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  • Filme

    Escândalo sexual ameaça tirar The Birth of a Nation da corrida do Oscar 2017

    27 de agosto de 2016 /

    Vencedor do Festival de Sundance 2017, o filme “The Birth of a Nation” passou meio ano recebendo elogios rasgados e críticas extremamente positivas. E, diante da política de buscar maior diversidade na Academia, já havia até quem comemorasse antecipadamente um Oscar para Nate Parker, o diretor negro do filme, sobre uma rebelião de escravos que ele próprio escreveu, produziu e estrelou. Até que veio agosto e a notícia de que uma mulher de seu passado cometera suicídio em 2012. O nome dela não foi divulgado, mas sim o fato de ter acusado Parker e Jean Celestin (amigo de Parker e co-roreirista de “The Birth of a Nation”) de tê-la estuprado em 1999, quando eles estudavam na Universidade Penn State. O caso não foi abafado. Ao contrário, foi parar na justiça, com Parker sustentando que a relação tinha sido consensual e a acusação apontando que a jovem estava embriagada e, portanto, sem condições de se defender. Na época, o diretor foi inocentado, mas Celestin chegou a ser condenado, com um novo julgamento sendo marcado para 2005. Mas a vítima decidiu não voltar ao tribunal, o que oficialmente encerrou o julgamento. Sete anos depois, ela se matou. O escândalo voltou à tona em agosto por ocasião de uma entrevista do irmão da vítima para a revista Variety, contando como o estupro teve um efeito terrível em sua irmã, que entrou em depressão profunda e tentou se matar várias vezes antes de finalmente conseguir. Ele terminou seu relato afirmando que a sociedade não deveria celebrar um predador sexual por conta de um filme. A repercussão da reportagem da Variety foi intensa nos EUA e gerou reações imediatas. O próprio Nate Parker se pronunciou, por meio de um comunicado divulgado nas redes sociais. No texto, o diretor lamentou saber do falecimento da moça e se solidarizou com a família da vítima, explicando que ele próprio é hoje pai de filhas, mas mantendo a afirmação de que não se envolveu em um estupro, e sim em uma relação sexual consensual. Mesmo com a declaração, a história continuou fazendo estragos, passando a impressão de que o diretor tinha se safado de uma condenação apenas por “detalhes técnicos”. Assim, exibições especiais de “The Birth of a Nation” foram canceladas tanto nos EUA quanto no exterior. O American Film Institute, por exemplo, realizaria uma exibição com debate nesta semana, mas ela foi adiada indefinidamente. O Festival de Toronto também fez o longa sumir da sua programação, fato confirmado por uma pessoa envolvida em sua organização. A revista The Hollywood Reporter conversou com alguns membros da Academia sobre o caso, e Maria Nasatir, uma das entrevistadas, afirmou não poder “separar o filme do diretor que atacou uma mulher”, e que, por isso, não assistiria ao longa. Outra votante, Rutanya Alda, afirma que verá o filme porque “vê tudo”, mas que será difícil manter um julgamento neutro após acompanhar o caso e saber dos relatos de que Parker e Celestin ainda perseguiram a vítima de estupro após ela relatar o fato às autoridades na época. Segundo o site Indie Wire, o estúdio Fox Searchlight ainda tentará sustentar a campanha do longa até se definirem os candidatos ao Oscar. Afinal, investiu uma pequena fortuna para adquirir os direitos de “The Birth of a Nation” durante o Festival de Sundance. E o escândalo pode, inclusive, mudar algumas práticas de aquisição de filmes independentes daqui para frente, mesmo diante da empolgação da crítica durante o ciclo das premières em festivais. Se as chances de Oscar para “The Birth of a Nation” parecem cada vez mais distantes, avaliações mais pessimistas garantem que os desdobramentos do caso podem até representar o fim antecipado da carreira do próprio Nate Parker, aplaudido de pé há apenas sete meses. “The Birth of a Nation” tem estreia marcada para 7 de outubro nos EUA e apenas 26 de janeiro no Brasil. Confira o trailer original da produção abaixo.

