“Adão Negro” entra no universo da DC em novo trailer legendado
A Warner Bros. divulgou mais um trailer legendado de “Adão Negro”, que inclui o personagem vivido por Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase”) no DCEU (Universo Estendido da DC Comics, na sigla em inglês. A prévia é aberta por imagens de outros super-heróis do estúdio, antes de destacar o conflito do anti-herói com a Sociedade da Justiça. Assim como Adão Negro, a Sociedade da Justiça faz sua estreia no cinema, formada por Aldis Hodge (“O Homem Invisível”) no papel do Gavião Negro, Quintessa Swindell (“Gatunas”) como Ciclone, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) como o Esmaga-Átomo e Pierce Brosnan (“007 Um Novo Dia Para Morrer”) como Sr. Destino. O elenco também destaca Sarah Shahi (“Sex/Life”) como Adrianna Tomaz (identidade civil da Poderosa Isis) e Viola Davis, retomando seu papel como Amanda Waller, a inescrupulosa líder do Esquadrão Suicida. O roteiro inicial é de Adam Sztykiel (“Rampage: Destruição Total”), a direção está a cargo de Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”) e a estreia no Brasil vai acontecer em 20 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA.
Trailer de “Pantera Negra 2” revela nova versão do herói
A Marvel divulgou um novo trailer de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”, em versões dublada e legendada em português. A prévia destaca a chegada de Namor e mostra Wakanda se organizando para a batalha, com direito à introdução da nova Pantera Negra, que é uma mulher, e aparições de Coração de Ferro em sua armadura. O estúdio também liberou cinco novos pôsteres e todos destacam Letitia Wright de forma bastante evidente. Segundo boatos, o diretor-roteirista Ryan Coogler teria escalado a atriz como substituta de Chadwick Boseman. Esta trajetória refletiria os quadrinhos, onde a princesa Shuri, personagem da atriz, já trajou o uniforme do herói. Mas após Wright entrar em polêmica contra a vacinação nas redes sociais, esta opção foi considerada arriscada. A atriz também sofreu um acidente durante as filmagens, que a deixou afastada de boa parte da produção. Por isso, a identidade da nova Pantera Negra segue misteriosa por mais alguns dias. O trailer faz menções à morte de T’Chala, o personagem vivido por Chadwick Boseman, mas não fornece nenhuma explicação sobre como ele faleceu na trama. Na vida real, o ator morreu de câncer em 2020. O filme ainda conta com os retornos de Angela Bassett, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Martin Freeman e Florence Kasumba (mas não Daniel Kaluuya, devido ao conflito com as filmagens de “Não! Não Olhe”), e vai introduzir Dominique Thorne (“Judas e o Messias Negro”) como Riri Williams, a Coração de Ferro, que terá sua própria série na Disney+ em 2023. Para completar, o mexicano Tenoch Huerta (“Uma Noite de Crime: A Fronteira”) vive Namor, o Príncipe Submarino. A estreia de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” está marcada para 10 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
10 filmes novos pra ver em streaming no fim de semana
O muito falado e controverso “Blonde”, biografia de Marilyn Monroe para maiores, é um dos destaques da semana no streaming. As locadoras digitais ainda recebem thrillers tensos como “A Fera” e “Trancada”. E a programação da internet também tem “Abracadabra 2” para as crianças, terrir divertido, animação adulta e filmes premiados para os cinéfilos. Confira abaixo 10 sugestões para aproveitar o fim de semana chuvoso em casa. | BLONDE | NETFLIX A cinebiografia não autorizada de Marilyn Monroe traz uma performance ousada da cubana Ana de Armas (“007 – Sem Tempo para Morrer”), aplaudidíssima no Festival de Veneza, que se despoja completamente no papel, aparecendo nua em grande parte da produção. O filme é voltado para o público adulto e tem a mais elevada classificação etária de qualquer outra produção disponível na Netflix, por situações fortes de sexo, violência e até de aborto. Mas também recria várias cenas icônicas da carreira da atriz, que se contrapõem a momentos de desespero para representar o conflito que a levou ao suicídio. A bad trip pesada dividiu a crítica nos EUA, que considerou o sofrimento retratado na tela como demasiado e algumas cenas como simplesmente misóginas. Muitos, inclusive, recomendam que não seja visto. O que é a melhor publicidade que o longa poderia receber, atiçando a curiosidade do público. As pessoas sentem que precisam fazer parte da discussão. E para falar mal, é preciso ver o filme. Produzido pela Plan B, produtora de Brad Pitt, “Blonde” é uma adaptação do livro de mesmo nome, de Joyce Carol Oates, que mistura fatos e suposições para contar a história da lendária estrela de cinema. Direção e roteiro são de Andrew Dominik (“O Assassino de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”) e o elenco também inclui Adrien Brody (“A Crônica Francesa”) como o escritor Arthur Miller e Bobby Cannavale (“O Irlandês”) como o jogador de beisebol Joe DiMaggio, ex-maridos de Marilyn. | A FERA | VOD* Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) enfrenta um leão enfurecido nesta variação de “filme de monstro”. A trama mostra como férias em família pela savana africana viram um thriller de sobrevivência, quando o viúvo vivido por Elba precisa proteger suas filhas do ataque de um predador sanguinário. Com direção de Baltasar Kormákur (“Evereste”) e roteiro de Ryan Engle (“Rampage – Destruição