“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” tem sequência oficializada
A Disney confirmou nesta segunda (6/12) que “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” terá uma sequência, após o sucesso do primeiro filme estrelado por Simu Liu. O anúncio na verdade foi duplo. Além de confirmar que a continuação voltará a ser dirigida por Destin Daniel Cretton, o estúdio fechou um contrato de desenvolvimento com o diretor, para a criação de novas atrações para a plataforma Disney+. Em comunicado, Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, teceu vários elogios ao talento do diretor, a quem definiu como um “colaborador incrível”, responsável por trazer uma nova “perspectiva e habilidade única para ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis'”. “Tivemos um tempo fantástico trabalhando juntos no filme e ele tem muitas ideias intrigantes de histórias para dar vida à Disney+, por isso estamos entusiasmados em expandir nosso relacionamento com ele e mal podemos esperar para começar”, completou Feige. O fato do chefão da Marvel mencionar o acordo com a Disney+ sugere que Creton irá trabalhar em séries derivadas dos quadrinhos, possivelmente desenvolvendo atrações relacionadas a “Shang-Chi” Mas além de desenvolver projetos para a Disney+, Cretton também trabalhará em produções da Hulu/Star+, que pertence ao mesmo conglomerado. “Destin é um contador de histórias poderoso com um gosto impecável no material. À medida que continuamos a expandir nossa lista de colaboradores, sua voz única nos ajudará em uma lista empolgante de conteúdo para nosso público global”, disse Tara Duncan, responsável pelo selo Onyx Collective, dedicado a projetos de criadores “de cor” na Hulu.
Filmes online: “Shang-Chi” é destaque de semana de grandes estreias em streaming
Tem estreia de filme da Marvel no streaming. “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” chega com exclusividade ao Disney+ nesta sexta (12/11), em que a plataforma celebra dois anos de seu lançamento original (nos EUA) com várias novidades e preço promocional de assinatura. O filme mais bem-sucedido da pandemia na América do Norte gira em torno de um conflito entre pai e filho. Na versão do cinema, Shang-Chi é filho de ninguém menos que o Mandarim, vilão mencionado na franquia do Homem de Ferro e que ainda não tinha aparecido de verdade no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu (“Kim’s Convenience”) como o herói do título e o astro de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”) como o pai antagonista, além de Awkwafina (“A Despedida”) e Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), entre outros. Também tem The Rock em dose dupla. Cada vez mais astro de comédias de ação, Dwayne “The Rock” Johnson estrela “Jungle Cruise”, em que contracena com Emily Blunt, e “Alerta Vermelho”, ao lado de Ryan Reynolds e Gal Gadot. O primeiro foi um sucesso e já garantiu sequência, enquanto o segundo, uma das produções mais caras da Netflix, foi considerado “podre” com apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes. A lista segue com dois bons filmes brasileiros. “7 Prisioneiros” caiu nas graças da crítica internacional, com 97% no Rotten Tomatoes. O segundo longa dirigido por Alexandre Moratto, que estreou com “Sócrates” e foi premiado no Spirit Awards (o Oscar do cinema independente dos EUA) em 2019, conta a história de um jovem do interior (Christian Malheiros), que cai numa cilada e se torna escravo ao buscar uma oportunidade de emprego em São Paulo. Produção da Netflix, também destaca Rodrigo Santoro como vilão. Com estreia no sábado (13/12) na Globoplay, “O Silêncio da Chuva” volta a trazer às telas o universo dos mistérios policiais do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza (“Achados e Perdidos”, “Romance Policial”, “Berenice Procura”). Na trama, ao investigar o assassinato de um empresário, o detetive interpretado por Lázaro Ramos se depara com um submundo de corrupção