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  • Filme

    Remake de Sete Homens e um Destino vai abrir o Festival de Toronto

    27 de julho de 2016 /

    O remake do clássico western “Sete Homens e um Destino” será o filme de abertura do Festival de Toronto. A produção estrelada por Denzel Washington e Chris Pratt será exibida no dia 18 de setembro, abrindo mais cedo a temporada de premiações deste ano, que culmina no Oscar 2017. Além do western dirigido por Antoine Fuqua, a organização divulgou os principais longas da programação do festival. Entre eles, destacam-se alguns títulos já vistos em festivais e cotados para o Oscar, como “The Birth of a Nation”, o drama escravagista de Nate Parker que venceu o Festival de Sundance, e “Loving”, de Jeff Nichols, também sobre racismo e elogiado no Festival de Cannes. As premiéres incluem ainda novos longas de cineastas norte-americanos já consagrados, como “Arrival”, de Denis Villeneuve, “JT + The Tennessee Kids”, de Jonathan Demme, “Snowden”, de Oliver Stone, “LBJ”, de Rob Reiner, “Nocturnal Animals”, de Tom Ford, e “La La Land”, de Damien Chazelle, que abrirá o Festival de Veneza. A lista de títulos internacionais em primeira exibição na América do Norte também é impressionante, com “Queen of Katwe”, da indiana Mira Nair, “A Comunidade”, do dinamarquês Thomas Vinterberg, “Their Finest”, da dinamarquesa Lone Scherfig, “Salt and Fire”, do alemão Werner Herzog, “The Salesman”, do iraniano Asghar Farhadi, “The Handmaiden”, do sul-coreano Park Chan-wook, “Daguerrotype”, do japonês Kiyoshi Kurosawa, “Elle”, do holandês Paul Verhoeven”, “Frantz”, do francês François Ozon, “Things to Come”, da francesa Mia Hansen-Løve”, “The Oath”, dos islandês Baltasar Kormákur, “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, do espanhol J.A. Bayona, “The Secret Scripture”, do irlandês Jim Sheridan, “American Honey”, da inglesa Andrea Arnold, e “American Pastoral”, estreia do ator escocês Ewan McGregor na direção, entre muitos outros longas notáveis. Confira abaixo a lista completa da primeira leva de filmes divulgados do evento. Programação do Festival de Toronto 2016 Estreias “Arrival” (Denis Villeneuve) “Deepwater Horizon” (Peter Berg) “The Headhunter’s Calling” (Mark Williams) “The Journey is the Destination” (Bronwen Hughes) “JT + The Tennessee Kids” (Jonathan Demme) “LBJ” (Rob Reiner) “Lion” (Garth Davis) “Loving” (Jeff Nichols) “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” (J.A. Bayona) “Planetarium” (Rebecca Zlotowski) “Queen of Katwe” (Mira Nair) “The Rolling Stones Olé Olé Olé! : A Trip Across Latin America” (Paul Dugdale) “The Secret Scripture” (Jim Sheridan) “Snowden” (Oliver Stone) “Strange Weather” (Katherine Dieckmann) “Their Finest” (Lone Scherfig) “A United Kingdom”(Amma Asante) Apresentações Especiais “The Age of Shadows (Miljeong)” (Kim Jee woon) “All I See Is You” (Marc Forster) “American Honey” (Andrea Arnold) “American Pastoral” (Ewan McGregor) “Asura: The City of Madness” (Kim Sung-soo) “Barakah Meets Barakah (Barakah yoqabil Barakah)” (Mahmoud Sabbagh) “Barry” (Vikram Gandhi) “Birth of the Dragon” (George Nolfi) “The Birth of a Nation” (Nate Parker) “Bleed for This” (Ben Younger) “Blue Jay” (Alex Lehmann) “Brimstone” (Martin Koolhoven) “BrOTHERHOOD” (Noel Clarke) “Carrie Pilby”(Susan Johnson) “Catfight” (Onur Tukel) “City of Tiny Lights” (Pete Travis) “The Commune (Kollektivet)” (Thomas Vinterberg) “Daguerrotype (Le Secret de la chambre noire)” (Kiyoshi Kurosawa) “A Death in the Gunj” (Konkona Sensharma) “Denial” (Mick Jackson) “Elle” (Paul Verhoeven) “Foreign Body (Jassad Gharib, Corps Etranger) Raja Amari, Tunisia/France “Frantz” (François Ozon) “The Handmaiden (Agassi)” (Park Chan-wook) “Harmonium (Fuchi ni tatsu)” (Kôji Fukada) “I Am Not Madame Bovary” (Feng Xiaogang) “The Journey” (Nick Hamm) “King of the Dancehall” (Nick Cannon) “La La Land” (Damien Chazelle) “The Limehouse Golem” (Juan Carlos Medina) “Manchester by the Sea” (Kenneth Lonergan) “Maudie” (Aisling Walsh) “Neruda” (Pablo Larraín) “Nocturnal Animals” (Tom Ford) “The Oath” (Baltasar Kormákur) “Orphan (Orpheline)” (Arnaud des Pallières) “Paris Can Wait” (Eleanor Coppola) “Paterson” (Jim Jarmusch) “The Salesman” (Asghar Farhadi) “Salt and Fire” (Werner Herzog) “Sing” (Garth Jennings) “Souvenir” (Bavo Defurne) “Things to Come (L’Avenir)” (Mia Hansen-Løve) “Toni Erdmann” (Maren Ade) “Trespass Against Us” (Adam Smith) “Una” (Benedict Andrews) “Unless” (Alan Gilsenan) “The Wasted Times (Luo Man Di Ke Xiao Wang Shi)” (Cheng Er)

