Série brasileira 3% é renovada para a 3ª temporada
A Netflix anunciou a renovação de sua primeira série brasileira. “3%” ganhará sua 3ª temporada, que será disponibilizada em 2019. A novidade foi comunicada por meio de um vídeo disponibilizado no canal do YouTube da plataforma de streaming, que pode ser visto abaixo. Mas há mais detalhes. “3%” se passa em um futuro distópico, onde a maior parte da população vive no “Lado de Cá”: um lugar decadente, miserável, corrupto. Quando atingem 20 anos de idade, as pessoas passam pelo “Processo”, a única chance de chegar ao “Maralto” – o melhor lugar, com oportunidades e promessas de uma vida digna. Apenas três por cento dos candidatos são aprovados nesse árduo processo seletivo, que os coloca em situações perigosas e testa suas convicções por meio de dilemas morais. Os episódios mais recentes mostraram que um novo Processo se aproxima, acompanhando ao mesmo tempo as vidas dos 3% que ingressaram na elite na 1ª temporada e os que voltaram a seus cotidianos de dificuldades. Ao serem reprovados no Processo, Joana (Vaneza Oliveira) e Fernando (Michel Gomes) se juntaram à Causa, enquanto Michele (Bianca Comparato), agora parte da elite, recebe a missão de voltar ao Continente para se infiltrar na resistência dos ex-colegas. Na 3ª temporada, o Maralto enfrentará uma grave crise, com o Processo prestes a entrar em colapso, e a Causa buscará vingança. “3%” estreou em 2016 e dividiu as opiniões da crítica brasileira. Entretanto, foi elogiada pela imprensa internacional e fez sucesso entre os assinantes estrangeiros da Netflix. A 2ª temporada, liberada no final de abril, apresentou uma visível melhora técnica, graças à mudança de política da plataforma, que após a estreia da série decidiu valorizar e investir em produções desenvolvidas fora da América do Norte. Criada por Pedro Aguilera, a série ainda traz João Miguel, Zezé Mota e Celso Frateschi no elenco.
Killing Eve encerra 1ª temporada como fenômeno, ao aumentar 85% de sua audiência inicial
A série “Killing Eve” encerrou sua 1ª temporada com uma façanha raríssima, ao conseguir aumentar seu público em todos os episódios exibidos. Isto significa que cada capítulo foi visto mais pessoas que o anterior, o que levou a audiência do final da temporada registrar crescimento de 85% em relação aos telespectadores que sintonizaram a estreia. Exibida no canal pago americano BBC America, “Killing Eve” encerrou seu primeiro ano no domingo passado (27/5) com 1,25 milhão de telespectadores ao vivo. A série está também fazendo na plataforma digital do canal, como o programa mais assistido da história de seu serviço de streaming. Na versão digital, “Killing Eve” é a única série da BBC America que já atingiu mais de 1 milhão de espectadores por episódio. Para completar o sucesso, a série tem 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Desde o início, sentimos que tínhamos algo inteligente, empolgante e diferente com ‘Killing Eve’, e esperávamos que os espectadores vissem o que vimos”, disse Sarah Barnett, presidente da BBC America. “Séries como ‘Killing Eve’ não apenas envolvem e entretêm, elas geram fãs vibrantes e apaixonados, e esse certamente tem sido o caso aqui. Obrigado aos fãs verdadeiramente notáveis de ‘Killing Eve’, tanto por divulgar a série quanto pela criatividade com que expressam seu amor por este programa”, completou. É verdade que a presidente da BBC America ficou encantada com “Killing Eve”, tanto que renovou a atração antes da estreia do primeiro episódio, baseada apenas no material produzido. Criada pela atriz e roteirista inglesa Phoebe Waller-Bridge (criadora-protagonista de “Fleabag”) e estrelada por Sandra Oh (série “Grey’s Anatomy”) e Jodie Comer (série “The White Princess”), a série é baseada no romance homônimo de Luke Jennings e gira em torno de duas mulheres: Eve (Oh), uma oficial de segurança do MI5, o serviço secreto britânico, cujo trabalho burocrático não cumpre suas fantasias de ser uma espiã, e Villanelle (Comer), uma assassina talentosa que se apega aos luxos que seu trabalho violento lhe dá. Essas duas mulheres ferozmente inteligentes se tornam obcecadas uma com a outra e acabam se envolvendo em um jogo perigoso de gato e rato. O elenco também inclui Fiona Shaw (série “True Blood”), Kirby Howell-Baptiste (“Downward Dog”), Kim Bodnia (“The Bridge”) e David Haig (“Penny Dreadful”).
