Jogador Nº 1 imita Stranger Things com pôsteres que referenciam filmes dos anos 1980
Lembra quando “Stranger Things” reciclou diversos pôsteres de filmes dos anos 1980 (e 1970) para divulgar sua 2ª temporada? O marketing da Warner achou que seria uma ideia original fazer o mesmo com “Jogador Nº 1”. Afinal, não é uma série, mas um filme de Steven Spielberg, que dirigiu/produziu vários clássicos da época, portanto… mais legítimo? Enfim, os avatares animados (e não o elenco) de “Jogador Nº 1” ganharam diversos pôsteres que fazem referências a cartazes de filmes clássicos – e de outros nem tanto. Veja abaixo e tente identificar cada um dos títulos originais – para ajudar, um dos longas é na verdade dos anos 1960. O exercício é praticamente um ensaio para a sessão de “Jogador Nº 1”, que, no fundo, é um filme sobre os filmes que você já viu. O longa, que marca a volta do diretor Steven Spielberg à ficção científica, é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline. A história se passa em 2044, quando a humanidade se conecta no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas o protagonista Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis (Mark Rylance, de “Ponte dos Espiões”), que escondeu uma série de pistas na realidade virtual para premiar quem resolvê-las com a herança de sua enorme fortuna – e até o próprio Oasis. Milhões tentam conseguir o prêmio, sem sucesso, mas Wade está na frente da competição. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida que ele domina: o entretenimento pop dos anos 1980. Assim como o personagem procura pistas para o ovo dourado, escondido pelo Willy Wonka futurista, o público também tem centenas de easter eggs na produção para identificar. Os vídeos disponibilizados já trouxeram várias menções à cultura pop, desde o protagonista da animação “O Gigante de Ferro” (1999) até o DeLorean de “De Volta para o Futuro” (1985). Por sinal, estas referências estão entre os pôsteres abaixo. O elenco também inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Rogue One: Uma História Star Wars”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), T.J. Miller (“Deadpool”), Lena Waithe (série “Master of None”), Win Morisaki (“Gokusen: The Movie”) e Letitia Wright (“Pantera Negra”). “Jogador Nº1” estreia em 29 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Novos trailers de Jogador Nº 1 parecem comerciais de óculos de Realidade Virtual
A quantidade de óculos de VR (realidade virtual) vistos nos novos trailers de “Jogador Nº 1” (Ready Player One) é tão exagerada que surge um comercial. Não será surpresa se o filme for patrocinado por uma fabricante do equipamento. Confira abaixo. O filme que traz o diretor Steven Spielberg de volta à ficção científica é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline e se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual. Graças a tecnologia dos óculos VR, as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar nesse mundo digital. Mas Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que isso. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas no “jogo”, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop do final do século 20. Por conta disso, o filme é repleto de easter eggs, com citações de filmes, quadrinhos, músicas e videogames. O elenco ainda inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Rogue One: Uma História Star Wars”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e T.J. Miller (“Deadpool”). “Jogador Nº1” estreia em 29 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Terceiro Jurassic World é anunciado
Ainda faltam quatro meses para a estreia de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, mas a Universal Pictures já confirmou a produção da continuação. Ainda sem título definido, o terceiro filme da saga “Jurassic World” entrou no cronograma do estúdio com data de lançamento marcada para 11 de junho de 2021. A data segue o aparente cronograma de produção de um filme novo a cada três anos. A aposta no sucesso de “Jurassic World: Reino Ameaçado” não é descabida. Afinal, o primeiro “Jurassic World” faturou US$ 1,6 bilhão em todo o mundo, retomando a franquia abandonada após três “Jurassic Parks” entre 1993 e 2001. Diretor de “Jurassic World”, Colin Trevorrow permanece a bordo da franquia como produtor e roteirista. Ele também escreveu “Reino Ameaçado” com Derek Connoly. Mas, para o terceiro filme, terá uma nova parceira, Emily Carmichael, roteirista do vindouro “Círculo de Fogo: A Revolta”. “É importante para esta franquia que recebemos novas vozes criativas para manter nossa narrativa fresca e vibrante”, disse Trevorrow, em comunicado. “Estou emocionado com a tensão e a beleza que o diretor JA Bayona trouxe para ‘Reino Ameaçado’, e eu sei que Emily adicionará outra camada de emoção ao capítulo final de nossa trilogia”. Quem também continua na franquia é Steven Spielberg, diretor do filme original de 1993 que deu origem à saga e produtor de todos os filmes. O anúncio só não apresentou o nome do diretor do próximo – e pelo visto último – capítulo. Bem mais tangível, “Jurassic World: Reino Ameaçado”, com direção do mencionado cineasta espanhol JA Bayona (de “Impossível”), materializa seus dinossauros em 21 de junho no Brasil.