e femme fatales digno dos melhores filmes noir. A direção é do veterano Daniel Filho (“Boca de Ouro”). Para as crianças, ainda há o novo “Esqueceram de Mim” com Archie Yates, uma das revelações de “Jojo Rabbit”, a animação “O Poderoso Chefinho 2” e um curta da Pixar derivado de “Luca”. Para os cinéfilos, a dica é o drama “Identidade”, produção da Netflix com cinco indicações ao Gotham Awards (a segunda principal premiação indie dos EUA), que dramatiza a história de uma mulher negra que se passa por branca no final dos anos 1920. Vivida por Ruth Negga (“Preacher”), a protagonista tem a segurança de seu relacionamento com um branco rico (Alexander Skarsgard, de “Big Little Lies”) ameaçado por uma amiga (Tessa Thompson, de “Thor: Raganorok”), que também tem a pele clara e a possibilidade de se fingir de branca, mas decide ficar do lado oposto desta divisão, apropriadamente filmada em preto e branco. Confira abaixo mais dicas da programação da semana, com 20 títulos e seus respectivos trailers. Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis | EUA | Ação (Disney+) Jungle Cruise | EUA | Comédia de Ação (Disney+) Alerta Vermelho | EUA | Comédia de Ação (Netflix) 7 Prisioneiros | Brasil | Drama (Netflix) O Silêncio da Chuva | Brasil | Suspense (Globoplay) O Closet | Coreia do Sul | Terror (NOW, Vivo Play) Ao Lado de Um Assassino | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Identidade | EUA | Drama (Netflix) Friends and Strangers | Austrália | Drama (MUBI) Maya | França, Alemanha | Drama (MUBI) Mãe e Filha | Israel | Drama (NOW) Sob as Escadas de Paris | França | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Anatomia de um Julgamento | Áustria | Drama (NOW) O Projeto Frankenstein | Hungria | Drama (Reserva Imovision) Entre Irmãos | Turquia | Comédia (NOW) Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar | EUA | Comédia (Disney+) Detetive Madeinusa | Brasil | Comédia (Amazon Prime Video) O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família | EUA | Animação (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Oi, Alberto | EUA | Curta de Animação (Disney+) Moments Like This Never Last | EUA | Documentário (MUBI)
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” soma US$ 400 milhões de bilheteria
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” cruzou mais uma marca importante durante a pandemia, ultrapassando neste fim de semana a arrecadação de US$ 400 milhões em todo o mundo. O total inclui US$ 212,5 milhões do mercado norte-americano e US$ 189,1 milhões no internacional. E isto sem contar as bilheterias da China, onde o filme foi barrado. Curiosamente, “Viúva Negra” também não foi exibido no mercado chinês e mesmo assim faturou US$ 379 milhões nos cinemas. As duas produções da Marvel foram os maiores sucessos comerciais da Disney neste ano, seguidas por “Free Guy”, “Cruella” e “Jungle Cruise”. Graças a este desempenho, a Disney está se tornando (oficialmente na segunda-feira) o primeiro estúdio a atingir US$ 2 bilhões em vendas mundiais de ingressos em 2021.
“007 – Sem Tempo para Morrer” ultrapassa US$ 300 milhões nas bilheterias
“007 – Sem Tempo para Morrer” desembarcou na América do Norte com uma arrecadação de US$ 56 milhões no fim de semana. Foi um desempenho abaixo das estimativas do mercado e da expectativa criada pela estreia de “Venom: Tempo de Carnificina” na semana passada (US$ 90,1 milhões), mas valeu o 1º lugar nas bilheterias e, ao somar-se ao faturamento internacional, fez o filme ultrapassar os US$ 300 milhões em todo o mundo. As projeções da MGM previviam que a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond renderia US$ 60 milhões em seu lançamento doméstico, especialmente após três adiamentos e o sucesso do filme no exterior, onde foi lançado com antecedência há duas semanas. Mas enquanto filmes de super-heróis como “Venom: Tempo de Carnificina” são consumidos por um público mais jovem e destemido em relação à covid-19, a franquia “007” sempre atraiu uma média etária de 35 anos, demografia que ainda tem relutado em retornar aos cinemas durante a pandemia. Os US$ 56 milhões de “007 – Sem Tempo para Morrer” não são nem de longe um desastre. Trata-se da quinta maior estreia norte-americana da era da pandemia e foi realmente alimentada por um público diferente da continuação de “Venom”. Enquanto 36% dos que compraram ingressos para ver James Bond nos EUA tinham mais de 45 anos, esta faixa correspondeu a apenas 9% do público do super-herói. Mas há ainda um outro fator de impacto na bilheteria. Mais longo de todos os filmes de James Bond, “007 – Sem Tempo para Morrer” tem quase três horas de duração, o que reduz o número de vezes que pode ser exibido por sala e por dia, diminuindo proporcionalmente a quantidade de ingressos comercializada para suas sessões. Para fazer frente a este desafio, o estúdio ampliou a distribuição, colocando o longa em 4,4 mil cinemas, o lançamento mais amplo da franquia, num esforço para impedir números menores. De todo modo, os filmes do espião britânico sempre tiveram maior apelo internacional que doméstico. Isto não mudou com a pandemia. Só neste filme de semana, o longa arrecadou mais US$ 89,5 milhões em 66 países diferentes, chegando a um total de US$ 257,4 milhões fora dos EUA – e isto sem a China. Com a contabilidade americana, o valor global chega a US$ 313,3 milhões. “Venom: Tempo de Carnificina” caiu para o 2º lugar com US$ 32 milhões em seu segundo fim de semana nos EUA e Canadá. Com isso, atingiu um total doméstico de US$ 141,7 milhões, um excelente desempenho de dez dias. Com uma estratégia de lançamento conservadora para não enfrentar “007 – Sem Tempo para Morrer” e “Duna” no mercado internacional, a Sony começou a exibir o filme apenas neste fim de semana no exterior, arrecadando US$ 24,8 milhões em 13 países, para um total internacional inicial de US$ 43,9 milhões. A distribuição foi basicamente centrada na América Latina, onde a produção faturou US$ 20 milhões, a melhor arrecadação do estúdio na região durante a pandemia. Juntando com os valores norte-americanos, a soma chega em US$ 185,6 milhões mundiais. A MGM também emplacou o 3º lugar nos EUA e Canadá com a animação “A Família Addams 2”, que faturou US$ 10 milhões no fim de semana para atingir um total doméstico de US$ 31,1 milhões em 10 dias. O Top 5 norte-americano se completa com “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” (US$ 4,2 milhões) e o prólogo da série “Família Soprano”, “The Many Saints of Newark” (com apenas US$ 1,5 milhão).
“007 – Sem Tempo para Morrer” lidera bilheterias do Brasil
A estreia de “007 – Sem Tempo para Morrer” ajudou a reverter a sequência de queda nas arrecadações dos cinemas brasileiros, vendendo 321,8 mil ingressos e faturando R$ 6,9 milhões nas bilheterias entre quinta e domingo (3/10). O novo filme de James Bond foi o mais assistido do fim de semana, tomando o posto que “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve por quatro semanas consecutivas. Em seu quinto fim de semana em cartaz, a produção da Disney/Marvel ficou em 2º lugar, vista por 106,3 mil pessoas, que lhe renderam R$ 1,9 milhão. No total, os cinemas brasileiras tiveram 584,4 mil espectadores e arrecadaram R$ 11,6 milhões no fim de semana, um aumento de 42% em comparação à semana anterior. Os números, porém, continuam baixos. Há um mês, 776,3 mil pagantes foram aos cinemas. Veja abaixo a lista dos 10 filmes mais vistos no Brasil no último fim de semana, de acordo com apuração da Comscore. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema 30/9-3/10:1. 007 – Sem Tempo para Morrer2. Shang Chi – A Lenda dos Dez Aneis3. Patrulha Canina4.Ainbo – A Guerreira da Amazonia5. A Casa Sombria6. Escape Room 27. O Podoroso Chefinho8. Maligno9. No Ritmo do Coração10. Abelhinha Maya — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) October 4, 2021
“Venom: Tempo de Carnificina” tem maior estreia da pandemia nos EUA
