Cidade dos Mortos: Veja um curta de zumbis passado em São Paulo
O curta “Cidade dos Mortos” é uma boa surpresa na produção de terror nacional. Não há muita história, mas, considerando seus 5 minutos de duração, o clima e a boa fotografia compensam com bastante tensão, acompanhando um rápido passeio da protagonista (Fernanda Gonçalves) entre a segurança de seu carro e o indefectível corredor escuro, onde um zumbi mastiga sua mais recente vítima. Disponibilizado há uma semana no YouTube, o vídeo da matadora de zumbis (possivelmente concebida após um menáge à trois entre Buffy, Daryl e Dean Winchester) já tem mais de 25 mil visualizações. Em seu canal oficial, ele é descrito como a abertura de um projeto maior. “Trata-se dos primeiros 5 minutos de um longa metragem de zumbis ambientado na cidade de São Paulo”, diz o texto. A direção é de Uirá O.W., enquanto roteiro, fotografia e produção são de Rodrigo Prata. Os dois ainda dividem a edição.
Através da Sombra: Veja trailer de terror brasileiro com Domingos Montagner
A Europa Filmes divulgou o pôster, as fotos e o trailer do terror nacional “Através da Sombra”, que surpreende por fugir do padrão de filme B que marca o gênero no Brasil. O bom acabamento e o apuro na recriação de época se deve à assinatura do veterano cineasta Walter Lima Jr., que ao longo da carreira se aventurou com coragem pelo cinema fantástico, por meio de filmes como “Ele, o Boto” (1987), “O Monge e a Filha do Carrasco” (1996) e “A Ostra e o Vento” (1997). O filme também registra um dos últimos papéis da carreira de Domingos Montagner, falecido em setembro. Sua participação, porém, é pequena. A prévia tem cenas do “jogo do copo” (antepassado do tabuleiro de ouija), mansão mal-assombrada, aparições de fantasmas e crianças sinistras. Curiosamente, a ambientação gótica do começo lembra o clássico “Jane Eyre”, de Charlotte Brontë, mas a adaptação é, na verdade, de “A Volta do Parafuso”, clássico fantástico de Henry James, já filmado várias vezes – a mais recente, em 2009, com Michelle Dockery (série “Downton Abbey”) no papel da professora. A trama gira em torno de Laura (Virginia Cavendish, de “Califórnia”), contratada como professora de duas crianças órfãs por Afonso (Montagner), tio delas. As crianças vivem numa fazenda de café e é para lá que Laura se muda. Elisa (Mel Maia, de “Qualquer Gato Vira-Lata 2”), a sobrinha mais nova e doce, se apega rapidamente a Laura, enquanto seu irmão vem de um internato. Porém, nem tudo é tranquilo na vida no campo. Laura sente que as crianças estão sob a influência maligna de espíritos hostis que ali viveram, e se empenha em descobrir o que está por trás de todo esse mistério, sem perceber que ela mesma poderá estar envolvida numa trama diabólica. O longa foi exibido no Festival do Rio, na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na Mostra de Cinema de Tiradentes e no Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. A estreia comercial está marcada para o dia 10 de Novembro.
Criador de Supermax desenvolve nova série de terror para a Globo
Se a série “Supermax”, que estreia nesta terça-feira (20/9) na Globo, for o sucesso que se imagina, o diretor José Alvarenga Jr. já tem na manga outro projeto de terror. Em entrevista à coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, ele contou que o novo projeto é uma “cosmogonia de todos os demônios”. A produção falará sobre diferentes criaturas sobrenaturais, de diversas religiões, que existem no Brasil e que acompanham a nossa mitologia desde a Idade Média. A trama começa com a vinda de bruxas da Europa, que teriam chegado aqui junto com as caravelas dos portugueses à época do descobrimento do Brasil. Alvarenga também contou que já existem sinopses para mais duas temporadas de “Supermax”, caso haja interesse da emissora. Mas ele próprio lembra já ter planejado uma série sobre um detetive com talentos paranormais, que foi engavetada pela Globo, indo para “o cemitério de elefantes” do canal. Curiosamente, antes dessa fase de terror, José Alvarenga Jr. era especialista em comédias, tendo dirigido até filmes de “Os Trapalhões” e “Os Normais”, além de séries como “O Divã” e “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, que, por sinal, ganhou remake americano chamado “No Tomorrow” – com estreia prevista para 4 de outubro na rede americana CW.
