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  • Filme

    Harvey Weinstein quase trocou Peter Jackson por Quentin Tarantino em O Senhor dos Anéis

    4 de maio de 2018 /

    “O Senhor dos Anéis” dirigido por Quentin Tarantino? Isto quase aconteceu. O produtor Harvey Weinstein ameaçou substituir o diretor Peter Jackson por Tarantino, se ele não reduzisse a adaptação do livro de J.R.R. Tolkien para um longa de duas horas. A informação foi divulgada pelo site o jornal The Guardian, que teve acesso a um livro do escritor britânico Ian Nathan sobre os bastidores da produção, “Anything You Can Imagine: Peter Jackson & The Making of Middle-Earth”. A história revela a abordagem truculenta de Weinstein, que cultivava uma imagem de cult para a mídia, mas era o pior produtor de Hollywood, tão infame que ganhou o apelido de Harvey “Mãos de Tesoura”, pela mania de cortar filmes sem dó, inclusive produções internacionais de arte, que adquiria para exibir nos Estados Unidos com o objetivo de fingir imagem oposta do que era. O livro conta que Weinstein achava que o diretor estava desperdiçando US$ 12 milhões no desenvolvimento de um roteiro de dois filmes. Ele queria que tudo coubesse num filme só. E se Jackson não conseguisse diminuir a duração do filme, ele seria substituído pelo diretor de “Shakespeare Apaixonado”, John Madden, ou por Quentin Tarantino. Jackson bateu o pé e foi buscar outro parceiro financeiro para o projeto. A franquia acabou indo para o estúdio New Line, que comprou os direitos da Miramax, produtora dos irmãos Weinstein, por US$ 12 milhões. Curiosamente, a New Line também concordou que dois filmes não era o ideal. Fez três! E faturou quase US$ 3 bilhões nas bilheterias mundiais. Em dezembro do ano passado, Peter Jackson contou parte dessa história, comparando o comportamento dos irmãos Weinstein a “pistoleiros da máfia de segunda classe”. O assunto veio à tona após o escândalo de assédio sexual do produtor. Jackson se lembrou que duas das atrizes que acusaram Harvey Weinstein foram vítimas de uma “campanha de difamação” para que não trabalhassem em “O Senhor dos Anéis”. Ao saber disso, Ashley Judd decidiu entrar com um processo contra Weinstein por prejudicar sua carreira. Além dela, Mira Sorvino também estava cotada para atuar em “O Senhor dos Anéis”. Como as duas se recusaram a ceder aos abusos de Weinstein, ele cumpriu a ameaça de boicotá-las. “Lembro que a Miramax nos disse que era um pesadelo trabalhar com elas e que devíamos evitá-las a todo custo”, assegurou Jackson. “Naquele momento não tínhamos nenhuma razão para questionar o que estes caras estavam dizendo… Mas agora suspeito que nos deram informação falsa sobre estas duas talentosas mulheres e, como resultado direto, seus nomes foram eliminados da nossa lista de casting”, lamentou o diretor. Na ocasião, Jackson pediu desculpas às atrizes por ter acreditado nas mentiras de quem agora se sabe ser um predador sexual, e lamentou ter sido cúmplice na lista negra que prejudicou suas carreiras.

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  • Filme

    Quentin Tarantino e diversos atores entram na justiça para cobrar milhões de Weinstein

