4ª temporada de Black Mirror ganha primeiras fotos e teaser
A Netflix divulgou um teaser e as duas primeiras fotos oficiais da 4ª temporada da série de antologia “Black Mirror”. Enquanto o vídeo destaca os nomes dos episódios, as fotos ressaltam o clima sci-fi da produção e são referentes aos episódios “Arkangel” e “USS Callister”. Este último tem visual decalcado da série “Star Trek” e traz Jesse Plemons (série “Fargo”) na cadeira do capitão. Já a imagem de “Arkangel” mostra a atriz Rosemarie Dewitt (“La La Land”) e foi dirigido por Jodie Foster (“O Jogo do Dinheiro”). A temporada passada foi marcada pela participação dos cineastas Joe Wright (“Orgulho e Preconceito”), Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”) e James Watkins (“Sem Saída”). Neste ano, os novos episódios terão, além de Foster, outro cineasta famoso. John Hillcoat, diretor dos filmes “A Estrada” (2009) e “Os Infratores” (2012), comanda o capítulo “Crocodile”, que contará com a atriz Andrea Riseborough (“Oblivion”). A 4ª temporada terá ao todo seis episódios, que, como de praxe, foram escritos pelo criador da série, Charlie Brooker. Mas ainda não há previsão para a estreia.
Spin-off de Doctor Who, Class é cancelada na 1ª temporada
A rede britânica BBC confirmou o cancelamento da série “Class”, spin-off de “Doctor Who”, após uma temporada. A notícia já circulava desde fevereiro, mas como a série só foi exibida a partir de abril nos Estados Unidos, os produtores aguardaram alguns meses para oficializar. A atração estreou em outubro do ano passado no Reino Unido e teve apenas oito episódios produzidos. E nem a participação de Peter Capaldi como Doctor Who no primeiro episódio ajudou “Class” a decolar. A estreia foi disponibilizada antecipadamente no aplicativo BBC iPlayer, onde foi assistida por 550 mil pessoas. E esta foi a maior audiência registrada pela série, seja online ou em suas “reprises” televisivas. Criada por Patrick Ness (roteirista de “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”), “Class” chegou a ser descrita como uma espécie de “Buffy – A Caça Vampiros” britânica, por girar em torno de um grupo de alunos de uma famosa escola fictícia, a Coal Hill School – cenário do primeiríssimo episódio de “Doctor Who”, o clássico “An Unearthly Child”, exibido em novembro de 1963. O elenco incluía Katherine Kelly (séries “Mr. Selfridge” e “Happy Valley”) como uma professora e os jovens Greg Austin (também de “Mr. Selfridge”), Fady Elsayed (visto em “Penny Dreadful”), Sophie Hopkins (“The Devil Knows You’re Here”) e a estreante Vivian Oparah como os alunos, que enfrentavam seus piores medos, transitando entre uma vida de amigos, pais, trabalho escolar, sexo, tristeza e, possivelmente, o fim do mundo em algum ataque alienígena.
Diretor explica porque a tradução brasileira de Star Wars: Os Últimos Jedi está errada
O diretor Rian Johnson já tinha explicado que a tradução correta de “Star Wars: The Last Jedi” era singular. Agora, em entrevista ao site The Hollywood Reporter, ele confirmou quem é “O Último Jedi”, deixando ainda mais vexaminosa a tradução brasileira do título do filme. “Está no texto de abertura de ‘O Despertar da Força'”, explicou Johnson. “Luke Skywalker é o último Jedi. Sempre há espaço para reviravolta nesses filmes – tudo depende de um certo ponto de vista -, mas, entrando em nossa história, ele é o legítimo último Jedi”. De fato, o texto de abertura de “Star Wars: O Despertar da Força” é claro, chamando Luke Skywalker de “O Último Jedi” em seu primeiro parágrafo. “Tradução” de títulos parece não ser mesmo o forte da Disney. Depois de mudar completamente o nome do quinto “Piratas do Caribe” para o Brasil e outros países, o estúdio realmente meteu os pés pelas mãos ao multiplicar jedis em “Star Wars: Os Últimos Jedi”. O título nacional do próximo “Star Wars” está definitivamente errado no Brasil. Mas não dá para colocar a culpa exclusivamente nos tradutores nacionais. A corporação mandou o mesmo memorando para a Espanha, França, Itália e Alemanha, que tascaram o plural em seus cartazes. Só que os responsáveis podiam evitar este vexame se tivessem perguntado ao diretor. Ou conferido a abertura do filme anterior da franquia, que é simplesmente a maior bilheteria da história da Disney. Reveja abaixo a abertura de “Star Wars: O Despertar da Força” e confirme que Luke Skywalker é “O Último Jedi” de uma vez por todas.
