Bilheteria: O Lar das Crianças Peculiares fatura pouco, mas estreia em 1º lugar nos EUA
Na disputa entre os dois lançamentos mais comentados do fim de semana nos cinemas norte-americanos, a fantasia sobrepujou a história real. “O Lar das Crianças Peculiares”, dirigido por Tim Burton, estreou em 1º lugar nas bilheterias, mas não pode se considerar um blockbuster, com faturamento de US$ 28,5 milhões. Mesmo assim, o valor foi suficiente para superar a outra grande estreia, “Horizonte Profundo – Desastre no Golfo”, de Peter Berg, que ficou em 2º com US$ 20,6 milhões. Os dois filmes custaram uma fábula, US$ 110 milhões cada, somente com gastos de produção, e essa disputa pelo topo é ilusória em relação aos valores que precisariam atingir. Por este começo morno, fica claro que apenas o mercado doméstico será insuficiente para cobrir suas despesas. A fantasia das crianças mutantes superpoderosas – ou melhor, peculiares – teve um começo melhor no exterior, faturando mais US$ 36,5 milhões para atingir um total de US$ 65 milhões em sua largada. Já o desastre estrelado por Mark Wahlberg fez US$ 12,4 milhões para arredondar seu total em US$ 33 milhões. É pouco, mas o lançamento internacional se deu em mercados menores, à exceção do Reino Unido. A estreia no Brasil acontece na quinta (6/10). Entre a crítica americana, os desempenhos foram inversos. Houve um pouco de enfado em relação ao novo filme colorido de Tim Burton, com 64% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas muito entusiasmo para o incêndio na plataforma de petróleo, com 82% de salivação. Logo abaixo das duas novidades, o ranking destaca o remake de “Sete Homens e um Destino”, que liderou a arrecadação em sua estreia na semana passada. O filme de Antoine Fuqua faturou mais de US$ 15 milhões, um desempenho ainda impressionante para o gênero western, que chega a US$ 61,6 milhões em dez dias no mercado doméstico. Em todo o mundo, o filme superou a marca de US$ 100 milhões. A animação “Cegonhas” é que não voou como o estúdio gostaria, caindo para o 4º lugar, com US$ 13,8 milhões e um total de US$ 77,6 milhões em todo o mundo – fraquinho numa temporada em que as animações quebraram recordes de faturamento. Por outro lado, o drama “Sully – O Herói do Rio Hudson” somou mais US$ 8,4 milhões, ao fechar o top 5, para atingir US$ 105 milhões nos EUA em quatro semanas. É um valor expressivo para um drama, ainda mais para um drama estrelado por um ator veterano e dirigido por diretor que poderia ser pai do ator veterano. De fato, trata-se de um dos maiores sucessos recentes da carreira de ambos, Tom Hanks e Clint Eastwood. No passado não muito distante, Hollywood virava as costas para seus grandes cineastas após uma certa idade. Eastwood está com 76 anos e vem do maior sucesso de sua carreira, “Sniper Americano”, com outro filme que impressiona, tanto pela popularidade quanto pelas críticas positivas (82%). O público brasileiro, porém, ainda vai precisar esperar muito para saber porque “Sully” fez tanto sucesso, já que a estreia nacional está marcada apenas para 1 de dezembro. Para completar, resta ressaltar o fracasso de “Gênios do Crime”, também lançada no Brasil neste fim de semana – em circuito superestimado. Em sua estreia nos EUA, a comédia besteirol fez US$ 6,6 milhões em mais de 3 mil salas. O fiasco também foi significativo entre a crítica, com meros 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 28,5 milhões Total EUA: US$ 28,5 milhões Total Mundo: US$ 65 milhões 2. Horizonte Profundo – Desastre no Golfo Fim de semana: US$ 20,6 milhões Total EUA: US$ 20,6 milhões Total Mundo: US$ 33 milhões 3. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 15,7 milhões Total EUA: US$ 61,6 milhões Total Mundo: US$ 108,1 milhões 4. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 38,8 milhões Total Mundo: US$ 77,6 milhões 5. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 8,4 milhões Total EUA: US$ 105,3 milhões Total Mundo: US$ 151,6 milhões 6. Gênios do Crime Fim de semana: US$ 6,6 milhões Total EUA: US$ 6,6 milhões Total Mundo: US$ 6,6 milhões 7. Rainha de Katwe Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 3 milhões Total Mundo: US$ 3 milhões 8. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 2,37 milhões Total EUA: US$ 84,7 milhões Total Mundo: US$ 129,2 milhões 9. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 2,33 milhões Total EUA: US$ 20,9 milhões Total Mundo: US$ 120,8 milhões 10. Snowden Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 18,7 milhões Total Mundo: US$ 18,7 milhões
Remake de Scarface será escrito pelo roteirista de O Lobo de Wall Street
“Diga olá para o meu amiguinho!”. O remake de “Scarface” ganhou um novo roteirista. Terence Winter, que escreveu “O Lobo de Wall Street” e da série “Vinyl” é o mais novo contratado da Universal para mexer na história da refilmagem. O quarto. A Universal planeja essa nova versão de “Scarface” há algum tempo, mas ainda não encontrou quem soubesse escrevê-la como imagina. O roteiro original foi escrito por David Ayer (“Esquadrão Suicida”), revisado por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”) e ainda teve uma terceira versão de Jonathan Herman, indicado ao Oscar 2016 pelo roteiro de “Straight Outta Compton: A História do NWA”. Inspirada na ascensão de Al Capone, a história já rendeu dois filmes cultuados: o original de 1931, dirigido por Howard Hawks e, segundo a lenda, aprovado pelo próprio Capone, e o remake de 1982, uma versão latina do gângster levada à extremos pelo diretor Brian De Palma. O enredo de ambas as versões centra-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto na versão dos anos 1980 era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. A ideia da refilmagem é adaptar os elementos em comum das produções anteriores e trazer a trama para os dias de hoje, dessa vez (possivelmente) tendo como protagonista um mexicano ou um negro. O projeto deve deslanchar agora, após ter definido, em agosto, seu diretor. Será Antoine Fuqua, cujo novo longa também é um remake, e um dos raros bem-sucedidos: “Sete Homens e um Destino”, que bateu recorde de arrecadação em sua estreia nos EUA. Ainda não há cronograma de produção nem previsão de estreia para o terceiro “Scarface”.
Johnny Depp embarca com grande elenco no remake de Assassinato no Expresso Oriente
Os atores Johnny Depp (“Alice Através do Espelho”), Michelle Pfeiffer (“Sombras da Noite”), Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Michael Pena (“Homem-Formiga”) e Judi Dench (“O Exótico Hotel Marigold”) embarcaram na nova versão de “Assassinato no Expresso Oriente”. A informação foi revelada pelo site da revista The Hollywood Reporter. O estúdio 20th Century Fox sempre pretendeu reunir um grande elenco na produção, para fazer justiça à obra, que já teve uma primeira adaptação cinematográfica dirigida por Sidney Lumet em 1974. O filme clássico, inclusive, rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Ingrid Bergman. Além da lendária atriz sueca, o elenco original incluía Albert Finney no papel do detetive Hercule Poirot, e os suspeitos Lauren Bacall, Jacqueline Bisset, Sean Connery, John Gielgud, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e Michael York. Nada menos que impressionante. A nova versão será dirigida e estrelada por Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”), que ainda aparecerá em cena no papel de Poirot. Publicado em 1934, o livro acompanha o detetive desvendar um assassinato cometido durante uma viagem do famoso trem Expresso do Oriente, onde não faltam suspeitos. A nova versão foi escrita por Michael Green (“Lanterna Verde”) e tem produção a cargo de Ridley Scott (diretor de “Perdido em Marte”) e Simon Kinberg (roteirista de “X-Men: Apocalipse”). A estreia está marcada para novembro de 2017.