Revista revela bastidores e gravações polêmicas da demissão do ator de Máquina Mortífera
A revista Variety publicou uma reportagem sobre os bastidores conturbados da série “Lethal Weapon”, baseada na franquia cinematográfica “Máquina Mortífera”, que culminou da demissão do ator Clayne Crawford. Acompanhando o artigo, também foi postado um vídeo em seu site que flagra o mau comportamento do ator. Em áudio, é possível ouvi-lo xingando de forma abusiva o coprotagonista Damon Wayans e tendo um piti durante a gravação de uma cena, diante de um ator convidado. Veja abaixo. A publicação ouviu 31 pessoas envolvidas na série, que atestaram que o comportamento de Crawford dividiu a equipe e ajudou a criar um ambiente tóxico ao longo da 2ª temporada. As discussões eram tão frequentes que seguranças precisaram ser contratados para que temporada pudesse ser finalizada sem que as brigas descambassem para violência física. Crawford foi demitido após ser acusado de “comportamento agressivo e inapropriado” dentro do set de gravações. Um dos casos citados aconteceu no último mês de outubro, durante a gravação de uma cena em uma piscina pública de Los Angeles, em que Crawford tinha de ameaçar um homem com uma arma. A gravação, que se estendeu por horas, foi interrompida várias vezes por causa de ruídos externos, o que provocou a ira do ator. Ele teve um ataque de estrelismo e fez um escândalo proferindo inúmeros palavrões. Segundo fontes ouvidas pela revista, o barulho vinha de crianças de 10 e 11 anos que estavam no local. Abismado, um assistente de direção abandonou o set após o incidente e denunciou Crawford, que virou persona non grata entre a equipe da série. Mas a gota d’água aconteceu em março, quando Crawford assumiu a direção de um episódio. Durante a filmagem de uma cena que envolvia uma explosão com efeitos especiais, Wayans foi atingido na parte de trás da cabeça por um estilhaço, sofrendo um corte. Após a demissão de Crawford, ele revelou fotos e detalhes do incidente nas redes sociais. No dia seguinte, ele retornou ao set e começou a discutir de forma ríspida com Crawford. Eles se preparavam para rodar uma cena em que investigariam um escritório vazio. Após filmar a primeira parte, Wayans então teria se aproximado de um dos produtores e afirmado que não filmaria a segunda, que envolvia um tiroteio, por não se sentir seguro com a situação. Um dublê contratado teve de rodar a cena, e Damon Wayans deixou o set e se dirigiu a seu trailer. Crawford foi tirar satisfação e, no meio do caminho, encontrou o assistente de Wayans, e os dois trocaram palavrões. Enquanto um membro da equipe tentava separar os dois, Wayans saiu do trailer e entrou na discussão, assim como Matthew Miller, produtor-executivo da série. A segurança do estúdio foi acionada e apartou a confusão, mas todas as gravações precisaram ser interrompidas, o que gerou um impasse. O episódio fez Warner Bros contratar seguranças particulares, que começaram a trabalhar em dois turnos no set para garantir que o episódio final da 2ª temporada pudesse ser rodado. Revoltado com o colega, Damon Wayans o criticou duramente redes sociais, acusando-o de “terrorista emocional”. A situação teria chegado ao ponto do “ou eu ou ele”, criando um clima insustentável, ao mesmo tempo em que alimentava o receio de que a perda de um dos dois protagonistas pudesse levar ao cancelamento da série. Entretanto, também havia queixas em relação ao comportamento de Wayans, que ajudou a acirrar o ambiente com suas exigências. Para participar da série, ele exigiu ter refeições a cada 2,5 horas, mesmo que tivesse que interromper uma gravação importante. Também exigiu horário de cochilo após a refeição principal. Ele ainda não participa das leituras coletivas de cada episódio, chegando sem preparação para as gravações. E, segundo testemunhas, dizia torcer pelo cancelamento da série, por odiar o trabalho. Ao final, a Warner, produtora da atração, optou por demitir Crawford, devido à irresponsabilidade profissional e comportamentos abusivos. Os produtores encontraram um substituto em tempo recorde, fechando com o ator Seann William Scott (da franquia “American Pie”). Graças a isso, conseguiram assegurar a renovação da série junto à Fox. A 3ª temporada deve estrear no outono norte-americano, entre setembro e novembro. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Justiceiro enfrenta Retalho em fotos e vídeos das gravações da 2ª temporada
Fotos e vídeos da gravações da 2ª temporada de “O Justiceiro” (The Punisher) revelaram um detalhe importante da trama, que ainda não foi oficialmente divulgada. Os bastidores flagrados por paparazzi revelam uma luta armada entre o herói vivido pelo ator Jon Bernthal e o vilão Billy Russo, interpretado por Ben Barnes, agora completamente transformado, com a cicatriz proeminente que batiza o personagem nos quadrinhos de Retalho. Além dos dois também são esperados os retornos de Amber Rose Revah como a agente Dinah Madani e Ebon Moss-Bachrach como Micro, que se juntarão a três novos intérpretes confirmados na produção: Floriana Lima (série “Supergirl”), Josh Stewart (série “Shooter”) e Giorgia Whigham (série “Chance”). Dos três, apenas a personagem de Whigham, a golpista Amy Bendix, já foi vista nos quadrinhos da Marvel e ainda assim brevemente – por sinal nas páginas do Justiceiro. A personagem de Floriana Lima se chama Krista Dumont e é uma psicoterapeuta de militares veteranos, enquanto Josh Stewart interpreta John Pilgrim, um homem misterioso que “deixou para trás uma vida de violência”. Ainda não ha previsão para a estreia dos novos episódios na Netflix.
Amazon salva The Expanse do cancelamento com anúncio da 4ª temporada
A série “The Expanse” sobreviveu ao cancelamento no canal pago Syfy. A Amazon irá produzir sua 4ª temporada, continuando sua trama épica e ambiciosa em streaming. O anúncio foi feito por ninguém menos que Jeff Bezos, o multibilionário que criou a Amazon, durante um evento da National Space Society (Sociedade Espacial dos Estados Unidos) com participação de integrantes do elenco da série. “Eu estava conversando com o elenco há meia hora, antes do intervalo para o jantar. Eu estava dizendo a eles que estávamos trabalhando duro na Amazon para salvar ‘The Expanse’, mas ainda não estava feito. Dez minutos atrás, fui avisado que ‘The Expanse’ estava salvo ”, disse Bezos sob uma explosão efusiva de aplausos. “A série é extraordinária e esses caras são incrivelmente talentosos”, acrescentou, apontando para a mesa em que se encontrava o elenco. O ator canadense Cas Anvar, que interpreta o piloto marciano Alex Kamal, gravou o pronunciamento e o postou em seu Twitter. Veja abaixo a festa realizada diante da notícia, especialmente entre os atores. A série tinha sido cancelada ao atingir seu melhor momento. A 3ª temporada de “The Expanse” está com 100% de aprovação da crítica, na média do site Rotten Tomatoes. Entretanto, vinha registrando baixa audiência, com 570 mil telespectadores por episódio e média de 0,18 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). O que não correspondia ao investimento, já que era considerada a atração mais cara do SyFy, graças a efeitos visuais cinematográficos. Mas “The Expanse” não é apenas visualmente deslumbrante. Seu universo, com inúmeros personagens e diferentes alianças, foi construído de forma paciente e complexa, como apenas a literatura costuma realizar – por isso, era considerada um “Game of Thrones” espacial. Não por acaso, a atração é baseada numa franquia literária: “Leviathan Wakes”, escrita por James S.A. Corey. E embora os episódios atuais pareçam apontar para a resolução da trama, eles adaptam apenas o segundo volume de um total de seis livros. Tanto que os diretores da produtora Alcon Entertainment foram buscar um novo canal/plataforma para continuar a história. A ironia do contrato com a Amazon é que a série é distribuída internacionalmente pela Netflix. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série se passa 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e o cinturão de asteroides. A situação é agravada pelo ataque a uma nave espacial terrestre, falsamente creditado à Marte, e por um teste com arma biológica num asteroide habitado, ecoando uma conspiração interplanetária que pretende conduzir a uma guerra entre mundos. O elenco multinacional é encabeçado por Steven Strait (série “Magic City”), Shohreh Aghdashloo (“Star Trek: Sem Fronteiras”), Wes Chatham (“Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”), Cas Anvar (série “Olympus”), Dominique Tipper (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), Jared Harris (série “Mad Men”), Frankie Adams (do vindouro “Máquinas Mortais”) e Chad Coleman (série “The Walking Dead”). Além deles, a 3ª temporada ainda acrescentou a Elizabeth Mitchell (das séries “Lost” e “Revolution”). Os episódios inéditos da série passarão a ser disponibilizados na Amazon em 2019. Enquanto isso, ainda há metade da temporada atual para ser exibida no canal Syfy. I'll just let him say it…#TheExpanse#RocinanteIsSafe#BreakingNews Thank you @JeffBezos pic.twitter.com/wxHN31zgJs — Cas Anvar (@Casanvar) May 26, 2018
2ª temporada de Cobra Kai terá volta de vilão clássico de Karatê Kid
A 2ª temporada de “Cobra Kai”, série do Youtube Red que continua a história dos personagens de “Karatê Kid”, 30 anos depois dos acontecimentos do filme original, marcará o retorno de um dos maiores vilões da franquia: o mestre John Kreese, interpretado pelo ator original, Martin Kove. Depois de uma participação especial na 1ª temporada, Kreese terá um papel recorrente no segundo ano da produção, que será exibido em 2019. No filme de 1984, Keese era o mestre responsável pela academia Cobra Kai. Ele treinou diversos alunos, entre eles o valentão Johnny Lawrence (William Zabka), que é o protagonista da série e ainda não superou sua derrota por Daniel LaRusso (Ralph Macchio) na final do campeonato de caratê. Trinta anos depois, LaRusso é um bem-sucedido empresário, enquanto Lawrence tem problemas com o alcoolismo e o filho adolescente. No meio disso, resolve reabrir o infame dojo Cobra Kai como sensei, o que traz de volta o conflito com Daniel. Macchio e Zabka também são produtores da série, que é uma criação dos roteiristas Josh Heald (“A Ressaca”), Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (ambos de “American Pie: o Reencontro”). Os dois últimos assinaram a direção dos episódios. Além dos citados, há outro peso pesado de Hollywood no negócio: o ator Will Smith (“Esquadrão Suicida”), por meio de sua produtora Overbook, que responde pela produção. O filho de Smith estrelou o “remake” de “Karatê Kid” em 2010. Os demais integrantes do elenco são Mary Mouser (série “Freakish”), Courtney Henggeler (série “Mom”), Xolo Maridueña (série “Parenthood”), Tanner Buchanan (série “Designated Survivor”) e o veteraníssimo Edward Asner (o eterno Lou Grant da série “Mary Tyler Moore” e voz original do vovô de “Up – Altas Aventuras”). A série estreou no começo do mês no YouTube Red, serviço de streaming pago do portal de vídeos, com um total de 10 episódios de 30 minutos. Os dois primeiros podem ser assistidos gratuitamente, enquanto os seguintes custam R$ 3,90 cada. Todos os episódios têm legendas em português. Já a 2ª temporada vai começar a ser gravada no outono (entre setembro e novembro) para um lançamento em 2019.