Total”), “A Fera” leva Elba para um passeio pela África do Sul para reforçar sua conexão com as filhas Norah (Leah Jeffries, que estará em “Percy Jackson”) e Meredith (Iyana Halley, de “This Is Us”) após a morte da esposa, mãe das jovens. Durante uma excursão guiada (por Sharlto Copley, de “Distrito 9”), no entanto, a família se vê perseguida por um leão selvagem, cujos instintos de proteção foram atiçados por um ataque de caçadores poucos momentos antes. | TRANCADA | VOD* A volta do diretor DJ Caruso (“xXx: Reativado”) às produções de suspense gira em torno do desespero de uma jovem mãe, surpreendida em sua casa no campo por dois assaltantes – um deles, seu violento ex-namorado -, que é trancada numa dispensa e imagina o pior que pode acontecer com suas duas filhas pequenas nas mãos dos criminosos. O fato de se passar em cenário restrito evoca o melhor filme do diretor – “Paranoia”, de 2007. O papel principal é vivido por Rainey Qualley (“Love in the Time of Corona”), a irmã mais velha de Margaret Qualley (“Maid”), que estreou no cinema há 11 anos ao lado da mãe famosa, Andie MacDowell (“Quatro Casamentos e um Funeral”). Já os assaltantes são interpretados por Jake Horowitz (“A Vastidão da Noite”) e o veterano Vincent Gallo (“Matança Necessária”). | UM HERÓI | VOD* O novo drama de Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme Internacional por “A Separação” (2011) e “O Apartamento” (2016), conquistou 11 prêmios internacionais, entre eles o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes do ano passado, e foi selecionado para representar o Irã no Oscar 2022. A trama acompanha um homem chamado Rahim que, após ser libertado da prisão por dívidas, devolve uma bolsa perdida cheia de moedas de ouro – um ato que parece torná-lo um bom samaritano. No entanto, a história acaba sendo mais complicada. A complicação também se estendeu para os bastidores. A jovem Azadeh Masihzadeh, que foi aluna de Farhadi, afirma que o roteiro de seu documentário “Todos Ganham, Todos Perdem”, sobre um homem que encontra uma sacola de ouro e decide devolvê-la ao dono, serviu de base para “Um Herói”. Pior: “Todos Ganham, Todos Perdem” foi desenvolvido como trabalho de classe num curso do diretor. A briga foi parar na Justiça – e no Irã isso pode render prisão e chibatadas para quem roubou a ideia ou quem denunciou falsamente. | O EXORCISMO DA MINHA MELHOR AMIGA | AMAZON PRIME VIDEO A nova comédia de terror produzida por Christopher Landon, que dirigiu “A Morte te Dá Parabéns” e “Freaky”, é uma história de amizade adolescente passada nos anos 1980. Quando Gretchen (Amiah Miller, de “Planeta dos Macacos: A Guerra”) é possuída por um demônio, cabe à sua melhor amiga Abby (Elsie Fisher, de “Oitava Série”) se juntar a um fã de filmes de terror (Chris Lowell, de “GLOW”) para exorcizá-la. O filme é baseado num livro de Grady Hendrix, roteirista de “Delivery Macabro”, e marca a estreia do diretor Damon Thomas (da série “Killing Eve”) em longa-metragem. | ENTERGALACTIC | NETFLIX A animação criada pelo rapper Kid Cudi (“Não Olhe para Cima”) em parceria com Kenya Barris (o criador de “Black-ish”) é voltada ao público adulto e conta uma história romântica, em que garoto encontra garota e desperta faíscas. Mas ele é capaz de estragar tudo por ser inconsequente. Com um visual que lembra o estilo de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, mas com mais aquarelas, a animação também embute músicas de Cudi e uma homenagem a Nova York. A produção conta com um elenco estrelado de vozes, que inclui o próprio Kid Cudi (ou Scott Mescudi) no papel principal e Jessica Williams (“Fora de Série”) como seu par romântico, além de Timothée Chalamet (“Duna”), Laura Harrier (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Vanessa Hudgens (“Tick, Tick…Boom!”), Jaden Smith (“The Get Down”), Keith David (“Armageddon”), Macaulay Culkin (“American Horror Story”) e os rappers Ty Dolla $ign e 070 Shake, entre outros. | ABRACADABRA 2 | DISNEY+ A continuação do popular filme infantil de bruxas dos anos 1990 traz de volta Winifred (Bette Midler), Sarah (Sarah Jessica Parker) e Mary (Kathy Najimy), três bruxas do século 17 que chegam ao presente após seus espíritos serem invocados no Dia das Bruxas. Em 1993, elas precisaram enfrentar três crianças e um gato falante, dispostos a atrapalhar seus planos de garantir sua imortalidade. A história mudou pouco, já que agora precisam derrotar três garotas e um vendedor de produtos mágicos muito falante (Sam Richardson, de “Veep”) para garantir sua imortalidade. A direção está a cargo da cineasta Anne Fletcher (“A Proposta”) e o elenco também inclui Doug Jones (“Star Trek: Discovery”), que interpretou Billy Butcherson na versão original e reprisa o papel na sequência. | O DUQUE | VOD* A simpática comédia britânica acompanha um taxista de 60 anos, que realiza o roubo ousado do retrato do Duque de Wellington, pintado por Goya, da National Gallery, em Londres. Enquanto a polícia procura um superladrão especializado em grandes roubos de arte, a esposa do criminoso amador e atrapalhado descobre o quadro no guarda-roupa e o plano do marido para doar o valor do quadro para obras de caridade. Quando a verdade vem à tona, muitos passam a considerá-lo um herói, mas a Justiça terá a palavra final. O último filme do diretor Roger Michell (“Um Lugar Chamado Notting Hill”), que morreu há um ano, é baseado na história real do roubo e destaca Jim Broadbent (“A Dama de Ferro”) como