Série vai investigar os assassinatos dos rappers Tupac Shakur e Notorious B.I.G.
O canal pago americano USA Network vai lançar a sua versão de “American Crime Story”, acompanhando crimes americanos populares, que, para se diferenciar, ainda não teriam sido resolvidos. A atração vai se chamar “Unsolved”. E o curioso é que o responsável por dirigir e produzir o piloto é Anthony Hemingway, que venceu um Emmy por seu trabalho em “American Crime Story: O Povo contra O.J. Simpson”. A 1ª temporada vai investigar as mortes dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur. A trama será baseada na investigação do ex-detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) Greg Kading, autor do livro “Murder Rap: The Untold Story of Biggie Smalls & Tupac Shakur Murder Investigations”, e terá roteiro de Kyle Long (da série “Suits”). Tupac Shakur morreu no dia 13 de setembro de 1996, em Las Vegas, no auge do sucesso, quando era um dos principais rappers da Costa Oeste norte-americana. Na época, havia uma disputa ferrenha entre rappers da California e de Nova York, que envolviam até criminosos que os apoiavam – um deles, Suge Knight, era o dono da gravadora de Tupac – , e seis meses depois veio o troco, com o assassinato de Biggie Smalls no dia 9 de março de 1997, executado em Los Angeles também no ápice da carreira e da mesma forma que o rival: com tiros disparados contra seu carro. A história já foi apresentada no filme “Notorious B.I.G.: Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009) e está para ser revisitada em duas novas produções cinematográficas: “All Eyez On Me”, que é uma cinebiografia de Tupac, e “Labyrint”, que tem a mesma premissa policial da série “Unsolved”, com o detalhe de ser estrelada por Johnny Depp. Além disso, o canal pago TBS prepara a série de comédia “Think B.I.G.”, baseada na vida de Biggie “Notorious B.I.G.” Smalls. Por enquanto, “Unsolved” ainda está em estágio de produção de piloto. O episódio teste precisará ser aprovado pelos executivos do USA para virar série.
Luke Cage: Ouça um rap exclusivo da trilha sonora da série
A Marvel divulgou em seu canal no YouTube a música “Bulletproof Love”, composta especialmente para a série “Luke Cage”. A canção faz parte da trilha hip-hop da produção, que foi criada pelo rapper Ali Shaheed Muhammad, do grupo A Tribe Called Quest, e o compositor Adrian Younge, da trilha de “Black Dynamite” (2009). Além da base produzida pela dupla, a música traz a voz do rapper Method Man, que inclusive aparece na série como ele mesmo. Lançada na sexta (30/9), a série teria “quebrado” a Netflix, por conta do excesso de streaming, deixando a plataforma fora do ar por duas horas.
Luke Cage: Veja a abertura da nova série de super-herói da Marvel
A plataforma de streaming Netflix divulgou um novo vídeo de “Luke Cage”, sua terceira série de super-herói da Marvel, que revela a abertura oficial da série, entre closes dos músculos do protagonista, vivido por Mike Colter (desde “Jessica Jones”), as ruas do Harlem e a trilha hip-hop da produção – do compositor Adrian Younge, da trilha de “Black Dynamite” (2009). Desenvolvida por Cheo Hodari Coker (série “Ray Donovan”) e passada no mesmo universo de “Demolidor” e “Jessica Jones”, a série chega nesta sexta (30/9) na Netflix. Justice may be blind, but tomorrow it becomes unbreakable. #LukeCage pic.twitter.com/srR5H7FskR — Luke Cage (@LukeCage) September 29, 2016
Mostra exibe filmes clássicos de hip-hop em São Paulo
A 3ª Mostra de Filme Hip-Hop vai exibir 14 filmes dedicados ou inspirados pelo gênero musical no CineSesc, em São Paulo, com entrada gratuita a partir desta quarta (28/9). A abertura acontece com “Wave Twisters” (2001), de Syd Garon e Eric Henry, o primeira longa de animação do hip-hop. Mas a maior parte da seleção foca a “old school”, com filmes clássicos dos anos 1980. Há, por exemplo, “Breakin'” (1984), que revelou Ice-T, “Krush Groove” (1985), estrelado por Run-DMC, LL Cool J, Kurtis Blow, Fat Boys e Beastie Boys, e “Beat Street – A Loucura do Ritmo” (1984), que tem uma história não muito diferente da série “Get Down” e traz o lendário b-boy Crazy Legs mostrando porque é considerado o maior dançarino de break de todos os tempos e… Vin Diesel como figurante! Além disso, há o documentário mais recente dos Beastie Boys, “Awesome; I Fuckin’ Shot That!” (2006), que registra um show do trio em Nova York, e um filme de Adam Yauch, o integrante falecido da banda, “Gunnin’ for that #1 Shot”, sobre um time de basquete. A mostra, que tem curadoria do ex-VJ da MTV Rodrigo Brandão, também presta homenagem a Bobbito Garcia, lendário radialista, jogador de basquete de rua e cineasta, com três de seus filmes. E fecha, no dia 5 de outubro, lembrando um ícone do rap brasileiro, com o doc “Sabotage: Maestro do Canão” (2015), de Ivan Vale Ferreira.
