Roteirista vencedora do Emmy acusa criador de Mad Men de assédio
O criador, produtor, roteirista e showrunner da série “Mad Men”, Matthew Weiner, se somou ao crescente número de personalidades de Hollywood acusadas de assédio sexual. A roteirista Kater Gordon, que venceu um Emmy por seu trabalho na série, afirmou na quinta (9/11) ao site The Information, que Weiner se comportou de forma imprópria com ela há oito anos. Na época com 27 anos, Kate estava trabalhando à noite com o produtor, quando este lhe disse que tinha o direito de lhe ver nua, que ela devia isso a ele. Gordon começou a trabalhar com Weiner em 2007 como sua assistente pessoal. Em menos de um ano, a jovem escritora foi promovida a assistente dos roteiristas, sendo encarregada, entre outras tarefas, de transcrever as notas de Weiner, conhecido por ditar seus roteiros. O produtor também a incentivou a contribuir com suas próprias ideias. Os dois acabaram escrevendo juntos o último episódio da 2ª temporada da série, pelo qual ganharam o Emmy em 2009. Foi precisamente durante o trabalho conjunto que fizeram para esse capítulo que, segundo Gordon, Weiner a assediou sexualmente. Assim como outras vítimas de abusos em Hollywood disseram ter feito, Gordon comentou o ocorrido com colegas, mas não apresentou uma denúncia. Um ano depois, a roteirista foi demitida da equipe, gerando uma série de especulações na imprensa sobre a razão de sua saída, já que ela tinha sido premiada por seu trabalho. Embora naquela ocasião já fosse uma das roteiristas escaladas para a 3ª temporada, Weiner a chamou ao seu escritório para lhe dizer que não renovaria seu contrato porque ela “havia ficado aquém” das expectativas em seu trabalho. Desde então, Gordon não escreveu mais e se manteve à margem de Hollywood, evitando qualquer menção que a relacionasse à série “Mad Men”. Se agora decidiu falar, acrescentou a roteirista na entrevista à publicação, deve isso ao caso Harvey Weinstein e à onda de escândalos sexuais que vieram à tona em Hollywood nas últimas semanas. “Ganhei um Emmy, mas em vez de poder usá-lo como trampolim para minha carreira, ele se transformou em uma âncora, porque eu sentia que tinha de responder a especulações da imprensa. Eu acabei desistindo em vez de lutar”, lamentou a roteirista na entrevista. Weiner respondeu a acusação por meio de um comunicado lido por um porta-voz. “O sr. Weiner não se lembra de ter feito esse comentário, nem é o tipo de frase que ele diria a um colega de trabalho”, afirmou. Segundo a nota, Weiner “passava de oito a dez horas por dia escrevendo diálogos em voz alta com Gordon. Nos nove anos em que comandou ‘Mad Men’, Weiner frequentou uma sala de roteiristas cheia de mulheres”, destaca ainda o comunicado, assinalando que o criador da série sempre lutou por um espírito de “igualdade” e “respeito” no local de trabalho. O novo escândalo é mais uma péssima notícia para a Amazon, que vê aumentar os problemas em torno de “The Romanoffs”, série de antologia desenvolvida por Weiner, que já está em fase de gravação. A série era a única produção da The Weinstein Company que a plataforma insistiu em realizar, após cancelar outros projetos do estúdio, decidindo bancar sozinha seu orçamento de US$ 75 milhões para não ter o nome de Harvey Weinstein como parceiro na atração. O nome de Weiner, porém, não pode ser descartado com a mesma facilidade.
