Marina Sena rebate críticas após show no The Town: “Vocês que se mordam!”
Marina Sena utilizou a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, para responder às críticas que recebeu por sua apresentação no festival The Town no último domingo (10/9). A cantora prestou homenagem à falecida Gal Costa, com um show todo voltado ao repertório da tropicalista, e tanto a decisão quanto sua performance dividiram opiniões. O desabafo de Marina A artista compartilhou sua insatisfação com as críticas recebidas. “Cês juram que se eu fosse ruim eu seria uma menina de taiobeiras que tá conquistando tanta coisa? Por qual motivo isso tudo me seria dado? De graça assim? Não tenho sobrenome, não tinha dinheiro, influência, não tinha absolutamente nada. Não havia nenhum motivo pra eu estar aqui a não ser minha própria coragem, dedicação, autenticidade e talento. Vocês que se mordam!”, afirmou a cantora. Comparações com Gal Costa Marina também abordou as comparações com Gal Costa, a quem ela homenageou. “Para o resto da minha vida, por onde eu for eu vou levar o nome de Gal, não quero ser a nova Gal, só quero que todos saibam de onde vem o pulso inicial desse movimento do corpo, da alma, do espírito, que Gal possibilitou eu e tantas pessoa de sentir. Eu sou uma das tantas filhas de Gal desse país. Na voz dela é onde eu me conecto com Deus. E eu vou ter pra sempre gratidão por ela ter expandido tanto a minha alma”, disse. Vale lembrar que Gal Costa e Marina Sena chegaram a cantar juntas. Elas gravaram uma versão de “Para Lennon e McCartney”, de Milton Nascimento, que foi lançada mais de um mês após a morte de Gal Costa. Resposta de Luísa Sonza Após a postagem, Luísa Sonza também resolveu se posicionar sobre as críticas. Citando alguns dos artistas nacionais que costumam ganhar hate, ela escreveu no X: “Marina Sena é fod*, Jão é fod*, Pabllo Vittar é fod*, Iza é fod*, Ludmilla é fod*, Anitta é fod*, Gloria Groove fod*, eu sou fod*. Isso independe da opinião de vocês”. Marina repostou a declaração. Luísa, que tem uma parceria com a cantora mineira em seu mais recente álbum “Escândalo íntimo”, também escreveu: “Marina Sena, um dos maiores vocais e nomes da nova música brasileira, mas vocês estão muito emburrecidos pra essa conversa”. “Que é isso! Te amo”, reagiu Marina. A gaúcha completou sua crítica aos haters. “Estamos criando uma nova geração de novos grandes nomes da música brasileira mas o que vocês conseguem é só diminuir e se recusam a enxergar o que já está escancarado na cara de vocês. A música brasileira tá viva, tá diversificada, tá com referência, tá fod*. Vocês não admitirem isso, por enquanto, não vai impedir todos nós de fazermos história” Ces juram que se eu fosse ruim eu seria uma menina de taiobeiras que tá conquistando tanta coisa? Por qual motivo isso tudo me seria dado? De graça assim? Não tenho sobrenome, não tinha dinheiro, influência, não tinha absolutamente nada. Não havia nenhum motivo pra eu estar aqui… — Marina Sena (@amarinasena) September 11, 2023 para o resto da minha vida, por onde eu for eu vou levar o nome de Gal, não quero ser a nova Gal, só quero que todos saibam de onde vem o pulso inicial desse movimento do corpo, da alma, do espírito, que Gal possibilitou eu e tantas pessoa de sentir. Eu sou uma das tantas filhas… — Marina Sena (@amarinasena) September 11, 2023 Marina Sena é foda, Jão é foda, Pabllo Vittar é foda, Iza é foda, Ludmilla é foda, Anitta é foda, Gloria Groove é foda, eu sou foda. Isso independe da opinião de vocês. — LUÍSA SONZA (@luisasonza) September 11, 2023 que issooo te amo owwwww ♥️♥️♥️♥️ — Marina Sena (@amarinasena) September 11, 2023 Estamos criando uma nova geração de novos grandes nomes da música brasileira mas o que vocês conseguem é só diminuir e se recusam a enxergar o que já está escancarado na cara de vocês. A música brasileira tá viva, tá diversificada, tá com referência, tá foda, vocês não admitirem… — LUÍSA SONZA (@luisasonza) September 11, 2023
Ricardo Alface e Sarah Aline deixam de se seguir no Instagram