Star Wars: Os Últimos Jedi revela 80 artes produzidas para livros, cards e outros produtos da franquia
Oitenta artes produzidas para os mais diferentes projetos de “Star Wars: Os Últimos Jedi” foram divulgadas durante evento da franquia espacial da Lucasfilm no fim de semana. São imagens de álbuns ilustrados, coleções de figurinhas (trade cards), pôsteres decorativos, livros de referência e outros projetos colecionáveis. As artes destacam todos os personagens da continuação, além de revelar mais detalhes visuais de novos alienígenas e uniformes da guarda pretoriana da Nova Ordem. Escrito e dirigido por Rian Johnson (“Looper”), o filme estreia no Brasil em 14 de dezembro, um dia antes do lançamento nos EUA. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las em tela inteira.
Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é superficialmente deslumbrante
Luc Besson não é o melhor dos realizadores quando o assunto é roteiro, diálogos e dramaticidade. Mesmo quando faz filmes históricos, como foi o caso de “Joana D’Arc” (1999). Seu novo filme, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” (2017) guarda parentesco com um de seus trabalhos mais marcantes, a aventura sci-fi “O Quinto Elemento” (1997), e é puro visual, a ponto de praticamente dispensar a trama. Vinte anos separam os dois filmes, mas há muito em comum neles, principalmente a ambição e o capricho na direção de arte de espaços inventados e incrivelmente belos e coloridos. E pode-se dizer isso num momento em que efeitos digitais raramente impressionam. O filme de Besson tem imagens tão espetaculares que nem mesmo os óculos escuros do 3D conseguem atrapalhar. Ao contrário, é um dos raros exemplares em que a tecnologia soma pontos ao filme. A produção mais cara da história do cinema europeu é uma adaptação dos quadrinhos franceses do herói espacial Valerian, criado em 1967, o ano mais lisérgico do século 20. Até por isso, o filme flui como uma espécie de viagem de ácido, gerando uma das mais bonitas e interessantes experiências sensoriais dos últimos anos. O problema é a dificuldade que Besson tem em transformar seus filmes em algo um pouco mais elaborado, no que diz respeito à construção dos personagens, aos diálogos (algumas vezes constrangedores) e à narrativa em si, que é bem problemática. Por isso, o melhor é se perder na viagem, compensando com a beleza da paisagem os inúmeros problemas da produção, que já começam com a escalação de Dane DeHann (“O Espetacular Homem-Aranha 2”) no papel-título, cuja personalidade sorumbática não combina com o personagem. Por outro lado, a modelo e atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) está muito bem como Laureline, a parceira do herói na aventura, que chega a eclipsar o protagonista com o charme, beleza e inteligência da personagem. Mas falta química à dupla. Um dos detalhes que mais chama a atenção em “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” é sua semelhança com o universo e trama de “Star Wars”. Entretanto, desta vez não se trata de plágio. Os quadrinhos de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières foram mesmo grande influência para a franquia de George Lucas. Há até mesmo um vilão parecidíssimo com Jabba the Hutt. Quanto às apontadas semelhanças dos Pearls com os Na’vi de “Avatar”, talvez isso tenha sido puramente acidental. Também se destaca a ação non-stop, que soma o gosto do próprio Besson pelo cinema de aventura hollywoodiano com o ritmo dos quadrinhos, que se caracterizam por dar pouco espaço para um respiro – no filme, os poucos momentos de tranquilidade são aqueles em que Valerian tenta convencer sua parceira Laureline a casar com ele. A ausência de uma construção narrativa satisfatória é compensada por essa bagunça de certa forma divertida, sustentada por um dos mais brilhantes trabalhos de direção de arte e efeitos visuais do cinema contemporâneo. O problema é que a produção dura duas horas e nem mesmo a paisagem mais linda do mundo é capaz de sustentar um fiapo de trama por tanto tempo.