Márcia Cabrita (1964 – 2017)
A atriz Márcia Cabrita morreu na madrugada desta sexta (10/11), aos 53 anos, após uma longa luta contra um câncer no ovário, diagnosticado em 2010. Ela estava internada há dez dias, no hospital Quinta D’Or, na Zona Norte do Rio, em decorrência do agravamento da doença. Filha de imigrantes portugueses, Márcia Martins Alves nasceu em Niterói, no estado do Rio, em 20 de janeiro de 1964. Ao mesmo tempo em que decidiu estudar artes cênicas, conheceu Luís Salem, seu parceiro durante toda a carreira. A veio humorística chamou atenção a partir do espetáculo “Subversões”, encenado no antigo Crepúsculo de Cubatão, casa de rock alternativo na Copacabana dos anos 1980. Sua estreia da TV foi na minissérie “As Noivas de Copacabana”, de Dias Gomes, em 1992, seguida por participações em “Os Trapalhões”, de 1993 a 1995, até se destacar em seu papel mais conhecido, na série de comédia “Sai de Baixo”, em 1997, na qual interpretou a empregada Neide, substituindo a atriz Claudia Jimenez no elenco. Márcia também atuou nas novelas “Beleza Pura” (2008) e “Morde & Assopra” (2011) e fez participações na série “Brava Gente” (2000), no “Sítio do Picapau Amarelo” (2003) e nos humorísticos “Sob Nova Direção”, “A Grande Família” e “Pé na Cova”. Mesmo após ser diagnosticada com câncer, ela continuou trabalhando, com várias participações em séries como “Vai que Cola”, do Multishow, e “Pé na Cova”, da Globo. Há três meses, ela precisou se afastar das gravações da novela “Novo Mundo”, na qual vivia Narcisa Emília O’Leary, para cuidar da saúde. Este mês, Márcia começaria a gravar um filme baseado em “Sai de baixo”. Em texto para Revista O Globo, publicado em 2011, Márcia criticou a cobrança sofrida por pessoas com a doença. “Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói. Nãnãninã não! Quem recebe uma notícia dessas não consegue ter pensamentos belos. Bem… eu não conseguia. A cobrança de positividade acabou se tornando um problema. Me olhava no espelho branca, magrela e de cabelos curtinhos (antes de caírem) e me achava pronta para fazer figuração na ‘Lista de Schindler'”. De acordo com o ex-marido, o psicanalista Ricardo Parente, com quem foi casada por quatro anos, Márcia morreu “em paz” e sem sofrer. Os dois tem uma filha, Manuela, de 17 anos.
Shameless é renovada para 9ª temporada em tempo recorde
O canal pago americano Showtime mal começou a exibir a 8ª temporada de “Shameless” e já decidiu renovar a série para seu 9º ano de produção. O motivo de tanta rapidez foi o sucesso alcançado pelo primeiro episódio da atual temporada, que registrou a segunda maior audiência de toda a atração, desde a estreia em 2011. Exibido no domingo (5/11), o primeiro capítulo da 8ª temporada foi assistido por 1,89 milhão de telespectadores ao vivo, num aumento de 50% na audiência em relação à estreia do ano anterior. Só um episódio da 3ª temporada foi mais visto que este. E com as reprises a audiência subiu para 2,7 milhões de pessoas. O resultado também representa a maior audiência deste ano de um programa no Showtime, além de registrar o público mais jovem da demografia do canal. “Por mais desafiador que possa ser para qualquer show simplesmente manter seus telespectadores na paisagem da TV atual, ‘Shameless’ está adicionando-os em massa”, disse o presidente e CEO da Showtime, David Nevins, em comunicado. “Mas não é nenhum mistério porquê. A reputação da série para criar personagens ricos e ressonantes e para a comédia profunda e profundamente retorcida atrai não apenas espectadores fiéis de longa data, mas um público cada vez maior. E, de forma criativa, a temporada que começou no domingo passado está mais forte do que nunca”. A ironia é que a série quase foi cancelada em dezembro, diante de um impasse sobre o salário da atriz Emmy Rossum, que travou as negociações para a renovação para a 8ª temporada, ameaçando abandonar a produção se não recebesse aumento. Ela exigia que seu salário fosse equivalente ao de William H. Macy, já que é tão protagonista quanto ele. O canal acabou concordando. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago I.Sat.