“Venom: Tempo de Carnificina” faturou US$ 90,1 milhões nas bilheterias da América do Norte, tornando-se a maior estreia nos EUA e Canadá desde março de 2020, quando a covid-19 criou restrições e afastou o público dos cinemas. A arrecadação do filme de super-herói da Sony rendeu cerca de US$ 30 milhões acima das expectativas de Hollywood, e ainda se tornou a primeira sequência da era pandêmica a superar o filme anterior, lançado antes da pandemia. O primeiro “Venom” abriu com US$ 80,3 milhões em 2018. O valor é tão alto que também resulta no segundo maior lançamento já feito durante o mês de outubro no mercado norte-americano, perdendo apenas para “Coringa”, que faturou US$ 96 milhões em 2019. “Com desculpas ao Sr. Twain, mas a morte do cinema foi muito exagerada”, disse em comunicado o diretor de cinema da Sony, Tom Rothman, parodiando uma frase famosa do escritor de “Tom Sawyer”, para comemorar o resultado. Graças ao sucesso do longa, a Cinemark, uma das três maiores redes dos EUA, relatou que teve seu maior fim de semana de outubro em todos os tempos. Até a estreia de “Venom: Tempo de Carnificina”, a maior abertura de três dias da pandemia pertencia à “Viúva Negra”, que fez quase US$ 81 milhões, seguida por “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Aneis”, com US$ 75,4 milhões (valor que chegou a US$ 94,7 milhões em quatro dias, com o feriado do Dia do Trabalho). Todas as maiores bilheterias são filmes de super-heróis, especificamente adaptações dos quadrinhos da Marvel. E com o lançamento atual, Venom também ingressou no MCU, estendendo a parceria entre a Sony e a Disney que originalmente se restringia aos filmes estrelados por Tom Holland (como o Homem-Aranha). O segundo filme de “Venom” também teve um bom desempenho em seu primeiro mercado internacional. Lançado na Rússia, fez US$ 13,8 milhões, a maior estreia já contabilizada pela Sony nesse mercado e a melhor de qualquer filme durante a pandemia. A estreia no Brasil está marcada oficialmente para quinta-feira (7/9), mas a Sony já começou a fazer pré-estreias pagas do longa no país. Vale reparar que “Venom: Tempo de Carnificina” não teve um grande estreia mundial simultânea para não enfrentar outro blockbuster, “007 – Sem Tempo para Morrer”, que também está batendo recordes de arrecadação no exterior (e vai estrear na próxima sexta nos EUA). Apesar do domínio do lançamento da Sony nas bilheterias, o mercado norte-americano também comemorou o desempenho de “A Família Addams 2”, que registrou a maior estreia de uma animação infantil na era da covid, ocupando o 2º lugar no fim de semana com US$ 18 milhões, apesar de também estar disponível de forma digital, via PVOD, nos Estados Unidos e Canadá. A decisão de lançamento simultâneo foi tomada pela MGM devido a preocupações constantes sobre a variante delta e à falta de vacinação em crianças menores de 12 anos. “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” se manteve na 3ª posição, somando US$ 6 milhões a seu total doméstico de US$ 206,1 milhões. Com isso, outra estreia da semana ficou sem ter muito o que comemorar. “The Many Saints of Newark”, prólogo da série “Família Soprano”, vendeu apenas US$ 5 milhões em ingressos e ficou no 4º lugar. Como todos os títulos de 2021 da Warner, o filme foi lançado simultaneamente na HBO Max. Não há previsão para estreia no Brasil. O musical “Querido Evan Hansen”, da Universal, completou o Top 5, caindo 67% em relação à sua estreia na semana passada, para juntar US$ 2,5 milhões. Fracasso de bilheterias, o filme fez ao todo US$ 11,8 milhões em 10 dias. O lançamento no Brasil vai acontecer em 11 de novembro. Para completar, o circuito limitado também comemorou um recorde, graças à performance do terror francês “Titane”, grande destaque do Festival de Cannes deste ano. Lançado em 562 cinemas dos EUA, fez US$ 515 mil para cravar a maior estreia de um filme vencedor da Palma de Ouro não falado em inglês no mercado norte-americano em todos os tempos.