Motorrad: Terror brasileiro baseado em quadrinhos de desenhista da Marvel ganha primeiras fotos
A Filmland divulgou as primeiras fotos oficiais de “Motorrad”, novo filme do diretor Vicente Amorim (“Corações Sujos” e “Irmã Dulce”), que encerrou as filmagens nesta semana em Minas Gerais. O longa traz personagens criados pelo quadrinista Danilo Beyruth, um dos maiores nomes dos quadrinhos nacionais, que atualmente desenha para a Marvel (“Gwenpool”, “Deadpool vs. Gambit” e a nova série do “Motoqueiro Fantasma”) e também assinou as graphic novels “Bando de Dois”, sobre cangaceiros, “Necronauta”, de terror, e “Astronauta – Magnetar”, dedicada ao personagem espacial de Mauricio de Sousa. Sem revelar qual obra será adaptada, o filme tem roteiro de LG Bayão (“Ponte Aérea”, “O Vendedor de Sonhos”) e acompanha um grupo de motoqueiros, que entra em território proibido ao fazer uma trilha onde a beleza da paisagem é rapidamente substituída pelo medo da morte. Segundo a sinopse, enfrentar o que caça o grupo será tão difícil quanto a convivência entre eles. As filmagens duraram cinco semanas na Serra da Canastra, em Minas Gerais, com os atores Guilherme Prates (“Confissões de Adolescente”), Carla Salle (novela “Totalmente Demais”) e Emilio Dantas (“Em Nome da Lei”) no elenco. Ainda não há previsão para a estreia nos cinemas.
Estreias: Jason Bourne luta com O Bom Gigante Amigo por destaque nos cinemas
Com o circuito abarrotado de blockbusters, o thriller de ação “Jason Bourne” e o infantil “O Bom Gigante Amigo” chegam em metade dos cinemas que normalmente atingiriam. Mesmo com distribuição similar, em torno de 440 salas, o longa para crianças se destaca no circuito 3D (360 salas). “O Bom Gigante Amigo” volta a reunir o diretor Stephen Spielberg com a roteirista Melissa Mathison, recriando a parceria do clássico “E.T. – O Extraterrestre” (1982). Foi o último trabalho de Mathison, que morreu antes da estreia. Mas a adaptação da obra de Roald Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”) fez mais sucesso com a crítica (76% de aprovação no Rotten Tomatoes) que com o público, amargando o pior desempenho da Disney em 2016 e um inesperado fracasso na carreira de Spielberg (US$ 72 milhões de arrecadação mundial para um orçamento de US$ 140 milhões). “Jason Bourne” chega em estreia simultânea com os EUA, onde foi considerado pela crítica um dos títulos mais fracos da franquia. Com 57% de aprovação, só supera os 56% de “O Legado Bourne” (2012), rodado sem o protagonista original. A produção marca o retorno de Matt Damon ao papel-título e também do diretor Paul Greengrass ao comando da ação, e entrega exatamente o esperado, com muita correria, tiroteios e perseguições. A comédia “Os Caça-Noivas” completa o circuito dos shoppings, com lançamento em 147 salas. Besteirol americano, acompanha dois irmãos (Zac Efron e Adam Devine), que após estragarem muitas festas da família recebem um ultimato: só poderão aparecer no casamento da irmã acompanhados por namoradas. Logicamente, eles fazem o que qualquer idiota faria: vão à internet anunciar sua busca por pretendentes, atraindo duas jovens bagunceiras (Anna Kendrick e Aubrey Plaza), que vêem nos trouxas a chance de ganhar uma viagem de graça para o Havaí, onde o matrimônio acontecerá. A crítica americana torceu o nariz (39%), mas também viu na trama uma inversão de papeis mais engraçada e eficiente que a versão feminina de “Caça-Fantasmas”. Com cada vez menos salas disponíveis, o circuito limitado tem cinco estreias. Em 30 salas, a comédia francesa “A Incrível Jornada de Jacqueline” acompanha um fazendeiro argelino apaixonado por sua vaca Jacqueline, que realiza seu sonho ao viajar com ela para Paris, para participar de uma grande freira agrícola, aprendendo importantes lições de vida pelo caminho. Em tom de fábula, o filme não aprofunda, mas toca em alguns tópicos relevantes, como a questão da imigração na Europa atual, o que diferencia a obra de histórias similares. Premiado no Festival de Cannes do ano passado, o drama iraniano “Nahid – Amor e Liberdade” leva a 11 telas a história de uma mulher que, após o divórcio, recebe a guarda do filho sob a condição de não se casar novamente. Marcando a estreia da cineasta Ida Panahandeh, o longa se destaca pela rara oportunidade de mostrar um ponto de