o ladrão e Helen Mirren (“A Rainha”) como sua esposa. | DIÁRIOS DE OTSOGA | VOD* A obra do casal português Miguel Gomes (“As Mil e Uma Noites”) e Maureen Fazendeiro é um drama metalinguístico para cinéfilos, um filme de confinamento pandêmico sobre um filme de confinamento pandêmico, que tem a peculiaridade de ser montado de trás para frente. É que a projeção começa pelo fim e avança em direção a seu começo, mostrando os bastidores de uma produção cinematográfica sob as mesmas circunstâncias do filme real, com baixo orçamento e protocolo pesado contra covid-19. Os atores interpretam atores, os diretores aparecem como (versões de) si mesmos e cada cena é motivada pela que vem depois dela (ou seja, antes dela). Confuso? Mas inteligente, com personagens que surgem do nada para só chegarem depois na projeção desordenada, criando um senso de caos que reflete a própria situação da pandemia. A propósito do tema, Otsoga é Agosto escrito ao contrário. O quebra-cabeças cinematográfico rendeu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Mar del Plata e de Melhor Filme Estrangeiro do ano pela Associação dos Críticos Online dos EUA. | VORTEX | MUBI Em seu novo filme, o polêmico diretor Gaspar Noé (“Clímax”) troca sua obsessão por Eros pela pulsão de Tânatos. A trama acompanha a rotina de um casal idoso, até que a doença da mulher se agrava e o perigo da morte opõe-se à vontade da independência. O elenco destaca o também cineasta Dario Argento (“Suspiria”) e Françoise Lebrun (“O Escafandro e a Borboleta”). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Jim Parsons vive história de amor fofa e trágica no trailer de “Spoiler Alert”
A Focus Features divulgou o trailer do filme “Spoiler Alert”. A prévia traz Jim Parsons (o Sheldon de “The Big Bang Theory”) vivendo uma história de amor trágica com Ben Aldridge (“Fleabag”), mas tem cenas fofas e chega a inspirar sorrisos, antes das lágrimas. O filme é baseado na biografia do jornalista Michael Ausiello, criador do site TV Line e bastante conhecido dos fãs de notícias de séries. “Spoiler Alert” é uma frase que ele transformou em bordão ao contar segredos das atrações. A trama conta como ele conheceu, se apaixonou e perdeu seu grande amor, Kit – spoliler alert – , vítima de um câncer terminal. Além do par romântico, o filme também conta com Sally Field (“O Espetacular Homem-Aranha”), Bill Irwin (“O Casamento de Rachel”) e Antoni Porowski (“Queer Eye”) em seu elenco. A direção é de Michael Showalter (“Os Olhos de Tammy Faye”) e a estreia está marcada para 2 de dezembro nos EUA. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Timothée Chalamet é canibal apaixonado em trailer romântico/sangrento
A MGM divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Bones and All”, que volta a reunir o ator Timothée Chalamet com o diretor Luca Guadagnino após “Me Chame pelo Seu Nome”. A prévia combina romance e chacina, refletindo a temática canibalesca da trama. Baseada no romance homônimo de Camille DeAngelis, “Bones and All” se passa nos anos 1980 e segue uma mulher em uma viagem em busca do pai que nunca conheceu, na tentativa de entender por que sente vontade de matar e comer as pessoas que a amam. No meio de sua jornada, ela encontra alguém que parece ser sua alma gêmea carnívora. O roteiro foi escrito por Dave Kajganich, que trabalhou com Luca Guadagnino em “Suspiria”, e o papel principal feminino é vivido por Taylor Russell (“Perdidos no Espaço”). O elenco também inclui Mark Rylance (“Não Olhe para Cima”), André Holland (“Moonlight”), Jessica Harper (“Suspiria”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), o diretor David Gordon-Green (“Halloween”), Francesca Scorsese (“We Are Who We Are”) e Chloë Sevigny (também de “We Are Who We Are”). O filme foi o mais aplaudido do Festival de Veneza, onde Taylor Russell venceu o Troféu Marcello Mastroianni de Melhor Atriz Jovem. A estreia está marcada para 23 de novembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Terror “Sorria” é a maior estreia nos cinemas
A programação de estreias desta quinta (29/9) destaca o terror “Sorria” e o thriller “A Queda”. As duas produções americanas de baixo orçamento tem a distribuição mais ampla, chegando em cerca de 650 e 430 salas respectivamente. Mas o que chama atenção na lista de lançamentos é a quantidade de produções nacionais. São seis filmes brasileiros, incluindo “Duetto”, com o astro italiano de “365 Dias”, que tem o maior alcance, exibido em mais de 100 telas. Confira abaixo todos filmes que chegam aos cinemas. | SORRIA | O primeiro longa de Parker Finn tem clara inspiração no terror asiático contemporâneo (“Espíritos”, “O Chamado”), mas conta uma história original, onde sorrisos são prenúncios de pavor. A trama acompanha uma terapeuta (Sosie Bacon, a filha de Kevin Bacon) amaldiçoada após testemunhar o suicídio de uma paciente, que dizia não suportar mais ver sorrisos horripilantes em pessoas aleatórias ao seu redor. Quando a própria médica começa a ver os sorrisos, descobre que outros que tiveram as mesmas visões morreram após uma semana. Bastante elogiado pela forma efetiva como usa trauma para conceber sua fantasia sobrenatural, o filme tem 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. | A QUEDA | O thriller de sobrevivência acompanha duas jovens presas no alto de uma torre de metal há 600 metros de altura. As duas são amigas que costumam escalar juntas grande alturas e, após vivenciarem um drama numa de suas experiências