Festival cancela homenagem e mostra de filmes de José Dumont
O festival Cinefantasy, dedicado ao cinema fantástico, anunciou nesta quinta (15/9) o cancelamento da homenagem e da mostra de filmes dedicada ao ator José Dumont, que faria parte de sua 14ª edição em São Paulo. A programação foi aberta na terça (13/9), mas a chamada “Mostra Homenageado” só começaria na segunda-feira (19/9), com exibição de quatro filmes de Dumont no Cineclube Oswald de Andrade. Em nota, a organização do evento justificou que o cancelamento aconteceu “devido a acontecimentos recentes envolvendo o ator”, que foi preso em flagrante nesta quinta após a polícia encontrar pornografia infantil em sua casa, ao cumprir mandato de busca e apreensão numa investigação de pedofilia. “Lamentamos e registramos que a organização do festival não tem controle sobre a vida pessoal dos homenageados”, segue a nota, explicando que Dumont seria homenageado “pela sua bela carreira profissional”. O cancelamento não prejudica a programação do festival, que exibindo 115 filmes – 14 longas metragens e 92 curtas-metragens nas mostras competitivas, com sessões inéditas sendo exibidas no Reserva Cultural e Cine Satyros Bijou até o próximo domingo (18/9). Além de perder a homenagem, José Dumont também foi demitido da novela “Todas as Flores”, que ele gravava para a plataforma Globoplay. A prisão do ator fez parte de uma ação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, motivada por uma denúncia. O artista de 72 anos é investigado por ter supostamente mantido um relacionamento com um fã de 12 anos, ao qual teria oferecido ajuda financeira. A partir desse envolvimento, ele teria iniciado uma troca de beijos e carícias íntimas com o adolescente. Essa aproximação teria sido registrada por câmeras de segurança, que serviram de base para a abertura da investigação policial. Por conta disso, os oficiais realizaram um mandado de busca e apreensão na casa de Dumont, cumprido nesta quinta, onde foram encontrados imagens e vídeos de sexo envolvendo crianças, motivando a prisão em flagrante.
Globo demite José Dumont após prisão em flagrante
A Globo demitiu o ator José Dumont, que foi preso em flagrante nesta quinta (15/9) por armazenar pornografia infantil. Em comunicado enviado à imprensa, o Departamento de Comunicação da Globo afirmou que “Dumont estava contratado como obra certa especificamente para a novela ‘Todas as Flores’, a ser exibida no Globoplay. Diante dos fatos noticiados, a Globo tomou a decisão de retirá-lo da novela”. O texto ainda ressaltou que “a suspeição de pedofilia é grave” e “nenhum comportamento abusivo e criminoso é tolerado pela empresa, ainda que ocorra na vida pessoal dos contratados e de terceiros que com ela tenham qualquer relação.” O comunicado não informa como a empresa vai lidar com a presença de Dumont nos episódios já gravados da novela, que começou a ser produzida em julho e tem estreia prevista para 17 de outubro na plataforma Globoplay. De acordo com a sinopse da trama de João Emanuel Carneiro, o personagem do ator, chamado de Galo, era um dos vilões da trama. Ele explorava crianças que pedem esmola nas ruas em troca de uma vaga para dormir em um ônibus abandonado onde ele mora. Galo também atua como receptador do esquema de Zoé (Regina Casé), aliciando miseráveis na rua para enviar para uma fazenda de reprodução humana. O último trabalho do ator na TV tinha sido o Coronel Eudoro em “Nos Tempos do Imperador” (2021). Ele é visto em produções da Globo desde que teve o papel principal no telefilme “Morte e Vida Severina”, de 1981, e também participou da versão original de “Pantanal” na TV Manchete. Com uma longa carreira nas telas que vem desde o filme “Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia”, de 1977, Dumont também colecionou 21 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Candangos de Melhor Ator em Longa-Metragem no Festival de Brasília, dois Kikitos de Melhor Ator e um de Coadjuvante no Festival de Gramado, além de prêmios equivalentes nos festivais do Rio, Recife (Cine-PE), Miami (EUA), Havana (Cuba) e Huelva (Espanha). Sua prisão fez parte de uma ação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, motivada por uma denúncia. O artista de 72 anos é investigado por ter supostamente mantido um relacionamento com um fã de 12 anos, ao qual teria oferecido ajuda financeira. A partir desse envolvimento, ele teria iniciado uma troca de beijos e carícias íntimas com o adolescente. Essa aproximação teria sido registrada por câmeras de segurança, que serviram de base para a abertura da investigação policial. Por conta disso, os oficiais realizaram um mandado de busca e apreensão na casa de Dumont, cumprido nesta quinta, onde foram encontrados imagens e vídeos de sexo envolvendo crianças, motivando a prisão em flagrante.