“Shang-Chi” é primeiro filme com US$ 200 milhões nas bilheterias dos EUA durante a pandemia
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” virou a primeira produção a arrecadar mais de US$ 200 milhões nas bilheterias norte-americanas durante a pandemia – isto é, desde março de 2020. A marca foi atingida na quinta (30/9) e contabilizada nesta sexta-feira. No fim de semana passado, o filme já tinha se tornado o filme mais bem-sucedido do período na América do Norte, ocasião em que atingiu o total de US$ 196,5 milhões nos EUA e Canadá, superando com folga a arrecadação de “Viúva Negra”, que liderava o ranking com US$ 183,4 milhões. O filme também superou a bilheteria do fenômeno “Podres de Ricos”, que em 2018 – portanto, antes da pandemia – tinha sido considerado um marco para a representatividade asiática em Hollywood. A comédia romântica de elenco asiático-americano faturou ao todo US$ 174,5 milhões no mercado doméstico. Apesar do sucesso nacional, o bloqueio do lançamento de “Shang-Chi” na China, devido à opiniões do astro Simu Liu sobre o país, impediu o longa do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu de atingir maior faturamento internacional. Impedido de entrar na China, “Shang-Chi” nem de longe ameaça o domínio global de “Velozes & Furiosos 9”, maior blockbuster de 2021, que somou US$ 716,5 milhões em ingressos vendidos ao redor do mundo. A produção da Disney também vai perder o 1º lugar nas bilheterias nos EUA neste fim de semana, após manter a posição durante um mês, para outra adaptação de quadrinhos da Marvel, só que da Sony: “Venom: Tempo de Carnificina”, que estreia nesta sexta (1/10) no país, uma semana antes do lançamento no Brasil.
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” já foi visto por 1,8 milhão de brasileiros
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” liderou o último fim de semana de setembro nas bilheteiras brasileiras, mantendo-se em 1º lugar pela quarta vez consecutiva com R$ 3,05 milhões de arrecadação. Ao todo, o filme da Disney/Marvel já foi visto por 1,8 milhão de pessoas e faturou R$ 34,1 milhões no país, o que representa a terceira maior arrecadação do ano. Apesar da boa marca, esse desempenho foi um dos poucos dados positivos do mercado nacional durante o mês que se encerra. A cada semana registrando menos público, o circuito exibidor vendeu 410,9 mil ingressos e totalizou R$ 7,3 milhões em bilheteria entre quinta-feira e domingo (26/9), segundo dados da consultoria Comscore. Os números representam uma diminuição de cerca de 20% em relação à frequência da semana anterior, que já era 50% menor que a da semana que a antecedeu, quando 776,3 mil pagantes foram aos cinemas. No novo levantamento, a animação “Patrulha Canina – O Filme” também se manteve no 2º lugar, com arrecadação 60% menor que o longa da Marvel: R$ 1,2 milhão. O Top 3 se completa com uma estreia do fim de semana passado, o terror “A Casa Sombria”, que abriu em 3º lugar com R$ 937 mil. Confira abaixo as 10 maiores bilheterias do Brasil, de acordo com a Comscore. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema 23-26/9:1. Shang Chi – A Lenda dos Dez Aneis2. Patrulha Canina3. A Casa Sombria4. Escape Room 25. Maligno6. Mate ou Morra7. No Ritmo do Coração8. Abelhinha Maya 29. Poderoso Chefinho10. Infiltrado — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) September 27, 2021