O Lar das Crianças Peculiares é a maior estreia da semana, que ainda tem remake, continuação e até cult
A semana oferece boas opções de passatempo nos shoppings, com uma boa oferta de títulos juvenis, enquanto os lançamentos mais adultos ocupam o circuito limitado. “O Lar das Crianças Peculiares” tem o maior alcance, chegando a 753 salas, 528 delas em 3D. Trata-se de uma nova fábula sombria do diretor Tim Burton, cuja carreira é uma coleção de filmes para assustar crianças. Mas esta adaptação de conto infantil é mais “Batman” (1989) que “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005), com personagens superpoderosos e vilões. De fato, não deixa de ser uma versão de conto de fadas dos “X-Men”, em que crianças peculiares (mutantes) habitam e estudam numa mansão secreta, sob a proteção de uma mentora/professora, enquanto são caçadas por inimigos que as odeiam. O lançamento é simultâneo com os EUA, onde conquistou 61% da crítica no levantamento do site Rotten Tomatoes. Outra fábula encantada, “Meu Amigo, o Dragão”, tem praticamente metade dessa distribuição, ocupando 378 salas, sendo 292 em 3D. Remake de um clássico de 1977 da Disney, o filme atualiza a história com tecnologia e emoção, substituindo o dragão desenhado em 2D por uma criatura formidável da computação gráfica em 3D e eliminando as músicas da trama. O resultado torna a projeção mais palatável para o público moderno, sem perder a doçura de sua premissa original, sobre um menino criado por um dragão na floresta. A história mexe com arquétipos, que evocam tanto “Mogli, o Menino Lobo” quanto “E.T. – O Extraterrestre”, e curiosamente repete o mesmo tema do filme de Tim Burton, refletindo como adultos preconceituosos temem e atacam o que lhes parece diferente. É também a estreia da semana que obteve a melhor cotação da crítica americana, com 86% de aprovação. Duas comédias completam as programações dos shoppings. Em exageradas 465 salas, “Gênios do Crime” é um besteirol de Hollywood, baseado na história real de um assalto cometido por ladrões ineptos. O filme é dirigido por Jared Hess, que causou boa impressão em seu primeiro longa, “Napoleon Dynamite” (2005), e nunca mais repetiu o mesmo sucesso. Talvez por isso, “Gênios do Crime” seja basicamente um “Napoleon Dynamite” criminal, com medíocre 40% de aprovação. Ou, para situar entre o público brasileiro, uma longa esquete da trupe “Hermes e Renato” com o elenco metido naquelas perucas e roupas ridículas. Quer ver uma boa comédia de assalto real cometido por ladrões ineptos em roupas de outra época? “O Roubo da Taça” ainda está em cartaz. A segunda comédia é “O Bebê de Bridget Jones”, terceiro filme da franquia britânica, que chega 12 anos depois do último longa e sem fazer o mesmo sucesso nas bilheterias internacionais. Já prevendo isso, sua distribuição é pouco ambiciosa, em 238 salas. Renée Zellweger volta à pele de Bridget, desta vez encarando novos desafios da vida adulta: um divórcio e uma gravidez. Há ainda uma terceira comédia, a nacional “Um Homem Só”, que, por ser um pouquinho mais sofisticada que os habituais besteiróis cariocas, chega a apenas 53 telas. A sofisticação fica por conta das referências. Preso num casamento e num emprego que o tornam infeliz, o personagem de Vladimir Brichta encontra Mariana Ximenes e passa a sonhar com outra vida. E para resolver seus problemas apela para uma empresa misteriosa e picareta de clonagem humana, visando deixar “outro” ter sua vida chata. Ou seja, com elementos de “O Duplo”, o clássico de Fyodor Dostoevsky filmado inúmeras vezes (a mais recente em 2013, com Jesse Eisenberg), via o hi-tec de garagem – e os closes “oníricos” – de “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004), o filme se junta a “Entre Abelhas” (2015) no rol das comédias brasileiras recentes que escondem a falta de originalidade com verniz intelectual. É possível tratar até um tema batido de forma original, como mostra o drama peruano “A Passageira”, em dez salas. A partir do encontro casual entre um motorista de táxi, ex-militar que participou da repressão aos guerrilheiros do Sendero Luminoso, e uma passageira, ex-camponesa de origem indígena que sofreu abusos na infância, o filme aborda os traumas deixados pelo período das ditaduras sul-americanas. De forma curiosa, duas produções americanas de diretores famosos completam o circuito com a menor distribuição da semana. Em oito salas, “Stonewall – Onde o Orgulho Começou” tem direção de Roland Emmerich, cujo ultimo filme foi lançado no Brasil no estádio do Palmeiras – um certo “Independence Day: O Ressurgimento”. A diferença de tratamento se deve ao tema. Trata-se de um raro drama na carreira do rei das catástrofes cinematográficas, que também é gay assumido e, por isso, considerou necessário filmar os eventos que originaram a Parada do Orgulho LGBT. Entretanto, o filme foi mal-recebido pela crítica (9% no Rotten Tomatoes) e até entre a comunidade que pretendia homenagear, por banalizar e embranquecer os personagens reais dos conflitos de 1969. A mesma história já tinha sido filmada antes em tom de comédia, em “Stonewall” (1995), que foi mais bem-recebido (63%), mas seu retrato definitivo é o documentário “Stonewall Uprising” (2010). Por fim, em apenas três salas de São Paulo, estreia “Demônio de Neon”, de Nicolas Winding Refn, que já foi incensado por “Drive” (2011), filme premiado no Festival de Cannes. “Demônio de Neon” também foi exibido no festival francês, mas se trata de um terror. A trama traz Elle Fanning como uma bela garota do interior que chega a Los Angeles para ser modelo, entrando num mundo em que a beleza superficial esconde personalidades deformadas. O filme se diferencia por mostrar como comercial de perfume cenas que incluem, entre outros detalhes, vampirismo, canibalismo e necrofilia lésbica. Feito para chocar, definitivamente não agrada à maioria. Mas pode virar cult, como demonstra a divisão entre defensores e detratores que colecionou nos EUA, com 53% de aprovação no Rotten Tomatoes. Um “Fome de Viver” (1983) para o século 21?