recentes, tentam se reconectar com o que mais amam com uma escalada simples numa torre de TV remota e abandonada, com mais de 600 metros de altura, localizada no meio do deserto. Elas só não contavam que ficariam presas e isoladas naquele lugar sem sinal de celular, água ou pessoas por perto. O elenco destaca Grace Caroline Currey (de “Shazam!”) e Virginia Gardner (de “Fugitivos da Marvel”), além de Jeffrey Dean Morgan (“The Walking Dead”). Já a direção é de Scott Mann (“O Sequestro do Ônibus 657”) e os produtores são os mesmos de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”, que também acompanhou garotas em perigo por aventura arriscada. Sucesso de crítica, a produção atingiu 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. | DUETTO | O drama de Vicente Amorim (“A Princesa da Yakusa”, “Santo”) se passa na Itália no ano de 1965. Depois da trágica morte de seu pai em um acidente de carro, a jovem Cora (Luisa Arraes) viaja com a avó (Marieta Severo) para a cidade natal na família, na Apúlia. Entre o passado familiar e histórias da cidadezinha italiana, a adolescente brasileira acaba conhecendo um controverso cantor italiano, vivido por ninguém menos que Michele Morrone, da trilogia “365 Dias”. | SISTEMA BRUTO | O segundo filme de Gui Pereira (“Coração de Cowboy”), especialista em produções sertanejas, acompanha duas amigas interioranas apaixonadas por adrenalina. Durante uma festa de música sertaneja, elas fazem uma aposta com seus amigos e decidem participar de uma competição de corridas de caminhonetes. Além das cenas de velocidade, o filme destaca vários cantores famosos, como César Menotti e Fabiano, Chitãozinho, Guilherme e Santiago, Lauana Prado, Gian e Giovani, Yasmin Santos, Rionegro e Solimões, sem esquecer Bruna Viola, que vive uma das protagonistas. | LIMA BARRETO, AO TERCEIRO DIA | A produção alegórica de Luiz Antônio Pilar (“Mojubá”) se passa nos três últimos dias da internação do escritor Lima Barreto em um manicômio. Sofrendo com depressão e alcoolismo, ele relembra sua vida como jovem autor enquanto escreve “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, uma de suas principais obras. Aos 42 anos, o artista fantasia sobre os personagens que criou e tem alucinações constantes que a todo instante o remetem à sua juventude. As duas versões de Lima Barreto também se confrontam com os personagens do romance, que ganham vida e aparecem em cena de forma fantasiosa e caricata. Roteiro e direção de arte foram premiados no festival Cine-PE, de Recife. | MUDANÇA | A mudança do título se refere ao fim da ditadura militar, com a eleição de Tancredo Neves pelo voto indireto em 1985. Com os ventos da democracia soprando ao fundo, um pai e um filho tocam a vida. Enquanto o pai espera uma promoção, o filho quer apenas que o tempo passe. Mas como tem sido regra nos dramas do professor gaúcho Fabiano de Souza (“Nós Duas Descendo a Escada”), o tempo passa devagar durante a projeção. | NO OUTRO ENCONTRO VOCÊ | A primeira ficção de André Bushatsky (“A História do Homem Henry Sobel”) é um psicodrama, que acompanha quatro amigos isolados no sítio da família de dois deles. Após a morte da mãe, o pai dos dois colocou a casa a venda. Assim, os últimos dias do ano tornam-se os últimos na casa onde os irmãos e o casal de amigos decidem espairecer. Mas espairecer é tudo o que não fazem, confrontando o passado enquanto fingem não ver o próprio fracasso presente. | OS ESCRAVOS DE JÓ | O cearense Rosemberg Cariry (“Corisco & Dadá”) filma um romance complexo entre dois estudantes, o adotado Samuel e a imigrante palestina Yasmina, na cidade de Ouro Preto. No entanto, eles têm que vencer muitas distâncias, dificuldades e preconceitos para afirmarem o seu amor. Referências ao “Livro de Jó” e “Édipo Rei” cruzam os caminhos dos dois jovens, arrastando-os para um inesperado destino. | KOMPROMAT – O DOSSIÊ RUSSO | Baseado numa história real, o suspense de Jérôme Salle (“A Odisséia de Jacques”) acompanha um diplomata francês que se vê incriminado num complô do FSB, o serviço secreto russo. Acusado de pedofilia com provas plantadas, ele recebe a informação de que passará décadas na prisão e decide arriscar uma fuga espetacular, perseguido pelas autoridades russas. O filme ficou por duas semanas consecutivas em 1ª lugar nas bilheterias da França. | MI IUBITA, MEU AMOR | Primeiro longa dirigido pela atriz francesa Noémie Merlant (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), o filme também é estrelado por ela, quase irreconhecível de cabelo bem curto. Na trama, sua personagem vai comemorar a despedida de solteira na Romênia com algumas amigas. Mas tem o carro roubado e acaba sorrida por um jovem romeno, que oferece ao grupo abrigo com sua família. Depois desse começo negativo, o verão sofre uma reviravolta apaixonante, fazendo a protagonista questionar seus planos de casamento na França. | ENNIO, O MAESTRO | A carreira do lendário compositor Ennio Morricone, duas vezes vencedor do Oscar e autor de mais de 500 trilhas sonoras, é homenageada neste documentário com entrevistas e depoimentos de artistas e diretores com quem trabalhou, como Quentin Tarantino e Clint Eastwood, e admiradores como Bruce Springsteen e John Williams. Incluindo uma entrevista exclusiva do maestro, que faleceu em 2020, o filme tem direção de Giuseppe Tornatore, o último grande parceiro do compositor – Morricone musicou todos os longas de Tornatore desde o célebre “Cinema Paradiso” (1988).
