Umberto Magnani (1941 – 2016)
Morreu o ator Umberto Magnani, que estava no ar como o padre Romão na novela “Velho Chico”. Ele sofreu um AVC hemorrágico na segunda (25/4), dia de seu aniversário de 75 anos, enquanto gravava a novela, chegou a passar por uma cirurgia e estava em coma, no Hospital Vitória, no Rio, onde faleceu nesta quarta-feira (27/4). “Ele estava em um momento lindo da carreira. Para alguns aconteceu da melhor forma possível. Ele apagou e não sentiu nada. Estava com um personagem lindo, fazendo sucesso”, disse a atriz Isadora Ferrite, com quem Magnani atuava no teatro. Magnani era um dos poucos atores que participavam das duas fases da novela das 21h. Na trama, seu personagem religioso era o grande conselheiro de Santo (Domingos Montagner). Nos próximos capítulos da história, Romão incentivaria o presidente da cooperativa a lutar pela população de Grotas de São Francisco. A assessoria de comunicação da Rede Globo informou na tarde de terça-feira que um novo padre, interpretado por Carlos Vereza, assumirá a paróquia de Grotas do São Francisco na trama. A Record, emissora na qual o ator também está no ar, com a reprise de “Chamas da Vida”, lamentou a morte em nota oficial: “Externamos nossa solidariedade à família, aos amigos e fãs de Umberto Magnani”. Nascido em 1941 em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior paulista, Umberto Magnani começou sua extensa carreira no teatro, após ingressar na Escola de Artes Dramáticas (EAD) em 1965. Em 1968, ele trabalhou com Ruth Escobar e chegou a substituir Antonio Fagundes no Teatro de Arena, na peça “Primeira Feira Paulista de Opinião”, de Lauro César Muniz. Sua estreia em novelas aconteceu na primeira versão de “Mulheres de Areia”, exibida pela TV Tupi em 1973. No cinema, debutou em “Chão Bruto” (1977), dirigido por Dionísio Azevedo e estrelado por Regina Duarte, a quem encontraria várias vezes ao longo da carreira. Ele chegou na Globo em 1982, quando participou de um episódio do programa “Caso Verdade” e apareceu em duas novelas consecutivas, “Sétimo Sentido” (1982) e “Razão de Viver” (1983). Fez ainda pequenos papeis nas minisséries de época “Anarquistas, Graças a Deus” (1982), “Grande Sertão: Veredas” (1985) e “Memórias de um Gigolô” (1986). Mas só foi se destacar em produções da breve TV Manchete, onde coestrelou o seriado “Joana” (1984), como ex-marido da protagonista Regina Duarte, e a minissérie “Rosa dos Rumos” (1990), na qual viveu seu maior vilão televisivo. Paralelamente ao trabalho televisivo, Magnani fez filmes, como os clássicos “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral, e “Kuarup” (1989), de Ruy Guerra, e consagrou-se no teatro, recebendo duas vezes o Troféu Mambembe, por sua atuação nas peças “Lua de Cetim” e “Às Margens do Ipiranga”, e duas o Prêmio Governador do Estado, também por “Às Margens do Ipiranga” e “Nossa Cidade”. Seu último trabalho nos palcos foi a peça “Elza e Fred”, na qual foi protagonista ao lado de Suely Franco. O espetáculo ficou em cartaz entre 2014 e 2015. Além de atuar, Magnani ocupou importantes cargos públicos. De 1977 a 1990, ele foi diretor regional da Fundação Nacional de Artes Cênicas, do Ministério da Cultura, e presidente da Comissão de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1985. O trabalho institucional acabou lhe tirando de cena, rendendo uma pausa de mais de uma década no cinema, só foi interrompida na vidada do século com “Cronicamente Inviável” (2000), “Cristina Quer Casar” (2003), “Quanto Vale ou É por Quilo?” (2005) e “Os Inquilinos” (2009). Após sair do Ministério da Cultura, ele integrou o elenco de diversas novelas da Globo escritas por Manoel Carlos, como “Felicidade” (1991), “História de Amor” (1996), “Páginas da Vida” (2006) e até a minissérie “Presença de Anita” (2001). Fez também “Alma Gêmea” (2005), de Walcyr Carrasco, e o remake de “Cabocla” (2004), de Benedito Ruy Barbosa, autor de “Velho Chico”. Nos últimos anos, vinha mostrando seu talento na Record, onde atuou nas novelas “Chamas da Vida” (2008), “Ribeirão do Tempo” (2010), “Máscaras” (2012), “Balacobaco” (2012) e a minissérie bíblica “Milagres de Jesus” (2014). Ele ainda participou de duas novelas do SBT, “Éramos Seis” (1994) e “Amigas e Rivais” (2007). Magnini tinha recém-retornado à Globo, justamente para fazer “Velho Chico”, após dez anos longe da emissora.
