simone, Muhammad Ali e Angela Davis – a maioria, americanos. Para Taís, a data celebrada pelo especial é importante para fortalecer o movimento negro no país. “É uma data de reflexão, para lembrar que ainda há muitas conquistas a serem feitas, e que todas as conquistas já feitas não serão cedidas”. Ela avalia que ainda falta muito para se alcançar a igualdade racial, especialmente porque o Brasil “era tido como um país não racista, o que é uma grande mentira”. “Então, eu acho que a gente tem um avanço nesse sentido, de que a sociedade civil está discutindo o assunto do racismo no Brasil”. Entretanto, ela ainda não vê um “avanço propriamente dito, de qualidade de vida para a população negra, não”.
Dani Calabresa cita coragem após novas denúncias contra Marcius Melhem
A comediante Dani Calabresa postou uma mensagem no Twitter no sábado (25/10), logo após a materialização de acusações de assédio sexual contra seu antigo chefe no departamento de humor da Globo, Marcius Melhem. “Os inícios só acontecem quando você arrisca. Vai sem medo e se o medo bater, vai mesmo assim”. Ela completou o texto escrevendo que “fazer o certo requer coragem”. O post foi feito no mesmo dia em que uma advogada que representa atrizes não identificadas da Globo confirmar os boatos de assédio que envolviam Melhem. Falando à jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a criminalista Mayra Cotta afirmou que existem seis vítimas de assédio sexual, seis testemunhas e ainda vítimas de assédio moral, que teriam denunciado o diretor do humor da Globo. Ele acabou demitido, mas o caso foi abafado por um comunicado da emissora, afirmando que a decisão tinha acontecido “em comum acordo” e que encerrava uma “parceria de 17 anos de sucesso”. Segundo a advogada, “foram casos de assédio sexual mesmo”. “De mulheres falando não, não quero, me solta, não vou beijar, não vou ficar com você. E ele tentando, agarrando. Não tem zona cinzenta, isso é violência. E aí tem algo muito sério: ele era chefe delas. Ele tinha uma posição de poder”, continuou. Em nota publicada pela Folha de S. Paulo, Melhem reconhece erros, mas se diz inocente da acusação de assédio sexual. Dani Calabresa foi uma das atrizes identificadas pelo colunista Leo Dias em dezembro passado, ao lado de Renata Castro Barbosa e Maria Clara Gueiros, como responsáveis por denunciar Melhem. As duas últimas negaram a informação no mesmo dia. Leo Dias também informou que Marcelo Adnet testemunhou a favor das atrizes, o que ele contestou no dia seguinte. Restou, portanto, apenas Dani Calabresa, que jamais negou a história. Após o anúncio da demissão de Melhem, ela postou no Twitter uma imagem da série “The Morning Show”, que aborda o assédio dentro de uma emissora de televisão, e apareceu assistindo ao documentário “Harvey Weinstein: Assédios em Hollywood” em seu Instagram. Ela continua na Globo e não sofreu, aparentemente, nenhuma retaliação, embora sua situação esteja no ar com a decisão recente de cancelamento dos programas humorísticos da emissora, que eram comandados por Melhem. Fazer o certo exige coragem ✨🌻☺️🙏 pic.twitter.com/mQszpjfmdq — Dani Calabresa (@calabresadani) October 24, 2020
Marcius Melhem reconhece “erros”, mas nega acusações de abuso sexual
O comediante e ex-diretor do departamento de humor da Globo, Marcius Melhem, escreveu um texto para rebater as acusações da assédio sexual, trazidas à tona neste sábado (24/10) pela advogada de atrizes da emissora. Publicado no jornal Folha de S. Paulo como “o outro lado” da entrevista da criminalista Mayra Cotta, que detalhou supostos abusos, o texto fala em “reconhecer erros”, “pedir desculpas”, mas também nega as “acusações tão graves”. Leia a íntegra abaixo. “Como escrever uma nota pra comentar acusações dessa gravidade? Culpados e inocentes dizem a mesma coisa. ‘Sou inocente’. ‘Vou provar na justiça’. Por isso qualquer coisa que eu diga pode soar falsa de cara. Mas preciso falar e com o tempo mostrar minha sinceridade no que vou dizer aqui. Estou disposto a reconhecer meus erros, pedir desculpas e, se possível, reparar pessoas que eu tenha de qualquer forma magoado. Quero enfrentar