Astérix vai enfrentar Ibrahimovic em novo filme. Veja o trailer
O estúdio Pathe divulgou o pôster e o teaser de “Astérix and Obélix: The Middle Kingdom”, novo filme baseado na saga de quadrinhos de Goscinny e Uderzo. Desta vez, os irredutíveis gauleses vão enfrentar o plano romano mais ousado: uma invasão da China. A produção marca a estreia do astro francês Guillaume Canet (“Rock’n Roll: Por Trás da Fama”) como Astérix e de Gilles Lellouche (“Kompromat: O Dossiê Russo”) como Obelix. Além de estrelar, Canet também dirige o filme, que inclui no elenco sua esposa, Marion Cotillard (“Assassin’s Creed”), como Cleópatra. A produção ainda destaca Vincent Cassel (“Ameaça Profunda”) como César, Linh-Dan Pham (“Indochina”) como a imperatriz chinesa, a cantora Angèle e até o folclórico jogador de futebol Zlatan Ibrahimovic no papel de um legionário romano. A história é original – isto é, não foi adaptada de um álbum de René Goscinny e Albert Uderzo – e estreia em fevereiro de 2023 na França.
“Pantera Negra 2” será segundo maior filme da Marvel de todos os tempos
“Pantera Negra: Wakanda para Sempre” terá 2 horas e 41 minutos de duração. Com isso, será o segundo maior filme do Marvel Studios, atrás apenas de “Vingadores: Ultimato”, que teve pouco mais de 3 horas em 2019. Mas apesar de longa, a sequência de “Pantera Negra” não é o filme de super-herói de maior duração do ano. “Batman”, do diretor Matt Reeves, teve 2 horas e 56 minutos. Lançado em 2018, o primeiro “Pantera Negra” teve quase meia hora a menos – 2 horas e 14 minutos. A diferença de tamanho pode ser explicada pela decisão de dividir a ação entre vários protagonistas para suprir a ausência de Chadwick Boseman, intérprete do Pantera Negra no primeiro filme, que morreu de câncer em 2020. Além disso, o filme introduz um novo reino, Talocan (que substitui a Atlântida dos quadrinhos para se diferenciar dos filmes de “Aquaman”) e um novo antagonista: Namor. O filme conta com os retornos de Angela Bassett, Lupita Nyong’o, Letitia Wright, Danai Gurira, Martin Freeman e Florence Kasumba (mas não Daniel Kaluuya, devido ao conflito com as filmagens de “Não! Não Olhe”), e vai introduzir Dominique Thorne (“Judas e o Messias Negro”) como Riri Williams, a Coração de Ferro, que terá sua própria série na Disney+ em 2023. Para completar, o mexicano Tenoch Huerta (“Uma Noite de Crime: A Fronteira”) vive Namor, o Príncipe Submarino. A estreia de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” está marcada para 10 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer da produção.
Jon Hamm doou salário para estrelar comédia
O ator Jon Hamm (“Mad Men”) doou 60% do seu salário para a realização do filme “Confess, Fletch”, que ele próprio estrelou. A revelação foi feita pelo diretor Greg Mottola (“Superbad: É Hoje”), em entrevista ao site Uproxx. Segundo o diretor, o filme precisava de um pouco mais de dinheiro para complementar o orçamento, mas o estúdio não tinha como disponibilizá-lo. E a solução encontrada foi tirar dinheiro do próprio bolso. “Então, basicamente, o que fizemos foi que Jon devolveu 60% do seu salário para o orçamento”, contou ele. “Eu devolvi parte do meu salário também, não tanto quanto Jon porque ele é mais rico do que eu e eu tenho três filhos. E pagamos mais três dias de filmagem.” Mottola explica que com esse dinheiro, eles conseguiram completar 30 dias de filmagens em Boston e mais um dia em Roma. “E nós dissemos, f*da-se, somos loucos, somos burros. Nós vamos fazer este filme. E então a Miramax realmente nos apoiou criativamente. Eles não lutaram conosco em relação às pessoas que queríamos escalar para o filme.” “Confess, Fletch” é uma continuação da comédia “Assassinato por Encomenda”, sucesso de 1985 que introduziu o comediante Chevy Chase como o repórter Irwin M. Fletch. Chamado de “Fletch” nos EUA, o longa original era baseado numa franquia literária de Gregory McDonald e chegou a ganhar uma sequência em 1989 – “Fletch Vive”. O projeto do terceiro filme existe desde 1998, mas só agora conseguiu se materializar – em parte devido ao esforço de Jon Hamm, escalado como Fletch. Escrito por Zev Borow (da série “Chuck”) com base no segundo livro de McDonald, o filme mostra Flecth envolvido numa teia de assassinatos relacionados ao roubo de obras de artes, com ele mesmo sendo um dos suspeitos. Ao mesmo tempo em que busca provar a sua inocência, o repórter investiga uma família milionária que teve a herança de arte roubada – só o Picasso valeria US$ 20 milhões. O elenco da produção promoveu uma mini-reunião de “Mad Men” entre Hann e John Slattery, e também incluiu Lorenza Izzo (“Bata Antes de Entrar”), Marcia Gay Harden (“Cinquenta Tons de Cinza”), Kyle MacLachlan (“Twin Peaks”), Roy Wood Jr. (“The Daily Show”), Ayden Mayeri (“Depois da Festa”) e Annie Mumolo (“Duas Tias Loucas de Férias”). O filme está em cartaz nos cinemas dos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Assista ao trailer.
