O Touro Ferdinando: Nova animação do diretor de Rio ganha pôsteres de personagens e comercial dublado
A Fox divulgou os pôsteres dos personagens um comercial dublado de “O Touro Ferdinando”, animação do brasileiro Carlos Saldanha. Como “Rio” e “A Era do Gelo”, dirigidos por Saldanha, a nova produção também é um desenho de bichos falantes. A diferença é que Ferdinando não é uma criação original. A história é inspirada no personagem homônimo criado em 1936 pelo escritor americano Munro Leaf, num livro infantil ilustrado por Robert Lawson, que já rendeu até produção da Disney: um curta clássico que venceu o Oscar de sua categoria em 1939. Graças ao sucesso da versão da Disney, reprisada várias vezes na TV, o touro sensível, que gosta de ficar no campo cheirando flores e não leva jeito para touradas, acabou virando um símbolo do pacifismo. Apesar disso, Ferdinando nunca tinha ganhado um longa-metragem antes. O novo vídeo reforça que, para esticar a história, foram incluídos diversos bichos coadjuvantes. Depois de ser confundido com uma perigosa criatura, o touro grande – de tamanho e de coração – é capturado para competir nas touradas. Mas, determinado a voltar para sua família, ele lidera uma equipe de desajustados em uma grande fuga. Saldanha divide a animação do longa com Cathy Malkasian e Jeff McGrath (ambos de “Os Thornberrys – O Filme”) e o elenco de dubladores originais inclui o lutador John Cena (“Pai em Dose Dupla”), voz do personagem-título, Gina Rodriguez (série “Jane the Virgin”), David Tennant (séries “Doctor Who”, “Jessica Jones”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), Anthony Anderson (série “Black-ish”), Boris Kodjoe (série “The Last Man on Earth”), Sally Phillips (“O Bebê de Bridget Jones”), Gabriel Iglesias (série “Cristela”), Miguel Ángel Silvestre (série “Sense8”) e Bobby Cannavale (série “Vinyl”). Enfim, tanta gente que não será ouvida na dublagem nacional. A estreia está marcada para 15 de dezembro nos EUA e 4 de janeiro no Brasil.
As Aventuras de Paddington 2 ganha novos pôsteres e seu primeiro trailer americano
A comédia infantil britânica “As Aventuras de Paddington 2” ganhou oito pôsteres internacionais e seu primeiro trailer americano. A prévia da continuação mostra que o simpático ursinho de pelúcia falante continua atrapalhado, além de introduzir os novos personagens vividos por Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”) e Brendan Gleeson (“O Guarda”). Na trama, Paddington é confundido com um ladrão e vai parar na cadeia, após ser incriminado pelo personagem de Grant, um mestre dos disfarces – como se pode ver pelos pôsteres. Com roteiro e direção de Paul King, que comandou o longa de 2014, o filme também traz de volta o elenco original, formado por Hugh Bonneville (série “Downton Abbey”), Sally Hawkins (“Godzilla”), Julie Walters (“Brooklyn”), Madeleine Harris (série “Man Down”), Jim Broadbent (“O Bebê de Bridget Jones”), Peter Capaldi (série “Doctor Who”) e Ben Whishaw (“007 Contra Spectre”) como a voz de Paddington. “As Aventuras de Paddington 2” já estreou no Reino Unido, mas chega apenas em janeiro nos EUA e em fevereiro no Brasil, que será o último país do mundo a exibi-lo.