isso com verdade e humanidade e me expor se for preciso. Fazer jus a todos esses anos em que pautas como as do feminismo foram abraçadas pelo humor transformador em que eu acredito. Fiz parte de um grupo de homens e mulheres que se orgulha de usar o humor como um instrumento contra o preconceito. Mas mesmo abraçando profissionalmente a causa feminista, ainda combato o machismo dentro de mim, erro, posso ter relações que magoem. Tento melhorar e aprender. E queria muito falar sobre isso. Mas diante de acusações tão graves que eu de forma alguma cometi, o que eu posso fazer? Negar. Eu coloco à disposição toda minha comunicação que tenho arquivada, com qualquer pessoa que tenha trabalhado ou se relacionado comigo nesses anos. E peço que ouçam as pessoas que trabalharam comigo, que acompanharam muitas situações de perto e que podem falar bastante sobre isso tudo. Peço por favor que apurem a verdade e não apoiem mentiras. Há alguns meses, tive que sair do país para um importante tratamento médico de minha filha e não acreditei quando essa viagem passou a ser divulgada como uma fuga. Qualquer pessoa que me conheça, que tenha convivido minimamente comigo sabe que é impossível eu praticar alguma violência, especialmente contra as mulheres. Jamais seria capaz de emparedar alguém à força. Até hoje eu fiquei calado porque as acusações não apareceram aqui fora. No compliance da Rede Globo tudo foi apurado e investigado rigorosamente. Saí pela porta da frente da emissora que trabalhei por 17 anos. Sei que num caso desses, ainda mais no momento que vivemos, de tanto ódio, serei culpado até provar o contrário. Então quero que tudo seja colocado às claras, expor a minha inocência e os meus erros. Quero poder pedir desculpas e cobrar responsabilidades. Vou em busca da verdade.”
Advogada de atrizes da Globo acusa Marcius Melhem de assédio sexual
O afastamento de Marcius Melhem, antigo diretor do departamento de humor da Globo, voltou a virar notícia neste sábado (24/10), após a entrevista de uma advogada que representa atrizes da emissora confirmar os boatos de assédio que envolviam o comediante. Falando à jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a criminalista Mayra Cotta afirmou que existem seis vítimas de assédio sexual, seis testemunhas e ainda vítimas de assédio moral, que teriam denunciado Melhem na Globo. “Todas elas denunciaram os fatos internamente [na TV Globo]. Foram ao compliance da empresa. Tomaram as medidas cabíveis”, disse a advogada. Mas a história acabou abafada. “O processo foi encerrado e elas estavam sem saber muito bem como se organizar para que essa história tivesse um desfecho que reconhecesse tudo o que elas passaram e toda a gravidade do comportamento que o Marcius Melhem teve enquanto ele foi chefe”, acrescentou. Ela detalhou o comportamento denunciado. “É um chefe que se vale de sua posição para tentar usar o poder que tinha de contratar ou demitir para as constranger a se envolver com ele”, apontou. “Houve um comportamento recorrente, de trancar mulheres em espaços e as tentar agarrar, contra a vontade delas. De insistir e ficar mandando mensagem inclusive de teor sexual para mulheres que ele decidia se iam ser escaladas ou não para trabalhar, se ia ter cena ou não para elas [nos programas de humor]. De prejudicar as carreiras de mulheres que o rejeitaram. De ficar obcecado, perseguindo mesmo. Foi um constrangimento sistemático e insistente, muito recorrente”. “Foram casos de assédio sexual mesmo. De mulheres falando não, não quero, me solta, não vou beijar, não vou ficar com você. E ele tentando, agarrando. Não tem zona cinzenta, isso é violência. E aí tem algo muito sério: ele era chefe delas. Ele tinha uma posição de poder”, continuou. Segundo Cotta, as vítimas não querem ser identificadas por receio da repercussão do caso em suas carreiras. “Sabemos como mulheres que denunciam homens por assédio sexual às vezes são tratadas no tipo de sociedade em que a gente vive. Nenhuma mulher quer ser definida para sempre como uma vitima de assédio sexual. Por isso [surgiu] a ideia de eu falar em nome desse grupo”, explicou. Na ocasião da demissão