Preso por pedofilia, José Dumont seria explorador de menores em nova novela
Preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quinta (15/9) com conteúdos de pornografia infanto-juvenil, o ator José Dumont viveria um explorador de menores em “Todas as Flores”, novela original da Globoplay, que começou a ser gravada em julho e tem estreia prevista para 17 de outubro. De acordo com a sinopse da trama, seu personagem, chamado de Galo, explora crianças que pedem esmola nas ruas em troca de uma vaga para dormir em um ônibus abandonado onde ele mora. Galo também atua como receptador do esquema de Zoé (Regina Casé), aliciando miseráveis na rua para enviar para uma fazenda de reprodução humana. Procurada pela imprensa, a Globoplay ainda não respondeu o que acontecerá com o futuro do personagem na trama de João Emanuel Carneiro. O último trabalho do ator na TV tinha sido o Coronel Eudoro em “Nos Tempos do Imperador” (2021). Ele é visto em produções da Globo desde que teve o papel principal no telefilme “Morte e Vida Severina”, de 1981, e também participou da versão original de “Pantanal” na TV Manchete. Com uma longa carreira nas telas que vem desde o filme “Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia”, de 1977, Dumont também colecionou 21 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Candangos de Melhor Ator em Longa-Metragem no Festival de Brasília, dois Kikitos de Melhor Ator e um de Coadjuvante no Festival de Gramado, além de prêmios equivalentes nos festivais do Rio, Recife (Cine-PE), Miami (EUA), Havana (Cuba) e Huelva (Espanha). Sua prisão fez parte de uma ação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, motivada por uma denúncia. O artista de 72 anos é investigado por ter supostamente mantido um relacionamento com um fã de 12 anos, ao qual teria oferecido ajuda financeira. A partir desse envolvimento, ele teria iniciado uma troca de beijos e carícias íntimas com o adolescente. Essa aproximação teria sido registrada por câmeras de segurança, que serviram de base para a abertura da investigação policial. Por conta disso, os oficiais realizaram um mandado de busca e apreensão na casa de Dumont, cumprido nesta quinta, onde foram encontrados imagens e vídeos de sexo envolvendo crianças, motivando a prisão em flagrante.
José Dumont é preso em flagrante durante investigação de pedofilia
O veterano ator José Dumont foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quinta (15/9) com vídeos de pornografia infanto-juvenil. Com vasta participação em novelas da Globo, o intérprete do Coronel Eudoro em “Nos Tempos do Imperador” (2021) é investigado por estupro de vulnerável e pedofilia. A prisão fez parte de uma ação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, após uma denúncia. O artista de 72 anos é investigado por ter supostamente mantido um relacionamento com um fã de 12 anos, ao qual teria oferecido ajuda financeira. A partir desse envolvimento, ele teria iniciado uma troca de beijos e carícias íntimas com o adolescente. Essa aproximação teria sido registrada por câmeras de segurança, que serviram de base para a abertura da investigação policial. Por conta disso, os oficiais realizaram um mandado de busca e apreensão na casa de Dumont, cumprido nesta quinta, onde foram encontrados imagens e vídeos de sexo envolvendo crianças, motivando a prisão em flagrante. Com uma longa carreira nas telas que vem desde o filme “Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia”, de 1977, Dumont tem 21 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Candangos de Melhor Ator em Longa-Metragem no Festival de Brasília, dois Kikitos de Melhor Ator e um de Coadjuvante no Festival de Gramado, além de prêmios equivalentes nos festivais do Rio, Recife (Cine-PE), Miami (EUA), Havana (Cuba) e Huelva (Espanha).