Sarah Aline e Ricardo “Alface” Camargo, que tiveram um romance durante sua participação no “BBB 23”, deixaram de se seguir no Instagram durante o fim de semana, levando os fãs a especularem sobre o que teria acontecido entre ambos. A decisão aconteceu após intensa visibilidade midiática para ambos, que estiveram juntos na cobertura do evento musical The Town, para o Multishow e o Globoplay. Falando à coluna Play, do jornal O Globo, a psicóloga esclareceu que a decisão reflete uma evolução pessoal. “Dentro do reality vivemos uma relação que é diferente do mundo aqui fora. Agora, chegou a hora de cada um seguir o seu caminho, e isso é extremamente importante para mim,” disse Sarah. Ela ainda afirmou estar focada em novos projetos. “Tudo o que mais quero é construir meu futuro. Isso consiste em querer ter pessoas ao meu redor que verdadeiramente torcem por mim. Não tem por que persistir em um vínculo que não existe há muito tempo”, afirmou. Repercussão A mudança no status do ex-casal, que parece não ter guardado nem a amizade, despertou diversas reações nas redes sociais. Comentários que vão desde a insinuação de que o romance era apenas um jogo até a tristeza pelo fim de uma relação que, para muitos, deveria se transformar em amizade. “Até que ela aturou ele por muito tempo,” disse um internauta. Outro observou: “Oxi, estavam super amigos no The Town. Esperaram nem o evento acabar, que estranho.” O relacionamento entre Sarah Aline e Ricardo Alface, que é biomédico, só existiu no “BBB 23”, porque fora do reality os dois optaram por seguir caminhos diferentes. A psicóloga reforça que esse será seu último comentário público sobre Ricardo. “Essa vai ser a última vez que abordarei sobre o Ricardo, a quem eu sempre vou desejar o bem. Peço respeito e agradeço o carinho e cuidado de todos”, concluiu. A notícia chega em um momento em que ambos exploram novas oportunidades profissionais e pessoais, com Ricardo Alface se destacando em coberturas do Multishow.
Bruno Mars repete “Evidências” com Xororó na plateia do The Town
Bruno Mars finalizou na noite de domingo (10/9) a primeira edição do festival The Town no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O show foi praticamente um bis, repetindo todo o setlist do domingo passado (3/9), em que o cantor se apresentou pela primeira vez no festival. Não faltou sequer a iniciativa do tecladista John Fossitt, que repetiu o feito do primeiro show e tocou a canção “Evidências”. A novidade é que desta vez a performance contou com a presença na plateia de Xororó, cantor original da música, que apareceu no telão durante a apresentação, levando o público ao delírio. Xororó cantou junto do público, acompanhado do filho Junior Lima e da esposa Noely, e foi foco de diversas capturas de câmera. Setlist sem surpresas O repertório ainda incluiu músicas como “Locked Out of Heaven” e “Just The Way You Are”, além de reprisar a chamada telefônica romântica, desta vez com mais palavras em português, e finalizar com a agitada “Uptown Funk”. O havaino, que se autoapelidou “Bruninho” no Brasil, acabou se tornando o principal nome do festival, embora seja já bem conhecido do público brasileiro. Seis anos após sua última apresentação em território nacional, ele chegou ao festival como o artista de maior cachê já pago pelo empresário Roberto Medina, superando todas as nove edições do Rock In Rio, e correspondeu ao investimento como a atração que mais rapidamente esgotou ingressos no The Town. SÓ QUERO OUVIR VOCÊ DIZER QUE SIM 🥰 E esse momento mais que especial com "Evidências" no show do @BrunoMars? O Xororó e o Júnior curtindo DEMAIS 🫶 #SKYLINE ✨ #BrunoMarsNoMultishow #TheTown2023NoMultishow pic.twitter.com/URzihLuVkf — Multishow (@multishow) September 11, 2023 "Oi, sumida. Eu quero você, gostosa" 🥵🥵🥵 EU TÔ PASSANDO MAL COM ESSA, BRUNINHO! Uma ligação dessas a gente não recusaria NUNCA, né? 📞 @BrunoMars#SKYLINE ✨ #BrunoMarsNoMultishow #TheTown2023NoMultishow pic.twitter.com/GvOc4Xkv2C — Multishow (@multishow) September 11, 2023 BRUNINHO, O SHOWMAN QUE VOCÊ É! 🤩 O impacto de @BrunoMars é impossível de descrever 💥#SKYLINE ✨ #BrunoMarsNoMultishow #TheTown2023NoMultishow pic.twitter.com/6OcBktPA2X — Multishow (@multishow) September 11, 2023
Jão impressiona em show com dragão e efeitos especiais no The Town
