The Crown: Novas fotos da 4ª temporada destacam a princesa Diana
A Netflix divulgou mais 12 fotos da 4ª temporada de “The Crown”, que destacam a chegada de Emma Corrin (“Pennyworth”) ao elenco, no papel da princesa Diana. Ela aparece, inclusive, vestida de noiva. Os novos episódios, que serão passados nos anos 1980, mostrarão o casamento do Príncipe Charles (Josh O’Connor) e Diana, além do governo da primeira-ministra Margaret Thatcher, interpretada na série por Gillian Anderson (“Arquivo X”). A 4ª temporada será a última com o elenco atual, que também destaca Olivia Colman (“A Favorita”) como a rainha Elizabeth IIª, Helena Bonham Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”) no papel da Princesa Margaret, e Tobias Menzies (“Outlander”) como o príncipe Philip. A estreia dos novos episódios está marcada para o dia 15 de novembro.
Estou Pensando em Acabar com Tudo é pesadelo psicológico e existencial
O roteirista Charlie Kaufman não é estranho à ideia de entrar na cabeça dos seus personagens com o intuito de exibir seus medos e angústias mais profundos. Ainda assim, em experiências anteriores, como “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004) e “Adaptação” (2002), os limites entre realidade e ficção eram visíveis e, em sua maioria, identificáveis. Só que em “Estou Pensando em Acabar com Tudo” ele apaga essas fronteiras, apresentando uma obra complexa e ambiciosa – e um dos seus melhores trabalhos. Baseado no livro homônimo de Iain Reid, o filme parece acompanhar a jovem Lucy (Jessie Buckley) enquanto ela viaja com o namorado Jake (Jesse Plemons) para conhecer os sogros. Um sentimento de estranhamento é estabelecido logo de início. As roupas coloridas da personagem contrastam com a frieza do ambiente. Ela ensaia um sorriso, mas seu pensamento é invadido pela vontade de acabar com tudo. Quando eles chegam ao seu destino, conhecemos os pais de Jake (interpretados por David Thewlis e Toni Collette). O estranhamento perdura ao longo de toda essa sequência, a começar pelo fato de os pais demorarem uma eternidade para recebê-los. Além disso, eles parecem rejuvenescer em algumas cenas e envelhecer em outras. Mas existe uma explicação para essa temporalidade etérea – e aqui vamos entrar no terreno dos spoilers. De fato, não há como abordar a genialidade da história sem dar o maior spoiler de todos – a razão porque o filme é genial. Prossiga apenas se já tiver visto o filme para não perder o prazer de ser surpreendido. O verdadeiro protagonista da história é um homem idoso que trabalha como zelador em uma escola rural. Ele aparece em poucos momentos ao longo da obra, mas é a sua história que vemos ser contada. Ao mesmo tempo, nenhum dos demais personagens é real, embora Jake, interpretado por Jesse Plemons, seja próximo disso, uma lembrança (ou a imaginação) da juventude do protagonista real. Jake é a persona que ele escolheu para interpretar a si mesmo nessa viagem nostálgica e auto reflexiva. Já os demais personagens são uma mistura de memórias e manifestações do seu inconsciente. O diretor/roteirista é hábil ao dar essas “pistas” acerca da realidade da história por meio de segredos escondidos nos diálogos. Quando Lucy recita um recita um poema sobre solidão, por exemplo, Jake afirma: “parece que você escreveu sobre mim”. A fala é uma referência a sua situação atual, trabalhando de noite e voltando para uma casa vazia. O controle exercido por esse protagonista ausente fica explícito na maneira como o longa é apresentado para o público, especialmente no formato de tela utilizado. Além de limitar o mundo daqueles personagens, o formato em 4:3 (tela quadrada) é uma alusão à pequena TV que o zelador assiste na cozinha. Mas a relação cinematográfica ultrapassa o formato da tela. Kaufman – que também dirige o filme – ainda explora diferentes gêneros cinematográficos: há momentos de terror, suspense, drama, animação e até cenas musicais. Também existem referências a personalidades relacionadas ao cinema (como a crítica Pauline Kael) e a outros filmes (como o final, tirado de “Uma Mente Brilhante”). Tudo faz parte do imaginário de Jake – conforme sugerido na cena em que vemos o quarto. Mas Kaufman esconde esse protagonismo, direcionando sua câmera à atriz Jessie Buckley. E esta opção deixa a trama ainda mais complexa. Pois apesar de ela ser a narradora – o que a aproxima do público –, a personagem não é, necessariamente, uma pessoa real, mas a representação idealizada de todas as mulheres que causaram algum impacto na vida do protagonista. Não por acaso, o nome e profissão dela mudam ao longo de toda a narrativa. Toda essa confusão intencional tem o intuito de explorar a complexidade da vida humana e a impossibilidade de criar uma narrativa concisa acerca de um ser humano. Conforme é dito em um momento: “Às vezes o pensamento é mais próximo da realidade do que uma ação”. “Estou Pensando em Acabar com Tudo” é, portanto, uma (auto) avaliação da vida do protagonista. No que se manifesta como um fluxo de pensamento – as vezes confuso como um sonho ou pesadelo – , ele confronta suas memórias e tenta compreender o rumo da sua vida, cuja trajetória agora se aproxima do fim. Ao longo dessa viagem pessoal e derradeira, ele revisita traumas antigos e relacionamentos perdidos – reais ou imaginados. Até finalmente “aceitar tudo”, revelando a moral da história.
