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  • Filme

    Vermelho Russo embaralha memória e ficção na recriação premiada de uma viagem

    27 de abril de 2017 /

    O ponto de partida de “Vermelho Russo” é um diário de viagem escrito por Martha Nowil (da série “A Garota da Moto”), contando a experiência que viveu junto com uma amiga, ambas atrizes, fazendo um curso sobre o famoso método de Stanislavski, em Moscou. Podem-se imaginar as dificuldades de comunicação com um idioma desconhecido, elementos culturais bem distintos, o frio, as nevascas, e tudo o que faz da Rússia majestosa e algo assustadora. Martha Nowil, que também é atriz do filme, escreveu com o diretor Charly Braun o roteiro de “Vermelho Russo”. Eles foram alinhavando as experiências, acrescentando, criando, modificando, inventando coisas. E assim saiu uma narrativa ficcional, que constantemente sofria mudanças. Chegando ao ponto de que nem eles mesmos, que construíram a trama, sabem direito agora o que é documental e o que é ficcional. Esse é o maior trunfo do filme, as coisas se mesclam de um tal modo que experiência e imaginação já não se distinguem. O que nos remete à velha discussão do que é realidade e do que é fantasia. Quem já viajou um pouco pelo mundo sabe que o que a lembrança retém do que foi vivido é algo muito seletivo. Detalhes assumem uma importância que surpreende a nós mesmos, tempos depois. Quando se compartilha a experiência, a partir de relatos orais, fotos ou filmes, algumas coisas crescem na imaginação, outras, desaparecem. Situações um tanto desagradáveis podem ser esquecidas, para que se fique com o que foi o melhor de uma viagem turística, por exemplo. Ou aflorarem em importância, reforçando estereótipos e preconceitos, diante daquilo que é muito diferente do turista ou dos seus valores e costumes. O que é real em tudo isso? O que a gente acredita que seja, o que é compartilhado com os amigos como sendo verdade? O que a gente repete tanto que acaba acreditando que é o certo? Poderíamos ir longe nessa discussão, mas o que importa aqui é que histórias nascem, se desenvolvem e alimentam o espírito. Alimento tão essencial quanto aquele que nutre a vida material. A história que “Vermelho Russo” conta é bem divertida. Marta (Martha Nowil) e Manu (Maria Manoella, de “Jogo das Decapitações”) são as protagonistas que vivem a experiência moscovita, colaborando, sendo solidárias, competindo e brigando muito. Ambas desempenham seus papéis com muita alegria de viver e muito próximas de si mesmas. A Marta é vivida pela Martha, a Manu, ou Manuela, é vivida pela Maria Manoela. Notaram a sutileza do h ausente na personagem de uma e do u em vez do o, na outra? O ótimo Michel Melamed (“A Frente Fria que a Chuva Traz”), que também tem um papel no filme, é Michel, aí desaparece a diferença. De qualquer modo, eles não estão sendo eles mesmos, mas personagens próximos deles mesmos. Enfim, um belo trabalho que, não por acaso, foi premiado como Melhor Roteiro, no Festival do Rio 2016. O diretor carioca Charly Braun, que já tinha realizado um filme belíssimo, “Além da Estrada” (2011), todo rodado no Uruguai, agora faz “Vermelho Russo”, todo rodado na Rússia. Ele sabe explorar bem esse clima de as pessoas estarem fora do seu ambiente natural. Elas estão conhecendo, se surpreendendo, em busca. As coisas têm frescor e juventude. Têm leveza e profundidade. Um cineasta talentoso, sem dúvida.