John Hillerman (1932 – 2017)
Morreu o ator John Hillerman, que ficou conhecido pelo papel de Higgins na série “Magnum”, ao lado de Tom Selleck. Ele faleceu nesta quinta-feira (9/11) aos 84 anos, em sua residência, mas a causa não foi revelada. Hillerman começou sua carreira em 1970, como figurante (um repórter) no clássico policial “Noite sem Fim”, uma década antes de virar Jonathan Quayle Higgins III, o mordomo de Magnum, papel que lhe rendeu quatro indicações ao Emmy e uma vitória como Melhor Ator Coadjuvante em 1987. Além de “Magnum”, ele marcou presença em importantes clássicos do cinema da década de 1970, sempre em pequenos papéis. A lista é volumosa e inclui quatro longas de Peter Bogdanovich, “A Última Sessão de Cinema” (1971), “Essa Pequena é uma Parada” (1972), “Lua de Papel” (1973), em que interpretou gêmeos, e “Amor, Eterno Amor” (1975), além de “O Estranho Sem Nome” (1973), de Clint Eastwood, “Banzé no Oeste” (1974), de Mel Brooks, “Chinatown” (1974), de Roman Polanski, “O Dia do Gafanhoto” (1975), de John Schlesinger, e outros filmes menos excelentes. Em 1976, estrelou sua primeira série, “Ellery Queen”, adaptação de um dos grandes detetives da literatura de mistério. Seu personagem nesta série, Simon Brimmer, foi praticamente um ensaio para Higgins. Ambos eram esnobes, arrogantes, rabugentos e chegavam a antagonizar os protagonistas das duas séries. Também participou das séries de comédias “The Betty White Show” e “One Day at a Time”, e apareceu em inúmeras produções televisivas da época, de “Mulher-Maravilha” a “O Barco do Amor”, antes de emplacar seu papel de maior destaque. Após oito temporadas de “Magnum”, exibidas entre 1980 e 1988, em que participou até de crossovers com as séries “Carga Dupla” e “Assassinato por Escrito”, Hillerman só teve mais dois trabalhos de destaque: a minissérie “Around the World in 80 Days” (1989) e a série de comédia “A Família Hogan”, estrelada pelo jovem Jason Bateman (série “Arrested Development”), entre 1990 e 1991. O ator encerrou a carreira com um pequeno papel no filme “A Volta da Família Sol Lá Si Dó”, em 1996.
Amazon encomenda The Boys, nova série baseada em quadrinhos do criador de Preacher
A Amazon aprovou a produção da 1ª temporada de “The Boys”, nova série baseada em quadrinhos de Garth Ennis, o autor de “Preacher”. Os responsáveis pela produção são os mesmos que transformaram “Preacher” em série, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que agora se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, para desenvolver o projeto. O projeto chegou a ter piloto encomendado, mas após mudanças profundas no Amazon Studios, com o afastamento de executivos por suspeita de assédio e uma nova chefia com instrução para o desenvolvimento de mais séries de gênero fantástico, “The Boys” virou prioridade e teve a exigência de piloto contornada, sendo aprovada a partir da qualidade do roteiro escrito por Kripke. A atração ganhou encomenda de oito episódios para a temporada inaugural e os primeiros episódios serão dirigidos por Rogen e Goldberg. A trama dos quadrinhos é uma sátira de humor negro sobre o universo dos super-heróis, protagonizada por um personagem chamado Billy Carniceiro, que vigia os super-heróis para a CIA, atento para que não saiam do controle do governo e não se tornem uma ameaça pública, devido a seus grandes poderes. Para realizar sua missão, Billy junta uns amigos da pesada e acaba descobrindo que os super-heróis não são tão certinhos e agradáveis como as pessoas imaginam. A revista durou 72 exemplares, publicados entre 2008 e 2012, pelas editoras Wildstorm (braço da DC Comics) e Dynamite. E nos últimos oito anos também esteve cotada para virar filme, primeiro pela Sony, depois pela Paramount. Curiosamente, “Preacher” teve a mesma carreira, atraindo diversos interessados em colocá-lo no cinema, mas os projetos nunca saíram do papel, até Rogen e Goldberg resolverem transformar os quadrinhos em série. A 1ª temporada de “The Boys” ainda não tem previsão de estreia.