Narciso em Férias é emocionante e essencial para a democracia
“Eu comecei a achar que a vida era aquilo ali. Só aquilo. E que a lembrança do apartamento, dos shows, da vida lá fora era uma espécie de sonho que eu tinha tido.” Essa é uma das falas de Caetano Veloso em “Narciso em Férias”, ao descrever o seu primeiro momento no cárcere, quando foi colocado, sem a menor explicação, em uma solitária escura. Só de pensar nisso, de ter essa sensação de deslocamento da realidade, já é aterrador. “Narciso em Férias” marca o retorno da dupla de cineastas Ricardo Calil e Renato Terra ao mundo da música popular brasileira, depois do ótimo “Uma Noite em 67” (2010). Desta vez, a opção de entrecortar as falas de Caetano Veloso com imagens de arquivo e depoimentos de outros entrevistados foi deixada de lado, e o filme fica muito mais poderoso apenas com as cenas da entrevista com o cantor, músico e compositor baiano. Há quem diga que apresentar única e exclusivamente a entrevista de uma pessoa à frente de uma câmera não é fazer cinema, mas isso é bobagem. Esquecem da grandeza de Eduardo Coutinho, mestre nesse formato. Em “Narciso em Férias”, os diretores optaram por esconder, sempre que possível, suas próprias vozes na condução da entrevista. E utilizam apenas três enquadramentos básicos: o close-up, um plano que mostra o corpo inteiro do cantor e um plano mais distante, que acentua a parede ao fundo. Tudo que ele conta já está em um capítulo do seu livro “Verdade Tropical”, justamente intitulado “Narciso em Férias”, e que agora se tornará um livro à parte, já em pré-venda. O termo foi tomado de empréstimo de um livro do romancista americano F. Scott Fitzgerald, e que também se refere ao fato de que, durante todo o período em que esteve preso, Caetano não se olhou no espelho – deu férias a seu lado narcisista, por assim dizer. Histórias narradas oralmente são a base da construção de nossa civilização e é bom ver que esse tipo de recurso ainda segue sendo incrivelmente poderoso, especialmente quando encontramos alguém que consegue nos colocar dentro da ação. Há momentos da fala de Caetano que conseguem fazer o público se sentir em seu lugar, com um detalhismo de carga dramática assombrosa. O documentário é cheio de momentos de bastante emoção, especialmente em seu terço final. O próprio Caetano Veloso parece ter se surpreendido com o próprio choro e pede para que os diretores parem a filmagem em determinado momento. E não é um momento em que ele fala de seu sofrimento, mas de quando comenta o sentimento de gratidão, que ele tem por um sargento que ficou com pena de sua situação, de ele ser o único que não podia receber a visita da esposa, e que o ajudou. E ele lamenta não ter procurado saber o nome desse homem. Sem dúvida um dos momentos mais bonitos e tocantes do documentário e que, muito provavelmente, perderia um bocado da força sem a voz e sem o olhar do cantor . Outro acerto de Calil e Terra foi o fato de trazerem canções para o documentário. Já começa com uma canção de Orlando Silva, “Súplica”, cuja importância é exposta ao longo do filme. Além disso, cada vez que “Hey Jude”, dos Beatles, tocava nos rádios – foi um grande sucesso da época, o final dos anos 1960 – trazia esperança para Caetano. Outras duas canções do próprio Caetano, inspiradas pela experiência do cárcere, também são citadas com emoção: “Irene” e “Terra”. Além de enfatizar a importância e a beleza do trabalho de um de nossos mais brilhantes músicos, “Narciso em Férias” também impacta por lembrar como os artistas brasileiros foram presos e exilados durante a ditadura militar, em um momento em que a extrema direita se apresenta como uma ameaça cada vez maior para a democracia do Brasil. E isso o torna um filme essencial.
The Snoopy Show: Veja o trailer da nova série animada dos Peanuts
A Apple divulgou o primeiro trailer de “The Snoopy Show”, nova série animada do universo dos “Peanuts”, que reforça a volta ao visual clássico (2D) dos personagens após o recente longa animado por computação gráfica, “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme” (2015). A empresa fechou contrato em 2018 para desenvolver novos projetos baseados nas criações do cartunista Charlie Chultz. “The Snoopy Show” é o segundo projeto, após “Snoopy in Space” lançado no ano passado, e seu trailer foi divulgado numa data especial: a criação dos “Peanuts” completou 70 anos na sexta-feira (2/10). O trailer da nova série mostra Charlie Brown tentando ensinar truques de cachorro ao Snoopy, mas sendo sempre surpreendido pelas habilidades extraordinárias de seu mascote. Além da dupla, aparecem no vídeo todas as crianças amigas de Charlie Brown, além do pássaro Woodstock. A estreia de “The Snoopy Show” está marcada para fevereiro de 2021 na plataforma Apple TV+.
