Luke Cage ganha novas fotos e teaser legendado com data de estreia da 2ª temporada
A Netflix divulgou três novas fotos e o primeiro teaser da 2ª temporada de “Luke Cage”. A prévia traz o herói vivido por Mike Colter invocado, enumerando seus poderes ao som de “I Ain’t No Joke”, um dos maiores clássicos do hip-hop, lançado pela dupla Eric B & Rakim em 1987. Curtinho, o objetivo do vídeo é apenas divulgar a data de estreia dos próximos capítulos: 22 de junho. Já as imagens oficiais mostram confrontos com gângsteres e o braço biônico de Misty Knight (Simone Missick) em ação. Vale lembrar que anteriormente, fotos já tinham revelado a participação de Danny Rand (Finn Jones), o Punho de Ferro. Os dois personagens se conheceram na minissérie “Os Defensores”, mas nos quadrinhos da Marvel têm uma parceria antiga, que os levou a dividir uma agência de heróis de aluguel e até a mesma revista, entre 1972 e a morte de Punho de Ferro em 1986. Morreu, mas já está bem, ressuscitou e voltou a trabalhar com Luke Cage numa minissérie em 2011 e numa nova revista em 2016. Ainda não há detalhes sobre a participação de Rand/Punho de Ferro na trama, mas pode ter relação com o fato dele ser dono do hospital que tratou de Misty Knight, após ela ter o braço amputado no final de “Os Defensores”. Nos quadrinhos, é Tony Stark quem desenvolve o braço biônico da personagem.
Trailer legendado de Perdidos no Espaço revela muitas diferenças da série clássica dos anos 1960
A Netflix divulgou o pôster nacional e o trailer completo legendado de “Perdidos no Espaço”. A prévia revela diversas diferenças em relações à série clássica. Além do Dr. Smith ser uma mulher, como antecipado, houve uma mudança na origem do Robô, que os roteiristas resolveram tornar alienígena. O tom dramático também destoa dos episódios mais leves dos anos 1960 e parece substituir o monstro da semana por desafios de sobrevivência num ambiente desconhecido e hostil. Para quem esqueceu, ou é muito jovem para saber, “Perdidos no Espaço” é uma versão sci-fi do clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na série criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha foi substituída por outro planeta. A trama original se passava em 1997 – o futuro da época – , no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabotava a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. Até, eventualmente, chegar num planeta desconhecido. A nova versão da série vai trazer Toby Stephens (série “Black Sails”) como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will, a adolescente Taylor Russell (série “Falling Skies”) como Judy, Mina Sundwall (“O Plano de Maggie”) como Penny, o argentino Ignacio Serricchio (série “Bones”) como o navegador Don West e Parker Posey (“O Homem Irracional”) como a Dra. Smith. As maiores mudanças em relação ao casting original ficaram por conta da troca de sexo do vilão Dr. Smith, imortalizado por Jonathan Harris, e a inclusão de um latino (Serricchio) e uma mulher negra (Russell) na tripulação. Por sinal, Don e Judy formavam um casal na série clássica. O remake foi escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A estreia está marcada para 13 de abril
Série Black Mirror é renovada para sua 5ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série “Black Mirror” para sua 5ª temporada. A novidade foi compartilhada no Twitter, por meio de um vídeo da série, que se encerra com o anúncio de que a atração “volta logo em seguida”. O anúncio não foi acompanhado de maiores detalhes, como a quantidade de episódios que constituirá a próxima temporada ou uma previsão de estreia para sua exibição. A série sci-fi britânica, criada por Charlie Brooker, teve seis episódios nas duas últimas temporadas, quando passou a ser produzida com exclusividade para a Netflix. Mas os dois primeiros anos foram feitos pelo Channel 4 britânico e tiveram, respectivamente, três e quatro episódios. Confira o anúncio abaixo. The future will be brighter than ever. pic.twitter.com/slVeg3VPd7 — Black Mirror (@blackmirror) March 5, 2018
Saiba onde ver e os detalhes polêmicos da transmissão do Oscar 2018
Evento mais importante de Hollywood, o Oscar 2018 será transmitido ao vivo por três canais no Brasil. Além disso, terá cobertura de seu tapete vermelho e promoção pelas redes sociais. A cerimônia vai acontecer no Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação de Jimmy Kimmel, repetindo sua participação do ano passado, a partir das 22 horas (horário de Brasília). Mas a transmissão da Globo só começará depois do “BBB”, por volta da meia-noite, quando os vencedores das primeiras categorias, inclusive Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes, já tiverem sido definidos. O programa terá apresentação e comentários dos jornalistas Maria Beltrão (da GloboNews) e Artur Xexéo (jornal O Globo), além da atriz Dira Paes (do filme “Redemoinho” e da novela “Velho Chico”). O canal pago TNT vai começar sua transmissão