Séries estreantes Atlanta e Better Things são renovadas
O canal pago americano FX anunciou a renovação de duas séries estreantes. “Atlanta” e “Better Things” terão 2ª temporada. As séries estrearam no começo de setembro nos Estados Unidos, com excelente recepção da crítica e também do público. Ambas têm registrado média de 1,4 milhão de telespectadores no canal. Criada e estrelada por Donald Glover (série “Community”), “Atlanta” traz o ator como um jovem que larga os estudos para ajudar a carreira do primo no mundo do rap. Já “Better Things” é criada e estrelada por Pamela Adlon (série “Louie”) no papel de uma atriz divorciada, que tenta criar suas três filhas. As novas temporadas terão dez episódios, como no primeiro ano de cada série, e as estreias vão acontecer no final de 2017.
Curtis Hanson (1945 – 2016)
Morreu o diretor Curtis Hanson, um dos diretores mais interessantes do cinema americano dos últimos anos, embora só tenha sido reconhecido pela Academia com um Oscar, pelo roteiro do brilhante “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997). Ele faleceu na noite de terça-feira (20/9) em sua casa, em Hollywood, aos 71 anos. Autoridades policiais informaram que paramédicos foram chamados até sua residência e ele já estava morto quando chegaram. Aparentemente, a causa da morte do diretor, que há anos sofria com Alzheimer, foi um ataque do coração. Hanson nasceu em Reno, Nevada, mas cresceu em Los Angeles. Apaixonado pela sétima arte desde muito jovem, abandonou o colegial para trabalhar como fotógrafo freelance e, posteriormente, editor de uma revista de cinema. A experiência lhe permitiu estrear como roteirista aos 25 anos, assinando a adaptação de um conto clássico de H.P. Lovecraft no terror barato “O Altar do Diabo” (1970), produzido pelo rei dos filmes B Roger Corman, que acabou cultuado por reunir a ex-surfista e boa moça Sandra Dee com o hippie Dean Stockwell. Corman estimulou Hanson a passar para trás das câmeras, e ele estreou como diretor dois anos depois com outro terror, desta vez uma obra original que ele próprio imaginou. “Sweet Kill” (1972) era a história de um desajustado que descobre ser, na verdade, um psicopata, ao matar acidentalmente uma jovem e gostar. O ex-ídolo juvenil Tab Hunter tinha o papel principal. Ele ainda rodou o trash assumido “Os Pequenos Dragões” (1979), sobre karatê kids que tentam salvar uma jovem sequestrada por uma mãe e seus dois filhos maníacos, antes de subir de degrau e trabalhar com um dos pioneiros do cinema indie americano, o cineasta Samuel Fuller. Hanson escreveu o clássico thriller “Cão Branco” (1982), dirigido por Fuller, sobre uma atriz que resgata um cachorro sem saber que ele foi treinado para ser violento e atacar negros. Comentadíssima, a obra lhe rendeu os primeiros elogios de sua carreira. A boa receptividade a “Cão Branco” abriu-lhe as portas dos grandes estúdios. A Disney lhe encomendou o roteiro de um filme na mesma linha, “Os Lobos Nunca Choram” (1983), em que um pesquisador, enviado pelo governo para verificar a ameaça dos lobos no norte do país, descobre que eles são benéficos para a região. E a MGM lhe entregou a direção de “Porky 3” (1983), que, apesar do título nacional, não tinha relação alguma com a famosa franquia canadense de comédias sexuais passadas nos anos 1950 – “Porky’s 3” (com o detalhe da grafia correta) foi lançado dois anos depois! Mas é fácil entender porque a distribuidora quis passar essa falsa impressão. A trama acontecia no começo dos anos 1960 em torno de quatro adolescentes americanos, entre eles um certo Tom Cruise, que viajam até Tijuana, no México, querendo cair na farra, num pacto para perder a virgindade. Hanson não escreveu “Porky 3”, mas histórias de apelo adolescente se tornaram frequentes em sua filmografia. Tanto que seu trabalho seguinte foi um telefilme teen, “The Children of Times Square” (1986), uma espécie de “Oliver Twist” contemporâneo, sobre jovens sem-teto nas ruas de Nova York. Ele completou sua transição para o cinema comercial especializando-se em suspenses, numa sequência de lançamentos do gênero que fez a crítica compará-lo a Alfred Hitchcock. “Uma Janela Suspeita” (1987), inclusive, devia