Paul Bettany entra no filme derivado de Star Wars sobre a juventude de Han Solo
As filmagens do longa derivado de “Star Wars” sobre a juventude de Han Solo ganharam um reforço de peso. O diretor Ron Howard (“Inferno”) publicou uma foto do set em seu Twitter, em que aparece ao lado de Paul Bettany (“Capitão América: Guerra Civil”). O papel do ator ainda não divulgado, mas, segundo a revista Variety, ele substituiu Michael K. Williams (série “The Night Of”), que teve sua participação cortada por ter ficado indisponível para refilmagens. Originalmente, o filme estava sendo dirigido pela dupla Phil Lord e Christopher Miller (“Anjos da Lei”), mas reclamações do roteirista Lawrence Kasdan (“Star Wars: O Despertar da Força”) sobre o tom de comédia da produção chamaram atenção da presidente da Lucasfilm Kathleen Kennedy, que optou por demiti-los. No lugar da dupla, entrou o veterano Ron Howard e a produção ganhou nova dinâmica. Ainda sem título oficial, o filme tem previsão de estreia para o dia 24 de maio no Brasil. The Outer Rim just got a little bit wilder #PaulBettany #ForceFriday pic.twitter.com/KzuAwhcIXy — Ron Howard (@RealRonHoward) September 1, 2017
Killjoys é renovada para mais duas temporadas
O canal pago Syfy renovou “Killjoys” para mais duas temporadas. Serão ao todo mais 20 episódios, que deverão encerrar a série, segundo comunicado da NBCUniversal. A confirmação veio horas antes da exibição do final da 3ª temporada, que aconteceu na noite de sexta-feira (1/9) nos Estados Unidos. Criada por Michelle Lovretta (também criadora de “Lost Girl”), a série segue um trio de caçadores de recompensas interplanetárias – a líder rebelde Dutch (Hannah John-Kamen) e dois irmãos, o nerd de computação John Jaqobis (Aaron Ashmore) e o militar tático D’avin Jaqobis (Luke MacFarlane) – à beira de uma guerra multiplanetária. A atriz britânica Hannah John-Kamen ganhou grande projeção após estrelar a série, conquistando papéis em filmes como “Tomb Raider”, “Jogador Nº 1” e “Homem-Formiga e a Vespa”. Mas a trama é intrincada demais, repleta de gírias, mitologia hermética e referências sci-fi que beiram a alienação – discussões em fóruns revelam que nem os fãs conseguem entender tudo o que os personagens falam. Mas a produtora Universal adora, pelo que disse Bill McGoldrick, vice-presidente de Enterternimento da NBCUniversal Cable. “Liderado por Lovretta e conduzida por uma excelente narrativa, estamos entusiasmados por trazer ‘Killjoys’ de volta para suas duas temporadas finais”, ele elogiou, em comunicado. “O final da temporada define o tom de mudança de jogo para os capítulos finais das aventuras espaciais dos nossos caçadores de recompensas, e mal podemos esperar pelo nosso talentoso elenco e equipe para trazer à vida o que certamente será uma jornada épica que deixará nossos fãs apaixonados e a beira de seus assentos”. A renovação aconteceu no mesmo dia em que o Syfy cancelou “Dark Matter”, sua outra série espacial de verão. Melhor resolvida narrativamente, esta série sai do ar depois de três temporadas sem concluir sua trama, deixando os fãs frustrados com um cliffhanger igualmente de “mudança de jogo”, que não terá solução. Detalhe: “Killjoys” e “Dark Matter” registram basicamente a mesma audiência.