O cantor Jão levou a noção de espetáculo a sério, a fazer a última atração do palco The One no festival The Town neste domingo (10/9). O cantor paulista apresentou um show repleto de recursos visuais, incluindo um dragão cenográfico e efeitos pirotécnicos, que capturaram a atenção dos fãs e se tornaram assunto nas redes sociais. Pirotecnia e hits Um dos momentos mais comentados foi quando Jão tocou piano com a mão em chamas durante a execução de “Maria”. A luva especial que usava protegia suas mãos das chamas emitidas por um dispositivo no piano. Além deste, um outro momento de destaque foi quando ele sobrevoou o palco durante a canção “Sinais”. O evento também foi palco para Jão responder aos críticos. “Prefiro responder com meu trabalho, responder com os estádios esgotados. Muito, muito obrigado”, afirmou o cantor. O recado veio em meio a um repertório que misturava músicas dos seus quatro álbuns, incluindo o bem-sucedido “Pirata” e o recente “Super”, que teve a maior estreia do Spotify até a chega de “Escândalo Íntimo” de Luísa Sonza. Mega estrutura A equipe de Jão levou seis carretas de material cenográfico para o evento, incluindo drones que formavam uma bandeira de orgulho bissexual durante a música “Meninos e Meninas”. A ideia de incorporar um dragão gigante foi, segundo o cantor, para representar um símbolo de poder e remeter ao elemento fogo, tema central do seu último álbum, “Super”. O show também serviu de prelúdio para a turnê do novo álbum e foi a culminação de um dia em que os brasileiros, como Iza, Pabllo Vittar e Gloria Groove, brilharam mais que as atrações internacionais. Entretanto, embora a performance tenha deixado muitos de boca aberta e viralizado nas redes sociais, Jão enfrentou os mesmos problemas dos demais artistas que, nos dias anteriores, apresentaram-se antes do headliner do Skyline, com muitos muitos abandonando a apresentação antes do final para ver Bruno Mars, atração principal da noite, devido à distância entre os palcos. O JÃO ENTREGOU TUDO COM ESSA ENTRADA pic.twitter.com/WS2YOD3gtu — julia (@artbuiar) September 11, 2023 que orgulho ver um artista nacional se importando e entregando estrutura e carisma em um único show! o jão é foda, não merece nenhum ataque, não curte é só não ouvir porque falar mal do show é forçar demais, o cara sabe o que faz! #JãoNoMultishow pic.twitter.com/IdxVKs5p8x — didi ★ (@mendespier) September 11, 2023 proxima aula é história e o professor é o jão romania pic.twitter.com/JYCOj0MbUp — ؘ (@tmposdgloria) September 11, 2023 O Jão VOANDO no palco! #JaoNoTheTown #TheTown pic.twitter.com/jDblAk69or — Tracklist (@tracklist) September 11, 2023 O TANTO DE GENTE CANTANDO UMA MÚSICA QUE NÃO TEM NEM UM MÊS, O JÃO É O MOMENTO VOCÊS VÃO TER QUE ACEITAR pic.twitter.com/IcrHd1udrt — lia (@jaorry) September 11, 2023
H.E.R. surpreende com Claudinho e Buchecha no The Town
No penúltimo show do palco Skyline, a cantora americana H.E.R. surpreendeu a plateia do The Town, em São Paulo, com a participação do músico e produtor curitibano Felipe Bide. Famosa por seu R&B contemporâneo, H.E.R. convidou Bide para interpretar a versão em português de “Best Part”, um de seus hits mais conhecidos. No mesmo ritmo, a dupla também apresentou um trecho da música “Quero Te Encontrar”, de Claudinho e Buchecha, que levantou o público. Felipe Bide, conhecido por suas versões em português de sucessos internacionais, já havia revelado nas redes sociais que o convite de H.E.R. veio na semana anterior ao evento, causando palpitações em seu coração, “a 160 bpm”, conforme o músico informou em sua conta. H.E.R. já tinha se apresentado no Rock in Rio, mas esta foi sua primeira performance para o público paulistano. “Essa é minha primeira vez em São Paulo e estou amando a comida, as pessoas”, disse ao microfone. “O Brasil é meu país favorito no mundo. Vocês fazem com que me sinta tão à vontade.” Show com covers Apesar disso, o público demonstrou não conhecê-la tão bem. A artista, cujo nome real é Gabriella Wilson, já ganhou um Oscar e cinco Grammys, mas só tem um álbum oficial, “Back of My Mind”, lançado em 2021. Por isso, o show foi cheio de covers, remetendo a seu início de carreira, quando foi revelada num reality show. A opção chamou atenção porque as escolhas foram totalmente fora de seu estilo. Além do hit de Claudinho e Buchecha, ela entoou “Are You Gonna Go My Way”, de Lenny Kravitz, “I Love Rock’n’Roll”, de Joan Jett, e “We Will Rock You”, do Queen. Fora essas canções, o público deu poucos sinais de conhecer o repertório, embora tenha demonstrado boa vontade para se sacudir, e marcar com palmas e coro o refrão de “Hard Place”, seu maior sucesso. O show também atraiu a atenção da cantora IZA e de seu namorado, Yuri Lima, vistos aproveitando a apresentação em meio à multidão.
