Smells Like Teen Spirit: Clipe clássico do Nirvana atinge 1 bilhão de visualizações no YouTube
Os fãs deram um presente de Natal para a banda do falecido cantor Kurt Cobain. No dia 25 de dezembro, o clipe do Nirvana “Smells Like Teen Spirit” atingiu a marca de um bilhão de visualizações no YouTube. O clipe está no portal de vídeos do Google desde 2009, mas foi originalmente lançado na MTV em 1991. Primeiro single do disco “Nevermind”, “Smells Like Teen Spirit” virou um hit improvável logo em seu lançamento, tornando-se responsável pela explosão do rock alternativo no período. Além da música contagiante, muito se fala sobre o impacto do clipe original, que marcou a estreia do diretor Samuel Bayer. A encenação pretendia mostrar um show de rock colegial que termina em anarquia e tumulto, inspirado em filmes como “A Um Passo do Abismo” (1979) e “Rock’n’Roll High School” (1978), estrelado pelos Ramones. Desde então, Bayer filmou o remake de “A Hora do Pesadelo” (2010) para o cinema e inúmeros outros clipes, trabalhando com artistas tão diferentes quanto Green Day e Maroon 5. Com a marca natalina, “Smells Like Teen Spirit” se tornou o segundo vídeo musical mais assistido dos anos 1990 no YouTube — atrás de “November Rain” (1992), dos Guns N’ Roses. Ambos, porém, estão muito atrás dos clipes mais vistos na plataforma, “Despacito” (de Luis Fonsi, com mais de 6,55 bilhões de execuções) e “Shape of you” (Ed Sheeran, com 4,51 bilhões). Relembre abaixo a anarquia e a distorção clássica do Nirvana.
Playlist: 10 clipes de bandas do rock alternativo atual
Quem vê o Rock in Rio pode até pensar que rock é sessão nostalgia. Os clássicos são bacanas, mas, ao contrário do que muitos acreditam, tem uma nova geração fazendo barulho – e não é metal nem emo. O rock alternativo voltou a despontar entre as tendências indies. E como todo ciclo se repete a cada 20 anos, sua grande influência é o grunge/garage de Soundgarden, Mudhoney e Nirvana (do primeiro disco), mesclado ao blues pesado das bandas inglesas dos anos 1960/70 – Cream, Led Zeppelin, Deep Purple. A seleção foi preparada para tocar em porões escuros, que servem cerveja quente e cobram entrada barata. Ou seja, evoca mais uma roda de mosh que a preocupação de juntar as últimas novidades do gênero ou as bandas mais representativas, e inclui clipes lançados entre o ano passado e agosto deste ano. A maioria das bandas selecionadas são inglesas. A dupla Royal Blood é de Brighton e chegou ao segundo álbum em junho. O trio Band of Skulls é de Southampton e está em seu quarto álbum. O quinteto Frank Carter & The Rattlesnakes é a nova banda do ex-vocalista do Gallows e Pure Love, e também lançou o segundo disco este ano. Cortes é um trio emergente de Londres, batizado com o nome do vocalista Andy Cortes, de família de imigrantes colombianos, que começou a tocar no ano passado. Caçulas da lista, os trios The Pale White e Strange Bones vem de Newcastle e Blackpool, respectivamente, e lançaram seus primeiros singles em 2017. O único grupo americano é o trio californiano Black Map, que lançou seu segundo álbum em março A lista ainda inclui três bandas “veteranas”. Os suecos Royal Republic e os gregos 1000mods já tem três discos de canções inéditas, enquanto os sul-africanos malucos do Seether já estão no sétimo lançamento de estúdio. Pode apertar play e aumentar que isso aí é rock’n’roll. A tracklist: Royal Republic – Uh Huh (Suécia) Royal Blood – I Only Lie When I Love You (Inglaterra) Band Of Skulls – Black Magic (Inglaterra) Cortes – Facing My Fear (Inglaterra) 1000mods – Electric Carve (Grécia) Frank Carter & The Rattlesnakes – Lullaby (Inglaterra) The Pale White – Reaction (Inglaterra) Strange Bones – We the Rats (Inglaterra) Seether – Betray And Degrade (África do Sul) Black Map – Run Rabbit Run (Estados Unidos)
