Estrelas e cineastas de Hollywood rasgam elogios à Mulher-Maravilha nas redes sociais
“Mulher-Maravilha” não é um sucesso apenas entre os espectadores comuns, é também é um fenômeno entre estrelas e cineastas de Hollywood. A imagem mais bacana ficou por conta da atriz Jessica Chastain (“A Colina Escarlate”), que posou de braços cruzados como a heroína, comprando uma camiseta com a imagem de Lynda Carter no papel, e ainda escreveu uma crítica elogiosíssima do “filme que tem tudo” em seu Instagram . A mesma foto foi repercutida por Anne Hathaway, que foi a Mulher-Gato em “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”. “Deem apoio a Gal Gadot, Patty Jenkins e ‘Mulher-Maravilha’ neste final de semana, para que Hollywood se sinta confiante em relação a filmes focados em mulheres!!! Compre um ingresso, mude o mundo”, a atriz escreveu em seu Instagram. No Twitter, diretores como M. Night Shyamalan (“Fragmentado”), James Gunn (“Guardiões da Galáxia”), Ava DuVernay (“Selma”), Joss Whedon (“Vingadores”), Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita 2”), James Wan (“Velozes e Furiosos 7”), Scott Derrickson (“Doutor Estranho”), James Mangold (“Logan”) e Zack Snyder (“Batman Vs. Superman”), entre outros, também parabenizaram a diretora Patty Jenkins por seu trabalho. “A diretora Patty Jenkins está quebrando recordes nas bilheterias e fazendo sua história! ‘Mulher-Maravilha’ está nos cinemas agora! Uma vitória! Bravo!”, aplaudiu DuVernay. “Parabéns para Patty Jenkins e sua incrível ‘Mulher-Maravilha’, pelo que parece ser uma abertura de US$ 100 milhões no fim de semana!”, escreveu Gunn. “Parabéns para Patty Jenkins”, ecoou Derrickson. “É incrivelmente um deleite”, definiu Whedon. “Sou um grande fã de Patty Jenkins. Sua direção do piloto de ‘The Killing’ é um dos melhores episódios já feitos na TV”, lembrou Shyamalan. “Eu acredito em amor e ‘Mulher-Maravilha’ de Patty Jenkins arrasou”, elogiou Banks. “Saboreie o momento, Gal Gadot. Não apenas a bilheteria, mas criativamente você entregou uma performance universal e ainda assim pessoal. Só poderia ser você”, declarou-se Mangold. “Que filme Magnífico! Gal Gadot e Patty Jenks, vocês são uma inspiração. Ah, e Chris Pine está cheio de charme e carisma. Que grande química com Gal Gadot”, rasgou Wan, que vai dirigir a seguir o filme do Aquaman. “Orgulhoso”, sintetizou Snyder, responsável pela introdução de Gal Gadot como Mulher-Maravilha em “Batman vs. Superman”.
