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  • Filme

    Amor & Amizade faz leitura avançada e pouco convencional de Jane Austen

    15 de agosto de 2016 /

    No primeiro ato de “Metropolitan” (1990), Tom, personagem principal vivido por Edward Clements, tem uma discussão literária com Audrey (Carolyn Farina), no qual ele desdenha de “Mansfield Park”, considerando o livro de Jane Austen ridículo dentro de um contexto contemporâneo. Inconformada, Audrey retruca: “Já te ocorreu que o mundo contemporâneo, pela perspectiva de Austen, ficaria ainda pior?”. Com 26 anos de carreira, Whit Stillman continua fiel a um sentimento de deslocamento vivido por seus personagens nos ambientes em que transitam, como se estivessem despreparados para um novo rito de passagem. É um conflito que aproxima “Metropolitan” ou qualquer um dos seus três filmes seguintes de “Amor & Amizade”, este justamente inspirado em um romance de Jane Austen. Assumidamente comercial, o título pode fazer os fãs da escritora pensarem que “Amor & Amizade” é uma adaptação homônima do romance escrito em 1790, quando Austen ainda era uma adolescente. No entanto, o roteiro de Stillman tem como base “Lady Susan”, publicado postumamente em 1871. Kate Beckinsale (“Anjos da Noite”) é quem interpreta Lady Susan Vernon, uma quase quarentona que enviuvou sem uma herança generosa. Exatamente por isso, aproveita a ocasião do retorno de sua filha Frederica (Morfydd Clark, de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”) após a expulsão do colégio em que estudava para aproximá-la do afortunado Sir James Martin (o hilário Tom Bennett, mais conhecido por suas participações em seriados britânicos), que vive de cometer gafes durante as tentativas frustradas de conquistá-la. Sem muito sucesso na tentativa em sofisticar o seu nome por meio de sua própria filha, Lady Susan parece ter outras cartas na manga, como conquistar Reginald DeCourcy (Xavier Samuel, de “A Saga Crepúsculo: Eclipse”), jovem irmão de Catherine DeCourcy (Emma Greenwell, da série “Shameless”), esposa de seu ex-cunhado, Charles Vernon (Justin Edwards, de “A Duquesa”). Durante os flertes, surgem os boatos de que Lady Susan também estaria atraída por Lord Manwaring (Lochlann O’Mearáin, da série “Vikings”), este em um casamento aos frangalhos com Lady Lucy (Jenn Murray, de “Brooklyn”). Mais do que respeitar os elementos de uma boa comédia de costumes, Whit Stillman persegue uma aproximação entre os valores antiquados e modernos. Não à toa, ele traz Chloë Sevigny (série “Bloodline”) fazendo a melhor amiga americana de Beckinsale: as duas atrizes foram também protagonistas de “Os Últimos Embalos do Disco”, vivendo garotas que parecem as encarnações futuras de Lady Susan e sua confidente Alicia Johnson em plena era da conversão de hippies em yuppies. O resultado está longe de ser uma adaptação convencional de Austen, especialmente pela ênfase na ardilosidade que move Lady Susan. Os homens até pensam que estão resolvendo os seus assuntos amorosos com uma impunidade que não favorece as mulheres. Mal sabem que as razões contidas no coração de Lady Susan a fazem estar muito avançada no jogo de aparências que articula.

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  • Filme

    Tulip Fever: Alicia Vikander vive romance proibido em trailer de drama de época

    1 de maio de 2016 /

    A Weinstein Company divulgou o primeiro trailer do drama de época “Tulip Fever”. A prévia destaca o triângulo amoroso entre o casal formado por Alicia Vikander (“O Agente da UNCLE”) e Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”) e o pintor vivido por Dane DeHaan (“O Espetacular Homem-Aranha 2”). Baseado no livro homônimo de Deborah Moggach, o filme se passa em Amsterdam, no ano de 1630, época em que a “tulipomania” estava em alta – período em que flores de tulipa atingiram preços exorbitantes. Na trama, a jovem Sophia (Vikander) tem um romance proibido com o artista (DeHaan) contratado por seu marido (Waltz) para pintar o seu retrato. O elenco também inclui Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Zach Galifianakis (“Se Beber, Não Case”), Tom Hollander (“Missão Impossível: Nação Secreta”), Holliday Grainger (“Cinderela”), Jack O’Connell (“Invencível”), Matthew Morrison (série “Glee”), Kevin McKidd (série “Grey’s Anatomy”), David Harewood (série “Supergirl”), a socialite britânica Cressida Bonas e as top models Cara Delevingne (“Cidades de Papel”) e Daisy Lowe (“Sob Pressão”). A adaptação foi escrita pelo dramaturgo Tom Stoppard (“Shakespeare Apaixonado”) e a direção é de Justin Chadwick (“Mandela – O Caminho para a Liberdade”). A estreia está marcada para 15 de julho nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=puqEadT824c