Jogador Nº 1: Novo trailer e 22 fotos exploram o futuro dirigido por Steven Spielberg
A Warner divulgou um novo trailer e 22 fotos novas de “Jogador Nº 1” (Ready Player One), que destacam cenas de ação intensa, explosões, efeitos visuais e o universo virtual da trama futurista. A prévia mostra melhor acabamento nas sequências de animação digital que os vídeos anteriores, mas mantém a impressão de que o suposto mundo imersivo não supera animações de videogames da década passada, embora, na trama, o Oasis seja o mais moderno dos games já inventados. Claro que sempre há a possibilidade de o escuro do cinema e o 3D interagirem para criar uma ilusão mais convincente, como aconteceu com o mundo virtual de “Avatar” (2009), por exemplo. O longa, que marca a volta do diretor Steven Spielberg à ficção científica, é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline. A história se passa em 2044, quando a humanidade se conecta no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas o protagonista Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis (Mark Rylance, de “Ponte dos Espiões”), que escondeu uma série de pistas na realidade virtual para premiar quem resolvê-las com a herança de sua enorme fortuna – e até o próprio Oasis. Milhões tentam conseguir o prêmio, sem sucesso, mas Wade está na frente da competição. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida que ele domina: o entretenimento pop dos anos 1980. Assim como o personagem procura pistas para o ovo dourado, escondido pelo Willy Wonka futurista, o público também tem centenas de easter eggs na produção para identificar. Os vídeos disponibilizados já trouxeram várias menções à cultura pop, desde o protagonista da animação “O Gigante de Ferro” (1999) até o DeLorean de “De Volta para o Futuro” (1985). O elenco também inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Rogue One: Uma História Star Wars”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), T.J. Miller (“Deadpool”), Lena Waithe (série “Master of None”), Win Morisaki (“Gokusen: The Movie”) e Letitia Wright (“Pantera Negra”). “Jogador Nº1” estreia em 29 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Coleção de pôsteres destaca os personagens de Jogador Nº 1
A Warner divulgou uma coleção de pôsteres de “Jogador Nº 1” (Ready Player One), que destacam os diversos personagens e seus avatares no universo virtual da trama futurista. O longa, que marca a volta do diretor Steven Spielberg à ficção científica, é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline. A história se passa em 2044, quando a humanidade se conecta no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas o protagonista Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis (Mark Rylance, de “Ponte dos Espiões”), que escondeu uma série de pistas na realidade virtual para premiar quem resolvê-las com a herança de sua enorme fortuna – e até o próprio Oasis. Milhões tentam conseguir o prêmio, sem sucesso, mas Wade está na frente da competição. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida que ele domina: o entretenimento pop dos anos 1980. O elenco também inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Rogue One: Uma História Star Wars”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), T.J. Miller (“Deadpool”), Lena Waithe (série “Master of None”), Win Morisaki (“Gokusen: The Movie”) e Letitia Wright (“Pantera Negra”). “Jogador Nº1” estreia em 29 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Cinquenta Tons de Liberdade estreia em 1º lugar com a pior bilheteria da trilogia nos EUA
A estreia de “Cinquenta Tons de Liberdade” foi a maior bilheteria do fim de semana na América do Norte. O final da trilogia de melodrama erótico arrecadou US$ 38,8M (milhões) em seus três primeiros dias de exibição. Mesmo assim, o desempenho ficou bem abaixo da abertura dos dois capítulos anteriores baseados na obra de E.L. James. O primeiro “Cinquenta Tons” estreou com US$ 85,1M em 2015, enquanto o segundo fez US$ 46,6M em 2017. Por coincidência, a nota da crítica também se tornou mais rasteira a cada novo lançamento. O novo episódio rendeu apenas 11% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O primeiro filme da franquia (25% no