Carla Diaz revela fotos da continuação de “A Menina Que Matou os Pais”
A atriz Carla Diaz e a Galeria Distribuidora publicaram nesta segunda (12/9) nas redes sociais as primeiras fotos do novo filme em que vive a assassina Suzane von Richthofen. O longa também ganhou título oficial. Vai se chamar “A Menina Que Matou os Pais – A Confissão”, e acompanhará Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos nos dias após o crime e a investigação que terminou na prisão dos responsáveis. “O filme vem para atender aos inúmeros pedidos do público em conhecer os passos dos três acusados após o crime, além dos bastidores da investigação que culminou na prisão dos envolvidos”, descreveu Carla na rede social. A informação de que haveria um terceiro filme, após o sucesso de “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, já era conhecida desde maio. As filmagens começaram há um mês, mas Carla só confirmou mesmo no último domingo (11/9), em uma entrevista ao podcast “PodDelas” no Rock in Rio. Dirigidas por Maurício Eça, as duas produções lançadas pela Amazon Prime Video foram estreladas por Carla Diaz como Suzane von Richtofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos. Os filmes contam como o casal se envolveu e planejou a morte dos pais dela em 2002, com a ajuda do irmão do rapaz, Cristian (Allan Souza Lima). Escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes (de “Bom Dia, Verônica”), o roteiro foi baseado nos depoimentos dos réus durante o julgamento, em 2006. Cada um dos filmes trouxe o ponto de vista de um dos condenados. Sobre o novo longa-metragem, o diretor Mauricio Eça disse: “‘Confissão’ é um filme direto e cru, um thriller psicológico que você já sabe como acaba, mas não imagina como tudo aconteceu. Se passa durante oito dias muito intensos onde as verdades de cada personagem vão vindo à tona”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carla Diaz (@carladiaz) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Galeria Distribuidora (@galeriadistribuidora)
Jafar Panahi envia carta da prisão para o Festival de Veneza
O cineasta iraniano Jafar Panahi, que se encontra preso pelo regime ultraconservador de seu país, enviou uma mensagem em desafio à censura do Irã, que foi revelada no Festival de Veneza neste sábado (3/9). Um dos diretores mais premiados do Irã, que já venceu o Leão de Ouro de Veneza com “O Círculo” (2009), Panahi participa do festival deste ano com seu novo filme, “No Bears”, apesar de estar preso desde o mês passado, condenado a seis anos de encarceramento por fazer “propaganda contra o governo”. A propaganda consiste em filmes de temática social e o apoio do diretor aos protestos de 2009 contra a reeleição do ultraconservador Mahmud Ahmadinejad como presidente da República Islâmica. Detido por dois meses em 2010, ele já tinha passado 12 anos em prisão domiciliar e proibido de filmar por 25 anos. Apesar da sentença, ele conseguiu enviar a carta de sua cela na prisão, que o diretor do festival, Alberto Barbara, leu no início de um painel do festival intitulado “Cineastas sob ataque: fazendo um balanço, agindo”. “Somos cineastas, para nós viver é criar”, escreveu Panahi. “O trabalho que criamos não é encomendado [portanto] alguns de nossos governos nos veem como criminosos… alguns [cineastas] foram proibidos de fazer filmes, outros foram forçados ao exílio ou reduzidos ao isolamento. E, no entanto, a esperança de criar novamente é uma razão de existência.” Panahi foi o terceiro cineasta iraniano a ser preso no país em agosto. Além dele, também foram