HBO vai transformar cenários de Game of Thrones em atrações turísticas
Fãs de “Game of Thrones” vão ganhar uma espécie de parque temático da HBO. O canal está desenvolvendo um projeto de transformar as locações da série na Irlanda do Norte em atrações turísticas. Visitas a Winterfell, Castelo Negro (Castle Black) e Porto Real (Kings Landing), além de um tour pelos estúdios Linen Mill, logo estarão com pacotes de visitação disponíveis. A ideia é disponibilizar essas atrações em 2019, quando a série exibirá sua última temporada. “Será algo em uma escala e extensão jamais vistos antes”, diz o comunicado do canal americano. “HBO está empolgada em celebrar o trabalho das equipes criativas de ‘Game of Thrones’ para preservar estes locais e convidar os fãs para explorar Westeros pessoalmente”, afirma Jeff Petters, executivo encarregado de licenciamentos da HBO, no texto. A ideia é de que essas atrações, além de de belíssimas paisagens, também ofereçam fantasias, armaduras, cenografias, espadas, modelos e todos os tipos de aparatos para dar uma experiência única aos visitantes. As medidas também visam apoio local para impulsionar a economia da região. “Será uma mudança radical para o turismo da Irlanda do Norte e em nível global para os viajantes”, disse John McGrillen, CEO da Tourism NI, agência que regula o segmento no país.
Os Simpsons: Mercadinho do Apu e cinema de Springfield ganham réplicas reais em cidade americana
Quem disse que Springfield não existe? Dois marcos arquitetônicos importantes da série animada “Os Simpsons” saíram da TV para se materializar na cidade litorânea de Myrtle Beach, na Carolina do Sul. O famoso Aztec Theater, sala de cinema vista na série, e o ainda mais icônico Kwik-E-Mart, a lojinha de Apu, ganharam réplicas perfeitas, que foram inauguradas na semana passada na cidade, conhecida por ser ponto turístico do veraneio americano. As duas construções foram feitas para serem idênticas aos desenhos. O Kwik-E-Mart inclusive vende cachorros-quentes, donuts, cervejas Duff (a favorita de Homer) e lembrancinhas dos Simpsons. “Eu acho que os Simpsons viriam a Myrtle Beach para umas férias”, disse Mark Cornell, responsável pelo empreendimento, em entrevista para a TV. “Uma senhora de 54 anos, seu filho e sua cunhada e três filhos entraram na loja dizendo ser fãs. Ver três gerações que amam os Simpsons entrando por esta porta? O que mais eu poderia dizer sobre isso”, completou Cornell. Já o Aztec Theater deverá exibir em breve um filme em 4D dos personagens da TV. Em abril deste ano, “Os Simpsons” se tornou a série mais longeva da História da TV americana. Ao todo, já foram exibidos 636 episódios e a série vai entrar em sua 30ª temporada em setembro. Veja o interior do Kwik-E-Mart real no vídeo abaixo.
Diane Lane faz turismo gastronômico enriquecedor em Paris Pode Esperar
Curiosa a trajetória de Diane Lane. Embora tenha aparecido e se destacado em filmes importantes quando jovem (seu primeiro filme é de 1979), foi só com “Infidelidade” (2002), de Adrian Lyne, que ela de fato chamou a atenção como protagonista. Em seguida, pôde ser vista em duas comédias leves e agradáveis, “Sob o Sol da Toscana” (2003) e “Procura-se um Amor que Goste de Cachorros” (2005). Tudo isso dentro do curto espaço de três anos. O melodrama “Noites de Tormenta”, de 2008, em que ela reencontra Richard Gere, talvez tenha sido seu último trabalho de destaque antes de se tornar mais conhecida como a mãe de Superman. Na verdade, nem são grandes filmes, mas que se tornaram dignos de atenção por causa da atriz. “Paris pode Esperar” (2016) é o seu retorno ao mundo das viagens na Europa (de “Sob o Sol da Toscana”) e também a uma possível infidelidade, ao menos uma tentação, durante uma viagem de carro de Cannes a Paris. Na trama, ela é Anne, esposa de um produtor de Hollywood (Alec Baldwin, e “Blue Jasmine”) que o acompanha no Festival de Cannes (edição de 2015). Acontece que ela está sofrendo de dores no ouvido e alguém sugere que ela não viaje de avião – o marido está indo a Budapeste antes de ir a Paris. A solução seria encontrar o marido em Paris e um amigo francês do marido, Jacques (Arnaud Viard, e “Grandes Amigos”), oferece-se para levá-la à capital. Há quem vá achar que “Paris pode Esperar” é só mais um filme sobre turismo gastronômico, mas pode ser uma experiência maior e melhor do que se espera. A matriarca Eleanor Coppola, esposa do cineasta Francis Ford Coppola, se aventura na direção de seu primeiro filme de ficção e sabe acentuar bem não apenas as diferenças entre americanos e franceses, mas também suas afeições mútuas. Vem de muito longe o namoro entre Estados Unidos e França e da mesma forma que tantos cineastas franceses homenagearam obras e diretores americanos, os franceses são apreciados em muitos aspectos pelos americanos, por sua maior sofisticação cultural e culinária. Enquanto Jacques é o homem que crê que a vida deve ser muito bem vivida a cada momento e cada sabor, Anne é uma mulher essencialmente visual. Ela está sempre tirando fotos de tudo que encontra pelo caminho, da comida, inclusive. Não que isso seja uma simplificação do que hoje se vê nas redes sociais. Suas fotos são mesmo obras de arte, como bem destaca Jacques, sempre elevando o astral de Anne e fazendo-a perceber o quanto ela é uma mulher especial. Esse francês galanteador tornará a viagem de Anne memorável, embora não se saiba o futuro dos dois. De todo modo, “Paris pode Esperar” não é exatamente sobre a relação desse casal e uma possível infidelidade, mas como esse percurso é importante para ambos, como, aliás, é tarefa de todo “road movie” que se preze. E também como deve ou deveria ser toda viagem que fazemos, enriquecendo nossa alma através do contato com novas pessoas, novos lugares e novos sabores. Com o filme, os espectadores ganham um passeio baratinho pela França, além de um olhar de cumplicidade para aqueles personagens. Que o diga o olhar final de Diane Lane para a câmera-espectador.


