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    Poderoso produtor de Hollywood, Harvey Weinstein enfrenta escândalo de assédio sexual

    5 de outubro de 2017 /

    Considerado um dos mais famosos e poderosos produtores vivos de Hollywood, Harvey Weinstein foi alvo de uma reportagem devastadora do jornal The York Times nesta quinta-feira (5/10), que denunciou décadas de assédio sexual à atrizes e colegas de trabalho, com depoimentos e documentação. Criador da produtora Miramax em 1979 e atual dono da TWC (The Weinstein Company), formada com seu irmão Bob Weinstein em 2005, o produtor é responsável por estabelecer as carreiras de Quentin Tarantino, Guillermo del Toro, irmãos Coen, Nick Cassavetes, James Mangold, Gus Van Sant, Todd Haynes, Robert Rodriguez e muitos outros cineastas hoje consagrados. Mas também é lembrado pelos desafetos por confundir produção com “bullying”, por conta de atos autoritários como cortes em filmes estrangeiros e até interferência na edição final. Seu estilo de gerenciamento agressivo lhe rendeu muitos dividendos, com diversas premiações no Oscar, assim como processos. Mas apesar de calejado por idas aos tribunais, o site The Hollywood Reporter reparou que ele nunca tinha se cercado de tantos advogados e tantos relações públicas especialistas em resoluções de crises quanto nos dias que antecederam a publicação do New York Times. Segundo a reportagem, o suposto comportamento inadequado de Weinstein começou há quase três décadas e o magnata teria feito acordos privados com pelo menos oito mulheres para o escândalo nunca vir à tona. Entre as vítimas de assédio, estão atrizes célebres como Rose McGowan (“Conan, o Bárbaro”) e Ashley Judd (“Divergente”). Esta última se lembra de ter sido convidada para a suíte de Weinstein em um elegante hotel de Beverly Hills há 20 anos, esperando ter um café da manhã de negócios. Mas em vez disso Weinstein apareceu de roupão e perguntando se ela queria fazer uma massagem nele ou vê-lo tomando banho. “Eu disse não, de muitas maneiras e muitas vezes, e ele sempre voltou atrás de mim com um novo assédio”, Judd contou ao Times. Duas ex-assistentes e uma modelo italiana fizeram acusações semelhantes, e teriam chegado a um acordo financeiro. Assim como, supostamente, Rose McGowan em 1997, após um incidente em um quarto de hotel durante o Festival de Sundance. Ela teria recebido US$ 100 mil, mas o dinheiro “não deveria ser interpretado como uma admissão”, mas sim como uma forma de “evitar litígios”, de acordo com um documento oficial obtido pelo jornal. Embora McGowan tenha se recusado a comentar a história, ela sempre insinuou que foi assaltada sexualmente por um magnata de Hollywood. Uma ex-funcionária da TWC, Lauren O’Connor, resumiu a situação afirmando que Weinstein criou “um ambiente tóxico para as mulheres” em sua empresa. A repercussão do artigo foi colossal, especialmente nas redes sociais. A atriz, autora e diretora Lena Dunham tuitou: “As mulheres que escolheram falar de sua experiência de assédio por Harvey Weinstein merecem a nossa admiração. Não é divertido nem fácil. É corajoso”. Provavelmente orientado por sua equipe, Weinstein admitiu mau comportamento, pediu desculpas e afirmou que tiraria licença de sua companhia “para lidar com essa questão” junto a terapeutas, em comunicado publicado pelo jornal. “Considero que o modo como me comportei com colegas no passado causou muita dor e peço minhas sinceras desculpas por isso”, ele disse sobre o conteúdo da reportagem. “Embora esteja tentando fazer o melhor, sei que o caminho será longo. Meu caminho agora será conhecer e dominar os meus demônios. Planejo tirar um tempo livre da minha empresa e cuidar deste problema primeiro”, acrescentou, dando, em seguida, sua justificativa para seu comportamento. “Cresci nos anos 1960 e 1970, quando todas as regras sobre o comportamento e lugares de trabalho eram diferentes. Era a cultura dessa época, e aprendi desde então que não é uma desculpa, na empresa ou em outro lugar”, acrescentou. Também disse que respeitava as mulheres e gostaria de ter uma segunda chance, embora saiba que tem “que trabalhar para conquistar isso”. “Tenho metas que agora são prioridades”, assegurou. “Confiem em mim, esse não é um processo do dia para a noite. Estive tentando durante 10 anos e essa é uma chamada de atenção”, continuou. Weinstein contou que há um ano começou a organizar uma fundação de US$ 5 milhões para conceder bolsas de estudo para diretoras mulheres na Universidade do Sul da Califórnia. “Levará o nome da minha mãe e não a decepcionarei”, disse. Lisa Bloom, uma das advogadas de Weinstein, especializada em casos de assédio sexual, acrescentou, em declaração separada, que seu cliente “nega muitas das declarações, que são claramente falsas”. E, apesar do produtor considerar a reportagem de “chamada de atenção” em seu comunicado, vai processar o jornal por difamação. Por coincidência, a TWC está produzindo uma minissérie baseada num livro da advogada.