Atriz e produtor da franquia de terror Sobrenatural vêm a São Paulo para a Comic Con Experience
A Sony Pictures informou, por meio de um vídeo no Twitter, que trará a atriz Lin Shaye e o produtor Jason Blum para divulgar o filme “Sobrenatural: A Última Chave” na Comic Con Experience 2017. O quarto filme da franquia de terror “Sobrenatural” é uma espécie de história de origem, apesar de o filme anterior ter se apresentado justamente como isso, tendo o título de “Supernatural: A Origem” (2015). Ao atender uma nova vítima de assombração, a médium Elise Rainier (Lin Shaye) volta à casa de sua família, onde testemunhou na infância sua primeira atividade paranormal. Elise era apenas coadjuvante no primeiro filme de 2010, mas acabou voltando em todos os demais, junto com seus dois assistentes (um deles, Leigh Whannell, também é o roteirista-criador da franquia). A direção de “Sobrenatural: A Última Chave” é de Adam Robitel (“A Possessão de Deborah Logan”) e a estreia está marcada para 18 de janeiro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos. A Comic Con Experience acontece em São Paulo entre 7 e 10 de dezembro, no São Paulo Expo. A @SonyPicturesBr fará a galera gritar na #CCXP17! Mas é de alegria ?A Atriz Lin Shaye e o Produtor Jason Blum, da saga Sobrenatural, estará no painel do estúdio contando todas as novidades sobre o lançamento Sobrenatural: Cápitulo 4 – A Última Chave, dia 09! #AnúncioCCXP pic.twitter.com/TpcZjMS2Ze — Comic Con Experience (@CCXPoficial) 23 de novembro de 2017
Cena legendada de Pai em Dose Dupla 2 destaca participação de Alessandra Ambrósio
A Paramount divulgou uma cena legendada de “Pai em Dose Dupla 2”, que destaca a participação da modelo brasileira Alessandra Ambrósio. Ela interpreta a esposa inteligente e sensual do personagem de Mark Wahlberg. A prévia explora a inveja que ela desperta em Linda Cardelline, intérprete da ex de Wahlberg e atual par de Will Ferrell, o “segundo pai” das crianças do filme. A continuação se passa após o conflito original dos personagens ser resolvido no primeiro filme. Por isso, apela para a fórmula estabelecida na franquia “Entrando Numa Fria” (2000), tornando a sequência “Maior Ainda” (2004) com a inclusão de mais parentes. Após se acertarem e ficarem amigos, o pai e o padrasto vividos por Mark Wahlberg e Will Ferrell terão que lidar com seus próprios pais, vividos, respectivamente, por Mel Gibson (“Herança de Sangue”) e John Lithgow (série “The Crown”). Enquanto o primeiro é durão, o segundo é amoroso em excesso, e todos terão que conviver durante um Natal em família. Novamente escrito e dirigido por Sean Anders, o filme entrou em cartaz na quinta (23/11) nos cinemas brasileiros.
Trama Fantasma: Último filme de Daniel Day-Lewis ganha novo trailer deslumbrante
A Focus Features divulgou mais fotos, pôster e trailer de “Trama Fantasma” (Phantom Thread), que anuncia “pré-estreias” abertas do filme em Los Angeles e Nova York a partir deste fim de semana. A prévia se concentra na fotografia deslumbrante e no encantamento do personagem de Daniel Day-Lewis (“Lincoln”) por sua musa, vivida por Vicky Krieps (“O Homem Mais Procurado”). “Trama Fantasma” volta a reunir o diretor Paul Thomas Anderson e Day-Lewis, dez anos após a bem-sucedida parceria de “Sangue Negro” (2007). O ator, inclusive, afirmou que se aposentaria após este filme. Drama passado em Londres, durante os anos 1950, a trama gira em torno de um renomado costureiro (Day-Lewis), que veste a realeza britânica, as estrelas de cinema e a alta sociedade da época. Sócio da irmã (Lesley Manville, da série “Harlots”), ele nunca se envolveu romanticamente com as mulheres que passaram por sua vida, até encontrar uma jovem (a luxemburguesa Krieps), que se torna uma obsessão, como sua musa, modelo e amante. O papel de Day-Lewis é baseado na vida do revolucionário estilista britânico Charles James, estabelecido em Nova York e celebrado como o “Primeiro Costureiro da América”. O filme também registra o retorno de outro importante colaborador do cineasta, o compositor Johnny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead, além de marcar a estreia de Anderson como diretor de fotografia de longa-metragem. E, pela prévia, com um resultado de encher os olhos. A estreia oficial está marcada para 25 de dezembro nos Estados Unidos, de olho no Oscar 2018, e apenas em 22 de fevereiro no Brasil.
