Vingadores: Ultimato vai voltar ao cinema com cenas inéditas para superar Avatar
A Marvel resolveu dar o empurrãozinho que faltava para “Vingadores: Ultimato” ultrapassar a arrecadação de “Avatar” e se tornar o filme de maior bilheteria de todos os tempos. O estúdio de super-heróis da Disney anunciou que o filme será relançado nos cinemas com cenas inéditas. Foi o próprio presiente da Marvel Studios, Kevin Feige, quem revelou a novidade, em entrevista ao site ComicBook. “Vamos fazer isso. Não sei se foi anunciado. Mas sim, vamos fazer isso no próximo fim de semana”, disse o executivo. Depois, em entrevista ao Screen Rant, ele explicou que as novas cenas serão incluídas ao fim do longa. “Depois dos créditos, haverá uma cena deletada, uma pequena homenagem, e algumas surpresas”. O filme original não teve cenas pós-créditos, tornando-se uma exceção neste sentido entre as produções da Marvel. A nova versão de “Vingadores: Ultimato” chegará aos cinemas antes do lançamento de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, cuja história funcionará como um epílogo para a saga que o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU, na sigla em inglês) construiu ao longo dos últimos 11 anos. Ainda não foi divulgado se o relançamento de “Vingadores: Ultimato” com cenas extras será exclusivo do mercado americano ou se chegará também em outros países. A Disney ainda não se manifestou sobre o assunto no Brasil. Lançado no final de abril, “Vingadores: Ultimato” é o segundo filme mais visto do mundo desde o dia 5 de maio, quando superou “Titanic”. Atualmente, está a menos de US$ 50 milhões da marca do líder do ranking, “Avatar”. Até o momento, o longa da Marvel já acumulou US$ 2,743 bilhões nas bilheterias mundiais, enquanto “Avatar” somou US$ 2,788 bilhões. Mas a produção dos super-heróis desacelerou seu avanço em meio às últimas estreias de cinema, que passaram a ocupar as salas que estavam exibindo o longa. Talvez não conseguisse ultrapassar a sci-fi 3D de James Cameron sem o incentivo que a Marvel está planejando. De todo modo, a ideia não é exatamente uma novidade. Tanto “Titanic” quanto “Avatar” tiveram relançamentos nos cinemas. No caso de “Titanic”, o longa voltou numa versão 3D em 2012. Já “Avatar” acrescentou 9 minutos de cenas extras em 2010, poucos meses após sua estreia original.
Nasce uma Estrela vai voltar aos cinemas em versão estendida com música inédita
Depois da vitória da canção “Shallow” no Oscar 2019 – e de mais um choro de Lady Gaga numa premiação – , “Nasce Uma Estrela”, vai retornar aos cinemas americanos com uma música inédita. Será uma versão estendida com 12 minutos adicionais, boa parte deles ocupado para inclusão da canção “Clover”, cantada por Lady Gaga e Bradley Cooper. Outras cenas extras trazem versões estendidas de músicas como “Black Eyes” (que abre o filme), “Alibi” (cantada por Cooper) e até da cena em que Ally (Gaga) mostra “Shallow” pela primeira vez a Jackson (Cooper), no estacionamento de um supermercado. Outro momento originalmente cortado do filme, que vai retornar nesta nova versão, é a performance de “Is That Alright?” durante o casamento dos protagonistas. Ainda não há informações sobre a possível distribuição da versão estendida no Brasil. Mas essa edição provavelmente ganhará lançamento em Blu-ray.
Dupla Explosiva completa três semanas na liderança das bilheterias da América do Norte
“Dupla Explosiva” manteve o 1º lugar pelo terceiro fim de semana consecutivo na América do Norte, surpreendendo seu próprio estúdio, graças à falta de grandes estreias de Hollywood. A ausência de blockbusters resultou na pior arrecadação deste século no feriado do Dia do Trabalho norte-americano. Na verdade, desde 1990 o feriadão não rendia tão pouco para a indústria cinematográfica, segundo levantamento do site Box Office Mojo. A comédia de ação estrelada por Samuel L. Jackson e Ryan Reynolds já soma US$ 54,9 milhões no mercado doméstico, um grande resultado para a Lionsgate, que investiu US$ 29 milhões em sua produção. Com um diretor de filmes B (fez “Os Mercenários 3”) e história batida (derivada de “Fuga à Meia-Noite”, de 1988), o filme foi rejeitado pela crítica (40% de aprovação no Rotten Tomatoes), mas, desde que entrou em cartaz, seus concorrentes conseguiram ser ainda mais fracos. A maior estreia da semana foi o relançamento do clássico sci-fi “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977). Distribuído em 900 cinemas, fez US$ 1,8 milhões e abriu em 13º lugar. Um desempenho bem melhor que o romance de época “Amor e Tulipas”, segunda maior estreia, que chegou em 765 salas e rendeu US$ 1,2 milhões. O desapontador 23º lugar ainda refletiu críticas extremamente negativas (só 11% de aprovação), que já viraram tendência na coleção de fiascos recentes estrelados por Dane DeHaan (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”). Para se ter ideia, até o piloto da série “Inhumans”, exibido em 393 telas de IMAX, rendeu mais: US$ 1,5 milhão e um 18º lugar. Ainda sem índice de aprovação, a atração também está rendendo críticas pesadas. Diante deste