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  • Série

    Série Charmed pode ganhar nova versão da produtora de Jane the Virgin

    7 de janeiro de 2017 /

    A rede americana CW encomendou o piloto de um reboot da série “Charmed” para a equipe de “Jane the Virgin”. Segundo o site The Hollywood Reporter, o projeto tem autoria das roteiristas Jessica O’Toole e Amy Rardin, e é produzido pela criadora de “Jane”, Jennie Snyder Urman. A ideia não é fazer um remake, mas uma extensão do universo da série dos anos 1990, que foi estrelada por Alyssa Milano, Holly Marie Combs, Shannen Doherty e Rose McGowan. E, curiosamente, a nova versão se passaria em 1976. Por enquanto, apenas a produção do piloto foi aprovada. Há três anos, o projeto de um remake de “Charmed” foi cogitado pela rede CBS, mas não chegou muito longe em seu desenvolvimento, após ser torpedeado nas redes sociais pelas atrizes da série original. Naquela ocasião, a produção estava a cargo de Christopher Keyser, criador de outra série clássica dos anos 1990, “O Quinteto” (Party of Five). Produzida pelo lendário Aaron Spelling (“Ilha da Fantasia”, “Casal 20”, “Barrados no Baile”, etc), a série de 1998 acompanhava três irmãs bruxas lidando com o despertar de seus poderes – uma quarta irmã acabou surgindo mais tarde, quando a produção precisou “trocar” uma das atrizes (Doherty) por problemas de bastidores. A série durou oito temporadas, até 2006, mas fez tento sucesso que continuou sua trama nos quadrinhos, publicados até 2012. Caso a série seja aprovada, deverá ocupar o mesmo nicho de “The Vampire Diaries”, série sobrenatural juvenil que está exibindo sua última temporada.

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  • Etc

    Rose McGowan diz que foi estuprada por produtor de Hollywood

    15 de outubro de 2016 /

    A atriz americana Rose McGowan (da série “Charmed” e de “Planeta Terror”) revelou em sua conta no Twitter que já foi estuprada por um executivo de Hollywood, cujo nome ela não revelou. Em uma sequência de quatro tuítes, ela escreveu que uma advogada criminal ainda teria lhe dito que, por ter feito uma cena de sexo no filme, ela não venceria uma ação na Justiça contra um dos “cabeças” do estúdio. Rose McGowan afirma que este caso é conhecido em Hollywood e pela imprensa local. “Eles me envergonhavam enquanto adulavam meu estuprador”, atacou a atriz, que ainda revelou que seu ex-namorado vendeu o filme ao agressor para distribuição. Com estas pistas, aliás, é fácil de deduzir a identidade de quem ela acusa, bastando lembrar que o ex-namorado é o cineasta Robert Rodriguez. “É hora de alguma honestidade neste mundo”, concluiu. Em três das quatro postagens, Rose McGowan usou a hashtag #WhyWomenDontReport (por que as mulheres não denunciam), discussão reavivada após virem à tona casos de assédio sexual contra mulheres pelo candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump.

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  • Filme

    Outdoors de X-Men: Apocalipse geram polêmica por mostrarem violência contra mulher

    3 de junho de 2016 /

    Um cartaz promovendo o filme “X-Men: Apocalipse” gerou uma saia-justa na Fox, por mostrar a personagem Mística, vivida por Jennifer Lawrence, sendo estrangulada pelo vilão que dá nome ao longa, interpretado por Oscar Isaac. A imagem, exibida em outdoors nos Estados Unidos, causou desconforto por supostamente endossar a violência contra as mulheres. A atriz Rose McGowan (“Conan, o Bárbaro”) chegou a publicar um protesto no Twitter. “Há um grande problema quando os homens e mulheres da 20th Century Fox pensam que violência casual contra uma mulher é um jeito de promover um filme. Não há contexto na propaganda, apenas uma mulher sendo estrangulada”, ela escreveu. “Imagine se um negro estivesse sendo estrangulado por um branco, ou um gay por um heterossexual? A crítica seria enorme. Então vamos deixar claro que isso está errado”, concluiu. Rapidamente, a Fox divulgou um comunicado se desculpando pela escolha da imagem e afirmando que vai retirar todos os cartazes que estiverem espalhados pelos Estados Unidos. “No nosso entusiasmo em mostrar a vilania do personagem Apocalipse, nós não reconhecemos imediatamente a conotação da imagem impressa. Nós nos desculpamos pelas nossas ações e nunca iremos concordar com violência contra as mulheres.”

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