Os Dez Mandamentos se torna o filme brasileiro com mais ingressos vendidos
“Os Dez Mandamentos — O Filme”, versão para o cinema da novela da Record, ultrapassou o público de “Tropa de Elite 2” (2010) e se tornou o filme brasileiro com mais ingressos vendidos em todos os tempos. No último fim de semana, “Os Dez Mandamentos” atingiu a venda de 11,216 milhões ingressos, segundo o site de análise de mercado Filme B, superando os 11,146 milhões de “Tropa 2” (números da Ancine). Em 3º lugar, está “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1976), de Luiz Carlos Barreto. A impressionante bilheteria de “Os Dez Mandamentos”, entretanto, vem acompanhada por polêmica, devido ao fato de algumas sessões, completamente vendidas, não terem lotado e da distribuição de ingressos em cultos. Segundo a Igreja Universal, grupos voluntários e projetos beneficentes apoiaram o lançamento para que o público em geral tivesse a oportunidade de assistir ao filme. Até a tarde desta terça-feira (12/4), a renda acumulada de “Os Dez Mandamentos” era de R$ 116 mil, o que o coloca no topo do ranking da bilheteria de 2016 – à frente de blockbusters de Hollywood como “Deadpool” e “Batman vs Superman”. O sucesso de “Os Dez Mandamentos” também se estende a outros negócios, como a venda de seus direitos de exibição para canais pagos de filmes – acordo inédito para uma produção que iniciou sua trajetória como novela. E ao lançamento, na televisão, de “Dez Mandamentos – Segunda Temporada”, nova fase da novela, que estreou na semana passada com aumento de 56% na audiência em relação à estreia da produção original. Além disso, deu origem à Record Filmes, braço cinematográfico da Record, que deverá se tornar uma alternativa de parceria para cineastas como a Globo Filmes.
Os Dez Mandamentos ganhará nova versão nos cinemas, com cenas inéditas para a Páscoa
O filme “Os Dez Mandamentos” vai ganhar uma nova versão especialmente para a exibição durante o fim de semana da Páscoa, que terá duração maior e a inclusão de cenas inéditas da 2ª temporada da novela. A informação foi divulgada durante o programa jornalístico “Domingo Espetacular”, na rede Record, responsável pela produção. A nova versão entra em cartaz na quinta-feira (24/3), véspera da Sexta-Feira Santa. Atualmente, “Os Dez Mandamentos – O Filme” soma 8,3 milhões de ingressos vendidos, consagrando-se como a terceira maior bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos – atrás apenas de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (10,7 milhões) e “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” (11,1 milhões). Dirigido por Alexandre Avancini, o filme condensa a história da novela de 2015, acompanhando Moisés (Guilherme Winter), o órfão judeu que cresce como príncipe do Egito, mas volta-se contra sua família adotiva em favor do sofrido povo de Israel, que ele conduz à libertação, com a ajuda de Deus.
Record desenvolve sua primeira série de terror, baseada em Lendas Urbanas
A rede Record anunciou que vai produzir uma série de terror, batizada de “Lendas Urbanas”. A novidade foi divulgada por Paulo Franco, supervisor artístico e de produção da emissora, durante o Rio Content Market, um dos maiores eventos do mercado de audiovisual da America Latina. A primeira incursão da Record no gênero do terror tratará de lendas urbanas famosas no Brasil, como a Loira do Banheiro, fantasma que costuma assustar estudantes nas escolas, e a Gangue do Palhaço, que circula em uma Kombi para raptar crianças nas periferias para o tráfico de órgãos. A produção será independente, a cargo da produtora Sentimental Filme. Segundo Paulo Franco, a Record continuará priorizando a produção de novelas, principalmente bíblicas, mas também investirá em séries curtas, exibidas em todos os dias de uma semana. Entre os projetos em andamento, também constam biografias da banda Mamonas Assassinas e do pujilista Maguila. Ele também confirmou a 3ª temporada de “Conselho Tutelar”.
O Telecine, canal pago da Globo, vai exibir Os Dez Mandamentos
Até a Globo se rendeu a “Os Dez Mandamentos”. A realização do filme, baseado na novela homônima, acabou possibilitando uma situação inédita e insólita: a exibição de uma produção da Record num canal da Globosat, divisão de TV por assinatura das Organizações Globo. Os direitos de exibição do filme-novela da Record foram comprados pelo canal pago Telecine. O acordo, segundo o colunista do UOL Ricardo Feltrin, também dá direito ao Telecine exibir o filme na plataforma on demand, assim que “Os Dez Mandamentos” sair dos cinemas, o que só deve acontecer nos próximos dois meses. Depois disso, ele será exibido no Telecine Premium. Já a exibição na TV aberta e comercialização em Blu-Ray e DVD segue sendo da Record. Ainda conforme Feltrin, os valores da negociação não foram revelados, mas o Telecine teria pago uma quantia similar aos blockbusters internacionais exibidos pelo canal. Vale lembrar que “Os Dez Mandamentos” foi o principal rival da audiência da Globo em 2015. A trama dirigida por Alexandre Avancini chegou a enfrentar e, por algumas vezes, até superar os dois principais pilares da emissora carioca: o Jornal Nacional e as novelas das nove – duas no caso, “Babilônia” e “A Regra do Jogo”.
