Estreias | 10 novidades da semana para ver no streaming
A seleção de novidades do streaming destaca cinco séries e cinco filmes. A lista passa por “Rio Connection”, coprodução internacional da Globoplay, e a biografia de Brigitte Bardot entre as séries, além da animação Leo e a comédia candidata a cult “Bottoms”, sem esquecer do blockbuster “O Protedor: Capítulo Final” e do documentário musical “Elis e Tom, Só Tinha que Ser com Você” em VOD. Confira abaixo lista completa dos melhores lançamentos da semana. SÉRIES RIO CONNECTION | GLOBOPLAY Ambientada nos anos 1970, a série nacional explora a intricada rede de tráfico de heroína estabelecida no Brasil, formando uma rota estratégica para os Estados Unidos. A obra é dirigida por Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny”), destacando-se por sua alta qualidade de produção e um elenco que combina talentos estrangeiros e brasileiros. A trama se aprofunda na vida de três criminosos europeus – Tommaso Buscetta (Valerio Morigi), Fernand Legros (Raphael Kahn) e Lucien Sarti (Aksel Ustun), com a presença marcante da atriz Marina Ruy Barbosa no papel de Ana Barbosa, uma cantora de boate que navega entre o glamour e os perigos associados ao submundo do crime. Inspirada em eventos reais, a trama desenrola-se em torno do plano do famoso mafioso Tommaso Buscetta e seus comparsas para usar o Rio como conexão do tráfico internacional. A trama mergulha nos detalhes da operação criminosa, destacando a compra da droga a preços baixos e a revenda por valores elevados. A série também explora a complexidade dos personagens, evitando retratá-los como criminosos unidimensionais e oferecendo uma visão mais humana e empática de suas vidas, apesar de suas ações sombrias. Coprodução internacional com a Sony, apesar de brasileira a série é falada em inglês. Conta com oito episódios e também inclui no elenco Nicolas Prattes, Gustavo Pace e Alexandre David, interpretando policiais brasileiros, além de Maria Casadevall, Carla Salle, Felipe Rocha e Rômulo Arantes Neto. COMPANHEIROS DE VIAGEM | PARAMOUNT+ A minissérie adapta o romance homônimo de Thomas Mallon, ambientado em Washington, D.C., durante os anos 1950 – a era McCarthy, auge do conservadorismo americano – , mas também avança no tempo para os anos 1980, período de intensa homofobia. Distribuída em oito episódios, a história acompanha a longa e apaixonada relação entre dois homens, Tim (interpretado por Jonathan Bailey), um jovem idealista e católico, e Hawk (Matt Bomer), um charmoso operador político. Os dois personagens, vindos de mundos distintos, se envolvem em um romance intenso e condenado à tragédia. A adaptação foi criada pelo escritor Ron Nyswaner, conhecido por seu trabalho em filmes e séries de temas LGBTQIA+, com destaque para o premiado longa “Philadelphia” de 1993, que foi um marco na representação do HIV/AIDS no cinema. Sua história combina política, romance queer e suspense de espionagem, utilizando dois períodos sombrios da história dos Estados Unidos como pano de fundo. Apesar de se desenrolar em torno de eventos reais, como a caça às bruxas de McCarthy (anticomunismo como fobia social) e a crise da AIDS nos anos 1980, a atração não se limita a ser apenas uma reconstituição histórica ou uma peça moral sobre a crueldade do governo em relação à comunidade LGBTQIA+. Em seu âmago, está um romance verdadeiro e cativante, reforçado pelas atuações de Bailey e Bomer, com direito a cenas de sexo bastante gráficas. De fato, a dinâmica de poder na relação sexual entre Hawk e Tim é explorada sem suavizar as arestas para o público heterossexual, o que faz da série uma das representações menos comedidas do amor gay, destacando-se por abordar o assunto de forma ousada. BRIGITTE BARDOT | FESTIVAL VARILUX DO CINEMA FRANCÊS Trazida ao Brasil pelo Festival Varilux do Cinema Francês, a minissérie é uma homenagem à emblemática atriz Brigitte Bardot, destacando os primeiros dez anos de sua carreira. Criada pela veterana cineasta Danièle Thompson (roteirista dos clássicos “Rainha Margot” e “Prima, Primo”) e seu filho Christopher Thompson, traz a argentina Julia de Nunez no papel icônico. E em alguns momentos, é possível confundir as duas, ainda que o carisma único da verdadeira Bardot seja inimitável. O elenco também destaca Victor Belmondo, neto do lendário ator Jean-Paul Belmondo, como o cineasta Roger Vadim, primeiro marido e responsável por revelar a estrela ao mundo. “Bardot” aborda os aspectos cruciais e desafios enfrentados pela atriz na França dos anos 1950, uma época marcada pelo sexismo e a dominação patriarcal, e culmina na sua transformação em sex symbol internacional nos anos 1960. Além de recriar diversos papéis antológicos em clássicos como “E Deus Criou a Mulher” (1956), de Roger Vadim, “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard, o enredo também explora a vida privada, relações amorosas e a maneira como Bardot lidou com a atenção intensa da mídia, destacando sua luta contra a objetificação e a busca por sua identidade em meio à fama avassaladora. A cinematografia e as atuações são pontos fortes da produção, que, apesar de uma abordagem tradicional, oferece uma perspectiva renovada sobre a jornada da estrela. Com seis episódios, a produção pode ser vista na íntegra e de graça no site do Festival Varilux do Cinema Francês (https://variluxcinefrances.com/) até o dia 22 de dezembro. DOCTOR WHO: THE STAR BEAST | DISNEY+ O primeiro dos três especiais de 60 anos de “Doctor Who” marca a estreia da franquia na Disney+ e o retorno triunfante de David Tennant como o Doutor, acompanhado por Catherine Tate como sua companheira Donna Noble. O episódio também é o primeiro de uma nova fase sob comando do renomado Russell T Davies, de volta para ditar os rumos da série clássica, que ele relançou em 2005. A trama baseia-se em uma história em quadrinhos de 1980 do Doutor, que foi atualizada para incorporar a versão de Tennant, considerado o melhor intérprete do protagonista (à frente da série de 2005 a 2010). A trama começa com o reencontro do Doutor e Donna, que não se veem há 15 anos, para resolver o mistério do acidente de uma nave espacial em Londres, e embora o episódio mantenha elementos