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  • Etc

    Turista que roubou a cena no Oscar tinha acabado de sair da prisão

    28 de fevereiro de 2017 /

    Um dos momentos mais inusitados do Oscar 2017 foi a entrada em cena de pessoas comuns, desviadas de um ônibus de turistas, que entraram no Dolby Theatre tirando fotos e andando no meio das celebridades. Dentre todos, quem ganhou mais atenção foi Gary Allan Coe, apelidado pelo apresentador Jimmy Kimmel de “Gary de Chicago”. Numa das muitas situações inusitadas da premiação, agora veio à tona que Gary estava preso há 20 anos e tinha sido solto apenas dois dias antes da cerimônia. Segundo apurou o jornalismo da rede ABC, ele tem uma ficha corrida, tendo sido preso pela primeira vez em 1975, quando ainda era adolescente, pela acusação mais grave: estupro. Mas sua advogada afirmou ao canal que foi o acúmulo de pequenos crimes que lhe deu uma sentença tão longa. Seu último crime foi roubar um frasco de perfume em 1997, pelo qual foi sentenciado à prisão perpétua, mas graças a uma apelação conseguiu ser solto após passar duas décadas na cadeia. Ele saiu da prisão na sexta-feira (24/2). Durante sua passagem pela festa da Academia, ele beijou mãos de atrizes, teve um “casamento” oficializado por Denzel Washington e tirou selfies segurando o Oscar de Mahershala Ali. Em entrevista ao programa Eyewitness News, da ABC, ele contou sua história e acrescentou como sua passagem pelo Oscar repercutiu na sua vida. “Você sabe o que o meu filho disse para mim hoje e eu quase chorei? Ele disse que tinha orgulho de mim. Então, quando você ouve o seu filho dizer que ele tem orgulho de você significa o mundo. A mudança é possível”, declarou. Gary Allan Coe esteve no Oscar ao lado da noiva, Vickie Vines, que também roubou a cena ao ficar espantada por estar ao lado de Denzel Washington e Ryan Gosling. “Acompanho o Denzel desde ‘St. Elsewhere’ [série de 1982]. Na hora pensei: Deus, eu poderia morrer e para o céu agora”, ela brincou.

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  • Filme

    Trailer da nova comédia de Amy Schumer justifica o muro de Donald Trump

    7 de fevereiro de 2017 /

    A 20th Century Fox divulgou um novo trailer de “Snatched”, comédia em que Amy Schumer (“Descompensada”) é filha de Goldie Hawn (“A Recruta Benjamin”) e resolve tirar férias frustadas num país tropical. A prévia reflete a política oficial americana para a América Latina, mostrando como o mundo é perigoso abaixo do muro de Donald Trump, onde abundam bandidos capazes de tudo para sequestrar americanos – inclusive seduzir Amy Schumer. Esta versão comédia de “Turistas” (2006) foi escrita por Katie Dippold (“Caça-Fantasmas”) e dirigida por Jonathan Levine (“Meu Namorado É um Zumbi”), e ainda inclui em seu elenco Ike Barinholtz (“Vizinhos”), Wanda Sykes (“Perfeita É a Mãe!”), Christopher Meloni (“O Homem de Aço”), Tom Bateman (série “Da Vinci’s Demon”), Randall Park (“A Entrevista”) e Oscar Jaenada (“Águas Rasas”). A estreia está marcada para o fim de semana das mães nos EUA, em 12 de maio, enquanto no Brasil a previsão de lançamento é apenas para agosto.

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  • Filme

    Goldie Hawn e Amy Schumer são mãe e filha em dois trailers de comédia de férias frustradas

    21 de dezembro de 2016 /

    A 20th Century Fox divulgou quatro fotos e dois trailers de “Snatched”, a nova comédia de Amy Schumer (“Descompensada”). Ironicamente, a versão para maiores é totalmente sem graça, enfatizando apenas a propensão da atriz para dizer palavrões, enquanto a outra tem efeito inverso, com piadas mais cartunescas. Ambas, claro, exploram os preconceitos dos americanos em relação à América do Sul, como uma versão comédia de “Turistas” (2006). A produção junta Amy com a clássica atriz de comédia Goldie Hawn (“A Recruta Benjamin”). As duas interpretam a filha ansiosa e a mãe neurótica, que viajam de férias para o Equador. Mas em vez de curtir a praia relaxando, as férias frustradas da vez incluem escapar de sequestradores, pular em telhados de favelas, correr na floresta tropical e cair na lábia de sedutores latinos. A comédia foi escrita por Katie Dippold (“Caça-Fantasmas”) e dirigida por Jonathan Levine (“Meu Namorado É um Zumbi”), e o elenco ainda inclui Ike Barinholtz (“Vizinhos”), Wanda Sykes (“Perfeita É a Mãe!”), Christopher Meloni (“O Homem de Aço”), Tom Bateman (série “Da Vinci’s Demon”), Randall Park (“A Entrevista”) e Oscar Jaenada (“Águas Rasas”). A estreia está marcada para o fim de semana das mães nos EUA, em 12 de maio, enquanto no Brasil a previsão de lançamento é apenas para agosto.

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