de Melhem, a Globo não se manifestou sobre as denúncias, dizendo apenas que a decisão tinha acontecido “em comum acordo” e que encerrava uma “parceria de 17 anos de sucesso”. O comunicado ainda aludiu às várias dispensas que a emissora vinha realizando. “Como todos sabem, a Globo tem tomado uma série de iniciativas para se preparar para os desafios do futuro e, com isso, adotado novas dinâmicas de parceria com atores e criadores em suas múltiplas plataformas”, afirmou o texto. Melhem era responsável pela coordenação de todos os conteúdos de humor da Globo desde 2018 e, com sua saída, os programas humorísticos foram cancelados. Antes de ser demitido, ele pediu uma licença para cuidar de um problema de saúde de sua filha de 10 anos, e viajou com a família para os Estados Unidos, onde a menina deveria passar por uma cirurgia. Esta viagem foi precedida pelo vazamento da notícia de que ele teria sido denunciado por assédio. Apesar de ter sido realmente investigado pela Globo, o comitê de ética e compliance da emissora o considerou inocente. O processo, iniciado em janeiro, levou dezenas de funcionários e ex-funcionários a testemunharem sobre o caso. Eles também assinaram um abaixo-assinado em defesa de Melhem, descrevendo a acusação como uma “maldade” contra o ex-diretor do Departamento de Humor da emissora. O esforço de abafa, contudo, não evitou sua demissão. Mas a situação continua envolta em segredo. Vale lembrar que quem revelou a confusão foi o colunista Leo Dias, que em dezembro passado publicou que as atrizes Dani Calabresa, Renata Castro Barbosa e Maria Clara Gueiros haviam denunciado Melhem. As duas últimas negaram a informação no mesmo dia. Leo Dias também informou que Marcelo Adnet testemunhou a favor das atrizes, o que ele contestou no dia seguinte. Restou, portanto, apenas Dani Calabresa, que jamais negou a história. Após o anúncio da demissão de Melhem, ela postou no Twitter uma imagem da série “The Morning Show”, que aborda o assédio dentro de uma emissora de televisão, e apareceu assistindo ao documentário “Harvey Weinstein: Assédios em Hollywood” em seu Instagram. Dani Calebresa continua na Globo e não sofreu, aparentemente, nenhuma retaliação, embora sua situação esteja no ar com a decisão recente de cancelamento dos programas humorísticos da emissora. Será que quem denunciou vai continuar contratado após a mexida na programação, que transformará quatro programas numa única produção? Questionada pela Folha, a Globo emitiu uma nota em que diz que “não comenta assuntos da área de compliance, mas reafirma que todo relato de assédio, moral ou sexual, é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento”. O comunicado também reforça que “a Globo não tolera comportamentos abusivos em suas equipes”, e que as investigações podem levar ao desligamento do colaborador abusivo. Mas, “mesmo nas hipóteses de desligamento, as razões de compliance não são tornadas públicas”.
Lázaro Ramos vai dirigir especial da Globo para o Dia da Consciência Negra
Lázaro Ramos vai dirigir um especial da Globo marcado para ir ao ar no Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. Segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, a produção será o primeiro de uma série de especiais que a emissora passará a exibir em datas importantes do calendário nacional. O especial foi criado por Manuela Dias, autora de “Amor de Mãe”, e reunirá textos históricos de personalidades conhecidas pela luta contra a escravidão, o racismo e a segregação racial. Mas, tristemente, nenhum dos líderes antirracistas citados por O Globo é brasileiro. Os atores Fabricio Boliveira, Babu Santana, Guilherme Silva, Ivy Souza e Naruna Costa viverão, respectivamente, o marinheiro nigeriano Olaudah Equiano, o lutador Muhammad Ali, o pastor Martin Luther King, a cantora Nina Simone e a ativista Angela Davis. Lázaro Ramos estreou como diretor no ano passado, à frente do filme “Medida Provisória”, que ainda permanece inédito devido à pandemia de coronavírus. Depois disso, ele comandou um episódio da antologia “Amor e Sorte”, feito durante a quarentena com sua esposa, a também atriz Taís Araújo.
