Trailer revela documentário “secreto” sobre show icônico de Beyoncé
A Netflix divulgou de surpresa o primeiro trailer de “Homecoming”, um documentário “intimista” sobre Beyoncé, que foi produzido sem alarde. A prévia é “narrada” por uma entrevista com a poeta Maya Angelou, pouco antes de sua morte, dentro do conceito cultural criado pela cantora para o show que inspira o filme. As filmagens acompanham principalmente a apresentação de Beyoncé no Festival de Coachella do ano passado, tanto no palco quanto nos ensaios e bastidores. O espetáculo grandioso se tornou icônico, todo concebido como uma mensagem social e cultural, que traça as contribuições de artistas negros do Sul dos Estados para a formação da cultura americana. Na época, a crítica da apresentação publicada no New York Times considerou o show um dos “mais significativos, absorventes, vigorosos e radicais de um músico americano neste ano, ou em qualquer ano próximo”. O filme será lançado em 17 de abril – por coincidência, logo após o começo da edição deste ano do festival americano de música.
Hollywood Rock: Veja três novos clipes de músicas com Dylan Minnette, Ansel Elgort e Kate Mara
Com a produção dos clipes se tornando cada vez mais cinematográfica, as participações de estrelas de cinema e séries vem crescendo no formato. Três vídeos recentes de bandas e um rapper americanos chamam atenção por incluir famosos do cinema e da TV em suas “historinhas”. A participação de Dylan Minnette (de “O Homem nas Trevas” e “30 Reasons Why”) no vídeo do Wallow se diferencia das demais porque ele é um dos músicos – e, portanto, está em todos os clipes do trio de Los Angeles. O guitarrista Dylan formou a banda com dois amigos há muitos anos – eles participaram da Warped Tour de 2011 – e já tem vários singles, mas seu primeiro álbum, “Nothing Happens”, só vai chegar às lojas no dia 22 de março. No clipe de outra banda de Los Angeles, Local Natives, Kate Mara (“Perdido em Marte” e “Pose”) interpreta uma mulher rica, bonita, glamourosa e profundamente sozinha, que aparece vagando por um supermercado, uma lanchonete e uma mansão, solitária o tempo todo – ou acompanhada por alguém fora de cena, que corresponde à perspectiva da câmera. O quinteto já lança álbuns há dez anos e seu quarto disco, “Violet Street”, sai em abril. Mas a melhor aparição é de Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”) no clipe do rapper J.I.D. Ele desperta totalmente vestido quando seu gato de estimação pula na cama, e então passa a tentar alimentá-lo, enquanto dança e fuma. Só que o bicho não quer a gororoba improvisada, o que faz o ator vestir um terno sobre a roupa que já está trajando, preparando-se para buscar comida de gato numa pet, enquanto o dia amanhece e J.I.D pode ser visto pela janela de seu apartamento, fazendo uma festa repleta de mulheres na cobertura do prédio vizinho. O detalhe é que toda esta encenação é uma refilmagem da cena de abertura de “Um Perigoso Adeus” (1973), com Elgort interpretando o papel do icônico detetive Philip Marlowe, vivido no filme noir de Robert Altman por Elliott Gould. Compare abaixo. Para completar, o título do disco de J.I.D também é uma referência hollywoodiana: “DiCaprio 2” – um dos melhores discos de rap do ano passado.
Kendrick Lamar desiste de cantar música de Pantera Negra no Oscar 2019
Apesar da vontade da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o rapper Kendrick Lamar e a cantora SZA não vão participar da cerimônia do Oscar 2019, onde deveriam cantar “All the Stars”, música da trilha de “Pantera Negra”, indicada ao prêmio de Melhor Canção Original. Segundo apuraram a revista Variety e o site Deadline, a razão é logística. Lamar está no exterior e, por isso, já não tinha participado do Grammy. Ele não teria encontrado tempo para preparar uma apresentação que fizesse justiça à música e resolveu cancelar a performance. “All the Stars” será a única das indicadas a Melhor Canção Original que não será apresentada na transmissão. O evento contará com participações de Lady Gaga e Bradley Cooper (cantando “Shallow”, do filme “Nasce Uma Estrela”), Jennifer Hudson (“I’ll Fight”, do documentário “RBG”), da dupla Gillian Welch e David Rawling (“When a Cowboy Trades His Spurs for Wings”, do faroeste “The Ballas of Buster Scruggs”), e Bette Midler (que assumirá os vocais de “The Place Where Lost Things Go”, cantada pela atriz Emily Blunt no filme “O Retorno de Mary Poppins”). Além disso, a cerimônia também terá a presença da banda Queen, biografada no filme “Bohemian Rhapsody”, que se apresentará com o vocalista Adam Lambert. A transmissão, marcada para domingo (24/2), será transmitida ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT.
