Desierto: Discurso de Trump contra mexicanos inspira psicopata no trailer do novo filme de Gael Garcia Bernal
A Itaca Films divulgou dois pôsteres um novo trailer de “Desierto”, suspense estrelado por Gael Garcia Bernal (atualmente em cartaz em “Zoom”), que usa um discurso duro de Donald Trump, candidato à presidência dos EUA, contra os imigrantes mexicanos. Enquanto se ouve o político falar mal do povo mexicano, as imagens mostram “ilegales” atravessando o deserto para tentar a vida nos EUA, demonstrando sua fé e vontade de prosperar, até que viram alvos de um cowboy psicopata, que busca abatê-los com um rifle. Ao final, o vídeo alerta: “As palavras são tão perigosas quanto balas”. Dirigido por Jonás Cuarón, roteirista de “Gravidade” (2013) e filho do cineasta vencedor do Oscar Alfonso Cuarón, o filme faz uma analogia entre o personagem de Bernal e o Moisés que busca a terra prometida. No caso, Moisés é um imigrante mexicano, que atravessa o deserto que separa seu país dos EUA na companhia de outros retirantes, com a esperança de uma vida melhor. Mas o que lhes espera no meio do caminho é um psicopata racista com chapéu de cowboy, armado com um rifle e acompanhado por um cachorro treinado para matar. Jeffrey Dean Morgan (o Negan da série “The Walking Dead”), único americano do elenco, vive o assassino. Entre os demais atores mexicanos, estão Diego Cataño (“Selvagens”), Marco Pérez (“Amores Brutos”) e a estreante Alondra Hidalgo. O filme estreia em 15 de abril no México, e ainda não tem previsão de lançamento nem no Brasil nem nos EUA.
Hush: Novo terror do diretor de O Espelho ganha primeiro trailer
A Blumhouse Productions divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Hush”, novo terror de Mike Flanagan, diretor do ótimo “O Espelho” (2013). A prévia acompanha uma mulher muda, ou seja, incapaz de gritar, que se vê aterrorizada numa casa isolada por um homem mascarado, que brinca com sua insegurança como os psicopatas dos filmes slasher. A mulher é vivida por Kate Siegel, que também trabalhou em “O Espelho” e coescreveu o roteiro do novo longa-metragem. Além dela, o elenco inclui John Gallagher Jr. (“Rua Cloverfield, 10”), Michael Trucco (série “Battlestar Galactica”) e Samantha Sloyan (série “Grey’s Anatomy”). “Hush” teve sua première mundial no Festival SXSW (South by Southwest) em 12 de março, quando foi adquirido pelo Netflix. O lançamento será exclusivo do serviço de streaming. A estreia está marcada já para o dia 8 de abril.
Diretora de Psicopata Americano quer filmar crimes de Charles Manson
A diretora Mary Harron e a roteirista Guinevere Turner, que fizeram juntas “Psicopata Americano”, vão retomar a parceria para contar a história de um psicopata americano real, Charles Manson. Intitulado “The Family”, o filme examinará os assassinatos infames cometidos pela “família” de Manson, uma seita de hippies assassinos que barbarizou os EUA no final dos anos 1960. A trama será centrada na estudante Karlene Faith, que se junta a outras jovens que sofreram lavagem cerebral como parte da seita de Manson. O roteiro, já finalizado, é baseado no livro “The Long Prison Journey of Leslie van Houten: Life Beyond The Cult”, escrito por Faith, e também no livro de Ed Sanders, “The Family”, sobre os assassinatos da família Manson. No momento, “The Family” está em processo de escalação de elenco para iniciar suas filmagens na metade do ano, em Los Angeles.
Gael Garcia Bernal é perseguido por cowboy psicopata em trailer de suspense do roteirista de Gravidade
A STX Entertainment divulgou as primeiras fotos e o trailer de “Desierto”, suspense dirigido por Jonás Cuarón, roteirista de “Gravidade” (2013) e filho do cineasta vencedor do Oscar Alfonso Cuarón. A prévia acompanha Gael Garcia Bernal (“El Ardor”) como Moisés em busca da terra prometida. No caso, Moisés é um imigrante mexicano, que atravessa o deserto que separa seu país dos EUA na companhia de outros “ilegales”, com a esperança de uma vida melhor. Mas o que lhes espera no meio do deserto é um psicopata racista com chapéu de cowboy, armado com um rifle e acompanhado por um cachorro treinado para matar. Jeffrey Dean Morgan (série “Extant”), único americano do elenco, vive o assassino. Os demais atores mexicanos incluem Diego Cataño (“Selvagens”), Marco Pérez (“Amores Brutos”) e a estreante Alondra Hidalgo. O filme estreia em 15 de abril no México, e ainda não tem previsão de lançamento nem no Brasil nem nos EUA.
O Presente transcende os filmes de psicopata com suspense convincente
Quando muitos já estão fechando suas listas de melhores do ano, ainda é possível encontrar surpresas no circuito, como este “O Presente”, primeiro longa dirigido pelo ator Joel Edgerton (“Aliança do Crime”), que já vinha desenvolvendo uma carreira paralela como roteirista – são dele as histórias de “Felony” (2013) e “The Rover – A Caçada” (2014). Ele também escreveu a trama deste “O Presente”, que a princípio parece muito simples, mas ao poucos se revela ambiciosa. Edgerton tece a história e conduz a tensão de forma primorosa. Na trama, Rebecca Hall (“Transcendence”) e Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”) são Robyn e Simon, um jovem casal de mudança para uma cidade nova que é reconhecido por um estranho, Gordon (o próprio Edgerton), um sujeito que já foi colega de escola de Simon, embora este demore a lembrar-se neste encontro. Gordon, ou Gordo, como era conhecido na escola, descobre facilmente onde o casal mora e passa a dar-lhes presentes e a visitá-los, embora fique no ar uma sensação de desconforto com sua presença. A primeira metade de “O Presente” lembra “Pacto Sinistro” (1951), de Alfred Hitchcock, por apresentar um personagem estranho e que ameaça a paz do casal. Mas nem tudo é preto no branco, como veremos mais adiante, já que a Robyn sofreu recentemente algo parecido com um colapso nervoso, e Simon não é um exemplo de homem íntegro e bondoso. Na verdade, sem querer entregar muito da trama e já entregando um pouco, um dos grandes méritos de “O Presente” é também lidar com um assunto que vem sendo discutido bastante atualmente, a questão do bullying, e no quanto isto é capaz de mexer com a cabeça de alguém. Isso faz com que o trabalho de Edgerton transcenda o tradicional filme de psicopata, trazendo tons de cinza para os personagens. Por outro lado, esse detalhe não seria suficiente se “O Presente” não deixasse o público tenso, assustado e se segurando na cadeira em vários momentos, com uma construção atmosférica que o qualifica como um dos melhores suspenses da atualidade. A escolha do elenco também foi muito acertada. Jason Bateman, embora mais conhecido por suas comédias, é capaz de transmitir o ar de quem não inspira confiança, assim como Rebecca Hall, a mulher bela, adorável e psicologicamente frágil da trama. Ambos combinam perfeitamente com os papéis. Mas é Edgerton quem toca o terror, literalmente, manifestando fisicamente a tensão evocada por seu roteiro e direção competentes.