RT) foi o eleito o pior filme de 2015 na votação do troféu Framboesa de Ouro. Já o segundo concorre a bis este ano. Alheio às críticas negativas, o público mundial pagou US$ 136,9M para assistir ao final feliz de Anastasia e Christian Grey, fazendo com que a franquia da Universal atingisse US$ 1 bilhão de arrecadação em todo o mundo, entre os três títulos. Além deste, o fim de semana ainda teve o lançamento de mais dois filmes nos Estados Unidos e no Canadá, que deixaram o resto do Top 3 no mesmo tom cinzento, sem impressionar a crítica. Em 2º lugar, a produção infantil “Pedro Coelho”, combinação de animação e atores reais, fez US$ 25M, obtendo um início razoável para seu orçamento de US$ 50M. Pouco mais que medíocre para a crítica norte-americana, com 58% de aprovação, o longa chega aos cinemas brasileiros em 22 de março. “15:17: Trem para Paris”, dirigido por Clint Eastwood, ficou com o 3º lugar. Orçado em US$ 30M, faturou US$ 12,6M em seus três primeiros dias. Baseada em uma história real, o filme dispensou astros famosos para trazer os verdadeiros personagens da história, recriando para as telas seu ato de heroísmo. A estratégia do docudrama, entretanto, não impressionou a crítica – teve 21% de aprovação. Estreia no Brasil em 22 de fevereiro. Logo abaixo das estreias, o fenômeno “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, líder até a semana passada, apareceu em 4º lugar. A produção da Sony arrecadou mais US$ 9,8M em sua oitava semana em cartaz, já acumula US$ 365,6M nas bilheterias domésticas e atingiu US$ 881,7M em todo o mundo. Com isso, ultrapassou “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (US$ 334,2M doméstico e US$ 880,2M mundial), o maior sucesso do estúdio no ano passado. Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Cinquenta Tons de Liberdade Fim de semana: US$ 38,8M Total EUA: US$ 38,8M Total Mundo: US$ 136,9M 2. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 25M Total EUA: US$ 25M Total Mundo: US$ 25M 3. 15h17 – Trem para Paris Fim de semana: US$ 12,6M Total EUA: US$ 12,6M Total Mundo: US$ 17,9M 4. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 9,8M Total EUA: US$ 365,6M Total Mundo: US$ 881,7M 5. O Rei do Show Fim de semana: US$ 6,4M Total EUA: US$ 146,52M Total Mundo: US$ 314,2M 6. Maze Runner: A Cura Mortal Fim de semana: US$ 6M Total EUA: US$ 49M Total Mundo: US$ 229,1M 7. A Maldição da Casa Winchester Fim de semana: US$ 5M Total EUA: US$ 17,1M Total Mundo: US$ 17,1M 8. The Post – A Guerra Secreta Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA: US$ 72,8M Total Mundo: US$ 123M 9. A Forma da Água Fim de semana: US$ 3M Total EUA: US$ 49,7M Total Mundo: US$ 74,3M 10. Covil de Ladrões Fim de semana: US$ 2,8M Total EUA: US$ 40,9M Total Mundo: US$ 57M
The Post resgata espírito de contestação da Nova Hollywood dos anos 1970
Entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1970, uma nova geração de cineastas tomou Hollywood de surpresa trazendo frescor para uma indústria que parecia desconectada com a nova geração. Em sua maioria influenciados pelo neorrealismo italiano e pela nouvelle vague francesa, estes diretores imprimiram uma tentativa de autoria em grandes produções e filmes de gênero, gerando clássicos como “O Poderoso Chefão” (1972), “O Exorcista” (1973), “Taxi Driver” (1976) e “A Conversação” (1974). O mais famoso expoente desta “Nova Hollywood” acabou sendo Steven Spielberg que, curiosamente, era o menos devedor aos franceses e italianos, fazendo produções que se inspiravam diretamente em clássicos do próprio cinema produzido nos Estados Unidos. Se na década de 1970 Spielberg poderia parecer um peixe fora d’água entre seus colegas, é interessante perceber como agora eles os referencia em “The Post: A Guerra Secreta”, fazendo um filme com cara dos thrillers políticos da época em que ele já era um diretor estabelecido, mas passava longe deste tipo de produção. Isso porque Spielberg parece compreender o cinema a partir do cinema. Se para contar histórias nos anos 1970 ele se voltava para diretores como John Ford, Alfred Hitchcock e outros tantos da chamada era de ouro de Hollywood, hoje ele remete a seus próprios colegas da época para contar uma história real passada em 1971. É