Eminem protesta contra a Netflix pelo cancelamento de O Justiceiro
Uma voz famosa se juntou aos protestos dos muitos fãs irados com os cancelamentos das séries da Marvel pela Netflix. O rapper Eminem reclamou da plataforma ter cancelado “O Justiceiro” no começo da semana. Ele mandou um recado curto e grosso para o serviço de streaming pelo Twitter, todo em caixa alta, como se gritasse contra o destino da série estrelada por Jon Bernthal. “Cara Netflix, sobre o cancelamento de ‘Justiceiro’, você está estragando tudo! Sinceramente, Marshall”, comentou o rapper, assinando com o seu nome de batismo, Marshall Mathers. Vale lembrar que Eminem tem forte conexão com o Justiceiro. Em 2009, a Marvel transformou o rapper em personagem de quadrinhos da Marvel e o juntou com o anti-herói para derrotar o vilão Barracuda. Veja o tuíte original e relembre a capa dos quadrinhos abaixo. DEAR @NETFLIX, REGARDING YOUR CANCELLATION OF THE PUNISHER, YOU ARE BLOWING IT!! SINCERELY, MARSHALL — Marshall Mathers (@Eminem) February 21, 2019
Atlanta não vai exibir sua 3ª temporada em 2019
A 3ª temporada de “Atlanta” não deve ir ao ar em 2019. O presidente do canal pago FX, John Landgraf, revelou que a produção da comédia criada por Donald Glover está atrasada, e que não há uma previsão de estreia por enquanto. “‘Atlanta’ não estreará a tempo para o ciclo do Emmy 2019”, disse Landgraf durante o encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Para concorrer ao prêmio da Academia da Televisão, a série teria que exibir ao menos metade de seus episódios até 31 de maio. O executivo deu a entender que a agenda lotada e problemas pessoais de Glover levaram ao adiamento. “Como você deve imaginar, Donald Glover é meio que o rei de toda a mídia, e ele teve algumas complicações em sua vida recentemente. Ele teve coisas pessoas com as quais teve que lidar, lesões e outras coisas que tem a ver com sua família”, comentou. “Eu acho que uma das realidades da televisão hoje em dia é que você tem que esperar. Temos tantas coisas que não são mais lançadas em um ciclo regular [anual]. Do meu ponto de vista, é preciso fazer uma escolha de qualidade sobre quantidade”, completou. Vale lembrar que este não será o primeiro hiato da produção. A 1ª temporada estreou em setembro de 2016, enquanto a 2ª começou a ser exibida apenas em março de 2018. Glover anda muito requisitado em diversos projetos no cinema, como o recente “Han Solo: Uma História Star Wars”, dublagens de séries animadas e ainda tem uma carreira musical sob o pseudônimo de Childish Gambino. Mas não é o único que enfrenta este tipo de problema na produção, que também inclui Brian Tyree Henry, Lakeith Stanfield e Zazie Beetz, todos alçados ao estrelato após participações em filmes – de “As Viúvas” a “Deadpool 2” – no ano passado. “Atlanta” é exibida no Brasil pelo canal pago Fox e tem seus episódios disponíveis também na Netflix.