Chris Hemsworth vai à guerra em novo trailer de 12 Strong
A Warner Bros. divulgou o segundo trailer de “12 Strong”, filme de guerra estrelado por Chris Hemsworth (“Thor: Ragnarok”) e Michael Shannon (“O Homem de Aço”), com direito a muito melodrama e patriotismo banal, mas também cenas de ação intensas. Baseado no livro “Horse Soldiers” de Doug Stanton, o longa conta a história real da primeira equipe militar dos Estados Unidos enviada ao Afeganistão após o ataque de 11 de setembro de 2001. A trama acompanha 12 soldados americanos que tomaram a frente da guerra para derrubar o regime talibã, tendo que aprender a montar a cavalo para avançar pelas montanhas, onde descobrem que suas montarias só os tornam alvos melhores para tiros de tanques. O filme tem roteiro de Peter Craig (“Jogos Vorazes: A Esperança”) e direção do dinamarquês Nicolai Fuglsig, que estreia no cinema após uma carreira premiada como fotógrafo de guerra e diretor de comerciais. O elenco ainda inclui Elsa Pataky (franquia “Velozes e Furiosos”), que é casada na vida real em Hemsworth, Michael Peña (“Homem-Formiga”), Austin Stowell (“Colossal”), Trevante Rhodes (“Moonlight”), Geoff Stults (série “Enlisted”), Rob Riggle (“Anjos da Lei”) e o ator e cineasta Taylor Sheridan (“A Qualquer Custo”). “12 Strong” estreia no dia 19 de janeiro nos cinemas americanos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
A Melhor Escolha: Novo filme do diretor de Boyhood ganha trailer legendado
A Imagem divulgou o trailer legendado de “A Melhor Escolha” (Last Flag Flying), novo filme de Richard Linklater (“Boyhood”), que reúne um trio de peso: Bryan Cranston (“Trumbo”), Steve Carell (“A Grande Aposta”) e Laurence Fishburne (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”). A prévia mostra que se trata de um drama lento, depressivo e politicamente engajado em sua crítica contra as guerras. A trama acompanha o reencontro de três amigos, 30 anos depois de servirem juntos na Guerra do Vietnã, para o enterro do filho de um deles, morto durante um novo conflito, na Guerra do Iraque. Além de dirigir, Linklater escreveu o roteiro em parceria com Darryl Ponicsan, autor do romance em que o filme é baseado – e que também é autor do romance que virou o filme “A Última Missão” (1971). “Last Flag Flying” teve première no Festival de Nova York e já entrou em circuito limitado nos EUA, conquistando 75% de aprovação da crítica americana. O lançamento no Brasil acontece apenas em 25 de janeiro.