Gloria Groove faz show espetacular no The Town
Gloria Groove usou seu show na noite deste domingo (10/9) no palco The One, durante o festival The Town, para lançar o espetáculo “Noites de Gloria”, combinando elementos teatrais com uma estética que evoca o clima das baladas paulistanas. Foi, de fato, um verdadeiro espetáculo, que caiu nas graças do público e entrou para a lista das melhores apresentações do evento. Espetáculo de imagem e som Mostrando seu talento e carisma, a cantora iniciou com “Sobrevivi”, sinalizando o tom da apresentação. Vestida toda de branco e com uma coroa prateada, ela desceu de um pedestal, acompanhada de uma banda e dançarinos, também em branco, criando uma atmosfera mística. Numa performance de grande impacto visual, ela surpreendeu com várias trocas de figurino e pelo uso de efeitos no telão, que exibia uma lua gigante, símbolo da nova turnê. Além disso, os arranjos das músicas foram enriquecidos por um coral gospel e banda, acrescentando uma camada extra de sonoridade à apresentação. Noite de glória Outros pontos altos incluíram a presença do beatmaker Ruxell e uma variedade de ritmos, do pop ao funk. Gloria também optou por medleys, combinando trechos de sucessos como “A Queda”, “Bumbum de Ouro” e “Mil Grau” com samples de outros artistas, como Ja Rule e Valesca Popozuda. E o ápice ocorreu quando hits como “Bonekinha” e “Vermelho” inflamaram o público. “Os dias são de luta, mas as noites são de glória!”, exclamou a cantora, celebrando a apresentação. Com sua apresentação, Gloria rivalizou com nomes internacionais do festival e fez muita gente discutir quem fez o melhor show, ela ou Pabllo Vittar. Ambas arrasaram.
Kim Petras faz show mais fraco do The Town
Kim Petras, primeira cantora trans a liderar as paradas americanas, foi uma das poucas estreias no Brasil da programação do festival The Town, mas não se saiu tão bem quanto Wet Leg no sábado (9/9), banda menos conhecida e patologicamente tímida. A popstar alemã tem 31 anos, sendo 17 deles dedicados ao pop dançante. Com um desempenho abaixo do esperado, ela não conseguiu transformar o autódromo de Interlagos em uma pista de dança efervescente, como era sua intenção. Em vez disso, sua performance encontrou uma audiência indiferente, composta principalmente por fãs de Bruno Mars, que preferiram permanecer sentados ou distraídos com suas selfies. A cantora alemã apostou em canções com títulos provocativos, como “Treat Me Like a Slut” e “They Wanna Fuck”, e incluiu a interpretação de “Unholy”, seu maior sucesso, gravado com Sam Smith. Mas a falta de uma banda de apoio e mudanças de figurino entregaram um show de pouca ambição, que ainda enfrentou problemas técnicos, como falhas de microfone. Petras se estabeleceu ao trabalhar com grandes nomes da produção musical, como Dr. Luke, Cirkut e Max Martin. Contudo, seu show deixa evidente a diferença entre o nível de produção em estúdio e sua performance ao vivo. Para piorar, a falta de originalidade em seus arranjos e a performance amadora sucederam, de forma contrastante, o show consagrador de Pabllo Vittar, que aconteceu minutos antes num palco menor.
Pabllo Vittar toca com banda e faz seu melhor show no The Town
Pabllo Vittar surpreendeu com um show memorável neste domingo (10/9) no festival The Town, em São Paulo. Divergindo do formato habitual de suas performances, a artista incorporou uma banda ao espetáculo, dando novos contornos a seus hits com solos de saxofone e guitarra. O espetáculo aconteceu no palco The One, um dos maiores espaços do evento, e o público compareceu em massa para vibrar com a artista. A inclusão da banda teve um impacto significativo, como ficou claro na reação dos fãs, predominantemente jovens, que responderam com entusiasmo redobrado. Mesmo aqueles menos inclinados ao som de Pabllo responderam positivamente às novas texturas sonoras. Diante das reações entusiasmadas, ela fez questão de frisar ao final da apresentação: “Com ou sem banda, eu sou o show”, deixando claro que o repertório e performance principal era dela. Esta mudança não é estranha à trajetória de Pabllo, que iniciou sua carreira como vocalista da banda do programa “Amor e Sexo” da TV Globo em 2017, antes de lançar-se em carreira solo. A artista parecia à vontade com os músicos, retomando uma dinâmica que faltava em suas recentes apresentações focadas em playback e dança. Participações e manifesto O show foi também marcado pela presença de Liniker e Jup do Bairro, adicionando mais um nível de excitação ao evento. Liniker contribuiu nas músicas “Disk Me” e “Baby 95”, enquanto Jup do Bairro adicionou sua voz em faixas como “Descontrolada” e “O Corre”. Um dos momentos de destaque foi quando Pabllo, erguida por bailarinos durante a performance de “Ultra Som”, do álbum “Batidão Tropical”, declarou com convicção de manifesto: “Meu nome é Pabllo Vittar, eu sou viado, eu sou drag”. A fala ressoou de forma notável, tanto no espaço físico do evento quanto nas redes sociais, onde fãs compartilharam o momento. Após passagens relâmpagos como convidada no Rock in Rio, Pabllo Vittar soube aproveitar um espaço só seu. Dando mostras de que percebeu o que fez, ela se emocionou na hora de sair do palco. Logo na beira dos bastidores, abraçou a mãe com visível sensação de felicidade pela realização de um dos melhores shows de sua carreira.