Nicki Minaj vira rainha das trevas em novo clipe sombrio
Nicki Minaj divulgou o clipe da música “Hard White”. E em vez de closes rebundantes, o vídeo surpreende com uma estética de metal gótico. Totalmente sombrio, traz a rapper coroada como rainha das trevas, em meio a dançarinos endemoniados, que se contorcem, mostram dentes e garras sob uma maquiagem branca contrabandeada de Marilyn Manson. O cenário de “American Horror Story” também inclui escorpiões desmembrados, freiras seminuas, velas flamejantes e corvos mortos com bicos sangrentos, enquanto Nicki Minaj desfila figurinos trevosos e um traje metálico de Jean Paul Gaultier, estilista referenciado na letra numa rima com “go cheer”. A música é do álbum “Queen” e ela reina absoluta em cena, com direito a coroa e trono dourado com entalhes de caveira, “customizado por Lagerfeld”, em meio à escuridão. A direção é de Mike Ho, que anteriormente trabalhou com a rival favorita da cantora, Cardi B – por sinal, o vídeo de “Ring” também tinha um visual cavernoso.
Minissérie documental sobre a banda Wu-Tang Clan ganha primeiro trailer
O canal pago americano Showtime divulgou o trailer de “Of Mics and Men”, minissérie documental sobre a banda de hip-hop Wu-Tang Clan. Originalmente concebida como um documentário tradicional, a produção foi adquirida pelo Showtime na semana passada, na véspera de sua première mundial no Festival de Sundance. Dirigida por Sacha Jenkins, cuja relação com o grupo remonta ao início dos anos 1990 – quando editava um dos primeiros zines do hip-hop, Beat Down – , a obra revisita a carreira da banda, que comemora 25 anos do lançamento de seu primeiro álbum, o clássico “Enter the Wu-Tang (36 Chambers)”. Combinando entrevistas íntimas e reflexivas de cada um dos nove membros vivos da banda – RZA, GZA, Inspectah Deck, Raekwon the Chef, U-God, Ghostface Killah, Method Man, Masta Killa e Cappadonna -, com imagens de arquivo e cenas de shows, a minissérie vai contar como uma dezena de amigos de infância se uniram para superar a pobreza e a violência de seus bairros por meio da música, assim como mostrar a difícil convivência após o estrelato e o destino trágico de Ol’ Dirty Bastard. Ainda não há previsão de estreia. E vale lembrar que, além dessa produção, a carreira do Wu-Tang Clan também vai virar uma série de ficção, atualmente em desenvolvimento para a plataforma Hulu, com produção do cineasta Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”).
Retrospectiva: Os 50 melhores clipes nacionais de 2018
2018 foi o ano em que os clipes brasileiros mudaram de patamar com o envolvimento de muitos diretores de publicidade e cinema, fazendo com que até as produções de música indie atingissem uma qualidade muito acima da média de outras retrospectivas. Sejam do rock independente ou da nova MPB, os clipes brasileiros nunca tiveram uma qualidade tão uniforme, passando pelos mais diferentes ritmos. Claro que ninguém foi tão longe quanto Anitta, que deu a volta ao mundo só para gravar um clipe – e lançou pelo menos mais três vídeos fantásticos em 2018, embora apenas um tenha entrado na lista, para dar espaço a 50 artistas diferentes. Mas ela não foi a única a ter músicas transformadas em superproduções. Não faltam, entre as obras selecionadas, efeitos visuais cinematográficos e participações de astros famosos em dramatizações de impacto – com pelo menos uma estrela de cinema atrás também do microfone. Outro detalhe visível é o engajamento da maioria das produções, contra a intolerância e o racismo, e em defesa dos direitos LGBTQIA+ e do empoderamento feminino. Há retratos de trabalhadores e estudantes em seus cotidianos, e histórias de amor que acontecem longe dos cenários tradicionais das novelas da Globo. A diversidade chega a dar esperanças no futuro. Aperte o play para ver e ouvir, numa ordem definida por afinidade sonora, e confira os nomes dos artistas abaixo. 