Os Dez Mandamentos bate recorde de bilheteria com cinemas vazios
O filme “Os Dez Mandamentos”, versão condensada da novela de mesmo nome, vendeu 2 milhões de ingressos em seus primeiros três dias, atingindo o faturamento de R$ 24,22 milhões. Os dados são da empresa ComScore e foram divulgados nesta segunda-feira (1/2). Assim, a novela da Record bateu “Tropa de Elite 2”, que detinha o recorde anterior de maior estreia nacional, com 1,2 milhões de ingressos vendidos em seu final de semana de estreia. Os números, por sinal, aproximam a produção televisiva de blockbusters americanos, como “Vingadores: Era de Ultron”, com 2,6 milhões de ingressos, e “Velozes e Furiosos 7”, 2,3 milhões em seus primeiros três dias. A produção tinha praticamente esgotado todos os ingressos em pré-venda – fala-se em 3 milhões de ingressos vendidos para as primeiras semanas. Mas o estímulo do marketing religioso, que incluiu, segundo levantamento do site UOL, compra em massa de entradas por integrantes da Igreja Universal, rendeu um fenômeno paradoxal: bilheterias esgotadas com salas vazias. O site da revista Veja também repercutiu o fato, encontrando diversos cinemas vazios em São Paulo, mesmo com todos os seus ingressos vendidos. “Se tem lugar? Tem todos, a sala está praticamente vazia”, disse um funcionário do Playarte Marabá, no centro da capital paulista, à Veja, arriscando, inclusive, sua interpretação para o fenômeno. “Os pastores compraram as lotações de ‘Os Dez Mandamentos’ e distribuíram para os fiéis, mas eles não estão vindo em massa, não. De tarde, aparece um pessoalzinho.” Em Recife, um único comprador adquiriu 22.700 ingressos de uma rede de cinemas para todas as sessões, em todos os horários do filme durante as duas primeiras semanas de exibição do longa na cidade. “Passamos uma manhã inteira imprimindo de uma vez só os 22 mil ingressos. Nunca tinha visto algo do tipo nos dez anos em que trabalho no cinema”, revelou o funcionário do cinema ao UOL, contando que o comprador seria alguém ligado à Universal e que teria dito que pretendia distribuir os ingressos. Ao UOL, a Igreja Universal disse não ter comprado ingressos. De acordo com a distribuidora Paris filmes, o lançamento de “Os Dez Mandamentos” em 1,1 mil cinemas (um terço de todo o parque exibidor nacional) alcançou média de 550 espectadores por sala. Mas, no humor das redes sociais, esta lotação é quase toda espiritual. “Só tinha anjinhos na plateia, por isso a gente não via”, escreveu no Twitter um dos espectadores de uma das sessões vazias. A Veja também apurou que o lançamento, com números de blockbuster, não gera filas em lugar nenhum, conforme acontece com as exibições de outros filmes de vendagem similar. LEIA TAMBÉM: Sucesso de Os Dez Mandamentos inspira o surgimento da Record Filmes O Telecine, canal pago da Globo, vai exibir Os Dez Mandamentos
Camila Rodrigues vai estrelar minissérie de sobrevivência nas montanhas
A atriz Camila Rodrigues, intérprete de Nefertari na novela “Os Dez Mandamentos”, vai estrelar uma nova produção da Record, a minissérie “Sem Volta”, que terá 13 episódios. Escrita por Gustavo Lipsztein (“Tensão em Alto Mar”), brasileiro radicado nos Estados Unidos, a atração vai contar a história de um grupo de montanhistas que se perdem durante uma expedição e são obrigados a encarar condições extremas para sobreviver. O elenco também inclui Ângela Leal (minissérie “Dona Xepa”), Nicola Siri (“Meu País”), Roger Gobeth (minissérie “Rei Davi”), Silvio Guindane (série “Vai que Cola”), Cláudia Mauro (novela “Malhação”) e Juliana Schalch (série “O Negócio”). Com direção de Edgard Miranda (novelas “Ribeirão do Tempo” e “Vidas Opostas”), “Sem Volta” começa a ser gravada em janeiro para uma estreia no segundo semestre de 2016.