jogados em prisões Mohammad Rasoulof, que venceu o Urso de Ouro de Berlim com “Não Há Mal Algum” (2020), e Mostafa Aleahmad (“Poosteh”), em meio a uma onda de repressão aos artistas em todo o país. Panahi foi preso depois de protestar contra as prisões de Rasoulof e Aleahmad. O produtor de “Não Há Mal Algum”, Kaveh Farnam, disse no painel de Veneza, que o governo do Irã realiza “um grande ataque ao cinema iraniano independente, aos cineastas e tudo que não compartilha 100% da mesma ideologia do governo”. Fazer cinema no Irã, disse Farnam, “não é um direito, é um privilégio. O governo dá o privilégio a quem faz propaganda ou apresenta outra imagem [positiva] do país”. Quem não se sujeitar a isso ou não faz cinema ou é preso. Ele agradeceu à comunidade internacional por “fazer barulho” em apoio aos cineastas iranianos, mas alertou que a repressão “ainda não terminou” e outros cineastas correm riscos. Além da situação no Irã, o painel discutiu a perseguição de cineastas em outros países, com destaque para a repressão na Turquia, Egito e Mianmar. Um dos casos mais absurdos lembrados foi o do cineasta turco Cidgem Mater, que não foi preso por fazer um filme, mas “por pensar em fazer um filme” sobre um assunto proibido. Mater também enviou uma carta a Veneza, escrita de sua cela na prisão, agradecendo à comunidade cinematográfica internacional por seu apoio. Vanja Kalurdjercic, diretora do Festival Internacional de Cinema de Roterdã e uma das fundadoras da Comissão Internacional de Cineastas em Risco (ICFR, na sigla em inglês), disse que é necessário que a comunidade cinematográfica global “soe um alarme muito alto” sobre o “aumento dramático” de censura, prisão e abuso de cineastas em todo o mundo. Até agora, o ICFR arrecadou 420 mil euros para ajudar cineastas na Ucrânia e conseguiu ajudar centenas de integrantes da indústria cinematográfica do Afeganistão a fugir do país em segurança, após a nova ascensão do Talebã.
Atriz que dublou Pocahontas da Disney é presa nos EUA
A atriz Irene Bedard, de 55 anos, que deu voz à princesa Pocahontas no desenho da Disney de 1995, foi presa em Greene County, cidade do estado de Ohio, nos EUA, após ficar descontrolada. De acordo com o relatório da polícia obtido pelo site americano TMZ, autoridades estavam fazendo uma ronda no local, quando receberem uma denúncia de que uma mulher havia desmaiado nos arbustos em uma rua residencial. Ao chegarem no tal endereço, os policiais encontraram Irene em um estacionamento, totalmente descontrolada. Primeiro, ela conversou normalmente com os policiais e, em seguida, passou a chorar. A notícia ainda aponta que Irene estava com outra mulher, Sheila, que disse à polícia o nome de alguém que eles poderiam contatar para cuidar de Irene. Neste momento, a atriz começou a gritar e tentou fugir dos policiais e acabou sendo presa. Segundo o TMZ, a prisão teria acontecido na sexta-feira (19/8) e, após dois dias detida, ela foi liberada no domingo (21/8). Não é a primeira vez que ela é presa. Bedard já tinha sido detida duas vezes em um período de três dias em novembro de 2020. Pouco antes desses problemas, a atriz reviveu seu papel mais famoso, atuando como dubladora de Pocahontas na animação “WiFi Ralph: Quebrando a Internet”, em 2018. Ela também foi a mãe de Pocahontas no filme live-action “O Novo Mundo” (2005), do diretor Terrence Malick, com quem ainda trabalhou em “A Árvore da Vida”, estrelado por Brad Pitt em 2011. Recentemente, ela completou cinco filmes independentes, que estão em fase de pós-produção para lançamento nos EUA.