1 Baco Exu do Blues – Bluesman | 2 Criolo – Boca de Lobo | 3 Rincon Sapiência – Crime Bárbaro | 4 Àttooxxá – Caixa Postal | 5 Karol Conka & Sabotage – Cabeça de Nego | 6 Emicida & Fióti – Rap do Motoboy | 7 Iza – Dona de Mim | 8 Xenia França – Pra que me Chamas? | 9 Mawu – Chamamento | 10 Cordel do Fogo Encantado – Liberdade, a Filha do Vento | 11 Scalene – Esc (Caverna Digital) | 12 Molho Negro – O Jeito de Errar | 13 Canto Cego – Eu Não Sei Dizer | 14 The Mönic – Buda | 15 Marcelo Gross – Alô, Liguei | 15 Wasadog – I’m Willin’ | 16 Daniel Groove – Seu Amor | 18 Leela – YouTube Mine | 19 Letrux – Além de Cavalos | 20 Dani Vellocet – A Rainha e o Leão | 21 Gab – Not Yours | 22 André Cardinali – Contos de Fadas | 23 Marcelo Perdido – Tesoura sem Ponta | 24 Alaska – Vazio | 25 Lupa – Lunático | 26 Fresno – Convicção | 27 Isabel Lenza – Cinematográfico | 28 Verônica Ferriani – Amado Imortal | 29 Luiza Lian – Azul Moderno | 30 Ana Cañas – Eu Amo Você | 31 Baleia – Eu Estou Aqui | 32 Duda Beat – Bixinho | 33 Bel – Esse calor | 34 Alok, Zeeba & IRO – Ocean | 35 Pabllo Vittar – Indestrutível | 36 Prume – 606 On Fire | 37 Filipe Catto – Canção de Engate | 38 Cleo – Jungle Kid | 39 Teach Me Tiger – Drive | 40 Trago – A Ponte | 41 Plutão Já Foi Planeta – Estrondo | 42 Rubel – Colégio | 43 Tagua Tagua – Rastro de Pó | 44 Alex Sant’Anna – Insônia | 45 Leo Moraes – Incrível | 46 Fran Rosas – Relatividade | 47 Nana – Gato É Crime, Denuncie | 48 Francisco, El Hombre – Tá com Dólar, Tá com Deus | 49 Adriana Calcanhotto – O Cu do Mundo | 50 Anitta – Medicina
Retrospectiva: Os 50 melhores clipes internacionais de 2018
2018 foi um ano marcado por clipes impactantes, especialmente no rap, onde Childish Gambino (mais conhecido como o ator Donald Glover) e The Carters (mais conhecidos como Jay-Z e Beyoncé) elevaram a arte da performance em vídeos musicais. A retrospectiva anual também teria um capítulo inteiro dedicado a Ariana Grande, que se destacou com três clipes geniais. Entretanto, para selecionar 50 artistas diferentes, dois desses vídeos ficaram de fora da lista abaixo – mas podem ser vistos aqui e aqui. A lista também inclui roqueiros indies, música eletrônica europeia e até fenômenos adolescentes asiáticos, passando por diferentes ritmos. A ordem, por sinal, é por afinidade sonora, funcionando como uma sequência de discotecagem bastante eclética. Aperte o play para ouvir e confira os nomes dos artistas abaixo. 1 Childish Gambino – This Is America (EUA) | 2 The Carters – Apes*t (EUA) | 3 Kendrick Lamar e SZA – All The Stars (EUA) | 4 Drake – Nice for What? (EUA) | 5 Jay Rock – Rotation 112th (EUA) | 6 A$AP Rocky – A$AP Forever (EUA) | 7 Travis Scott ft. Drake – Sicko Mode (EUA) | 8 Vince Staples – Fun! (EUA) | 9 Bruno Mars ft. Cardi B – Finesse (EUA) | 10 The 1975 – Sincerity Is Scary (Inglaterra) | 11 The Internet – Come Over (EUA) | 12 Leon Bridges – Beyond (EUA) | 13 Tierra Whack – Whack World (EUA) | 14 Ariana Grande – Thank U, Next (EUA) | 15 Kali Uchis ft. Tyler, The Creator e Bootsy Collins – After The Storm (Colômbia) | 16 Shawn Mendes & Zedd – Lost In Japan (Canadá) | 17 Janelle