    30 de abril de 2018 /

    A falência da produtora The Weinstein Company vem atraindo diversos interessados em seus ativos, mas também há muitas dívidas a serem acertadas. Para o diretor Quentin Tarantino, nenhum negócio de venda do estúdio pode ser fechado sem que ele receba sua parte: US$ 4,5 milhões em direitos autorais devidos. O advogado do cineasta deu entrada num processo na justiça da Califórnia para preservar seus direitos e impedir que os diretores da TWC possam embolsar milhões com a venda, sem antes acertar sua dívida. E ele não foi o único a tomar essa iniciativa. Atores como Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Brad Pitt, Jake Gyllenhaal, Bill Murray, Meryl Streep e Julia Roberts alegam que a empresa lhes deve pagamentos por direitos autorais. Até o próprio Harvey Weinstein, cujo escândalo sexual causou a falência da empresa, está cobrando dinheiro da TWC na justiça. A dívida de Tarantino é a maior de todas, porque sua parceria com Weinstein foi duradoura. Começou ainda nos anos 1990, na época da primeira produtora dos irmãos Weinstein, a Miramax, que lançou seus primeiros filmes, “Cães de Aluguel” (1992), “Pulp Fiction” (1994) e “Jackie Brown” (1997). Mas a preocupação do diretor é mesmo com os quatro filmes que dirigiu para a Weinstein Company na última década. Segundo os papéis da declaração de falência, são devidos royalties de “À Prova de Morte” (2007), “Bastardos Inglórios” (2009), “Django Livre” (2012) e “Os Oito Odiados” (2015), pelos quais o diretor reclama, respectivamente, US$ 300 mil, US$ 575 mil, US$ 1,25 milhão e cerca de US$ 2,5 milhões. Leonardo DiCaprio contesta um pagamento devido em seu contrato de atuação em “Django livre”. Jake Gyllenhaal e Rachel McAdams entraram com ações indenizatórias pelo filme “Nocaute”, de 2015. Jennifer Lawrence alega não ter recebido informações suficientes sobre os rendimentos do filme “O Lado Bom da Vida” (2012). Os advogados da atriz pedem para analisar os registros financeiros da produtora para ver o faturamento gerado pelo premiado filme e concluir a participação dela nos lucros. O mesmo acontece em relação a Meryl Streep e Julia Roberts por “Álbum de Família” (2013), e Brad Pitt, por “O Homem da Máfia” (2012), que reclamam da falta de registros financeiros e também da proposta do devedor de transferir seus contratos no leilão sem acenar com nenhuma compensação correspondente aos aditivos contratuais. Outros nomes importantes que entraram na Justiça incluem o autor Stephen King, os herdeiros de Wes Craven, Lin-Manuel Miranda (pelo musical inédito “In the Heights”) e o diretor David O. Russell.

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  • Filme

    Diretora de Jessica Jones negocia comandar próximo filme da franquia Star Trek

    26 de abril de 2018 /

    A diretora S.J. Clarkson, que assinou os primeiros episódios de “Jessica Jones” e “Os Defensores”, está em negociações com a Paramount para assumir o comando de um dos dois filmes de “Star Trek” anunciados pelo presidente do estúdio, Jim Gianopulos, na terça (25/4) durante a convenção CinemaCon. Caso tudo corra como previsto, ela se tornará a primeira cineasta a ir onde nenhuma mulher jamais esteve. Até então, todos os filmes da franquia foram dirigidos por homens. Clarkson filmará o quarto longa da franquia reiniciada, continuação de “Star Trek: Sem Fronteiras” (2016), que segue as aventuras da tripulação da Enterprise comandada pelo Capitão Kirk (Chris Pine). Segundo rumores antigos, a trama vai incluir viagem no tempo e trará de volta Chris Hemsworth (o Thor) na pele do pai de Kirk, papel que o ator interpretou no reboot de 2009. Além deste filme, o diretor Quentin Tarantino desenvolve outro “Star Trek”, que atualmente está sendo escrito por Mark L. Smith, roteirista de “O Regresso”. Os dois longas serão produzidos por J.J. Abrams, que assumiu o comando da franquia ao dirigir “Star Trek” (2009).

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  • Filme

    Paramount anuncia a produção de dois novos filmes da franquia Star Trek

    26 de abril de 2018 /

    A Paramount Pictures anunciou uma série de continuações de franquias durante sua participação da CinemaCon, convenção anual da indústria cinematográfica em Las Vegas. Além de revelar que o terror “Um Lugar Silencioso” teria uma sequência, a principal novidade ficou por conta da produção de dois filmes da franquia “Star Trek”. O diretor executivo do estúdio, Jim Gianopulos, não deu detalhes sobre as continuações de “Star Trek: Sem Fronteiras”, de 2016. Mas, há dois anos, chegou a ser anunciado que o quarto filme traria de volta Chris Hemsworth (o Thor), que viveu George, o pai do capitão James Kirk, em “Star Trek” (2009). Existe também o projeto de um longa trekker com produção e direção do cineasta Quentin Tarantino (“Os Oito Odiados”). As outras continuações anunciadas já eram conhecidas: um novo “Exterminador do Futuro” com Arnold Schwarzenegger, “Top Gun: Maverick”, com Tom Cruise, e “Guerra Mundial Z 2”, com Brad Pitt. Os dois primeiros devem chegar aos cinemas em 2019, enquanto o filme dos zumbis ainda não tem previsão para começar a ser rodado. O estúdio também pretende filmar o jogo de tabuleiro “Dungeons and Dragons”. Mas o filme não será continuação do trash “Dungeons & Dragons – A Aventura Começa Agora”, de 2000, que rendeu uma sequência lançada direto em DVD em 2005. Trata-se de um reboot completo da franquia.