clássicos de “Doctor Who”, como viagens no tempo e encontros com alienígenas, ele também aborda temas mais profundos relacionados à identidade e à humanidade. A história de Donna, que teve as memórias de suas aventuras apagadas e agora é casada e mãe, adiciona complexidade à personagem, enquanto Tennant traz uma nova profundidade a seu papel, mesclando traços dos Doutores que vieram após sua versão original. O episódio também introduz uma série de novos personagens, incluindo Yasmin Finney como Rose Noble, filha de Donna. E prepara terreno para mais dois especiais como parte das celebrações do 60º aniversário da série: “Wild Blue Yonder” e “The Giggle”. Este último traz Neil Patrick Harris como um vilão clássico, o Fabricante de Brinquedos (The Toymaker), visto pela última vez em 1966, e serve de passagem para um novo protagonista. O ator Ncuti Gatwa (o Eric de “Sex Education”) será o Doutor a partir da 14ª temporada, prevista para ir ao ar em 2024. Para quem não sabe, o artifício narrativo que justifica as mudanças de intérpretes é simples: sempre que o Doutor é ferido de morte, ele(a) se transforma em outra pessoa, ganhando não apenas nova aparência, mas também um nova personalidade, ainda que mantenha intacta toda a sua memória. O truque foi a forma encontrada pelos produtores para continuar a série quando William Hartnell (1908–1975), o primeiro astro de Doctor Who, resolveu largar o papel na metade da 4ª temporada original (exibida em 1966). ROUND 6: O DESAFIO | NETFLIX O reality de competição é baseado em “Round 6”, série de maior audiência da Netflix em todos os tempos, e acompanha 456 competidores em uma disputa por um prêmio de US$ 4,56 milhões, o maior já entregue numa disputa televisiva. A competição é realizada em um cenário que replica a estética da série, incluindo os uniformes e os designs dos ambientes, mas sem a natureza sinistra do torneio sangrento. Em “O Desafio”, a violência letal é substituída por tintas que simulam a morte dos competidores eliminados. O programa tenta encontrar um meio-termo entre as competições convencionais e o conceito distópico de “Round 6”, introduzindo elementos de drama e táticas psicológicas. As dinâmicas sociais e as estratégias de jogo são elementos-chave nos episódios, com alianças e habilidades interpessoais se mostrando tão importantes quanto a habilidade nos jogos. Entretanto, a produção também é uma contradição, pois indica que a Netflix não compreendeu a mensagem crítica da trama de Hwang Dong-hyuk. A obra sul-coreana foi aclamada por sua representação intensa e brutal de pessoas desesperadas, que participam de jogos mortais por uma chance de escapar de dívidas esmagadoras, servindo como uma alegoria do capitalismo e da desigualdade socioeconômica, onde a dignidade humana e a vida são sacrificadas por entretenimento. A trama critica a exploração dos desfavorecidos e a indiferença dos milionários, usando a violência extrema e as situações desesperadoras dos personagens para enfatizar seu ponto. Quando a Netflix transforma o conceito em uma competição real, em vez de um comentário sobre a desumanização e a exploração, “Round 6” se materializa como a mesma forma de entretenimento que, ironicamente, procurava condenar. FILMES BOTTOMS | PRIME VIDEO A nova comédia juvenil de Emma Seligman, que ganhou destaque com “Shiva Baby” em 2020, se passa no ensino médio, onde duas melhores amigas lésbicas, desajeitadas e desesperadas para perder a virgindade, tem a ideia de ensinar aulas de autodefesa para impressionar as líderes de torcida, mas logo viram catalisadoras de uma revolta feminista. Os papéis principais são vividos por Rachel Sennott, que foi a protagonista de “Shiva Baby”, e Ayo Edebiri, uma das estrelas da premiada série “O Urso” (The Bear), da Star+. Ao desenvolver a narrativa, a diretora quis explorar um gênero do qual os personagens LGBTQIA+ são historicamente excluídos, oferecendo uma visão crua e cheia de piadas sexuais explícitas, que contrasta com a inocência dos filmes de high school. A trama é centrada na busca de PJ e Josie pela atenção de Isabel e Brittany, as estrelas da equipe de torcida. Ao perceberem que as tentativas convencionais de aproximação resultam em fracasso, elas decidem criar uma aula de autodefesa, que rapidamente se transforma em um clube de luta. Logo, o projeto começa a ganhar vida própria, como um espaço para as personagens explorarem e expressarem sua raiva e frustrações, criando uma atmosfera de empoderamento feminino, ainda que sob pretextos questionáveis. Divertidíssimo e politicamente ousado, o filme caiu nas graças da crítica americana, atingindo 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sua abordagem subversiva remete ao cultuado “Heathers” (ou “Atração Mortal”), lançado em 1989. Ambos abusam do humor negro para desafiar as convenções dos filmes sobre adolescente, apresentando uma narrativa cínica, personagens de moral ambígua e uma crítica mordaz à cultura do ensino médio americano. LEO | NETFLIX A animação produzida e estrelada (na dublagem em inglês) por Adam Sandler segue um lagarto de 74 anos que vive em um aquário na sala de aula de uma escola primária. Compartilhando o espaço com uma tartaruga chamada Squirtle (voz de Bill Burr), Leo tem passado seus dias observando gerações de alunos enfrentarem seus desafios juvenis. Tudo muda quando ele se dá conta de sua própria mortalidade e decide que precisa ver o mundo fora do aquário. Só que, na tentativa de fuga, Leo vacila e permite que as crianças descubram seu maior segredo: ele pode falar. Assim, o pequeno lagarto transforma-se em uma espécie de conselheiro para os estudantes que cuidam dele. O filme, dirigido por Robert Marianetti, Robert Smigel e David Wachtenheim, conhecidos por seus trabalhos no humorístico “Saturday Night Live” (SNL), especialmente nos segmentos animados, é moldado por uma série de vinhetas onde Leo ajuda os estudantes com seus problemas pessoais, variando de ansiedade a dificuldades de socialização. Cada criança que leva Leo para casa descobre que ele pode falar, mas é persuadida a acreditar que só ela pode ouvi-lo. Através dessas interações, Leo oferece conselhos e apoio, encontrando um novo propósito em ajudar...
