Série do Justiceiro divide opiniões da crítica americana
As primeiras críticas da série do Justiceiro (The Punisher), na Neflix, começaram a ser publicadas nesta segunda-feira (13/11), e foram bem divisivas, do tipo “obra-prima”/”lixo”. Enquanto alguns se entusiasmaram a ponto de considerá-la a melhor das séries da Marvel exibidas pelo serviço de streaming, com muitos elogios para o ator Jon Bernthal, intérprete do protagonista, não faltaram os que acharam a produção simplesmente tediosa. Houve até quem a definisse como uma “Person of Interest” (Pessoa de Interesse) piorada. A atração foi desenvolvida por Steve Lightfoot (série “Hannibal”) e estreia na sexta, dia 17 de novembro, na plataforma de streaming. Veja abaixo algumas das opiniões pinçadas entre as críticas americanas. “’O Justiceiro’ é entretenimento empolgante e politicamente ousado, que não tem medo de mergulhar na complexidade de uma nação que se define pela quantidade imensurável de morte que inflige nos outros em nome da paz” – Chris Cabin, Collider. “A Netflix disponibilizou todos os 13 episódios para o público e, apesar de fortes performances de Jon Bernthal, Daniel Webber e Ebon Moss-Bachrach, foi difícil chegar até o final. Eu fiquei pensando em ‘Person of Interest’, que fez um trabalho melhor com um material similar” – Gavia Baker-Whitelaw, The Daily Dot. “Além de ser a melhor, também é a mais violenta… ‘O Justiceiro’ é a série que a Marvel precisava. É a série que prova que ainda há esperança para a editora na TV. E sim, se formos julgar puramente pelo ato de se transformar num personagem, Benthal absolutamente merece um Emmy por sua performance” – Merrill Barr, Forbes. “Para uma série que, em vista da época em que está sendo lançada, poderia ser tão controversa, sua maior polêmica deve ser a falta de polêmica. Frank Castle faz algumas coisas ruins, mas nada tão ruim quanto o que vemos nos EUA todos os dias. Como uma narrativa sobre veteranos de guerra que tentam encontrar seu lugar no mundo, “Justiceiro” tem algo a dizer. Mas poderia ter sido muito mais curta, e sua inclusão no universo Marvel parece apenas tangencial na melhor das hipóteses” – Liz Shannon Miller, Indie Wire. “O primeiro episódio de ‘O Justiceiro’ é entediante e repetitivo. Nada nele indica algo diferente daquilo que já vimos em ‘Demolidor’. Seguindo a toada, o quinto e sexto episódios são ainda mais lentos, numa indicação de que a Netflix ainda não aprendeu a superar o embaço do meio de suas temporadas” – Susana Polo, Polygon. “Graças à performance de Jon Bernthal como o vigilante Frank Castle, e à mente sagaz do showrunner Steve Lightfoot, ‘O Justiceiro’ chega aos pontos altos de ‘Jessica Jones’ ao introduzir um personagem conturbado e mortal” – Sonia Saraiya, Variety “‘O Justiceiro'” faz um excelente trabalho para reintroduzir um personagem icônico, com a ajuda de uma performance brilhante de Jon Bernthal” – David Griffin, IGN “No final das contas, ‘O Justiceiro’ oferece para os fãs do personagem uma experiência melhor do que as três adaptações fracassadas do personagem no cinema. Mas aqueles que procuram mais escapismo em sua narrativa de super-heróis podem achar melhores séries tão sombrias quanto, mas muito menos tediosas da Marvel/Netflix” – Robert Yaniz Jr., We Got This Covered.