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  • Filme

    The Birth of a Nation: Vencedor do Festival de Sundance ganha pôster impactante

    16 de julho de 2016 /

    A Fox Searchlight divulgou um pôster impactante de “The Birth of a Nation”, drama escravagista que venceu o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio do Público no Festival de Sundance em 2016. A arte traz o ator, diretor, roteirista e produtor Nate Parker com uma bandeira americana enrolada no seu pescoço, no formato de uma forca. O filme sobre a rebelião de escravos americanos de 1831 já é cotado como forte candidato ao Oscar do ano que vem. E tem tudo para gerar discussões, a começar pelo título, que é o mesmo de um marco cinematográfico, o clássico do cinema mudo “Nascimento de uma Nação”, dirigido em 1915 por D.W. Griffith. O “Nascimento” original descrevia os negros de forma estereotipada, com atores brancos pintados de preto, e apresentava os integrantes da organização racista Ku Klux Klan como heróis. O novo é seu oposto, girando em torno de Nat Turner (o personagem de Nate Parker), escravo que liderou uma rebelião de 48 horas contra fazendeiros no estado da Virgínia em 1831, provocando uma retaliação violenta dos brancos. O elenco também inclui Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”), Jackie Earle Haley (“A Hora do Pesadelo”), Penelope Ann Miller (“O Artista”), Aja Naomi King (série “How to Get Away with Murder”) e Mark Boone Jr. (série “Sons of Anarchy”). A estreia está marcada para 7 de outubro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil. Veja também o trailer anteriormente divulgado

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    The Birth of a Nation: Vencedor do Festival de Sundance ganha pôster e novo trailer potente

    26 de junho de 2016 /

    A Fox Searchlight divulgou o pôster e o segundo trailer de “The Birth of a Nation”, drama escravagista que venceu o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio do Público no Festival de Sundance em 2016. O filme sobre a rebelião de escravos americanos de 1831 teve seus direitos de distribuição comprados pelo estúdio por um valor recorde para o festival: US$ 17,5 milhões. A prévia demonstra a força da produção ao potencializar as cenas de submissão, opressão e desumanidade numa revolta catártica. O filme foi escrito, dirigido, produzido e estrelado por Nate Parker e já é cotado como forte candidato ao Oscar do ano que vem. E tem tudo para gerar discussões, a começar pelo título, que é o mesmo de um marco cinematográfico, o clássico do cinema mudo “Nascimento de uma Nação”, dirigido em 1915 por D.W. Griffith. O “Nascimento” original descrevia os negros de forma estereotipada, com atores brancos pintados de preto, e apresentava os integrantes da organização racista Ku Klux Klan como heróis. O novo é seu oposto, girando em torno de Nat Turner (vivido por Nate Parker), escravo que liderou uma rebelião de 48 horas contra fazendeiros no estado da Virgínia em 1831, provocando uma retaliação violenta dos brancos. O elenco também inclui Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”), Jackie Earle Haley (“A Hora do Pesadelo”), Penelope Ann Miller (“O Artista”), Aja Naomi King (série “How to Get Away with Murder”) e Mark Boone Jr. (série “Sons of Anarchy”). A estreia está marcada para 7 de outubro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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    The Birth of a Nation: Veja o trailer do vencedor de Sundance que já é favorito ao Oscar 2017