vista feminino sobre a posição de inferioridade que as mulheres possuem na sociedade islâmica. Vencedor do último Festival de Veneza, o drama venezuelano “De Longe te Observo” divide opiniões ao tratar de temas polêmicos, como homossexualidade e voyeurismo. Na trama, um gay de meia-idade que paga para jovens ficarem nus é agredido e roubado por um deles, dando início a um complexo relacionamento. Lento e repleto de silêncios, o filme também permite um vislumbre do cotidiano caótico venezuelano, como longas filas e a situação de pobreza e criminalidade da juventude. Estreia em sete salas. Completam o circuito dois filmes brasileiros. O terror “O Diabo Mora Aqui” combina a narrativa típica de casa mal-assombrada com o passado escravagista brasileiro, num resultado intrigante e bem acabado, distribuído em apenas quatro salas. A dupla de cineastas Rodrigo Gasparini e Dante Vescio já chamou atenção de produtores americanos, que incluirão um de seus curtas na vindoura antologia “O ABC da Morte 2.5”. Por fim, o documentário “Miller & Fried – As Origens do País do Futebol” resgata a importância de Charles Miller e Arthur Friedenreich para o futebol brasileiro no final do século 19 em duas salas (no Caixa Belas Artes e no Cine Odeon).
Estreia de Invocação do Mal 2 é um dos maiores lançamentos de terror no país
“Invocação do Mal 2” é o principal lançamento desta quinta (9/5), chegando aos cinemas com divulgação e distribuição poucas vezes vistas para um filme de terror no país, em 782 salas. O primeiro filme foi um mais bem-sucedidos do gênero, tendo rendido até um spin-off, “Annabelle” – e “Annabelle 2” também está em desenvolvimento. Como no primeiro longa, a trama é baseada numa história real, extraída dos arquivos de Lorraine e Ed Warren, o casal de investigadores paranormais vividos por Vera Farmiga e Patrick Wilson. Desta vez, eles investigam a famosa assombração de Enfield, que aflige uma família em Londres, especialmente a filha aterrorizada por um poltergeist. Mas o principal destaque da produção está nos bastidores: o diretor James Wan, que se tornou um mestre moderno do terror ao lançar três franquias bem-sucedidas – as outras são “Jogos Mortais” e “Sobrenatural” – , antes de mostrar ainda mais potencial no cinema de ação, comandando o blockbuster “Velozes e Furiosos 7”. O resultado é um dos filmes mais assustadores dos últimos anos, com diabólicos 66% de aprovação da crítica americana, segundo o site Rotten Tomatoes. “Truque de Mestre: O Segundo Ato” é outra continuação com lançamento amplo, em 653 salas. A trama se passa um ano após o quarteto original de mágicos enganar o FBI e ganhar adulação do público, mas em seu retorno os protagonistas são forçados a realizar um assalto ainda mais audacioso. A gangue de mágicos volta a incluir Jesse Eisenberg, Woody Harrelson e Dave Franco, mas houve uma troca no elenco, com Lizzy Caplan (“A Entrevista”) assumindo a vaga de Isla Fisher, que estava grávida durante a produção. Além dos citados, o longa também traz de volta Mark Ruffalo, Morgan Freeman e Michael Caine, e a estreia de Daniel Radcliffe (“Harry Potter”) como vilão. É um ótimo elenco, desperdiçado num filme inferior ao original, que já não era unanimidade para começar. Conquistou apenas 33% de críticas favoráveis, na apuração do Rotten Tomatoes. “Casamento de Verdade” é o maior dos pequenos, chegando em 23 salas. Mas apenas um detalhe o distingue de uma típica dramédia americana de casamento: o fato de serem duas noivas. O resto, como a família conservadora, a mensagem sobre tolerância e o final feliz estão todos em seus lugares convencionais, inclusive a atriz principal, a outrora promissora Katherine Heigl, que passou os últimos anos tentando se casar – de “Vestida Para Casar” (2008) a “O Casamento do Ano” (2013). Fracasso de bilheteria e crítica nos EUA (14% no Rotten Tomatoes), chega em 23 salas. Produzido em 2010, o drama brasileiro “Os Sonhos de um Sonhador: A História de Frank Aguiar”, estreia do diretor Caco Milano, levou seis anos para ganhar distribuição. Para se ter ideia, Chico Anysio, falecido em 2012, faz parte de seu elenco. Feito sob o impacto do sucesso de cinebiografias de cantores populares, chega aos cinemas em outra fase, durante o sufoco criativo do besteirol televisivo, e ainda é prejudicado por um