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  • Etc,  Série

    David Birney (1939–2022)

    3 de maio de 2022 /

    O ator David Birney, que estrelou a 1ª temporada do drama médico “St. Elsewhere” e a série de comédia “Bridget Loves Bernie”, morreu na sexta passada (29/4) devido à doença de Alzheimer em sua casa em Santa Monica, Califórnia, aos 83 anos. Apesar de uma carreira de quase 40 anos na televisão, Birney não teve muitos papéis significativos. Seus principais trabalhos foram os nomeados acima, todos resumidos em uma temporada de duração. Mas seu rosto se tornou conhecido pela quantidade de episódios e diversidade de séries em que apareceu desde 1969 – quando estreou na TV numa participação de “Love Is a Many-Splendored Thing”. Seu primeiro personagem fixo foi Bernie Steinberg, o marido judeu da católica Bridget Fitzgerald (Meredith Baxter) na sitcom “Bridget Loves Bernie”, lançada em 1972. E o casal se deu tão bem nos bastidores que se casou de verdade na vida real. Eles ficaram juntos de 1974 a 1989 e tiveram três filhos. Outros trabalhos de destaque de Birney incluem o papel de John Quincy Adams na minissérie histórica “The Adams Chronicles” (1976) e do policial Frank Serpico na série “Serpico” (1976-77) – personagem vivido por Al Pacino no filme homônimo de 1973. Ele também apareceu em várias séries policiais, como “Police Woman”, “Bronk”, “Casal McMillan” (também conhecida como “Os Detetives”), “Havaí Cinco-Zero” e “Assassinato por Escrito”. Mas seu desempenho mais lembrado foi como o Dr. Ben Samuels na 1ª temporada de “St. Elsewhere”, exibida em 1982, que ele abandonou por assumir um compromisso na Broadway. Ele sempre se definiu como um ator de teatro e várias vezes admitiu ter aceitado fazer TV apenas para pagar as contas. Seu último trabalho televisivo foi uma aparição em “Desaparecidos” (Without a Trace) em 2007.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Stephen Furst (1955 – 2017)

    18 de junho de 2017 /

    Morreu o ator Stephen Furst, que ficou conhecido como o calouro Flounder na comédia clássica “O Clube dos Cafajestes” (Animal House). Ele faleceu na sexta (16/6) em sua casa em Moorpark, Califórnia, perto de Los Angeles, aos 62 anos, devido a complicações da diabetes. O papel de Kent “Flounder” Dorfman em “O Clube dos Cafajestes” (1978) foi o seu primeiro grande destaque no cinema. O personagem era um dos calouros rejeitados, que acabava entrando na pior fraternidade do campus, conhecida por abrigar arruaceiros, e no processo adquiria autoestima. Ele chegou a repetir o papel na série “Delta House”, adaptação do filme que durou só 13 episódios em 1979. Depois disso, Furst fez alguns aparições em filmes B e diversas séries dos anos 1980, antes de voltar a se destacar como protagonista da série médica “St. Elsewhere”, uma das mais populares de sua época. Ele alternou performances cômicas e dramáticas como o Dr. Elliot Axelrod, médico de uma equipe que tentava ensinar Medicina para jovens residentes. A atração durou seis temporadas, de 1982 a 1988, foi indicada à 63 Emmys, ganhando 13 destes prêmios, e chegou a ser eleita a melhor série dramática dos anos 1980 pela TV Guide. De quebra, a produção ainda revelou um jovem ator chamado Denzel Washington. Paralelamente, Furst desempenhou um papel no telefilme apocalíptico “O Dia Seguinte” (1983) e gravou uma participação no clipe de “I Wanna Rock” (1984), do Twisted Sister. Mas, ao fim de “St. Elsewhere”, enfrentou outro hiato na carreira. Ele coestrelou a comédia “De Médico e Louco Todo Mundo Tem um Pouco” (1989) com Michael Keaton, mas não teve sorte ao tentar voltar a protagonizar uma atração televisiva. Sua experiência como padre na série de comédia “Have Faith” (1989) não passou do sexto episódio, levando-o a retomar a rotina de participações especiais. O pula-pula de “MacGyver – Profissão Perigo” a “Melrose Place” durou cinco anos, até o ator entrar em mais uma produção clássica: a série sci-fi “Babylon 5”. Furst viveu um embaixador alienígena chamado Vir Cotto na trama ambiciosa de J. Michael Straczynski (cocriador de “Sense8”), que durou cinco temporadas, de 1994 a 1998, e ainda rendeu uma série derivada e diversos telefilmes. A partir da segunda metade dos anos 1990, ele desenvolveu uma nova linha de trabalho, como dublador de séries animadas. A experiência foi iniciada com o personagem Fan Boy de “Freakazoid”, em 1995, e logo seguida pelos desenhos “Timão & Pumba”, “Filhotes Da Selva”, “Buzz Lightyear do Comando Estelar” e o vídeo “A Pequena Sereia II: O Retorno Para o Mar” (2000). Graças ao status cult de “O Clube dos Cafajestes”, Furst acabou figurando em muitos filmes de fraternidades ao longo da carreira. Infelizmente, todos fraquíssimos. A lista cobre desde “A Reunião dos Alunos Loucos” (1982) até “Calouros em Apuros” (2001) e “Curvas Perigosas” (2002). Ele também participou do curta de reencontro da turma da faculdade fictícia Faber, intitulado “Where Are They Now?: A Delta Alumni Update” (2003), incluído como bonus do DVD de “O Clube dos Cafajestes”. Furst ainda dirigiu diversas produções televisivas, a partir de “Babylon 5”, e nos últimos anos vinha se dedicando à produção cinematográfica. Um de seus últimos trabalhos, o terror “Cold Moon” (2016), acabou lhe rendendo um dos poucos prêmios de sua carreira, ao vencer o Festival de Laughlin em Nevada, nos Estados Unidos. Seus dois filhos publicaram um texto no Facebook pedindo para os fãs não ficarem tristes com sua morte. “Para realmente honrá-lo, não chore pela perda de Stephen Furst. Em vez disso, aproveite as memórias de todas as vezes que ele fez você rir, gargalhar e soltar sons guturais sem medo do próprio constrangimento. Ele acreditava intensamente que o riso é a melhor terapia, E ele gostaria que nós praticássemos isso agora”.

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