    16 de abril de 2016 /

    A Fox Searchlight divulgou o primeiro trailer de “The Birth of a Nation”, drama escravagista que venceu o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio do Público no Festival de Sundance de 2016. O filme sobre a rebelião de escravos americanos de 1831 teve seus direitos de distribuição comprados pelo estúdio por um valor recorde para o festival: US$ 17,5 milhões. A prévia mostra cenas de submissão e revolta, ao som do clássico blues “Strange Fruit”, em gravação arrepiante de Nina Simone. O filme foi escrito, dirigido, produzido e estrelado por Nate Parker e já é cotado como forte candidato ao Oscar do ano que vem. Na entrevista coletiva do festival, Parker contou que lutou para tirar a obra do papel por sete anos, mas encontrou muitas dificuldades para levar o projeto adiante. Alguns investidores lhe disseram que “não havia público para essa história” e que “as pessoas fora do país não querem ver gente de cor”. Por isso, precisou investir de seu próprio bolso e sacrificar algumas prioridades de sua vida. “The Birth of a Nation” tem tudo para gerar discussões, a começar pelo título, que é o mesmo de um marco cinematográfico, o clássico do cinema mudo “Nascimento de uma Nação”, dirigido em 1915 por D.W. Griffith. O “Nascimento” original descrevia os negros de forma estereotipada, com brancos pintados de preto, e apresentava os integrantes da organização racista Ku Klux Klan como heróis. O novo é seu oposto, girando em torno de Nat Turner (vivido por Nate Parker), escravo que liderou uma rebelião de 48 horas contra fazendeiros no estado da Virgínia em 1831, provocando uma retaliação violenta dos brancos. O elenco também inclui Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”), Jackie Earle Haley (“A Hora do Pesadelo”), Penelope Ann Miller (“O Artista”), Aja Naomi King (série “How to Get Away with Murder”) e Mark Boone Jr. (série “Sons of Anarchy”). A estreia está marcada para 7 de outubro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Filme sobre revolta de escravos é aplaudido de pé no Festival de Sundance

    26 de janeiro de 2016 /

    A première de “The Birth of a Nation”, filme escrito, dirigido e estrelado por Nate Parker (“Sem Escalas”), causou comoção no Festival de Sundance. Aplaudido de pé pelo público, o drama sobre escravidão também arrancou os elogios mais entusiasmados da crítica durante a cobertura da atual edição do festival do cinema independente americano. O longa mostra uma rebelião de escravos no século 19 e toma emprestado o título de um marco cinematográfico, o clássico do cinema mudo “Nascimento de uma Nação”, dirigido em 1915 por D.W. Griffith. Naquela época, o filme descrevia os negros de forma estereotipada e apresentava os integrantes da organização racista Ku Klux Klan como heróis. “Fiz esse filme por um motivo: criar agentes de transformação”, disse Parker, na entrevista coletiva após a exibição do filme. “Sempre lidamos com nossa história, especialmente a escravidão, de forma muita higienizada. Há uma resistência em lidar com esse material”, ele proclamou. O filme surge num momento em que a discussão racial ocupa espaço na cobertura de Hollywood, em meio aos protestos pela falta de atores negros entre os indicados ao Oscar pelo segundo ano consecutivo. Parker disse que vem trabalhando no roteiro há sete anos, mas encontrou muitas dificuldades para levar o projeto adiante. Ele revelou que alguns investidores que procurou chegaram a dizer que “não havia público para essa história” e que “as pessoas fora do país não querem ver gente de cor”. Por isso, precisou investir de seu próprio bolso e sacrificar algumas prioridades de sua vida. A situação mudou drasticamente após a repercussão do filme em Sundance, que levou os estúdios de Hollywood a brigarem pelo direito de distribuí-lo nos cinemas, pois a obra já é tida como um potencial favorito ao Oscar 2017. A Fox Searchlight acabou ficando com a produção por US$ 17,5 milhões, o valor mais elevado já pago pela distribuição de um filme do festival. Mas consta que o Netflix chegou a oferecer US$ 20 milhões. Na hora de se decidir, o diretor optou pela Fox, baseando-se na distribuição do vencedor do Oscar 2014, “12 Anos de Escravidão”.

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