Dark Matter é cancelada após final da 3ª temporada
O canal pago americano SyFy cancelou a série “Dark Matter” no final de sua 3ª temporada. A confirmação foi revelada uma semana após a exibição do último episódio, encerrado com um grande cliffhanger. Ou seja, a série foi concluída sem um final para sua trama. “É com grande tristeza que confirmo a notícia”, escreveu o criador Joseph Mallozzi em seu blog. “Dizer que estou incrivelmente desapontado seria o mínimo… Eu só quero agradecer sinceramente a minha incrível equipe, meu elenco maravilhoso e a todos vocês, nossos incríveis fãs. Vocês mereciam algo melhor.” Apesar de um começo vacilante, a atração tinha melhorado muito na atual temporada, em parte porque os personagens tiveram oportunidade para serem desenvolvidos e se tornaram mais simpáticos do que em sua premissa inicial. Mas a audiência caiu cerca de 10% em relação ao público do ano anterior, girando em torno de 600 mil telespectadores ao vivo por episódio. “Dark Matter” surgiu originalmente como uma minissérie de quadrinhos em 2012, criada pelos roteiristas Joseph Mallozzi e Paul Mullie, responsáveis pela cultuada série espacial “Stargate Universe” – também cancelada pelo SyFy sem final apropriado. A trama acompanhava um grupo formado pelos criminosos espaciais mais procurados do universo, que, após perder a memória, começam a agir como se fosse um time de heróis. Eles tentam navegar alianças num futuro em que os governos dos planetas foram substituídos por grandes corporações, a bordo da nave Raza, equipada com uma tecnologia de navegação revolucionária. O elenco canadense destacava alguns atores conhecidos do gênero, como Roger R. Cross (série “Continuum”), Anthony Lemke (série “The Listener”), Zoie Palmer (série “Lost Girl”), Jodelle Ferland (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1”) e Alex Mallari Jr. (série “True Justice”), mas quem acabou roubando a cena foi a estreante Melissa O’Neil (revelação do reality show “Canadian Idol”).
Tom Holland quebrou o nariz nas filmagens de Chaos Walking
O ator Tom Holland, intérprete do Homem-Aranha nos cinemas, revelou no Twitter que quebrou novamente o nariz. Não há informações sobre como o acidente aconteceu, mas vale lembrar que, durante a produção do filme “Z: A Cidade Perdida”, ele quebrou o nariz ao tentar mostrar para seus colegas os mortais que estava treinando como preparação para “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. E caiu de cara no chão. Ao lado da revelação do novo acidente, ele publicou a hashtag de “Chaos Walking”, distopia futurista que está atualmente filmando. A alusão sugere que o acidente aconteceu nos sets da produção. O filme tem direção de Doug Liman (“No Limite do Amanhã”) e adapta a franquia literária “Mundo em Caos”, de Patrick Ness (autor de “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”). A trama se passa em outro planeta, após a Terra ficar inabitável. Quando um vírus infecta a civilização, fazendo com que todos os pensamentos sejam escutados, o caos se instala e abre caminho para um autocrata corrupto culpar os nativos originais do planeta pelo problema. Resta ao adolescente Todd Hewitt (papel de Holland) tentar impedir o genocídio. O elenco também inclui Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Mads Mikkelsen (“Rogue One: Uma História Star Wars”), David Oyelowo (“Selma”) e Nick Jonas (série “Kingdom”), e a previsão de estreia é para março de 2019. So I broke my nose again ?#ChaosWalking — Tom Holland (@TomHolland1996) August 31, 2017