sua premissa a “Janela Indiscreta” (1954), mostrando um crime testemunhado a distância, por um casal que não deveria estar junto naquele momento. A testemunha era interpretada por ninguém menos que a fabulosa atriz francesa Isabelle Huppert. “Sob a Sombra do Mal” (1990) também tinha premissa hitchockiana, evocando “Pacto Sinistro” (1951), mas ganhou notoriedade pelo timing, lançado logo após o vazamento de sex tapes de seu protagonista, o ator Rob Lowe. Ele aparecia no filme num raro papel de vilão, ironicamente chantageando o futuro astro de “The Blacklist”, James Spader, por conta de gravações sexuais. Foi o melhor papel da carreira de Lowe e o empurrão definitivo para Hanson se tornar conhecido. Seu filme seguinte estabeleceu sua fama como mestre do suspense, num crescendo assustador. “A Mão Que Balança o Berço” (1992) fez bastante sucesso ao explorar um tema que marcaria a década: a mulher simpática, que abusa da confiança de suas vítimas. Poucas psicopatas foram tão temidos quanto a babá vivida por Rebecca De Mornay, que em pouco tempo se viu acompanhada por Jennifer Jason Lee em “Mulher Solteira Procura…” (1992) e Glenn Close em “Atração Fatal” (1987), na lista das mulheres que transformaram intimidade em ameaça. O quarto thriller consecutivo, “O Rio Selvagem” (1994), trouxe Meryl Streep como uma mãe que leva sua família para navegar nas corredeiras de um rio, apenas para ver todos sequestrados por Kevin Bacon, armado. Mas foi o quinto suspense que o transformou definitivamente num cineasta classe A. Obra-prima, “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997) inspirava-se na estética do cinema noir para contar uma história de corrupção policial e brutalidade, repleta de reviravoltas, tensão e estilo, passada entre a prostituição de luxo, disputas mafiosas e os bastidores de Hollywood nos anos 1950. O filme resgatou a carreira de Kim Basinger, sex symbol da década anterior, como uma garota de programa que passou por plástica para ficar parecida com uma estrela de cinema, e ajudou a popularizar seu par de protagonistas, recém-chegados do cinema australiano, Russell Crowe e Guy Pearce, como policiais que precisam superar seu ódio mútuo para não acabar como Kevin Spacey, que mesmo saindo cedo da trama, também já demonstrava o talento que outros cineastas viriam a explorar. Hanson venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado pelo filme, baseado no livro homônimo de James Ellroy, e Basinger o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Mas “Los Angeles: Cidade Proibida” foi indicado a mais sete prêmios da Academia, inclusive Direção e Melhor Filme do ano, e só não venceu tudo porque havia um “Titanic” em seu caminho. A boa fase seguiu com o drama “Garotos Incríveis” (2000), reconhecido pela ótima atuação de Michael Douglas e por render um Oscar ao cantor Bob Dylan, de Melhor Música Original. E rendeu outro espetáculo cinematográfico contra todas as apostas, quando Hanson decidiu dirigir Eminem no filme “8 Mile – Rua das Ilusões” (2002). Baseada na vida real do rapper, a produção conquistou elogios rasgados e um Oscar (de Melhor Canção) para Eminem, que teve sua carreira impulsionada. Seus filmes finais não foram tão brilhantes. Ele tropeçou ao tentar fazer sua primeira comédia romântica, ainda por cima de temática feminina, “Em Seu Lugar” (2005), que mesmo assim teve bons momentos com Cameron Diaz e Toni Colette. Mas a insistência em emplacar um romance fez de “Bem-Vindo ao Jogo” (2007), em que Eric Bana se dividia entre o poker e Drew Barrymore, o pior desempenho de sua carreira. O telefilme “Grande Demais Para Quebrar” (2011), sobre a depressão financeira de 2008, rebateu a maré baixa com nada menos que 11 indicações ao Emmy. Infelizmente, as ondas foram altas demais em “Tudo por um Sonho” (2012), sua volta ao cinema. Ele não conseguiu completar o filme, que tinha Gerard Butler como surfista, após sofrer um colapso no set. Michael Apted foi chamado às pressas para finalizar o longa e Hanson nunca mais voltou a filmar. O Alzheimer tomou conta e, embora o estúdio não comentasse qual doença tinha levado o diretor ao hospital, aquele foi o fim da sua carreira.