Uma Dobra no Tempo: Nova fábula da Disney ganha fotos e trailer legendado com belos efeitos visuais
A Disney divulgou um novo pôster, fotos e o segundo trailer legendado de sua fábula contemporânea “Uma Dobra no Tempo” (A Wrinkle in Time). A prévia apresenta a premissa e os belos efeitos visuais da produção, destacando o papel de Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) como um cientista que faz uma descoberta importante sobre as leis da física e acaba sendo capturado pela escuridão. Cabe a sua filha mais velha, Meg, que ainda é uma criança, a missão de salvá-lo, com a ajuda de seu irmão mais novo e um adolescente corajoso, além de contar com apoio de seres místicos. “Uma Dobra no Tempo” adapta o premiado livro homônimo de Madeleine L´Engle, publicado em 1963, com direção de Ava DuVernay, do elogiado “Selma” (2014), que assim se torna a terceira mulher a dirigir um filme orçado em mais US$ 100 milhões, após Kathryn Bigelow (“K19 – The Widowmaker”, em 2002) e Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha”), e a primeira negra deste clube seleto. O roteiro é de Jennifer Lee, que escreveu o fenômeno animado “Frozen – Uma Aventura Congelante” (2013), e o elenco ainda inclui Oprah Winfrey (“Selma”), Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), Gugu Mbatha-Raw (“Um Homem Entre Gigantes”), Zach Galifianakis (“Se Beber, Não Case”), Michael Peña (“Homem-Formiga”), Andre Holland (do vencedor do Oscar “Moonlight”), Levi Miller (o Peter Pan do recente “Peter Pan”) e Storm Reid (“12 Anos de Escravidão”), que interpretará a protagonista Meg Murry. A estreia está marcada para 29 de março no Brasil, 20 dias após o lançamento nos Estados Unidos, mas é sujeita a mudanças, já que se trata da mesma data de lançamento do aguardado “Jogador Nº 1”, de Steven Spielberg, e da animação “Sherlock Gnomes e o Mistério do Jardim”.
Will Smith vem a São Paulo para a Comic Con Experience
A Netflix anunciou pelo Twitter, na tarde de domingo (19/11), que Will Smith virá ao Brasil para participar da Comic Con Experience, em São Paulo. Ele vem promover o filme “Bright”, primeira superprodução do serviço de streaming, que tem estreia prevista para o dia 22 de dezembro. Além dele, também participarão da Comic Con paulista o ator Joel Edgerton e o diretor David Ayer. A produção representa o maior investimento já feito pela Netflix num único filme. Só o roteiro custou US$ 3 milhões, numa das mais caras aquisições dos últimos anos da indústria cinematográfica. Além disso, US$ 45 milhões serão destinados ao pagamento dos cachês, inclusive o salário de Will Smith, e mais US$ 45 milhões cobriram as despesas de filmagens. O orçamento visa criar um reino de fábula encantada em plena Los Angeles contemporânea. A trama apresenta a metrópole americana como um lugar habitado por elfos, orcs e humanos. Smith e Edgerton interpretam parceiros policiais, com o detalhe de que o segundo vive um orc. Durante uma patrulha noturna, a dupla entra em contato com uma varinha mágica e acaba na mira de criaturas ambiciosas. Acuados, eles precisarão esquecer suas diferenças para trabalhar juntos e proteger uma jovem elfa (Lucy Fry, da série “11.22.63”) e sua relíquia mágica, que nas mãos erradas pode até destruir o mundo. O roteiro é de Max Landis (“Victor Frankenstein”) e o elenco também inclui Noomi Rapace (“Prometheus”), Edgar Ramírez (“A Garota no Trem”), Ike Barinholtz (“Esquadrão Suicida”), Alex Meraz (“A Saga Crepúsculo”), Dawn Olivieri (série “House of Lies”) e Brad William Henke (série “Orange Is the New Black”). O painel da Netflix será o último da Comic Con Experience, no dia 10 de dezembro. Outras estrelas já confirmadas no evento são Alicia Vikander (que vem divulgar “Tomb Raider: A Origem”), Nikolaj Coster-Waldau (o Jaime Lannister de “Game of thrones”), Simon Pegg e Tye Sheridan (de “Jogador Nº 1) e Rebecca Mader (da série “Once Upon a Time”). Segundo a produção da Comic Con Experience, cerca de 70% dos ingressos já foram vendidos — o pacote para os quatro dias e o individual de sábado estão esgotados.