Facebook reage ao documentário O Dilema das Redes
O Facebook decidiu responder ao documentário “O Dilema das Redes” (The Social Dilema), lançado pela Netflix há algumas semanas com grande repercussão. Em comunicado divulgado na sexta-feira (2/10), a empresa de Mark Zuckerberg listou sete “erros” do documentário para criticar o conteúdo do filme, acusando a produção de apresentar uma visão distorcida do funcionamento das redes sociais, de modo a “criar um conveniente bode expiatório para problemas sociais complexos”. No comunicado, o Facebook tenta desmentir a narrativa do documentário, apontando as iniciativas realizadas nos últimos anos para corrigir seus problemas. Vale mencionar que algumas dessas iniciativas só foram tomadas após muita pressão, inclusive do Congresso dos EUA, e depois da première do filme — que foi exibido em janeiro deste ano, no Festival de Sundance, quando virou assunto na mídia. Em sua defesa, a empresa afirma que não criou seus produtos para serem viciantes e sim para agregar valor, alegando que seus algoritmos não são “maus” e que eles funcionam para a plataforma continuar relevante e útil. Além disso, disse que, ao mudar seu feed de notícias em 2018, trocando a prioridade do algoritmo – de vídeos virais para “interações sociais significativas” com amigos e parentes – sofreu uma queda de 50 milhões de horas por dia de interações na plataforma. A empresa também garante ter feito mudanças para proteger mais efetivamente a privacidade de seus usuários – após escândalos de utilização desses dados por terceiros – e para combater conteúdos nocivos, que propagam preconceito e desinformação na plataforma. “Reconhecemos que cometemos erros em 2016. No entanto, o filme não considera o que temos feito desde então para construir fortes defesas a fim de impedir as pessoas de usarem o Facebook para interferir em eleições”, diz a empresa. Uma dessas iniciativas foi o desmantelamento de mais de 100 redes que agiam com “comportamento inautêntico coordenado”, entre elas uma rede brasileira com ligações à família do presidente Jair Bolsonaro. A companhia ainda argumenta que “polarização e populismo” existem há muito tempo — não nasceu com a internet e redes sociais. Também diz que a maioria do conteúdo visto lá não é polarizador nem político, e que tem ferramentas para diminuir o alcance de conteúdos sensacionalistas. Para completar, o Facebook inclui também críticas às conclusões do documentário. “Os criadores do filme não reconhecem – criticamente ou não – os esforços já realizados pelas empresas para resolver muitas das questões levantadas. Em vez disso, eles apresentam comentários de quem não está do lado de dentro [do negócio] há muitos anos”, afirma. O comunicado não aborda o fato de o Facebook ter hesitado mais do que qualquer outra rede social a identificar e até derrubar conteúdos de autoridades públicas que praticam desinformação sistemática (eufemismo para mentiras descaradas) na plataforma, às vezes até em desrespeito às políticas da empresa contra discursos de ódio. O próprio Zuckerberg defende que publicações de autoridades públicas merecem um tratamento diferente para serem julgadas pelos eleitores. Entretanto, isso acontece sem contexto em sua rede social. Além do Facebook, Zuckeberg também é dono do Instagram e do Whatsapp. Este último virou um instrumento perigoso de desinformação, especialmente durante a pandemia de covid-19, usado de forma ideológica numa campanha de lavagem cerebral, que chega a usar citação bíblica sobre “a verdade” para convencer usuários de que mentira é verdade e vice-versa – isto é, que os fatos jornalísticos apurados pelas grandes empresas de mídia não tem credibilidade, enquanto apenas os “zaps” de teorias de conspiração absurdas devem ser acreditados. O documentário “O Dilema das Redes” alerta para o risco de acreditar nas mentiras das redes sociais, além de detalhar como elas usam algoritmos para fazer com que os usuários permanecerem interagindo e se submetendo ao bombardeio de desinformação. Alguns usuários do Facebook chegaram a excluir sua conta na rede social depois de assistir ao filme.
Manual de Caça a Monstros: Terror infantil com Tom Felton ganha trailer legendado
A Netflix divulgou a versão legendada do trailer de “Manual de Caça a Monstros” (A Babysitter’s Guide to Monster Hunting), que traz Tom Felton, conhecido por ter interpretado Draco Malfoy nos oito filmes de “Harry Potter”, no papel de um monstro que rapta criancinhas. Com cabelos compridos e escuros, barba rala, cicatrizes e unhas pintadas, ele aparece irreconhecível como o vilão Grand Guignol. A comédia de terror infantil conta a história de uma babá que tenta resgatar crianças raptadas por monstros comandados pelo personagem de Tom Felton. Para isso, ela recebe ajuda de outras babás de uma sociedade secreta, encarregadas de enfrentar as ameaças sobrenaturais e manter as crianças seguras até a volta de seus pais. Produção original da Netflix, o filme foi baseado nos livros de Joe Ballarini (“My Little Pony: O Filme”). Ele próprio assina o roteiro, que foi dirigido por Rachel Talalay (“Tank Girl”) e traz em seu elenco Tamara Smart (“A Pior das Bruxas”), Oona Laurence (“Perfeita é a Mãe!”), Ian Ho (“Elinor Wonders Why”) e Indya Moore (“Pose”). A estreia está marcada para 15 de outubro em streaming.