A Criatura de Gyeongseong | Veja o trailer da nova série coreana de terror
A Netflix divulgou um novo pôster e o trailer de “A Criatura de Gyeongseong”, nova série sobrenatural sul-coreana. A prévia apresenta os dois protagonistas, que se infiltram num laboratório secreto, onde experimentos proibidos estão sendo realizados. Ambientada na primavera de 1945, na cidade de Gyeongseong, a atração reúne dois dos maiores astros da Coreia do Sul, Park Seo-joon (em cartaz em “As Marvels”) e Han So-hee (“My Name”), que se unem pela primeira vez num mesmo projeto. Ele interpreta o homem mais rico de Gyeongseong e proprietário de uma casa de penhores, enquanto ela vive uma detetive famosa por sua capacidade de rastrear qualquer pessoa, até mesmo os mortos. Ambos se cruzam na investigação de casos de desaparecidos, que leva a um hospital onde estranhas experiências são criadas em laboratório. Uma vez no interior da instituição, os dois precisão lutar para sobreviver ao se depararem com uma criatura “nascida da ganância humana”, segundo a sinopse. Escrita por Kang Eun-kyung (“Dr. Romântico”) e dirigida por Jeong Dong-yun (“Tudo Bem Não Ser Normal”), a atração também traz em seu elenco Wi Ha-joon (“Round 6”), Claudia Kim (“A Torre Negra”), Kim Hae-sook (“A Criada”), Jo Han-chul (“Alerta Vermelho”) e Ji Woo (“Estranhos Íntimos”). A primeira parte de “A Criatura de Gyeongseong” estreia dia 22 de dezembro, com a segunda vindo logo em seguida, em 5 de janeiro.
De Volta aos 15 | Larissa Manoela se junta a Maisa nas fotos da última temporada
A Netflix divulgou as primeiras imagens da 3ª temporada de “De Volta aos 15”, que marca a estreia de Larissa Manoela na produção e a primeira vez que ela contracena com Maisa desde a franquia “Carrossel”. A próxima temporada será a última da produção, que também conta com Camila Queiroz em papel de destaque. Além do reencontro com Maisa, Larissa também voltará a atuar com um ex-namorado, João Guilherme, além de Karol Castanho e grande elenco. Inspirada no livro de Bruna Vieira, a série segue Anita, uma mulher de 30 anos descontente com sua vida atual, que após encontrar seu antigo vlog retorna magicamente aos 15 anos e tenta consertar seus erros passados. Entretanto, essa jornada temporal não se mostra fácil. Na 3ª temporada, após tentar deletar seu vlog, Anita é levada novamente ao passado. Só que agora ela não volta como uma adolescente do colegial em 2006, mas sim como uma universitária no ano de 2009, vestindo um moletom do curso de Direito e um piercing no nariz. Sucesso na Netflix A 1ª temporada estreou em fevereiro de 2022, enquanto o 2º ano chegou no catálogo da Netflix no último dia 5 de julho. Sucesso entre o público, a atração entrou no ranking das séries de língua não-inglesa mais vistas do streaming. Os novos episódios ainda sem previsão de estreia. E ESSAS CARINHAS AQUI???????? 🥹💗 @Joaoguiavila @KlaraCastanho pic.twitter.com/WICbs1xPKV — netflixbrasil (@NetflixBrasil) November 23, 2023
Participantes de “Round 6: O Desafio” ameaçam processar Netflix por lesões
Participantes de “Round 6: O Desafio” estão ameaçando processar a Netflix e os produtores do reality show, alegando terem sofrido lesões durante as gravações. Representados pelo escritório de advocacia britânico Express Solicitors, dois concorrentes anônimos relatam ter sofrido hipotermia e danos nervosos enquanto filmavam em condições de frio extremo no Reino Unido. Daniel Slade, CEO da Express Solicitors, destacou a gravidade da situação, afirmando: “Os participantes pensaram que estavam envolvidos em algo divertido e não esperavam sofrer como sofreram”. Slade também relatou que os clientes ficaram “presos em posições de estresse dolorosas em temperaturas frias”. Cartas de reclamação foram enviadas à Studio Lambert, co-produtora do reality show da Netflix. Problemas nas gravações Os problemas ocorreram durante a gravação do jogo “Batatinha 1,2,3” (Red Light, Green Light), filmado no estúdio Cardington, uma antiga base da Força Aérea Real em Bedford, durante um período de frio intenso na Grã-Bretanha. A Netflix confirmou que três dos 456 jogadores precisaram de atenção médica na ocasião. Os relatos dos participantes indicam que a produção pode ter negligenciado padrões de saúde e segurança. Alguns integrantes da competição descreveram as condições de filmagem como um “campo de batalha”, onde pessoas eram carregadas por equipes médicas, mas não podiam falar sob risco de serem eliminadas do jogo. Um participante descreveu ter visto alguém desmaiar, enquanto outros relataram hipotermia e mãos roxas devido ao frio. Resposta dos produtores Os produtores executivos do show, John Hay e Stephen Lambert, defenderam as condições do set. Hay ressaltou que “o bem-estar e a segurança são obviamente primordiais para nós” e afirmou que todas as medidas apropriadas foram tomadas para cuidar dos participantes. Lambert comparou a experiência do reality show a outros programas de sucesso, ressaltando que “não seria um passeio no parque ganhar US$ 4,56 milhões”. Apesar das acusações, nenhum processo foi formalmente aberto contra a Netflix ou os produtores até o momento. Os primeiros cinco episódios de “Round 6: O Desafio” foram lançados na quarta-feira (22/11), recendo críticas mistas, apesar de retratar fielmente a estética do fenômeno “Round 6”, a série mais vista da história da Netflix.