Band planeja lançar plataforma de streaming
A Band também planeja lançar sua plataforma de streaming. E não vai demorar. Segundo o colunista Fefito, a emissora prevê o lançamento de seu Band Play para meados de novembro. O diferencial do serviço será o vasto acervo da emissora, que tem programas antigos de Hebe Camargo (1929-2012) e novelas como “Dance Dance Dance” e “Floribella” para integrar seu conteúdo. Algumas atrações mais antigas estariam, inclusive, passando por restauração para ganhar versão digital. Além disso, o projeto prevê a produção de produtos exclusivos para a plataforma, com nomes de apelo comercial como Datena, Neto e Henrique Fogaça. Para completar, os produtores pretendem criar um sistema de engajamento de usuários, prometendo pontos para quem acessar mais, numa estratégia que prepara terreno para a entrada da Band no mundo dos sorteios, recentemente liberados por Bolsonaro. Inicialmente, a ideia é que o serviço seja gratuito e, posteriormente, pago.
Cecil Thiré (1943 – 2020)
O ator Cecil Thiré morreu nesta sexta-feira (9/10), aos 77 anos, enquanto dormia em sua casa, no Rio de Janeiro. Filho da famosa atriz Tônia Carrero, ele enfrentava o Mal de Parkinson há alguns anos. Além de ser reconhecido como ator de novelas da Globo, especialmente por seus papéis de vilões, como Mário Liberato, em “Roda de Fogo” (1987), e Adalberto, em “A Próxima Vítima” (1995), Thiré também foi roteirista e diretor de diversas obras no cinema e no teatro. Nascido em 28 de maio de 1943, no Rio, Cecil Aldary Portocarrero Thiré foi o filho único do casamento entre Tônia Carrero e o artista plástico Carlos Arthur Thiré, e desde cedo seguiu a tradição artística da família. Sua estreia nas telas foi aos 9 anos, numa pequena participação no filme “Tico-Tico no Fubá”, sucesso musical de 1952 estrelado pela mãe. Sua carreira teve impulso durante o apogeu do Cinema Novo. Aos 19 anos, apareceu em dois segmentos do clássico “Cinco Vezes Favela” (1962). Aos 21, fez sua estreia atrás das câmeras, como assistente de direção de Ruy Guerra em “Os Fuzis” (1964), em que também atuou. Com 24, ganhou projeção internacional no filme “Arrastão” (1967), do francês Antoine d’Ormesson, e virou ator de novelas, no elenco de “Angústia de Amar” (1967), da TV Tupi. Ao chegar aos 25, tornou-se diretor de cinema, comandando o drama “O Diabo Mora no Sangue” (1968). Mas depois desse começo avassalador, o AI-5 mudou os rumos do cinema brasileiro e da maioria das pessoas que trabalhavam nele. Com a censura dos filmes de temática política e social, Cecil Thiré se reinventou como comediante. Integrou o programa humorístico “Balança Mas Não Cai” e ingressou nas pornochanchadas, que faziam sucesso na época, tanto como ator, em “Como Nos Livrar do Saco” (1973), “Ainda Agarro Esta Vizinha…” (1974) e “Eu Dou o que Ela Gosta” (1975), quanto como roteirista, do último filme citado e de “O Roubo das Calcinhas” (1975). Ele também escreveu o sucesso musical “Amante Latino” (1979), estrelado pelo cantor Sidney Magal, enquanto se dedicava, ao mesmo tempo, ao teatro e à televisão. Sua primeira experiência como diretor de teatro foi em 1971, numa montagem de “Casa de Bonecas”, de Henrik Ibsen, e em 1975 recebeu o Prêmio Molière por sua montagem da peça “A Noite dos Campeões”, de Jason Miller. Ao ingressar na Globo, deu vazão ainda maior à sua versatilidade. Após se destacar como ator de novelas – em “O Espigão” (1974) e “Escalada” (1975) – , começou a aparecer em humorísticos, como “Planeta dos Homens” (a partir de 1976), o que o aproximou de Jô Soares e lhe abriu novos caminhos. Quando Jô Soares ganhou seu próprio programa, “Viva o Gordo”, em 1981, Thiré virou diretor de TV. Depois disso, passou a se alternar na frente e atrás das câmeras, inclusive em novelas. Ele estrelou “Sol de Verão” (1982), “Champanhe” (1983), “Roda de Fogo” (1987), “Top Model” (1989), “Renascer” (1993), “A Próxima Vítima” (1995), “Celebridade” (2003) e dirigiu “Sassaricando” (1987), “Araponga” (1990) e episódios de “Você Decide” e “Sai Debaixo”, além de ter ido para Portugal com sua mãe, para dirigi-la na série “Cupido Electrónico”, em 1993. Mesmo com tanto trabalho, sempre reservou espaço na agenda para o cinema, atuando em filmes famosos, como “Luz del Fuego” (1982), de David Neves, “A Bela Palomera” (1988), de Ruy Guerra, “Forever – Juntos para Sempre” (1991), de Walter Hugo Khouri, “O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto, indicado ao Oscar, “Cronicamente Inviável” (2000), de Sergio Bianchi, “Sonhos Tropicais” (2001), de André Sturm, entre outros. Thiré chegou a viver o mesmo personagem, o Marechal Henrique Lott, na TV e no cinema, respectivamente na minissérie “JK” (2006) e no filme “Bela Noite para Voar” (2009), de Zelito Viana. Ainda apareceu em três novelas da Record, antes de se afastar das telas em 2013, após a novela “Máscaras” e a série “Se Eu Fosse Você”, ano em que também publicou o livro “A Carpintaria do Ator”, resultado de outra atividade paralela, ensinando o ofício da atuação. A doença o impediu de continuar em atividade. Durante a cerimônia de cremação da mãe, em março de 2018, seu estado de saúde chamou atenção, pela dificuldades demonstradas para andar e falar. Em um vídeo enviado pelo WhatsApp a pessoas próximas da família, a filha de Cecil, a atriz Luisa Thiré, disse: “Ele vai deixar muita saudade, porque papai foi um cara muito importante para a arte toda. Deixou muita coisa boa, muito aprendizado. Foi professor de muita gente, tanto de cinema quanto de teatro. Lembro de eu, pequena, entrando no Teatro Fênix, ele gravando o ‘Viva o Gordo’, e a claque inteira vindo falar comigo como papai era querido. Por onde andou, ele fez amigos de A a Z. Que ele descanse, porque ele merece. Esse final estava bem difícil”, contou a atriz. A família puxou o pai e a avó, com três dos quatro filhos de Thiré seguindo a carreira de atores: Luisa, Carlos e Miguel.