“Shang-Chi” vira filme mais bem-sucedido da pandemia na América do Norte
Líder das bilheterias pelo quarto fim de semana consecutivo, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” faturou mais US$ 13,3 milhões para atingir um total de US$ 196,5 milhões nos EUA e Canadá. A quantia transformou a produção da Marvel/Disney no filme mais bem-sucedido da pandemia no mercado norte-americano. O montante superou com folga a arrecadação de “Viúva Negra”, que liderava o ranking com US$ 183,4 milhões. Mas o filme de Scarlett Johansson continua na frente na soma mundial. “Shang-Chi” tem US$ 166,9 milhões no exterior, totalizando US$ 363,4 milhões em todo o mundo, contra US$ 378 milhões globais de “Viúva Negra”, que foi lançada simultaneamente na Disney+. O bloqueio do lançamento na China, que vetou a produção devido à opiniões do astro Simu Liu sobre o país, impediu o filme do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu de atingir maior faturamento internacional. Apesar do sucesso norte-americano, o longa nem de longe ameaça o domínio global de “Velozes & Furiosos 9”, maior blockbuster de 2021, com US$ 716,5 milhões de ingressos vendidos ao redor do mundo. Mas “Shang-Chi” demonstra ter fôlego para acrescentar ainda muitos milhões em sua conta. Neste fim de semana, sua bilheteria foi quase o dobro da obtida pelo segundo filme melhor colocado, o musical da Universal “Querido Evan Hansen”, que rendeu US$ 7,5 milhões. Principal estreia de sexta passada (24/9), a adaptação da Broadway amargou rejeição da crítica, atingindo apenas 33% de aprovação no Rotten Tomatoes. O fracasso acontece num ano que experimenta excesso de lançamentos musicais, tanto nos cinemas quanto em streaming. Culpa de “La La Land”. A realidade das bilheterias tem demonstrado que o desempenho do filme de 2016 foi pontual e não um retorno à era de ouro dos musicais de Hollywood. Lançado poucos meses após o desastre de “Cats”, “Em um Bairro de Nova York”, adaptação da peça de Lin-Manuel Miranda, também chegou durante a pandemia e se saiu um pouco melhor, com um faturamento inicial de US$ 11,5 milhões, mas atingiu apenas US$ 29,8 milhões no mercado interno – ainda que com uma diferença: estreou simultaneamente na HBO Max. O desastre de “Querido Evan Hansen” deixa claro que aquilo que funciona no palco não tem garantia nas telas. A produção da Universal tentou repetir o fenômeno da montagem de 2016, premiada com seis troféus Tony (o Oscar do teatro), ao escalar o mesmo ator, Ben Platt, no papel principal. Só que, agora com 27 anos, ele foi ridicularizado por tentar passar por estudante do Ensino Médio na versão cinematográfica. O pódio das bilheterias norte-americanas se completa com “Free Guy – Assumindo o Controle”. A comédia fantasiosa estrelada por Ryan Reynolds faturou US$ 4,1 milhões em seu sétimo fim de semana, atingindo um total doméstico de US$ 114,1 milhões. Globalmente, o filme está com US$ 317,4 milhões graças à diferença feita pelo lançamento chinês, que responde por US$ 94 milhões da conta. O terror “A Lenda de Candyman” e o drama “Cry Macho – O Caminho para a Redenção”, estrelado e dirigido por Clint Eastwood, fecham o Top 5 com US$ 2,5 milhões e US$ 2,1 milhões de arrecadação no fim de semana, respectivamente.