Luke Cage: Nova cena revela mais conexões com o universo do hip-hop
A plataforma de streaming Netflix divulgou uma nova cena da série “Luke Cage”, que chama atenção por destacar uma foto do rapper Notorious B.I.G., assassinado em 1997, perfeitamente integrada à ação e ao discurso do vilão encarnado por Mahershala Ali (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”). A série vai fazer diversas conexões com o universo hip-hop. Para começar, todos os episódios da 1ª temporada são nomeados com títulos de músicas da clássica dupla de rap Gang Starr. Além disso, a série terá uma trilha sonora exclusiva, criada pelo rapper Ali Shaheed Muhammad, do grupo A Tribe Called Quest, e o compositor Adrian Younge (do filme “Black Dynamite”). Os dois são creditados como produtores musicais da atração e pretendem lançar a trilha em disco. Criada por Cheo Hodari Coker (“Ray Donovan”) e estrelada por Mike Colter (que já viveu Luke Cage na série “Jessica Jones”), a produção estreia em 30 de setembro no Netflix.
Johnny Depp vai viver detetive que investigou os assassinatos de Notorious B.I.G. e Tupac Shakur
Retomando a carreira após seu divórcio escandaloso, o ator Johnny Depp vai estrelar “LAbyrinth”, o próximo filme de Brad Furman (“Aposta Máxima”), que promete muita polêmica. Segundo o site da revista Variety, Depp viverá Russell Poole, o detetive da polícia de Los Angeles que investigou o assassinato dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur nos anos 1990. Aos poucos, ele acaba descobrindo que policiais corruptos estavam envolvidos em ambos os crimes, entrando em choque com a polícia da cidade. A trama tem como base o livro de Randall Sullivan intitulado “Labyrinth: A Detective Investigates the Murders of Tupac Shakur and Notorious B.I.G., the Implication of Death Row Records’ Suge Knight, and the Origins of the Los Angeles Police Scandal”. O título de fôlego é autoexplicativo, mostrando também que a trama envolverá o empresário Suge Knight, dono da Death Row Records, gravadora criada em sociedade com Dr. Dre, que produzia os discos de Tupac. Parte desta história já foi mostrada em dois filmes, “Notorious B.I.G.: Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009) e “Straight Outta Compton: A História do NWA” (2015). Além destes, o assassinato de Tupac também será mostrado em sua cinebiografia, “All Eyez on Me”, atualmente em produção. O roteiro foi escrito pelo ator Christian Conteras, que estreia na função em longa-metragens. Ele trabalhou como ator no filme mais recente de Furman, “Conexão Escobar”, que chega aos cinemas brasileiros na quinta (15/9)
Luke Cage: Vídeo de bastidores revela detalhes da trilha hip-hop da série
A plataforma de streaming Netflix divulgou um vídeo de bastidores da série “Luke Cage”, focado na trilha sonora da produção. Os comentários do criador da atração Cheo Hodari Coker e do ator Mike Colter, intérprete do personagem-título, confirmam que todos os episódios da 1ª temporada serão nomeados com títulos de músicas da clássica dupla de rap Gang Starr. Mas a conexão com o mundo do hip-hop vai muito além disso, conforme revelam as participações do rapper Ali Shaheed Muhammad, do grupo A Tribe Called Quest, e o compositor Adrian Younge, da trilha de “Black Dynamite” (2009), na produção musical da série. Na prévia, os dois afirmam que cada episódio foi encarado como um álbum, num total de “13 álbuns” de músicas originais criadas especialmente para a série. Os dois, por sinal, já tinham trabalhado juntos antes, na produção de discos de Soul of Mischief e Kendrick Lamarr, e se juntaram aos rappers A$AP Ferg e Method Man nas gravações de “Luke Cage”. Além de Colter, que já apareceu no papel na série “Jessica Jones”, a atração também trará de volta Rosario Dawson como a enfermeira Claire Temple, e introduzirá sua mãe, Soledad Temple, que será interpretada pela brasileira Sonia Braga (“Aquarius”). O elenco ainda inclui Simone Missick (vista na série “Ray Donovan”) como a heroína Misty Knight e Mahershala Ali (série “House of Cards”), Theo Rossi (série “Sons of Anarchy”) e Alfre Woodard (“12 Anos de Escravidão”) em papéis de vilões. A estreia está marcada para 30 de setembro no Netflix.