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  • Música

    Rick e Morty enfrentam aliens com a violência de Tarantino no novo clipe de Run the Jewels

    17 de março de 2018 /

    Os heróis da animação “Rick e Morty” embarcam em uma aventura interdimensional no novo clipe da dupla de rap Run the Jewels, no qual enfrentam alienígenas com a violência de um filme de Quentin Tarantino. O vídeo de “Oh Mama” foi dirigido por Juan Meza-León, que assina os episódios da série “Rick e Morty”. Na trama, o cientista louco Rick e seu neto Morty (ou uma versão alternativa dele) viajam pelo espaço para resgatar um embrião alienígena de uma boate sombria. Enquanto os protagonistas eliminam seus inimigos de outro mundo, Meza-León mescla referências visuais de “Pulp Fiction” e “Cães de Aluguel” com citações às franquias “Homens de Preto” e “Star Wars”. O lançamento antecipa o envolvimento do Run the Jewels com o primeiro festival do canal pago Adult Swim, que exibe a criação de Dan Harmon e Justin Roiland. O evento, que vai misturar música e animação, só vai acontecer em outubro. Mas os ingressos começaram a ser vendidos nesta semana.

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  • Filme

    Brad Pitt e Leonardo DiCaprio vão estrelar novo filme de Tarantino, que já tem título

    28 de fevereiro de 2018 /

    O ator Brad Pitt vai se juntar a Leonardo DiCaprio no novo filme de Quentin Tarantino, que teve seu título oficial divulgado junto do anúncio. O longa será chamado “Once Upon a Time em Hollywood” (Era uma Vez em Hollywood, em tradução literal). O comunicado da Sony Pictures descreve a produção como “uma história passada em Los Angeles em 1969, no auge da era hippie de Hollywood. Os dois personagens principais são Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), ex-estrela de uma série de western, e seu dublê de longa data Cliff Booth (Brad Pitt). Ambos estão lutando para manter as carreiras numa Hollywood que não reconhecem mais. Mas Rick tem uma vizinha muito famosa ao lado de sua casa… Sharon Tate.” Para quem não lembra, Sharon Tate era uma atriz belíssima, que vivia o auge da carreira e esperava o primeiro filho de seu casamento com o diretor Roman Polanski quando foi assassinada pelos seguidores de Charles Manson em 1969. Pitt e DiCaprio já tinham trabalhado antes com o diretor, respectivamente em “Bastardos Inglórios” (2009) e “Django Livre” (2012). Mas nunca estiveram no mesmo longa em suas carreiras. A única vez que contracenaram foi num curta, “The Audition” (2015), interpretando a si mesmos para Martin Scorsese. “Eu tenho trabalhado neste roteiro por cinco anos, além de morar em Los Angeles a maior parte da minha vida, inclusive em 1969, quando eu tinha sete anos de idade. Estou muito animado para contar esta história de uma LA e uma Hollywood que não existem mais. E não poderia estar mais feliz com a dupla dinâmica de DiCaprio & Pitt como Rick & Cliff”. O diretor agora busca definir a intérprete de Tate. Ele estaria de olho em Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) para viver a atriz. Polanski também é um dos personagens do filme, e havia boatos de um papel para Tom Cruise, que pode ser justamente este. “Once Upon a Time em Hollywood” tem previsão de estreia para 9 de agosto de 2019 nos Estados Unidos, dia em que se completará 50 anos do assassinato de Sharon Tate.

