Filme Sob Pressão vai virar série médica com episódios inéditos na rede Globo
O filme brasileiro “Sob Pressão” (2016), que tinha cara de episódio de série médica, vai virar série médica. A produção já está acontecendo, com gravações no pronto socorro desativado do Hospital Nossa Senhora das Dores, em Cascadura, na Zona Norte do Rio. Comandadas pelos diretores Andrucha Waddington, que também dirigiu o filme, e Mini Kerti, as gravações estão sendo realizadas desde abril e vão até o fim do mês. A série terá nove episódios que abordarão casos diferentes. No filme, a equipe do Dr. Evandro (Julio Andrade) lidava com um dilema ético para realizar três cirurgias complicadas num mesmo dia. Na produção para a TV, serão dramas como o da menina que é abusada e tenta suicídio, o da mulher espancada em casa, ou o da grávida que não sabe que o marido está com Aids. “Todo episódio terá uma trama que se fechará nela mesma: são os casos que entram pela porta de emergência. Paralelamente a isso, vamos mostrar a vida dos médicos. A trama é narrada pelo ponto de vista deles, que terão seus próprios dramas além do trabalho”, contou Waddington, em entrevista ao jornal O Globo. Partiu de Mini Kerti a ideia de produzir uma série sobre a realidade hospitalar brasileira, há mais ou menos oito anos. O programa não foi feito na ocasião, mas gerou o filme. E agora saiu do papel o projeto da série, livremente inspirado no livro “Sob Pressão — A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro”, do médico Márcio Maranhão, que também atua como consultor da série. A versão para a TV tem redação final assinada por Jorge Furtado, que escreveu os episódios com Lucas Paraizo, Antonio Prata e Márcio Alemão. Coprodução da Globo com a Conspiração Filmes, a série não terá todos os atores do filme, caso de Andréa Beltrão e Ícaro Silva. Mas trará de volta Marjorie Estiano, cuja personagem, a cirurgiã vascular Carolina, tem um romance com o médico vivido por Andrade. A expectativa de estreia é para julho na rede Globo, que estaria tão satisfeita com o material produzido que já teria autorizado o desenvolvimento de mais roteiros para a 2ª temporada.
Maitê Proença vai viver lésbica na série #MeChamaDeBruna
A Fox anunciou a contração de Maitê Proença para a 2ª temporada de “#MeChamaDeBruna”, série inspirada na vida de Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha. A atriz interpretará Miranda, uma jornalista de 45 anos, apresentadora de um programa de televisão, culta, inteligente, interessante e homossexual, que acabará se envolvendo com Bruna. “Ela frequenta a boate onde a Bruna trabalha, é amiga do dono. A Miranda vai para lá para relaxar depois do trabalho. É um local chique de prostitução. É nesse contexto que elas se encontram. Mas a relação das duas envolve um pouco de interesse. Uma quer se promover e a outra, aumentar a audiência do programa. A Miranda acaba expondo a vida da Bruna de forma invasiva na TV e a confiança se quebra. São oito capítulos e a história da minha personagem vai atravessar a temporada”, contou a atriz ao jornal O Globo. Maitê destacou que não tem problemas para fazer cenas ousadas. “Desde que seja inserida dentro de um contexto. A série tem cenas picantes, mas está tudo bem escrito. A equipe fez o trabalho junto comigo e elaboramos frase a frase para melhorarmos as sequências, que são fortes, de impacto, mas elegantes”. “#MeChamaDeBruna” é uma produção original da FOX Networks Group Brasil junto à TV Zero, produtora do filme “Bruna Surfistinha” (2011) e retrata a história da adolescente de classe média que, atraída pelo dinheiro, emoções proibidas e a busca por sua própria independência, decide mudar de vida e se transforma em Bruna Surfistinha, a garota de programa mais conhecida da cidade de São Paulo. Os novos episódios vão mostrar a vida de Bruna em sua fase independente como prostituta de luxo. O período da 2ª temporada abordará o começo de seu blog, quando, buscando se tornar mais conhecida e atrair mais clientes, transforma-se em fenômeno da internet. Porém, a fama cobra um preço alto e a leva por um perigoso caminho de autodestruição. Composta por oito episódios de uma hora cada, com direção do brasileiro Pedro Amorim (“Mato Sem Cachorro”) e do argentino Octavio Scopelliti (“Dirige Rafa!”), “#MeChamaDeBruna” é protagonizada por Maria Bopp (“Oscar Freire 279”) e o elenco ainda inclui Stella Rabello (série “Tapas & Beijos”), Jonas Bloch (“O Rastro”), Simone Mazzer (“Nise: O Coração da Loucura”), Augusto Madeira (“Tropa de Elite”), Ariclenes Barroso (“Aspirantes”) e Clarice Niskier (“A Alma Imoral”). A 2ª temporada deverá chegar aos canais premium da Fox no segundo semestre deste ano.