Mulher-Maravilha estreia com bilheteria histórica de US$ 100 milhões na América do Norte
“Mulher-Maravilha” laçou o 1º lugar nas bilheterias da América do Norte (EUA e Canadá) com a arrecadação histórica de US$ 100,5 milhões no fim de semana. A quantia é recorde para um filme dirigido por uma mulher, superando com folga o antigo detentor da marca – “Cinquenta Tons de Cinza” (2015), com US$ 85 milhões. A façanha é ainda maior por se tratar do lançamento da primeira franquia bem-sucedida estrelada por uma super-heroína dos quadrinhos – após os fracassos de “Mulher-Gato” e “Elektra” na década passada, e “Supergirl” nos anos 1980. O filme dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot ainda conquistou nota A do público, no levantamento feito pelo CinemaScore, e média de 93% de aprovação da crítica, registrada no Rotten Tomatoes. É disparado o lançamento que mais agradou público e crítica do Universo Expandido da DC Comics, em franco contraste com as críticas negativas obtidas por “Batman vs. Superman” e “Esquadrão Suicida” no ano passado. Seu sucesso também foi uma maravilha no mercado internacional, onde liderou a arrecadação em 55 mercados, somando mais US$ 123 milhões para um total de US$ 223 milhões mundiais no primeiro fim de semana de exibição. De acordo com a Warner, a China respondeu pela segunda maior bilheteria internacional, com US$ 38 milhões, seguida pela Coreia do Sul (US$ 8,5 milhões), México (US$ 8,4 milhões) e Brasil (US$ 8,3 milhões). O resultado representa uma vitória importante para a Warner após o enorme prejuízo causado por “Rei Arthur: A Lenda da Espada”, produção orçada em US$ 175 milhões, que atualmente está em 10º lugar no ranking doméstico, tendo rendido apenas US$ 37,1 milhões na América do Norte. Também reforça os planos de investimento do estúdio nos quadrinhos da DC Comics. A própria Mulher-Maravilha voltará aos cinemas em novembro, no longa da “Liga da Justiça”. Mais importante ainda são os reflexos culturais e econômicos do bom desempenho do filme. Reticentes em contratar mulheres para dirigir grandes produções, os estúdios de Hollywood deverão ser mais pressionados com o sucesso de Patti Jenkins. O mesmo também vale em relação a superproduções centradas em heroínas fortes. O êxito de “Mulher-Maravilha” só aumenta a vergonha da Marvel por ainda não ter feito um filme centrado na Viúva Negra de Scarlett Johansson. Vale observar que a Warner já tem mais dois filmes de personagens femininas da DC Comics em produção, “Batgirl” e “Sereias de Gotham”, enquanto a Marvel só planeja um, “Capitã Marvel”. E isto que até a Sony projeta um longa com duas coadjuvantes femininas do Homem-Aranha – Gata Negra e Sabre de Prata. Por conta da expectativa em torno de “Mulher-Maravilha”, o fim de semana teve apenas outra estreia ampla na América do Norte: “As Aventuras do Capitão Cueca”, da DreamWorks Animation. O lançamento abriu em 2º lugar com US$ 23,5 milhões. Curiosamente, a trama da animação também foca o mundo dos super-heróis. A divertida premissa, extraída dos livros da franquia infantil do escritor Dav Pilkey, gira em torno de dois estudantes arruaceiros que conseguem hipnotizar o terrível diretor da escola e fazê-lo acreditar que é super-herói. “As Aventuras do Capitão Cueca” também agradou à crítica, com 86% no Rotten Tomatoes. Sua estreia no Brasil, porém, vai demorar horrores. Está marcada apenas para outubro, quando o Blu-ray estará em promoção nas lojas dos Estados Unidos. Com isso, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” caiu do 1º lugar para o 3º em sua segunda semana em cartaz. A bilheteria de US$ 23,5 milhões representa uma queda de 66% em relação à arrecadação doméstica da semana passada. Mas apesar dos lamentáveis 29% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção da Disney ultrapassou em 10 dias a marca de US$ 500 milhões em sua bilheteria mundial. Ou seja, não dará prejuízo para a empresa dos parques de diversões. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Mulher-Maravilha Fim de semana: US$ 100,5 milhões Total EUA: US$ 100,5 milhões Total Mundo: US$ 223 milhões 2. As Aventuras do Capitão Cueca Fim de semana: US$ 23,5 milhões Total EUA: US$ 23,5 milhões Total Mundo: US$ 23,5 milhões 3. Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar Fim de semana: US$ 21,6 milhões Total EUA: US$ 114,67 milhões Total Mundo: US$ 501,2 milhões 4. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 9,7 milhões Total EUA: US$ 355,4 milhões Total Mundo: US$ 816,5 milhões 5. Baywatch Fim de semana: US$ 8,5 milhões Total EUA: US$ 41,7 milhões Total Mundo: US$ 67,2 milhões 6. Alien: Covenant Fim de semana: US$ 4 milhões Total EUA: US$ 67,2 milhões Total Mundo: US$ 168,2 milhões 7. Tudo e Todas as Coisas Fim de semana: US$ 3,3 milhões Total EUA: US$ 28,3 milhões Total Mundo: US$ 28,3 milhões 8. Snatched Fim de semana: US$ 1,3 milhão Total EUA: US$ 43,89 milhões Total Mundo: US$ 53,6 milhões 9. Diário de um Banana: Caindo na Estrada Fim de semana: US$ 1,2 milhão Total EUA: US$ 17,8 milhões Total Mundo: US$ 21,7 milhões 10. Rei Arthur: A Lenda da Espada Fim de semana: US$ 1,1 milhão Total EUA: US$ 37,1 milhões Total Mundo: US$ 129,4 milhões
Vilão da 4ª temporada de The Flash será o Pensador
Confirmando a informação do produtor Andrew Kreisberg de que o vilão da 4ª temporada de “The Flash” não seria, pela primeira vez, um velocista, o site TVLine apurou que o grande antagonista dos próximos capítulos será o Pensador (The Thinker). Criado por Gardner Fox em 1943, o personagem surgiu como um ex-advogado chamado Clifford DeVoe, que decide usar sua inteligência de mestre estrategista para comandar o submundo do crime de Gotham City. Após uma primeira revisão em sua história, ele virou um dos principais inimigos do Flash, transformando-se num inventor brilhante, que usa inovações tecnológicas para cometer crimes. Uma de suas criações mais famosas é um chapéu capaz de controlar mentes e que também lhe dá habilidades telecinéticas. De forma trágica, o Pensador acabou morrendo de câncer nos quadrinhos, de tanto usar essa invenção. Os roteiristas já tinham dado pistas do surgimento do Pensador em episódios da 3ª temporada de “The Flash”. O vilão Abra Kadabra (David Dastmalchian) citou o nome de DeVoe dentre os vários inimigos que o Flash (Grant Gustin) iria enfrentar durante sua vida, enquanto Savitar (também vivido por Grant Gustin) relembrou uma invenção criada para combatê-lo num futuro próximo. “Foi aqui que fizemos o inibidor cerebral para usar contra DeVoe”, ele disse, no capítulo em que visitou o Star Labs. Por enquanto, ainda não foi revelado quem irá interpretar o novo vilão. Nem se os produtores vão se repetir pela quarta vez, mantendo sua verdadeira identidade em segredo por vários episódios, como fizeram com os velocistas Flash Reverso na 1ª temporada, Zoom na 2ª e Savitar na 3ª. A 4ª temporada de “The Flash” estreia em outubro nos Estados Unidos. Aqui, a série faz parte da programação do canal pago Warner.
Continuação de Mulher-Maravilha será passada nos dias atuais
O sucesso de “Mulher-Maravilha” já era previsto pela Warner, que contratou a protagonista Gal Gadot e a diretora Patty Jenkins para dois filmes. Segundo o site The Hollywood Reporter, a continuação já está sendo discutida. Rascunhos do roteiro apontam que a história vai trazer Diana Prince em um cenário contemporâneo. Assim, a história fugirá do estilo do primeiro longa, que é ambientado durante a 1ª Guerra Mundial. A continuação de “Mulher-Maravilha” ainda não tem previsão de estreia. Antes disso, Gal Gadot poderá ser vista novamente como Mulher-Maravilha no filme da Liga da Justiça, que estreia em 16 de novembro no Brasil.