por isso que “The Post” parece ser mais um filme sobre o cinema do período do que um drama realista. Não que isso seja de todo ruim. Acertando no elenco fabuloso, o filme usa Tom Hanks e Meryl Streep para ancorar seu drama político-jornalístico, em torno dos quais orbita um verdadeiro quem-é-quem das séries de TV. A dinâmica entre os atores funciona e o ritmo é bom, apesar de nunca conseguir atingir a mistura de urgência e informação do clássico do gênero “Todos os Homens do Presidente” (1976), para o qual “The Post” funciona como um prólogo (o jornal é o mesmo e os personagens de Hanks e Streep estão nos dois filmes). Contando os bastidores da denúncia que ficou conhecida como os “documentos do Pentágono”, o filme de Spielberg acompanha o vazamento de um relatório confidencial sobre aquilo que todo mundo sabia, mas não tinha como provar: o governo dos Estados Unidos, ao longo de diferentes presidentes e mandatos, tinha conhecimento de que a Guerra do Vietnã era uma empreitada destinada ao fracasso, mas mesmo assim insistiu no conflito, levando à morte de milhares de soldados e civis. Mas “The Post” não é sobre investigação jornalística (muito pelo contrário, já que os documentos literalmente caem nas mãos dos jornalistas), mas sobre escolhas morais. Quando o jornal The New York Times – que deu início às denúncias – é obrigado na justiça a parar de publicar suas matérias, sobra para o Washington Post a oportunidade de dar continuidade a algo que o governo chamava de “traição” e “crime de espionagem”. É aí que Tom Hanks, como o editor Ben Bradlee, e Meryl Streep, como a dona do jornal Kay Graham, brilham em seus dilemas humanos, que passam por medo, culpa e orgulho. “The Post” é sobre o dinheiro impedindo a verdade. Ou melhor, sobre como interesses comerciais se sobrepõem a interesses éticos. Quando se concentra nesta discussão, Spielberg consegue bons momentos de embate de ideias, e a escolha de emular seus colegas transgressores dos anos 1970 cai como uma luva no tema do filme que versa sobre assumir o risco de ser contra o sistema. Mas Spielberg é Spielberg e não resiste a alguns momentos melodramáticos no final, transformando Kay Graham e seu jornal em heróis grandiosos demais, figuras icônicas que não condizem com o realismo – ou estilo realista – que “The Post” parecia desesperadamente querer adotar. Um filme interessante, sobre uma história interessante, mas que pode ganhar interesse ainda maior se visto pelo filtro de uma alegoria metalinguística: Spielberg e George Lucas são comumente considerados os “traidores” da Nova Hollywood e responsáveis indiretos pelo seu fim, ao produzir blockbusters que teriam levado os estúdios a não mais se arriscarem em obras autorais. Um diretor que surgiu em um contexto de rebeldia, mas acabou se tornando um dos grandes representantes do mesmo sistema que sua geração desafiava. Assim como Kay Graham e seu The Washington Post, que veio a se tornar um dos jornais mais conhecidos do mundo. Talvez Spielberg se identifique com a mulher que conseguiu aliar risco com business – não que ele venha se arriscando tanto ultimamente…
Remake de Amazing Stories é paralisado com saída dos produtores por “diferenças criativas”
A primeira série anunciada pela vindoura plataforma de streaming da Apple, o remake de “Amazing Stories” pode não sair do papel. Contratado como showrunner, Bryan Fuller (criador das séries “Hannibal”, “Star Trek: Discovery” e “American Gods”) se demitiu da produção, e com ele também foi embora o produtor Hart Hanson (criador de “Bones”). Ambos alegaram “diferenças criativas”. “Amazing Stories” é a terceira série consecutiva abandonada por Fuller. Ele criou os personagens, o conceito e escreveu os primeiros episódios de “Star Trek: Discovery”, antes de ser pressionado pela CBS a escolher entre aquela série e “American Gods”, que desenvolveu ao mesmo tempo. Após fazer sua opção e a 1ª temporada de “American Gods” ser considerada um sucesso de crítica, Fuller não se acertou com a produtora Fremantle sobre os rumos do segundo ano e preferiu deixar a série. Em relação a “Amazing Stories”, o desenvolvimento ainda era muito inicial e nenhum roteiro chegou a ser entregue. Fuller e Hanson alegaram que nem a Apple