Série de comédia Baskets é renovada para a 4ª temporada
O canal pago americano FX renovou a série “Baskets”, do comediante Zach Galifianakis (“Se Beber Não Case”), para sua 4ª temporada. Em comunicado, o co-presidente de programação original do canal, Eric Schrier, ainda elogiou a equipe de produção. “‘Baskets’ continua a empolgar graças à equipe criativa dos sonhos liderada por Jonathan Krisel e Zach Galifianakis, e não poderíamos estar mais felizes em encomendar uma 4ª temporada para ser exibida no próximo ano. Cada temporada nos aproxima da família Baskets e sua busca pela vida, amor e glória de palhaçadas. Nossos agradecimentos aos produtores e ao elenco por fazer de Baskets uma alegria tão grande de se ver.” Criada pelos comediantes Zach Galifianakis (trilogia “Se Beber, Não Case!”) e Louis C.K. (série “Louie”) e o diretor-roteirista Jonathan Krisel (série “Portlandia”), “Baskets” marcou a volta de Galifianakis à TV após o cancelamento de “Bored to Death” em 2011, na qual era coadjuvante. A série correu risco de sair do ar devido ao envolvimento de Louis C.K. em sua produção. Após ser acusado de assédio e assumir o comportamento, o produtor perdeu vários contratos. De todas as suas produções, especiais, filmes, pilotos, séries e projetos encaminhados, apenas “Better Things” e agora “Baskets” vão continuar em frente, mas sem seu envolvimento. Galifianakis estrela a série como os gêmeos Chip e Dale Baskets, mas o grande destaque do elenco é o veterano ator Louie Anderson, que vive sua mãe, Christine Baskets, papel que lhe rendeu um prêmio Emmy em 2016. Na trama, a família tenta manter viva a tradição circense dos palhaços, nem que seja em rodeios.
Série médica Code Black é cancelada na 3ª temporada
A rede americana CBS cancelou a série médica “Code Black”. O anúncio foi feito pelo criador do programa, Michael Seitzman, através de uma publicação no Twitter. Seitzman agradeceu aos fãs e disse que teve grande satisfação em realizar “Code Black”, avisando ainda que os melhores episódios da série ainda não foram exibidos na temporada. “Esperamos que os vejam e gostem deles. Nós os fizemos para vocês”, concluiu. “Code Black” está atualmente na metade de sua 3ª e agora última temporada. Nos anos anteriores, a continuidade da série sempre foi definida na última hora, flertando desde o início com o cancelamento. A 2ª temporada perdeu 1,2 milhões de telespectadores na média geral, mas ainda estava no limite da linha de corte do canal, que é a mais alta dentre todas as redes americanas. Com a perda de mais 700 mil nos primeiros episódios do novo ano, a decisão foi tomada. Criada por Michael Seitzman (criador da série “Intelligence” e roteirista de “Terra Fria”), “Code Black” evocava o clássico “Plantão Médico/E.R.”, ao girar em torno de um pronto socorro lotado, onde os plantonistas, além de tratar dos pacientes, precisam lidar com o caos da saúde pública americana. Baseada no documentário homônimo dirigido por Ryan McGarry, a série se passa no LA County Hospital, que tem o pronto socorro mais movimentado dos EUA. Lá, uma nova turma de estudantes chega com idealismo e encontra um sistema quebrado. O nome “Code Black” é um código hospitalar usado quando o número de pacientes é tão grande que a equipe fica totalmente sobrecarregada, sem condições de tratar a todos, o que compromete o atendimento, podendo levar até à morte dos doentes. Na tentativa de levantar sua audiência, a atração sofreu algumas alterações criativas desde a estreia, chegando a mudar parte de seu elenco, com destaque para a chegada de um médico militar vivido por Rob Lowe (série “The Grinder”). Segundo os produtores, a série foi concebida para introduzir novos personagens a cada temporada, tal qual ocorre na vida real de um hospital, em que residentes se formam, médicos e enfermeiras mudam de emprego e seguem em frente com suas vidas, dando lugar a outros profissionais. O elenco também inclui Marcia Gay Harden (“Cinquenta Tons de Cinza”), Luiz Guzmán (“Viagem 2: A Ilha Misteriosa”), Boris Kodjoe (série “O Último Cara da Terra/The Last Man on Earth”), Lindsey McKeon (série “Supernatural”), Ben Hollingsworth (série “Cult”), Melanie Chandra (série “The Nine Lives of Chloe King”), Harry Ford (“Mais Forte Que Bombas “), William Allen Young (série “Moesha”), Angela Relucio (série “Six”) e Jillian Murray (“Cabana do Inferno 3”). No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony. Dear #CodeBlack fans, the sad news came today that we were cancelled. It's been a true joy to make this show and watch your response every week. Thank you for all of your passion. Truly, our best episodes have yet to air. We hope you'll watch and enjoy them. We made them for you. — Michael Seitzman (@michaelseitzman) May 24, 2018