Nova série da Globo, Carcereiros chega em streaming dez meses antes da estreia na TV
A Globo disponibiliza nesta quinta (8/6) os 12 episódios da minissérie “Carcereiros”, protagonizada por Rodrigo Lombardi (novela “Velho Chico”), para os assinantes de sua plataforma digital, numa experiência para testar o mercado de streaming. A série inédita só tem estreia prevista na televisão para o segundo trimestre de 2018, possivelmente em abril. A estratégia é inédita no Brasil. “Supermax” (2016), realizado pela mesma equipe, teve 11 de seus 12 episódios antecipados no Globo Play, mas o último foi guardado para ser exibido em primeira mão na TV. Além disso, a distância entre o lançamento em streaming e a transmissão televisiva não foi tão longa. Gravada no último trimestre de 2016, “Carcereiros” deveria ter estreado no começo deste ano, mas as rebeliões dos presídios da região Norte fizeram com que fosse adiada indefinidamente. Como a produção já estava inteiramente gravada, ela foi exibida no MIPTV 2017, festival/feira internacional de televisão, realizado em abril em Cannes, na França, onde venceu o prêmio de Melhor Série Internacional de Drama. O juri presidido por Frank Spotnitz (“Arquivo X”, “The Man in the High Castle”) elegeu a obra brasileira sobre as britânicas “Clique”, “Gap Year” e “Fearless”, a russa “The Territory”, a francesa “Missions” e a sueca “Veni Vidi Vici”. “Carcereiros” adapta o segundo livro da trilogia carcerária de Drauzio Varella, a mesma que rendeu o filme “Carandiru” (2003), de Hector Babenco. A trama é centrada nos conflitos cotidianos de agentes penitenciários. Lombardi vive Adriano, alguém que tem a responsabilidade de passar o cadeado e controlar todo acesso às celas de um presídio. Colocado diariamente diante de dilemas éticos e morais, o carcereiro vive entre muros, grades, armas, ameaças e conflitos – humanos e psicológicos, principalmente. E também encara problemas dentro de sua própria casa. Além de Rodrigo Lombardi, o elenco inclui Aílton Graça (“Até que a Sorte nos Separe 3”), Matheus Nachtergaele (“Trinta”), Chico Díaz (“Em Nome da Lei”), Giovanna Rispoli (novela “Totalmente Demais”) e o rapper Projota, entre outros. A adaptação foi escrita por Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”) e Fernando Bonassi (“Carandiru”), e a direção é de José Eduardo Belmonte (“Alemão”) e Fernando Grostein Andrade (“Quebrando o Tabu”). Os roteiristas e Belmonte também trabalharam juntos em “Supermax”. Nos episódios, as histórias de ficção são intercaladas com trechos de um documentário realizado por Fernando Grostein Andrade e Pedro Bial (“Jorge Mautner: O Filho do Holocausto”), no qual agentes veteranos relembram histórias reais vividas dentro de presídios. Para se ter ideia de como a abordagem é forte, no primeiro capítulo, intitulado “O Resgate”, explode uma rebelião, enquanto o agente Adriano (papel de Lombardi) é incumbido de levar um preso de um pavilhão para outro. Mas o presidiário só aceita se mudar se levar consigo sua namorada, uma travesti.