nem a produtora Amblin, de Steven Spielberg, criador da “Amazing Stories” original, compartilhavam suas visões para a série. A dupla pretendia atualizar a atração sob um viés mais sombrio de ficção científica, ao estilo de “Black Mirror”, mas Spielberg e a Apple esperavam algo mais leve, como a atração original. Originalmente, a série era uma antologia de ficção científica ao estilo de “Além da Imaginação” (Twilight Zone), com uma história diferente por episódio. O próprio Spielberg dirigiu o piloto, e a impressionante lista de cineastas que trabalharam no projeto também incluiu Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”), Clint Eastwood (“Sniper Americano”), Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro”), Irvin Kershner (“O Império Contra-Ataca”), Tobe Hooper (“Poltergeist”), Joe Dante (“Gremlins”), Tom Holland (“A Hora do Espanto”), Brad Bird (“Os Impossíveis”), Bob Clark (“Porky’s”), Donald Petrie (“Miss Simpatia”), Ken Kwapis (“Quatro Amigas e um Jeans Viajante”) e Peter Hyams (“Outland”), entre outros. Apesar desse time, “Amazing Stories” não teve grande audiência e foi cancelada pela rede NBC na 2ª temporada. A série durou 45 episódios, exibidos entre 1985 e 1987. No Brasil, teve até episódios lançados em VHS, com o título traduzido como “Histórias Maravilhosas”. Por curiosidade, a sci-fi “O Milagre Veio do Espaço” (1987) foi escrita como um episódio da série, mas Spielberg gostou tanto da história que optou por transformá-la em filme, dirigido por Matthew Robbins, que também comandou capítulos da série. O título “Amazing Stories”, na verdade, é bem mais antigo que a série dos anos 1980. Spielberg o escolheu para homenagear uma antiga publicação pulp de ficção científica lançada em 1926, que trazia histórias de Julio Verne, H.G. Wells e um novo herói espacial chamado Buck Rogers. Com a saída dos produtores, o projeto do remake irá recomeçar do zero. Bryan Fuller, por sua vez, vai desenvolver outra série, baseada nas “Crônicas Vampíricas” de Anne Rice.
Jumanji surpreende e volta a liderar as bilheterias da América do Norte
Após uma semana na liderança, “Maze Runner: A Cura Mortal” perdeu o 1º lugar das bilheterias norte-americanas para o maior campeão do ano, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”. A produção da Sony retornou ao topo, somando, assim, quatro semanas como líder das bilheterias em 2018. Um feito que demonstra sua enorme popularidade. Os US$ 11M (milhões) arrecadados entre sexta e este domingo (4/2) ajudaram “Jumanji” a cruzar a marca de US$ 350M na América do Norte. Em todo o mundo, a arrecadação atingiu US$ 855,7M. Não é à toa que a Sony já aprovou a continuação da comédia fantasiosa. As críticas pouco empolgantes ajudam a explicar porque “Maze Runner: A Cura Mortal” faturou apenas US$ 10M em seu segundo fim de semana em cartaz, mantendo-se apenas por pequena margem à frente do 3º lugar, que foi o único lançamento de sexta (2/2): “A Maldição da Casa Winchester”. Primeiro terror estrelado por atriz Ellen Mirren (“A Rainha”), “A Maldição da Casa Winchester” também teve a distinção de se tornar o filme pior avaliado da carreira da atriz, com apenas 9% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Não por acaso, a distribuidora CBS Films tentou esconder o filme da crítica, que só pôde assistir as sessões após sua estreia. O lançamento do terror no Brasil está marcado para 1 de março. O resto do ranking não trouxe novidades, mas é interessante reparar que “A Forma da Água”, um dos filmes mais premiados do ano e favorito ao Oscar 2018, não fez muito sucesso entre o público norte-americano. Em cartaz há mais de um mês, rendeu apenas US$ 44,5M no mercado doméstico. Embora tenha iniciado sua trajetória em circuito limitado, a fantasia do diretor Guillermo Del Toro está atualmente em exibição em mais de 2,8 mil cinemas – e em 9º lugar no ranking. Confira abaixo o desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 11M Total EUA: US$ 352,6M Total Mundo: US$ 855,7M 2. Maze Runner: A Cura Mortal Fim de semana: US$ 10M Total EUA: US$ 39,7M Total Mundo: US$ 137M 3. A Maldição da Casa Winchester Fim de semana: US$ 9,2M Total EUA: US$ 9,2M Total Mundo: US$ 9,2M 4. O Rei do Show Fim de semana: US$ 7,8M Total EUA: US$ 37,4M Total Mundo: US$ 271,9M 5. Hostiles Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA: US$ 21,2M Total Mundo: US$ 21,2M 6. The Post – A Guerra Secreta Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA: US$ 67,1M Total Mundo: US$ 107,3M 7. 