Foto revela visual de Jodie Whittaker como a nova Doctor Who
A BBC divulgou a primeira foto oficial da atriz Jodie Whittaker (série “Broadchurch”) com o visual que usará na série “Doctor Who”. Esta é a segunda foto que registra a mudança de intérprete na série, mas é a primeira a trazer o visual completo da versão de Whittaker. Quando anunciou a escalação de Whittaker como primeira mulher a viver o papel-título, no lugar de Peter Capaldi, a rede britânica já tinha adiantado uma imagem da atriz caracterizada como Doctor Who para o telefilme de Natal. Desde então, houve mudanças em seu figurino, que ganhou mais cores e leveza, com a inclusão até de suspensórios. A estreia de Whittaker no papel já rendeu até comentários numa série americana. A mudança de intérprete em “Doctor Who” foi celebrada no episódio mais recente da série “The Flash”, “Girls Night Out”, exibido na noite de terça (7/11) nos Estados Unidos, num diálogo que continha a expressão “hashtag feminismo”. A mudança sexual do protagonista estava sendo discutida há muito tempo e ganhou ímpeto após os produtores transformarem outro Senhor do Tempo em Senhorita: o vilão conhecido como Mestre (John Simm) virou Missy (Michelle Gomez) há dois anos, na 8ª temporada de “Doctor Who”. Graças a um artifício narrativo, o Doutor (e também o Mestre) altera periodicamente sua aparência e personalidade, permitindo que a produção atravesse as décadas (a série estreou em 1963) com uma cronologia intacta, fazendo apenas a mudança do ator principal. Além de um novo Doctor Who, as chaves da Tardis também irão parar nas mãos de um novo showrunner: Chris Chibnall, criador da premiada série “Broadchurch”, de onde vem Whittaker (e que ironicamente era estrelada pelo ex-“Doctor Who” David Tennant). Ele assumirá o comando da atração na 11ª temporada, substituindo Steven Moffat. Jodie Whittaker será oficialmente introduzida durante o próximo especial de Natal de “Doctor Who”, que também marcará a despedida do ator Peter Capaldi, após quatro anos no papel. O especial natalino ainda terá participação de David Bradley, das séries “Games of Thrones” e “The Strain”, como o “Doctor Who original”, e vai ao ar em 25 de dezembro.
Astro da série Transparent é investigado pela Amazon após acusação de assédio sexual
A Amazon está investigando uma acusação de assédio sexual contra o ator Jeffrey Tambor, protagonista da série “Transparent”. Segundo o site Deadline, a investigação começou nesta semana após denúncia de Van Barnes, ex-assistente transgênero de Tambor, em uma publicação no seu perfil privado do Facebook, na qual relatava um suposto comportamento inadequado por parte do ator. O ator de 73 anos foi a público negar “de maneira contundente e veemente” qualquer tipo de comportamento inadequado. “Estou a par de que uma contrariada ex-assistente fez uma publicação privada insinuando que eu tinha atuado de modo inadequado com ela”, disse Tambor como resposta. “Rejeito e nego de maneira contundente e veemente qualquer insinuação ou acusação de que eu tenha mantido alguma vez algum tipo de comportamento inadequado com esta pessoa ou com qualquer outra com quem tenha trabalhado. Estou consternado e angustiado por esta acusação infundada”, ele se manifestou. Tambor venceu dois prêmios Emmy de Melhor Ator de Série de Comédia por “Transparent”, em que interpreta um transexual novato da Terceira Idade, cuja transição de gênero pega a família de surpresa. “Tudo o que diminui o nível de respeito, segurança e inclusão tão fundamental para o nosso ambiente de trabalho é completamente antitético aos nossos princípios”, disse Jill Soloway, criadora de “Transparent”, em um comunicado, após o surgimento das acusações. “Estamos cooperando com a investigação sobre este assunto”. A denúncia sobre Tambor chega poucas semanas depois de o ex-presidente do Amazon Studios, Roy Price, renunciar após a produtora Isa Dick Hackett (série “The Man in the High Castle”) o acusar de assédio. Após o escândalo em torno do poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick e Steven Seagal e cineastas como Brett Ratner e James Toback.