Amazon confirma produção de série baseada em O Senhor dos Anéis
A especulada série derivada de “O Senhor dos Anéis” foi confirmada pelo Amazon Studios. A empresa fechou um contrato com os herdeiros do escritor J.R.R. Tolkien e a Warner, que inclui o compromisso de produzir várias temporadas e até mesmo um possível spin-off. Ela venceu a Netflix, que também estava no páreo pela disputa dos direitos. A aquisição é acompanhada por mais informações sobre o projeto, que não será uma adaptação literal dos livros de J.R.R. Tolkien, já transformados em filmes por Peter Jackson. A trama contará histórias que ocorreram antes dos eventos de “A Sociedade do Anel”, o primeiro volume da trilogia. Ou seja, mostrará aventuras inéditas e originais passadas na Terra Média, com personagens conhecidos, numa trama situada entre as duas trilogias cinematográficas do universo de Tolkien, “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. No comunicado que anunciou a produção, Sharon Tal Yguado, nova chefe do Amazon Studios, afirmou: “O Senhor dos Anéis é um fenômeno cultural, que capturou a imaginação de gerações de fãs através da literatura e da tela grande. Estamos honrados em trabalhar com a Tolkien Estate and Trust, a editora HarperCollins e o estúdio New Line [da Warner] nesta colaboração emocionante para a televisão e estamos entusiasmados em levar os fãs de ‘O Senhor dos Anéis’ em uma nova jornada épica na Terra-Média”. Um representante dos herdeiros de Tolkien também se pronunciou no comunicado. “Nós estamos encantados que a Amazon, com seu compromisso de longa data com a literatura, seja o lar da primeira série de múltiplas temporadas de ‘O Senhor dos Anéis’. Sharon e a equipe da Amazon Studios têm idéias excepcionais para trazer para a tela histórias inexploradas, com base em manuscritos originais de J.R.R. Tolkien”. O acordo aconteceu poucas semanas após Jeff Bezos, dono da Amazon, afirmar que a plataforma de streaming da companhia precisava ter seu próprio “Game of Thrones”. Ainda não há previsão de estreia.
Trailer da midseason de Star Trek: Discovery aponta tramas clássicas de Jornada nas Estrelas
O serviço de streaming americano CBS All Access divulgou o trailer da segunda metade de “Star Trek: Discovery”, que encerrou seu arco inicial no domingo (12/11) nos EUA. O episódio do midseason finale chegou nesta segunda na Netflix do Brasil e a parte final da 1ª temporada será exibida a partir de janeiro. Após um curto-circuito interromper seu salto de volta à Terra, a nave Discovery se encontra num lugar desconhecido, sem conseguir identificar as estrelas ou os destroços espaciais a sua volta, enquanto o Tenente Stamets (Anthony Rapp) sofre uma contaminação por esporos e fica com os olhos embranquecidos. Fãs da série original dos anos 1960 devem ligar os eventos a dois episódios clássicos da “Jornada nas Estrelas” dos anos 1960. A referência mais óbvia remete ao famoso piloto “Where No Man Has Gone Before”, de 1966. Para quem não lembra, o Tenente Gary Mitchell (personagem de Gary Lockwood) ganha poderes psíquicos quando a Enterprise penetra uma barreira espacial e fica com os olhos embranquecidos-prateados. O final é trágico. Para ressaltar a citação, o roteiro do último episódio, “Into the Forest I Go”, fez até o Capitão Lorca (Jason Isaacs) dizer a frase daquele título, “Onde nenhum homem jamais esteve”, que também reverberava na narração da abertura dos episódios de meio século atrás. A segunda referência veio em meio a esse mesmo diálogo, registrado durante uma conversa entre Lorca e Stamets, diante de um mapa dos saltos da Discovery por meio da tecnologia dos esporos, que apontariam universos paralelos. A chegada num lugar desconhecido, em pleno salto, evoca o acidente com o teletransporte de “Mirror, Mirror”, episódio de 1967 que mostrava um universo paralelo, em que a Federação era mais selvagem que os klingons. “Where No Man Has Gone Before” e “Mirror, Mirror” são duas das melhores histórias dos mais de 50 anos de roteiros da franquia. Se “Star Trek: Discovery” for realmente revisitá-las, os fãs vão querer se teleportar em massa para o CBS All Access, a plataforma que exibe a série com exclusividade nos EUA. As pistas da prévia abaixa apontam nesta direção. Os novos episódios chegam em 8 de janeiro na Netflix do Brasil. Aproveite e reveja abaixo cenas dos episódios clássicos mencionados.