12 Heróis Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA: US$ 37,3M Total Mundo: US$ 46M 8. Covil de Ladrões Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA: US$ 36,2M Total Mundo: US$ 45,3M 9. A Forma da Água Fim de semana: US$ 4,3M Total EUA: US$ 44,5M Total Mundo: US$ 59,2M 10. Paddington 2 Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA: US$ 36,3M Total Mundo: US$ 195,9M
Steven Spielberg enviou champanhe aos indicados ao Oscar 2018 de Melhor Direção
Steven Spielberg não foi indicado ao Oscar 2018 por seu novo filme, “The Post”, mas mesmo assim decidiu homenagear os “rivais”. De acordo com o site The Hollywood Reporter, ele enviou champanhe e caviar aos cinco indicados à estatueta de Melhor Direção: Guillermo del Toro (por “A Forma da Água”), Christopher Nolan (“Dunkirk), Greta Gerwig (“Lady Bird”), Jordan Peele (“Corra!”) e Paul Thomas Anderson (“Trama Fantasma”). Spielberg já venceu o Oscar de Melhor Direção duas vezes, por “A Lista de Schindler” (1993) e “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), considerados seus dois melhores filmes dramáticos. A cerimônia do Oscar 2018 acontece no dia 4 de março, com apresentação de Jimmy Kimmel e transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT. Confira aqui a lista completa dos indicados.
Maze Runner: A Cura Mortal abre em 1º lugar nos EUA com pior estreia da trilogia
Após três semanas na liderança das bilheterias, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” foi superado pela estreia de “Maze Runner: A Cura Mortal” neste fim de semana na América do Norte. A troca de franquias no topo do ranking não significa, porém, uma grande estreia para o terceiro “Maze Runner”. Com US$ 23,5M (milhões), o lançamento teve a pior abertura da trilogia – “Maze Runner: Correr ou Morrer” abriu com US$ 32M em 2014 e “Maze Runner: Prova de Fogo” com US$ 30M em 2015. A escala descendente também se reflete nas avaliações críticas, com a pior nota registrada no site Rotten Tomatoes – 44%, contra 65% e 45% dos dois primeiros. Apesar de ter caído uma posição, o reboot de “Jumanji” continuou acumulando milhões de dólares. Já está com US$ 338M no mercado doméstico e impressionantes US$ 822M em todo o mundo. Não é à toa que a Sony já aprovou a continuação. Neste ritmo, a fantasia infantil pode superar “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (US$ 880,2M), o maior sucesso do estúdio no ano passado. O 3º lugar ficou com “Hostiles”, western indie estrelado por Christian Bale, que ganhou lançamento nacional após a abertura limitada de dezembro não resultar em indicações a prêmios. Mesmo assim, fez apenas US$ 12M. As novidades da semana ainda incluem um inesperado 10º lugar para o épico indiano “Padmaavat”. Em exibição em circuito limitado (324 salas), lotou tanto que bateu recorde de arrecadação para uma produção de Bollywood nos Estados Unidos, com 4,2M no fim de semana. O interesse do público se deve à polêmica que o filme enfrenta na Índia, onde sua exibição inspira ameaças de morte e incêndios de cinemas. A atriz Deepika Padukone (estrela de “XXX: Reativado”) teve a cabeça colocada à prêmio por extremistas que a querem morta. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Maze Runner: A Cura Mortal Fim de semana: US$ 23,5M Total EUA: US$ 23,5M Total Mundo: US$ 105,5M 2. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 16,4M Total EUA: US$ 338M Total Mundo: US$ 822M 3. Hostiles Fim de semana: US$ 10,2M Total EUA: US$ 12M Total Mundo: US$ 12M 4. O Rei do Show Fim de semana: US$ 9,5M Total EUA: US$ 126,4M Total Mundo: US$ 259,5M 5. The Post – A Guerra Secreta Fim de semana: US$ 8,8M Total EUA: US$ 58,5M Total Mundo: US$ 83M 6. 12 Heróis Fim de semana: US$ 8,6M Total EUA: US$ 29,7M Total Mundo: US$ 35,1M 7. Covil de Ladrões Fim de semana: US$ 8,3M Total EUA: US$ 28,5M Total Mundo: US$ 28,5M 8. A Forma da Água Fim de semana: US$ 5,7M Total EUA: US$ 37,6M Total Mundo: US$ 51,5M 9. Paddington 2 Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA: US$ 32M Total Mundo: US$ 185,8M 10. Padmaavat Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA: US$ 4,7M Total Mundo: US$ 4,7M