IZA encarna divindade no The Town
Com ares místicos, IZA abriu o palco principal do último dia do The Town, neste domingo (10/9), encarnando Afrodhit, divindade concebida como tema de seu novo álbum. Também escolheu as faixas recentes do disco “Afrodhit” para abrir o espetáculo numa aposta arriscada, já que o repertório do trabalho recém-lançado não conquistou plenamente os fãs. Em entrevista à Folha, Iza esclareceu que Afrodhit representa seu renascimento, um tema também ligado ao seu recente divórcio. “Vou dedicar [esse show] a todas mulheres que se sentem renascidas. O brilho pode até ofuscar, mas não apaga, não. A gente volta com tudo”, ressaltou. Nomes de peso IZA contou com a presença de MC Carol para dar voz à feminista “Fé nas Maluca”, faixa de trabalho do novo disco, e a funkeira aproveitou para incluir “Meu Namorado é Maior Otário”, que ressoou com o público. Do mesmo modo, o rapper L7nnon subiu ao palco para participar de “Fiu Fiu” e levantou a audiência com seu hit de 2022, “Ai Preto”. Para completar, Djonga marcou presença com “Sintoniza”, faixa também de “Afrodhit”, cujo ponto alto veio do telão, quando ele e IZA pararam diante do letreiro “Fogo nos racistas”, momento ovacionado pela plateia. Covers e hits A artista não se limitou a seu próprio catálogo. Ela cantou “Tá Ok”, do Kevin O Chris e Dennis DJ, e ainda prestou homenagem à Beyoncé, incorporando hits da americana ao setlist, que geraram as comparações entre as duas artistas nas redes sociais. Mas o melhor do show foi a parte final, que trouxe uma seleção de hits da cantora, como “Dona de Mim”, “Pesadão”, “Fé”, “Brisa” e “Ginga”. A recepção mais favorável ao repertório antigo e às participações especiais, acabou demonstrando que, ao contrário de Luísa Sonza, que também tocou diversas músicas de um disco recém-lançado no The Town, o repertório novo de IZA não agradou tanto.
Marina Sena abre último dia do The Town com lágrimas e homenagem à Gal Costa
Marina Sena se emocionou muito ao abrir o último dia do festival The Town no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, neste domingo (10/9). A cantora fez uma apresentação como cover de Gal Costa, falecida em novembro passado, do visual ao repertório. A justificativa foi uma “homenagem” à “maior cantora do mundo” e “a voz que me tirou do interior”. Emoção e Lagrimas Antes mesmo de iniciar o espetáculo, Marina Sena começou a chorar durante entrevista para o Multishow. “Eu que agradeço [a oportunidade de cantar], pra c***. É porque Gal Costa é muito especial pra mim. É um presente gigantesco estar fazendo esse show aqui. Acho que me preparei a vida inteira para cantar esse repertório”, disse a artista, que lutou para segurar as lágrimas. Durante o show, ela reiterou o sentimento ao declarar que suas lágrimas estavam presentes, mas não impediam sua voz. Tributo Musical O repertório selecionado por Marina Sena remeteu ao clássico show “Fa-tal” de 1971 e a versões mais recentes de Gal Costa. E teve seus altos e baixos. Marina Sena encarou desafios ao cantar “Meu nome é Gal”, embora tenha ressaltado que seu nome é Marina. Pequenas falhas vocais e escolhas óbvias não esconderam a reverência com que a cantora executou o repertório, que a maioria do público presente provavelmente desconhecia, pela grande diferença geracional.
Organizador anuncia novos Rock in Rio e The Town
O empresário Roberto Medina, presidente da Rock World e fundador do Rock in Rio, anunciou que o festival volta ao Rio de Janeiro em 2024, e que The Town terá uma nova edição em 2025. A edição do Rock in Rio vai acontecer em setembro como o The Town, entre os dias 13 e 22, e marcará os 40 anos da festividade. Para celebrar o aniversário, Medina disse que haverá outros eventos, incluindo um musical no Rio e em São Paulo, além de um novo Rock in Rio Lisboa – entre os dias 15 e 23 de junho de 2024. The Town 2025 Já o The Town, que encerra sua primeira edição neste domingo (11/9) voltará em 2025 no mesmo local, mas com melhorias. Segundo a organização, cerca de 500 mil pessoas participaram do evento. Cerca de 237 mil utilizaram transporte público como metrô e trem, enquanto 210 mil optaram pelo serviço de ônibus expresso. “Entramos para a história ao fazer o maior festival de música e entretenimento de São Paulo. Exijam mais de mim, porque o próximo vai ser muito melhor e maior. Em serviço, em qualidade, em artistas”, afirmou Roberto Medina. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que The Town movimentou um total de R$ 1,7 bilhão na economia de São Paulo. A taxa de ocupação dos hotéis na capital aumentou 85% em relação à média de setembro nos anos anteriores. Por conta disso, o prefeito Ricardo Nunes indicou a intenção de realizar reformas no autódromo para aumentar a capacidade de público. “Nós temos um problema de espaço”, disse o prefeito. Apesar do sucesso, não faltaram críticas quanto à superlotação do evento, dificuldades no trânsito e demora para transitar entre palcos.