muito mais cedo, a partir das 20h30, com comentários e entrevistas do blogueiro Hugo Gloss e da top model Carol Ribeiro no tapete vermelho da premiação. A premiação começa as 22h com apresentação de Marina Person e comentários sobre os filmes, como sempre ferinos, a cargo do crítico Rubens Ewald Filho. A exibição terá tradução simultânea e opção de áudio original. O feed da transmissão também estará disponível pelo canal pago TBS, que pertence ao mesmo grupo, e por streaming, via aplicativo TNT Go. O tapete vermelho ainda contará com a tradicional cobertura do canal pago E!, que este ano também faz parte das notícias do evento por dois motivos polêmicos. O principal se deve a sua opção de manter na cobertura o apresentador Ryan Seacrest, acusado de assédio por sua ex-estilista. Mas o canal também enfrenta controvérsia por ter demitido uma produtora que colocou no ar, em outro tapete vermelho, críticas à diferença salarial entre seus funcionários homens e mulheres. As reclamações foram feitas ao vivo pelas atrizes Debra Messing e Eva Longoria, durante o Globo de Ouro, após denúncia e demissão da apresentadora do “E! News” Catt Sadler. Logo depois, a produtora responsável pela exibição, Aileen Gram-Moreno, perdeu o emprego. Por sinal, o E! vai dedicar praticamente o inteiro à premiação, com uma contagem regressiva com vídeos dos concorrentes. Suas entrevistas do tapete vermelho também começam mais cedo, a partir das 19h. Mas com um detalhe: acontecerão com atraso de 30 segundos para que o novo produtor responsável pela transmissão possa cortar qualquer comentário embaraçoso – e manter o emprego. Nas redes sociais, a cobertura oficial em português acontece no Twitter, numa parceria com a TNT. Já a cobertura em inglês ficará por conta do Facebook da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e da emissora americana ABC, que transmitirão ao vivo a chegada dos famosos ao Oscar. Ao final da premiação, o Oscar volta a ocupar a programação do E! com a cobertura batizada de “after party”, sobre as grandes festas de Hollywood patrocinadas pelos estúdios e mídia, frequentadas pelos vencedores.
Diretora de Mudbound defende que cinema é arte e não tamanho de tela no Spirit Awards 2018
A diretora Dee Rees, que recebeu o troféu Robert Altman no Spirit Awards 2018, fez um discurso para despertar discussões, durante seu agradecimento em nome da equipe de “Mudbound”. Distribuído pela Netflix, “Mudbound” tem despertado polêmica por concorrer a diversos prêmios de cinema, inclusive ao Oscar 2018. Mas para a cineasta, não há o que questionar. Ao listar toda a equipe técnica envolvida na criação de “Mudbound” e toda a arte conjurada pelo filme, ela demonstrou que não havia diferença na confecção da obra exibida por streaming dos longas projetados nos multiplexes. E arrematou: “Cinema não tem nada a ver com uma tela de smartphone, uma tela de televisão ou uma tela gigante de IMAX”. Em suma, cinema não é tela, é arte. “‘Mudbound’ é cinema”, ele decretou, sob aplausos efusivos da plateia formada por artistas independentes. E se, por enquanto, o Oscar tende a concordar com Dee Rees, já existe uma comissão da Academia com debates agendados sobre este tema, que pode chegar a uma conclusão diferente. Para o Festival de Cannes, por exemplo, a conclusão é que cinema é sim tela. Após exibir duas produções da Netflix sob protestos no ano passado, a organização do festival decidiu que filmes que não forem exibidos em circuito cinematográfico não poderão mais ser inscritos em seus próximos eventos. Afinal, é uma tela que define o que é cinema? Ou é tudo aquilo que Dees Rees cita em seu longo discurso – e que pode ser ouvido integralmente abaixo:
Filha de Uma Thurman e Ethan Hawke entra no elenco de Stranger Things
A jovem atriz Maya Hawke foi anunciada no elenco da 3ª temporada de “Stranger Things”. Com 19 anos, a filha dos atores Uma Thurman (“Kill Bill”) e Ethan Hawke (“Boyhood”) vai viver Robin, uma “garota alternativa”, seja lá o que isso significa. A definição dos produtores provavelmente tem a ver com o gosto musical da personagem, que também é descrita como alguém que odeia seu trabalho, mas fica animada quando descobre um segredo da cidade misteriosa. Sua introdução pode servir para desencalhar Steve (Joe Keery), personagem que surpreendeu os próprios autores, os irmãos Matt e Ross Duffer, ao evoluiu de coadjuvante desprezível para herói inesperado da série. Maya Hawke estreou como atriz na minissérie britânica “Little Women”, no ano passado. Além dela, a atriz Priah Ferguso, intérprete de Erica, a irmãzinha de Lucas (Caleb McLaughlin), foi promovido ao elenco central. A menina de 11 anos apareceu em quatro episódios da 2ª temporada e ganhou a admiração dos irmãos Duffer, que já tinham prometido lhe dar mais espaço. Ela vai se envolver na ação dos próximos episódios com “um exército” de amigos, segundo comunicado da Netflix, ajudando a salvar sua cidade de uma nova ameaça.
