Série Z Nation é renovada para sua 3ª temporada
O canal pago americano Syfy renovou “Z Nation”, série trash de zumbis, para sua 3ª temporada. Bem diferente de “The Walking Dead”, a atração gira em torno de um grupo encarregado de levar um homem imune às mordidas de zumbis ao Centro de Controle de Doenças de Los Angeles, que encontram, pelo caminho, todo o tipo de variação zumbi possível, desde zumbis radioativos até zumbis transgênicos, que, cultivados numa plantação de cannabis, rendem uma maconha mais potente. Apareceram também zumbis alienígenas, a versão zumbi de George R.R. Martin (sério, mas não sério) e zumbinardos, vindos do céu em tornados, como os famosos tubarões dos telefilmes do canal. Isto porque a produtora Asylum é a mesma da franquia “Sharknado”. A série foi criada por Karl Schaefer (roteirista de “The Dead Zone” e produtor de “Eureka”) e o elenco é formado por DJ Qualls (série “Sobrenatural”), Kellita Smith (série “The Bernie Mac Show”), Keith Allan (“Noite dos Zumbis”), Russell Hodgkinson (“Candidatos a Encrenca”), Anastasia Baranova (“A Brasileira”), Matt Cedeño (série “Devious Maids”) e o estreante Nat Zan. Atualmente no terço final de sua 2ª temporada, “Z Nation” voltará com novos episódios em 2016.
Preacher: Série de terror baseada nos quadrinhos da Vertigo ganha primeiro trailer
O canal pago americano AMC divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Preacher”, adaptação dos quadrinhos homônimos da Vertigo (selo adulto da DC Comics). A prévia exibe algumas cenas aceleradas, entre elas os instantes que precedem a grande tragédia do piloto, enquanto o pastor do título discute violência com uma criança. O desfecho mostra o pastor na cadeia, encontrando Cassidy. A série acompanha o que acontece depois da igreja do pastor Jesse Cutler ser fulminada por um raio (na verdade, uma entidade vinda dos céus), que extermina todos os fiéis e confere ao religioso poderes divinos. Determinado a descobrir o que aconteceu no Céu, ele se junta a um vampiro bêbado e uma ex-namorada pistoleira numa jornada que cruza o interior dos EUA em busca de Deus. O ator Dominic Cooper (série “Agent Carter”) vive o protagonista, o papel do vampiro Cassidy foi parar nas mãos de Joseph Gilgun (série “Misfits”) e Tulip, que é loira nos quadrinhos, será vivida por Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”). A produção também trará Ian Colletti (série “Rake”) no papel do polêmico Cara de Cu, que destruiu o rosto numa tentativa malfadada de suicídio, em homenagem a Kurt Cobain. Além deles, Lucy Griffiths (séries “True Blood” e “Constantine”) vai aparecer como uma nova personagem, criada especialmente para a TV, e Elizabeth Perkins (série “Weeds”) interpretará uma vilã, que nos quadrinhos é homem. A série foi desenvolvida pelo roteirista Sam Catlin (série “Breaking Bad”) em parceria com a dupla Seth Rogen e Evan Goldberg (“É o Fim” e “A Entrevista”). Rogen e Goldberg também assinam o piloto, além de produzir junto com Catlin e Neal H. Moritz (franquia “Velozes & Furiosos”). Ainda não há previsão para a estreia na TV.
The Boy: Terror estrelado por atriz de The Walking Dead ganha pôster e trailer
A STX Entertainment divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Boy”, terror estrelado por Lauren Cohan (série “The Walking Dead”). A prévia resume a trama, ao mostrar a personagem da atriz ser contratada como babá de um boneco com as feições de um menino morto. Quando os patrões a deixam sozinha na casa, com uma lista de regras, ela logo descobre que ignorar as instruções e deixar o boneco sozinho é a última coisa que deveria fazer. O elenco também inclui Rupert Evans (série “The Village”), Ben Robson (série “Vikings”) e Diana Hardcastle (“O Exótico Hotel Marigold”). Com direção de William Brent Bell (“Filha do Mal”), “The Boy” chega aos cinemas americanos em 22 de janeiro e Ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
Série Ash vs. Evil Dead é renovada para sua 2ª temporada
O canal pago americano Starz anunciou a renovação da série “Ash vs Evil Dead”. O mais curioso é que o anúncio foi feito antes mesmo da estreia de sua 1ª temporada, que aconteceu em 31 de outubro, dia do Halloween. Confiante no sucesso da atração, a emissora encomendou a produção de novos episódios para 2016. A série retoma a trama da franquia de terror “Evil Dead” – traduzida no Brasil alternadamente como “A Morte do Demônio” e “Uma Noite Alucinante” , trazendo Bruce Campbell de volta ao papel do matador de demônios Ashley J. Williams, com direito à sua indefectível prótese de motosserra. Na trama, Ash volta a enfrentar as criaturas satânicas dos primeiros filmes – “A Morte do Demônio” (1981), “Uma Noite Alucinante” (1987) e “Uma Noite Alucinante 2” (1992) – após uma praga demoníaca ameaçar destruir a humanidade. Além dele, a atração será estrelada por Jill Marie Jones (série “Sleepy Hollow”), Dana DeLorenzo (série “The Late Late Show with Craig Ferguson”), Ray Santiago (série “Touch”), Lucy Lawless (série “Salem”) e Mimi Rogers (“Austin Powers”). O primeiro episódio de “Ash vs. Evil Dead” tem direção do cineasta Sam Raimi (“Oz, Mágico e Poderoso”), diretor da trilogia original no cinema.