Counterpart: Série sci-fi estrelada por J.K. Simmons ganha primeiro teaser
O canal pago americano Starz divulgou o primeiro teaser de “Counterpart”, série estrelada por J.K. Simmons (“Whiplash”) em papel duplo, que mistura espionagem e ficção científica. O trama acompanha um homem chamado Howard Silk (Simmons), um modesto funcionário da área burocrática de uma agência de espionagem das Nações Unidas com sede em Berlim. Quando Howard descobre que sua organização protege o segredo de uma travessia para uma dimensão paralela, ele é levado a um mundo sombrio de intriga, perigo e traição. O único homem em quem ele pode confiar é Prime, sua contraparte (daí o título) idêntica num mundo paralelo. O elenco também inclui Olivia Williams (série “Manhattan”), Harry Lloyd (também de “Manhattan”), Nazanin Boniadi (série “Homeland”), Kenneth Choi (série “The Last Man on Earth”), Ulrich Thomsen (série “Banshee”), Nicholas Pinnock (série “Fortitude”), Nolan Gerard Funk (série “Awkward”) e a italiana Sara Serraiocco (“Salvo”). Criada por Justin Marks (roteirista de “Mogli: O Menino Lobo”), “Counterpart” terá seus dois primeiros episódios dirigidos pelo cineasta norueguês Morten Tyldum (“Passageiros”). A data de estreia ainda não foi confirmada, mas a expectativa é para 2018.
Curta com Jared Leto conecta Blade Runner 2049 ao filme original de 1982
A Warner divulgou um curta-metragem inédito de seis minutos, que conecta a trama de “Blade Runner 2049” aos acontecimentos do longa original, de 1982. O curta tem uma introdução do diretor Denis Villeneuve (“A Chegada”), responsável pelo novo filme, que revela ter convidado três cineastas a desenvolverem histórias sobre o universo de “Blade Runner”, passadas no intervalo entre os dois longas. O primeiro é intitulado “2036: Nexus Dawn” e tem direção de Luke Scott (“Morgan”), filho de Ridley Scott (diretor do filme original). Passado num único cenário, ele é centrado no personagem Niander Wallace (Jared Leto, de “Esquadrão Suicida”), responsável pela criação de uma nova série de replicantes, a Nexus 9, mais evoluídos que os vistos anteriormente. Suas inovações, porém, são proibidas, já que uma lei impede a fabricação dos replicantes após os eventos vistos no primeiro longa. Wallace quer justamente revogar essa proibição. “É um anjo e eu que o criei”, diz ele sobre o seu novo robô, que se mata para provar como os novos replicantes são obedientes. Além de Leto, o curta conta com Benedict Wong (“Doutor Estranho”), Ned Dennehy (série “Glitch”) e outros. Previsto para chegar ao Brasil em 5 de outubro, “Blade Runner 2049” se passa 30 anos depois dos eventos do primeiro longa, e mostra a busca do agente K (Ryan Gosling, de “La La Land”) por Rick Deckard (Harrison Ford), o caçador de androides original, desaparecido desde então.