Maisa Silva anuncia saída do SBT para “se reinventar”
Funcionária do SBT desde 2007, Maisa Silva decidiu não renovar seu contrato e está de saída do canal de Silvio Santos. Ela publicou um vídeo em seu canal no YouTube no qual fala sobre a decisão, comentando sua história na emissora, o convite para apresentar programas infantis, sua evolução como atriz e a vontade de se reinventar. Ela agradeceu principalmente a Silvio Santos por todo o apoio que teve ao longo dos 13 anos em que passou na emissora, além de citar a importância de Raul Gil em sua carreira. “O Silvio fez tanta coisa por mim, que vocês não têm nem noção. De auxiliar minha família porque eles não sabiam como cuidar da minha carreira. Meus pais nunca tiveram nada a ver com esse meio artístico. O Silvio ajudou para não cair em nenhuma pegadinha, em nenhum contrato que seria ruim”, disse. No vídeo, a apresentadora afirma que a decisão não tem nenhuma relação com problemas com a emissora, mas com a necessidade de sair da “zona de conforto”. “Preferi fazer este vídeo com calma, explicando, para que não existam ‘picuinhas’, motivos e coisinhas que não são verdade. Não tem nenhum motivo negativo para esse meu desligamento, apenas essa sensação de que eu preciso sair da minha zona de conforto, me reinventar, e porque têm coisas muito legais que vocês vão ficar orgulhosos”, disse. O SBT também emitiu um comunicado oficial para informar que “após 13 anos de emissora, a apresentadora Maisa comunicou a emissora sobre a não renovação de seu contrato, que vence em outubro”. Segundo o canal, “foi uma decisão muito difícil, mas a apresentadora sai pela porta da frente e com imensa gratidão a toda a família Abravanel e todos os profissionais que participaram de sua jornada durante esse período onde cresceu e se desenvolveu como artista, apresentadora e influenciadora”. Como a separação foi amigável, e a apresentadora deve continuar aparecendo em atrações do SBT. Ela é embaixadora virtual do Teleton e tem uma boa relação com outros contratados do canal, além de ser muito querida por profissionais de bastidores. “Sua parceria com a emissora continua através do Teleton e participações especiais nos programas da casa, como ‘Programa Silvio Santos’, ‘Domingo Legal’, projetos digitais, entre outros”, diz o comunicado do SBT. “Será o início de um novo ciclo na vida de Maisa. A diretoria e todos os colegas do SBT desejam à apresentadora ainda mais sucesso e realizações em seus novos caminhos.” A partir do próximo mês, Maisa pretende fazer intercâmbio e se dedicar a novos desafios profissionais, como produções da Netflix que está desenvolvendo. Ela usou as redes sociais para agradecer o apoio dos fãs à decisão. “Estou recebendo mensagens muito carinhosas e, do fundo do meu coração, eu não esperava. Tive muito medo do que iam pensar, mas também segui firme com minha decisão pois tive amparo da minha família e do SBT pra seguir meus sonhos e trilhar meu caminho.” Maisa Silva literalmente cresceu na TV. Ela foi descoberta aos três anos, ao participar em 2005 de um quadro de calouros do Programa Raul Gil, então na Record. Dois anos depois, foi contratada pelo SBT, onde apresentou os programas “Sábado Animado”, “Domingo Animado” e “Bom Dia & Cia”. A apresentadora mirim também dividiu o quadro “Pergunte à Maisa” com Silvio Santos, no “Programa Silvio Santos”, onde chamou atenção pela espontaneidade. A transformação em atriz aconteceu em 2011, quando interpretou Valéria Ferreira no remake da novela “Carrossel”. Ela estreou no cinema no primeiro filme derivado da produção, “Carrossel: O Filme”, em 2015, e participou também da sequência, “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”. Em 2016 fez sua segunda novela, “Carinha de Anjo”, e no mesmo ano publicou seu primeiro livro, “Sinceramente Maisa”, que contava sua trajetória. A partir de 2017, sua carreira ficou maior que o SBT, voltando ao cinema em “Tudo Por um Popstar”. Depois de publicar mais dois livros, seguiu nas telas com “Cinderela Pop” (2018) e “Ela Disse, Ele Disse” (2019). Ela agora vai se despedir de seu programa de entrevistas no SBT, que já deve ter sido inteiramente gravado – “os últimos programas foram as mais difíceis”, disse no Twitter – e se prepara para lançar “Um Pai no Meio do Caminho”, seu primeiro longa realizado para a Netflix. Sei que estão esperando um esclarecimento da minha parte, e ele vem mais tarde através de um video. Como viram, a nota soltada pelo @SBTonline foi 100% respeitosa e veridica e fico mt feliz de vcs estarem compreendendo. Até logo, +a. — +a (@maisa) October 3, 2020
Cobra Kai ganha teaser dos próximos capítulos e garante 4ª temporada