Terror Annabelle vai ganhar sequência
A boneca Annabelle vai retornar em uma sequência do longa de terror que levou seu nome. De acordo com o site The Tracking Board, o estúdio New Line deu sinal verde para o roteirista Gary Dauberman, que escreveu o primeiro filme, desenvolver a continuação. “Annabelle” surgiu como spin-off de outro sucesso, o terror “Invocação do Mal”, e foi um grande sucesso nas bilheterias no ano passado, arrecadando cerca de US$ 250 milhões mundialmente. Diante de seu orçamento modesto de apenas US$ 6,5 milhões, era questão de tempo até o estúdio oficializar a produção de um novo filme. O diretor John Leonetti, responsável pelo longa de 2014, não deve retornar para a continuação. O estúdio está à procura de um novo diretor para, só então, marcar a data de lançamento. Enquanto isso, os fãs da franquia podem se contentar com a estreia de “Invocação do Mal 2”, que voltará a ser dirigido por James Wan e tem lançamento marcado para 9 de junho de 2016 no Brasil.
The Neon Demon: Elle Fanning aparece ensanguentada nas primeiras fotos
A Bold Films divulgou as primeiras fotos do filme “The Neon Demon”, do diretor Nicolas Winding Refn (“Drive”), que destacam a atriz Elle Fanning (“Malévola”), protagonista da trama. Ela aparece ensanguentada em duas imagens – numa delas, ao lado do diretor. A trama foi escrita pelo próprio Refn em parceria com a estreante Mary Laws, e, segundo o cineasta, gira em torno de “uma beleza viciante”. Inspirado na história medieval da condessa Isabel Bathory, que segundo a lenda se banhava no sangue de virgens para permanecer jovem e bela, o longa mostrará um grupo de modelos que vai ao extremo para encontrar o caminho do sucesso, passando até pelo canibalismo. O elenco ainda inclui Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”), Jamie Clayton (série “Sense8”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Bella Heathcote (“Sombras da Noite”), Christina Hendricks (série “Mad Men”) e Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). “The Neon Demon” tem estreia prevista para março nos EUA e apenas para agosto no Brasil.
Atividade Paranormal – Dimensão Fantasma exalta agonia do terror “found footage”
Após um hiato de três anos, “Atividade Paranormal – Dimensão Fantasma”, quinto filme da franquia – que ainda inclui dois spin-offs passados no Japão e numa comunidade latina – chega aos cinemas para finalmente responder as perguntas da trama original. O problema é que os produtores parecem não saber como responder também à proliferação, repetição e esgotamento da tendência iniciada pelo primeiro filme: o terror baseado na estética “found footage” (gravações encontradas). A solução parece mais uma mostra de desespero do que realmente uma inovação: usar o 3D para tentar assustar mais as plateias. Acontece que, por mais que algumas cenas em close-up incomodem e até ameacem render sustos (daqueles bem baratos), o recurso só serve para tornar a fotografia (de câmera amadora) mais escura. É um tiro no pé, pois distrai ainda mais o espectador no cinema. E como o enredo é fraco, a direção é ruim e os atores piores ainda, sobram pontos negativos para o filme, que não consegue ser nem sombra dos demais. Nem mesmo do mais fraco da franquia, justamente o anterior. O fato deste quinto capítulo ter relação com eventos que ocorreram em vários longas é um complicador adicional, pois há a necessidade de relembrar/conhecer detalhes sobre uma seita diabólica de sequestro de crianças, com ligações com entidades malignas. Na nova trama, outra família se muda para a mesma casa que foi palco dos eventos mostrados anteriormente e lá encontra algumas fitas VHS antigas. A princípio, o pai acredita se tratar de fitas pornôs caseiras. Mas logo percebe o quão estranhas são as imagens, ainda mais quando elas dialogam com ele: a garotinha do vídeo parece enxergá-lo e ouvi-lo. Para completar, ele também encontra uma câmera que é capaz de visualizar espíritos ou entidades invisíveis ao olho humano. É a deixa para a entrada em cena do 3D, com efeitos especiais que destoam completamente da proposta dos filmes precedentes, de mostrar imagens mais realistas, mais próximas mesmo dos registros de uma câmera caseira. Ao final, o resultado escancara a referência, até então mal-disfarçada na franquia, de “Poltergeist” (1982), e consegue se sair muito pior do que o péssimo remake recente do clássico de Tobe Hooper. “Atividade Paranormal ” foi responsável pela popularização da estética “found footage “, este último (espera-se que seja mesmo o último) serve, ao menos, para enterrar de vez a tendência. “Found footage ” com 3D? Não há mais o que apelar.