Felicia Day entra na série The Magicians
A atriz Felicia Day, que viveu a saudosa Charlie Bradbury em “Supernatural”, entrou no elenco da série “The Magicians”. Ela vai interpretar Poppy, personagem importante dos livros de Lev Grossman, em que a série se baseia. Poppy é uma especialista em dragões, que ajuda os protagonistas num momento de extrema necessidade na trama da 3ª temporada. “Estou entusiasmada por me juntar aos ‘Magicians’ nesta temporada”, disse Felicia em um comunicado publicado no site do canal pago SyFy. “A série é uma das minhas favoritas, o elenco é incrível e a showrunner, Sera Gamble, é uma das minhas heroínas de Hollywood. Mal consigo esperar para que os fãs conheçam Poppy!” Sera Gamble era showrunner de “Supernatural” quando Felicia Day foi introduzida na série, como “A garota das tatuagens de dungeons and dragons”. Uma das atrizes mais geeks da TV americana, além de participar de séries sobrenaturais/sci-fi – ela também teve papéis importantes na clássica “Buffy” e “Eureka” – , Felicia Day é a atriz que mais vezes interpretou personagens ligados ao universo dos jogos de RPG, além de produzir webséries do gênero, como “Co-optitude”, “LARPs”, “The Guild”, “Titansgrave: The Ashes of Valkana”, “TableTop” e “Dragon Age: Redemption”, entre outras. Ela também pode ser vista em “Mystery Science Theatre 3000: The Return” na Netflix.
Trailer da série There’s… Johnny recria bastidores do famoso talk show de Johnny Carson
A plataforma Hulu divulgou 12 fotos e o trailer de “There’s… Johnny!”, série de comédia dramática passada nos bastidores do programa “The Tonight Show”, de Johnny Carson, principal talk show americano dos anos 1970. A recriação de época vai muito além dos detalhes cenográficos e figurinos, como se pode ver pelos tópicos abordados na prévia, e não é exatamente um retrato reverente, mostrando a desigualdade salarial entre homens e mulheres, ao mesmo tempo em que aponta a inclinação dos redatores para abordar temas controversos da época, como a Guerra do Vietnã. A narrativa é centrada num jovem estagiário, que começa a trabalhar na produção em 1972, quando o programa já é um dos mais vistos da TV americana. Ele sofre trotes dos roteiristas, apaixona-se pela produtora e se encanta com os bastidores televisivos. Mas o detalhe mais interessante é que, embora seja um relato fictício, nenhum ator interpreta o apresentador Johnny Carson, que dá título à série. Lenda da TV americana, ele aparece em imagens reais de arquivo, muitas vezes em monitores de TV. “There’s… Johnny!” foi originalmente concebida para o Seeso, serviço de streaming da NBCUniversal, que foi abandonado no começo do ano, ainda em fase de testes. Mas acabou resgatada pelo Hulu, graças aos talentos envolvidos. A série foi criada pelo ator Paul Reiser (que está na 2ª temporada de “Stranger Things”) e pelo veterano roteirista David Steven Simon (criador de “Dupla do Barulho”), que trabalharam juntos na série clássica dos anos 1990 “Mad About You” (Louco por Você). Além deles, a produção inclui o diretor David Gordon Green (“Especialista em Crise”), que comanda os dois primeiros episódios. O elenco destaca Ian Nelson (“O Garoto da Casa ao Lado”), Jane Levy (“O Homem nas Trevas”), T’Keyah Crystal Keymáh (série “In Living Colour”), David Hoffman (série “I Live with Models”), Nate Smith (série “Red Oaks”), Roger Bart (série “Revenge”) e um irreconhecível Tony Danza (da série clássica “Who’s the Boss”). A 1ª temporada terá sete episódios com estreia marcada para quinta-feira, 16 de novembro, nos Estados Unidos.