Liga da Justiça se esforça, mas é batalha perdida na luta contra a Marvel
“Liga da Justiça” é um monstro fabricado pela indústria cultural com duas cabeças. Seu corpo quer ir na direção conduzida por Zack Snyder, o principal diretor dos filmes da DC, mas sua boca fala com a voz de Joss Whedon, artífice do estilo cinematográfico da Marvel. O resultado junta o pior de um com o pior do outro. E tem tudo para desagradar aos fãs de ambos. Produzido em meio à pressão das críticas negativas de “Batman vs Superman” (2016) e o sucesso de “Mulher-Maravilha” (2017), o lançamento que deveria ser o ponto alto da DC no cinema se tornou um fiasco. E aconteceu por vontade da própria Warner. Embora planejado com grande antecedência por Zack Snyder, desde o lançamento de “O Homem de Aço” (2013), “Liga da Justiça” perdeu o diretor na reta final. Ele abriu mão do controle da obra devido à morte de sua filha, no começo de 2017, o que permitiu a Warner fazer o que secretamente sempre quis desde o sucesso de “Os Vingadores”: convocar o diretor daquele filme para transformar “Liga da Justiça” num filme da Marvel. Só que, ao contrário de “Os Vingadores”, Whedon não criou um filme do nada, ainda que seu ego tenha forçado a Warner a abrir a carteira para bancar muitas refilmagens de cenas importantes. Há claramente mais humor em cena, marca de Whedon, que contrasta com as tramas de paisagens sombrias, cores esmaecidas e carga solene que caracterizam metade do filme – e todos os lançamentos de super-heróis da Warner até então. As trevas são fruto da passagem de Christopher Nolan por três filmes bem-sucedidos de Batman. Nolan também produziu “O Homem de Aço” e apadrinhou Snyder, que desde “Watchmen” (2009) vem sepultando sob cinzas o mundo impresso a quatro cores dos quadrinhos. Não há dúvidas de que sua estética definiu o universo DC, especialmente após o fracasso de “Lanterna Verde” (2011) – que chegou a inspirar rumores de um memorando proibindo piadas nos filmes de super-heróis da companhia. Toda essa seriedade entrou em cheque diante do sucesso da Marvel com obras cada vez mais cômicas. A estratégia mostrou-se insustentável após “Batman vs. Superman” e “Esquadrão Suicida” serem destruídos pelos críticos e renderem bem menos que as produções rivais. A repercussão do mais leve e divertido “Mulher-Maravilha” confirmou a necessidade de mudança de paradigma. Mesmo assim, “Liga da Justiça” tinha começado sua produção antes da estreia da heroína, de modo que foi necessária uma intervenção, tragicamente, para mudar a condução do filme em sua reta final. Mas o contraste entre as visões díspares de Snyder e Whedon gera atritos, e principalmente exageros de um lado e do outro. Assim, o humor da “Liga da Justiça” traz cenas constrangedoras, como uma queda de Mulher-Maravilha sobre o Flash, que é uma piada machista pouco condizente com a personagem. Mesmo assim, há paralelos entre “Liga da Justiça” e “Os Vingadores”, especialmente em relação à estrutura do roteiro, em que um grupo de heróis precisa se unir para impedir a invasão de um exército alienígena. Mas se “Os Vingadores” tinha Loki, “Liga da Justiça” apresenta Lobo da Estepe, um vilão genérico escalado pelo roteiro original de Chris Terrio, que nem a computação gráfica do século 21 diferencia da criatura encarnada por Tim Curry na fábula juvenil “A Lenda”, de 32 anos atrás. Eis o ponto mais negativo da produção: apesar do orçamento estimado em US$ 300 milhões, grande parte dos efeitos visuais