“Shang-Chi” segue no topo das bilheterias com US$ 320 milhões mundiais
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve a liderança das bilheterias dos EUA e Canadá pelo terceiro fim de semana seguido. Ainda exibido em 4 mil cinemas, o filme da Marvel/Disney arrecadou US$ 21,7 milhões nos últimos três dias, elevando seus rendimentos a US$ 176,9 milhões no mercado doméstico. Com isso, “Shang-Chi” se tornou o segundo lançamento de maior bilheteria do ano na América do Norte, atrás apenas da “Viúva Negra”. Mas, ao contrário do filme estrelado por Scarlett Johansson, o longa com Simu Liu teve lançamento exclusivo nos cinemas e deve ultrapassar a bilheteria total de US$ 183 milhões de “Viúva Negra” até o próximo fim de semana. No mundo inteiro, a produção do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu arrecadou US$ 320,6 milhões até o momento (mais US$ 20,3 milhões vieram do exterior neste fim de semana), apesar de não ter sido lançado na China, maior mercado cinematográfico do mundo, por censura política. Outro lançamento da Disney ocupa o 2º lugar. “Free Guy – Assumindo o Controle” continua a mostrar fôlego em seu sexto final de semana, caindo apenas 7% em relação à semana passada. A comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds faturou mais US$ 5,2 milhões para tingir o total doméstico de US$ 108,5 milhões. Melhor que isso, o filme se tornou um fenômeno na China. Graças aos US$ 85,6 milhões vindos do mercado chinês, está prestes a cruzar os US$ 300 milhões mundiais. A principal estreia da semana, “Cry Macho”, do diretor Clint Eastwood, ficou em 3º lugar nos EUA, faturando US$ 4,5 milhões de 3,9 mil cinemas. O neo-western dividiu a crítica, com 52% de aprovação e se tornou o terceiro lançamento consecutivo da Warner a fracassar nas bilheterias domésticas, após “Maligno” e “Caminhos da Memória”. Todos estes títulos têm em comum o fato de terem sido lançados simultaneamente na HBO Max nos EUA. E o mesmo vai acontecer com o esperado “Duna”, que já começou a ser exibido (exclusivamente nos cinemas) em alguns países neste fim de semana. O lançamento internacional de “Duna” chegou ao todo, em 24 mercados, onde o filme assumiu o 1º lugar e rendeu US$ 36,8 milhões, um desempenho acima das expectativas para a superprodução dirigida por Denis Villeneuve. As melhores performances foram na Rússia (US$ 7,6 milhões), França (US$ 7,5 milhões) e Alemanha (US$ 4,9 milhões). A estreia da sci-fi no Brasil vai acontecer apenas em 21 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA.
“Shang-Chi” ultrapassa US$ 250 milhões mundiais
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve-se imbatível no topo das bilheterias dos EUA e Canadá em seu segundo fim de semana em cartaz. Exibido em 4,3 mil cinemas, o filme da Marvel/Disney arrecadou surpreendentes US$ 35,8 milhões nos últimos três dias, elevando seus rendimentos a US$ 145,6 milhões no mercado doméstico. O desempenho representa o maior segundo fim de semana de todo o período da pandemia, superando os US$ 25,8 milhões de “Viúva Negra”. A diferença de resultados dá razão à Scarlett Johansson em sua disputa contra a Disney. A atriz argumenta que o lançamento simultâneo em streaming prejudicou as bilheterias de seu longa, e a queda de arrecadação foi realmente dramática após a estreia. Já “Shang-Chi”, que é exclusivo dos cinemas, manteve uma arrecadação forte. O filme também se manteve em 1º lugar em vários países do mundo, incluindo o Brasil, Austrália, França, Alemanha, Coréia, Itália, México, Rússia, Espanha e Reino Unido. O sucesso do novo herói da Marvel é tão impressionante que precisou só de 10 dias, em plena pandemia, para cruzar os US$ 250 milhões mundiais. O montante internacional está em US$ 112 milhões, o que rende um total exato de US$ 257,6 milhões em todo o mundo. E isto sem o mercado chinês, que não deve receber “Shang-Chi” por censura política. Os números reforçam a decisão da Disney de encerrar sua experiência com o Premier Access, seu PVOD na Disney+, e voltar a realizar lançamentos apenas no cinema, ainda que com uma janela bem menor de exclusividade – 45 dias, em vez dos 90 de antes da pandemia. A Disney, por sinal, também ocupa o 2º lugar nas bilheterias norte-americanas. “Free Guy – Assumindo o Controle” continua a mostrar fôlego, ultrapassando a marca de US$ 100 milhões de faturamento doméstico neste domingo (12/9), com um cume de US$ 101,8 milhões até o momento. No mundo inteiro, o valor está em US$ 276,5 milhões graças ao lançamento na China, que já rendeu US$ 76,3 milhões até o momento. A principal estreia da semana, o terror “Maligno” da Warner, abriu apenas em 3º lugar, com US$ 5,57 milhões em 3,5 mil telas nos EUA. Disponibilizado também na HBO Max, o filme não teve o desempenho esperado, especialmente diante das críticas positivas que costumam impulsionar bilheterias de terror – teve 74% de aprovação no Rotten Tomatoes. Somando as arrecadações internacionais, chegou a US$ 15,1 milhões em todo o mundo. O Top 5 ainda inclui outro terror, “A Lenda de Candyman”, com US$ 4,8 milhões em seu terceiro fim de semana para um total doméstico de US$ 48 milhões, e outra produção da Disney, “Jungle Cruise”, que fez US$ 2,4 milhões para um total doméstico de US$ 109,9 milhões após sete semanas nos cinemas.