Atlanta: Série de Donald Glover sobre rapper em ascensão ganha primeiro trailer
O canal pago americano FX divulgou o pôster e o trailer de sua nova série “Atlanta”. A produção segue a atual tendência de séries sobre o universo da música urbana americana, que tem rendido atrações tão diferentes quanto “Empire” e “The Get Down”. A prévia mostra como o protagonista, um jovem que abandonou os estudos tentando fazer carreira musical, encontra uma chance de fazer dinheiro ao gerenciar a carreira de seu primo, um rapper em ascensão. A série foi criada e é estrelada por Donald Glover (série “Community”), que além de bem conhecido como ator tem uma carreira de sucesso como rapper, sob o pseudônimo Childish Gambino. A atração pretende abordar os diferentes aspectos da forte cena do hip-hop de Atlanta, de onde saíram artistas como Outkast, T.I., Ciara, Ludacris, Usher e Cee Lo Green. Para isso, vai explorar os diferentes pontos de vista de seus personagens centrais, o empresário das ruas Earn, vivido por Glover, e seu primo Alfred, também conhecido como Paperboy, interpretado por Brian Tyree Henry (série “Boardwalk Empire”), que têm visões opostas sobre arte, comércio, sucesso e raça. O elenco ainda destaca LaKeith Stanfield (o Snoop Dogg de “Straight Outta Compton”) e Zazie Beetz (“Wolves”). “Atlanta estreia” no dia 6 de setembro nos Estados Unidos.
The Get Down: Comercial com rappers paulistas vira clipe e convite para maratona da série
O serviço de streaming Netflix, mais uma vez inovando no marketing de suas séries, juntou três artistas do “novo” rap paulista num comercial que está mais para videoclipe. Rodrigo Ogi, Jamés Ventura e Tássia Reis cantam um rap envolvente,com produção musical do Nave e gravada e mixada por Leo Grijó, que convida o espectador a dispensar qualquer festa do fim de semana para encarar uma maratona de “The Get Down”. Série de temática hip-hop, “The Get Down” conta a origem do gênero musical no bairro negro do South Bronx, em Nova York, em meados dos anos 1970, girando em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos que são “nadas e ninguéns”, mas que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços do Bronx para a cena artística do SoHo, ao palco do CBGB e às pistas de dança do Studio 54. Apesar de acompanhar personagens fictícios, a produção vai incorporar fatos e personagens históricos, como Grandmaster Flash, pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. Por sinal, Flash é um dos produtores, ao lado do rapper Nas e o crítico de música e escritor Nelson George, que trabalharam junto com o criador da atração, o cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”) para que a série fosse o mais realista possível. “The Get Down” está disponível no Netflix desde sexta (12/8).
The Get Down: Vídeos destacam clima dançante da série hip-hop de Baz Luhrman
O serviço de streaming Netflix divulgou duas cenas de “The Get Down”, série sobre a origem do hip-hop criada pelo cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”), que tem tudo para ser o que “Vinyl” prometia. As prévias mostram duas cenas dançantes, que também refletem dois universos diferentes: um momento de breakdancing entre manos, numa festa de hip-hop, e um dança sincronizada entre minas, num salão de beleza, ao som de um hit das discotecas. A reconstituição da época é apuradíssima, do figurino aos embalos musicais. A série se passa no berço do hip-hop, no bairro negro do South Bronx, em Nova York, em meados dos anos 1970, girando em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos que são “nadas e ninguéns”, mas que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços do Bronx para a cena artística do SoHo, ao palco do CBGB e às pistas de dança do Studio 54, mas também tem uma trama paralela, envolvendo uma cantora de gospel, fã de discoteca e filha de pai conservador (vivido por Giancarlo Esposito, da série “Breaking Bad”). Apesar de acompanhar personagens fictícios, a produção vai incorporar fatos e personagens históricos, como Grandmaster Flash, pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. Por sinal, Flash é um dos produtores, ao lado do rapper Nas e o crítico de música e escritor Nelson George, que trabalharam junto com Luhrmann para que a série fosse o mais realista possível. O elenco destaca uma nova geração de atores negros e latinos, mas há alguns rostos mais conhecidos como o veterano Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Jaden Smith (“Depois da Terra”), Skylan Brooks (“The Inevitable Defeat of Mister & Pete”), Shameik Moore (“Dope”) e Justice Smith (“Cidades de Papel”). “The Get Down” está disponível no Netflix a partir desta sexta (12/8).