A Netflix divulgou o primeiro teaser da 3ª temporada de “Cobra Kai”, que, entre cenas bastante dramáticas, também revela sua data de estreia e a renovação da série para seu quarto ano de produção. Segundo a auditoria da empresa Nielsen, a série se tornou o conteúdo mais visto da Netflix desde seu lançamento há um mês. A grande ironia desta constatação é que as duas primeiras temporadas, disponibilizadas em 28 de agosto, não eram inéditas. Elas já tinham sido disponibilizadas no antigo projeto premium do YouTube, que foi cancelado no ano passado. “Cobra Kai” era a série original de maior sucesso do YouTube, mas as demais não tiveram a mesma repercussão, levando ao abandono completo do projeto premium do portal, com conteúdo pago em streaming. Com isso, a Sony, que produz o programa, acertou sua transferência para a Netflix. E o YouTube abriu mão até da exclusividade dos episódios que financiou para ajudar a produção a encontrar uma segunda vida na plataforma rival. A trama retoma os personagens de “Karatê Kid”, mais de três décadas depois dos acontecimentos do filme, para abordar a rivalidade entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka), que se enfrentaram em 1984. Depois de vencer Lawrence no antigo duelo de karatê, LaRusso é um bem-sucedido empresário, enquanto seu velho rival tem problemas com o alcoolismo e o filho adolescente. No meio disso, Lawrence resolve reabrir o infame dojo Cobra Kai como sensei, o que traz de volta o conflito com Daniel e o inspira a criar seu próprio dojo, em homenagem a seu mestre, o Sr. Miyagi (o falecido ator Pat Morita). Macchio e Zabka também são produtores da série, que é uma criação dos roteiristas Josh Heald (“A Ressaca”), Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (ambos de “American Pie: o Reencontro”). Os dois últimos assinaram a direção dos primeiros episódios. Além dos citados, há outro peso pesado de Hollywood no negócio: o ator Will Smith (“Esquadrão Suicida”), por meio de sua produtora Overbook, que responde pela produção. O filho de Smith estrelou o “remake” de “Karatê Kid” em 2010. Os demais integrantes do elenco são Mary Mouser (série “Freakish”), Courtney Henggeler (série “Mom”), Xolo Maridueña (série “Parenthood”), Tanner Buchanan (série “Designated Survivor”) e o veteraníssimo Edward Asner (o eterno Lou Grant da série “Mary Tyler Moore” e voz original do vovô de “Up – Altas Aventuras”). A 3ª temporada, que já estava sendo produzida pelo YouTube quando a Netflix adquiriu a atração, ganhou data de estreia em 8 de janeiro.
Estreias online: 10 séries para maratonar no fim de semana
A multiplicação de opções de serviços de streaming, impulsionadas pelo mercado e pela pandemia, aumentaram as ofertas de séries online quase na mesma proporção das estreias de filmes digitais. Além das produções exclusivas da Netflix e seus rivais, os títulos que normalmente iriam para a TV paga agora também estão migrando para as plataformas, transformando as maratonas no “novo normal” das séries. Com o aumento da cobertura semanal de lançamentos, tornou-se necessário introduzir alguns ajustes. Assim como fizemos com a seção de filmes online, a partir desta edição destacaremos apenas as cinco principais novidades com comentários, complementando a lista de estreias com até mais cinco trailers de produções acima da média, de forma a totalizar no máximo 10 dicas semanais. Confira abaixo nosso novo Top 10 com as melhores séries para maratonar neste fim de semana. Bom Dia, Verônica | Brasil | 1ª Temporada A série criminal brasileira acrescenta elementos de abuso doméstico ao conhecido tema da caça ao serial killer. A Verônica do título (Tainá Müller, de “Tropa de Elite”) trabalha como escrivã em uma delegacia de Homicídios de São Paulo, vivendo uma rotina burocrática e pouco dinâmica. Casada e mãe de dois filhos, Verônica acaba por presenciar um suicídio que desperta nela dolorosas feridas do passado, na mesma semana em que recebe a ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Determinada, decide usar toda sua habilidade investigativa para mergulhar nos casos das duas vítimas: uma jovem enganada por um golpista na internet, e Janete, a esposa subjugada de um policial de alta patente. Mas ao se aprofundar nessas investigações, enfrenta um mundo perverso que coloca em risco sua família e sua própria vida. A produção também destaca Camila Morgado (“O Animal Cordial”) no papel de Janete e Eduardo Moscovis (“O Doutrinador”) como o marido dela, um serial killer inteligente e perigoso que leva uma vida aparentemente normal. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no livro de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes, lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também participam da produção. O próprio Raphael Montes (que também é autor do roteiro de “Praça Paris”) criou a adaptação, que conta com Ilana Casoy entre os roteiristas e tem direção do cineasta José Henrique Fonseca (“Heleno”). Vale lembrar que os dois autores também escreveram os roteiros da vindoura sessão dupla cinematográfica “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, sobre o crime de Suzane von Richthofen, atualmente à espera da reabertura dos cinemas. Disponível na Netflix Filho Pródigo | EUA | 1ª Temporada Produzida por Greg Berlanti, o produtor com mais séries no ar atualmente e em todos os tempos, “Prodigal Son” (título original) é uma espécie de “Hannibal” em versão família. A trama traz Tom Payne (o Jesus de “The Walking Dead”) como um psicólogo forense que ajuda a polícia a capturar serial killers graças à seu conhecimento íntimo sobre como eles pensam. Esta especialidade é resultado de uma experiência traumática: a descoberta, na infância, de que seu pai (Michael Sheen, de “Belas Maldições”) era um psicopata famoso, conhecido como Cirurgião. Criada por Chris Fedak (“Chuck”) e Sam Sklaver, que trabalharam juntos em “Deception”, a série também aborda os demais integrantes da família do protagonista, como uma mãe manipuladora, vivida por Bellamy Young (de “Scandal”), e uma irmã aparentemente normal demais, interpretada por Halston Sage (“The Orville”). Disponível na Globoplay American Horror Story | EUA | 9 Temporadas A famosa antologia de terror criada por Ryan Murphy e Brad Falchuck chega com todos seus episódios na Globoplay, muitos deles consagrados com prêmios. Além de popularizar o formato das séries de terror que contam histórias diferentes e completas a cada temporada, a atração ainda lançou a carreira de atriz de Lady Gaga, que venceu o Globo de Ouro ao estrelar o quinto ano da produção. Seu elenco de astros também destaca Sarah Paulson, Evan Peters, Denis O’Hare, Kathy Bates, Jessica Lange, Frances Conroy, Lily Rabe, Angela Bassett, Emma Roberts, Cheyenne Jackson, Taissa Farmiga, Billie Lourd e muitos outros, que costumam aparecer em várias temporadas como personagens diferentes – mas às vezes também retomando papéis anteriores, uma vez que a atração acabou demonstrando, nas tramas mais recentes, que todas as suas histórias são conectadas. Disponível na Globoplay Emily em Paris | EUA | 1ª Temporada Estrelada por Lily Collins (“Simplesmente Acontece”), filha do cantor Phil Collins, e desenvolvida por Darren Star, o criador das séries clássicas “Barrados no Baile” e “Sex and the City” (além da mais recente “Younger”), “Emily em Paris” é uma comédia romântica passada num dos cenários mais tradicionais das comédias românticas: Paris. A trama acompanha Emily (Collins), uma jovem executiva de marketing que consegue o emprego de seus sonhos em Paris. Após a empresa americana em que trabalha comprar uma agência francesa, ela parte para a França com a tarefa de trazer “a visão americana” para os negócios, mas pensando mesmo em viver incríveis aventuras românticas. Entretanto, nem tudo acontece como o planejado, pois o choque cultural se prova muito maior que o esperado. Disponível na Netflix How to Get Away with Murder | EUA | 6ª Temporada Os assassinatos, acontecimentos terríveis e reviravoltas da trama estrelada por Viola Davis chegam ao fim com mais mortes e reviravoltas, é claro. Um desfecho repleto de surpresas, com direito ao julgamento de Annalise Keating, a advogada vivida por Davis, que ensinou para seus alunos de Direito como cometer crimes perfeitos e sair impune. A lição final coloca em jogo sua capacidade de ser considerada inocente de tudo. Disponível na Netflix Chicago Med | EUA | 4 Temporadas Disponível na Amazon Riviera | EUA | 1ª Temporada Disponível na Globoplay Impuros | Brasil | 2ª Temporada Disponível na Globoplay Santo Forte | Brasil | 1 Temporada Disponível na Globoplay Carmen Sandiego | EUA | 3ª Temporada Disponível na Netflix
Estreias online: Magnatas do Crime e outros filmes para ver em casa
Após sete meses sem cinema, devido à pandemia de coronavírus, os lançamentos digitais se tornaram o “novo normal”, trazendo muitos filmes inéditos diretamente ao VOD, PVOD e streaming. Seja por disponibilização em assinaturas ou via aluguel de títulos individuais, as opções de títulos digitais exclusivos, que antes se restringiam à Netflix e poucos rivais, multiplicaram-se. E assim nossa sessão de estreias online, que ocupou o lugar dos lançamentos de cinema, deixou de ser apenas uma iniciativa provisória para se tornar referência. Para continuar essa cobertura, estamos introduzindo alguns ajustes. A partir desta edição, destacaremos apenas as cinco principais novidades com comentários, complementando a lista de estreias com mais cinco trailers de produções acima da média para totalizar 10 dicas semanais. A curadoria semanal vai priorizar títulos inéditos e lançamentos recentes que tiveram poucas chances de serem vistos nos cinemas, como forma de filtrar a quantidade de opções e oferecer sugestões sem mergulhar nos títulos clássicos (são muitos) e perder tempo com as produções de menor qualidade – que, em outras épocas, sairiam direto em DVD. Confira abaixo as melhores opções de filmes para este fim de semana. Magnatas do Crime | EUA | 2020 A volta do diretor inglês Guy Ritchie (do blockbuster “Aladdin”) às tramas de gângsteres do começo de sua carreira acompanha a sucessão de um chefão americano do crime, interpretado por Matthew McConaughey (“Interestelar”), que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre sua aposentadoria, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco inclui Charlie Hunnam (Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). No clima de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998) e “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000), agradou a crítica (72% no Rotten Tomatoes) e vai virar série. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, Looke, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes. Vestido Maldito | EUA | 2018 Premiado e cultuado, o terror do diretor inglês Peter Strickland (“O Duque de Burgundy”) acompanha uma mulher solitária de meia-idade (Marianne Jean-Baptiste, das séries “Blindspot” e “Homecoming”) que acaba seduzida por um vestido assassino numa vitrine. Ele é vermelho e lhe deixa mais sensual, mas também suga sua alma, arruinando sua vida. Amaldiçoado e indestrutível, o vestido ameaça todos que encontra pelo caminho – inclusive uma máquina de lavar! Apesar da premissa parecer boba, a execução é divertida e conta com forte influência psicodélica de Dario Argento, sugerindo como um remake de “Suspiria” realmente deveria parecer. Vencedor de vários festivais de terror, tem 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Disponível na Amazon. Vigiados | EUA | 2020 Estreia do ator Dave Franco (“Vizinhos”, “Esquadrão 6”) na direção, “The Rental” (título original) acompanha dois casais que alugam uma casa no campo para passar um fim de semana longe da cidade, mas acabam descobrindo que caíram numa armadilha, com câmeras no chuveiro, vultos furtivos na vizinhança e uma série de dificuldades que os impede de sair daquele lugar. Com 75% de aprovação no Rotten Tomatoes, o terror funciona principalmente devido ao bom elenco, encabeçado por Dan Stevens (“Legion”), Alison Brie (“GLOW”), Sheila Vand (“Expresso do Amanhã”), Jeremy Allen White (“Shameless”) e Toby Huss (“Halt and Catch Fire”), que interpreta o locatário sinistro. Disponível na Amazon. The Boys in the Band | EUA | 2020 A nova adaptação da famosa peça de Mart Crowley tem produção de Ryan Murphy (“Pose”) e grande elenco, encabeçado por Jim Parsons (o Sheldon de “Big Bang Theory”), Zachary Quinto (“Star Trek”) e Matt Bomer (“Patrulha do Destino”). A trama se passa em 1968 e gira em torno de uma festa de aniversário, que reúne nove homens gays num apartamento na cidade de Nova York. Mas um amigo supostamente heterossexual do passado do anfitrião resolve fazer uma visita inesperada e muda completamente o clima da noite. Vale lembrar que a história se passa antes de Stonewall, quando a maioria dos gays eram enrustidos, e já tinha virado filme em 1970, com roteiro do próprio Crowley e direção do mestre William Friedkin (“O Exorcista”), numa adaptação considerada marco do cinema queer. A nova versão tem direção de Joe Mantello, que já tinha filmado uma peça de temática gay anteriormente, “Entre Amigos”, em 1997, e apresenta o texto clássico com uma relevância inesperada para os dias de hoje. Disponível na Netflix. O Capitão | Alemanha | 2017 Filme bastante premiado de Robert Schwentke, que volta à Alemanha após vários projetos em Hollywood – entre eles, dois longas da franquia “Divergente” – para registrar em preto e branco o horror dos últimos dias da 2ª Guerra Mundial. A trama acompanha um soldado alemão desertor (Max Hubacher) perseguido por nazistas, que durante a fuga encontra o uniforme abandonado de um capitão. Desesperado, ele assume a identidade do oficial e logo percebe que os nazistas obedecem qualquer ordem que der. Ao tomar o controle de um campo de concentração, começa a se sentir poderoso e respeitado o suficiente para comandar suas próprias atrocidades. Perturbador e polêmico, o drama tem 83% de aprovação no Rotten Tomatoes e se destaca pela capacidade de gerar discussões. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, Looke, Now, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes. Sivas | Turquia | 2014 Disponível na Mubi. Uma Lição de Amor | Bélgica | 2017 Disponível na Apple TV/iTunes e Cinema Virtual. Barreiras | Luxemburgo, Bélgica | 2017 Disponível na Mubi. Vampiros x the Bronx | EUA | 2020 Disponível na Netflix. Cães do Espaço | Áustria | 2019 Disponível na Mubi.
Mostra Tiradentes ganha versão digital gratuita
A Mostra Tiradentes disponibiliza sua versão digital a partir desta quinta (1/10) até quarta-feira (7/10) de forma totalmente gratuita na plataforma do Sesc São Paulo. Em sete dias de programação, o público vai poder assistir 47 filmes (13 longas e 34 curtas), oito bate-papos com realizadores, dois debates e uma performance audiovisual de abertura. A programação completa com datas, horários e períodos em que os filmes estarão disponíveis para exibição pode ser conferida e acessada pelos sites oficiais: sescsp.org.br/mostratiradentes e mostratiradentessp.com.br. O festival tem um perfil mais universitário que os eventos de cinema mais tradicionais do país, e destaca temáticas anuais para sua programação. Neste ano, o tema é Imaginação como Potência. A programação terá todos os filmes vencedores da 23ª Mostra Tiradentes, realizada de forma presencial em janeiro deste ano, na cidade mineira, além de outros destaques, como os títulos que integraram a Mostra Aurora e a Mostra Foco – seções competitivas do evento –, além de títulos selecionados especialmente para esta edição online. O evento começa com a exibição do filme “Canto dos Ossos”, de Jorge Polo e Petrus de Bairros, eleito Melhor Filme da Mostra Aurora pelo Júri Oficial da Mostra Tiradentes, acompanhado por um bate-papo com a equipe do longa. Oito filmes integram a seleção da Aurora. Além de “Canto dos Ossos” (CE), de Jorge Polo e Petrus de Bairros, fazem parte da lista “Cabeça de Nêgo” (CE), de Déo Cardoso, “Cadê Edson?” (DF), de Dácia Ibiapina, “Mascarados” (GO), de Marcela Borela e Henrique Borela, “Pão e Gente” (SP), de Renan Rovida, “Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu” (SP), de Bruno Risas, “Natureza Morta” (MG), de Clarissa Ramalho, e “Sequizágua” (MG), de Maurício Rezende. O evento também prestará uma homenagem ao coletivo Filmes do Caixote, responsável por filmes como “Trabalhar Cansa” e “Sinfonia da Necrópole”. Além de debate com os cineastas, a programação apresentará a filmografia do grupo, com exibições de longas e 15 curtas-metragens que marcaram sua trajetória do coletivo. Entre vários outros curtas, a programação ainda reúne os longas “Até o Fim” (BA), de Ary Rosa e Glenda Nicácio, eleito melhor longa pelo Júri Popular de Tiradentes, e “Yãmi~yhex: As Mulheres-Espírito” (MG), documentário de Sueli Maxakali e Isael Maxacali, filme vencedor do Prêmio Carlos Reichenbach – melhor longa da Mostra Olhos Livres, eleito pelo Júri Jovem.