Carla Diaz compartilha filmagens de “vocês sabem o quê”
A atriz Carla Diaz compartilhou em seu Instagram uma foto do começo das filmagens de seu novo longa, provocando os fãs com a legenda: “Gravando. E vocês sabem o quê?” Aparentemente, os fãs sabem. Todas as especulações apontam para o terceiro longa sobre o Caso Richthofen, que já rendeu a sessão dupla “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus pais”, ambos dirigidos por Maurício Eça e lançados em 2021. Carla interpreta a assassina Suzane von Richthofen nas produções. O post deu as dicas ao marcar a produtora Santa Rita Filmes e a Galeria Distribuidora, que foram parceiras em “A Menina” e “O Menino”. Devido à pandemia, os longas acabaram negociados com o streaming e, em vez de chegar aos cinemas, saíram direto na Amazon Prime Video em setembro do ano passado, onde se tornaram grande sucessos. O roteiro da continuação está pronto, conforme revelou o próprio autor, Raphael Montes, em seu Instagram. Além disso, no mês passado, a atriz Gabi Lopes – que interpretou Carol, namorada de Cristian Cravinhos – confirmou que todo o elenco tinha sido recontratado para o terceiro longa. “Vai ter o terceiro filme de Suzane. Vai ser um único e mais forte. Vai mostrar uma parte que os primeiros não mostraram e vai misturar as versões [de Suzane e Daniel]. Tem um novo nome, novo conceito. Nós, do elenco, fomos todos recontratados, tudo igual. Tem umas pessoas novas, a mais, vai ser um ‘bafo’. Vai ser bem forte”, disse a atriz ao podcast Poddelas. O novo longa deverá mostrar o que aconteceu no período de quatro anos entre o crime o julgamento. Além de Carla Diaz como Suzane von Richtofen, o elenco original também destaca Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos. Os dois filmes contaram como o casal se envolveu e planejou a morte dos pais dela em 2002, com a ajuda do irmão do rapaz, Cristian (Allan Souza Lima). Escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes (de “Bom Dia, Verônica”), o roteiro foi baseado nos depoimentos dos réus durante o julgamento, em 2006. Cada um dos filmes trouxe o ponto de vista de um dos condenados. O novo longa deverá mostrar o que aconteceu no período de quatro anos entre o crime o julgamento, mas os produtores ainda não fizeram um anúncio oficial. Por conta disso, não há maiores detalhes sobre o projeto. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carla Diaz (@carladiaz)
Gilberto Barros é condenado à prisão por homofobia
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o apresentador Gilberto Barros a dois anos de prisão pelo crime de homofobia, em razão de um comentário feito no programa “Amigos do Leão”, exibido em seu canal do YouTube em setembro de 2020. Como o réu é primário e a pena inferior a quatro anos, a juíza Roberta Hallage Gondim Teixeira, que proferiu a sentença, substituiu a privação de liberdade por medidas restritivas de direito. De acordo com a sentença, revelada pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o apresentador prestará serviço à comunidade pelo tempo da pena e deverá pagar cinco salários mínimos de multa, que serão revertidos na compra de cestas básicas para organizações sociais. Ainda cabe recurso. O comentário que levou à condenação foi feito em um programa sobre os 70 anos da TV brasileira. Na ocasião, Gilberto Barros disse que, quando trabalhava na Rádio Globo na década de 1980, tinha que presenciar “beijo de língua de dois bigodes” pois havia uma boate para o público LGBTQIAP+ em frente ao local. E concluiu: “Não tenho nada contra, mas eu também vomito. Eu sou gente, ainda mais vindo do interior. Hoje em dia, se quiser fazer na minha frente, faz. Apanha os dois, mas faz”. A defesa de Gilberto Barros confirmou a fala, mas disse que o apresentador se mostrou constrangido pela situação, “pois sempre usou sua arte ou ofício para melhorar o país”. Afirmaram também que, “pelo seu sangue italiano, ele costuma falar muito”, mas “jamais teve a intenção de incitar a violência”. Em sua decisão, a juíza afirma que houve agressividade nas palavras aplicadas, discriminação contra homossexuais – que despertariam “nojo” – e que a fala atingiu a comunidade LGBTQIAP+. “A manifestação verbal do acusado ajusta-se à prática e indução da discriminação e preconceito em razão da orientação sexual, não havendo falar-se em liberdade de expressão na medida em que esta não abarca o discurso de ódio”, diz a sentença magistrada. Gilberto Barros foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pelo jornalista William De Lucca, militante da causa LGBTQIAP+. O advogado Dimitri Sales, que representou De Lucca ao lado da também advogada Fernanda Nigro no processo, afirmou em nota que é uma decisão “importantíssima, por resguardar os direitos da população LGBT, rejeitando comentários e condutas que estimulam ódio e violência”. Ele diz que a condenação também reforça “a decisão do STF [Supremo Tribunal Federal], que elevou a vida desta população a bem jurídico fundamental quando reconheceu a prática de homofobia e transfobia como crimes”. O apresentador já havia sido condenado na esfera administrativa pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de São Paulo.