Disney anuncia fim de lançamentos simultâneos em streaming, mas impõe derrota aos cinemas
A Disney anunciou o fim de sua experiência com lançamentos híbridos. Após o processo de Scarlett Johansson contra a estreia simultânea de “Viúva Negra” nos cinemas e no Premier Acess (um PVOD) da Disney+, e do sucesso de “Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis” nas bilheterias, os próximos filmes do estúdio serão lançados primeiro nos cinemas, antes de estarem disponíveis em streaming. Com isso, o filme de animação “Encanto” estreará nos cinemas no dia 24 de novembro e não aparecerá na plataforma Disney+ até 24 de dezembro. Todos os demais lançamentos previstos para 2021, como “O Último Duelo” de Ridley Scott, “Eternos” de Chloé Zhao e “Amor, Sublime Amor” de Steven Spielberg, terão ao menos 45 dias de exclusividade nas salas de cinema. O circuito exibidor dos EUA considerou a decisão uma vitória. Anteriormente, a Associação Nacional de Donos de Cinemas dos Estados Unidos (NATO, na sigla em inglês) chegou a divulgar um comunicado agressivo contra a Disney, apontando que “Viúva Negra” teve uma queda de 67% de arrecadação em sua segunda semana em cartaz por não ser um lançamento exclusivo dos cinemas. Argumentos deste comunicado foram utilizados no processo movido por Johansson contra o estúdio. Mas a verdade é que os donos de cinemas, que se dizem felizes agora, perderam a disputa. E perderam muito. O anúncio da Disney consolida a janela de 45 dias de exibição e se segue à iniciativas anteriores da Warner e da Paramount no mesmo sentido. Antes da pandemia, porém, a exclusividade dos cinemas durava o dobro do tempo: 90 dias. Há anos, Hollywood tentava diminuir o tempo de exclusividade dos filmes nos cinemas, mas os exibidores nunca permitiram, ameaçando boicotar quem ousasse lançar em vídeo qualquer filme antes dos 90 dias tradicionais. No começo da pandemia, quando a Universal tirou “Trolls 2” do circuito cinematográfico norte-americano e celebrou um dos maiores faturamentos de VOD de todos os tempos, as grandes redes peitaram o estúdio com ameaças contra suas futuras produções. O tom mudou muito desde então e agora as redes comemoram cortar pela metade sua janela anteriormente intocável. Trata-se de uma vitória de Hollywood, que em dois anos – e com a ajuda da pandemia – mudou de forma radical sua relação com os donos de cinema. O lançamento de várias plataformas ligadas aos estúdios tirou do circuito cinematográfico seu poder de barganha, consolidando uma alternativa mais viável que as salas de exibição para levar conteúdo ao público. A troca de paradigma fragilizou a posição dos cinemas, que agora comemoram perder “apenas” metade de seu antigo poder.
Cena de “Shang-Chi” revela destino do falso Mandarim de “Homem de Ferro 3”
A Marvel liberou mais uma cena de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, atualmente em cartaz nos cinemas. A prévia revela o destino de Trevor Slattery, o ator contratado para viver o falso Mandarim de “Homem de Ferro 3”. Na cena, o protagonista (Simu Liu) e sua amiga Katy (Awkwafina) descobrem que o personagem vivido por Ben Kingsley virou o Bobo da Corte do verdadeiro Mandarim (Tony Leung). Lançado na última sexta-feira (3/9), “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” já arrecadou mais de US$ 150 milhões e deve se manter na liderança das bilheterias mundiais por pelo menos mais uma semana.