Monáe – Pynk (EUA) | 18 The Blaze – Heaven (França) | 19 Sevdaliza – Shahmaran (Holanda) | 20 St. Vincent – Fast Slow Disco (EUA) | 21 The Chemical Brothers – Free Yourself (Inglaterra) | 22 Little Dragon – Lover Chanting (Suécia) | 23 Christine and the Queens ft. Dâm-Funk – Girlfriend (França) | 24 Dua Lipa – IDGAF (Inglaterra) | 25 Gorillaz – Humility (Inglaterra) | 26 Troye Sivan – Bloom (Austrália) | 27 Mark Ronson ft. Miley Cyrus – Nothing Breaks Like a Heart (EUA) | 28 Taylor Swift – Delicate (EUA) | 29 Halsey – Without Me (EUA) | 30 Lil Dicky ft Chris Brown – Freaky Friday (EUA) | 31 Red Velvet – Power Up (Coreia do Sul) | 32 Twice – What Is Love? (Coreia do Sul) | 33 LCD Soundsystem – Oh Baby (EUA) | 34 The Prodigy – Need Some1 (Inglaterra) | 35 Interpol – If You Really Love Nothing (EUA) | 36 Flasher – Material (EUA) | 37 Muse – Pressure (Inglaterra) | 38 Parcels – Withorwithout (Alemanha) | 39 Father John Misty – Mr. Tillman (EUA) | 40 Florence + The Machine – Big God (Inglaterra) | 41 Mitski – Nobody (EUA) | 42 Courtney Barnett – Need A Little Time (Austrália) | 43 Tancred – Something Else (EUA) | 44 Alice Bag – 77 (EUA) | 45 Dream Wife ft. Fever Dream – F.U.U. (Inglaterra) | 46 Jack White – Over and Over and Over (EUA) | 47 Beck – Colors (EUA) | 48 Jack Back – It Happens (Sometimes) (França) | 49 Confidence Man – Don’t You Know I’m In A Band (Austrália) | 50 Sotomayor – Y Mi Voz Se Va (México)
Baco Exu do Blues subverte expectativas com clipe-manifesto de hip-hop blueseiro
Para acompanhar “Bluesman”, um dos melhores álbuns brasileiros de 2018, o rapper Baco Exu do Blues liberou as primeiras imagens de seu manifesto de hip-hop blueseiro, um curta-metragem que reúne a faixa-título à trechos de “Preto e Prata” e “Queima Minha Pele”. Com direção de Douglas Ratzlaff Bernardt, o “clipe” é um épico de oito minutos, que subverte expectativas ao transformar a narrativa visual, de “negro correndo da polícia”, estilo “Cidade de Deus”, para um “jovem Basquiat”, artista correndo atrás de seu destino, estilo “Tudo Que Aprendemos Juntos”. Quem corre é o ator Kelson Succi (da série “1 Contra Todos”), deixando para trás um monte de preconceitos, ao manifestar em sua disparada a mensagem da letra. “Eles querem um preto com arma pra cima /Num clipe na favela gritando cocaína/ Querem que nossa pele seja a pele do crime/ Que Pantera Negra só seja um filme”. Entretanto, o protagonista do clipe é um jovem da classe média, atrasado para uma aula de música. Um jovem estudioso. “Eles têm medo pra c* de um próximo Obama”. Segundo disco de Baco Exu do Blues, “Bluesman” é o herdeiro de “Esú”, lançado no ano passado – e de Luis Melodia, o blueseiro que rima com brasileiro. Procure, ouça e queime na pele.
Jaden Smith pula sem parar e divulga sua grife de água em novo clipe
O ator e rapper Jaden Smith divulgou o clipe de “Plastic”, primeiro vídeo extraído de seu novo disco “The Sunset Tapes: A Cool Tapes”, que foi lançado há uma semana. O clipe traz Jaden bastante agitado em torno de um batmóvel de milionário, dançando ao estilo canguru – com pulos – enquanto interpreta seu novo rap em duas locações diferentes, sem largar o celular e com direito a água de sua grife particular. Isto mesmo. Jaden Smith lançou uma marca de água, chamada JUST Water, que é “produzida de forma responsável e embalada para melhorar o impacto ambiental e comunitário”, segundo o site oficial. Além disso, as garrafas são todas feitas de papel e plástico à base de plantas. É o que ele bebe no clipe.