The Town: Festival pop se transforma com rock e tem seu melhor dia
Após uma quinta-feira (7/9) triste, marcada por apresentações protocolares de bandas de pop dançante como Maroon 5 e Chainsmokers, o dia dedicado ao rock foi um oásis no festival The Town. A programação apresentou-se como um espelho do próprio gênero: repleto de contrastes, nostalgia e experimentação. Numa demonstração poderosa do protagonismo feminino no cenário atual, cantoras como Pitty, Shirley Manson (do Garbage), Karen O (do Yeah Yeah Yeahs) e as jovens do Wet Leg chamaram atenção de forma positiva, ressaltando a diversidade do rock em suas múltiplas vertentes. E, cereja do bolo, Foo Fighters se provou o melhor headliner do evento. O melhor do rock brasileiro Pitty inaugurou o dia no palco Skyline com uma performance que homenageou os 20 anos de seu álbum de estreia, “Admirável Chip Novo”. A cantora surpreendeu o público ao colaborar com a Nova Orquestra, grupo sinfônico de jovens talentos, que enriqueceu o conjunto da obra, transformando o show em um evento multidimensional. O álbum “Admirável Chip Novo” não é apenas o primeiro capítulo na trajetória musical de Pitty, mas também um marco do rock brasileiro. Lançado em um período de declínio do gênero no país, o disco ajudou a revitalizá-lo, abrindo espaço para uma nova geração de artistas nos anos 2000 com hits como “Teto de Vidro”, “Máscara” e “Equalize”. Mesmo 20 anos após seu lançamento, o repertório demonstrou seu impacto duradouro, refletido no entusiasmo unânime dos presentes. Com uma presença carregada de nostalgia, mas também de muito significado, a cantora mostrou o valor do rock brasileiro num dia cheio de bandas americanas. O pior do rock brasileiro Por outro lado, o festival também teve maus exemplos do rock nacional. No palco The One, a aparição do Detonautas marcou principalmente pela falta de originalidade e pela participação questionável do convidado Vitor Kley. Terno Rei, com seu indie confortável, caiu no clichê com cover de Legião Urbana. Já o Barão Vermelho fez pior que isso. Agora com seu terceiro vocalista, Rodrigo Suricato, virou praticamente uma banda cover, tocando inclusive o repertório solo de seus antigos vocalistas, Cazuza e Roberto Frejat. Show da MTV dos anos 1990 A primeira atração internacional da noite, Garbage, fez uma apresentação marcante, com um setlist que privilegiou sucessos da MTV dos anos 1990. “Somos sobreviventes dos anos 1990, estamos honrados em estar aqui”, disse a cantora Shirley Manson, que cativou o público, especialmente ao tocar hits como “Only Happy When it Rains” e “Stupid Girl”. A banda mantém a mesma energia, sete anos desde sua última passagem pelo Brasil. Butch Vig, produtor de álbuns icônicos como “Nevermind” do Nirvana e “Siamese Dream” do Smashing Pumpkins, equilibra o som com sua bateria precisa. Shirley Manson, por sua vez, comanda o palco com sua voz multifacetada, capaz de mergulhar em lamentos etéreos ou proclamar uma revolta punk, com direito a cantar cover de “Cities in Dust”, clássico gótico de Siouxsie and the Banshees. Faixas mais recentes do álbum “No Gods No Masters” de 2021 também tiveram espaço, ainda que em menor quantidade. A cantora não poupou palavras durante a performance. “A vida é estranha, não sabemos se vamos voltar. Esperamos que sim, mas somos velhos e cansados”, expressou a cantora de 57 anos. A artista também fez questão de motivar a plateia: “Sejam corajosos e gentis. Amem a si mesmos, nós te amamos, São Paulo, obrigada por tudo”. Dissonância no festival O Yeah Yeah Yeahs subiu ao palco Skyline do festival The Town em uma posição delicada. Convocado para preencher o espaço deixado pelo Queens of the Stone Age, que cancelou por “orientações médicas”, o grupo nova-iorquino tinha a difícil tarefa de conquistar um público que esperava por algo completamente diferente. Formado nos anos 2000, o grupo liderado por Karen O fez sua primeira apresentação no Brasil em uma década, felizmente privilegiando as músicas mais antigas do que o repertório do álbum “Cool it Down”, lançado em 2022, que não agradou. O repertório incluiu “Zero”, “Heads Will Roll”, que trouxe uma chuva de papel picado, o rock de “Date with the Night” e a icônica “Maps”, que foi dedicada ao Queens of the Stone Age, Shirley Manson do Garbage e Dave Grohl do Foo Fighters, numa tentativa de engajar o público. Logo após “Maps” veio momento mais inusitado da noite, quando Karen O interrompeu o show perplexa com uma mulher presa na tirolesa, que cruzava o espaço à frente do palco. “Ela está bem. O socorro