Série Dynasty ganha sobrevida, enquanto Valor é praticamente cancelada
A rede americana CW resolveu apostar em “Dynasty”, apesar da baixa audiência, ao mesmo tempo em que praticamente sentenciou “Valor” ao cancelamento. Em decisões opostas, a rede deu sinal verde para o melodrama produzir o chamado “back-9”, encomendado mais 9 episódios para a temporada inicial da série, mas não fez o mesmo com a atração militar. Com isso, o primeiro ano de “Dynasty” terá 22 episódios, o tamanho regular de uma série da TV aberta americana, enquanto “Valor” vai encerrar sua 1ª temporada com os 13 capítulos produzidos por conta de seu contrato inicial. Embora a CW não tenha anunciado o cancelamento desta atração, o mesmo aconteceu no ano passado com as séries “Frequency” e “No Tomorrow”, que saíram do ar após o 13º episódio e aguardaram meses até o anúncio de seu cancelamento oficial. A ironia é que “Valor” atrai mais público. O programa registra em média 1 milhão de telespectadores ao vivo por episódio. Entretanto, sofre com uma pontuação horrível na demo (a faixa demográfica de 18 a 49 anos, público-alvo dos anunciantes), onde marca apenas 0,24. “Dynasty” não se sai muito melhor, com 0,25 na demo, mas naufraga de vez na sintonia total, com uma média de 800 mil telespectadores, – público de TV paga. A diferença entre as duas séries é que “Dynasty” é negociada com a Netflix, que exibe a série fora dos Estados Unidos, e especificidades do contrato podem pesar na hora de ponderar um cancelamento súbito. As duas séries nunca decolaram, tendo audiências de cancelamento desde a estreia. Entre as séries atualmente em exibição na rede CW, apenas as comédias “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend” tem menos público. Mas elas não são canceladas porque rendem prestígio – respectivamente, duas indicações e uma vitória no Globo de Ouro de Melhor Atriz de Comédia. Em contraste, as duas novas séries foram destruídas pela crítica. “Valor” teve apenas 24% de aprovação no Rotten Tomatoes, com avaliação negativa para sua mistura de melodrama e ação militar, enquanto “Dynasty” conseguiu ser apenas medíocre com 54% e considerada uma imitação pálida em relação à “Dinastia” original dos anos 1980. A série militar foi criada pelo roteirista e músico Kyle Jarrow (da banda Sky-Pony) e repercute as consequências de uma missão de resgate em território inimigo que dá errada. Enquanto os dois sobreviventes mantém segredo sobre o que realmente aconteceu, surge a notícia de que os soldados desaparecidos de sua unidade foram capturados por terroristas. Para salvá-los, será necessário uma nova missão, mas além de enfrentar os inimigos, os protagonistas também precisam contornar segredos cada vez mais perigosos. O elenco destaca Christina Ochoa (estrela da série “Blood Drive”) e Matt Barr (série “Sleepy Hollow”). Já o novelão foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Exibida entre 1981 e 1989, a atração original acompanhou a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys. O remake, porém, concentra-se apenas nos Carringtons e introduz os Flores, acrescentando latinidade na revisão. Na série original, Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, tem interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente.
Atriz de 24 Horas se junta a Keifer Sutherland em Designated Survivor
A série “Designated Survivor” vai promover um reencontro do par romântico de “24 Horas”. A atriz Kim Raver, que interpretou Audrey, o grande amor de Jack Bauer, voltará a dividir as telas com Kiefer Sutherland na 2ª temporada da nova atração. Raver participará de um longo arco narrativo no papel de Andrea Frost, uma engenheira e empresária bem-sucedida da área da tecnologia de ponta – inclusive aeroespacial – , que tem uma filosofia sobre negócios e gerenciamento que desafia a tradição. A atriz encerrou recentemente suas participações em “Grey’s Anatomy”, onde reprisou seu papel como a Dra. Teddy Altman. E chega a “Designated Survivor” para suprir a saída de Natascha McElhone, intérprete da Primeira-Dama dos EUA Alex Kirkman, que deixará o programa na metade desta temporada, provavelmente como parte de uma grande reviravolta na trama. “Designated Survivor” precisa realmente de revitalização. Em sua 1ª temporada atraiu respeitáveis 5,8 milhões de telespectadores em média, mas a audiência dos últimos capítulos caiu para 3,9 milhões. O título da série é um termo técnico utilizado para se referir a um integrante do governo norte-americano, que é levado a um local isolado e seguro, durante reuniões conjuntas do Presidente e outros líderes do país. O objetivo é que, em caso de algum acidente fatal, este “sobrevivente designado” possa assumir o comando do país. Pois, no piloto, um atentado terrorista elimina todos os representantes eleitos do pais, cabendo ao sobrevivente, o secretário de desenvolvimento urbano Tom Kirkman (papel de Sutherland), assumir o governo durante o momento de crise e lidar com a situação de emergência. A série foi criada por David Guggenheim, roteirista do ótimo filme de ação “Protegendo o Inimigo” (2011), que divide a produção com Sutherland, Mark Gordon (produtor de “Criminal Minds”, “Grey’s Anatomy” e inúmeros filmes) e Simon Kinberg (produtor-roteirista da franquia “X-Men”). O bom elenco ainda inclui Maggie Q (série “Nikita” e franquia “Divergente”), Kal Penn (série “House”), Italia Ricci (série “Supergirl”), Adan Canto (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), LaMonica Garrett (série “The Last Ship”) e Tanner Buchanan (série “The Fosters”).