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  • Filme

    A Bruxa não vulgariza sustos para invocar seu impressionante clima macabro

    5 de março de 2016 /

    Com seu longa-metragem de estreia, Robert Eggers encantou a crítica, assustou Stephen King e foi premiado como Melhor Diretor do Festival de Sundance do ano passado. E o que tem causado tanta comoção em torno de “A Bruxa”, além da condução intrigante e muitas vezes aterroridora, é sua proposta de não vulgarizar os sustos. O filme se passa na Nova Inglaterra, nos anos 1630, algumas décadas antes dos acontecimentos terríveis de Salem, quando a histeria coletiva, alimentada pela ignorância e o medo do desconhecido, fez com que 14 mulheres fossem condenadas à morte por bruxaria. Na trama, uma família de ingleses puritanos se muda para um lugar bonito e verdejante, à beira de uma floresta, devido a uma divergência de ordem dogmática, e passa a ser alvo dos ataques de uma força estranha que habita as redondezas. A tragédia começa a partir do desaparecimento de um bebê, enquanto a filha mais velha, Thomasin (a revelação Anya Taylor-Joy, excelente), brinca com a criança. Eggers não esconde o fato de que existe uma bruxa, de que a criança foi mesmo sequestrada por ela. E o pouco que é mostrado dessa misteriosa mulher basta para alimentar um clima macabro impressionante, que só cresce à medida que a história avança e os ataques à família aumentam. Há, por sinal, uma tradição do cinema de horror de usar crianças em cenas particularmente perturbadoras. E “A Bruxa” não foge à regra. As duas crianças gêmeas, que cantam e pulam alegremente, mesmo diante de uma tragédia familiar, costumam brincar com um bode preto. O bode, esse animal que costuma ser associado à figura do diabo em muitos filmes e livros. O jovem cineasta investe no macabro dessas associações satânicas para construir uma história sobre bruxaria e possessão, cheia de mistério e momentos sinistros, e potencializada pela sensação de paranoia, que explora a ideia de que a jovem Thomasin teria feito um pacto demoníaco. É possível ver a “Bruxa” como uma parábola sobre como o diabo se aproveita da dúvida e da fragilidade humana em geral. Mas o filme também pode ser taxado de satanista, pelo viés libertador que prega, ainda que de maneira relativamente sutil – o filme tem endosso do Templo Satânico. Isto porque “A Bruxa” segue na contramão da maioria dos filmes do gênero, que evidenciam conceitos cristãos, aproximando-se mais de filmes pagãos como o clássico “O Homem de Palha” (1973), de Robin Hardy. Além do excelente trabalho de condução dessa atmosfera, “A Bruxa” ainda se mostra transgressor em vários níveis, já que a simpatia inicial despertada pela família puritana vai diminuindo, à medida que a trama revela o modo como o patriarca (Ralph Ineson, da franquia “Harry Potter”) e sua esposa (Kate Dickie, de “Game of Thrones”) tornam pesado o fardo dos jovens. Eggers se utiliza de símbolos e superstição para fazer uma saudável crítica à ideia de que todos nascem com pecado, mostrando o quanto isso mexe com a cabeça das pessoas, deixando-as à mercê de um sentimento de culpa que lhes dilacera a alma. O fato é que a história é muito boa, mas a direção e o modo como o filme se desenvolve – lentamente, com planos curtos e minimalistas – é que fazem a diferença nessa obra, cuja beleza está definitivamente associada ao que de mais tétrico o cinema já invocou.

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  • Filme

    Tulip Fever: Alicia Vikander e Christoph Waltz posam nas primeiras fotos do drama de época

    23 de dezembro de 2015 /

    A Weinstein Company divulgou as primeiras fotos do drama britânico de época “Tulip Fever”. As imagens destacam o casal vivido por Alicia Vikander (“O Agente da UNCLE”) e Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”), que posam diante de seus retratos, além da estreia no cinema de Cressida Bonas, a socialite que se tornou conhecida por namorar o Príncipe Harry. A escalação do elenco, por sinal, é considerada engenhosa por contar com Cressida no papel de uma dama da sociedade e incluir top models como Cara Delevingne, (“Cidades de Papel”) e Daisy Lowe (“Sob Pressão”) como modelos do pintor vivido por Dane DeHaan (“O Espetacular Homem-Aranha 2”). “Tulip Fever” adapta o livro homônimo de Deborah Moggach sobre uma história de amor impossível. A trama se passa em Amsterdam, no ano de 1630, época em que a “tulipomania” estava em alta – período em que flores de tulipa atingiram preços exorbitantes. Na trama, a jovem Shophia (Vikander) tem um romance proibido com o artista (DeHaan) contratado por seu marido (Waltz) para pintar o seu retrato. A adaptação foi escrita pelo dramaturgo Tom Stoppard (“Shakespeare Apaixonado”) há mais de uma década e quase foi filmada em 2003, quando seria estrelada por Keira Knightley e Jude Law. O filme acabou não indo adiante na época devido a uma mudança nas leis de incentivo britânicas, mas curiosamente os protagonistas originais acabaram contracenando em outra adaptação literária, “Anna Karenina”, que também tinha Vikander no elenco e roteiro de Stoppard. A direção é de Justin Chadwick (“Mandela – O Caminho para a Liberdade”) e o elenco também inclui Jack O’Connell, (“Invencível”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Holliday Grainger (“Cinderela”), Tom Hollander (“Questão de Tempo”), Matthew Morrison (série “Glee”), Kevin McKidd (série “Grey’s Anatomy”) e Zach Galifianakis (“Birdman”). A data de estreia ainda não foi definida.

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