chegou”, informou. Foi um concerto em clima ambíguo, com um instrumental dissonante/atmosférico de arrepiar e uma performance energética da cantora, que emocionou os fãs. O problema é que quase não haviam fãs, já que a plateia indiferente apenas aguardava o Foo Fighters, a próxima atração. Fofura indie para poucos A emergente banda britânica Wet Leg, liderada pelas vocalistas e guitarristas Rhian Teasdale e Hester Chambers, trouxe frescor ao line-up do evento. Com um único álbum e apenas um quase hit, “Chaise Longue”, o grupo indie fechou o palco The One sem iluminação especial, convidados ou covers, mas com crise de choro e timidez, diante da plateia mais esvaziada do dia. Enquanto muitos se acomodavam para a chegada do Foo Fighters no palco principal, o Wet Leg fez uma grande entrega emocional do repertório de seu único disco. O horário não favoreceu o grupo, que fez o último show da turnê atual. A certa altura, Rhian se sentou no palco e começou a chorar, enquanto Hester repetia como estava impressionada por tocar no Brasil, falando para dentro, quase balbuciando. Elas são de uma cidadezinha pequena de uma ilha que só tem acesso à Inglaterra de barco, e a timidez foi tanta que Rhian tocou de costas quase todo o tempo, quando não se escondeu no fundo do palco. O som do Wet Leg combina elementos de pós-punk e influência de bandas dos anos 1990 como Breeders, com muitas letras irônicas e uma fofura que só bandas indie preservam. Mas tocou no festival errado. Seria um estouro no Primavera Sound. O fecho triunfal O encerramento ficou por conta da banda mais esperada da noite. Após o cancelamento do show do Foo Fighters em 2022 devido à morte do baterista Taylor Hawkins na véspera, a volta da banda americana ao Brasil levou o Autódromo de Interlagos a um estado de euforia coletiva. Liderada pelo vocalista Dave Grohl, a apresentação se transformou em um misto de tributo e celebração. Impactado pela quantidade de pessoas e o entusiasmo do público, Dave Grohl expressou sua surpresa diversas vezes, pedindo para as luzes se acenderem, de modo a ter a noção exata da plateia, que ele regeu com corais de refrões e gritos numa verdadeira catarse. “Amo tocar para vocês. A plateia brasileira é louca. Já tocamos em vários lugares, mas os brasileiros… É verdade. E vocês sabem disso, né?”, afirmou o músico, banhado pelo “mar de luzes” formado pelos celulares. O show também se tornou um momento para homenagear Taylor Hawkins. Em um dos pontos altos da noite, durante a execução de “Breakout”, Grohl agradeceu ao baterista Josh Freese, que assumiu as baquetas na ausência de Hawkins. “Por favor, dêem boas vindas calorosas e carinhosas para o cara que tornou possível estarmos aqui essa noite: Josh Freese”, proclamou Grohl. Posteriormente, a banda executou “Aurora”, descrita por Grohl como a canção favorita de Hawkins. “Vamos tocar essa música todos as noites até o fim de nossas vidas. Ela era a preferida do Taylor Hawkins”, ressaltou o vocalista. O Foo Fighters fez um espetáculo para agradar aos fãs, desfilando hits consagrados como “Learn to Fly” e “My Hero”, além de músicas do álbum mais recente, “But Here We Are”, lançado em julho deste ano. Todas as faixas foram recebidas com entusiasmo durante mais de duas horas, que foram encerradas, de forma apoteótica, com “Everlong”. Um showzaço de rock, que mostrou que as bandas não precisam fazer metal para tocar pesado, nem gravar música comercial para ter seu repertório cantado integralmente em coro pelo público. Com Grohl conversando com o público o tempo inteiro, foi como se, em vez de mais de 100 mil pessoas, ele tocasse num bar para amigos, numa noite emocional, em que demonstrou enorme prazer de tocar tudo o que o público queria ouvir. Tudo isso é rock, bebê Com as guitarras, baixos e baterias, The Town teve sua melhor noite, mostrando que o pop pode atrair gente, mas é o rock que dá a alma a eventos desse porte, com uma entrega total do público. Até a troca do Queens of Stone Age pelo Yeah Yeah Yeahs foi, de certa forma, interessante por ajudar a tornar o line-up mais abrangente, numa mostra da grande diversidade do rock contemporâneo. Reunindo artistas que marcaram os anos 1990 como Shirley Manson e Dave Grohl, os anos 2000 como Pity e Yeah Yeah Yeahs, e talentos emergentes como Wet Leg, o festival desfilou subgêneros num panorama pouco usual às produções de Roberto Medina, que no Rock in Rio demonstra acreditar que rock é só som pesado, tipo Guns ‘N Roses e Iron Maiden. Rock é muito mais, como o Primavera Sound chega em breve para reforçar.