Atriz de The Big Bang Theory vai participar de Supergirl
A atriz Laurie Metcalf, conhecida por interpretar a mãe religiosa e divertida de Sheldon Cooper na série “The Big Bang Theory”, vai participar de “Supergirl”. Ela dará vida a outra mãe de personagem importante. Metcalf aparecerá no 15º episódio da 3ª temporada de “Supergirl” como a mãe do personagem Winn Schott (Jeremy Jordan). Para quem não lembra, o pai de Winn já foi visto na 1ª temporada da série. Trata-se do vilão Homem Brinquedo, vivido por Henry Czerny, que também foi um pai famoso (e malvado) em “Revenge”. “Supergirl” – assim como “The Big Bang Theory” – é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Agents of Shield enfrentam alienígenas nos trailers eletrizantes da 5ª temporada
Apesar da queda de audiência, a 4ª temporada de “Agents of SHIELD” foi uma das melhores da série, com ênfase em elementos de terror e sci-fi. E os primeiros trailer da 5ª temporada revelam que a tendência vai continuar nos próximos episódios, com direito a alienígenas, naves espaciais, armas de raios e trama espacial eletrizante. A sinopse oficial não fornece detalhes sobre os alienígenas. Diz apenas que, dando sequência ao cliffhanger da temporada passada, Coulson (Clark Gregg) acorda a bordo de uma nave e descobre que alguns, mas não todos, de seus agentes foram levados junto com ele para o espaço. Ao entrar em contato com outras pessoas na nave, eles descobrem que algo está terrivelmente errado, pois os demais acreditam que eles irão salvá-los. Apesar da falta de explicações, as criaturas mostradas nas prévias lembram velhos conhecidos dos quadrinhos. Os seres azulados parecem os famigerados krees, raça invasora criada por Stan Lee e Jack Kirby nas páginas do Quarteto Fantástico em 1967, que está vinculada à origem da Capitã Marvel. Já os monstros que Mack (Henry Simmons) compara aos xenomorfos da franquia cinematográfica “Alien” são baseados na Ninhada (the Brood), criada por Chris Claremont e Dave Cockrum numa história dos X-Men de 1982 – e que curiosamente também encontraram a heroína que será vivida por Brie Larson no cinema. Além disso, há um personagem com um capacete espacial, que parece uma mistura daquele usado pelo Senhor das Estrelas de “Guardiões da Galáxia” com o elmo do herói Nova nos quadrinhos. Mas o personagem pode ser, simplesmente, algum dos humanos da nave, que tiveram suas fotos e descrições apresentadas anteriormente. Os novos personagens são Deke (Jeff Ward, da série “Channel Zero”), um sobrevivente que ajuda as pessoas por um preço, Tess (Eve Harlow, de “The 100”), uma mulher autossuficiente e esperançosa, que lida com circunstâncias desesperadoras, Flint (Coy Stewart, de “Bella and the Bulldogs”), um inumano capaz de controlar pedras, e Grill (Pruitt Taylor Vince, de “Heroes: Reborn”), sujeito mal-humorado que não tem ilusões sobre o mundo em que vive. A 5ª temporada de “Agents of SHIELD” estreia no dia 1º de dezembro pela rede ABC nos Estados Unidos, com a exibição de um episódio duplo de duas horas de duração. No Brasil, a série faz parte da programação do canal pago Sony.
Novo trailer de Dark, série de terror da Netflix, mantém o clima de mistério
A Netflix divulgou o pôster e um novo trailer legendado de “Dark”, sua primeira série de terror europeia. Mas mesmo com a prévia estendida, o mistério da trama – uma espécie de “Stranger Things” mais sombria – persiste. Com clima de suspense nórdico, “Dark” é a primeira produção original alemã do serviço de streaming. Na trama, o desaparecimento de duas crianças expõe as vidas duplas, os pecados e os segredos de uma pequena comunidade, enquanto uma reviravolta conduz a investigação a outro caso acontecido na mesma cidade em 1986. Criada pelo cineasta suiço Baran bo Odar e a roteirista Jantje Friese, que fizeram juntos o thriller de hackers “Invasores: Nenhum Sistema Está Salvo” (2014), a atração traz em seu elenco Stephan Kampwirth (também de “Invasores”), Louis Hofmann (“Terra de Minas”), Anna König (“Zonas Úmidas”), Sebastian Hülk (“Hanna”), Jördis Triebel (“A Papisa Joana”) e Peter Schneider (“Duas Irmãs, uma Paixão”). Em entrevista para o site The Hollywood Reporter, bo Odar disse que teve “liberdade criativa completa”. “A Netflix nos deu um orçamento, alguns avisos e nos deixou em paz para fazermos o que quiséssemos”. “Dark” estreia em 1 de dezembro na plataforma de streaming.
