Quadrinhos de Sandman vão virar série na Netflix
A Warner está negociando com a Netflix a produção de uma série baseada nos cultuados quadrinhos de “Sandman”. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, o negócio é milionário, o maior que já envolveu personagens da DC Comics e renderá a série mais cara já feita pela WBTV (Warner Bros Television), superando inclusive os valores do vindouro “Watchmen” da HBO. O contrato ainda não foi assinado, mas a THR garante que isso é detalhe burocrático. O estúdio teria definido o roteirista Allan Heinberg (do filme da “Mulher-Maravilha”) como responsável pela adaptação, além de contar com o envolvimento do criador da história em quadrinhos, Neil Gaiman (também de “American Gods” e “Good Omens”), e o roteirista David S. Goyer (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) na produção. A opção por transformar “Sandman” em série vem após duas décadas de tentativas frustradas de adaptação para o cinema. O último a desistir foi o roteirista Eric Heisserer (“A Chegada”), que deixou projeto há três anos aconselhando a Warner a abordar a obra de Neil Gaiman numa série. “Cheguei à conclusão que a melhor versão para esse material seria como uma série da HBO, ou mesmo uma minissérie, mas não como um filme — nem mesmo uma trilogia”, disse Heisserer ao site io9. Pois foi exatamente o que a Warner fez. De acordo com as fontes da THR, a WBTV procurou primeiro a HBO, mas o canal não avançou após considerar os custos, deixando o caminho aberto para a Netflix. Ainda segundo o THR, o estúdio não quis considerar a própria plataforma de streaming da WarnerMedia, porque viu no conteúdo uma forma de se capitalizar para fechar contratos de exclusividade com produtores visados no mercado, como J.J. Abrams (“Westworld”), cujo acordo estaria avaliado em US$ 500 milhões, e até Chuck Lorre (“The Big Bang Theory”), que encerra seu contrato atual em 2020. A Netflix, por sua vez, procura encontrar novas franquias de apelo popular após perder os super-heróis da Marvel, e não tem economizado nas negociações para adquirir IPs (propriedades intelectuais) capazes de atrair público, como nas negociações envolvendo “As Crônicas de Nárnia” e as obras infantis de Roald Dahl. A publicação de “Sandman” consolidou o gênero dos quadrinhos adultos na virada dos anos 1980 para os 1990, impulsionando o lançamento do selo Vertigo, divisão adulta da DC Comics. A trama acompanha Morpheus, o senhor dos sonhos, que após anos aprisionado ressurge para retomar seu lugar entre os Perpétuos, “deuses antes dos deuses” que mantém a coesão do universo. Eles incluem Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e a caçula Delírio – em inglês, todos os nomes começam com a letra D. A revista em quadrinhos foi originalmente publicada entre 1989 e 1996 e ganhou inúmeros spin-offs, desenvolvidos até hoje. Por curiosidade, um desses derivados foi “Lucifer”. Ao desistir do inferno num dos primeiros números de “Sandman”, o personagem ganhou minisséries e uma revista que acompanhava suas aventuras na cidade de Los Angeles, ao lado de sua demônia de guarda Mazikeen. A história acabou inspirando uma série televisiva, atualmente em produção na própria Netflix.