Autor de “The Witcher” critica Netflix por ignorar suas sugestões para a série
O escritor polonês Andrzej Sapkowski, autor das obras que inspiraram a série “The Witcher” da Netflix, expressou descontentamento com a abordagem da plataforma em relação às suas ideias para a adaptação. Em um momento de franca sinceridade durante a Comic Con de Viena, na Áustria, ele comentou sobre sua participação na produção: “Talvez eu tenha dado a eles algumas ideias, mas eles nunca me ouviram. Mas isso é normal”. Ele ainda acrescentou, imitando um executivo da Netflix de maneira sarcástica: “Quem é esse? É um escritor, é ninguém.” O depoimento alimenta uma polêmica que vem crescendo entre os fãs dos livros, sobre o distanciamento cada vez maior da adaptação em relação ao material original. Adaptação ou recriação? A série, que concluiu sua 3ª temporada em julho, sofreu um revés recente com a saída do ator principal, Henry Cavill, um ávido fã dos livros de Sapkowski. Antes de sua partida, Cavill havia enfatizado em entrevista ao The Hollywood Reporter a importância da fidelidade ao material original, expressando seu desejo de permanecer na série por sete temporadas. Mas a produtora Lauren Schmidt Hissrich optou por se afastar ainda mais dos livros nos episódios mais recentes. A tensão entre a equipe de roteiristas e a fidelidade aos livros foi ainda evidenciada pelas palavras de Beau DeMayo, um dos roteiristas das primeiras temporadas, que em 2022 revelou no Instagram que alguns membros da equipe não apreciavam ou mesmo zombavam do material original. Em contrapartida, a showrunner Lauren Schmidt Hissrich defendeu a abordagem da série, declarando no Instagram: “Nunca zombei dos livros. Os livros são todo o meu sustento. Tenho um ótimo relacionamento com o Sr. Sapkowski.” Apesar das controvérsias envolvendo adaptação e fidelidade, “The Witcher” mantém sua popularidade. A 3ª temporada permaneceu por oito semanas no Top 10 da Netflix, embora tenha observado uma diminuição de 36% na audiência em comparação com a temporada anterior. Renovada para a a 4ª temporada, a série agora passará a contar com Liam Hemsworth (“Jogos Vorazes”) no papel de Geralt de Rivia.
Disney+ cancela “Muppets e o Caos Elétrico”
A Disney+ cancelou a nova série dos Muppets, “Muppets e o Caos Elétrico”, que acompanhava a veterana banda de rock dos fantoches. A série teve apenas uma temporada, com todos os seus 10 episódios lançados em maio. O produtor Adam F. Goldberg (“Os Goldbergs”), que criou a série com os veteranos dos Muppets Bill Barretta e Jeff Yorkes, agradeceu aos telespectadores do programa no X (antigo Twitter) pelo apoio: “Muito obrigado ao amor da crítica e dos fãs que nos rendeu 6 indicações ao Emmy e um álbum número 1 da Billboard. O “Caos” foi realmente a experiência mais alegre e colaborativa da minha carreira.” Yorkes também escreveu um post de agradecimento aos fãs: “Que viagem longa e estranha tem sido! Os altos (obrigado Zoot!), os baixos… Um enorme obrigado aos nossos fãs e telespectadores fiéis. Espero que o público continue a descobrir o nosso pequeno espetáculo e que ele lhes traga alguma alegria… e algum caos!!” Os Muppets na Disney+ “Muppets e o Caos Elétrico” foi a segunda série original com os personagens criados por Jim Henson na Disney+, seguindo “Agora Muppets” de 2020. Além disso, a plataforma também disponibilizou um especial de Halloween, “Muppets Haunted Mansion: A Festa Aterrorizante”, em 2021. Goldberg revelou que, apesar do cancelamento, o trio de produtores estava preparando outras séries dos Muppets para o streaming: “Desde o primeiro dia, tudo que me importou foi criar um Muppetverso e, sim, já estou preparando mais Muppets com [Barretta e Yorkes]. Está acontecendo!!!” O Caos Elétrico A série recém-cancelada acompanhava a banda Caos Elétrico (The Electric Mayhem, em inglês) que, depois de 45 anos de rock, embarcava em uma jornada musical épica para finalmente gravar seu primeiro álbum. Com a ajuda de uma jovem executiva da música, o grupo se deparava com a cena musical atual enquanto tentava chegar ao estrelato. Para quem não lembra, Caos Elétrico estreou no primeiríssimo episódio de “The Muppet Show” em 1975. Eles eram a banda residente do programa, com personalidades e aparências inspiradas em celebridades do rock da época. Além dos fantoches clássicos, o programa contou com participações de Lilly Singh (“Os Caras Malvados”), Tahj Mowry (“De Férias da Família”), Saara Chaudry (“A Misteriosa Sociedade Benedict”), Anders Holm (“Um Senhor Estagiário”) e várias celebridades, do diretor Kevin Smith (“O Balconista”) ao músico-comediante Weird Al Yankovic, passando pelos DJs Steve Aoki e Deadmau5.
Criador de “Ahsoka” é novo Direção de Criação do universo Star Wars
O arquiteto das séries de “Star Wars” na Disney+, Dave Filoni, foi promovido a Chief Creative Officer, Diretor de Criação da Lucasfilm, consolidando ainda mais sua influência no futuro da galáxia muito, muito distante. Mantendo seu título de Vice-Presidente Executivo obtido em 2020, Filoni agora terá uma participação mais intensa no desenvolvimento narrativo da Lucasfilm, enquanto Kathleen Kennedy segue como Presidente da empresa. Filoni tem sido uma figura-chave na construção do universo “Star Wars” desde a criação das séries animadas “Star Wars: The Clone Wars” (2008) e “Rebels” (2014), mas seu conhecimento do universo concebido por George Lucas provou-se especialmente útil a partir do lançamento de “The Mandalorian” em 2019 e todas as produções live-action que se seguiram na Disney+. Próximos projetos Em uma entrevista à Vanity Fair, Filoni revelou estar “explorando uma possível 2ª temporada” da série “Ahsoka”, protagonizada por Rosario Dawson, e que marca a transição da personagem do universo animado para o live-action. Além disso, ele se prepara para dirigir seu primeiro longa-metragem “Star Wars” em live-action, que promete unificar as narrativas das séries da Disney+. Fora as criações de Filoni, “Star Wars” também terá em breve duas novas séries na Disney+: “Skeleton Crew”, de Jon Watts e Christopher Ford, e “The Acolyte”, dirigida por Leslye Headland. Sem esquecer a 2ª temporada de “Andor”, de Tony Gilroy. Outros projetos em desenvolvimento incluem filmes de James Mangold, Taika Waititi, Shawn Levy e Sharmeen Obaid-Chinoy. Filoni enfatiza a importância de sua experiência prática: “Para realmente ajudar cineastas, foi muito importante para mim vivenciar isso em primeira mão. Posso também oferecer uma perspectiva sobre os desafios que contar essas histórias apresentará. Sinto-me mais capaz de ser realmente útil, além de apenas dizer, ‘Bem, os Jedi são assim, e os Sith são assim…'”
Giulia Be vai estrelar série internacional de fantasia da Amazon