BBC suspende produção e estreia de séries estreladas por Ed Westwick
A rede britânica BBC anunciou nesta sexta-feira (10/11) que não vai mais exibir a minissérie “Ordeal by Innocence”, adaptação do romance de mistério “Punição para a Inocência”, de Agatha Christie, que inclui Ed Westwick em seu elenco. A decisão foi tomada após vir à tona a segunda acusação de estupro contra o ator. “Estas acusações que Ed Westwick nega vigorosamente são sérias. A BBC não está fazendo nenhum julgamento, mas enquanto este assunto não for resolvido, não vamos incluir ‘Ordeal by Innocence’ na programação”, disse a emissora em um comunicado. A minissérie tinha estreia prevista para o Natal, dando sequência a uma leva de minisséries derivadas da obra da escritora, como “And Then There Were None”, “The Witness for the Prosecution” e “Partners in Crime”. Além disso, as gravações já iniciadas da 2ª temporada da série “White Gold”, protagonizada por Westwick, foram suspensas. A atração passada nos anos 1980 é uma coprodução entre a BBC e a Netflix. Ed Westwick está sendo investigado pela polícia de Los Angeles após as denúncias da atriz Kristina Cohen (série “Ladies Like Us”) e de Aurélie Wynn.
Astro de E.R. revela ter sido estuprado por produtor de Hollywood quando era menor
O ator Anthony Edwards, que até hoje é lembrado como o médico Mark Greene na série “E.R.” (Plantão Médico), escreveu uma carta aberta no site Medium, em que afirma ter sido vítima de abuso sexual quando era menor de idade. O acusado é Gary Goddard, que já teve seu nome envolvido em polêmica semelhante. Ele dirigiu o primeiro filme live-action do personagem He-Man, intitulado “Mestres do Universo” (1987), e foi responsável pela criação de séries animadas infantis como “Capitão Power”, “Mega Babies” e “Guerreiros Esqueletos”. Anteriormente, Goddard foi acusado por Michael Egan, junto de outros produtores e do diretor Bryan Singer (“X-Men”), por fomentar um “circuito pedófilo de Hollywood”. O processo foi retirado por falta de provas, após várias acusações serem desmentidas por fatos irrefutáveis – por exemplo: Singer estava filmando “X-Men” no Canadá, com muitas testemunhas, durante as datas em que Egan o acusou de violá-lo no Havaí. Anthony, que começou sua carreira com 11 anos de idade, diz que Gary era seu mentor e que é na vulnerabilidade, quando pequeno, que os pedófilos atacam. “Eu fui molestado por Goddard, meu melhor amigo foi estuprado por ele… e isso aconteceu por anos”, afirma o ator. Foi apenas depois de mais velho que ele pôde enxergar e analisar o que aconteceu. “Somente depois de poder separar minha experiência, processá-la, e colocá-la em seu lugar, eu poderia aceitar essa verdade: meu abuso sempre pode estar comigo, mas não é meu”. O ator acredita que a conversa entre pais e filhos precisam ser feita e “é só violando o estigma do abuso sexual que podemos curar, mudar atitudes e criar ambientes mais seguros para nossos filhos”. Leia abaixo, na íntegra, o texto de Anthony Edwards: “Sim mãe, tem algo errado de vítima para sobrevivente Quando eu tinha 14 anos, minha mãe abriu a porta para perguntar honestamente dos rumores que ela ouviu sobre Gary Goddard –que era meu mentor, professor e amigo – ser pedófilo. Eu neguei entre lágrimas de completo pânico. Enfrentar a verdade não era uma opção como meu senso de si estava completamente enredado em minha gangue de cinco amigos que foram todos liderados por essa figura paternal doentia. Eu conheci Goddard quando tinha 12, e ele rapidamente se tornou uma força dominante em minha vida. Ele me ensinou os valores da atuação, respeito pela amizade e a importância de estudar. Pedófilos caçam a fraqueza. Meu pai, que sofria de estresse pós-traumático da 2ª Guerra Mundial, não estava emocionalmente disponível. Todos possuem a necessidade de uma ligação, e eu não era exceção. Minha vulnerabilidade estava exposta. Eu fui molestado por Goddard, meu melhor amigo foi estuprado por ele – e isso aconteceu por anos. O nosso grupo, a gangue, continuou