Morte de Chadwick Boseman é base de “Pantera Negra 2”: “Está na história”
A equipe do vindouro filme “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” enfrentou o desafio de produzir uma continuação de “Pantera Negra” (2018) sem o ator principal, Chadwick Boseman, morto em 2020 de câncer. Em entrevista à revista Empire, diretor, produtor e equipe afirmaram que o choque de perder o protagonista norteou toda a concepção de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”. “As conversas eram inteiramente sobre ‘o que vamos fazer a seguir?’ E como isso poderia fazer o legado de Chadwick – e o que ele fez para ajudar Wakanda e o Pantera Negra a se tornarem essas ideias incríveis, inspiracionais e icônicas – continuar?”, explicou o produtor Kevin Feige. Feige também disse que eles nunca consideraram substituir Chadwick Boseman no papel e continuar sem que nada tivesse acontecido – como aconteceu com o Hulk, por exemplo. “Parecia que era muito cedo para escalar outro ator. Stan Lee sempre disse que a Marvel representa o mundo fora da sua janela. E conversamos sobre como, por mais extraordinários e fantásticos que sejam nossos personagens e histórias, há um elemento relacionável e humano em tudo o que fazemos. O mundo ainda está processando a perda do Chad. E [o diretor] Ryan Coogler fez com que isso estivesse na história”, explicou ele. Coogler explicou que o filme vai tratar de “como você consegue seguir em frente diante de probabilidades aparentemente intransponíveis”. Essa ideia já estava presente no roteiro original, mas “tornou-se superrelevante quando perdemos nosso irmão.” O diretor também revelou que foi difícil encontrar o tom certo da adaptação. “Para mim, foi tipo, ‘como eu faço para descobrir uma música que eles ainda podem chegar lá e cantar’, à luz do que estávamos lidando?”, explicou o diretor. A solução foi focar nos personagens ao redor de T’Challa, incluindo sua irmã Shuri (Letitia Wright), sua mãe Ramonda (Angela Bassett) e sua parceira Nakia (Lupita Nyong’o). Ainda assim, a ideia parecia impossível. “Uma vez que o perdemos, o pensamento de que poderíamos continuar, era simplesmente insondável para mim”, disse a atriz Lupita Nyong’o. Seus receios só foram aplacados depois que Coogler explicou sua visão para o filme, que homenagearia Boseman e T’Challa, algo que ela própria chamou de “totalmente verdadeiro e bonito. No final, eu estava em lágrimas.” O elenco do novo filme também vai contar com os retornos de Winston Duke, Danai Gurira, Florence Kasumba e Martin Freeman, além das novas adições de Tenoch Huerta (“Uma Noite de Crime: A Fronteira”) como o vilão Namor e Dominique Thorne (“Judas e o Messias Negro”) como Riri Williams, a Coração de Ferro, que terá sua própria série na Disney+ em 2023. A estreia de “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” está marcada para 10 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Assista ao trailer do filme.
Depois do Universo: Primeiro filme de Giulia Be ganha trailer
A Netflix anunciou o trailer de “Depois do Universo”, primeiro filme da cantora Giulia Be e estreia brasileira de Henry Zaga. Apesar de ter nascido no Brasil, como comprova o nome de batismo Henrique Gonzaga, ele só tinha feito produções americanas, como as séries “13 Reasons Why”, “Quem É Você, Alasca?” e o filme “Os Novos Mutantes”, entre outros. “Depois do Universo” conta a história da talentosa pianista Nina (Be), que precisa superar os desafios de lidar com o lúpus, uma doença autoimune que pode atacar qualquer parte do corpo – o rim, no caso da jovem. Durante o tratamento, seu pessimismo é superado por uma forte conexão com Gabriel (Zaga), um dos médicos da equipe que a atende e que irá ajudá-la a enfrentar suas inseguranças na luta para se apresentar nos palcos junto de uma grande orquestra de São Paulo. O filme tem roteiro e direção de Diego Freitas (“O Segredo de Davi”) e seu elenco também inclui os atores João Miguel, Othon Bastos, Rita Assemany, Leo Bahia, Viviane Araújo, Isabel Fillardis, Adriana Lessa, Denise Del Vecchio e João Côrtes. A estreia está marcada para o dia 27 de outubro.
Trailer de “Enola Holmes 2” apresenta nova aventura com Millie Bobby Brown
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Enola Holmes 2”, sequência do longa estrelado por Millie Bobby Brown em 2020. Divulgada no Tudum, a prévia revela a dificuldade da irmã mais esperta de Sherlock Holmes de ser levada a sério como detetive, até que uma criança pede sua ajuda. Mas o que parece ser um simples caso de desaparecimento acaba coincidindo com uma investigação complexa de seu próprio irmão famoso, vivido por Henry Cavill (“Liga da Justiça”). Quem também volta, para alegria das fãs, é Louis Partridge (“Medici: Mestres de Florença”), que vive o jovem Visconde Tewksbury. Embora o personagem seja exclusivo do primeiro livro, “O Caso do Marquês Desaparecido”, Partridge continua na franquia, assim como Helena Bonham Carter (a Princesa Margaret de “The Crown”) no papel da mãe da protagonista. Os filmes são baseados na franquia literária “Os Mistérios de Enola Holmes” e o segundo título da coleção de seis romances de Nancy Spinger é “O Caso da Senhorita Canhota”. O problema dessa opção é que, como o filme inaugural, que girou em torno do desaparecimento da mãe da protagonista, a trama repete o enredo da busca por uma mulher desaparecida: a jovem Srta. Cecily, que sumiu sem deixar rastros. O diretor Harry Bradbeer (das séries “Dickensian” e “Fleabag”), que fez sua estreia em longas no filme anterior, e o roteirista Jack Thorne (“Extraordinário”) também retornam no filme número 2. Já as novidades incluem David Thewlis (“Landscapers” e “Harry Potter”), Sharon Duncan-Brewster (“Duna”), Hannah Dodd (“Eternos”) e Abbie Hern (“The Pact”). “Enola Holmes 2” estreia no dia 4 de novembro.