Jogador Nº 1: Comerciais da nova sci-fi de Steven Spielberg mostram problemas do mundo digital
A Warner divulgou dois comerciais de “Jogador Nº 1” (Ready Player One), que destacam o universo virtual criado na trama futurista. Os vídeos também confirmam que aquilo que deveria ser o ponto alto da produção é, na verdade, seu elemento mais fraco. Vídeo após vídeo, a divulgação vem deixando claro que o mundo criado por computação gráfica não é tanto imersivo quanto a premissa exige. Além de pouco realistas, os efeitos digitais são ultrapassados, comparados ao visual dos games atuais. E isto é um grande problema para uma história passada no futuro e centrada no mais moderno dos games já inventados. Não por acaso, as fotos oficiais do filme ainda não trouxeram nenhuma cena criada por computador. Claro que sempre há a possibilidade de o escuro do cinema e o 3D interagirem para criar uma ilusão mais convincente, como aconteceu com o mundo virtual de “Avatar” (2009), por exemplo. O longa, que marca a volta do diretor Steven Spielberg à ficção científica, é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline. A história se passa em 2044, quando a humanidade se conecta no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas o protagonista Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis (Mark Rylance, de “Ponte dos Espiões”), que escondeu uma série de pistas na realidade virtual para premiar quem resolvê-las com a herança de sua enorme fortuna – e até o próprio Oasis. Milhões tentam conseguir o prêmio, sem sucesso, mas Wade está na frente da competição. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida que ele domina: o entretenimento pop dos anos 1980. Assim como o personagem procura pistas para o ovo dourado, escondido pelo Willy Wonka futurista, o público também tem centenas de easter eggs na produção para identificar. Os vídeos disponibilizados já trouxeram várias menções à cultura pop, desde a trilha com Van Halen até o DeLorean de “De Volta para o Futuro” (1985). O elenco também inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Rogue One: Uma História Star Wars”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e T.J. Miller (“Deadpool”) “Jogador Nº1” estreia em 29 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Chamada de elenco revela que Spielberg vai dirigir remake de Amor, Sublime Amor
As especulações de que um remake de “Amor, Sublime Amor” (West Side Story) seria o próximo projeto dirigido por Steven Spielberg deixaram de ser apenas rumores. A diretora de casting Cindy Tolan (de “Straight Outta Compton” e da série “The Marvelous Mrs. Maisel”) compartilhou a chamada para testes de elenco do projeto nas redes sociais, com o nome de Spielberg incluído nas hashtags e no cartaz da produção. Spielberg está listado como diretor do longa, enquanto Tony Kushner aparece como responsável pela adaptação do roteiro. Kushner é um colaborador frequente de Spielberg, tendo trabalhado com o diretor em “Munique” (2005) e “Lincoln” (2012). Os dois também estavam desenvolvendo “The Kidnapping of Edgardo Mortara”, que foi preterido por “The Post” e pode ter sido abandonado. “Amor, Sublime Amor” é uma versão contemporânea de “Romeu e Julieta”, passada em Nova York no final dos anos 1950, que acrescenta à história de amor proibido elementos de delinquência juvenil e preconceito racial. A obra estreou na Broadway em 1957 com canções de Leonard Bernstein e letras de Stephen Sondheim, e já foi levada ao cinema em 1961, com direção de Robert Wise (“A Noviça Rebelde”) e do coreógrafo Jerome Robbins (“O Rei e Eu”). Considerado um dos melhores musicais de todos os tempos, o longa venceu 10 Oscars, incluindo Melhor Filme. O diretor ainda não se pronunciou a respeito do projeto ou deu motivos para querer refilmar o longa, que é considerado uma obra-prima. Ele nunca fez um musical sequer. Mas seu nome vem sendo ligado ao remake desde 2014. PLEASE SHARE.#WestSideStory#StevenSpielberg #TonyKushner pic.twitter.com/5hgxuwxLm2 — cindy tolan (@cindytolan1) January 25, 2018