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  • Filme

    Indicado ao Oscar 2018, O Insulto já chegou longe pelo que oferece

    24 de fevereiro de 2018 /

    O filme libanês “O Insulto” é um dos cinco finalistas na disputa pelo Oscar 2018 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. É a primeira produção do Líbano que chega a tanto. E é uma proeza estar entre títulos de peso. Não que ao tema com que lida falte apelo. Ao contrário, é assunto de todos os dias no noticiário internacional. Uma divergência absolutamente banal, uma calha que verte água por onde não podia, molhando as pessoas, opõe dois homens: o mecânico cristão-libanês Tony (Adel Karam) e o refugiado palestino Yasser (Kamel El Basha, premiado como Melhor Ator no Festival de Veneza pelo papel). Um desentendimento, um insulto, e tudo vai parar nos tribunais. A partir daí, o conflito localizado não só se estabelece como vai progressivamente se ampliando, para acabar abarcando toda a questão judaico-palestina que envolve o Oriente Médio. Tema espinhoso, sem solução, tratado com uma certa ingenuidade política pelo diretor e roteirista Ziad Doueiri (que começou a carreira como assistente de Quentin Tarantino em filmes como “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction”). Vamos descobrindo, ao longo das discussões que o filme mostra, que, afinal, os dois contendores em conflito sofreram ambos violências atrozes. São, portanto, vítimas. O que abre espaço para o discurso da conciliação, como se nessa história toda as coisas simplesmente se equiparassem. O que falta é o quê? Boa vontade, disposição política? Não é tão fácil assim. Há questões históricas complexas aí envolvidas, fanatismos de todos os tipos: políticos, religiosos, culturais, étnicos. Boas intenções não bastam. Aliás, o próprio filme apresenta esses impasses quando mostra as reações dos grupos envolvidos e representados nas ações dos tribunais, suas repercussões midiáticas e tudo o mais. As pessoas, individualmente, podem se pacificar, tornarem-se tolerantes, praticar a empatia. Ainda assim, o impasse coletivo continuará lá. O social e o político não são a soma das ações individuais. Assumem outra dimensão que tem de ser encarada e a verdade é que ninguém mais sabe encontrar o tal caminho da conciliação, nem mesmo sabe se, neste caso, ele ainda existe. “O Insulto” é bem produzido, mas é um filme absolutamente convencional. Já alcançou uma evidência e um sucesso de público pelo mundo surpreendentes pelo que oferece.

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  • Etc,  Filme

    Coordenador de dublês de Kill Bill revela que Tarantino dispensou dublês no dia do acidente de Uma Thurman

    10 de fevereiro de 2018 /

    Após o questionamento do Sindicato dos Atores, o coordenador de dublês responsável pelas cenas de ação de “Kill Bill” (2003) resolveu se manifestar. Em entrevista à revista The Hollywood Reporter, ele afirmou que não foi chamado a trabalhar no dia em que a atriz Uma Thurman se acidentou, ao filmar uma cena dirigindo um carro antigo conversível. “Em momento nenhum eu fui avisado ou consultado sobre o fato da sra. Thurman pilotar um carro em cena naquele dia”, revelou o experiente Keith Adams, responsável pela segurança dos atores no set. Thurman revelou há uma semana, em entrevista ao jornal The New York Times, que teria sido pressionada pelo diretor Quentin Tarantino a dirigir um Karmann Ghia modelo 1973 por uma estrada de terra no México. Ela perdeu o controle do veículo e acabou colidindo com uma árvore. Ela conseguiu um vídeo do acidente com Tarantino, que mostra o momento do impacto, que a deixou com ferimentos em seu pescoço e joelhos. “Nenhuma cena de risco estava programada para ser filmada naquele dia. Todo o departamento de dublês foi dispensado e ninguém chamado ao set”, afirmou o coordenador de dublês. “Se tivessem me envolvido, eu teria insistido não só em colocar um piloto profissional ao volante como também em garantir que o carro estivesse seguro para correr na estrada”, completou. Em entrevista recente ao site Deadline, Tarantino afirmou que nunca considerou a cena em questão como “uma cena de risco“. Entretanto, dublês experientes ouvidos pelo The Hollywood Reporter afirmaram que houve, sim, grande risco e criticaram o diretor pela imprudência. “Ela poderia ter morrido por decapitação”, afirmou o dublê veterano Andy Armstrong. “O carro poderia facilmente ter capotado e a câmera vindo para a frente. Foi irresponsabilidade em um nível imenso”, completou. Falando com mágoa sobre o episódio, Thurman disse que se recusou inicialmente a pilotar o veículo na cena. “Quentin veio no meu trailer e não gostou de ouvir um ‘não’. Ele disse: ‘Eu prometo a você que o carro está ótimo. É um trecho de estrada reta”, lembrou a atriz, que relata ter brigado por 15 anos com Harvey Weinstein e os produtores do filme para conseguir as imagens que provavam o que realmente aconteceu naquele dia. “O que me afetou mesmo quanto ao acidente foi sentir que tinha sido agredida de tal forma que ficara vulnerável.” Após a divulgação do vídeo, na última semana, Tarantino confirmou o relato da atriz e disse que o episódio é “um dos maiores arrependimentos de sua vida”.