Começam gravações da 2ª temporada da série da Bruna Surfistinha
A série “#MeChamaDeBruna” foi uma das produções nacionais mais comentadas do ano passado, ao levar para a TV a vida de garota de programa de Bruna Surfistinha. Audaciosa e provocante, a atração usou uma linguagem extremamente crua e sacudiu o tímido mercado das séries brasileiras. Mas deixou no ar se teria continuação, já que a Fox optou por lançá-la com exclusividade em seus canais premium, que tem poucos assinantes. Pois “#MeChamaDeBruna” acabou fazendo um grande sucesso internacional, revelou a Fox num comunicado que confirma não só que a série terá 2ª temporada, mas que as gravações começaram nesta semana. “A primeira temporada de “#MeChamaDeBruna” se posicionou como uma das séries de maior sucesso da FOX Networks Group Brasil, superando, com sua excelente performance na América Latina, conteúdos internacionais de grande repercussão”, disse Mariana Pérez, SVP de Desenvolvimento e Produção da FOX Networks Group Latin America, em comunicado. “Bruna Surfistinha é sem dúvidas uma personagem relevante para o público brasileiro, mas é também excepcional o interesse despertado em toda América Latina pela vida desta mulher, e isso reflete o valor de um roteiro de qualidade que vai mais além do tema ‘prostituição’. É uma história humana forte e reflexiva, com arestas que todos os tipos de público podem se identificar”, completou. Inspirada na vida de Raquel Pacheco, “#MeChamaDeBruna” retrata a história de uma adolescente de classe média que, atraída pelo dinheiro, as emoções proibidas e a busca por sua própria independência, decide mudar de vida e se transforma em Bruna Surfistinha, a garota de programa mais conhecida da cidade de São Paulo. Os novos episódios vão mostrar a vida de Bruna em sua fase independente como prostituta de luxo. O período da 2ª temporada abordará o começo de seu blog, quando, buscando se tornar mais conhecida e atrair mais clientes, transforma-se em fenômeno da internet. Porém, a fama cobra um preço alto e a leva por um perigoso caminho de autodestruição. “Com o sucesso estrondoso da primeira temporada, nosso desafio é algo maior e estamos trabalhando intensamente para superar as expectativas dos fãs. Bruna é agora uma mulher mais independente, porém seus problemas voltam ainda maiores. Drogas, violência, dramas familiares e paixões desenfreadas, são os principais ingredientes desta história pulsante” explicou Zico Góes, VP de Desenvolvimento e Conteúdo da FOX Networks Group Brasil. Composta por oito episódios de uma hora cada, com direção do brasileiro Pedro Amorim (“Mato Sem Cachorro”) e do argentino Octavio Scopelliti (“Dirige Rafa!”), “#MeChamaDeBruna” é protagonizada por Maria Bopp (“Oscar Freire 279”) e o elenco ainda inclui Stella Rabello (série “Tapas & Beijos”), Jonas Bloch (“O Rastro”), Simone Mazzer (“Nise: O Coração da Loucura”), Augusto Madeira (“Tropa de Elite”), Ariclenes Barroso (“Aspirantes”) e Clarice Niskier (“A Alma Imoral”). “#MeChamaDeBruna” é uma produção original da FOX Networks Group Brasil junto à TV Zero, produtora do filme “Bruna Surfistinha” (2011). A 2ª temporada deverá chegar aos canais premium da Fox no segundo semestre deste ano.
Globo planeja resgatar Carga Pesada com elementos sobrenaturais
A rede Globo estaria planejando um revival de “Carga Pesada”, série clássica estrelada por Antônio Fagundes e Stênio Garcia. O projeto faria parte da onda de nostalgia que avança sobre a programação da emissora, após o sucesso da “Escolinha do Professor Raimundo” e as gravações do novo “Os Trapalhões”. As aventuras dos caminhoneiros Pedro (Fagundes) e Bino (Garcia) já experimentaram um revival anterior. A versão original foi exibida entre os anos de 1979 e 1981, mas os personagens voltaram numa segunda encarnação mais duradoura, entre 2003 e 2007. O detalhe é que os planos da Globo para seu famoso programa para uma terceira e última fase teria uma inovação: a presença de elementos sobrenaturais. Segundo o UOL, a intenção da emissora é reunir os dois atores sob o comando de Ricardo Waddington, diretor que já estaria avaliando o projeto. A nova versão traria Pedro como um trabalhador falido que ainda tenta lucrar com o célebre caminhão da dupla. Por outro lado, Bino tornou-se um homem rico e sua fortuna teria sido alcançada através de um pacto infernal com o próprio diabo. Após anos sem se comunicarem, os dois terão que voltar a trabalhar juntos para encontrar Sônia, filha biológica de Bino, que desapareceu misteriosamente. Se a produção for aprovada, Aguinaldo Silva assumirá o lugar anteriormente ocupado por Dias Gomes e Walcyr Carrasco na supervisão dos roteiros. Tudo dando certo, a série será relançada no ano que vem.