quieta. Por quê? Um dos efeitos mais trágicos do abuso sexual em crianças é que as vítimas muitas vezes se sentem profundamente responsáveis – como se fosse de alguma forma culpa sua. Com sua forma de controle doente, os abusadores exploram o desejo natural de uma criança de se unir. As vítimas são obrigadas a jogar pelas regras do abusador, ou então estão ‘fora’ – banidas do único mundo que conhecem. Os abusadores são bem-sucedidos quando mantêm o controle desse pequeno mundo – um mundo baseado no medo. O uso do medo para controlar e manipular pode ser óbvio e sutil. Os abusadores costumam usar a palavra ‘amor’ para definir suas ações horríveis, o que constitui uma traição total de confiança. O dano resultante ao desenvolvimento emocional de uma criança é profundo e imperdoável. Somente depois de poder separar minha experiência, processá-la, e colocá-la em seu lugar, eu poderia aceitar essa verdade: meu abuso sempre pode estar comigo, mas não é meu. Por muitos anos, guardei a ideia de que o amor era condicional – e então eu procuraria alguém ou algo diferente do eu superior para definir essas condições e requisitos para mim. Tive a sorte de ter acesso à terapia e outros sobreviventes. A vergonha pode prosperar facilmente quando estamos isolados, mas perde seu poder quando as pessoas se juntam para compartilhar suas experiências comuns. 22 anos atrás, eu encontrei Gary Goddard em um aeroporto. Pude expressar minha indignação com o que ele havia feito. Ele jurou seus remorso e disse que havia conseguido ajuda. Senti uma sensação temporária de alívio. Eu digo temporário porque quando Goddard apareceu na imprensa há quatro anos acusado de abuso sexual, minha raiva ressurgiu. Aos 51 anos, fui dirigido por um grupo de amigos amorosos para um terapeuta especializado nesse tipo de abuso. Ao processar minha raiva em um lugar seguro com um profissional, finalmente consegui ter a conversa que gostaria de ter tido com minha mãe quando tinha 14 anos. Aprendi muito nestes últimos quatro anos. Mais importante, eu aprendi que não estou sozinho. Um em cada seis homens tem uma experiência sexual abusiva antes de completar 18 anos. O segredo, a vergonha e o medo são as ferramentas do abuso, e é só por violar o estigma do abuso sexual infantil que podemos curar, mudar atitudes e criar ambientes mais seguros para nossos filhos. Agora, há crianças e adultos que querem conversar. Agora, há pessoas que testemunharam esse tipo de abuso, mas não sabem como ajudar. No momento, existem milhões de vítimas que acreditam que o abuso que experimentaram foi, de alguma forma, culpa delas. Há milhões de crianças em nosso país que são uma conversa longe de serem ouvidas. Assim como existem milhões de homens adultos que estão a um passo de curar. Não fui de vítima a sobrevivente sozinho. Ninguém vai. Eu tive que pedir ajuda, e estou muito agradecido por ter feito isso.”
Jason Momoa reencontra o elenco de Game of Thrones em Belfast
O ator Jason Momoa postou em seu Instagram fotos de um reencontro com o elenco e os produtores da série “Game of Thrones”, da qual participou como Khal Drogo na 1ª temporada. O encontro aconteceu num pub em Belfast, na Irlanda do Norte, e mostra todos bebendo animadamente, em clima festivo, com a presença de Kristofer Hivju (Tormund GIantsbane), Kit Harington (Jon Snow), Liam Cunningham (Davos) e Rory McCann (Sandor Clegane), além de David Benioff e D.B. Weiss, criadores da série. A legenda da foto sugere que o reencontro durou “24 horas” e que as gravações da última temporada de “Game of Thrones” estavam começando. Com isso, os fãs já especulam sobre um flashback de Drogo na série, embora tudo possa ser simples coincidência. Para aumentar as especulações, poucos dias antes o ator postou uma foto ao lado de Emilia Clarke (Daenerys Targaryen, com quem seu personagem foi casado). Todas podem ser vistas na galeria abaixo. Atualmente, Momoa está divulgando o filme da “Liga da Justiça”, numa agenda que inclui inúmeras viagens internacionais.