título longo, que sugere se tratar de um documentário. Mas fora Chico, que rouba todas as cenas, e uma fotografia de postal do Piauí, não chega nem perto de despertar a empatia de “2 Filhos de Francisco” (2005). De forma significativa, um dos artistas de forró mais populares do país tem seu filme lançado em apenas oito salas. Outro drama nacional, “A Despedida” não teve seu circuito divulgado, mas está em cartaz nos cinemas de arte mais conhecidos, como Reserva Cultural, em São Paulo, e Grupo Estação, no Rio. Vencedor do Festin, de Lisboa, e bastante premiado em Gramado, o novo filme de Marcelo Galvão (“Colegas”) traça um retrato sensível sobre a decadência física da velhice e a inevitabilidade da morte com uma interpretação primorosa de Nelson Xavier (que, por coincidência, pode ser visto também na cinebiografia de Frank Aguiar). Ele vive um almirante aposentado que, ao sentir a proximidade do fim, resolve colocar suas contas em dia, seja a dívida do bar, seja um reencontro com uma amante muito mais jovem (Juliana Paes, a nova “Gabriela”). Um dos melhores lançamentos brasileiros do ano. Há ainda um terceiro filme nacional, “Vampiro 40°”, derivado da série “Vampiro Carioca”, do Canal Brasil. Com vampiros traficantes, “mafiosa” japonesa e muitas vamps, além do cantor Fausto Fawcett, o filme de Marcelo Santiago (“Lula, o Filho do Brasil”) é trash no último. Sem circuito divulgado. Por fim, o francês “A Odisseia de Alice” oferece uma fascinante história de amor pós-feminista, centrada na única marinheira de um navio de carga, que deixa seu noivo no porto sem saber que seu novo capitão é um ex-namorado. Sensual e cerebral, o drama destaca a interpretação da grega Lucie Borleteau (que estreou em Hollywood com “Antes da Meia-Noite”), cuja personagem habita o universo do trabalho masculino sem perder sua feminilidade. A atriz venceu diversos prêmios pelo papel, inclusive no Festival de Locarno. Com 80% de aprovação no Rotten Tomatoes, a estreia na direção de Lucie Borleteau (roteirista de “Minha Terra, África”) é também o melhor lançamento da semana. Logicamente, ganha a recompensa da pior distribuição, disponível em apenas uma sala em São Paulo.
O Caseiro: Terror brasileiro de assombração ganha trailer e fotos
A Europa Filmes divulgou o pôster, as fotos e o primeiro trailer do filme brasileiro “O Caseiro”, segundo longa de terror dirigido pelo jovem Julio Santi (“O Circo da Noite”), com idade para figurar como estudante na trama. A prévia exibe diversos clichês do gênero, com um bicho papão originário de lenda urbana, uma casa isolada mal-assombrada, a menina que vê fantasmas e o vulto que acompanha o protagonista nas sombras. O próprio protagonista é um personagem conhecido, o professor que estuda o sobrenatural e é convidado a investigar o caso. No elenco, estão Bruno Garcia (“De Pernas pro Ar”), Malu Rodrigues (“Confissões de Adolescente”), Leopoldo Pacheco (“Aparecida: O Milagre”) e Denise Weinberg (também de “De Pernas pro Ar”), entre outros. A estreia está prevista para 23 de junho no Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=u6aBW2VaBh8
Sinfonia da Necrópole combina musical, terror e romance de forma divertida e original
Uma trama toda desenvolvida em cemitérios, no caso, o Araçá, o Consolação e outro em São Paulo, dá origem a um filme que engloba os gêneros terror, comédia e musical. Em meio aos túmulos, enterros e missa de corpo presente, há espaço para cantos, danças, piada e até romance (ma non troppo). Tudo amalgamado pelo talento criativo de Juliana Rojas, de “Trabalhar Cansa” (2011, em parceria com Marco Dutra). Ela fez até música para “Sinfonia da Necrópole”. O resultado surpreende pela inovação. O cemitério é o ambiente que, atingido pela superpopulação urbana, pede uma reforma e a sua verticalização, para poder atender à demanda. Só que isso pode trazer problemas para as famílias, para os túmulos abandonados, para a sensibilidade dos que temem mexer com os mortos e, talvez, possa incomodar os próprios mortos. Que podem voltar para reclamar, na forma de zumbis cantores. De qualquer modo, é preciso enfrentar o problema. É o que fazem os personagens, contando com a competência de um elenco faz tudo, que tem de dar conta de um musical, do drama, do humor e do fantástico da situação. Original, divertido.