Richard Anderson (1926 – 2017)
Morreu Richard Anderson, o ator que interpretou o chefe de “O Homem de Seis Milhões de Dólares” e da “Mulher Biônica”. Ele faleceu na quinta (31/8) aos 91 anos. Nascido em 8 de agosto de 1926, em Long Branch, Nova Jersey, Anderson se mudou para a Califórnia aos 10 anos. Depois de servir no Exército durante a 2ª Guerra Mundial, ele se matriculou no Laboratório de Atores em Los Angeles, que mais tarde tornou-se o célebre Actor’s Studio em Nova York. Mas seu começo de carreira em Hollywood não teve nada a ver com sua capacidade como ator. Ele entrou na indústria cinematográfica como office-boy dos estúdios MGM, até conseguir um papel de figurante em “A Pérola” (1947). Anderson fez mais de 180 produções de cinema e TV ao longo de seis décadas. Entre seus papéis, incluem-se participações em clássicos como a a aventura de capa e espada “Scaramouche” (1952), de George Sidney, o western “A Fera do Forte Bravo” (1953), de John Sturges, a sci-fi “Planeta Proibido” (1956), de Fred M. Wilcox, o filme de guerra “Glória Feita de Sangue” (1957), de Stanley Kubrick, o drama “O Mercador de Almas” (1958), de Martin Ritt, e o thriller “Sete Dias de Maio” (1964), de John Frankenheimer, entre outros. Foi na TV que ele se mostrou realmente prolífico. A partir de um papel recorrente em “Zorro” (1958-59), como amigo do herói, Anderson passou a ser escalado em várias produções. Ele participou de algumas das séries mais famosas da era de ouro da televisão, entre elas “Bonanza”, “O Fugitivo”, “Gunsmoke”, “Os Destemidos”, “Daniel Boone”, “Big Valley”, “O Agente da UNCLE”, “Missão Impossível”, “Mod Squad”, “Perry Mason”, “Têmpera de Aço”, “Havaí 5-O”, “As Panteras”, “A Supermáquina”, “Ilha da Fantasia”, “Esquadrão Classe A”, “Assassinato por Escrito” e “Dinastia”. Mas nenhum papel o marcou tanto como Oscar Goldman, o chefe manipulador da dupla biônica formada por Steve Austin e Jaime Sommers, interpretado por Lee Majors e Lindsay Wagner. Ao longo das duas séries – “Mulher Biônica” era um spin-off – , Anderson viveu o personagem por mais de 150 episódios de 1973 a 1978, além de vários telefilmes derivados da franquia, dois dos quais ele próprio produziu. Houve, inclusive, um período de duas temporadas em que ele co-estrelou ambas as séries ao mesmo tempo, como o mesmo personagem – uma façanha que ele inaugurou e que permanece rara na história da televisão. O papel de Oscar Goldman se tornou tão popular que rendeu até uma action figura – que vinha com uma “pasta explosiva” que “detonaria” se fosse aberta incorretamente. Steve Carell tinha uma miniatura do personagem no filme “O Virgem de 40 Anos” (2005). Apesar de ser introduzido como um homem manipulador, Goldman sempre tratou Steve Austin e Jamie Sommers mais como família do que funcionários ou agentes secretos. Segundo os atores, Anderson era assim também na vida real. “Conheci Richard em 1967, quando participou como ator convidado de ‘Big Valley’ – trabalhamos juntos em cinco episódios”, disse Lee Majors nas redes sociais. “Em 1974, ele se juntou a mim como meu chefe, Oscar Goldman, no ‘Homem de Seis Milhões de Dólares’. Richard tornou-se um amigo querido e leal, e nunca conheci um homem como ele. Eu o chamava de ‘Old Money’. Seu traje sempre elegante, sua classe, calma e conhecimento nunca vacilaram em seus 91 anos. Ele amava suas filhas, tênis e seu trabalho como ator. Ele ainda era o mesmo homem doce e charmoso quando falei com ele algumas semanas atrás. Vou sentir sua falta, meu amigo”. Lindsay Wagner também recordou do antigo chefe. “Eu mal posso dizer o quanto eu sempre o admirei e fui grata pela elegância e amizade amorosa que tive a bênção de ter com Richard Anderson. Ele fará muita falta.”
Novo pôster de Stranger Things evoca o clássico Chamas da Vingança
A Neflix continua sua campanha de divulgação de “Stranger Things” com pôsteres que prestam homenagens a filmes clássicos. Depois dos cartazes que referenciavam “Conta Comigo” (1986), “A Hora do Pesadelo” (1984), “O Sobrevivente” (1987) e “Alien, o Oitavo Passageiro” (1979), a nova arte traz Eleven (Millie Bobby Brown) de peruca, em pose que lembra Charlie, a personagem de Drew Barrymore na adaptação de Stephen King “Chamas da Vingança” (1984). Por sinal, a semelhança entre as duas personagens é gritante. A 2ª temporada de “Stranger Things” estreia em 27 de outubro, no fim de semana que antecede o Halloween.