Carla Diaz indica volta ao papel de Suzane von Richtofen
A atriz Carla Diaz publicou na noite de quarta (10/8) no Instagram uma foto inédita caracterizada como Suzane von Richtofen. “E aí, seria um #tbt ou não?”, escreveu ao lado da imagem, plantando a dúvida entre os seguidores sobre se seria um registro de arquivo ou uma volta à personagem. A verdade é que “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais” vão gerar sim um terceiro filme. Os dois filmes foram um sucesso imenso na Amazon Prime Video e terão continuação. No mês passado, a atriz Gabi Lopes, que interpretou Carol, namorada de Cristian Cravinhos, confirmou que todo o elenco tinha sido recontratado para a produção. “Vai ter o terceiro filme de Suzane. Vai ser um único e mais forte. Vai mostrar uma parte que os primeiros não mostraram e vai misturar as versões [de Suzane e Daniel]. Tem um novo nome, novo conceito. Nós, do elenco, fomos todos recontratados, tudo igual. Tem umas pessoas novas, a mais, vai ser um ‘bafo’. Vai ser bem forte”, disse a atriz ao podcast Poddelas. O novo longa deverá mostrar o que aconteceu no período de quatro anos entre o crime o julgamento. Mas não falta assunto nem para um quarto filme, tendo em vista tudo a carreira de Suzane após a prisão – desde envolvimento com outra presidiária, começo de namoro com um empresário durante visitas no presídio, progressão de regime, quebras de confiança em saídas temporárias da prisão, início de faculdade durante a pena, etc. Dirigidas por Maurício Eça, as duas produções lançadas pela Amazon Prime Video foram estreladas por Carla Diaz como Suzane von Richtofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos. Os filmes contam como o casal se envolveu e planejou a morte dos pais dela em 2002, com a ajuda do irmão do rapaz, Cristian (Allan Souza Lima). Escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes (de “Bom Dia, Verônica”), o roteiro foi baseado nos depoimentos dos réus durante o julgamento, em 2006. Cada um dos filmes trouxe o ponto de vista de um dos condenados. No elenco, estavam ainda Augusto Madeira e Debora Duboc, como os pais dos Cravinhos, Leonardo Medeiros e Vera Zimmermann, como os Richtofen, e Kauan Ceglio, no papel do irmão de Suzane, Andreas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carla Diaz (@carladiaz)
Diretor de “Crash” tem caso de agressão sexual arquivado na Itália
Um juiz da cidade de Lecce, no sul da Itália, decidiu que não há motivos para prosseguir com a investigação sobre as alegações de que o diretor canadense Paul Haggis, vencedor do Oscar por “Crash” (2004), fez sexo com uma mulher sem o consentimento dela. Segundo a agência de notícias italiana ANSA, o tribunal decidiu a favor de Haggis na sexta-feira (29/7). “Depois de ver as evidências e ouvir os argumentos de ambos os lados, o Tribunal Distrital de Lecce, um tribunal de apelação com três juízes, rejeitou por unanimidade o apelo de um promotor para restabelecer a prisão domiciliar de Haggis”, disse a advogada do cineasta, Michele Laforgia, em comunicado emitido neste sábado. Ela afirmou ainda ter apresentado “provas irrefutáveis e objetivas de que a mulher contou várias mentiras aos investigadores e ao tribunal, com fatos e testemunhas que contradizem completamente sua história”. “Duas semanas atrás, a juíza Vilma Gilli do Tribunal de Brindisi interrogou a suposta vítima e imediatamente anulou a prisão domiciliar de Haggis”, acrescentou Laforgia, lembrando que a prisão do diretor já tinha sido revogada. Não houve comentários imediatos da equipe jurídica da suposta vítima. Haggis foi preso em 19 de junho em Ostuni, um local na região sul da Puglia, sob a acusação de abuso sexual e agressão contra uma mulher britânica de 28 anos, que teria sido cometida ao longo de dois dias em junho. O diretor de 69 anos passou 16 dias em prisão domiciliar em um hotel, antes de ser liberado da detenção. “Nas próximas semanas, serão conhecidos os motivos da decisão e, portanto, o destino dos processos judiciais pendentes na Itália”, observou Laforgia no comunicado. Haggis também está enfrentando processos judiciais nos EUA, onde está sendo processado pela relações públicas Haleigh Breest, que alega que Haggis a estuprou em janeiro de 2013. A data do julgamento foi marcada para 11 de outubro em Manhattan, Nova York. Haggis alega que o sexo com Breest, que supostamente ocorreu após uma première, foi consensual.