parecem amadores. Algumas situações foram forçadas por Snyder, como a decisão de criar o uniforme do Ciborgue por computação gráfica – já tinha dado “tão certo” em “Lanterna Verde”, que o ator Ryan Reynolds fez piada disso em “Deadpool”… Mas para ficar ainda pior, as refilmagens ainda tiveram que apagar digitalmente umo bigode do intérprete de Superman. Como Henry Cavill estava filmando “Missão Impossível 6”, reapareceu com um bigode quando foi reconvocado por Whedon. Impedido contratualmente de cortá-lo enquanto não terminasse “MI6”, Cavill precisou ter os pelos faciais cobertos por efeitos visuais, que se transformaram num novo problema – e meme. Os retoques deformaram a boca do ator. E isso não foi escondido por Whedon, que lhe deu inúmeros closes. O fato da boca digital ser vista de forma tão proeminente também serve para quantificar o tamanho das refilmagens comandadas pelo segundo diretor. Aparentemente, Superman não deveria aparecer muito no filme que Snyder estava fazendo. O que ajuda a explicar o marketing autista da Warner, que tratou a participação do personagem como spoiler. Mesmo diante das inúmeras entrevistas de Cavill sobre o papel, o herói não apareceu em nenhum trailer oficial. Em compensação, Gal Gadot voltou a demonstrar porque deu tão certo em “Mulher-Maravilha”. A atriz israelense, que luta para falar inglês durante suas entrevistas, não tem a menor dificuldade em incorporar a heroína. Seu carisma é impressionante e consegue personificar o que o inconsciente coletivo imagina sobre a personagem. Jason Momoa também apela para o carisma para dar vida a Aquaman, enquanto o Flash de Ezra Miller se destaca por ser o alívio cômico da equipe. A mudança de tom nas cenas do velocista é tão brusca que até o Batman de Ben Affleck rende piadas. Curiosamente, o que mais destoa desse conjunto é Ciborgue, interpretado pelo ator de teatro Ray Fisher. Seja por conta de seu traje criado por computador, seja por culpa do roteiro ou da edição à fórceps de Whedon, o personagem parece estar em cena apenas por cota racial. Não tem praticamente nenhuma cena importante. Como em “Batman vs. Superman”, “Liga da Justiça” também é repleto de coadjuvantes de luxo sub-aproveitados. Amy Adams, Jeremy Irons, Diane Lane, Connie Nielsen e J.K. Simmons também não fazem quase nada na produção, além de cumprir obrigação contratual. Não por acaso, o longa parece mesmo produto feito por obrigação, mais que uma oferta de diversão. Seus bastidores tumultuados – provavelmente ainda mais tumultuados do que se sabe – refletem como a Warner se vê acuada diante do sucesso da Marvel. Tendo um catálogo de super-heróis mais populares que os da rival, deveria poder realizar filmes tão ou mais bem-sucedidos. Mas é confrontada pelo fato de até um herói B como Thor se sair melhor que sua coleção de heróis classe A. Entre Snyder e Whedon há um abismo de possibilidades. Lógico que o esforço de juntar suas visões conflitantes jamais daria liga. Salvam-se algumas boas sequências (provavelmente de Snyder!) numa produção que, bem antes da estreia, já se configurava como um esforço de contabilidade – para fechar as contas fora do vermelho. O fato de haver uma cena pós-créditos – algo comum nas produções da Marvel, mas raro nos lançamentos da DC – reitera que o estúdio insistirá para tentar acertar seus super-heróis, quem sabe desde o começo da próxima vez. Afinal, não é possível errar tanto, tantas vezes, com o segmento que mais dá certo em Hollywood.