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  • Etc

    Vítima de estupro de Polanski diz lamentar que usem seu nome para atacar Tarantino

    9 de fevereiro de 2018 /

    Samantha Geimer, que foi estuprada por Roman Polanski em 1977, aos 13 anos de idade, deu uma entrevista ao site Indiewire em que deixa claro que não protestou ou quis bater em Quentin Tarantino após o ressurgimento de uma entrevista antiga em que ele defendeu Polanski, dizendo que o que ocorrera não era “estupro”, pois Geimer “estava a fim”. Ela disse que, ao contrário, lamenta que usem seu nome para atacar Tarantino ou qualquer outra pessoa, pois não deu autorização para nenhum paladino das redes sociais. “Estou ciente de que meu estupro está sendo usada para atacá-lo e eu realmente não gosto disso”, disse Geimer. “Eu sei o que aconteceu. Não preciso que outras pessoas reflitam sobre o que é ser estuprada aos 13 anos”, ela declarou. Geimer perdoou publicamente Polanski, que lhe deu comprimidos e álcool e depois teve sexo ilegal com ela em 1977 na casa de Jack Nicholson. Recentemente, ela reclamou da promotoria de Los Angeles, que insiste em manter o caso aberto para benefício próprio, apesar disso mantê-la ligada a algo que aconteceu há 40 anos e que preferiria esquecer. Na quinta-feira, foi a vez de Tarantino lhe pedir desculpas públicas por suas observações, dizendo: “Eu quero me desculpar publicamente com Samantha Geimer por meus comentários no ‘The Howard Stern Show’ especulando sobre ela e o crime que foi cometido contra ela. Eu percebi o quanto eu estava errado 15 anos atrás. Samantha foi estuprada por Roman Polanski. Quando Howard trouxe à tona o tema Polanski, eu incorretamente assumi a posição de advogado do diabo no debate para ser provocador. Eu não levei em consideração os sentimentos dela e por isso eu estou muito arrependido. Então, Samantha, eu fui ignorante e insensível. Acima de tudo, incorreto. Me desculpe”. Samantha contou que Tarantino lhe ligou pessoalmente, e embora não precisasse, considerou que foi muito “bacana” da parte dele. “Eu acho que ele percebeu que as coisas que ele disse para chocar envolvem uma pessoa real – eu – e ele não estava pensando nisso na época”, disse Geimer. “Ele se sentiu mal por isso”. Ela revelou que aproveitou a oportunidade para perguntar-lhe sobre seus filmes, especialmente sobre o próximo sobre Charles Manson e os assassinatos de Sharon Tate, uma premissa que “está me deixando louca”. Geimer acrescentou que não achava que precisasse de desculpas de Tarantino, “Mas, uma vez que eu vi por escrito no dia seguinte, percebi que isso me fez sentir melhor. Então, sobre desculpas, acho que você deve aceitá-las, mesmo se não as quer”. Vítima de assédio, abuso e estupro, Samantha Geimer também comentou o movimento #MeToo, dizendo que o mais importante é que a vítima de predador sexual fizesse sua escolha, sobre falar ou não de suas experiências, sem ser forçada a nada. “Eu acho que se você é uma vítima de agressão sexual, faça o que decidir fazer. Denuncie, não denuncie. Fale sobre isso, não fale sobre isso. É uma questão individual e ninguém deve ser pressionado ou forçado a ficar calado ou compartilhar”, disse ela.

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  • Etc,  Filme

    Uma Thurman poderia “ter morrido por decapitação”, diz dublê sobre acidente em Kill Bill