Perdidos no Espaço: Molly Parker entra no remake da Netflix
A atriz Molly Parker (série “House of Cards”) entrou no elenco do remake de “Perdidos no Espaço”, atualmente em desenvolvimento na Netflix. Segundo o site Deadline, ela viverá Maureen Robinson, a mãe de Judy, Penny e Will. O caçula e a mais velha já foram escalados. O menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) vai viver Will Robinson e a adolescente Taylor Russell terá o papel de Judy. Com a revelação da mãe, fica claro que Judy, interpretada por uma atriz negra, será adotada nesta nova versão. O marido de Maureen também já está definido. O ator Toby Stephens, intérprete do temido Capitão Flint da série “Black Sails”, será o patriarca da família, John Robinson. O sobrenome dos personagens é uma referência ao clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na série original, criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha era substituída por outro planeta. A trama se passava no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. “Perdidos no Espaço” era transmitida pela rede americana CBS e durou três temporadas, terminando depois de 83 episódios, devido a um misto de baixa audiência e corte de custos, sem nunca trazer resolução para sua trama. Mesmo assim, acabou ganhando inúmeras reprises na programação televisiva de todo o mundo, virando um fenômeno cult, que inspirou quadrinhos, brinquedos e até um filme em 1998. O remake está sendo escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A previsão é que estreie na Netflix apenas em 2018.
Diretor de Mogli vai filmar remake “com atores” de O Rei Leão
Depois do sucesso de “Mogli, O Menino Lobo”, Jon Favreau vai comandar outro remake de um clássico animado da Disney: “O Rei Leão”. Assim como no filme anterior, a nova adaptação será um longa de “live-action”, ou seja, com “atores reais” — ainda que, neste caso, o conceito seja atípico, já que a trama original de “O Rei Leão” não conta com nenhum ser humano. Em comunicado, a Disney afirmou que o novo projeto é mais uma adição à lista de longas que “reimaginam os seus clássicos para um público contemporâneo”, como “Alice no País das Maravilhas” (2010), “Malévola” (2014) e “Cinderela” (2015), além do próprio “Mogli”, cuja continuação já está sendo produzida. Favreau também dirigiu o primeiro “O Homem de Ferro” (2008), que lançou o estúdio Marvel como um dos mais bem-sucedidos da atualidade, despertando, por coincidência, o interessa da própria Disney – que comprou a Marvel em 2009. Sua versão de “Mogli” é um dos maiores sucesso do ano, com US$ 965 milhões de bilheteria mundial. É provável que seu “O Rei Leão” se utilize da mesma tecnologia de captura de performance e animação computadorizada de “Mogli”, responsável pela criação de animais bastante realistas na produção, ainda que falantes, como é o caso da história do leão Simba. Outra alternativa seria a via teatral, de colocar atores fantasiados como no musical da Broadway baseado na animação. Por sinal, o musical “O Rei Leão” foi um dos maiores sucessos da Broadway dos últimos anos. O filme “live action” ainda não tem previsão de estreia.