A cantora e atriz Giulia Be (“Depois do Universo”) entrou no elenco internacional de uma produção baseada nos romances de fantasia de Charlie Bone. A Amazon MGM Studios encomendou um piloto baseado na franquia literária criada por Jenny Nimmo, que deve virar série da plataforma Prime Video. As gravações já estão em andamento no Reino Unido e o elenco também inclui Joseph Fiennes (“The Handmaid’s Tale”), Carmen Ejogo (“The Crowded Rooom”), Emma Sidi (“Starstruck”), Orlando Norman (“Wreck”), Beth Alsbury (“Blindspot”), Lewis Brophy (“The Virtues”), Olivia-Mai Barrett (“Invasion”), Fisayo Akinade (“Hearstopper”) e o estreante Cory McClane no papel de Charlie Bone. A série A adaptação segue Charlie Bone, um garoto que sempre foi rotulado como “problema”. Ele foi expulso de todas as escolas de Londres. Mas não consegue evitar – seu cérebro simplesmente não funciona como o das outras pessoas. Ele tem sido assombrado por “O Ruído” desde que seu pai morreu misteriosamente. Sua última chance surge quando ele é enviado para a Bloor’s Academy, uma escola para adolescentes desafiadores. Aqui, o diretor pioneiro, Dr. Bloor (Fiennes), vê as coisas de forma diferente – ele está convencido de que o que os outros veem como falhas são, na verdade, dons não diagnosticados, até uma espécie de superpoder. Bone deve negociar amizades, paixões, hormônios, dramas familiares e, o mais perigoso, uma perigosa conspiração no seio do sistema. Péraí, isso não é “Wandinha”? Na verdade, a história é bem diferente, com mais pontos em comum com “Harry Potter”. A saga literária Conhecida no Reino Unido como “Children of the Red King”, a saga literária acompanha Charlie Bone em suas jornadas para desvendar mistérios, enfrentar desafios e lidar com personagens intrigantes, enquanto explora temas de amizade, lealdade e autodescoberta. A premissa da série é baseada no primeiro livro, lançado em 2002, “Midnight for Charlie Bone”. Na trama, ele descobre ser capaz de ouvir as conversas das pinturas e retratos nas paredes do Instituto Bloor, a escola para crianças superdotadas da família Yewbeam. Mas essa habilidade especial o coloca no centro de um segredo ancestral e perigoso. O Instituto é dirigido por Manfred Bloor, um bruxo malévolo que tem a capacidade de hipnotizar as pessoas. Ele é o neto do lendário feiticeiro Ezekiel Bloor. Quando Charlie começa a frequentar a escola, ele se depara com vários outros jovens com habilidades mágicas peculiares, cada um com seu próprio dom único. A trama se intensifica quando Charlie descobre que uma das crianças desapareceu sob circunstâncias misteriosas. Com a ajuda de seus amigos, em especial Benjamin e Olivia, Charlie se lança em uma busca para desvendar o enigma do desaparecimento, e começa a entender a verdade por trás dos segredos antigos da família Yewbeam e a ameaça que Manfred Bloor representa. Os dez romances de fantasia da popular série foram escritos pela autora britânica Jenny Nimmo e publicados entre 2002 e 2010. Mas a franquia também inclui uma trilogia de prólogo e dois livros subsequentes. Mudanças e equipe A escalação do elenco sugere que o piloto decidiu envelhecer os personagens, que deixam de ser crianças para se tornarem jovens adultos – como em outra série de magia recente, “The Magicians”. O roteiro foi escrito por Max Gill (“Vitória: A Vida de uma Rainha”), a direção do piloto é de Toby MacDonald (“A Duquesa”), e a produção está a cargo de Rory Aitken e Eleanor Moran (ambos de “Teto Para Dois”).
Netflix revela volta de Eddie Murphy à franquia “Um Tira da Pesada”
A Netflix divulgou a primeira foto de Eddie Murphy de volta ao papel de Axel Foley em “Um Tira da Pesada 4”. A imagem mostra o protagonista com as mãos para cima, vestindo uma jaqueta do Detroit Lions, diante de duas policiais nervosas e com um grupo de curiosos atrás dele gravando o incidente em seus telefones. A continuação se passa quase 30 anos após o terceiro filme da franquia. Os três primeiros filmes foram lançados em 1984, 1987 e 1994, respectivamente, e faturaram um total de US$ 735,5 milhões em todo o mundo. Todos eles mostraram o policial de Detroit Alex Foley viajando a Los Angeles para resolver casos interestaduais. O resto do elenco e equipe Quatro atores dos filmes originais também voltarão na continuação: Judge Reinhold e John Ashton, que viveram os detetives Billy Rosewood e o Sargento Taggart, ajudantes atrapalhados de Foley em Los Angeles; Paul Reiser, o parceiro original de Foley em Detroit, chamado Jeffrey Friedman; e Bronson Pinchot, que viveu Serge, um funcionário atrevido de galeria de arte. Eles se juntarão a novos personagens interpretados por Joseph Gordon-Levitt (“Os 7 de Chicago”), Taylour Paige (“Zola”) e Kevin Bacon (“Guardiões da Galáxia: Especial de Festas”), que não tiveram seus papéis divulgados. A continuação foi escrita por Will Beall (“Aquaman”) e tem direção de Mark Molloy, que assina seu primeiro longa-metragem após ganhar vários prêmios por seu trabalho em publicidade. Já a produção continua a cargo de Jerry Bruckheimer, responsável pela trilogia original. O projeto foi acelerado após Eddie Murphy estrelar com sucesso outra sequência dos anos 1980, “Um Príncipe em Nova York 2”, que virou um dos filmes mais vistos da Amazon Prime Video. O lançamento vai acontecer em 2024 na Netflix, mas ainda não há data marcada para a estreia. He's back. Axel Foley returns in 2024! pic.twitter.com/IQkJBvq2QF — Netflix (@netflix) November 21, 2023
“Black Mirror” é renovada para 7ª temporada
A Netflix renovou “Black Mirror” para sua 7ª temporada. A série britânica de antologia sci-fi, criada por Charlie Brooker, encerrou sua 6ª temporada em junho. De volta após um hiato de 4 anos, a atração teve boa audiência, entrando para o TOP 10 da plataforma em 92 países. Com episódios centrados em novas tecnologias e distopias futuristas, a atração foi lançada em 2011 no Channel 4 do Reino Unido e passou para a Netflix em 2016, com um aumento significativo em seu orçamento. Desde então, seus episódios venceram sete Emmys – mas, curiosamente, na categoria de Telefilme, incluindo o prêmio de Melhor Filme para TV pelos episódios “San Junipero” (2017), “USS Callister” (2018) e “Bandersnatch” (2019). Em seu sexto ano, a atração se reinventou ao trocar o futuro pelo passado. Três dos cinco episódios foram ambientados em décadas anteriores, enquanto um quarto se desenrola no presente, mas se concentra principalmente em eventos antigos. Os temas incluíram ansiedade diante da ascensão da IA (inteligência artificial), mas também personagens obcecados por fitas VHS. E, para completar, o último capítulo nem é sci-fi, mas um terror sobrenatural com direito até à aparição de um demônio. Repleto de famosos, o elenco da 6ª temporada contou com Annie Murphy (“Schitt’s Creek”), Aaron Paul (“El Camino: Um Filme de Breaking Bad”), Anjana Vasan (“Homem Aranha: Longe de Casa”), Auden Thornton (“Beauty Mark”), Ben Barnes (“O Sétimo Filho”), Clara Rugaard (“Love Gets a Room”), Daniel Portman (“The Control Room”), Danny Ramirez (“Top Gun: Maverick”), Himesh Patel (“Não Olhe para Cima”), John Hannah (“A Múmia: Tumba do Imperador Dragão”), Josh Hartnett (“Xeque-mate”), Kate Mara (“Quarteto Fantástico”), Michael Cera (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”), Monica Dolan (“Decisão de Risco”), Myha’la Herrold (“Modern Love”), Paapa Essiedu (“Men”), Rob Delaney (“The Man Who Fell to Earth”), Rory Culkin (“Pânico 4”), Samuel Blenkin e Zazie Beetz (ambos de “Atlanta”), além de Salma Hayek Pinault. Confira o trailer dos capítulos mais recentes.