Esquadrão Suicida não entrega o que promete
Após o banho de água fria provocado por “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, “Esquadrão Suicida” prometia um tom diferente para o universo que a DC está construindo nos cinemas, uma espécie de resposta à concorrência já consolidada da Marvel. Mas, lamentavelmente, a tentativa não rendeu o esperado na tela. Espécie de sequência direta dos eventos trágicos envolvendo a figura do Superman (Henry Cavill), “Esquadrão Suicida” inicia com a exposição dos planos da implacável Amanda Waller (Viola Davis), oficial da CIA que recomenda ao presidente a escalação de um time composto pelos maiores criminosos do país para combater uma entidade que pretende cobrir o mundo com trevas e converter humanos em soldados monstruosos. O time? Floyd Lawton (Will Smith), conhecido como Pistoleiro, um matador de aluguel com uma filha de 11 anos; Harleen Quinzel (Margot Robbie), que adotou o nome Arlequina ao se tornar a companheira de Coringa (Jared Leto); George Harkness (Jai Courtney), o Capitão Bumerangue, Waylon Jones (Adewale Akinnuoye-Agbaje), o Crocodilo; Chato Santana (Jay Hernandez), apelidado de El Diablo e com habilidades em incendiar tudo ao redor; e Christopher Weiss (Adam Beach), também chamado de Amarra. Ainda que Weller tenha implantado um chip capaz de causar a morte instantânea com o comando em um aplicativo sob o seu controle, é necessário trazer a bordo um líder capaz de supervisionar o temperamento de figuras que podem a qualquer momento trair o acordo de salvar o dia por uma redução de pena. Para isso, é escalado o soldado Rick Flag (Joel Kinnaman), namorado da arqueóloga June Moone (Cara Delevingne), possuída por um espírito milenar que cumpre um papel importante na ação. Outra adição que possui um bom caráter é Katana (Karen Fukuhara), japonesa extremamente habilidosa com espadas. Com a leva inesgotável de mutantes e justiceiros zelando pela sobrevivência da humanidade, “Esquadrão Suicida” trazia como possibilidade uma visão ainda pouco explorada nas adaptações de quadrinhos, na qual a moralidade surge distorcida, quando a prática do bem não parece uma alternativa clara para reverter a arquitetura do caos. Algo recentemente testado com sucesso em “Deadpool”, que tinha um anti-herói como protagonista. O passo de “Esquadrão Suicida” sugeria ser o mais largo, com um material promocional regado na piração e com um diretor, David Ayer, que entende a linguagem dos personagens marginalizados, das escórias da sociedade, como já demonstrou em seu roteiros de “Dia de Treinamento” (2001), “Tempos de Violência” (2005) e “Marcados para Morrer” (2012). Porém, o peso da insanidade parece ter recaído somente sobre os ombros de Margot Robbie, que supera todas as expectativas como uma delinquente que desejava apenas ter uma vida de comercial de margarina com o seu amado de sorriso nefasto – o Coringa, aliás, deve ter ficado com a maior parte de sua participação perdida na ilha de edição, ao julgar por suas intervenções de caráter quase figurativo. Além de uma encenação branda da violência, “Esquadrão Suicida” não é competente nem ao introduzir os seus personagens para o público. Confuso, o primeiro ato acredita que uma playlist de rock e cartilhas ininteligíveis dão conta de carregar todo o histórico de cada um. Igualmente mal resolvido é o desejo da Warner de fazer um “Os Vingadores” dos vilões, forçando um sentimento de amizade e companheirismo que definitivamente inexiste entre os personagens. Ao final, o efeito provocado por “Esquadrão Suicida” é como uma promessa de embriaguez épica, que só no primeiro gole revela ser patrocinada por cerveja sem álcool.