Nova série da Globo, Carcereiros será disponibilizada por streaming seis meses antes da estreia na TV
A minissérie “Carcereiros”, protagonizada por Rodrigo Lombardi (novela “Velho Chico”), terá seus 12 episódios disponibilizados simultaneamente para os assinantes do Globo Play, a plataforma digital da Globo, no dia 8 de junho, numa experiência para testar o mercado de streaming. Na televisão, a produção só é prevista para o primeiro trimestre de 2018, possivelmente em janeiro. Gravada no último trimestre de 2016, “Carcereiros” deveria ter estreado no começo deste ano, mas as rebeliões dos presídios da região Norte fizeram com que fosse adiada indefinidamente. Como a produção já estava inteiramente gravada, ela foi exibida no MIPTV 2017, festival/feira internacional de televisão, realizado em abril em Cannes, na França, onde venceu o prêmio de Melhor Série Internacional de Drama. O juri presidido por Frank Spotnitz (“Arquivo X”, “The Man in the High Castle”) elegeu a obra brasileira sobre as britânicas “Clique”, “Gap Year” e “Fearless”, a russa “The Territory”, a francesa “Missions” e a sueca “Veni Vidi Vici”. “Carcereiros” adapta o segundo livro da trilogia carcerária de Drauzio Varella, a mesma que rendeu o filme “Carandiru” (2003), de Hector Babenco. A trama é centrada nos conflitos cotidianos de agentes penitenciários. Lombardi vive Adriano, alguém que tem a responsabilidade de passar o cadeado e controlar todo acesso às celas de um presídio. Colocado diariamente diante de dilemas éticos e morais, o carcereiro vive entre muros, grades, armas, ameaças e conflitos – humanos e psicológicos, principalmente. E também encara problemas dentro de sua própria casa. Além de Rodrigo Lombardi, o elenco inclui Aílton Graça (“Até que a Sorte nos Separe 3”), Matheus Nachtergaele (“Trinta”), Chico Díaz (“Em Nome da Lei”), Giovanna Rispoli (novela “Totalmente Demais”) e o rapper Projota, entre outros. A adaptação foi escrita por Marçal Aquino e Fernando Bonassi (ambos de “Supermax”), e a direção é de José Eduardo Belmonte (“Alemão”) e Fernando Grostein Andrade (“Quebrando o Tabu”).
Mumuzinho compartilha primeira foto dos novos Trapalhões
Mumuzinho compartilhou em seu Instagram a primeira foto que reúne o elenco dos novos “Trapalhões”. Os atores que estarão no remake posaram para o clique ao se encontrem em um workshop preparatório para as gravações. A foto reúne Lucas Veloso (novela “Velho Chico”), Bruno Gissoni (novela “Babilônia”), Gui Santana (ex-“Pânico”), Mumuzinho (“Esquenta!”) e o cantor Nego do Borel – que vão interpretar personagens inspirados em Didi, Dedé, Zacarias, Mussum e Tião Macalé, respectivamente. Para evitar confusão, Lucas e Bruno serão Didico e Dedeco, uma vez que Renato Aragão e Dedé Santana, o Didi e o Dedé originais, também vão marcar presença nos novos episódios, como tios dos jovens. A Globo ainda não anunciou a data de estreia do programa, que tem direção de Ricardo Waddington (programa “Amor & Sexo” e novela “Boogie Oogie”), mas a expectativa é que entre no ar no segundo semestre deste ano. Mais um dia de workshop com essas feras. #remake #ostrapalhoes Uma publicação compartilhada por Mumuzinho (@mumuzinhoc) em Mai 11, 2017 às 7:53 PDT
Nelson Xavier (1941 – 2017)