Atriz de Smallville e Longmire acusa Jeremy Piven de abuso sexual
A atriz Cassidy Freeman, que estrelou as séries “Smallville” e “Longmire”, usou seu Instagram para acusar o ator Jeremy Piven (das séries “Entourage” e “Mr. Selfridge”) de abuso sexual. Ela resolveu se manifestar após Piven negar a primeira denúncia, feita pela playmate e estrela de reality show Ariane Bellamar. “Você não pode negar isso porque, infelizmente, é inegável”, escreveu Freeman. “A reação sofrida por esta mulher após as acusações foi horrenda. E se as acusações são ou não verdadeiras, a verdade é que eu conheço você. Eu sei o que você fez e tentou fazer comigo quando eu era muito nova. Isto eu sei. E você também sabe disso. A menos que fossem tantas de nós, que você pode nem lembrar. O comportamento predatório é uma maneira crônica para você buscar o poder. Você se sente poderoso? Com seus advogados e suas redes e seus fãs ardorosos, que chamam suas vítimas de bimbos? Ou você sabe, em seu intestino podre, que você terá que mentir pelo resto de sua vida? Espero que, de agora em diante, você mantenha suas calças no lugar e nunca consiga fazer isso novamente”. Bellamar acusou o ator de apalpá-la sem licença e esticou o assunto com detalhes em vários tuítes. Após a denúncia, ela sofreu assédio dos fãs do ator nas redes sociais, que a acusaram de tentar chamar atenção em meio à onda de revelações de escândalos sexuais na indústria do entretenimento americano. Diante da denúncia, a HBO, que exibiu “Entourage” de 2004 a 2011, e a CBS, que transmite a nova série protagonizada por Piven, “Wisdom of the Crowd”, lançada no começo de outubro, emitiram comunicados. A HBO afirmou ter uma política de tolerância zero para assédio sexual, mas não ouviu falar de qualquer mau comportamento de Piven antes das alegações de Bellamar. Já a CBS informou que está “investigando o assunto”, mas discretamente vetou a exibição de uma entrevista pré-gravada do ator no talk show do canal, “The Late Show with Stephen Colbert”. “Wisdom of the Crowd” está com uma boa média de público, assistida por 7,8 milhões de telespectadores ao vivo, mas seu impacto na demo (a demografia de jovens adultos cobiçada pelos anunciantes) é mínimo, com registro de apenas 1 ponto. A série ainda não teve encomenda de novos episódios, além dos 13 originalmente produzidos. @jeremypiven You will deny this because, sadly, she’s deniable. The backlash this woman received was horrendous. And whether or not her accusations are true, the TRUTH is I know you. I know what you did and attempted to do to me when I was far too young. THAT I know. And you know it too. Unless there were so many of us, that you can’t remember. Predatory behavior is a chronic way for you to seek power. Do you feel powerful? With your lawyers and your networks and your die hard man-fans who call your victims bimbos? Or do you know, in your rotten gut, that you will have to lie for the rest of your life? I hope from now on, you keep it in your pants and you never get to do it again. Uma publicação compartilhada por Cassidy Freeman (@hatface) em Nov 1, 2017 às 7:07 PDT
Finn Wolfhard, da série Stranger Things, desabafa contra assédio nas redes sociais
Depois de ter sido assediado por fãs nas redes sociais, o ator Finn Wolfhard, que vive o menino Mike na série “Stranger Things”, usou o Twitter para pedir respeito a seus limites pessoais. “Ei, pessoal! Eu não quero excluir ninguém dessa legião de fãs, mas se você for um fã de verdade, não vai assediar meus amigos ou colegas de trabalho. Vocês saberão quem vocês são”, escreveu o ator. “Por que eu ainda tenho de tuitar isso, eu não sei. Qualquer pessoa que se diz ‘fã’ e resolve perseguir alguém por atuar e fazer o seu trabalho é ridículo. Pense antes de escrever”, completou o ator. O desabafo aconteceu após fãs da série criticaram Wolfhard nas redes sociais, por não terem conseguido tirar uma foto com ele, que não parou para cumprimentá-los no caminho até o hotel onde estava hospedado. Um vídeo do momento circulou pela internet. Embora a mensagem se refira ao assédio no geral, não passou despercebido pela atriz Shannon Purser, intérprete de Barb na 1ª temporada da série, que tudo começou com um adulto, responsável pela publicação do vídeo. Wolfhard tem 14 anos. “Ok, não. Nenhum ator é obrigado a parar para ninguém. Finn é um ser humano incrivelmente gentil. Mas ele é humano e