Vilã de The Originals será a heroína Miragem nos Novos Mutantes
Uma atriz pouco conhecida terá o papel principal no filme dos Novos Mutantes. A novata Blu Hunt, que vive a encarnação humana de The Hollow, a entidade sobrenatural que ataca os protagonistas da atual temporada de “The Originals”, foi escalada para viver Danielle Moonstar, também conhecida como a heroína Miragem (Mirage) nos quadrinhos da Marvel. Ela vai se juntar a Maisie Williams (a Arya de “Game of Thrones”) como Lupina (Wolfsbane), Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) como Magia (Magik), Charlie Heaton (série “Stranger Things”) como Míssil (Cannoball) e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar (Sunspot). Segundo o site The Hollywood Reporter, Miragem completa o grupo de heróis adolescentes que formam os Novos Mutantes na trama. E foi a que deu mais trabalho, dentre os cinco personagens, para ter sua intérprete definida. Isto porque o diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) insistiu em ser racialmente correto em sua escalação. Assim como escolheu um ator brasileiro para interpretar o herói brasileiro do grupo, ele queria uma atriz nativo-americana como Miragem. Vários testes foram feitos com atrizes de descendência indígena, antes do diretor se definir por Blu Hunt. Seu papel na série “The Originals” acabou ajudando na decisão, uma vez que ela aparece com trajes nativo-americanos num episódio, mostrando-se convincente. Miragem foi criada pelo escritor Chris Claremont e o artista Bob McLeod em 1982, na graphic novel que introduziu os Novos Mutantes. Mais que isso, sua história foi o próprio centro narrativo por trás da criação dos Novos Mutantes, pois demonstrou a importância de ensinar jovens superdotados a dominar seus poderes, dando a Xavier um novo objetivo e uma nova turma de estudantes, após os X-Men se tornarem adultos. Nos quadrinhos, Danielle Moonstar nasceu e foi criada numa reserva indígena, mas ao começar a ter pesadelos frequentes, seu avô xamã descobriu suas habilidades e contatou o Professor Xavier para treiná-la. A jovem foi para a Escola de Xavier à contragosto, mas logo dominou a capacidade de projetar os maiores medos das pessoas, por meio de poderosas ilusões telepáticas. A participação do Professor X no filme tem sido confirmada e desmentida desde que o projeto entrou em desenvolvimento. A agenda do ator James McAvoy pode ter determinado a decisão do roteiro. De todo modo, um dos pesadelos recorrentes de Danielle envolvia um Urso gigante sobrenatural, que teria matado seus pais. E essa criatura deve ser o vilão central do filme, segundo um storyboard supostamente vazado pela equipe da produção. A personagem também tem uma conexão com Asgard, curiosamente graças a outro de seus poderes: empatia animal. Num arco dos Novos Mutantes, ela acaba criando um vínculo com um cavalo alado das valquírias, chamado Ventania, que Odin permite que ela leve para a Terra. Para arrematar, ela também é a líder dos Novos Mutantes. A Fox ainda não divulgou sinopse do filme, portanto não se sabe o quanto da história dos personagens será realmente aproveitado. O roteiro foi escrito pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, que trabalhou com o diretor Josh Boone no sucesso adolescente “A Culpa É das Estrelas” (2014). A previsão de estreia é para abril de 2018.
Mulher-Maravilha tem maior pré-estreia de um filme dirigido por uma mulher nos EUA
A pré-estreia norte-americana de “Mulher-Maravilha”, realizada na noite de quinta-feira (1/6) estabeleceu um novo recorde de arrecadação. As sessões antecipadas renderam US$ 11 milhões, o que a torna a maior pré-estreia de um filme dirigido por uma mulher nos Estados Unidos. O recorde anterior pertencia a “Cinquenta Tons de Cinza” (2015), de Sam Taylor Johnson, que em sua primeira noite arrecadou US$ 8,6 milhões. O filme chegou aos cinemas acompanhados por notas bastante altas do site Rotten Tomatoes, que faz a média das principais críticas publicadas na América do Norte (EUA e Canadá). Após o fracasso de bilheteria de “Baywatch”, no fim de semana passada, os estúdios passaram a acreditar que o Rotten Tomatoes teria capacidade de quebrar um filme. Se for o caso, “Mulher-Maravilha” mostra o outro lado da moeda. A produção da Warner chegou a atingir 96% de aprovação, mas já caiu para 93%. Mesmo assim, é a segunda maior nota já compilada pelo Rotten Tomatoes para um filme de super-heróis, atrás apenas de “Homem de Ferro” (94%).