Globo transforma minissérie Nada Será Como Antes em telefilme
A Globo exibe neste sábado (19/9) no Supercine uma versão resumida da série “Nada Será Como Antes”, transformada em telefilme como parte das comemorações do aniversário de 70 anos da televisão brasileira. Escrita por Guel Arraes, Jorge Furtado e João Falcão, a série conta de forma ficcional os bastidores desse momento histórico, quando as primeiras transmissões começaram. O título “Nada Será Como Antes” alude justamente à transformação que a TV causaria no país. A minissérie tinha originalmente 12 capítulos com direção de José Luiz Villamarim (minissérie “Justiça”). A trama gira em torno do casal Saulo (Murilo Benício) e Verônica (Debora Falabella), um empreendedor que aposta que aquele veículo é o futuro do entretenimento e uma locutora de rádio, que faz a transição para estrela da tela. A personagem de Débora Falabella é Verônica Maia, locutora de uma rádio do interior, cuja voz encanta um vendedor de aparelhos radiofônicos, Saulo Ribeiro, interpretado por Murilo Benício , que se mostra um visionário das telecomunicações. Querendo tirá-la do anonimado, ele a leva ao Rio e a transforma em estrela dos comerciais da Rádio Copacabana. Mas ainda não é o bastante: Saulo acredita que chegou a hora da televisão ocupar o lugar do rádio e, para isso, procura Pompeu Azevedo Gomes (Osmar Prado) para financiar a abertura da primeira emissora de televisão brasileira, a TV Guanabara. Para cativar o público e seu patrocinador, que se mostra incrédulo, Saulo tem a ideia de transformar o clássico literário “Anna Karenina”, de Leon Tolstoi numa novela, a primeira da TV brasileira. E a sacada se prova revolucionária, alçando Verônica Maia, intérprete do papel-título, ao estrelado nacional. A história é fictícia – existiu uma TV Guanabara, mas fundada em 1977, já no início da rede Bandeirantes, e a primeira telenovela brasileira foi “Sua Vida me Pertence”, exibida na TV Tupi a partir de dezembro de 1951 – duas vezes por semana. Mas a ideia não era ser documental, apenas evocar o espírito dos pioneiros da TV nacional. O elenco também inclui Daniel de Oliveira, Fabrício Boliveira, Cássia Kis Magro, Jesuíta Barbosa e Bruna Marquezine, que, no papel de cantora e dançarina de cabaré, viveu um romance lésbico com Leticia Colin e deu muito o que falar. Na época da série, Marquezine acabou roubando todas as atenções, mostrando seu amadurecimento ao interpretar uma personagem bastante sensual e ousada. Veja abaixo uma apresentação da minissérie original com cenas e depoimentos da equipe criativa.
Renato Aragão anuncia “projetos” com Dedé Santana
Renato Aragão anunciou que voltará a trabalhar com Dedé Santana, seu parceiro em “Os Trapalhões”, em novos projetos. Ele postou fotos da dupla no Instagram, revelando que passou uma tarde com o amigo, e que “vem coisa boa” do encontro. “Hoje foi dia de matar a saudade do meu amigo Dedé Santana, dar muitas risadas, colocar o papo em dia e já organizar futuros projetos. Vem coisa boa por aí!”, avisou o eterno Didi. “Meu grande amigo Renato Aragão”, respondeu Dedé, também na rede social. O encontro deixou os fãs dos Trapalhões nostálgicos e animados, imaginando do que se trata. Muitos apostam num novo filme. Aragão foi um dos muitos artistas veteranos dispensados da Globo, após 44 anos de contrato. Ele teve seu duradouro acordo encerrado em junho, na onda de cortes da emissora. Na ocasião, Aragão disse: “Para mim, ampliou meus projetos. Você não sabe como eu estou gostando. É uma nova etapa. Não paro nunca, sempre trabalhando. Eu me considero meio máquina, meio humano”, disse. Ver essa foto no Instagram Hoje foi dia de matar a saudade do meu amigo @dedesantanaoficial , dar muitas risadas, colocar o papo em dia e já organizar futuros projetos. Vem coisa boa por aí! Uma publicação compartilhada por Renato Aragão (@renatoaragao) em 16 de Set, 2020 às 5:45 PDT Ver essa foto no Instagram Meu grande amigo @renatoaragao ❤️❤️❤️ Uma publicação compartilhada por Dede Santana Oficial (@dedesantanaoficial) em 16 de Set, 2020 às 7:07 PDT
Artistas da Globo sofrem devassa da Receita Federal