Legalize Já acerta praticamente tudo ao contar a gênese do Planet Hemp
É raro uma cinebiografia acertar a mão. Muitas tentam dar conta da vida completa do artista ou da pessoa em questão e acabam por tornar tanto a narrativa quanto o personagem rasos. Não é o caso de “Legalize Já – Amizade Nunca Morre”, dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, que faz um recorte destacando a amizade entre Marcelo D2 e Skunk, responsáveis pela criação de uma das bandas mais importantes do cenário brasileiro dos anos 1990, o Planet Hemp. Bastava estar vivo naquela década para lembrar o que o rolava nas rádios e nas televisões: era o boom do pagode e do axé. O surgimento das novas bandas da turma de 1994 foi crucial para dar uma oxigenada no rock daquele período, ainda que as bandas da década anterior ainda estivessem ativas e interessantes. Mas era preciso sangue novo e essa nova turma em geral soube lidar com a transgressão de maneira muito mais efetiva que a turma anterior. Colocar a legalização da maconha como principal bandeira por si só já foi um trunfo. Mas o Planet Hemp tinha também muito a oferecer no que se refere à qualidade de sua música. Uma coisa que muita gente não sabia era a importância de Skunk para a criação do conceito da banda. Marcelo não acreditava em si mesmo, embora as letras tenham partido dele desde o começo. Skunk, soropositivo, tentou lidar com a doença até onde deu. Na época, os coquetéis para combater o avanço do HIV eram muito desconfortáveis e tinham efeitos colaterais desagradáveis. “Legalize Já” ganhou o subtítulo “Amizade Nunca Morre” justamente por focar mais na amizade da dupla do que na criação musical. As linhas paralelas das vidas de Marcelo, camelô que vendia camisetas de banda de rock na rua, e Skunk, que morava com um amigo argentino dono de bar e de uma espécie de mini-estúdio caseiro, cruzam-se em um momento em que o rapa aparece para desmontar as bancas de alguns vendedores de rua. Chega a ser tocante ver a aproximação e a ótima química entre os dois, com Skunk sempre sendo o cara que motiva Marcelo a acreditar em si, em pensar grande com a ideia de montar uma das melhores bandas de rock do país. Apesar de haver aspectos dramáticos muito fortes, devido às situações nada fáceis da vida de ambos, o filme tem uma pegada leve, com cenas bem divertidas. E há também momentos musicais, que são de arrepiar. O que dizer da primeira vez em que ouvimos “Phunky Bhuda”? O que é aquele riff de guitarra, aquela energia? Vale destacar aqui as excelentes performances dos atores. Tanto Renato Góes (“Pequeno Dicionário Amoroso 2”) como Marcelo D2 quanto Ícaro Silva (“Sob Pressão”) como Skunk estão ótimos. Principalmente o segundo, que exala um carisma impressionante. E também a evolução do diretor Johnny Araújo, que filma rock desde sua estreia, “O Magnata” (2007), com roteiro de Chorão e participação do Marcelo Nova, e seguiu firme no tema com “Depois de Tudo” (2015), uma espécie de ode à canção “Soldados”, da Legião Urbana. “Legalize Já” é poesia urbana que, em vez de rimas, usa imagens.
Trilha de Homem-Aranha no Aranhaverso ganha clipe com música de Post Malone
A animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” ganhou um clipe musical. Trata-se do primeiro single de sua trilha sonora, “Sunflower”, gravada por Post Malone e Swan Lee – que repetem a parceria de “Spoil My Night”. O vídeo traz cenas da animação embaladas pela música, mas também têm sequências em que Miles Morales cantarola a letra. O que causa um certo desconforto. Afinal, o primeiro Homem-Aranha negro dos quadrinhos deveria ter um uma trilha mais politicamente correta que o pop de um “rapper” branco. Imagine se Post Malone fosse escolhido para encabeçar a trilha de “Pantera Negra”? Fica a dica: o intérprete de Miles Morales na série animada “Ultimate Homem-Aranha” é ninguém menos que Donald Glover. Que os fãs de rap conhecem como Childish Bambino. Alguém que faria uma trilha perfeita para a produção. A Sony ainda não revelou quem assina as demais faixas da trilha sonora. Em comunicado oficial, o estúdio/gravadora afirma que a trilha do filme é “uma antologia musical contemporânea”, que visa abraçar diversos gêneros, como hip-hop, pop e música latina. “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem estreia prevista para 10 de janeiro no Brasil, mas a trilha sai um mês antes, em 14 de dezembro, junto com o lançamento do filme nos Estados Unidos.