Roteirista abandona filme de Sandman dizendo que material é para série
A adaptação cinematográfica de “Sandman”, de Neil Gaiman, sofreu mais uma baixa. Após a saída do ator Joseph Gordon-Levitt em março, agora é o roteirista Eric Heisserer (“Quando as Luzes se Apagam”) quem está deixando o projeto. Segundo ele, a adaptação dos quadrinhos não vai funcionar como um longa e deveria ser pensada como uma série de TV. “Cheguei à conclusão que a melhor versão para esse material seria como uma série da HBO, ou mesmo uma minissérie, mas não como um filme — nem mesmo uma trilogia”, contou Heisserer ao site io9. Na época, a contratação de roteirista foi vista como uma resposta à saída de Gordon-Levitt, que além de planejar estrelar o longa, era produtor e pretendia fazer sua estreia como diretor com a adaptação. Segundo Heisserer, contudo, o ator já havia deixado o projeto “silenciosamente” sete meses antes. Gordon-Levitt havia se pronunciado sobre o assunto em sua conta no Facebook, onde disse que “percebeu que ele e a equipe da New Line não concordam sobre o que torna ‘Sandman’ tão especial, e sobre o que essa adaptação deveria ser” — ponto de vista que Heisserer agora compartilha. O problema se deu quando todo o catálogo da Vertigo, o selo adulto dos quadrinhos da DC Comics, foi transferido da Warner Brothers para sua subsidiária, a New Line, especializada em produções de terror barato. Após a saída de Hesseirer, ainda não está claro se a New Line vai continuar ou não com a adaptação cinematográfica. A publicação de “Sandman” consolidou o gênero dos quadrinhos adultos na virada dos anos 1980 para os 1990, impulsionando o lançamento do selo Vertigo, divisão adulta da DC Comics. A trama acompanha Morpheus, o senhor dos sonhos, que após anos aprisionado ressurge para retomar seu lugar entre os Perpétuos, “deuses antes dos deuses” que mantém a coesão do universo, ao lado de seus irmãos Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e a caçula Delírio. A revista em quadrinhos foi publicada entre 1989 e 1996. Recentemente, os quadrinhos da Vertigo renderam as séries “Constantine”, cancelada em sua 1ª temporada, “Preacher”, renovada para a 2ª temporada, e “Lucifer”, atualmente com boa audiência em sua 2ª temporada.
Joseph Gordon-Levitt abandona adaptação dos quadrinhos de Sandman
A adaptação dos quadrinhos de “Sandman” para os cinemas contratou um novo roteirista, mas perdeu seu protagonista. E uma coisa tem a ver com a outra. Poucas horas após o site da revista Variety confirmar a participação do roteirista Eric Heisserer, especializado em remakes de filme de terror, como “A Hora do Pesadelo” (2010) e “A Coisa” (2011), o ator Joseph Gordon-Levitt (“A Travessia”) abandonou o projeto. Além de atuar, Gordon-Levitt também estava desenvolvendo a produção, em parceria com David S. Goyer (“O Homem de Aço”), e havia contratado o roteirista Jack Thorne (criador da série britânica “The Last Panthers”) para escrever a adaptação. Em seu perfil oficial no Facebook, o ator escreveu que não concorda com os rumos que a New Line, subsidiária da Warner Bros., quer dar ao filme. A produtora ficou com todos os direitos dos quadrinhos da Vertigo após uma reestruturação dentro da própria Warner. E, logo nos primeiros encontros com os novos executivos do projeto, ficou claro para Levitt “que não concordávamos em nada” a respeito de como abordar “Sandman”. A publicação de “Sandman” consolidou o gênero dos quadrinhos adultos na virada dos anos 1980 para os 1990, impulsionando o lançamento do selo Vertigo, divisão adulta da DC Comics. A trama acompanha Morpheus, o senhor dos sonhos, que após anos aprisionado ressurge para retomar seu lugar entre os Perpétuos, “deuses antes dos deuses” que mantém a coesão do universo, ao lado de seus irmãos Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e a caçula Delírio. A revista em quadrinhos foi publicada entre 1989 e 1996. Com a saída de Levitt, a New Line precisará recomeçar a busca por um novo ator e diretor. Também não se sabe se Neil Gaiman, criador do personagem, continuará ligado à produção. Enquanto Levitt esteve envolvido, ele apoiava o projeto. Em seu Twitter, o escritor disse somente que respeita muito o ator e que ele é uma pessoa “especial”. A propósito, a premissa da série “Lucifer”, que atualmente faz sucesso na TV americana, é derivada de uma história de “Sandman”, escrita por Gaiman. O próximo filme roteirizado por Eric Heisserer a chegar aos cinemas é “Invocação do Mal 2”, que estreia no Brasil em 9 de junho. Ele também está envolvido na nova adaptação da história de Van Helsing, com a ficção científica “Story of Your Life”, dirigida por Denis Villeneuve (“Sicario”) e com o terror “Lights Out”, adaptação do curta-metragem de mesmo nome.