O Diabo Mora Aqui: Terror nacional ganha primeiro trailer e pôster
Foi divulgado o pôster e o primeiro trailer do terror brasileiro “O Diabo Mora Aqui”. Filmado por apenas R$ 250 mil, sem apoio de leis de incentivo, em uma fazenda em Amparo, interior de São Paulo, o longa parte da conhecida premissa dos jovens que vão passar um fim de semana em uma casa isolada com fama de mal-assombrada, mas inclui em sua trama folclore e lendas urbanas brasileiras. O elenco inclui Mariana Cortines (novela “Malhação”), Pedro Carvalho (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Sidney Santiago (da vindoura novela “Escrava Mãe”). A direção é da dupla Dante Vescio e Rodrigo Gasparini, que antes fizeram o curta “M Is for Mailbox” (2014). “O Diabo Mora Aqui” teve sua première internacional no Festival de Sitges, em Barcelona, um dos principais festivais de cinema de terror e fantasia, e só deve estrear no Brasil em 2016.
A Colina Escarlate materializa a beleza do terror
“A Colina Escarlate” oferece um sopro de beleza, de amor, de violência e de intensidade num ano escasso de obras de terror relevantes. E ainda assim tem dividido bastante as opiniões de público e crítica. Não é difícil entender porquê. Assim como seu filme anterior, “Círculo de Fogo”, homenagem aos filmes de monstros gigantes japoneses, a nova obra de Guillermo del Toro é um presente para os fãs de um subgênero muito específico: o horror gótico de Roger Corman (as adaptações de contos de Edgar Allan Poe), da produtora britânica Hammer (o sobrenome Cushing não foi escolhido à toa) e até dos pioneiros do giallo italiano. Trata-se de uma homenagem aos filmes de pavor dos anos 1960, inclusive no modo como o cineasta constrói seus personagens, que às vezes parecem um tanto exagerados em suas intenções. A direção de arte e a fotografia são impressionantemente estupendas em sua elegância, e por isso o local onde acontece a maior parte da trama é fundamental: um castelo decadente na Inglaterra. O castelo está submergindo numa espécie de lama vermelha, que é a matéria-prima da obsessão de Thomas, o personagem de Tom Hiddleston (“Thor”), que planeja, junto com sua irmã Lucille (Jessica Chastain, de “Interestelar”), conseguir dinheiro casando-se com a jovem herdeira americana Edith (Mia Wasikowska, de “Segredos de Sangue”). Na verdade, a intenção dos dois é ainda mais criminosa do que aparenta. Chama a atenção o modo como os monstros e os fantasmas são ao mesmo tempo horríveis e aterrorizantes na trama, mas não tanto quanto os vivos, esses sim capazes de causar dor e morte. Edith é assombrada pelo fantasma de sua mãe, que surge parecida com a criatura de “Mama” (2013), não por acaso uma produção de del Toro estrelada por Chastain. Entretanto, falta à “Colina Escarlate” justamente o sentimentalismo de “Mama” (dirigido pelo argentino Andrés Muschietti). A frieza marca os personagens, como costumava marcar os papeis de Vincent Price e Peter Cushing nos clássicos de referência da obra. Assim como a canastrice. Na pele de Lucille, a irmã fria e malévola, Jessica Chastain rouba todas as cenas em que aparece. Há quem considere uma composição exagerada. Mas é a melhor personagem do filme, a que mais se aproxima do mal arquétipo das bruxas de contos de fadas ou dos filmes de horror góticos. O forte do cineasta mexicano, porém, é a construção do conto macabro, pontuando a trama com violência gráfica, que mancha a tela de vermelho. O tom, aliás, já se pronuncia desde o início do filme, quando o logo da Universal Pictures desponta em escarlate, apontando para a valorização da cor pelo diretor A beleza das cenas sangrentas e violentas não encontra paralelos no horror contemporâneo, evocando os clássicos de Mario Bava e Dario Argento. Mas Del Toro não desaparece por trás das referências, manifestando sua marca autoral por meio de algumas de suas obsessões, como o pavor de insetos, insinuado desde seus primeiros filmes, “Cronos” (1993) e “Mutação” (1997), além de refazer o labirinto de “O Labirinto do Fauno” (2006) como a mansão que esconde segredos atrás de cada porta. Um terror belo não é um paradoxo. É uma obra de Guillermo del Toro.