Grande ator brasileiro, Nelson Xavier morreu na madrugada desta quarta-feira (10/5) aos 75 anos, em Uberlândia, Minas Gerais. Ele vinha fazendo tratamento de um câncer em uma clínica na cidade e faleceu após o agravamento de uma doença pulmonar. Na ocasião do falecimento, estava acompanhado por amigos e familiares. Nelson Agostini Xavier nasceu em São Paulo, em 30 de agosto de 1941. Em mais de cinco décadas de carreira, marcou época na TV e no cinema, especialmente nos papéis de Lampião e Chico Xavier – que lhe renderam experiências quase transcendentais, conforme costumava dizer. Mas a carreira começou no teatro, ainda nos anos 1950. Ele participou do Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos de artes cênicas de seu tempo, atuando em peças históricas, como “Eles Não Usam Black-Tie” (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, “Chapetuba Futebol Clube” (1959), de Oduvaldo Vianna Filho, “Gente como a Gente” (1959), de Roberto Freire, e “Julgamento em Novo Sol” (1962), de Augusto Boal. Com o golpe militar de 1964, a ditadura passou a censurar o tipo de teatro político que ele desenvolvia. Isto o levou a buscar outras vias de expressão. Ao começar a fazer TV, chegou a acreditar que sua timidez não lhe permitiria sucesso. “Eu tive muita dificuldade em começar a fazer televisão. As máquinas eram enormes, eu tinha pavor, até tremia”, ele contou ao site Memória Globo. Sua primeira participação na Globo foi como o personagem Zorba, na novela “Sangue e Areia” (1967), de Janete Clair. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma carreira prolífica no cinema. Fez mais de 20 filmes até o fim da ditadura, no começo dos anos 1980, entre eles os clássicos “Os Fuzis” (1964), de Ruy Guerra, “A Falecida” (1965), de Leon Hirszman, “O ABC do Amor” (1967), de Eduardo Coutinho, Rodolfo Kuhn e Helvio Soto, “É Simonal” (1970) e “A Culpa” (1972), de Domingos de Oliveira, “Vai Trabalhar Vagabundo” (1973), de Hugo Carvana, o blockbuster “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto, “A Queda” (1978), que co-escreveu e co-dirigiu com Ruy Guerra, vencendo um Urso de Prata no Festival de Berlim, e a versão cinematográfica de “Eles Não Usam Black-Tie” (1981). Nessa época, também foi jornalista. Com o diretor Eduardo Coutinho, trabalhou como revisor na revista Visão, onde passou a colaborar também como crítico de cinema e teatro. Seis anos após estrear na TV, conseguiu seu primeiro grande papel, em “João da Silva” (1973). Mas foi apenas em 1982 que sua carreira televisiva decolou, ao estrelar a primeira minissérie da Globo, “Lampião e Maria Bonita”, dirigida por Paulo Afonso Grisolli e baseada nos últimos seis meses de vida do mais lendário criminoso da história do Brasil, Virgulino Ferreira da Silva, e seu grande amor trágico. A adaptação reimaginava Lampião e Maria Bonita como Bonnie e Clyde tropicais. O desempenho brilhante o consagrou como o melhor intérprete do líder do cangaço já visto em qualquer tela, a figura definitiva de um personagem icônico, a ponto de levar o personagem ao cinema, estrelando logo em seguida a comédia “O Cangaceiro Trapalhão” (1983) com os Trapalhões. Nelson também participou das minisséries “Tenda dos Milagres” (1985) e “O Pagador de Promessas” (1988), textos famosos que já tinham sido levados ao cinema. E fez diversas novelas, entre elas “Sol de Verão” (1982), “Voltei pra Você” (1983), “Riacho Doce” (1990), “Pedra sobre Pedra” (1992), “Renascer” (1993), “Irmãos Coragem” (1995), “Anjo Mau” (1997), “Senhora do Destino” (2004) e “Babilônia” (2015). Seu prestígio o levou a trabalhar em produções de Hollywood, integrando os elencos de “Luar Sobre Parador” (1988), de Paul Mazursky, comédia sobre uma republiqueta de bananas, estrelada por Sonia Braga, Richard Dreyfuss e Raul Julia, e “Brincando nos Campos do Senhor” (1991), de Hector Babenco, drama passado na Amazônia, com Tom Berenger, John Lithgow, Daryl Hannah e Kathy Bates. Apesar da visibilidade conseguida na TV, as novelas invariavelmente o escalavam para viver coadjuvantes, ainda que marcantes. Por isso, nunca negligenciou o cinema, construindo uma filmografia eclética, que não parou de acrescentar filmes importantes, como “Lamarca” (1994), “O Testamento do Senhor Napumoceno” (1997), “Narradores de Javé” (2003) e “Sonhos Roubados” (2009). Na tela grande, alternou seus coadjuvantes com papéis de protagonista, que lhe renderam muitos prêmios e reconhecimento da crítica. Quando muitos já considerariam a aposentadoria, Nelson atingiu novos picos de popularidade ao estrelar “Chico Xavier” (2010), cinebiografia do médium mineiro dirigida por Daniel Filho. Fenômeno de bilheteria, o longa acabou se tornando o mais importante de sua carreira. “Finalmente fiz o meu maior papel. Fui invadido por uma onda de amor tão forte, tão intensa, que levava às lágrimas”, afirmou à imprensa na época do lançamento do filme. “Nenhum dos personagens que fiz mudou minha vida. O Chico fez uma revolução”. Assim como acontecera com Lampião, três décadas antes, o ator se tornou tão identificado com o papel que o retomou em outro filme, “As Mães de Chico Xavier” (2011). O reconhecimento da comunidade espírita lhe rendeu ainda participação em “O Filme dos Espíritos” (2011), enquanto a Globo tratou de escalá-lo como um guru na novela “Joia Rara” (2013). Muito ativo no fim da vida, Nelson voltou a trabalhar com um diretor estrangeiro em “Trash: A Esperança Vem do Lixo” (2014), filmado no Rio pelo inglês Stephen Daldry, e estrelou “A Despedida” (2014), de Marcelo Galvão, como amante de Juliana Paes. O desempenho dramático deste filme lhe rendeu o troféu de Melhor Ator no Festival de Gramado, além de prêmios internacionais. Ele ainda fez “A Floresta Que Se Move” (2015), o papel-título de “Rondon, o Desbravador” (2016) e “Comeback”, que estreia dia 25 nos cinemas brasileiros. Em seu último papel, viveu um matador que não consegue se aposentar. O nome do personagem é Amador. Mas Nelson foi um profissional como poucos. Tanto que foi premiado pelo desempenho derradeiro: Melhor Ator no Festival do Rio do ano passado. Melhor Ator até o último trabalho. O ator deixa a mulher, a também atriz Via Negromonte, e quatro filhos. Em seu Facebook, a filha Tereza fez a melhor definição da passagem do pai. “Ele virou um planeta. Estrela ele já era. Fez tudo o que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre”.
Série de José Padilha sobre a Lava Jato terá Selton Mello no papel principal
A série que o cineasta José Padinha (“Tropa de Elite”) desenvolveu sobre a Operação Lava Jato ganhou título, elenco e já começou a ser gravada. Intitulada “O Mecanismo”, a atração será estrelada por Selton Mello (“O Palhaço”) e Caroline Abras (“Entre Idas e Vindas”), e os coadjuvantes incluem Enrique Diaz (série “Justiça”), Lee Taylor (novela “Velho Chico”), Antonio Saboia (“O Lobo atrás da Porta”), Jonathan Haagensen (“Cidade de Deus”), Alessandra Colasanti (“É Proibido Fumar”), Leonardo Medeiros (“O Vendedor de Sonhos”) e Susana Ribeiro (novela “A Lei do Amor”). Na trama, Selton Mello será um delegado aposentado da Polícia Federal e Caroline Abras interpretará sua discípula, uma agente federal ambiciosa. O roteiro foi escrito por Elena Soarez (“A Busca”) e Sofia Maldonado (documentário “Pelas Janelas”) e os episódios serão dirigidos por Padilha, em parceria com os cineastas Marcos Prado (“Paraísos Artificiais”) e Felipe Prado (“Partiu”). Padilha e Prado ainda dividem a produção. A 1ª temporada terá oito episódios, livremente inspirados nas investigações da Lava Jato, que apura casos de corrupção sistêmica, política e econômica no Brasil, com exibição prevista para 2018 na Netflix. Anunciada há um ano, “O Mecanismo” será a segunda série brasileira da Netflix, após a sci-fi “3%”, e a segunda atração produzida por Padilha para a plataforma de streaming, que também assina a bem-sucedida “Narcos”, atualmente renovada para sua 3ª temporada.