cenário árido, o Top 5 se manteve quase inalterado, com “Annabelle 2 – A Criação do Mal” inclusive repetindo a mesma arrecadação da semana anterior: US$ 7,3 milhões, em 2º lugar. A maior novidade no ranking foi o crescimento do thriller indie “Terra Selvagem”, que ampliou seu circuito para 2,6 mil telas e pulou para o 3º lugar. Escrito e dirigido por Taylor Sheridan, o filme recebeu o prêmio de Melhor Direção na mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes 2017, poucos meses após Sheridan ser indicado ao Oscar como Roteirista, por “A Qualquer Custo”. O elenco é liderado por Jeremy Renner e Elizabeth Olsen (ambos de “Vingadores: Era de Ultron”), como um caçador local e uma agente do FBI, que se unem para investigar o assassinato de uma jovem numa reserva indígena. Tem 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas, infelizmente, só vai chegar ao Brasil daqui a dois meses, em 2 de novembro. Confira abaixo o desempenho dos 10 filmes de maior bilheteria neste fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Dupla Explosiva Fim de semana: US$ 10,2 milhões Total EUA: US$ 54,9 milhões Total Mundo: US$ 54,9 milhões 2. Annabelle 2: A Criação do Mal Fim de semana: US$ 7,3 milhões Total EUA: US$ 88,9 milhões Total Mundo: US$ 253,3 milhões 3. Terra Selvagem Fim de semana: US$ 5,8 milhões Total EUA: US$ 18,2 milhões Total Mundo: US$ 18,2 milhões 4. A Bailarina Fim de semana: US$ 4,8 milhões Total EUA: US$ 11,3 milhão Total Mundo: US$ 94,4 milhões 5. Roubo em Família Fim de semana: US$ 4,4 milhões Total EUA: US$ 21,4 milhões Total Mundo: US$ 24,6 milhões 6. Dunkirk Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 178,7 milhões Total Mundo: US$ 458,7 milhões 7. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 3,6 milhões Total EUA: US$ 324 milhões Total Mundo: US$ 746,1 milhões 8. Emoji: O Filme Fim de semana: US$ 2,4 milhões Total EUA: US$ 80,3 milhões Total Mundo: US$ 159,5 milhões 9. Meu Malvado Favorito 3 Fim de semana: US$ 2,3 milhões Total EUA: US$ 257,8 milhões Total Mundo: US$ 993,9 milhões 10. 6. Girls Trip Fim de semana: US$ 2,3 milhões Total EUA: US$ 111,5 milhões Total Mundo: US$ 125,8 milhões
Netflix vai relançar as séries da Marvel com nova tecnologia
A Netflix vai relançar as séries da Marvel com uma nova tecnologia, que irá torná-las mais nítidas e realçar suas cores. A plataforma vai aplicar um processo chamado HDR (High Dynamic Range) para tratar as imagens das séries, e disponibilizou um vídeo legendado explicando a inovação. “Demolidor” será a primeira atração a passar por esse tratamento, seguida por “Jessica Jones” e “Luke Cage”. Todas terão relançamento no serviço de streaming com imagens mais vívidas. Já “Punho de Ferro”, prevista para março, será a primeira a estrear com a aplicação da nova tecnologia. Confira o vídeo abaixo para verificar a diferença.
70 anos de David Bowie será marcado pelo relançamento de O Homem que Caiu na Terra nos cinemas brasileiros
Na semana em que completaria 70 anos, David Bowie (1947-2016) será homenageado com o relançamento de seu principal trabalho cinematográfico. A Zeta Filmes vai distribuir a versão restaurada de “O Homem que Caiu na Terra” (1976), em que Bowie vive um alienígena. O cientista alienígena Thomas Jerome Newton foi o primeiro grande papel de Bowie no cinema. O personagem é um milionário excêntrico e recluso de uma empresa tecnológica que faz diversos avanços científicos, com o objetivo secreto de conseguir criar uma nave espacial que o leve de volta à sua família em outro planeta. O diretor Nicolas Roeg selecionou Bowie após o cantor ter incorporado um alienígena no palco: Ziggy Stardust, de cabelo incandescente. Mas o visual de Newton também foi marcante. Pálido, magro e andrógino, acabou acompanhando Bowie por um bom tempo, durante a fase mais criativa de sua carreira. Não por acaso, imagens do filme ilustraram as capas de dois de seus álbuns da época: “Station to Station” (1976) e “Low” (1977). A conexão com seus discos foi uma forma de compensar o fato de “O Homem que Caiu na Terra” não trazer nenhum música do cantor, devido a questões contratuais. Por curiosidade, a trilha foi composta por John Phillips, da banda The Mamas & the Papas, Mick Taylor, guitarrista dos Rolling Stones, e Stomu Yamashta, percussionista do supergrupo progressista Go (que incluía Steve Winwood, Al Di Meola, Klaus Schulze e Michael Shrieve). E nunca foi lançada em disco. Bowie ainda voltou a fazer referência ao filme em um de seus últimos clipes, “The Stars (Are Out Tonight)”, de 2013. Mas a influência de “O Homem que Caiu na Terra” não se resumiu à trajetória do próprio cantor. Até o escritor de ficção científica Philip K. Dick (autor das histórias que viraram “Blade Runner”, “Minority Report” e a série “The Man in the High Castle”) foi inspirado pelo filme para escrever seu romance “Valis”. David Bowie faria 70 anos em 8 de janeiro. O filme voltará aos cinemas em 12 de janeiro. A data também marca um ano da morte do cantor, que faleceu em 10 de janeiro de 2016. Veja abaixo o trailer legendado da versão restaurada.