Bata Antes de Entrar encontra diversão na tortura erótica
Eli Roth fez “Bata Antes de Entrar” (2015) depois de “Canibais” (2013), seu filme-homenagem a “Canibal Holocausto” (1980), mas com as dificuldades enfrentadas para distribuir aquela obra, o novo trabalho acabou chegando antes aos cinemas. Muito provavelmente por ser um exemplar mais leve da filmografia sangrenta do cineasta, que ganhou notoriedade por conta de “O Albergue” (2005). Vale lembrar que “O Albergue” surgiu durante um momento particularmente intenso dos filmes de horror, a fase ultraviolenta dos chamados “torture porns”. A mistura de sexo e tortura ainda está presente em “Bata Antes de Entrar”, mas seu terror é muito mais psicológico do que físico, num diálogo com “Violência Gratuita” (1997), de Michael Haneke. Pena que Eli Roth não tenha a classe de Haneke para compor a história do homem de família (Keanu Reeves) que cai na teia de duas moças sedutoras, ao abrir a porta de sua casa para um inferno crescente. A premissa é típica de VHS pornô. Duas gostosas batem na porta de um pai de família que passa o fim de semana sozinho. Apropriadamente molhadas de chuva, elas só querem usar o telefone. E, claro, tirar logo as roupas para materializar a cena de sexo a três. O fato de Keanu Reeves estar exageradamente canastrão – como se ele não estivesse levando a sério o filme – contribui para que a sensação de suspensão da descrença seja abalada. Reeves é um ator limitado, mas já demonstrou ser mais funcional em outras ocasiões. Assim, o filme sobra nas mãos das duas meninas, as chilenas Lorenza Izzo (mulher do diretor) e Ana de Armas. Elas dominam as cenas em todos os sentidos, explorando a fraqueza masculina para benefício próprio e impondo suas presenças até quando deixam de ser bem-vindas. Por mais que os filmes de horror tenham como característica recorrente punir a promiscuidade com a morte, Roth parece não ter a intenção de criar um conto moral sobre tentação e pecado. Embora se preste ao formato de parábola sobre infidelidade conjugal, “Bata Antes de Entrar” está mais para uma sátira desse tipo de horror moralista, assumida na diversão delirante das duas atrizes – embora as acusações de pedofilia brandidas contra o protagonista tendam a cruzar a fronteira para o tipo de acerto de contas de “Menina Má.com” (2005). Na verdade, a ideia não é original. “Bata Antes de Entrar” é um remake de “Jogo Mortal” (1977), um suspense obscuro, mas cultuado, dirigido por Peter S. Traynor e estrelado por Sondra Locke e Colleen Camp, que aparecem no filme de Roth como coprodutores. O original era sombrio, perigoso e tratado quase como tabu, pelo conteúdo sadomasoquista. Já a refilmagem se dá com cores vivas, clima lúdico e liberada para maiores de 14 anos no Brasil.
Possessão do Mal é prego no caixão dos terrores de vídeo encontrados
Protagonistas de filmes de terror não são os seres humanos mais inteligentes da face da Terra, mas Michael King, personagem de Shane Johnson (série “Power”) em “Possessão do Mal”, bate o recorde em termos de estupidez. Após a morte da esposa, ele resolve provar para o mundo que nem Deus ou o Diabo existem sob o Sol. Para isso, ele passa a documentar e participar de diversos rituais obscuros e bizarros. Como todo mundo imagina, isso não vai muito certo. O filme é mais um prego no caixão do estilo “found footage” (dos vídeos encontrados), esquecendo frequentemente do formato e fazendo a gente acreditar que, mesmo possuído pelo coisa-ruim, King ainda se preocuparia em filmar e editar sua obra para a posteridade. No mais, sobram cenas genéricas do protagonista sendo puxado para trás, pegando fogo, fazendo contorcionismo e desenhando pentagramas em si mesmo. Nem o cachorro da família escapa. Contando com alguns momentos hilários no melhor estilo “Um Espírito Baixou em Mim” (1984), o filme ainda conta com uma conclusão que plagia “O Exorcista” (1973) sem a menor vergonha.’,’Possessão do Mal é prego no caixão dos terrores de vídeos encontrados