Revelada em janeiro, a ofensiva da Receita Federal contra 43 dos principais artistas da rede Globo se intensificou. Depois de uma devassa nos contratos, agora devem chegar as primeiras cobranças de impostos retroativos aos atores e atrizes que pertencem ao primeiro time da emissora. Caso o órgão do governo federal entenda que houve fraude ao fisco, devido a contratos firmados não com os artistas, mas com pessoas jurídicas, eles teriam que arcar com um valor equivalente ao total do que receberam pelo trabalho na emissora. Reynaldo Gianecchini é um dos artistas na lista de notificações da Receita Federal. “Trabalho há 20 anos e desde sempre paguei um monte de impostos que o governo me cobrou. Como pode a Receita Federal, agora, dizer que tudo aquilo não valeu?”, questiona o ator, em comunicado. “Com oito anos eu já trabalhava. Fiz filmes, peças de teatro, campanhas publicitárias e coproduções de longas. E, para fazer tudo isso, no Brasil ou no mundo, tem que ser através de uma pessoa jurídica”, argumenta Deborah Secco. Advogado tributarista que defende os 43 artistas da Globo, Leonardo Antonelli, irmão da atriz Giovanna Antonelli, revelou que a Receita Federal também passou a vasculhar neste mês de agosto os chamados direitos conexos, que são os valores que os atores recebem pelas obras audiovisuais de que participaram. Essas quantias são pagas quando novelas são reprisadas ou exibidas no exterior, por exemplo. “Nunca houve isso na história artística brasileira”, disse o advogado ao blog Na Telinha. A Globo, que nos últimos anos passou a substituir contratos de jornalistas, executivos e apresentadores de PJ para CLT, defende em comunicado que todas as suas formas de contratação estão dentro da lei. No caso de artistas e alguns jornalistas, a vantagem de ser contratado como uma “empresa” é a possibilidade de vincular ao contrato ganhos com publicidade e merchandising, que são devidamente declarados. “Alguns faturam muito mais com a publicidade nas suas redes sociais do que na própria Globo, principalmente aqueles com milhões de seguidores, que criam os próprios canais, atraindo mais audiência do que certos programas de TV”, alega o advogado dos artistas. A pessoa física é taxada em até 27,5% do Imposto de Renda, além do INSS. E a jurídica recolhe, ao todo, de 6% a 16%, dependendo da atividade e faturamento. O advogado tributarista destaca que, apesar da taxação sobre a renda ser inferior, o contratado como PJ não tem os benefícios trabalhistas e ainda arca com outros impostos para a União, que já foram pagos ao longo dos anos. “As empresas brasileiras, incluídas nesse rol aquelas pertencentes aos atores, são obrigadas a pagarem uma série de tributos sobre suas receitas, tais como o PIS, Cofins, Contribuição Social Sobre o Lucro, Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ISS, contador e alvará. E esses valores pagos por eles não poderão, no futuro, serem devolvidos na hipótese do entendimento da Receita prevalecer, pois já estará prescrito o direito de eles pedirem de volta”, explica Antonelli. Apesar de outras grandes emissoras, como SBT, Record, Band e RedeTV!, terem parte de seus artistas, executivos e jornalistas contratados como PJ, não há informações que os profissionais dessas empresas tenham recebido notificações para prestar contas ao fisco. Também não há indícios de que a ex-secretária de Cultura, Regina Duarte, e o atual, Mário Frias, ex-funcionários da Globo, tiveram as contas examinadas. O presidente Jair Bolsonaro já declarou que considera o Grupo Globo seu “inimigo” e chegou a sugerir que pode não renovar a concessão para que a empresa continue a operar seus canais de TV. Após acusar a Globo de praticar “jornalismo sujo”, Bolsonaro registrou sua ameaça num vídeo, divulgado em novembro do ano passado. “Pague tudo o que deve. Certidões negativas, tudo. Para não ter problema. Não vou passar a mão na cabeça de ninguém. Da Globo nem de ninguém. Vocês têm que tá em dia para renovar a concessão. Tô avisando antes para não dizer que estou perseguindo vocês”, declarou o presidente na ocasião, mais transtornado que o costume, mas em seu habitual estilo retórico de dizer que não está fazendo o que está fazendo. Ele também mandou diminuir a verba de publicidade federal destinada ao grupo de comunicação da Globo e há indícios de que séries e filmes da empresa possam ter dificuldades para conseguir incentivos ou acesso à verba do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Para completar, neste mês acionou a Rede Globo na Justiça pelo direito de resposta às críticas do Jornal Nacional (JN) sobre a atuação do governo no combate ao surto de coronavírus. Segundo a Advocacia Geral da União apresentou-se “indevidas ilações sobre uma suposta omissão deliberada por parte do Governo Federal, no contexto de combate à pandemia do gerada pelo covid-19”.