    9 de fevereiro de 2018 /

    Dublês profissionais e o Sindicato dos Atores dos Estados Unidos, que também representa os dublês em Hollywood, decidiram se manifestar em repúdio contra o acidente revelado por Uma Thurman ao jornal The New York Times no sábado passado (3/2). Na entrevista, a atriz contou ter sofrido um acidente de carro durante as filmagens de “Kill Bill”, em 2003, e que o caso teria sido abafado pelos produtores. O diretor dos filmes, Quentin Tarantino, insistiu para a atriz fazer a cena em alta velocidade de forma a conseguir fotografar o vento levantando os cabelos dela. Com a revelação de um vídeo da batida, Tarantino se desculpou dizendo que foi “um dos maiores arrependimentos” de sua vida. “Ela poderia ter morrido por decapitação”, afirmou o dublê veterano Andy Armstrong à revista The Hollywood Reporter, após ver o vídeo do acidente, que resultou em uma concussão e em ferimentos nos joelhos da atriz. “O carro poderia facilmente ter capotado e a câmera vindo para a frente. Foi irresponsabilidade em um nível imenso”, completou. Em seu relato, Uma Thurman disse que não se sentiu confortável dirigindo o carro e pediu um dublê, que Tarantino teria recusado por causa do custo, afirmando que era uma estrada reta. Outra dublê com longa experiência, Melissa Stubs, destacou que não é responsabilidade da atriz convencer o diretor que ela não deve fazer a cena. “Por isso, é preciso um coordenador de dublês com experiência”, disse ela. “A situação descrita pedia um dublê e a filmagem com Uma provavelmente seria uma violação de segurança”, disse um porta-voz do Sindicato dos Atores. “Em geral, apenas dublês profissionais deveriam interpretar essas cenas com a supervisão de um coordenador especializado para garantir uma performance segura e correta.” A responsabilidade pela segurança de Uma no set era dividida entre os produtores, Tarantino e o coordenador de dublês, que no caso era Keith Adams.

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  • Etc,  Filme

    Entrevista antiga traz Fergie acusando Tarantino de mordê-la em filmagem

    8 de fevereiro de 2018 /

    Mais um dia, mais uma controvérsia. O site Jezebel, que desencavou a polêmica entrevista radiofônica em que Quentin Tarantino defendia o colega Roman Polanski do estupro de uma menor, publicou nesta quinta (8/2) um vídeo com outra entrevista antiga, em que Fergie diz ter sido mordida por Tarantino durante a filmagem de “Planeta Terror”, lançamento de 2007. Tarantino fez uma pequena participação como zumbi no filme, dirigido por Robert Rodriguez, e teria sido tão dedicado ao personagem que chegou a morder a cantora. A entrevista foi incluída como bônus no DVD de “Planeta Terror”, e traz Fergie brincando sobre o “método” de interpretação do cineasta. “Então eu estou fazendo a cena e ele começa a me morder”, disse ela. A declaração é acompanhada por imagens que mostram Tarantino prendendo a cantora-atriz no chão, enquanto ela ri e diz “F*, sai de cima de mim”. Na entrevista de bastidores sobre o incidente, Robert Rodriguez disse: “Não foi tão ruim. Não foi uma mordida, porque ela não estava sangrando nem nada. Certamente, ela sentiu alguns dentes na carne. Isso acontece, as pessoas entram no papel.” Em mais imagens incluídas no vídeo, Fergie mostrou uma hematoma visível em seu ombro direito. “Quentin me mordeu. E no final desta filmagem, eu vou mordê-lo de volta”, disse ela. A conduta de Tarantino nos sets de filmagens não saem das manchetes desde sábado, quando Uma Thurman revelou ter