Ted Lasso | Nick Mohammed revela 4ª temporada da série
O ator Nick Mohammed, interprete de Nate em “Ted Lasso”, indicou a renovação da série para sua 4ª temporada num post publicado na rede social X (antigo Twitter). Junto de uma foto de bastidores da produção, o ator relembrou o momento em que acidentalmente deu um spoiler do terceiro ano e afirmou que isso não “iria se repetir na 4ª temporada”. “Um ano depois do fim das gravações de ‘Ted Lasso’. E um ano depois do dia em que postei acidentalmente este spoiler de Nate no uniforme do AFC Richmond! Prometo que não acontecerá novamente na 4ª temporada – espera, o quê?”, escreveu Mohammed. Confira abaixo. O post marca o fim de um longo período de suspense sobre o destino da atração. Série teria acabado na 3ª temporada O final da 3ª temporada de “Ted Lasso” foi ao ar em 31 de maio de 2022 e, na época, nem o elenco sabia se o desfecho tinha sido o fim da série. Ninguém foi avisado se a série teria 4ª temporada ou spin-offs. Tampouco a Apple TV+ se manifestou, apesar do sucesso estrondoso da atração, que bateu recorde de audiência no streaming. Jason Sudeikis, que interpreta o personagem-título e atua como produtor, chegou a dizer que não tinha planos para novos episódios. “Esta história acabou”, afirmou ele ao podcast Fly on the Wall. “Parece uma resposta tão política, mas é a verdade. Nós apenas concebemos essas três [temporadas], então essa coisa se tornou uma coisa grande”. A declaração reforçava uma anterior, antes da estreia dos últimos capítulso, quando Sudeikis anunciou que a 3ª temporada seria a última. “Este é o fim desta história que queríamos contar, que esperávamos contar, que gostávamos de contar”, ele disse ao Deadline. “O fato de as pessoas quererem mais e ficarem curiosos além do que ainda nem sabem – a 3ª temporada – é lisonjeador”. Inconformados, usuários do Reddit questionaram o ator Brendan Hunt, que interpreta o treinador Beard, sobre se o desfecho da temporada, que terminava com Ted Lasso voltando aos EUA, era realmente o fim da série. “Minha resposta padrão, que também é 100% verdadeira: não sabemos”, confessou. “Precisamos de uma pausa e faremos uma no momento. Nada foi descartado, tudo é possível; mas isso inclui a possibilidade de terminarmos. Não saberemos até que tenhamos refletido sobre isso por um tempo e descomprimido”, completou. Além de interpretar Beard, Hunt também é produtor, roteirista e cocriador da série, o que demonstra o nível de incerteza que cercou o destino da atração. Todos os episódios de “Ted Lasso” estão disponíveis na Apple TV+. One year to the day since #TedLasso wrapped. And one year to the day that I accidentally posted this spoiler of Nate in AFC Richmond kit! Promise it won’t happen again on season 4- now wait pic.twitter.com/BR61TTUVrV — Nick Mohammed (@nickmohammed) November 17, 2023
Bookie | Veja o trailer da nova série do criador de “Two and a Half Men” com Charlie Sheen
A HBO Max divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Bookie”, sitcom que volta a juntar o ator Charlie Sheen e o produtor Chuck Lorre, mais de uma década após a briga feia entre os dois, que resultou na demissão do astro da série “Two and a Half Men”. Desta vez, o ator não é o protagonista, mas tem um papel recorrente. Para quem não lembra, em 2011 Sheen causou diversos escândalos, motivado por vício em drogas. Numa ocasião, xingou publicamente Lorre e a própria série, fazendo com que seu personagem terminasse a participação no programa morto esmagado por um piano. Desde então, Sheen disse que se arrependeu por suas ações e que esperava fazer as pazes com o produtor. “Bookie” acompanha Danny, um cobrador de apostas experiente que luta para sobreviver à iminente legalização das apostas esportivas, além de clientes instáveis, sua família disfuncional, colegas de trabalho tensos e um estilo de vida que o leva a todos os cantos de Los Angeles. O papel principal é vivido pelo comediante Sebastian Maniscalco (“Meu Pai é um Perigo”) e o elenco também conta com Omar J. Dorsey (“Halloween Ends”), Andrea Anders (“Ted Lasso”), Vanessa Ferlito (“NCIS: New Orleans”) e Jorge Garcia (“Lost”). A estreia vai acontecer em 30 de novembro.