Filme apocalíptico com Gerard Butler e Morena Baccarin troca cinema pelo streaming nos EUA
O estúdio STX desistiu de lançar “Greenland” nos cinemas. A produção de catástrofe apocalíptica estrelada por Gerard Butler (“Invasão ao Serviço Secreto”) e Morena Baccarin (“Gotham”), que no Brasil foi batizada de “Destruição Final – O Último Refúgio”, terá apenas lançamento digital na América do Norte, Reino Unido e Austrália. O filme será lançado pela STX em PVOD (premium vod, mais caro) no dia 13 de outubro e, no começo de 2021, a Amazon e a HBO vão dividir os direitos de exibição do longa em diferentes mercados. A HBO obteve preferência para apresentar o longa nos EUA por um preço estimado entre US$ 20 e 30 milhões – sua aquisição mais cara, superando os US$ 17,5 milhões de “Má Educação”, que venceu o Emmy de Melhor Telefilme do ano há poucos dias. O objetivo é lançar o longa, que deveria ter chegado nos cinemas americanos em setembro, no começo de 2021 pelo serviço de streaming HBO Max, seguido por um período na TV paga. Já a Amazon negociou os direitos para o Canadá, Reino Unido e Austrália. Não está claro se o acordo também vai envolver outros mercados. No Brasil, a Diamond Films chegou a disponibilizar um trailer legendado para o lançamento do longa nos cinemas. O site oficial da distribuidora não aponta nenhum filme em cartaz ou lançamento para “em breve”. O certo é que o filme não terá distribuição cinematográfica nos principais mercados mundiais do cinema de língua inglesa. O presidente do STXfilms Motion Picture Group, Adam Fogelson, disse em comunicado: “Nós concebemos ‘Greenland’ como uma experiência cinematográfica e o público respondeu fortemente em todos os mercados onde a ida ao cinema continua forte. Em alguns mercados, entretanto, precisamos de uma estratégia diferente para lançar o filme de maneira oportuna e economicamente vantajosa. Estamos entusiasmados que os clientes da HBO terão a chance de desfrutar de ‘Greenland’ no próximo ano, após uma execução de PVOD na América do Norte durante o quarto trimestre deste ano. E temos o prazer de fazer parceria novamente com a Amazon no Reino Unido, Canadá e Austrália. Estamos ativamente produzindo e adquirindo uma lista empolgante de novos conteúdo para os cinemas, que são, e continuarão a ser, nossos parceiros essenciais. ” “Greenland” se passa após a explosão de um cometa na atmosfera ameaçar a vida na Terra, e acompanha a corrida que se segue em busca de abrigo no meio do caos. Gerard Butler e Morena Baccarin são o casal protagonista, que enfrenta o pânico coletivo e busca sobreviver com o filho pequeno (Roger Dale Floyd, de “Doutor Sono”), apostando tudo numa viagem para a Groenlândia (a Greenland do título americano), onde militares supostamente têm bunkers secretos. O elenco também inclui Scott Glenn (“Demolidor”), David Denman (“Brightburn: Filho das Trevas”) e Claire Bronson (“Mr. Mercedes”). O filme foi escrito por Chris Sparling, especialista em terrores baratos (“Enterrado Vivo”, “Armadilha”, “Por um Corredor Escuro”), e dirigido pelo ex-dublê Ric Roman Waugh, que recentemente filmou Butler em “Invasão ao Serviço Secreto”.
F Is For Family é renovada para 5ª e última temporada
A Netflix renovou “F Is for Family” para sua 5ª e última temporada. A série animada, que lembra uma mistura de “Os Simpsons” e “O Rei do Pedaço”, acompanha a família Murphy, bem mais desbocada que os personagens das animações da Fox. E também politicamente incorretos, já que a trama se passa nos anos 1970. A série é uma criação de Michael Price, produtor-roteirista de “Os Simpsons”, e Bill Burr, humorista americano de stand-up que participou das comédias “Uma Noite Fora de Série” (2010), “As Bem-Armadas” (2014) e “Pai em Dose Dupla” (2015). Além de escrever os episódios, Burr dubla Frank Murphy, o patriarca de uma família dos anos 1970, época em que “você podia bater no seu filho, beber ao volante, fumar em restaurantes e levar uma arma para o aeroporto”, segundo o criador. O elenco de vozes ainda inclui Laura Dern (“Big Little Lies”) como Sue, a esposa de Frank, e Justin Long (“Amor à Distância”) como o filho mais velho, Kevin, além de incluir participações do comediante Vince Vaughn (“Os Estagiários”), que também é produtor da atração. “Trabalhar neste programa com o grande Bill Burr, Vince Vaughn e nosso incrível elenco, escritores, produtores e equipe foi a maior alegria da minha vida, e estou muito feliz por podermos fazer mais uma temporada com os Murphys, disse o co-criador e produtor executivo Price em comunicado. “Serei eternamente grato a todos na Netflix, Gaumont e Wild West que nos deixaram compartilhar essa família estressada, desbocada e amorosa com o mundo.” A 4ª temporada foi disponibilizada em junho passado e não há previsão para a estreia dos novos/últimos episódios.