Catherine Zeta-Jones é a rainha da cocaína em trailer de telefilme repleto de ação
O canal pago Lifetime divulgou o trailer de “Cocaine Godmother”, que traz Catherine Zeta-Jones (série “Feud”) como a rainha real do tráfico de cocaína Griselda Blanco. Repleta de cenas de ação, a prévia alterna atos passionais e assassinatos à sangue frio da protagonista, que comandou o narcotráfico internacional antes da ascensão de Pablo Escobar, durante os anos 1970 e 1980. Escrito por David McKenna (“A Outra História Americana”) e dirigido por Guillermo Navarro (série “Hannibal”), mais conhecido por seu trabalho como diretor de fotografia dos filmes de Guillermo del Toro, o telefilme acompanha a ascensão e queda da primeira traficante latina a estabelecer uma base comercial nos Estados Unidos, destacando o pioneirismo de Griselda, que se estabeleceu em Miami, de onde coordenou as viagens de suas “mulas” e mostrou do que era capaz. A criminosa também ficou conhecida como “A Viúva Negra”, apelido que ganhou por matar dois de seus maridos – e que nomeou uma série colombiana sobre sua vida, atualmente na 2ª temporada. Segundo as autoridades de seu país, ela seria responsável por pelo menos 250 homicídios, além de ter estimulado, sem piedade, as disputas sangrentas entre gangues rivais para enfraquecer seus concorrentes, tornando-se uma figura temida e emblemática da guerra às drogas. Presa em 1985, ela passou quase duas décadas em prisões americanas até recuperar sua liberdade em 2004. De volta à Colômbia, instalou-se em Medellín e tentou manter um perfil discreto. Mas foi morta por dois assassinos de aluguel, em setembro de 2012, quando voltava do açougue. A estreia de “Cocaine Godmother” está marcada para 20 de janeiro na TV americana.
Continuação do cultuado terror Os Estranhos ganha primeiro trailer
A Aviron Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer da continuação do terror “Os Estranhos” (2008), que vai chegar aos cinemas uma década após o longa original. A prévia mostra os assassinos mascarados aterrorizando uma nova família numa região pouco habitada. Os letreiros juram se tratar de história real. Desde que “Os Estranhos” chegou aos cinemas, atormentando o casal vivido por Liv Tyler e Scott Speedman, fala-se na produção da sequência da história, que, embora não fosse totalmente original, inspirou dezenas de produções similares com sádicos mascarados. A continuação ganhou o título original de “Strangers: Prey at Night” e foca uma família em viagem que, ao parar num estacionamento de trailers para passar a noite, vira alvo dos mesmos psicopatas. As vítimas da vez são Christina Hendricks (série “Mad Men”), Martin Henderson (série “Grey’s Anatomy”), Bailee Madison (série “Good Witch”) e Lewis Pullman (“A Guerra dos Sexos”). O diretor inglês Johannes Roberts (“Do Outro Lado da Porta”) comanda o massacre, que foi escrito pelo diretor do primeiro filme, Bryan Bertino, num roteiro retrabalhado por Ben Ketai (do péssimo “Floresta Maldita”). A estreia vai acontecer em março nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Colin Firth se perde no mar em fotos e trailer do novo drama do diretor de A Teoria de Tudo
O StudioCanal divulgou as primeiras fotos, o pôster e o trailer de “The Mercy”, novo drama britânico baseado numa história real com direção de James Marsh (“A Teoria de Tudo”). A prévia resume o dilema do personagem de Colin Firth (“Kingsman: O Círculo Dourado”), que, desesperado sob a fúria dos elementos durante uma viagem de barco ao redor do mundo, forja sua localização para sugerir que está sendo bem-sucedido em sua aventura. O filme é baseado na façanha do empresário britânico e marinheiro amador Donald Crowhurst (Firth), que, apesar de sua inexperiência, construiu um barco para participar de uma competição de veleiros em 1968, na qual os velejadores deveriam realizar uma maratona solitária e sem paradas ao redor do mundo. Seu objetivo era ganhar o prêmio para saldar suas extensas dívidas, mas ao embarcar na viagem não levou em conta como seria difícil cumprir o trajeto. A história real acabou tragédia. O roteiro é de Scott Z. Burns (“Contágio”) e o elenco também destaca Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) como a esposa de Crowhurst, além de David Thewlis (“Mulher-Maravilha”) e Ken Stott (trilogia “O Hobbit”). A estreia de “The Mercy” está marcada para 9 de fevereiro no Reino Unido e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.