Estreias | 10 novidades do streaming para assistir no fim de semana
Os 10 principais destaques da programação de streaming da semana contabilizam sete séries e três filmes. A novidade mais esperada é “Monarch: Legado de Monstros”, continuação do blockbuster “Godzilla vs. Kong” em forma de série. “The Crown” também retorna para contar os últimos dias da Princesa Diana. E ainda há a nova criação das mentes responsáveis por “The OA”, o mistério “Um Assassinato no Fim do Mundo”, que merece especial atenção. A lista também traz nada menos que três produções brasileiras e a versão anime de “Scott Pilgrim”. Já entre os filmes, o destaque fica por conta de “Besouro Azul”, estreia de Bruna Marquezine em Hollywood, que chega à HBO Max. Confira abaixo as dicas em detalhes. SÉRIES MONARCH: LEGADO DE MONSTROS | APPLE TV+ A superprodução do estúdio Legendary leva a franquia dos monstros gigantes para a televisão, apresentando um desafio único ao adaptar as espetaculares batalhas de titãs para uma tela menor. Ambientada um ano após o “Dia G” – o confronto entre Godzilla, King Kong e os kaijus, que destruiu grande parte de São Francisco no filme “Godzilla vs. Kong” (2021) – a história segue Cate (Anna Sawai), uma professora da área da baía de São Francisco, que vai a Tóquio em busca de respostas sobre seu falecido pai, Hiroshi (Takehiro Hira). Lá, ela descobre que Hiroshi tinha uma segunda família, conhece um meio-irmão e investiga a conexão da família com a Monarch, uma organização secreta comparada à CIA, mas focada em monstros. Apesar de se relacionar também à trama de “Kong: Ilha da Caveira” (2017), a produção não exige conhecimento prévio sobre os filmes do Monstroverso, embora isso possa enriquecer a experiência. A série funciona como uma história de origem da Monarch, alternando-se entre o presente e eventos que se seguiram à 2ª Guerra Mundial. A dinâmica entre as diferentes eras é facilitada pelo uso de um mesmo personagem, com Wyatt Russell (“Falcão e o Soldado Invernal”) retratando um soldado americano na época da guerra e seu pai da vida real, Kurt Russell (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”), aparecendo como sua versão mais velha. Visualmente, a produção é impressionante, com cenas de ação que evocam o Monstroverso, enquanto a trama se expande para locais tão distantes quanto o Alasca e a Argélia. Mas há um inevitável diferencial de escala – obviamente, Godzilla não aparece na maioria dos capítulos – , o que os escritores sabem usar a seu favor, ao manter um foco maior nos personagens humanos da história, que sempre ficam em segundo plano nos filmes. Criada por Chris Black (“Outcast”) e Matt Fraction (“Gavião Arqueiro”), a atração também é estrelada por Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), Joe Tippett (“Mare of Easttown”), Elisa Lasowski (“Versailles”) e o cantor japonês Ren Watabe (“461 Lunch Boxes”), além de trazer participação especial de John Goodman revivendo seu papel de “Kong: A Ilha da Caveira” (2017). UM ASSASSINATO NO FIM DO MUNDO | STAR+ A nova série de mistério de Brit Marling e Zal Batmanglij (a dupla criativa de “The OA”) mescla serial killer, mudança climática e avanços tecnológicos. O elenco é encabeçado por Emma Corrin (“The Crown”), que interpreta Darby Hart, uma detetive amadora e escritora, que se desdobra na narrativa em duas linhas temporais. Em flashbacks, Darby une forças a outro detetive amador, vivido por Harris Dickinson (“Um Lugar Bem Longe Daqui”), para investigar um serial killer. Anos depois, os dois parceiros se reencontram no “fim do mundo”, um retiro organizado por um bilionário da tecnologia (Clive Owen, de “Lisey’s Story”) num local distante em meio ao gelo. Contudo, quando um dos convidados é encontrado morto, ela precisa utilizar todas as suas habilidades para provar que se trata de um assassinato e impedir que o assassino tire mais vidas. Alterando-se entre o presente (ou futuro, pela evolução da Inteligência Artificial na trama) no retiro e flashbacks da investigação inicial, a trama busca explorar as relações e a evolução dos personagens, enquanto a cinematografia contrasta as duas linhas do tempo, realçando o calor dos flashbacks e o ambiente frio e isolado do presente. Apesar dos desafios na balancear a narrativa e em dar profundidade aos temas, a série mantém um bom nível de engajamento nas duas linhas temporais, em grande parte devido à presença magnética de Corrin na tela. O restante do elenco é formado pela própria Brit Marling (“The OA”), Joan Chen (“Ovelhas sem Pastor”), Raúl Esparza (“Candy”), Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”), Ryan J. Haddad (“The Politician”), Pegah Ferydoni (“Almania”), Javed Khan (“Lapwing”), Louis Cancelmi (Billions”), Edoardo Ballerini (“7 Splinters in Time”), Britian Seibert (“The Knick”), Christopher Gurr (“A Idade Dourada”), Kellan Tetlow (“This Is Us”), Daniel Olson (“Nossa Bandeira É a Morte”), Neal Huff (“Radium Girls”) e a brasileira Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”). THE CROWN 6 – PARTE 1 | NETFLIX A primeira parte da 6ª e última temporada de “The Crown” é toda focada na Princesa Diana, mostrando sua melancolia, o cerco dos paparazzi e os instantes que antecederam sua morte trágica. Os episódios giram em torno o final da vida da princesa interpretada por Elizabeth Debicki e seu relacionamento com os filhos, William e Harry, e com seu namorado Dodi Al Fayed, papel de Khalid Abdalla (“O Caçador de Pipas”), até o acidente em Paris, durante uma fuga de paparazzi que matou os dois. O elenco também inclui Imelda Staunton (“Harry Potter”) como rainha Elizabeth II, Jonathan Pryce (“Game of Thrones”) como Príncipe Philip, Lesley Manville (“Trama Fantasma”) como Princesa Margaret, Dominic West (“Tomb Raider”) como Príncipe Charles e Olivia Williams (“Meu Pai”) como Camilla Parker-Bowles. Criada por Peter Morgan (“A Rainha”), a série dramática acompanha a vida de Elizabeth II desde os anos 1950, quando assumiu o trono, até dias mais recentes, em seus últimos anos como Rainha do Reino Unido. Após os quatro episódios disponibilizados nesta quinta (16/11), a segunda parte, composta pelos seis episódios derradeiros, chegará ao streaming em 14 de dezembro. DNA DO CRIME | NETFLIX Série brasileira