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  • Etc

    Tarantino pede desculpas por defender Polanski de acusação de estupro há 15 anos

    8 de fevereiro de 2018 /

    Depois de se dizer arrependido pelo acidente de Uma Thurman em “Kill Bill” (2003), o diretor Quentin Tarantino precisou fazer outro pedido de desculpas nesta semana, por algo acontecido na mesma época, há 15 anos. Tarantino emitiu um comunicado nesta quinta (8/2) em que se desculpa pelos comentários feitos durante uma entrevista ao radialista Howard Stern em 2003, em que defendeu o diretor francês Roman Polanski, considerado culpado em 1977 por estuprar Samantha Geimer, que na época tinha 13 anos. Polanski foi preso em 1977 e acusado de cinco crimes, incluindo estupro por uso de drogas, perversão, sodomia e atos lascivos com uma criança menor de 14 anos. Ele cumpriu menos de dois meses de detenção, fez um acordo com o advogado da jovem para reduzir as acusações a um crime de sexo com menor e serviria uma pena em liberdade condicional, mas após ser informado de que o juiz não aceitaria o acordo, fugiu dos Estados Unidos para a França, de onde não poderia ser extraditado por ser cidadão francês. Mas Tarantino afirmou que o caso deveria ter sido tratado como sexo consentido com menor de idade, e não estupro, já que a garota teria “consentido” com o ato, afirmando inclusive que ela “estava a fim”. “Ele não estuprou uma criança de 13 anos. Ele fez sexo consentido com uma menor de idade. Não é estupro. Para mim, quando você usa a palavra estupro, vocês está falando de violência, de jogar a pessoa no chão. É um dos tipos de crimes mais violentos do mundo”, comparou o diretor, A entrevista foi resgatada pelo site Jezebel e repercutiu em todo o mundo. A própria Samantha Geimer se manifestou. Em uma entrevista com o Daily News, ela disse que não se tratou de sexo consentido, mas não pegou em tochas e forcados. “Não estou chateada, mas provavelmente me sentirei melhor se ele perceber que estava errado, depois de 15 anos, depois de ouvir os fatos. Mas ninguém deve ficar irritada em meu nome. Eu estou bem.” Tarantino percebeu o equívoco de sua manifestação ao sentir a revolta da opinião pública e tratou de se desculpar. “Eu quero me desculpar publicamente com Samantha Geimer por meus comentários no ‘The Howard Stern Show’ especulando sobre ela e o crime que foi cometido contra ela. Eu percebi o quanto eu estava errado 15 anos atrás. Samantha foi estuprada por Roman Polanski. Quando Howard trouxe à tona o tema Polanski, eu incorretamente assumi a posição de advogado do diabo no debate para ser provocador. Eu não levei em consideração os sentimentos dela e por isso eu estou muito arrependido. Então, Samantha, eu fui ignorante e insensível. Acima de tudo, incorreto. Me desculpe”. O timing da polêmica coincide com a revelação de que Polanski será personagem do próximo filme de Tarantino, passado em 1969, sobre os crimes dos seguidores de Charles Manson. Uma das vítimas dos maníacos foi a atriz Sharon Tate, esposa de Polanski, que ao ser assassinada estava grávida.

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  • Filme

    Produtor acusado de acobertar acidente de Uma Thurman pede desculpas à atriz

    8 de fevereiro de 2018 /

    O veterano produtor Lawrence Bender, citado pela atriz Uma Thurman como um dos culpados pelos eventos envolvendo seu acidente nas filmagens de “Kill Bill” (2003), emitiu um comunicado, publicado pela revista The Hollywood Reporter na quarta (7/2), em que pede perdão, mas se diz inocente. “Nunca escondi nada da Uma ou de ninguém e nem encobri o acidente – jamais faria isso”, esclareceu o produtor, que também já havia trabalhado com a atriz em “Pulp Fiction” (1994) e em vários outros filmes de Quentin Tarantino, como “Cães de Aluguel” (1992), “Jackie Brown” (1997) e “Bastardos Inglórios” (2009). Mesmo se defendendo das acusações, ele pediu desculpas para a atriz. “Eu me arrependo profundamente agora que sei da dor física e emocional que Uma enfrentou nos últimos anos”, disse. “A segurança dos profissionais que trabalham nos filmes que produzo é essencial para mim e não quero que ninguém fique mal por isso.” O texto do produtor contrasta com o que relatou a atriz. “A forma como isso foi acobertado depois que aconteceu é que é imperdoável”, ela acusou, em seu Instagram, chegando a dar nomes aos responsáveis. “Eu culpo Lawrence Bender, E. Bennett Walsh e o notório Harvey Weinstein por isso. Eles mentiram, destruíram evidências e continuam me contradizendo sobre o dano que sofri”. Uma Thurman se acidentou na última semana de filmagem de “Kill Bill”, após o diretor Quentin Tarantino a pressionar a realizar uma cena num carro que uma dublê poderia fazer. Ela se recusou, por não se considerar boa motorista e por ser alertada sobre problemas no veículo pela equipe técnica, mas o diretor teria garantido que tudo estava bem com o carro e com a estrada, que ela só precisava acelerar em linha reta. “Quentin veio no meu trailer e não gostou de ouvir um ‘não’, como qualquer diretor”, diz ela. “Ele disse: ‘Eu prometo a você que o carro está ótimo. É um trecho de estrada reta’”. Isso acabou não sendo verdade. O carro rodopiou e bateu numa árvore, deixando a atriz presa nas ferragens. Ela conta que ficou com danos permanentes no joelho e no pescoço.

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