Jumanji: Veja a primeira foto de Nick Jonas na continuação da aventura dos anos 1990
O astro Dwayne Johnson (“Velozes & Furiosos 7”) divulgou uma nova foto de “Jumanji” em seu Instagram, desta vez posando ao lado de Nick Jonas (série “Kingdom”) para dar as “boas-vindas oficiais” ao cantor/ator na produção. “E ironicamente quem mais canta no set é Jack Black”, ele brincou, no texto que acompanha a imagem. Continuação da aventura clássica homônima, estrelada por Robin Williams em 1995, o filme ainda inclui em seu elenco o citado Jack Black (“Goosebumps”), Kevin Hart (“Policial em Apuros”) e Karen Gillan (da série “Doctor Who” e de “Guardiões da Galáxia”). Com direção de Jake Kasdan (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”), o filme tem estreia marcada para 27 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Cegonhas tira Pets do topo das bilheterias brasileiras após quatro semanas
A animação “Cegonhas – A História que Não te Contaram” estreou em 1º lugar no Brasil, depois de quatro semanas de domínio de “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”, com R$ 4,9 milhões de arrecadação. A animação dos bichinhos de estimação, por sua vez, acabou desabando para 4º lugar, atrás de dois outros lançamentos. O western “Sete Homens e um Destino” abriu em 2º lugar, com R$ 3,5 milhões, refletindo a distribuição do filme no país. Enquanto “Cegonhas” dominou o circuito, com distribuição em 807 salas, o longa estrelado por Denzel Washington abriu em 340 salas. A diferença de distribuição de cerca 60% entre um e outro definiu a ordem de faturamento nas bilheterias. Nos EUA, porém, aconteceu o contrário, com “Sete Homens e um Destino” batendo recorde de arrecadação, enquanto “Cegonhas” se encolheu em 2º lugar. Curiosidades do mercado internacional. O 3º lugar ficou com a estreia do besteirol “Tô Ryca”, quarto filme brasileiro recente a contar a história do pobre (no caso, a pobre) que fica rica de uma hora para outra, após “Até que a Sorte nos Separe” (2012), “Vai que Cola: O Filme” (2015) e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Fez R$ 3,2 milhões. Mas vale observar que chegou em mais salas que “Sete Homens e um Destino”. O Top 10 ainda registra a permanência de mais duas comédias nacionais, “Um Namorado para Minha Mulher” e “Desculpe o Transtorno”, respectivamente em 8º e 9º lugares.
Ator da série Black Sails será John Robinson no remake de Perdidos no Espaço
O ator Toby Stephens, intérprete do temido Capitão Flint da série “Black Sails”, vai comandar outro tipo de nave em sua próxima série. Ele será o capitão da nave espacial Júpiter 2, como o patriarca da família Robinson no remake da série “Perdidos no Espaço”, em desenvolvimento pela Netflix. Stephens irá interpretar John Robinson, personagem que foi vivido por Guy Williams na série clássica dos anos 1960 e por William Hurt na versão cinematográfica de 1998. Junto com Stephens, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) foi escalado como o garoto Will Robinson. A nova família Robinson já contava com a atriz Taylor Russell, contratada na semana passada para o papel de Judy. Havia dúvida sobre se o remake iria trazer uma família Robinson negra, tendo em vista a escalação de Taylor, a primeira atriz contratada. Fica agora a dúvida: ou sua personagem foi alterada de forma a ser adotada ou, dependendo da escalação da mãe, este passou a ser o caso de Will – numa solução mais improvável, à la “Quarteto Fantástico” (2015). A série original foi criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen, o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”. A trama se passava no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. “Perdidos no Espaço” era transmitida pela rede americana CBS e durou três temporadas, terminando depois de 83 episódios, devido a um misto de baixa audiência e corte de custos, sem nunca trazer resolução para sua trama. Mesmo assim, acabou ganhando inúmeras reprises na programação televisiva de todo o mundo, virando um fenômeno cult, que inspirou quadrinhos, brinquedos e até um filme em 1998. O remake está sendo escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior e mais reciclado que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A previsão é que estreie na Netflix apenas em 2018.