Vencedor do Urso de Ouro, Jafar Panahi vai passar seis anos em prisão do Irã
O cineasta iraniano Jafar Panahi voltou a ser preso na semana passada em Teerã e condenado a cumprir seis anos de prisão, anunciaram as autoridades judiciais iranianas nesta terça-feira (19/7). A sentença se refere a um processo de 2010, que ele cumpriu em prisão domiciliar – desconsiderada na nova sentença. Segundo declaração oficial do porta-voz Masud Setayeshi, ele já foi transferido para o centro de detenção de Evin para cumprir sua pena. O cineasta foi considerado culpado de “propaganda contra o governo” por apoiar os protestos de 2009 contra a reeleição do ultraconservador Mahmud Ahmadinejad como presidente da República Islâmica. Detido por dois meses em 2010, ele foi colocado em prisão domiciliar e proibido de filmar por 25 anos. Mas Panahi resistiu. Continuou fazendo filmes de forma ilegal. O documentário “Isto Não É um Filme” (2011), que retratou seu cotidiano sob as restrições do governo, foi levado para o Festival de Cannes em 2011 dentro de um bolo de aniversário. “Cortinas Fechadas” também teve que ser contrabandeado para fora do país. Em ambos os casos, ele filmou dentro dos limites de sua prisão domiciliar. Mas, em enfrentamento declarado, foi às ruas disfarçado para rodar “Táxi Teerã”, vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim de 2015. Após o final do período previsto de prisão domiciliar, esteve ainda mais à vontade para filmar “3 Faces”, que venceu o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2018. A decisão de envia-lo para uma prisão, porém, deu-se por um motivo sem relação aos filmes que rodou. Na segunda passada (11/7), Panahi decidiu acompanhar o caso de outro vencedor do Urso de Ouro, Mohammad Rasulof (“Não Há Mal Algum”), preso pelo regime. Ao chegar ao tribunal de Teerã, foi preso em flagrante, apesar do período cumprido em prisão domiciliar. Rasoulof foi detido junto com seu colega Mostafa Aleahmad por participar de protestos relacionados ao desabamento de um um prédio no sudoeste do país em maio. A tragédia provocou vários protestos no país em solidariedade com as famílias das vítimas e contra as autoridades, acusadas de corrupção e incompetência. O acúmulo de prisões de cineastas no Irã tem despertado protestos na comunidade cinematográfica mundial. Os organizadores do Festival de Cannes declararam que condenam veementemente as prisões, bem como “a onda de repressão realizada pelo Irã contra seus artistas”. Por sua vez, o Festival de de Veneza pediu a “libertação imediata” dos diretores de cinema, enquanto o festival de Berlim disse que se sente “consternado e indignado” com a prisão. Na sexta-feira (15/7), o Ministério das Relações Exteriores da França denunciou um fenômeno que ilustra “a perturbadora deterioração da situação dos artistas no Irã”. Entretanto, não são apenas diretores de cinema que incomodam as autoridades iranianas. Qualquer comportamento considerado impróprio tem rendido dura repressão. Em maio de 2014, a polícia prendeu homens e mulheres que gravaram um vídeo em que dançavam a música “Happy”, de Pharrell Williams. Apesar da repercussão internacional, inclusive com apelo do músico, os detidos foram condenados a seis meses de prisão e 91 chicotadas.