Vampiro 40°: Terror brasileiro ganha pôster e trailer
A produtora de Luiz Carlos Barreto divulgou o pôster e o trailer de “Vampiro 40°”, terror brasileiro derivado da série “Vampiro Carioca”, do Canal Brasil. Não bastassem as comédias, até o terror é televisivo neste país. A prévia, que tem vampiros traficantes, “mafiosa” japonesa e muitas vamps, nem procura enganar, assumindo que o negócio é trash. Dirigido por Marcelo Santiago (“Lula, o Filho do Brasil”), “Vampiro 40°” é estrelado pelo elenco da série, que inclui o cantor Fausto Fawcett, Renata Davies e Otto Jr, além de Marcos Winter (série “Magnífica 70”). A estreia está marcada para 2 de junho.
José Mojica Marins planeja filmar terrores de verdade que viu durante sua vida
Prestes a completar 80 anos de idade no domingo (13/3), José Mojica Marins, mais conhecido por seu personagem Zé do Caixão, confirmou que planeja rodar mais um filme, dedicado às coisas terríveis que viu ao longo da vida. “E será o meu filme mais assustador”, ele afirmou, em entrevista ao UOL. Sua vida já foi recentemente transformada em minissérie, numa produção do canal pago Space, que, por sinal, reprisa os seis episódios no domingo. Mas o novo projeto não será focado nos bastidores de suas realizações cinematográficas, como a série. Mojica planeja contar experiências que viveu e terrores que testemunhou, e que o assombram até hoje. “Vivi coisas que ninguém pode sequer imaginar. Por exemplo, o período do esquadrão da morte, na década de 1960. Pegavam pencas de gente inocente e jogavam no mar para os tubarões. Foi uma época de muita violência e mentira”, ele contou, dando um teaser do novo projeto. Mais: “Vi uma vez uma amiga sendo torturada e não pude fazer nada. Na Boca do Lixo [região central em São Paulo], tinha mãe vendendo a filha para produtores para que elas, as mães, aparecessem no filme. São histórias reais que vi com meus próprios olhos, um terror que jamais seria possível imaginar, é isso que quero filmar, e será meu filme mais assustador”. Se a saúde permitir – depois de duas paradas cardíacas e cinco meses na UTI em 2014, ele tem de encarar atualmente três hemodiálises semanais – seu plano é filmar esse longa em 2017. Por enquanto, os fãs podem se contentar em rever seus clássicos, que, também a partir de domingo, ganham retrospectiva semanal no Canal Brasil, com a exibição de seis longa-metragens, entre eles “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1964) e o “O Despertar da Besta” (1990). Além disso, a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, também vai celebrar a vida e a obra de Zé do Caixão com uma mostra especial de 20 filmes em sessões gratuitas, durante quatro semanas, até dia 3 de abril.
O Diabo Mora Aqui: Terror nacional ganha primeiro trailer e pôster
Foi divulgado o pôster e o primeiro trailer do terror brasileiro “O Diabo Mora Aqui”. Filmado por apenas R$ 250 mil, sem apoio de leis de incentivo, em uma fazenda em Amparo, interior de São Paulo, o longa parte da conhecida premissa dos jovens que vão passar um fim de semana em uma casa isolada com fama de mal-assombrada, mas inclui em sua trama folclore e lendas urbanas brasileiras. O elenco inclui Mariana Cortines (novela “Malhação”), Pedro Carvalho (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Sidney Santiago (da vindoura novela “Escrava Mãe”). A direção é da dupla Dante Vescio e Rodrigo Gasparini, que antes fizeram o curta “M Is for Mailbox” (2014). “O Diabo Mora Aqui” teve sua première internacional no Festival de Sitges, em Barcelona, um dos principais festivais de cinema de terror e fantasia, e só deve estrear no Brasil em 2016.