Bilheteria: Sete Homens e um Destino tem a melhor estreia de um western em todos os tempos
A combinação de Denzel Washington e Chris Pratt se provou imbatível. A estreia de “Sete Homens e um Destino” não só assumiu a liderança das bilheterias da América do Norte (EUA e Canadá) como teve um desempenho raro para o gênero do western. Os US$ 35 milhões apurados no final de semana podem até parecer pouco, diante das aberturas dos filmes de super-heróis, mas, entre os western assumidos, nem “Django Livre” (2012) fez tanto, abrindo com US$ 30 milhões. Remake de um clássico de 1960, “Sete Homens e um Destino” também superou o lançamento de outro remake bem-sucedido do gênero, “Bravura Indômita” (US$ 24 milhões em seu primeiro fim de semana em 2010). E se considerar que o outro western de sucesso desta década, “O Regresso” (2015), teve estreia limitada para se adequar ao calendário do Oscar, o filme dirigido por Anton Fuqua registrou os melhores primeiros três dias do gênero em todo o século e, sacrilégio supremo, de todos os tempos – desconsiderando, claro, a inflação e relevando os preços baixos dos ingressos do século passado. Outro detalhe interessante da liderança de “Sete Homens e um Destino” é que Denzel Washington está perto de completar uma década como chamariz de bilheterias. Desde 2007, quando lançou “O Grande Debate”, todos os filmes do ator tiveram estreias acima dos US$ 20 milhões. E neste filme ele se junta à estrela em ascensão Chris Pratt, cujos dois filmes anteriores somaram juntos quase US$ 2,5 bilhões mundialmente – “Guardiões da Galáxia” (2014) e “Jurassic World” (2015). O 2º lugar ficou com outra estreia, a animação “Cegonhas”, com US$ 21,8 milhões. Curiosamente, os dois filmes também foram lançados no Brasil neste fim de semana, mas com uma diferença enorme de tratamento no país. Enquanto “Cegonhas” dominou o circuito, com distribuição em 807 salas, o western ficou com cerca de 40% disso, em 340 salas. O desempenho nas bilheterias nacionais deve refletir essa distribuição. Completa o pódio o drama “Sully – O Herói do Rio Hudson”, de Clint Eastwood, que liderou a venda de ingressos na América do Norte pelos últimos dois fins de semana. A produção estrelada por Tom Hanks, arrecadou mais 13,8 milhões para a Warner Bros. Os Top 5 ainda inclui arrecadações modestas de “O Bebê de Bridget Jones” (US$ 4,5 milhões) e “Snowden” (US$ 4,1 milhões), que apesar do investimento em marketing do primeiro e da expectativa gerada pelo segundo não conseguiram engajar o grande público. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 35 milhões Total EUA: US$ 35 milhões Total Mundo: US$ 35 milhões 2. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 21,8 milhões Total EUA: US$ 21,8 milhões Total Mundo: US$ 40,1 milhões 3. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 92,3 milhões Total Mundo: US$ 126,8 milhões 4. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 16,4 milhões Total Mundo: US$ 83,5 milhões 5. Snowden Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 15,1 milhões Total Mundo: US$ 15,1 milhões 6. Bruxa de Blair Fim de semana: US$ 3,9 milhões Total EUA: US$ 16,1 milhões Total Mundo: US$ 21 milhões 7. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 81,1 milhões Total Mundo: US$ 120,3 milhões 8. Esquadrão Suicida Fim de semana: US$ 3,1 milhões Total EUA: US$ 318,1 milhões Total Mundo: US$ 731,7 milhões 9. When the Bough Breaks Fim de semana: US$ 2,5 milhões Total EUA: US$ 26,6 milhões Total Mundo: US$ 26,8 milhões 10. Kubo e as Cordas Mágicas Fim de semana: US$ 1,1 milhões Total EUA: US$ 45,9 milhões Total Mundo: US$ 58,5 milhões
Jumanji: Karen Gillan causa na internet com foto do filme e precisa explicar a piada
A primeira imagem oficial da nova versão de “Jumanji” (veja acima) virou trending topic, mas por um motivo inesperado pela produção: o figurino de Karen Gillan (da série “Doctor Who” e de “Guardiões da Galáxia”). Ela aparece em um modelito extremamente sensual, de shorts curto, camiseta baby look e barriguinha sarada de fora, enquanto Dwayne Johnson (“Velozes e Furiosos 7”), Jack Black (“Goosebumps”) e Kevin Hart (“Policial em Apuros”) se apresentam bem mais vestidos e paramentados. Nestes tempos politicamente corretos, a crítica foi tão feroz que a própria Gillian decidiu usar o Twitter para explicar. “Sim, estou usando roupas de tamanho infantil e, SIM, existe um motivo. A recompensa vale a pena, prometo”, declarou a atriz, adiantando uma das piadas da trama. O astro Dwayne Johnson também