Ryan Kwanten vem ao Brasil promover sua nova série policial
O ator australiano Ryan Kwanten, que ficou conhecido ao interpretar Jason Stackhouse na série “True Blood”, vem ao Brasil divulgar sua nova série. Ele participará do evento Rio2C – RioContentMarket 2018 para lançamento de “The Oath”, série original da plataforma Crackle sobre o mundo secreto das gangues policiais. Além dele, o criador, produtor executivo e roteirista de “The Oath”, Joe Halpin (de “Hawaii Five-0”), também virá promover a estreia da atração. Os dois estarão no Rio de Janeiro no mesmo dia em que a Crackle disponibilizará a série, em 6 de abril. “The Oath” promete desvendar o submundo das organizações secretas formadas por policiais e documentar a vida daqueles que estão dispostos a arriscar tudo, para ter tudo. Além de Ryan Kwanten, a série é estrelada por Sean Bean (o Ned Stark de “Game of Thrones”), Katrina Law (a Nyssa al Ghul de “Arrow”), Arlen Escarpeta (o príncipe Ess de “The Magicians”), Elisabeth Röhm (a Allison Shaw de “The Last Ship”), Joseph Julian Soria (o Marco de “Animal Kingdom”) e Cory Hardrict (“Sniper Americano”).
Netflix anuncia que investirá US$ 8 bilhões em 700 produções originais em 2018
A Netflix anunciou nesta terça-feira (27/2) que planeja investir US$ 8 bilhões em 700 produções originais… apenas neste ano. As cifras elevadas foram reveladas pelo diretor financeiro da empresa, David Wells, em uma conferência em São Francisco. “Vamos continuar acrescentando conteúdo: está funcionando e gera crescimento”, defendeu o responsável pelas finanças da plataforma. A Netflix fechou 2017 com 117,6 milhões de assinantes em todo mundo, o que Wells considera pouco. “Há mais não-membros do que assinantes no mundo e essa é a nossa oportunidade”, afirmou o executivo, que tomou como parâmetro a existência estimada de 700 milhões de usuários globais “disponíveis” para o conteúdo da companhia. Para isso, estão sendo desenvolvidos produtos para vários países diferentes, desde o Brasil até o Líbano. Além do alto investimento em produções originais, a Netflix também vai aumentar os investimentos em marketing em mais de 50% neste ano. O objetivo é chamar ainda mais atenção para a plataforma. “Costumávamos acreditar que era melhor gastar com conteúdo, mas o marketing multiplica o valor que gastamos com conteúdo”, explicou o executivo sobre a decisão. Apesar do alto investimento em conteúdo original, David Wells afirma que a Netflix pretende continuar fazendo licenciamentos de filmes e séries já exibidos no cinema e na TV. “Não acho que vamos chegar a 100%, mas pode ser que passe dos 50%”, explicou sobre o crescimento do material exclusivo. Esta ênfase na produção de conteúdo original é a estratégia da plataforma para enfrentar ameaças a seus planos de domínio mundial, manifestadas pelo anúncio de novos serviços de streaming, em desenvolvimento por gigantes como Apple e Disney.
Apple anuncia série de suspense produzida e dirigida por M. Night Shyamalan
A Apple anunciou nesta terça-feira (27/2) ter contratado a produção de uma série de M. Night Shyamalan, diretor de “O Sexto Sentido” (1999) e “Fragmentado” (2016). A série, que ainda não tem nome, será um suspense psicológico. Shyamalan, que já produziu uma série fantástica, “Wayward Pines”, com duas temporadas na Fox, vai repetir a função no novo projeto, além de dirigir o primeiro episódio. A nova atração não teve sua premissa revelada, mas é uma criação de Tony Basgallop, criador da série inglesa “Hotel Babylon” e roteirista de “24 Horas: Viva Um Novo Dia”. O anúncio confirma a busca da Apple por séries desenvolvidas por nomes de prestígio do cinema. A empresa prepara o lançamento de seu novo serviço de streaming com atrações produzidas por Damien Chazelle (diretor de “La La Land”), Steven Spielberg (“The Post”) e Reese Whiterspoon (série “Big Little Lies”), entre outros. Ainda não há previsão de estreia para nenhum desses projetos.