Série Krypton é renovada para a 2ª temporada
O canal pago americano Syfy renovou a série “Krypton”, sobre o planeta de Superman, para sua 2ª temporada. Apesar de considerada pela crítica americana como pior série derivada dos quadrinhos da DC Comics – 60% de aprovação no site Rotten Tomatoes – , “Krypton” é a atração do Syfy que conseguiu mais audiência em sua estreia no canal nos últimos quatro anos – desde a minissérie “Ascension”. A série é acompanhada por 1,8 milhão de telespectadores, computados três dias de exibição em todas as plataformas. A audiência ao vivo, porém, é bem menor. Após a estreia diante de 1,3 milhão, perdeu metade do público, até registrar 606 mil telespectadores no episódio mais recente. A série foi criada por David S. Goyer (roteirista de “O Homem de Aço”) e Ian Goldberg (criador da série “Dead of Summer”), e destaca Cameron Cuffe (“Florence: Quem É Esta Mulher?”) como o protagonista Seg-El, o avô de Superman, que surge em sua juventude, num planeta dividido por complôs políticos e atritos entre clãs radicais, a caminho de sua própria destruição. O final da 1ª temporada vai ao ar na quarta (23/3) nos Estados Unidos.
The Marvelous Mrs. Maisel é renovada até a 3ª temporada
A Amazon anunciou a renovação de “The Marvelous Mrs. Maisel” para sua 3ª temporada. O detalhe é que a série ainda não estreou seu segundo ano. O anúncio foi feito após a criadora da série, Amy Sherman-Palladino, brincar que já merecia o sinal verde para o terceiro ano ao receber o Peabody Award no sábado (19/5). “The Marvelous Mrs. Maisel” também venceu o Critics Choice e o Globo de Ouro, ambos nas categorias de Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz de Comédia (Rachel Brosnahan). A plataforma de streaming havia encomendado a série inicialmente para duas temporadas, num acordo original para a produção de 18 episódios no total. Mas o projeto teve repercussão maior que a esperada e, com o anúncio do final de “Transparent”, posiciona-se para se tornar a série de maior relevância para a Amazon – ao menos, até a estreia de algumas superproduções recentemente encomendadas. Estrelada por Rachel Brosnahan no papel-título, “The Marvelous Mrs. Maisel” conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. Antes do estouro da atração, sua criadora, Amy Sherman-Palladino, era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade, estrelado por Lauren Graham e Alexis Bledel. Exibida entre 2000 e 2007 na TV aberta americana, “Gilmore Girls” foi recentemente resgatada numa leva curta de quatro episódios especiais pela Netflix. A 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel” ainda não tem data de estreia definida, mas será disponibilizada aos assinantes do serviço de streaming da Amazon ainda neste ano.
Hap & Leonard é cancelada após a 3ª temporada
O canal pago americano Sundance TV cancelou “Hap & Leonard”, após três temporadas. A adaptação televisiva dos livros de Joe R. Lansdale era sucesso de crítica e uma das melhores audiências do canal. O próprio Lansdale e o produtor John Wirth anunciaram o cancelamento no Twitter, sem explicar o que levou o canal a interromper a produção. A série foi criada pelo diretor Jim Mickle e o roteirista Nick Damici, responsáveis pelo terror “Somos o que Somos” (2013), e adapta a coleção literária homônima, iniciada em 1990 por Landsdale (que foi roteirista da série animada do “Batman”). Vale lembrar que a mais recente parceria da dupla foi o suspense “Julho Sangrento” (2014), que por sinal também é uma adaptação de livro de Landsdale. Passada nos anos 1980, “Hap and Leonard” girava em torno da improvável amizade entre Hap Collins (James Purefoy, da série “The Following”), um homem branco da classe operária que é enviado para a prisão por se recusar a prestar o serviço militar, e Leonard Pine (Michael Kenneth Williams, de “Boardwalk Empire”), um gay negro e veterano da guerra do Vietnã com problemas para controlar sua raiva. Ambos são experts em artes marciais e se unem para solucionar crimes brutais na cidade fictícia de LaBorde, no Texas. Cada temporada da série adaptou um livro diferente de Landsdale – “Mucho Mojo”, “Savage Season” e “The Two-Bear Mambo”, respectivamente. A 3ª temporada tinha 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes e exibiu seu último episódio em 11 de abril diante de 174 mil telespectadores ao vivo. Parece pouco, mas é mais que os 149 mil que acompanharam o final de “Rectify”, a série de maior repercussão do Sundance TV, que durou cinco temporadas nos Estados Unidos.