mais cara da Netflix, o thriller criminal se destaca por integrar ação intensa com uma investigação detalhada. A trama é baseada em uma história real que ocorreu na América do Sul entre 2013 e 2020, e começa com um assalto bem planejado em Ciudad del Este, no Paraguai. Mais de 50 assaltantes fortemente armados usam explosivos para entrar e fugir com US$ 44 milhões da sede de uma empresa de private equity. À medida que as investigações se desdobram, com o envolvimento de agentes federais brasileiros, sediados em Foz do Iguaçu, a história se aprofunda em uma complexa rede de crimes que cruza fronteiras. Os protagonistas são os agentes Benicio, interpretado por Romulo Braga (“O Rio do Desejo”), e Suellen, interpretada por Maeve Jinkings (“Os Outros”), ambos apoiados por seu chefe Rossi, vivido por Pedro Caetano ( de “O Escolhido”). Eles enfrentam o líder dos assaltantes, Sem Alma, interpretado por Thomas Aquino (também de “Os Outros”), num momento em que a polícia brasileira começa a usar amostras de DNA para encontrar criminosos. A descoberta de uma pista liga o roubo a outros crimes recentes e leva à revelação de um esquema ainda maior, misturando criminosos do Paraguai e do Brasil. Embora “DNA do Crime” não inove na narrativa das séries criminais, entrega ação intensa, com cenas de perseguição de carros e tiroteios reminiscentes do estilo visual de Denis Villeneuve em “Sicario”. Há também uma obsessão compartilhada com cidades de fronteira e a atmosfera especial que envolve as operações ilegais que ocorrem ali. A direção é dos cineastas Pedro Morelli (do filme “Zoom” e da série “Irmandade”) e Heitor Dhalia (do filme “Tungstênio” e da série “Arcanjo Renegado”), este último também listado como um dos criadores, ao lado do também cineasta Aly Muritiba (“Deserto Particular”) e dos roteiristas Bernardo Barcellos (“Quero Ter 1 Milhão de Amigos”) e Leonardo Levis (“Irmandade”). AMAR É PARA OS FORTES | PRIME VIDEO A série criada pelo músico Marcelo D2 lembra a estética do filme “Cidade de Deus”, e não é por acaso. Uma das diretoras é Katia Lund, codiretora do clássico de 2002. A produção conta a saga de duas mulheres negras cariocas que veem seus destinos entrelaçadosdurante uma operação policial no Dia das Mães. Rita (Tatiana Tiburcio) perde seu filho de 11 anos, Sushi (João Tiburcio), para a violência policial, e Edna (Mariana Nunes) é mãe de Digão (Maicon Rodrigues), o policial que matou a criança. Buscando justiça e redenção, ambas irão enfrentar a corrupção policial e a morosidade do sistema judiciário. Rita terá o apoio de seu filho mais velho, o artista plástico Sinistro (Breno Ferreira), que, junto com a comunidade da Maré, lutará por justiça para Sushi. Além de D2, a série tem criação de Antonia Pellegrino (“Tim Maia”) e Camila Agustini (“As Seguidoras”). Rica Amabis (“Manhãs de Setembro”) é responsável pela trilha sonora original. ANDERSON SPIDER SILVA | PARAMOUNT+ a minissérie biográfica acompanha a vida do campeão de UFC Anderson Silva da infância à consagração. A produção mostra o bullying sofrido pelo futuro astro das lutas, Seu Jorge (“Marighella”) como o adulto responsável por sua criação e muitas lutas no ringue. O lutador é vivido por Caetano Vieira e Bruno Vinícius na infância e juventude, quando aprendeu a lutar para sobreviver na periferia de Curitiba, enquanto sua versão adulta é interpretada por William Nascimento (“Genesis”), que passou três meses treinando em academias no Rio de Janeiro para encarnar o auge de um dos maiores campões de MMA do UFC. Parte dos roteiristas da série veio do projeto Narrativas Negras, que desenvolve conteúdo exclusivo para a ViacomCBS, conglomerado dono da Paramount+. Marton Olympio (“Alemão 2”) é o roteirista principal e Caito Ortiz (“Papai é Pop”) dirige a produção, que ainda destaca no elenco Tatiana Tiburcio (“Malhação: Viva a Diferença”), Douglas Silva (“Fuzuê”), Jean Paulo Campos (“Carrossel: O Filme”), Jeniffer Dias (“Rensga Hits!”), Larissa Nunes (“Coisa Mais Linda”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Vaneza Oliveira (“3%”). SCOTT PILGRIM: A SÉRIE | NETFLIX A animação é inspirada nos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley e no filme cult de Edgar Wright. Com estilo anime fofinho, seus episódios narram o romance entre o personagem-título e Ramona Flowers, a garota de seus sonhos, mas quando o crush está prestes a virar date, a situação vira uma luta interminável. É que, para namorar Ramona, Scott precisará enfrentar sete ex-namorados dela. O detalhe mais interessante da produção é que os atores que participaram da adaptação cinematográfica de 2010, “Scott Pilgrim contra o Mundo”, voltam a dar voz aos seus personagens. O elenco grandioso traz Michael Cera (“Arrested Development”) como a voz do personagem-título e Mary Elizabeth Winstead (“Aves de Rapina”) como Ramona, sem esquecer de Kieran Culkin (“Succession”), Chris Evans (“Vingadores: Ultimato”), Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”), Brie Larson (“Capitã Marvel”), Alison Pill (“The Newsroom”), Aubrey Plaza (“The White Lotus”), Brandon Routh (“Legends of Tomorrow”), Jason Schwartzman (“Fargo”), Satya Bhabha (“Sense8”), Johnny Simmons (“The Late Bloomer”), Mark Webber (“Sala Verde”), Mae Whitman (“Intimidade Forçada”) e Ellen Wong (“GLOW”). Até o diretor Edgar Wright retorna como produtor do desenho, juntando-se ao autor dos quadrinhos originais nos bastidores da produção. A adaptação é assinada pelo roteirista BenDavid Grabinski (“A Felicidade é de Matar”), a direção é de Abel Gongora (“Star Wars: Visions”) e a animação está a cargo do estúdio japonês Science SARU (“Devilman: Crybaby”). FILMES BESOURO AZUL | HBO MAX O primeiro filme de super-herói latino da DC – e estreia de Bruna Marquezine em Hollywood – conquistou a crítica internacional graças a um elenco carismático e ao uso extensivo da família do herói, que alimenta cenas de humor bem alinhadas com as sequências de ação. Mesmo assim, não escapa dos clichês dos filmes de origem e dos problemas crônicos das produções da DC, como vilões genéricos e efeitos visuais fracos. Em seu primeiro papel em inglês, Marquezine vive Jenny Kord, personagem que não existe na DC Comics, mas que no filme é apresentada como...