precisa de um tempo também”, escreveu a atriz no Twitter. “Eu experimentei isso em uma escala menor, obviamente, mas eu tive pessoas me esperando em hotéis, no portão do aeroporto, etc. E eu sou adulta. Eu não consigo imaginar ser inundada por toda essa atenção nessa idade. É intimidador”, completou. Hey everybody! I don't wanna ex-communicate anyone from this fandom, but if you are for real you will not harass my friends, or co-workers. Ya'll know who you are. — Finn Wolfhard (@FinnSkata) November 8, 2017 Why I even have to tweet that, I don't know. Anyone who calls themselves a "fan" and actively goes after someone for literally acting and doing their job is ridiculous. Think b4 ya type boiiii — Finn Wolfhard (@FinnSkata) November 8, 2017
Estrela de The Good Wife vai estrelar série de comédia de feminismo radical
Julianna Margulies vai estrelar uma nova série. Estrela de “The Good Wife”, que acabou no ano passado, a atriz protagonizará “Dietland”, comédia de humor negro do canal pago AMC. Baseada no livro homônimo de Sarai Walker, a série gira em torno de uma mulher com obesidade mórbida chamada Plum Kettle, que se junta a dois grupos feministas radicais. Um deles usa táticas de guerrilha para atacar a indústria de cosméticos e o outro, ainda mais radical, mutila e mata homens que machucam mulheres. A 1ª temporada terá dez episódios e irá investigar se Plum está sofrendo lavagem cerebral para se tornar uma assassina. O papel de Margulies será o de Kitty Mongomery, uma ambiciosa editora de revista que vê seus amigos virarem alvo da organização terrorista feminista. Segundo a sinopse divulgada, ela será “sugada por um ciclo de notícias aterradoras e não poderá mais contar com o poder da mídia tradicional, devendo, em vez disso, participar de um jogo totalmente novo de manipulação, onde não há regras”. Já Plum Kettle será vivida por Joy Nash (vista num episódio do revival de “Twin Peaks”). A atração foi desenvolvida por Marti Noxon, criadora de “UnReal” e “Girlfriends’ Guide to Divorce”, que começou a carreira há 20 anos, escrevendo episódios de “Buffy – A Caça-Vampiros”. O projeto é resultado de uma nova prática do AMC, que pretende mudar o paradigma da produção de séries. Em vez de pagar atores, diretores, equipe técnica e demais despesas de um piloto para avaliar se aprova uma nova atração, o canal decidiu concentrar seu investimento na encomenda de vários roteiros de cada projeto, de modo a ter uma noção mais clara de onde a série pode chegar. “Dietland” passou por esse processo e foi aprovado sem precisar do piloto. A estreia é prevista para 2018.
Jennifer Aniston vai voltar às séries em produção da Apple
A Apple confirmou a volta de Jennifer Aniston para as séries, 13 anos após o final de “Friends”. Aniston e Reese Whiterspoon serão as protagonistas de uma série dramática sobre os bastidores de um talk-show matinal da TV. Pode não ser a reunião de “Friends” que fãs esperam ver, mas é sim uma reunião de “Friends”. Witherspoon participou da série clássica no começo de sua carreira, justamente como a irmã mais nova de Rachel, a personagem de Aniston. A série ainda não teve seu título e data de lançamento divulgados. Whiterspoon recentemente produziu e atuou em “Big Little Lies” (2017), série vencedora de oito prêmios Emmy, e pelo visto tomou gosto pela coisa. A nova atração é um projeto de Michael Ellenberg, produtor de “The Leftovers” e ex-chefe do departamento de drama da HBO. Ao assegurar as duas estrelas, o produtor fez um leilão por melhores ofertas – o que tem virado norma numa época em que se multiplicam interessados por séries premium – e a Apple acabou vencendo a concorrência. A série é uma das primeiras produções de ficção da Apple, que começou a produzir material original apostando em musicais e reality shows. A empresa de tecnologia pretende fazer frente à Netflix no mercado de streaming, e também confirmou a produção do remake de “Amazing Stories”, antologia sci-fi produzida por Steven Spielberg. A Apple pretende investir mais de US$ 1 bilhão em 2018 para criar conteúdo original. A empresa recentemente contratou Jamie Erlicht e Zack Van Amburg, dupla de executivos da Sony, para comandar a investida. Os dois foram responsáveis por coordenar a produção de séries consagradas como “Breaking Bad” e “The Crown” e tem a missão de criar uma dúzia de programas originais para iniciar a era Apple no streaming.