Promotor confirma que caso de Polanski tem problemas jurídicos
Guardado em segredo por vários anos, o depoimento do promotor Roger Gunson, que tratou da acusação de estupro de menor contra Roman Polanski em 1977, confirmou que o caso foi marcado por problemas jurídicos e ilegalidades. Os detalhes que mais chamaram atenção – além das descrições contundentes do crime – dizem respeito à incompetência do juiz Laurence J. Rittenband, já falecido. Gunson contou ter tentado desqualificá-lo do caso por má conduta, após vê-lo solicitar informações e opiniões fora dos canais judiciais normais, vindas “de toda parte”, e mudar de ideia após fechar um acordo com Polanski sobre seu tempo de detenção. Graças ao acordo original, Polanski se declarou culpado em 1977 de uma acusação de relações sexuais ilegais com uma menina de 13 anos. Rittenband o condenou a passar 90 dias na Prisão Estadual de Chino para um exame de diagnóstico antes de sentenciá-lo. Mas o diretor foi libertado após 42 dias, levando a um clamor público. O juiz então voltou atrás, de acordo com o testemunho de Gunson, dizendo que enviaria Polanski de volta à prisão estadual. Para Gunson, a qualificação do período do exame como sentença já era contrário à lei. Mas pior ainda foi a segunda decisão do juiz, diante da desaprovação pública, ao reverter a detenção de Polanski, acrescentando uma sentença potencial de 6 meses a 50 anos para o diretor, enquanto assegurava em particular aos advogados do cineasta que deixaria Polanski sair da prisão depois de cumprir mais 48 dias. Gunson também testemunhou que o tratamento de Polanski foi surpreendentemente brando. Ele foi autorizado a se declarar culpado apenas da acusação mais leve contra ele, escapando de uma acusação de estupro, supostamente para poupar sua vítima de 13 anos da provação de um julgamento. Seu exame psiquiátrico também foi encurtado para poupá-lo de ameaças percebidas na prisão de Chino, e seu oficial de condicional, em uma decisão incomum, permitiu-lhe sair três vezes para dar entrevistas. Apesar disso, Gunson disse que entendeu a decisão de Polanski de fugir do país em 1978. “Depois de refletir sobre o que aconteceu, não fiquei surpreso por ele ter saído”, testemunhou. “Havia uma questão de saber se ele, Sr. Polanski, poderia confiar na palavra do juiz Rittenband. Se ele fosse enviado para a prisão estadual e não fosse chamado de volta pelo juiz, poderia ficar lá por 20 ou 50 anos”, testemunhou Gunson. Esta polêmica já era conhecida, pois Gunson repetiu tudo isso no documentário “Polanski: Procurado e Desejado”, de 2008. O próprio Polanski argumentava há décadas que só fugiu do país após o juiz original do caso ameaçar desconsiderar um acordo que ele fechou com o tribunal. Ele alega que cumpriu o combinado. Mas após seu período preso, o juiz alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido mantê-lo preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Embora Gunson tenha prestado esse testemunho juramentado em 2010, a Promotoria de Los Angeles barrou as tentativas dos advogados de Polanski de trazerem o depoimento à público para confirmar as alegações do diretor. Isso só foi revertido agora por uma ordem do Tribunal de Apelações, atendendo dois jornalistas interessados em publicar o conteúdo. O ex-promotor, atualmente aposentado, também descreveu longamente os esforços fracassados ao longo dos anos para resolver o caso, incluindo uma tentativa de acordo para que Polanski retornasse aos Estados Unidos nos anos 1990, com a garantia de não seria preso ao desembarcar. Mas embora Polanski se dissesse disposto, a chefia da promotoria sempre impediu. De acordo com Gunson, o escritório do promotor público de Los Angeles sempre defendeu que Polanski devia se entregar antes de fazer um acordo, algo que nunca aconteceria.