Netflix vai produzir sua primeira série árabe, um terror sobre o “gênio da lâmpada”
A Netflix prepara sua primeira série original árabe. Intitulada “Jinn”, a produção libanesa é um terror adolescente sobre um grupo de amigos que tem suas vidas ameaçadas quando um ser sobrenatural, o Jinn do título, aparece para eles na forma de um adolescente na antiga cidade de Petra. Suas amizades e romances jovens serão testados enquanto as trevas ameaçam destruir o mundo. “Jinn” é criação do roteirista Bassel Ghandour, produtor assistente do premiado “Guerra ao Terror” e escritor de “O Lobo do Deserto”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2016. Com direção do cineasta libanês Mir-Jean Bou Chaaya (“Very Big Shot”), a série terá seis episódios e começa a ser gravada na Jordânia no final do ano, para um lançamento na Netflix de todo o mundo em 2019. Criaturas da mitologia islâmica, jinns – às vezes referidos como “gênios” – marcam presença na cultura popular desde as “Mil e Uma Noites”, de onde saiu a fábula clássica de Aladim e o gênio da lâmpada, várias vezes filmada por Hollywood. Mas os jinns não costumam ser retratados como seres benevolentes como o dublado por Robin Williams na animação da Disney de 1992. Eles são mais parecidos com as criaturas malévolas do filme de terror “O Mestre Dos Desejos” (1997). “É muito comum no Oriente Médio que as pessoas conheçam alguém que tenha uma história de jinns, por isso é bom levar isso e transformá-lo em uma aventura adolescente divertida e misteriosa que todos podem desfrutar”, disse Ghandour, em comunicado. “Em um aspecto mais amplo, acho ótimo que a Netflix invista na região, o que pode representar uma virada. Temos uma cultura narrativa muita rica e, finalmente, poderemos desfrutar de conteúdo árabe com a qualidade da Netflix”. Erik Barmack, diretor internacional de séries da Netflix, completou o comunicado, dizendo: “Estamos muito felizes em trabalhar com tal variedade de talentos para lançar nossa primeira série original árabe no Oriente Médio. Estamos extremamente entusiasmados por trazer esta história para um público global e para celebrar a juventude e a cultura árabes. Mal podemos esperar para compartilhar mais detalhes no final deste ano”. “Jinn” é, na verdade, o segundo projeto da Netflix no Oriente Médio, após produzir o show de comédia stand-up “Adel Karam: Live From Beirut”, que deverá ser lançado em 1º de março.
Série de terror Lore é renovada para a 2ª temporada
A Amazon renovou a série de terror “Lore” para sua 2ª temporada. Com formato de antologia, a produção é baseada num podcast que relata histórias paranormais supostamente reais, que deram origem aos mitos e lendas dos dias atuais. A série foi lançada em outubro, num tom que mistura documentário e encenação e com apoio de um elenco formado por Robert Patrick (série “Arquivo X”), Kristin Bauer van Straten (série “True Blood”), Adam Goldberg (série “Fargo”), Holland Roden (série “Teen Wolf”), Colm Feore (série “House of Cards”) e Campbell Scott (também de “House of Cards”). As gravações dos novos episódios vão começar em abril com outros atores convidados e produção de Ben Silverman (série “The Office”), Howard T. Owens (reality “Planet of the Apps”), Gale Anne Hurd (série “The Walking Dead”), Brett-Patrick Jenkins (reality “Face Off”), Glen Morgan (série “Arquivo X”) e Aaron Mahnke, o criador do podcast.