Estranhos no Paraíso permanece marcante após mais de 30 anos
“Estranhos no Paraíso”, que volta aos cinemas em cópia remasterizada, costuma ser louvado como um dos filmes mais importantes do cinema indie dos anos 1980. O longa de 1984 de Jim Jarmusch marcou época com sua fotografia em preto e branco, cenas paradas e fade to blacks mais demorados do que o normal, passando uma sensação de estranheza e charme bem próprios. Mas em meio ao incômodo, causado também pelo modo como se comportam os personagens naquele cenário um tanto desolado, o filme é muito engraçado. Já foi notado que a situação de seus três personagens se compara a de pessoas vivendo em uma espécie de purgatório, de onde não conseguem escapar. Mesmo Eva (a ótima Ezter Balint), a húngara que chega aos Estados Unidos e se depara com aquele lugar imerso em tédio, não consegue evitar a situação, por mais que tente ter uma atitude mais ativa e positiva diante da vida. O problema é que sua energia parece sugada pelos dois rapazes a seu lado, que mais parecem mortos-vivos, cada um à sua maneira. O filme pode ser visto como uma crítica ao american way of life, mas Jarmusch vai além disso. Até em seus filmes mais recentes, o tédio e a falta de sentido na vida afetam personagens tão distintos quanto o cansado mulherengo vivido por Bill Murray em “Flores Partidas” (2005) e os vampiros existencialistas de “Amantes Eternos” (2013). Portanto, o incômodo de estar vivo parece uma tendência no cinema do diretor. Mas há algo que diferencia “Estranhos no Paraíso” dos demais longas do diretor, que é a forma. A forma dá substância ao conteúdo, ao fiapo de trama. O filme é composto de vários planos-sequência, filmados em preto e branco granulado, em que a câmera quase nunca sai do lugar. E na maioria das vezes fica confinada em espaços fechados, com os personagens assistindo televisão, principalmente. Mesmo quando eles vão ao cinema, o ar de cansaço ou de frustração com a vida está presente – a não ser pelo olhar bobão do personagem de Richard Edson, melhor amigo do protagonista Willie (o músico John Lurie). Poderia falar da tendência que retrata os personagens masculinos como idiotas, na velha tradição das obras de John Cassavetes – e assim como Cassavetes foi o rei do cinema indie americano nos anos 1960-70, pode-se dizer o mesmo de Jarmusch nos 1980-90 – , mas será essa a intenção do diretor? Talvez não. É palpável o carinho do cineasta por esses personagens. O ódio ou o desprezo podem surgir do julgamento do espectador, o que é natural. Faz parte da quebra de expectativas que o filme propõe. Uma subversão com mais de 30 anos e que ainda consegue instigar a imaginação.
James Cameron anuncia relançamento de O Exterminador do Futuro 2 em 3D
James Cameron resolveu lembrar a Hollywood como se faz um filme do “Exterminador do Futuro”. O cineasta anunciou que se juntou aos estúdios DMG Entertainment e Studiocanal para relançar nos cinemas do mundo inteiro uma versão 3D de “O Exterminador do Futuro 2” em 2016. Segundo o site The Hollywood Reporter, o principal alvo deste relançamento é o mercado chinês, o segundo maior do mundo e onde o recente “Exterminador do Futuro: Genesis” teve sua melhor bilheteria internacional – US$ 112.8 milhões. Além deste detalhe, o segundo filme da saga de viagem no tempo nunca foi lançado na China. “No ano que vem, ‘Exterminador do Futuro 2’ completa 25 anos e pareceu ser o momento certo de trazê-lo de volta, só que agora com uma versão nova em 3D. Se você não viu, esta será a versão que você vai querer ver e lembrar”, contou Cameron. O filme de 1991 marcou época por trazer Arnold Schwarzenegger como um exterminador bonzinho, introduzir pela primeira vez o futuro líder da humanidade John Connor e incluir efeitos especiais revolucionários para a época. Depois disso, a franquia ainda rendeu mais três filmes, que não fizeram o mesmo sucesso, além de uma série de TV, todos sem a participação de Cameron, que recuperará os direitos dos personagens, por contrato, em 2019.