Ridley Scott decide tirar Kevin Spacey de Todo o Dinheiro do Mundo com o filme já pronto para a estreia
Diante da perspectiva de ter o lançamento de “Todo o Dinheiro do Mundo” adiado indefinidamente, devido à participação do ator Kevin Spacey, que se envolveu num escândalo sexual, o diretor Ridley Scott tomou uma decisão sem precedentes. Vai apagar Spacey do filme, por meio de sua substituição por outro ator. A solução é dispendiosa, já que envolve não apenas mais um salário, mas também refilmagens extensas. E Scott só conseguiu o aval da Sony ao prometer que entregaria a nova versão do filme, sem Spacey, no prazo da estreia oficial: 22 de dezembro. O escolhido para substituir Spacey foi Christopher Plummer, vencedor do Oscar por “Toda Forma de Amor” (2010). O intérprete veterano tinha sido a primeira escolha de Scott, mas a Sony queria um nome mais célebre e o vetou, optando por Spacey. Scott vai refilmar as cenas do filme com Plummer e os principais atores da produção. Mark Wahlberg (“O Dia do Atentado”) e Michelle Williams (“Manchete à Beira-Mar”), ambos já concordaram em voltar ao trabalho. Mas para economizar tempo e dinheiro, Scott vai inserir digitalmente o rosto de Plummer sobre o de Spacey em várias cenas externas, rodadas em locações na Europa e Oriente Médio. Ele já tinha feito isso quando a tecnologia não era tão avançada. O ator inglês Oliver Reed sofreu um ataque cardíaco e morreu algumas semanas antes de rodar suas cenas finais no filme “Gladiador”. Scott filmou outro ator e aplicou digitalmente o rosto de Reed, extraído de cenas anteriores, sobre o figurante. Ele acabou vencendo o Oscar de Melhor Direção. Caso Scott volte a obter êxito, sua ideia vai aumentar a pressão sobre os atores, que passarão a ser facilmente substituídos em caso de confusões ou escândalos. A grande ironia é que Ridley Scott já tinha rodado o filme a toque de caixa. Não apenas para aprontá-lo a tempo de pegar a temporada de premiações, mas porque precisava chegar aos cinemas antes da estreia de um projeto televisivo sobre a mesma história, feito por outro grande cineasta. A minissérie “Trust”, desenvolvida pelo roteirista Simon Beaufoy e o diretor Danny Boyle (a dupla de “Quem Quer Ser um Milionário?”) estreia em janeiro no canal pago FX. Filme e minissérie giram em torno do famoso sequestro do então adolescente John Paul Getty III na Itália, em 1973, e as tentativas desesperadas da sua mãe, a ex-atriz Gail Harris (papel de Michelle Williams no filme), para conseguir que o avô bilionário do rapaz pagasse o resgate. Mas John Paul Getty Sr (papel de Spacey), considerado na época o homem mais rico do mundo, recusou-se a pagar os raptores. Por isso, para provar que falavam a sério, os criminosos chegaram a mandar para a família a orelha direita do jovem de 16 anos. A estreia no Brasil já tinha sido marcada para 2018, em janeiro, com distribuição da Diamond Filmes.
Com audiência em queda, The Walking Dead já perdeu metade do público da temporada passada
A audiência da 8ª temporada de “The Walking Dead” não pára de despencar. O episódio mais recente, “Monsters”, exibido no último domingo (5/11), foi visto por apenas 8,52 milhões de telespectadores e registrou 3,8 pontos na demo (demografia cobiçada pelos anunciantes). Embora os números continuem a ser elevados para os padrões da TV paga americana, eles revelam que “The Walking Dead” perdeu metade da sua audiência no intervalo de apenas um ano. Para quem não lembra, a estreia da 7ª temporada, em 2016, foi assistido por 17 milhões de telespectadores. O público atual é o menor da série desde 2012, superando apenas a audiência média das duas primeiras temporadas – mas não o final da 2ª temporada, visto por 8,9 milhões. No Brasil, “The Walking Dead” passa aos domingos pelo canal pago Fox, em exibição simultânea aos Estados Unidos, e no Fox Premium sem intervalos comerciais.