se pronunciou sobre o assunto em seu Instagram: “Nossa roupa da selva fará sentido quando vocês conhecerem a narrativa. Acreditem em mim”, postou o ator na rede social a respeito do visual. Curiosamente, Karen já teve um problema com o tamanho das suas roupas antes. Quando estreou como Amy Pond na série “Doctor Who”, em 2010, a atriz escocesa incomodou os conservadores britânicos por aparecer de minissaia nos primeiros episódios. Nem no auge dos anos 1960, quando a minissaia teve seu auge, companheiras do Doctor Who tinham mostrado tanto na série, e isso deixou os velhinhos da BBC perturbados. Resultado: deram uma calça jeans para ela gravar os demais episódios e casaram Amy rapidinho com o namorado (Arthur Darvill, atualmente na série “Legends of Tomorrow”). Apesar de ter o mesmo título do longa de 1995, “Jumanji” não será um remake, mas uma continuação da aventura clássica estrelada por Robin Williams. A direção é de Jake Kasdan (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”) e a estreia está marcada para 27 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Jumanji: Dwayne Johnson e Kevin Hart divulgam vídeos dos bastidores
Os atores Dwayne Johnson (“Velozes & Furiosos 7”) e Kevin Hart (“Policial em Apuros”) divulgaram nas redes sociais vídeos dos bastidores da filmagem de “Jumanji”, que apesar de ter o mesmo título não será um remake, mas uma continuação da aventura clássica dos anos 1990, originalmente estrelada por Robin Williams. O elenco da produção também inclui Jack Black (“Goosebumps”), que aparece no vídeo de Hart, além de Karen Gillan (da série “Doctor Who” e de “Guardiões da Galáxia”) e Nick Jonas (série “Scream Queens”). A direção é de Jake Kasdan (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”) e a estreia está marcada para 27 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. My character's one of the greatest explorers in the world and I'm deep in the jungles of #Jumanji and discovering new land.. never mind @hhgarcia41 ruined the damn shot.? #OnLocation #Hawaii #Welcome2Jumanji Um vídeo publicado por therock (@therock) em Set 22, 2016 às 9:28 PDT Having a amazing time on set with Jack Black & @therock ….There is never a dull moment lmao!!!! P.S the bugs are whooping me & @karengillanofficial ass!!!! #Jumanji #SetLife Um vídeo publicado por Kevin Hart (@kevinhart4real) em Set 22, 2016 às 9:45 PDT
Nova versão de MacGyver estreia com recorde de audiência na TV americana
Primeira grande estreia da temporada na TV aberta americana, a volta de MacGyver mostrou que o personagem continua fazendo o impossível diante de situações complicadas. Lançado no pior horário da semana, às 20h de sexta, o reboot da série clássica estourou em audiência, batendo recorde de público na rede CBS. Foram nada menos que 10,9 milhões de telespectadores sintonizados em seu episódio inicial, o que representou a melhor estreia da CBS em mais de uma década – desde “Ghost Whisperer”, em 2005. A sintonia elevada também destruiu o recorde de audiência das sexta-feiras no canal, que pertencia à “Blue Blood”. “MacGyver” surpreendeu até quando comparado com os outros dias da semana e os programas tradicionais da emissora, respondendo pela melhor audiência geral do canal em quatro anos. Mesmo sem agradar a crítica (apenas 22% de aprovação no site Rotten Tomatoes), seu sucesso representou mais um reconhecimento do toque de midas do diretor James Wan (“Invocação do Mal”), que parece ser incapaz de fracassar. Ele voltou às histórias de ação com a série, após estrear no gênero com o filme “Velozes e Furiosos 7” (2005). Mas além de produzir a atração, também deixou sua marca pessoal, dirigindo o primeiro episódio – este que arrebentou a audiência. Redesenvolvido por Peter Lenkov (produtor-roteirista de “Havaii Five-0”), o reboot traz, além do protagonista, diversos coadjuvantes, que formam uma equipe de especialistas – inclusive o especialista em ser “o melhor amigo”. Ou seja, desta vez MacGyver não conta apenas com fita adesiva, chiclete e papel alumínio para enfrentar os perigos do século 21. O elenco traz Lucas Till (“X-Men: Apocalipse”) como uma versão mais jovem de MacGyver, George Eads (série “CSI”) como o fortão e sniper da equipe, Tristin Mays (série “The Vampire Diaries”) como a hacker, Justin Hires (série “Rush Hour”) como o melhor amigo e Sandrine Holt (série “Fear the Walking Dead”) como a chefe da agência secreta, que define as missões da equipe. Ainda não há previsão para a estreia de “MacGyver” no Brasil.