Estreias: 10 filmes novos pra ver em streaming
A lista de filmes novos nas plataformas de assinatura e locação digital tem ação, rock clássico, drama, romance e produções premiadas. Confira abaixo os 10 lançamentos que chamam mais atenção entre as estreias da semana. | LOU | NETFLIX O thriller de ação à moda antiga lembra as produções estreladas pela geração de fortões famosos dos anos 1980. Só que em 2022 o herói veterano, destemido e fodástico é uma mulher: Allison Janney (vencedora do Oscar por “Eu, Tonya”). O resultado é o mesmo, entretém como antigamente. Com direção de Anna Foerster (“Anjos da Noite: Guerras de Sangue”), o longa também destaca Jurnee Smollett (“Lovecraft Country”) como uma mãe desesperada, que pede ajuda à sua vizinha reclusa e misteriosa (Janney) após sua filha ser raptada no lugar isolado onde moram. As duas iniciam uma jornada perigosa e violenta de resgate, enquanto tentam manter seus segredos, incluindo a impressionante habilidade da vizinha para realizar a missão e a verdadeira razão do rapto. | O ALFAIATE | VOD* Vencedor do Oscar por “Ponte dos Espiões” (2015), Mark Rylance interpreta o alfaiate inglês do título, que trabalhava criando ternos exclusivos na famosa Savile Row de Londres, até que uma tragédia pessoal o faz parar em Chicago, operando uma pequena alfaiataria no pior lado da cidade. Lá ele faz roupas elegantes para as únicas pessoas da região que podem pagá-las: gângsteres. Criticado pela filha por não se importar com quem são seus clientes, ele tem um duro despertar quando sua alfaiataria é invadida por criminosos perigosos, um deles baleado e em busca de quem o “costure”, em meio a uma disputa sangrenta de poder. Primeiro longa dirigido por Graham Moore, roteirista vencedor do Oscar por “O Jogo da Imitação”, o thriller também traz em seu elenco Zoey Deutch (“Influencer de Mentira”), Johnny Flynn (“Stardust”) e Dylan O’Brien (“Amor e Monstros”). E atingiu 85% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O CHEF | VOD* Elogiadíssima e eletrizante, a produção britânica traz Stephen Graham (“Venom: Tempo de Carnificina”) como um chef que lida com as pressões da crítica e de funcionários, falta de ingredientes e visitas inesperadas numa noite caótica, tentando manter o controle de seu restaurante. Toda filmada em plano sequência pelo diretor Philip Barantini (“Villain”), ao estilo do filme de guerra “1917”, a obra foi indicada a quatro BAFTAs (o Oscar britânico) e tem impressionantes 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. | ATHENA | NETFLIX Premiado no Festival de Veneza, o filme ultraviolento apresenta uma batalha campal entre os moradores de um subúrbio francês, o Athena do título, e tropas de choque da polícia, após a morte acidental de uma criança gerar uma revolta popular. Visualmente impressionante, o filme é uma extensão dos clipes do diretor Roman Gavras, que já tinha abordado a tensão das periferias no clipe “Stress”, da dupla eletrônica Justice, e mostrado seu forte apuro estético em “Gosh”, de Jamie XX. Para seu longa-metragem, o filho do famoso cineasta político Costa-Gavras (“Z”, “Estado de Sítio”, “Os Desaparecidos”) se juntou ao malinês Ladj Ly, autor do roteiro de “Athena”, que venceu uma prateleira de prêmios com seu longa de estreia, “Os Miseráveis” (2019) – também sobre conflito entre polícia e garotos do subúrbio. Opção porrada. | O HOMEM DO JAZZ | NETFLIX O melodrama de época com roteiro, direção e produção de Tyler Perry (“Um Funeral em Família”) narra o romance proibido de Bayou e Leanne (vividos pelos novatos Joshua Boone e Solea Pfeiffer), dois jovens apaixonados que são separados pela mãe dela em nome de um casamento arranjado com um branco rico. Mas ele nunca consegue esquecê-la e a trama abrange 40 anos de segredos e mentiras, um enorme drama familiar e o incrível blues do sudeste dos Estados Unidos. O filme é um novelão de época, que se valoriza com músicas arranjadas e produzidas pelo vencedor do Grammy e indicado ao Oscar Terence Blanchard (“Infiltrado na Klan”) e coreografia da lendária Debbie Allen (“Fama”). | AOS NOSSOS FILHOS | VOD* O filme dirigido pela portuguesa Maria Medeiros (atriz de “Pulp Fiction”) adapta a peça de Laura Castro sobre uma ex-prisioneira política (Marieta Severo) que decide se divorciar (de José de Abreu) e não aceita o desejo da filha lésbica (a própria Laura Castro) de ter um filho com a esposa. A notícia da gravidez gera um embate intenso, em que mãe e filha discordam completamente em suas opiniões sobre família. Paralelamente, há um contraponto com crianças doentes à espera de adoção. O roteiro foi premiado no Festival de Cinema LGBTQIAP+ de Milão. | O TIO CANIBAL | VOD* O trash sanguinolento de rock horror acompanha uma banda punk prestes a embarcar em sua primeira turnê. Como eles não têm carro, aceitam a proposta de um caipira roqueiro e boa praça, que não só oferece sua van para a viagem como acaba se juntando a eles como roadie. O único problema é que o bom velhinho também é um canibal. Se não tomar seu remédio antes da meia-noite, ele vira