Chichezão sci-fi, The Cloverfield Paradox faz a Terra e a lógica desaparecerem
Lançado de surpresa (na noite do Super Bowl), numa estratégia até então inédita da Netflix, “The Cloverfield Paradox” é o terceiro capítulo da saga “Cloverfield”. Enquanto o primeiro era um típico filme de monstros, que se utilizou da estética “found footage” como forma de inovar a sua narrativa, o segundo, “Rua Cloverfield, 10”, foi um thriller claustrofóbico passado quase que inteiramente em um abrigo subterrâneo. Este terceiro se assemelha ao anterior na sua ambientação, trocando o abrigo por uma estação espacial, mas apresenta um tom não só diferente como bem mais convencional que os demais. Escrito por Oren Uziel (“Anjos da Lei 2”) e dirigido por Julius Onah (“The Girl Is in Trobule”), acompanha Hamilton (Gugu Mbatha-Raw) – única personagem que ganha algum tipo de desenvolvimento dramático e história prévia –, uma cientista que precisa lidar com o trauma da perda recente dos filhos, ao mesmo tempo em que a Terra sofre com o fim iminente das suas fontes de energia – o que inicia conflitos internacionais e a possibilidade de uma guerra. Convencida pelo marido Michael (Roger Davies), ela decide fazer parte da equipe de cientistas e astronautas que, a bordo de uma estação espacial, realizará um experimento com o intuito de gerar energia suficiente para alimentar todo o planeta. O experimento, porém, dá errado e a equipe passa a presenciar estranhos acontecimentos, ao passo que a população da Terra sofre as consequências dessa falha. As referências do texto de Uziel são claras e nem um pouco originais. De “Alien – O 8º Passageiro” (1979) ele tirou a cena em que o peito de John Hurt explode com o nascimento do alien. De “2010 – O Ano Em Que Faremos Contato” e “Projeto Filadélfia” (ambos de 1984) vieram, respectivamente, o conceito de tratar os astronautas como um microcosmo da nossa sociedade, refletindo lá em cima os conflitos que acontecem aqui embaixo, e a ideia da mulher fundida à fiação da estação. JJ Abrams, produtor do longa, construiu a sua carreira em cima da nostalgia, mas é inegável que o novo “Cloverfield” exagera e tropeça em alguns aspectos básicos da narrativa. Afinal, é bastante conveniente que alguém explique o problema do paradoxo do título poucos segundos antes de o tal paradoxo acontecer, o que se mostra uma estratégia preguiçosa para avançar a trama. Além disso, existem diversas incongruências grosseiras. Numa cena, é dito que são necessárias três pessoas para desacoplar uma parte da estação espacial – o velho truque do desacoplamento manual de toda sci-fi – , mas, quando chegam lá, duas ficam observando a terceira fazer todo o trabalho sozinha. Isso sem falar como é incrível a capacidade da estação em continuar funcionando após tantas explosões, perdas de energia e peças faltando. As incongruências são muitas e atrapalham, sim, mas, ao mesmo tempo em que chuta a lógica, o filme também diverte com suas situações absurdas, como a que envolve um braço com vida própria, personagens que surgem dentro das paredes, além do desaparecimento da própria Terra. É tudo tão bizarro que se torna impossível levar a trama a sério. O diretor Julius Onah parece ter ciência disso, ao imbuir as cenas de tensão com toques de humor (além de um pouco de humor involuntário). E ainda que avance em cima de clichês, consegue manter o ritmo da narrativa em meio às viradas na história, fazendo que só ao final o espectador perceba o quanto a subtrama do marido da protagonista foi perda de tempo, por exemplo. “The Cloverfield Paradox” não é tão bom quanto os anteriores, mas, ao menos, a ideia de construir uma franquia com personagens e tons completamente diferentes a cada lançamento mantém um aspecto criativo na obra. O fato de ser o clichezão de sci-fi espacial do trio, porém, não a torna nem mais nem menos memorável. Visto isoladamente, é mais do mesmo, descartável e esquecível como uma produção feita diretamente para DVD – que, neste século 21, sai direto em streaming.
Edha: Trailer da primeira série argentina da Netflix revela suspense passado no mundo da moda
A Netflix divulgou o trailer completo de “Edha”, sua primeira série argentina, que revel ama trama de suspense passada no mundo da moda e do luxo de Buenos Aires. A trama gira em torno da personagem-título (vivida por Juana Viale, de “Manuel Espera”), uma famosa estilista que se aproxima de Teo (o espanhol Andrés Velencoso, de “Fim dos Tempos”), um modelo estrangeiro que se torna seu muso. A sintonia entre os dois inspira Edha a criar uma coleção para as passarelas e, durante o processo de criação, alguns segredos são revelados, dando um tom de suspense dramático para a série. Na verdade, Teo entrou nesse universo em busca do responsável pela morte da irmã, carbonizada no incêndio de uma fábrica clandestina de roupas para grifes de moda. Com 13 episódios, a série foi criada pelo cineasta Daniel Burman (“O Décimo Homem”) e estreia em 16 de março.