Ator brasileiro de 13 Reasons Why é confirmado como Mancha Solar em Novos Mutantes
O primeiro super-herói brasileiro da Marvel será interpretado por um ator brasileiro nos cinemas. Confirmando rumores, Henry Zaga, que integra o elenco da série “13 Reasons Why”, vai viver Mancha Solar (Sunspot) no filme dos “Os Novos Mutantes”. Henry Zaga é nome artístico de Henrique Gonzaga. O ator brasiliense de 25 anos é filho do ministro Admar Gonzaga, do TSE, e começou a se destacar na TV americana como um dos vilões adolescentes da 5ª temporada de “Teen Wolf”, em 2015. No fenômeno da Netflix “13 Reasons Why”, ele interpreta o namorado de Tony (Christian Navarro). Criado por Chris Claremont em 1982, Mancha Solar é o alter ego do jovem herdeiro milionário Roberto da Costa, que tem o poder de canalizar e usar a energia solar. O personagem já tinha aparecido no cinema antes, vivido pelo mexicano Adan Canto (série “Designated Survivor”) numa pequena participação em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014). Além de Henry Zaga, duas atrizes já estão confirmados no elenco de “Os Novos Mutantes”: Maisie Williams (a Arya de “Game of Thrones”) como Lupina (Wolfsbane) e Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) como Magia (Magik). Mas boatos também apontam que Charlie Heaton (série “Stranger Things”) e Rosario Dawson (série “Punhos de Aço”) podem se juntar a elas, respectivamente como Míssil (Cannoball) e a Dra. Cecilia Reyes, uma mutante introduzida numa fase, revista e grupo completamente diferente dos demais integrantes até agora mencionados. “Os Novos Mutantes” será dirigido por Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) e tem estreia prevista para abril de 2018.
Mulher-Maravilha enfrenta clichês de super-heróis para vencer limites do gênero
“Mulher-Maravilha” é um filme cheio de senões. É longo demais, limpo demais (choro, suor e sacrifícios são sempre impecavelmente iluminados e maquiados para parecem lindos), exagerado nos efeitos e, como aventura, está longe de apresentar fluidez narrativa. A diretora Patty Jenkins nunca equilibra as dosagens de ação, humor e drama com harmonia e leveza. Disso, resulta um espetáculo todo compartimentado e truncado. Tem trechos que são só cômicos, outros só de ação, outros exclusivamente dramáticos. Neste sentido, a engenharia da Marvel é bem mais azeitada, as peças são melhor encaixadas e os filmes, mais divertidos e redondos. A mão pesada de Patty Jenkins na direção, contudo, não impede o filme de superar seus limites. “Mulher-Maravilha” triunfa ao trabalhar questões especificamente femininas, sem fazer do rancor ou do proselitismo o centro de seu olhar. O roteiro (curiosamente assinado por cinco homens) tem achados e a presença da atriz Gal Gadot ajuda a sustentar a produção. A Diana Prince de Gadot é uma mulher cheia de nuances. Forte e dedicada, com sensibilidade e inteligência para driblar as burrices e patadas dos brutamontes. Jenkins filma a beleza escultural de Gadot e suas amigas amazonas, no mesmo espírito altivo que Leni Riefensthal registrava os atletas nazistas no cinema dos anos 1930. As mulheres no filme são como deusas, superiores num primeiro momento, mas quando olhadas de perto, revelam traços de ingenuidade e fraqueza. Diana é a mais contraditória das Amazonas. Ela nasce num ilha chamada Themyscira, um lugar paradisíaco, de rochedos e cascatas que parecem esculpidos por sonhos. Filha do mitológico Zeus, Diana é cuidadosamente escondida dos olhos dos desafetos, para nunca ser usada como elemento de barganha. Mas apesar da proteção de uma tribo de guerreiras, Diana revela ter poderes para se virar muito bem sozinha. E embora ainda não saiba, seu destino ou maldição será usá-lo por toda sua existência. O mundo exterior invade a terra confortável da princesa de Themyscira, graças a um soldado norte-americano. É a 1ª Guerra Mundial e o avião de Steve Trevor (Chris Pine) está sendo perseguido pelos alemães. O soldado leva dois sustos: o primeiro, quando atravessa o portal entre os dois mundos, o