Roteirista de Tropa de Elite cria série sobre crimes bizarros
A Globo aprovou a produção de uma série sobre um psiquiatra forense que investiga crimes bizarros. Intitulada “Mal Secreto”, a série foi criada por Bráulio Mantovani, roteirista dos melhores filmes sobre crime feitos no Brasil, “Cidade de Deus” (2002) e “Tropa de Elite” (2007). Segundo informações da colunista Mônica Bergamo do jornal Folha de S. Paulo, o projeto é um dos primeiros trabalhos que saíram da Casa dos Roteiristas – núcleo que a Globo criou para subir o nível dos roteiros da emissora. Ainda não há informações sobre elenco, direção e previsão de estreia.
Novos Trapalhões serão Didico e Dedeco
O remake de “Os Trapalhões” vai trazer os personagens Didico e Dedeco, apurou a coluna de Flávio Ricco no UOL. Isto porque Renato Aragão e Dedé Santana também participarão do programa como Didi e Dedé, os originais. Eles serão os tios dos novos personagens. Didico será interpretado por Lucas Veloso (novela “Velho Chico”), mas houve uma mudança de última hora no papel de Dedeco. O ator Armando Babaioff (novela “A Lei do Amor”) deixou o elenco por não conseguir conciliar seus outros compromissos com a agenda de gravações do programa e foi substituído por Bruno Gissoni (novela “Babilônia”). O elenco ainda inclui Guilherme Santana (ex-“Pânico”) como Zacarias, Mumuzinho (“Esquenta!”) interpretando Mussum e o cantor Nego do Borel como uma versão de Tião Macalé – do bordão “Nojento”. As gravações estão previstas para começar na próxima semana, com direção de Ricardo Waddington (programa “Amor & Sexo” e novela “Boogie Oogie”).
Nudez de Sophie Charlote em Os Dias Eram Assim vira trend topic
A nudez da atriz Sophie Charlotte, que mostrou os seios nos três primeiros capítulos da nova série da Globo, “Os Dias Eram Assim”, virou trend topic no Twitter. Na atração, a atriz já tirou a roupa para seduzir o personagem vivido por Daniel de Oliveira, seu marido na vida real, e também em cenas de topless na praia. Com tamanho de novela, a série começa em 1970, no Rio de Janeiro, no dia em que o Brasil venceu a Copa do Mundo e se tornou tricampeão. Por conta do período, Alice, a personagem de Sophie, é meio hippie e libertária, representando as mudanças trazidas pela juventude na época, marcada pela repressão e a censura da ditadura militar. Em entrevista para diversos veículos na véspera das cenas irem ao ar, a atriz se disse à vontade com as cenas de nudez. “O sexo faz parte da vida e a paixão, principalmente na juventude, está muito ligada a isso. Essas cenas estão contando histórias e, se está dentro do contexto da cena, faz sentido para mim”. Veja abaixo algumas das impressões do público registradas em tuítes.
Sérgio Mallandro desenvolve série de humor para a Netflix
Sérgio Mallandro está desenvolvendo uma nova série de ficção para a Netflix. “Estou criando uma série agora para a Netflix. A gente deve começar a gravar depois de julho, com uns 13 ou 15 episódios. O personagem é o Sérgio Mallandro, com as minhas coisas, meus bordões, ‘ié-ié’. É uma história de ficção, mas com meu nome mesmo, com algumas partes do meu cotidiano. Estamos acabando o roteiro agora. É muito interessante. Não pode dar moleza para tristeza, malandragem”, contou, em entrevista ao site Notícias da TV. A nova série, ainda sem previsão de estreia, será o primeiro trabalho televisivo do humorista desde 2015, quando atuou no “Ferdinando Show”, programa humorístico do canal pago Multishow.