Pitty faz show icônico de rock brasileiro no The Town
A baiana Pitty abriu o sábado (9/9) de rock no The Town com o único show de rock brasileiro no palco principal do festival. E foi um show icônico. Celebrando sua própria trajetória, a cantora trouxe uma releitura ousada de seu álbum de estreia, “Admirável Chip Novo”, complementada pela participação da Nova Orquestra. O show serviu como extensão da turnê “ACNXX”, que celebra as duas décadas do álbum seminal. A artista abandonou sua costumeira formação de power trio, optando por uma colaboração sinfônica com a Nova Orquestra. Este grupo, composto por jovens músicos, acrescentou uma nova dimensão ao repertório já consolidado de Pitty. O resultado foi uma experiência envolvente que superou as expectativas do público. Ícone do rock nacional O álbum “Admirável Chip Novo” não é apenas o primeiro capítulo na trajetória musical de Pitty, mas também um marco do rock brasileiro. Lançado em um período de declínio do gênero no país, o disco ajudou a revitalizá-lo, abrindo espaço para uma nova geração de artistas nos anos 2000. Antes de sua performance, Pitty reproduziu um áudio de um telefonema a cobrar para o produtor Rafael Ramos. O áudio serviu como um prelúdio nostálgico, remontando à época em que as demos do álbum foram enviadas pelo correio, numa era pré-internet. E emendou logo com os hits “Teto de Vidro” e “Máscara”, envolvendo imediatamente a plateia, com direito a rodinha de mosh. “A questão é: eu vim da Bahia para chegar devagar?”, questionou a cantora na gravação do telefonema histórico, reproduzido durante o show, aludindo à pressa em tornar o rock “Máscara” o primeiro single do álbum. Ela ainda fez uma performance especial em “Equalize”, interagindo com a câmera, que deu ao público a impressão de estar vendo um clipe ao vivo. A decisão de focar no álbum de estreia manteve a plateia engajada durante todo o evento. Mesmo 20 anos após seu lançamento, “Admirável Chip Novo” demonstrou seu impacto duradouro, refletido no entusiasmo unânime dos presentes. Enquanto o material mais novo serviu apenas como complemento, o repertório reforçou a continuidade da relevância de Pitty. Com uma performance carregada de nostalgia, mas também de muito significado, a cantora valorizou o rock brasileiro num dia cheio de bandas americanas. a MAIORAL! @Pitty quer o mundo? eu te dou 💙✨ #IssoÉTheTown #TheTown2023 — The Town (@thetownfestival) September 9, 2023 É O ROCK! Pitty cantando “Máscara” no The Town 💜pic.twitter.com/JuAMjeXiw2 — FC For Pitty (@fcforpitty_ofc) September 9, 2023 Melhor parte do show, pra não esquecer que é um show de rock — n i c a (@corleonica) September 9, 2023 Eu quando tô sentindo a música 🗣️ Day Limns curtindo o show da Pitty no The Town 🎥 | Day Limns via Instagram Stories pic.twitter.com/sGjUvUD2Hi — CLUBE LIMNS (@clubelimns) September 9, 2023 BATE-CABEÇA 👩🏻🎤 Pitty abriu roda de bate-cabeça durante seu show no The Town; veja A cantora mesclou elementos de uma 'orquestra desmistificada' com seus clássicos do rock nacional (Via @EstadaoCultura) https://t.co/ypErsubrd9 pic.twitter.com/3jsQAcj7R1 — Estadão 🗞️ (@Estadao) September 9, 2023 foi lindo demais 🫶 #TheTown2023 #IssoÉTheTown — The Town (@thetownfestival) September 9, 2023 Foi lindo por demais 😍😍😍😍 — Sa Marcele (@Jasha1418) September 9, 2023 Ela a verdadeira headliner do the town multy pic.twitter.com/75OhCdAsCb — erian (@ladxgaga) September 9, 2023 Icônica — Antonio Custódio (@antoniocustod1o) September 9, 2023 ela sendo a única atração que presta hoje — evelyn (@coldemibieber) September 9, 2023 Que momento lindo! Pitty e a Orquestra Nova sendo aplaudida pelo público do The Town. 👏👏 #TheTown #PittyNoMultiShow 🎵🎸 pic.twitter.com/lmocDLat0M — Portal Sucesso Pop (@Sucesso_Pop) September 9, 2023