segundo, quando encontra as mulheres, fortes e destemidas. As amazonas de Themyscira deixam Steve contrariado ao dispensar qualquer ajuda masculina. Numa cena bem humorada, Diana explica para o rapaz que os homens são indispensáveis para a procriação. E só. Para o prazer, ela frisa, há métodos mais eficazes. Essa observação formidável, claro, acaba sendo acelerada, porque os produtores acreditam que é de ação que o público gosta. É preciso então que os personagem obedeçam a produção e comecem a correr. Como já mostraram muito a ilha, toca mudar o cenário para não cansar! Steve retorna às linhas aliadas e Diana espontaneamente decide acompanhá-lo. Ela tem uma espada e um escudo e a ideia ingênua de que, se puder localizar e matar Ares, deus da guerra, acabará com o conflito mundial. Essa motivação conduz à parte mais agradável do filme. Diana não sabe nada sobre os homens. Aliás, não sabe nada sobre a civilização moderna, e é divertido vê-la fazer suas descobertas. Na Londres de 1918, ela reage ao barulho e aos carros. Experimenta um sorvete e adora, e, como uma criança, grita de prazer ao descobrir o segredo de atravessar a porta giratória de um hotel. A mocinha também percebe que a opinião de uma mulher talvez não seja tão valorizada como em Themyscira. E, pra enlaçar o pacote de desilusões, um mundo cheio de destruição e miséria descortina-se para ela, numa escala inimaginável. É aqui que “Mulher Maravilha” torna-se mais do que apenas diversão e jogos de guerra. Este filme facilmente poderia ter sido outro exercício cansativo a definir o feminismo como a oportunidade de uma mulher ser tão ou mais violenta que o mais opressor de seus parceiros. Em vez disso, “Mulher-Maravilha” segue em direção oposta. Ele apresenta Diana como o princípio feminino que representa as artes da vida e, em última instância, o amor, em colisão com um mundo que homens tentaram coletivamente reprimir desde o começo da humanidade. Ao longo desta linha, “Mulher-Maravilha” atinge momentos emocionantes que são incomuns para um filme do gênero. Em particular, há uma cena em que Diana atravessa uma cidade que foi bombardeada com gás mostarda e todos os seus habitantes morreram. Vemos no rosto de Gadot a emoção da dor e da tristeza de deparar-se com o horror da guerra, e seu desencanto expressa algo muito além do que costumamos observar neste tipo de filme. Considerando que no centro desse quadro temos uma atriz israelense, que inclusive serviu no exército de Israel, fica patente que não temos apenas uma atriz representando, mas uma pessoa que com certeza já esteve mais próxima dos horrores de uma guerra química do que nós. Felizmente, nem todos os homens são ruins na história. Existem alguns bons, como Steve Trevor, que tem uma qualidade curiosa: ele está sempre tentando recuperar o atraso. Às vezes, Steve tem que evitar as conseqüências da ingenuidade de Diana, ele tenta argumentar, mas nem sempre consegue convencê-la. O rapaz tenta protegê-la, mas é ela quem o protege. Do elenco, sobressai também a atuação de David Thewlis como um parlamentar gentil, que encontra sempre nuances inesperadas para seu papel. E do outro lado das linhas, Danny Huston acrescenta mais um vilão odioso em sua extensa galeria, um general alemão à procura de vitória usando seu poderoso gás tóxico. Por vezes, os roteiristas baixam o nível e plagiam na cara de pau cenas de “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011). Há dois trechos que são quase decalques do filme do herói patriota, uma no momento em que Steve leva Diana a uma cantina para recrutar um pelotão particular, e outra em que a moça, com seu heroísmo, avança contra os inimigos e sensibiliza os acovardados soldados ingleses a saírem da trincheira. Ainda assim, entre mortos e feridos, o filme supera tudo graças ao carisma de Gal Gadot. O sentimento de esperança, que algum dia a racionalidade feminina ainda vai vencer a brutalidade masculina, está esculpido em cada close da atriz. Essa é parte empolgante que tira “Mulher-Maravilha” do lugar comum.