The Last Ship vai acabar em sua 5ª temporada
O canal pago americano TNT confirmou que “The Last Ship” vai acabar em sua 5ª temporada, que estreia no segundo semestre de 2018. Os rumores sobre o cancelamento começaram a circular em setembro de 2017, quando o ator Travis Van Winkle, que interpreta Danny Green, anunciou “fim das filmagens da série” em um post no Instagram que foi posteriormente deletado. A série foi renovada para a 5ª temporada em 2016, antes da estreia do quarto ano da produção e ainda durante a exibição da 3ª temporada. Na época, já se comentava que isso poderia ajudar a apressar a conclusão da trama. Agora, o chefão dos canais TNT e TBS, Kevin Reilly, confirmou ao site Deadline que o final de “The Last Ship” é oficial. Produzida pelo cineasta Michael Bay (“Transformers”), a série acompanhava a tripulação de um destroyer da Marinha dos EUA durante uma pandemia, que dizimou a maioria da população mundial. Mas após encontrar a cura na 1ª temporada e iniciar a vacinação dos sobreviventes na 2ª temporada, a tripulação do comandante Tom Chandler (Eric Dane, ex-“Grey’s Anatomy”) perdeu o rumo, passando a lidar com conspirações mundiais, sem contar mais com o elemento apocalíptico que a diferenciava de outras séries militares atualmente no ar. Desenvolvida por Hank Steinberg (criador da série “Desaparecidos/Without a Trace”), “The Last Ship” também é estrelada por Adam Baldwin (série “Cuck”), Marissa Neitling (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Travis Van Winkle (“Transformers”), Charles Parnell (série “Os Irmãos Aventura”), Tania Raymonde (“O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua”), Maximiliano Hernández (“Os Vingadores”), Jocko Sims (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), Bren Foster (“Operações Especiais”) e John Pyper-Ferguson (“Alphas”). Ainda não há data estabelecida para a exibição da 5ª e última temporada da série.
Globo renova Carcereiros, Sob Pressão e a inédita Ilha de Ferro
A rede Globo anunciou a renovação das séries dramáticas “Carcereiros”, “Sob Pressão” e “Ilha de Ferro”. As duas primeiras tiveram confirmação da 3ª temporada, um ano antes da estreia da segunda leva de episódios, enquanto “Ilha de Ferro” ainda nem começou a ser exibida. No caso de “Carcereiros”, trata-se de uma reviravolta completa, já que a série passou 15 meses aguardando para estrear na TV, desde que foi anunciada pela primeira vez em 2016. Apesar de ter vencido um prêmio internacional, a Globo preferiu guardá-la para lançamento em streaming, onde não teve a repercussão que atingiu ao estrear na TV neste ano, onde se tornou um sucesso de audiência. A série atualmente está gravando sua 2ª temporada em uma fábrica desativada em São Paulo, mas ainda não há previsão de estreia para os capítulos inéditos. Já o drama médico “Sob Pressão” estreia sua 2ª temporada no próximo semestre. Por sua vez, “Ilha de Ferro” deve ser lançada apenas em 2019, após ser disponibilizada em streaming na plataforma Globo Play. A renovação antecipada das três produções mostra um investimento da Globo no formato de séries, popular entre o público mais jovem. E acontece após “Sob Pressão” bater até a audiência da novela “A Lei do Amor” no ano passado. Por sua vez, o primeiro episódio de “Carcereiros” representou a melhor audiência de uma série desde o fenômeno “A Grande Família”. Além disso, as séries também renderam repercussão no mercado internacional. “Sob Pressão” foi destacada pela revista americana Variety por apresentar qualidade de cinema e “Carcereiros” venceu o MIPTV 2017, na França.