um pesadelo ambulante. O terrir indie tem roteiro e direção de Matthew John Lawrence – que venceu vários prêmios com seus curtas de terror no circuito dos festivais de cine fantástico – e agradou em cheio a crítica especializada no gênero – tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas apenas com resenhas de blogs de terror. | FLAG DAY | VOD* O novo filme dirigido e estrelado por Sean Penn (“O Gênio e o Louco”) é uma produção em família, em que ele dirige e contracena com seus filhos adultos, Dylan e Hopper Penn, frutos de seu matrimônio com Robin Wright (de “House of Cards”). Aos 28 anos, Dylan (que foi figurante em “Elvis & Nixon”) tem o maior destaque de sua carreira como protagonista da trama, uma filha com dificuldades para superar o legado carinhoso, mas sombrio do pai, um vigarista procurado pela polícia – e interpretado pelo próprio Sean Penn. O elenco também incluiu, entre outros, Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Ultimato”) e Katheryn Winnick (a Lagertha de “Vikings”). Mas o drama não empolgou, atingindo apenas 40% de aprovação da crítica. Não deixa de ser um progresso comparado ao trabalho anterior de Penn atrás das câmaras, “A Última Fronteira” (2016), que agradou míseros 8%. | SIDNEY | APPLE TV+ O documentário exalta o legado e a história do primeiro ator negro a vencer o Oscar, que sempre fugiu dos clichês racistas de Hollywood e nunca interpretou um personagem subserviente. Produzido pela apresentadora Oprah Winfrey, o filme intercala imagens históricas com depoimentos de vários astros negros, como Denzel Washington, Halle Berry, Spike Lee e Morgan Freeman, emocionados ao falar do ídolo, além do próprio Poitier, em conversa registrada pouco antes de sua morte em janeiro deste ano. Com uma carreira repleta de papéis marcantes, a trajetória do imigrante pobre das Bahamas que virou estrela de Hollywood se confunde com a luta pelos direitos civis nos EUA. A luta racial esteve presente em sua filmografia desde o primeiro papel, em “O Ódio é Cego” (1950), como um médico negro que precisa tratar de dois irmãos racistas. E seus filmes mais lembrados dão lições sobre o tema, todos lançados em 1967: “Adivinhe Quem vem para Jantar”, em que viveu o noivo da filha de brancos supostamente liberais, “Ao Mestre, com Carinho”, no papel de um professor que conquista o respeito de adolescentes brancos rebeldes de Londres, e “No Calor da Noite”, no qual deu vida ao detetive policial Virgil Tibbs, investigando um assassinato numa região racista do sul dos EUA. Este filme entrou para a História por mostrá-lo retribuindo um tapa num racista. Foi a primeira vez que um negro estapeou um branco racista no cinema. Além disso, no auge de sua popularidade, ele ainda decidiu virar diretor, dirigindo oito filmes entre 1972 e 1990. Um dos mais simbólicos, “Dezembro Ardente” (1973), foi motivado pelo desejo simples de viver um romance com uma mulher negra nas telas, algo que nunca tinha feito em sua longa e prestigiosa carreira, porque, até então, Hollywood não estava interessada em mostrar romances entre casais negros. | TRAVELIN’ BAND: CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL AT THE ROYAL ALBERT HALL | NETFLIX A lendária performance de 1970 do Creedence Clearwater Revival no Royal Albert Hall de Londres materializa-se pela primeira vez num documentário primoroso, que mostra a banda liderada por John Fogerty na melhor fase da carreira. Dirigido por Bob Smeaton (da minissérie “The Beatles Anthology”), o filme combina as performances ao vivo de clássicos como “Fortunate Son”, “Proud Mary” e “Bad Moon Rising” com entrevistas de bastidores e uma breve história da banda, com uma grande variedade de imagens inéditas. O lançamento em streaming marca a única filmagem da formação original do CCR a ser disponibilizada na íntegra para os fãs. Os shows da Inglaterra aconteceram nos dias 14 e 15 de abril de 1970 – poucos dias depois que os Beatles anunciaram sua separação – e fizeram parte da primeira turnê europeia do quarteto, que incluiu paradas na Holanda, Alemanha, França e Dinamarca. O grupo estava simplesmente no auge, vindo de Woodstock e com cinco singles no Top 10 dos EUA no ano anterior. Mas o detalhe mais significativo é que o show do Albert Hall ficou conhecido pelos admiradores da banda por ter originado um dos maiores equívocos da história do rock. Em 1980, a gravadora do CCR disponibilizou um disco ao vivo chamado “The Royal Albert Hall Concert”, que virou um fenômeno de vendas mundial. Só que, na verdade, seu conteúdo era um show gravado em Oakland, na Califórnia. Anos após o vexame, o álbum foi relançado com novo título: “The Concert”. E o verdadeiro show do Royal Albert Hall, que tinha sido realmente gravado em alta fidelidade, permaneceu inédito em disco por mais de cinco décadas. Agora, junto com o documentário, o concerto inglês finalmente vai virar disco, com áudio restaurado e remasterizado, numa edição dupla de vinil, acompanhada pelo Blu-ray do filme, CD de hits e diversos outros materiais para colecionadores.