Odette Annable viverá a principal vilã da 3ª temporada de Supergirl
A 3ª temporada de “Supergirl” definiu sua nova supervilã. A atriz Odette Annable (séries “House”, “Banshee” e “Pure Genius”) foi contratada para viver Régia (Reign). É esta personagem que aparece, ainda bebê, na cena final da 2ª temporada, enviada de Krypton para a Terra. Em comunicado, o produtor executivo Andrew Kreisberg disse que ele e o coprodutor Greg Berlanti desejavam “trabalhar com Odette há anos”. “Estamos muito entusiasmados por vê-la se juntar ao nosso elenco no papel assustador, poderoso e doloroso de Régia”. Régia é uma personagem nova dos quadrinhos, criada por Michael Green (hoje roteirista de cinema, responsável por “Logan” e “Alien: Covenant”) em 2012 como líder de uma raça de kryptonianos modificados geneticamente por Zor-El, o pai cientista de Kara. Nas publicações da DC Comics, cinco integrantes de sua espécie, denominada de Arrasa-Mundos (Worldkillers), tentam destruir a Terra e são impedidos por Supergirl, num combate que testa os limites da heroína. Embora Régia seja baseada nesse arco dos quadrinhos, a versão televisiva será diferente, segundo o site Deadline, que não soube precisar o que irá diferenciá-la. Mas ela deverá ser a principal vilã da próxima temporada da atração, que retorna à rede CW em outubro. No Brasil, “Supergirl” é exibida pelo canal pago Warner.
Ator de Stranger Things negocia virar um dos Novos Mutantes
O ator Charlie Heaton, intérprete de Jonathan Byers na série “Stranger Things”, está negociando virar um mutante no novo filme derivado do universo dos “X-Men”. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele deve viver Sam Guthrie, mais conhecido como o herói Míssil (Cannonball, em inglês), em “Os Novos Mutantes”. O personagem é um caipira americano. Ou melhor, o integrante de uma típica família white trash do Kentucky, que tem nada menos que nove irmãos, quatro dos quais também são mutantes nos quadrinhos. Caso a contratação seja consumada, isto vai significar um desafio de sotaque para o ator, que nasceu no interior da Inglaterra. Criado pelo escritor Chris Claremont e o artista Bob McLeod, Míssil tem o poder de gerar energia termoquímica e usá-la para voar e gerar um campo de força invulnerável. Ele foi um dos integrantes originais dos Novos Mutantes, introduzidos na primeira aventura do grupo, publicada numa graphic novel da Marvel em 1982. Conforme amadureceu, ele também se tornou membro da X-Force, dos X-Men e até dos Vingadores. Até o momento, apenas dois atores estão confirmados no elenco da produção: Maisie Williams (a Arya de “Game of Thrones”) como Lupina (Wolfsbane) e Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) como Magia (Magik). Mas também há rumores de que o brasileiro Henry Zaga negocia viver Mancha Solar (Sunspot) e Rosario Dawson (série “Punho de Ferro”) pode viver a médica Dra. Cecilia Reyes. “Os Novos Mutantes” será dirigido por Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) e tem estreia prevista para abril de 2018.
Batman e Arlequina se juntam no trailer de nova animação em Blu-ray
A Warner Bros. divulgou a capa e o trailer de sua nova animação da DC em Blu-ray, “Batman and Harley Quinn”. A prévia explica a premissa que leva Batman e Asa Noturna a recrutarem a ajuda da Arlequina para salvar o mundo. Tem a ver com outra parceria, entre Hera Venenosa e o Homem Florônico (vilão clássico dos quadrinhos do Monstro do Pântano), que se juntam para exterminar a humanidade. Como Arlequina é a melhor amiga de Ivy (Hera, em português), os heróis esperam que ela influencie a vilã a mudar de ideia. A animação marca a estreia da comediante Melissa Rauch, intérprete de Bernadette na série “The Big Bang Theory”, como dubladora da Arlequina. Além dela, Paget Brewster, da série “Criminal Minds”, também debuta como voz de Hera Venenosa. Elas vão trabalhar com dois veteranos da franquia animada: Kevin Conroy como a voz de Batman e Loren Lester como Asa Noturna. Eles eram os dubladores originais de Batman e Robin na séria clássica, que originou a Arlequina em 1992. Além deles, Bruce Timm, um dos criadores da Arlequina, também participa do projeto, assinando o roteiro. A direção é de Sam Liu (“Batman: A Piada Mortal”) e o lançamento vai acontecer em agosto, direto em Blu-ray.
The Gifted: Série derivada dos X-Men ganha novo comercial
A rede americana Fox divulgou um novo comercial de “The Gifted”, série derivada dos filmes dos “X-Men”. A prévia mostra cenas de ação vistas no trailer oficial, com narração de Amy Acker (série “Pessoa de Interesse/Person of Interest”) Na série, ela e Stephen Moyer (série “True Blood”) vivem pais de dois adolescentes que começam a manifestar poderes mutantes e passam a ser perseguidos pelo governo. Em fuga, eles buscam refugiar sua família com mutantes rebeldes. Natalie Alyn Lind (série “The Goldbergs”) e Percy Hynes White (“Between”) interpretam os filhos. Já os mutantes incluem X-Men conhecidos, como Pássaro Trovejante (Blair Redford, da séries “The Lying Game”), Blink (Jamie Chung, da série “Gotham”) e Polaris (Emma Dumont, da série “Aquarius”). Desenvolvida por Matt Nix (criador de “Burn Notice”), a série tem produção e direção do cineasta Bryan Singer, responsável pelos filmes dos “X-Men”. “The Gifted” vai estrear na temporada de outono, entre setembro e novembro nos EUA.
Filme da Mulher-Maravilha é proibido no Líbano
Após pressão de grupos radicais, o Líbano anunciou a proibição do filme da “Mulher-Maravilha” no país. A decisão foi tomada a poucas horas da estreia do longa-metragem. A proibição não tem a ver com a minissaia da heroína ou mensagem de empoderamento feminino, que poderia contrariar crenças islâmicas, mas no fato de o filme ser estrelado por Gal Gadot. A atriz nasceu em Isreal, prestou serviço militar no país (obrigatório para homens e mulheres) e é grande incentivadora das forças israelenses, que estão em conflito com o Líbano há décadas. O Líbano tem uma lei que incentiva o boicote a produtos israelenses e impede que seus cidadãos viajem para Israel ou tenham contato com pessoas desse país. Um grupo denominado “Campanha para Boicote de Apoiadores de Israel-Líbano” foi responsável por pressionar o governo libanês a tomar medidas contra a produção. O grupo já havia tentado proibir anteriormente a estreia de “Batman vs Superman” com o mesmo argumento contra a atriz Gal Gadot, mas não tinha obtido sucesso na ocasião. Antes disso, porém, sua participação na franquia “Velozes e Furiosos” tinha sido encarada com indiferença. A Warner Bros. não se pronunciou sobre a decisão, mas o prejuízo não deve ser grande, já que a previsão era que o filme fosse exibido em apenas 15 cinemas do país, que não tem um grande parque exibidor. Por enquanto, a estreia de “Mulher-Maravilha” segue confirmada em outros países árabes. O filme tem lançamento marcado na Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, Oman e Bahrein.












